Sabe aquelas situações fexatórias ou maravilhosas demais que nos dão aquela sensação de ‘parece filme’? Realmente, o cinema é influenciado pelo cotidiano de nós, normais, e a melhor pelÃcula pode estar bem à sua frente!
Ainda tem gente que pensa que certas coisas só podem acontecer em filmes… Ok. Vou tentar mostrar que não é bem assim. Exceto aquelas ficções cientÃficas! Mas não duvido absolutamente nada que tenha alguém por aà esperando se tornar um Jedi ou topar com o tal do Skywalker. Por incrÃvel que pareça, tem sim!
Mas, vamos lá! Vou precisar da sua imaginação na coluna dessa semana. Descer no terminal - de metrô! Por que, nas grandes produções, ônibus é coisa de liso! - e cair de quatro bem na saÃda, na frente de um aglomerado de gente - curiosa - e com vários metrôs atrás lotados até a tampa. Filme? Não, não… Aconteceu com uma amiga há alguns meses. E não, não vou revelar o nome da coitada!
E que tal uma queda fenomenal de quatro, num dia chuvoso, em uma generosa poça de lama na frente do shopping mais badalado da cidade, à caminho da sua faculdade? Sair com as canelas lambuzadas de lama nunca é legal, certo? E também não é filme, é vida real mesmo. Bem real! E já que estamos falando de faculdade… Descer a rampinha lotada na hora do intervalo e perder o equilÃbrio, indo de cara ao chão, de quatro e de saia. Não é nenhuma cena daqueles filmes de high school americano. Fui eu, há duas semanas atrás!
E aqueles micos de primeiro encontro? Até parece que os diretores inventaram aquilo ali… No mÃnimo, um amigo do amigo que é namorado da colega da namorada dele – ou ele próprio – pagou uma vexa daquela e acabou colocando no script. Essas vergonhas são tão normais entre todos que viram. É clichê. A gente já sabe o que vai acontecer antes de alguém cair de bunda no chão.
Chegar na casa da namorada, naquela primeira visitinha, quer deixar todas as boas – e más – impressões e causar um dilúvio: quebra copo, pisa no rabo do gato, taca a testa na porta de vidro, entope o aparelho sanitário, engasga com o jantar, chama o pai de senhor enquanto ele está naquela crise de meia-idade… Quer mais? Vai bem dizer que você nunca soube de alguém que passou por isso? Confesse.
Ah, e aquela fofoca básica falando mal de algo ou alguém na presença do referido? Essa é muito normal! Costumava acontecer demais comigo. Culpa da minha sinceridade à flor da pele.
Com certeza, deve haver vários Adams Sandlers por aÃ. Bens Stiler também, certo? Ninguém merece entrar numa fria maior ainda do que a do Gaylord! Falando em Gaylord… Agora me pegaram: conheço ninguém com esse nome.
Enfim, você deve estar se perguntando por que diabos eu vim reparar nesses fatos hilários de cada dia, ou… talvez nem esteja. De qualquer forma, eu vou falar sim! Acho que foi meu inconsciente pedindo um desabafo! Por que, com o Ãndice de vergonha que eu pago por mês, se eu me der mal como colunista, vou virar concorrente do Tom Cavalcante. A diferença é que vou tirar sarro das minhas próprias mazelas! Ou, virar roteirista de comédia!
E-mail para comentários: mairasuspiro@cinemacomrapadura.com.br

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