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Breve comentário sobre o papel de Chico Buarque no cinema

Publicado em: 10-05-2007 @ 1:55 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Saldanha

Chico Buarque

Alguns devem ter soltado um ruidoso “ahn?”. Outros, mais atenciosos, devem já saber do que se trata. Pois é, um dos maiores artistas da música brasileira também teve considerável participação no cinema. Pra quem não sabe, esse senhor que possui um currículo musical de mais de quarenta anos, teve a sua estréia como compositor em 1967, no filme “Anjo Assassino”, de Dionisio Azevedo. Em “Garota de Ipanema”, filme baseado na música de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Chico teve participação na trilha sonora, além de atuar ao lado de personalidades como Rubem Braga, Fernando Sabino, Otto Lara Rezende, entre muitos outros, inclusive o próprio Vinicius de Moraes. Em 1972, no filme “Quando o Carnaval Chegar”, de Cacá Diegues, ele tem a oportunidade de tomar conta de praticamente toda a trilha sonora e de atuar ao lado de amigos como Nara Leão, Maria Bethânia e Hugo Carvana, interpretando um artista mambembe.

Para “Joana Francesa”, também de Cacá, compõe a música de mesmo nome, inspirado na atriz Jeanne Moreau, protagonista do longa e de quem Chico sempre foi fã. Foi para “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, que o músico compôs uma de suas canções mais cultuadas até hoje: “O Que Será (À Flor da Terra)”. Para inspirar-se, utilizou o romance de Jorge Amado, no qual o filme é baseado. Tudo indica que funcionou direitinho, mas, ao ser perguntado sobre do que se trata a letra da música, Chico responde: “é uma música de perguntas, e não de respostas”. Marcando para sempre a vida das crianças brasileiras, ele compõe a trilha sonora de “Os Saltimbancos Trapalhões”, em 1981. Claramente baseado em “O Circo”, de Charles Chaplin, o filme mostra o grupo de comediantes como artistas de um circo. Talvez o filme não seja o melhor, mas difícil é tirar da cabeça letra e melodia de “Piruetas”. Foi em 1986 que “A Ópera do Malandro”, peça escrita por Chico, fora adaptada para o cinema pelas mãos de Ruy Guerra, cineasta português. Pela primeira vez, Chico participa de forma quase que integral em um longa-metragem, sendo responsável por toda a trilha sonora, atuando e escrevendo parte do roteiro.

Mais recentemente o trabalho de Chico pode ser conferido no filme “A Máquina”, de 2005, ainda em cartaz em vários cinemas do país. O romance de Adriana Falcão virou peça e não tardou para virar filme. A trilha sonora, primorosa, ficou por conta de Robertinho do Recife, DJ Dolores e, claro, Chico. Dele, podemos ouvir as músicas “Porque era ela, porque era eu”, em versões instrumentais e com letra; além de “Acalanto”, cantada pela mãe de Karina (personagem de Mariana Ximenes) para que a moça adormeça tranqüilamente em seu colo.

Além disso, Chico teve livros adaptados e muitas outras trilhas compostas (cerca de cinqüenta). Esse foi apenas um breve comentário sobre um assunto que gera pano pra manga, tema pra tese, assunto pra livro… ou, quem sabe, um futuro especial no CCR dedicado exclusivamente imensa participação do compositor no mundo do cinema.

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4 Comentários

  1. Adriano
    11 | maio | 2007 às 09:39

    Benjamim, filme adaptado da obra literária do Chico, é lindo!
    Tem também um filme do Cacá Diegues, que eu não lembro o nome, mas onde o diretor usa algumas músicas de diferentes compositores brasileiros e cria curta-metragens inspirados nas cançõe. No filme, um curta transforma Samba do grande amor, do Chico, numa espécie de conto-canção-cinema. Muito bom!

  2. Rui Gomes
    11 | maio | 2007 às 10:58

    Muito boa essa serie do Chico em DVD, já assisti uns 7, e tenho 3 deles. Pra mim os melhores ( dos qu eeu assissti )são Saltimbancos e o Roda Viva, o do cinema também é interresante mas não é dos meus favoritos.

  3. Paulo Henrique (São Paulo - SP)
    14 | maio | 2007 às 15:07

    Vai trabalha vagabundo!!
    hahahaha, só pra citar esta trilha tambem muito bem feita pelo metre (musical e exeplo de garanhão) Chico Buarque! Vale apena ouvir tudo que o cara canta ou compõe!!

  4. zlvd guhpwezk
    18 | maio | 2007 às 23:03

    mhfpwbx izqbx ramw jalusqkdf brsufz lefbcwj skfztwxn

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