O que seria o Cinema sem as trilhas sonoras? Imagine a memorável seqüência de “Cantando na Chuva” ou o agitado “Swat” sem as suas músicas envolventes que nos fazem entrar no clima do filme?
Nesta coluna, tive a idéia de juntar duas paixões minhas: Cinema e Música. Sim, pois todo bom filme tem que ter uma trilha sonora de acordo, e toda boa música tem uma história com a qual nos identificamos. Cheguei, então, a pensar que esses dois andam muito bem entrelaçados.
Imagine “Psicose” sem aquele instrumental angustiante na cena do banheiro, ou o mais contemporâneo “Guerra nas Estrelas” sem aquela trilha que arrepia até quem não é fã. Bem diferente, né? E o tal “Cantando na Chuva”, que nem é uma pérola cinematográfica, mas ficou gravado em nossas memórias pela seqüência de Geene Kelly, literalmente, cantando na chuva?
Engraçado como um nos faz lembrar o outro e vice-versa. Eu não me lembro de “A Dama de Vermelho”, mas conheço bem “I just called to say I love you”, de Stevie Wonder. Também nem conhecia “Rush”, quando me apaixonei por “Tears in Heaven”, de Eric Clapton ou “Dirty Dance”, quando curti a batida de “I´ve have time of my life”. Na maioria das vezes, descubro essas pérolas musicais quando estou revirando os CDs e LPs dos meus pais, e é sempre uma surpresa.
Algumas outras, entretanto, ficam marcadas juntas com o próprio filme. Por exemplo, “My heart will go on”. Não sei o que me atormenta mais: ver a Celine Dion esgoelando-se ao cantá-la ou ver o Jack e a Rose brincando de cai-não-cai na proa do navio. Também tem a Whitney Houston dando o mais potente agudo em “I will always love you” e, noutra hora, está correndo nos braços do Kevin Costner em “O Guarda Costas”. Ah, não posso esquecer de “Ghost - Do outro lado da vida” com aquele romantismo de “Unchained Song”, no tom de Demi Moore e Patrick Swayze. Nossa! Quem não lembra?
Ah, eu parecia pinto no lixo quando descobri que aqui em casa tinha “Take my breath away”! Escutava sonhando com o Tom Cruise, novinho, voando em “Ases Indomáveis”. E quando estava assistindo ao “Robin Hood”, a versão com Kevin Costner, e começou a tocar “Everything I do, I do it for you”, do Bryam Adams? Eu enchia o saco dos meus pais cantando essa música e lembrando da história de amor do filme em todas as nossas viagens.
Definitivamente, esses dois, quando unidos de forma conveniente, são um sucesso. Agora, não poderia fechar essa coluna sem falar de dois certos filmes acolá: “Pulp Fiction” e “Closer”. Esses dois são tão perfeitos, enquanto filme e trilha sonora, que vou dedicar uma coluna exclusiva para cada um. Neste momento, vou apenas dar uma espiada… Se você já viu “Pulp Fiction”, deve ter reparado na poderosa trilha do filme. Sempre amei “Girl, you´ll be a woman soon”, e quando a ouvi no filme… Ah, sem comentários! E quando toca “Let´s stay together” do Al Green? Sublime! “Pulp Fiction” faz uma das melhores uniões que eu já vi. E “Closer”? Bem, “Closer” já me emociona no começo, quando entra a música de Damien Rice, “The Blower´s Daughter”. Só essa já mata. Deve ter marcado a maioria das pessoas que realmente assistiram ao filme e o compreenderam.
Mas é isso. Música no cinema. Unir o útil ao agradável. A fome com a vontade de comer. O que seja! Ambos me emocionam muito por si só, mas quando juntos… Ai é covardia! Espero que vocês possam desfrutar melhor desses dois nos próximos filmes aos quais assistirem. Vale a pena!
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