Um assunto visto por muitos, ignorados por outros, desconhecido para a maioria. A Espiritualidade sempre rondou a curiosidade do homem e agora está invadindo a mídia. Assim como fez o evento “Comunicação e Espiritualidade”, nós também deveríamos discutir essa nova apresentação do tema.
De fato, é muito importante discutir sobre os temas que estão em foco na mídia. Foi mais ou menos essa a intenção do Workshop Comunicação & Espiritualidade, realizado no dia 29 do mês passado, numa iniciativa do empresário Luiz Eduardo Girão. Como não poderia deixar de ser, o cinema foi uma das mídias citadas, muito bem representado através das palavras do superintendente da TV Ceará e professor de História e Estética do Cinema da Universidade de Fortaleza, Gláuber Paiva Filho.
A conversa começou com algumas experiências do jornalista Marcel Souto Maior, autor dos livros “As Vidas de Chico Xavier” e “Por Trás do Véu de Ísis” e editor do quadro “Profissão Repórter” do programa Fantástico, da Rede Globo. Em seguida, os demais participantes da mesa redonda se pronunciaram, os quais eram a jornalista Déborah Lima, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará (Sindjorce); o jornalista Moacir Maia, colunista de Economia de veículo impresso e professor universitário; o jornalista Nonato Albuquerque, que também é radialista e âncora de programa de telejornalístico; o publicitário Duda Brígido, diretor do Sindicato das Agências de Publicidade do Ceará (Sindapro), além do já citado Gláuber Filho.
Na verdade, algumas pessoas podem ter estranhado o desenrolar do evento. Alguns pensaram em algo realmente espírita, outros pensaram em algo mais focado na comunicação. Acontece que foi uma mescla - não muito equilibrada para o meu gosto, mas não deixou de ser um momento interessante.
De qualquer forma, não quero me ater ao evento em si, mas sim ao tema proposto. Por mais que o momento mereça suas considerações… Como por exemplo: alguns integrantes da mesa que faziam caras e bocas dignas de uma psicografia, o tom pastoral que outros integrantes deram ao discurso, a enrolação de palavras perdidas na perda de foco e o castigo do cerimonialista, engomado e hiperativo, que passou as 3h esperando o santo baixar, mas ao que parece, infelizmente só baixaram interferências telefônicas.
Voltando ao tema. Não é de agora que percebemos a exibição de temas mais espirituais. Na TV, vimos a novela “Alma Gêmea” a personagem Serena, da atriz Priscila Fantin, trazer tona a polêmica da reencarnação. Mas o que nos interessa é o cinema, certo? E aqui é que temos uma lista longa!
“Sexto Sentido” (1999), “Espíritos” (2004), “Os Outros” (2001), “Diário de uma Paixão” (2004), “Amor Além da Vida” (1998), “Ghost – Do Outro Lado da Vida” (1990), “O Iluminado” (1980), “O Exorcista” (1973), “Poltergeist” (1982), “Chave-Mestra” (2005)… Por enquanto basta, né? Acredito que com exceção de dois ou três, todos esses filmes são conhecidos de vocês. Alguns mais recentes, outros da década de 90/80. Mas todos trazem a espiritualidade como ponto influente no enredo.
Acredito até, que princípio, a espiritualidade era usada apenas com a finalidade de assustar. Tanto que a maioria dos filmes que usam espíritos e cia. Ltda. tem um tom de suspense. De uns tempos para cá, talvez com a maturidade do assunto e mudança de pensamento das pessoas, o tema passou a ser melhor trabalhado, virando até histórias de amor e comédias.
Verdade seja dita: nem todo mundo pode acreditar, mas todos já tiveram isso em algum momento do seu cotidiano. Seja em brincadeiras de susto, em historias de terror, em experiências próprias, em alucinações no escuro ou mesmo vendo programas televisivos ou filmes na telona. Assim como dizem “eu não acredito em bruxas, mas elas existem”, há quem diga “eu não acredito em almas, mas não me deixe sozinho no escuro”.
Realmente é um assunto de mil gumes, que pode ser interpretado de diversas maneiras e que pode ser usado de várias formas, e nem todas elas são positivas. Justamente por isso, acho importante ter esse assunto discutido, por mais que ele envolva princípios religiosos e se torna um tanto subjetivo. Mas ele está por aí, sendo tema de muitos trabalhos.
No XVI Cine Ceará, por sinal, um dos longas exibidos foi “As tentações de São Sebastião”, do diretor José Araújo. Certamente é um filme deveria ser visto pelos que gostam ou tem curiosidade pelo assunto. Principalmente porque “As Tentações” não focam no rotineiro catolicismo, mas trazem a Ubanda, religião não tão conhecida por todos.
Tanto o cinema nacional como o cinema internacional (mais comercialmente falando) trabalharam esse tema, que justamente por ser misteriosos e brincar com a subjetividade humana, chama tanta a atenção. Já estava na hora de tratarmos essa temática de forma aberta, com ceticismo ou não, mas trazê-la para a nossa realidade, já que a mídia já trouxe para os meios de comunicação.


11 | outubro | 2008 às 05:03
em primeiro lugar eu tenho que confeçar que adoro o voco trabalho,todas elas sao impecavel,gosto em menso da nimaçao,e por fim gostaria que mandaçem para o meu imel todas as novidades do mundo das fantasias.se for possivel pagar eu farei isto co todo o praser.