Crise. É sim. Pensando e repensando nos raros intervalos dessa semana, eu enxerguei uma crise dentro dessa tal “sociedade da informação” em que vivemos hoje. Um mundo, literalmente, de informações disponíveis mais uma penca de metidos a sabe-tudo e o que a gente ganha? Uma manada de “pseudos-especialistas” em cinema. Objeção, seu juiz!
Não, não estou falando dos “pseudos-cults” como eu falei em colunas passadas. Estou falando dos primos tortos deles, os “pseudo-especialistas”. Aliás, vou chamá-los de “pseudo-experts”. Batizados. Pois bem, esses cidadãos aí acham que por terem lido três artigos na internet e visto cinco filmes de um grande diretor se tornam autoridades no assunto. Pior que esse tipo, só o José Wilker, que parece que sofre enquanto pensa e fala pequenas abóboras.
Aviso logo que essa coluna tem um tom muito mais pessoal que as outras, e que eu vou passear entre o hilário e o crítico que nem bêbado em corda de equilibrista. É que eu detesto banalizações e aspirações pretensiosas. Além do mais, estava sem pauta para essa semana… (Depois de 73 colunas, você começa a correr o risco de se repetir. No, not yet.) Então, desabafo.
Eu me revolto, sabe? Desculpa aí, mas eu me revolto. Cinema é uma arte. É acessível a um grande número de pessoas. E no mundo de hoje, conhecimento e informação valem status e até dinheiro. Então, a Sétima Arte se torna um ótimo campo para “exibir” conhecimento. Aí vem seu-menino dizer que “sabe” cinema porque assistiu a 9837387893 mil filmes e acha que sabe. Pode repetir, por favor? Quantos?
Olha só: quem sabe, sabe. E não precisa dizer. Nota-se! E vamos ter respeito com quem realmente faz cinema, com quem produz cinema. Até o Chico Buarque deveria ter considerado isso quando escreveu “Ela faz cinema”. Alguém checou se ela faz mesmo? Ok, Chico pode. Mas, santo Lanterninha, Cinema é muito mais que uma tela de exibição. Cinema é carregar um equipamento pesado e cheio de pedaços, é escolher locação, é acordar antes do Sol procurando a melhor luz, a melhor fotografia, é editar o mesmo trecho mais de dez vezes no mesmo dia buscando o timing perfeito. Então, seu-menino com 9837387893 mil filmes na lista, não diga que “sabe” Cinema. Diga que gosta, que aprecia, que entende, que se identifica, que se emociona, mas não levante se narizinho torto e seu dedinho cretino budejando que “sabe” cinema. É quase como um cara dizer que é publicitário porque sabe mexer em CorelDraw e PhotoShop. Pois é! E eu sou publicitária, e não estudo anos para ter a mesma moral que um elemento de curso gráfico. Eu não me acho médica porque conheço alguns remédios ou tenho livrinhos de anatomia em casa, nem me acho contadora porque sei usar uma calculadora.
Viva a banalização do conhecimento é? Só pode. O Google ajuda muito nisso. Uma rápida digitada e o “pseudo-expert” se afoga em um diretor, de preferência o que tiver nome mais complicado, e bimba: Fulano de tal é um gênio, sou fã dele. Oh!
Não me entendam mal. Claro que você não precisa ser um diretor para entender de Cinema. Basta ter sensibilidade e atenção. O que me irrita, profundamente, é ter gente abusando e querendo ser “expert” só porque assistiu a um filme ou conhece um diretor renomado do cinema de arte. Odeio quando tratam o Cinema como dever de casa, quando querem disputar quem sabe mais, quem viu mais filmes. Cinema é arte, é entretenimento. Sacar bem de cinema não é chato. Ser um “pseudo-expert” que insiste em ficar fazendo propaganda do que sabe ou deixa de saber, querendo ser mais que os outros é que é um chute na canela.
Uma vez, assisti a um filme super cabeça e denso. Admito que entendi pouca coisa, mas o filme me emocionou bastante e eu gostei. Simplesmente gostei. Ai vem um “pseudo-expert” com cara de abuso dizer: mas o diretor foi estúpido em enquadrar aqueles planos dessa forma, porque segundo disse fulano de tal… É o quê, seu-menino? Eu vi um filme e ele viu uma planilha de diretrizes de câmera? “Não, porque no clássico tal, o grande diretor tal, fez isso e isso e…” E o quê? E se eu quiser gostar do que o outro fez, posso não? Sou menos, é? “Mas o roteiro é fraco, a história é clichê”. E daí? O diretor quis isso, era a proposta do filme. Alcançou: bola na rede. Não gostou? Assiste outro! Desde quando só filme denso é bom? Se a intenção era fazer um filme ruim e no final, ficou ruim: objetivo alcançado, ora! Parabéns!
Eu digo logo que não entendo de cinema. Eu adoro, mas não sei é de nada. No dia em que eu assistir a todos os clássicos do cinema antigo, assistir o cinema europeu, iraniano, indiano, estudar mais técnicas e conversar com mais gente, aí eu abro a boca para dizer: eu entendo. Eu já vi muito filme e já estudei na faculdade e fora dela sobre Cinema, mas nem isso me dá coragem de abrir o bico. E um “pseudo-expert” que fuxica no Google quer ter? Get a life!
Cinema não é matéria exata. Não é decoreba. É sensibilidade, é emoção. Cinema é arte, daquela que até o mais rico e mais inteligente até o mais pobre e mais analfabeto pode interagir. Não venham tirar a graça disso, a beleza disso. Quem torná-lo conteúdo para ser chupado? Vão fazer cartilha começando por “Cinema Paradiso”. Ou vão ver o curta-metragem que o vizinho com câmera digital na mão fez semana passada. Depois a gente conversa. E tenho dito.


16 | julho | 2007 às 15:31
É, esse é um assunto recorrente. Eu que sou formado em Sistemas de Informação, sempre fiquei com esse pensamento na minha cabeça. Tem gente que faz um curso de 1 mês de Informática e se sente O Analista de Sistemas. Enquanto a gente que passou 4/5 anos estudando, não é tão valorizado assim. E os empresários de hoje em dia ainda pensam pequeno. Porque por exemplo, eles vão querer pagar 3 mil reais pra mim, ou 500 reais pra uma pessoa que fez esse curso de 1 mês? Financeiramente, ele pega esse sujeito.
Fazer o que? Profissionalismo é algo tão difícil de se encontrar, pois cada vez mais os grandes empresários querem diminuir despesas, nem que isso acarrete uma queda de qualidade dos serviços.
Ótima matéria, Maíra.
16 | julho | 2007 às 16:42
Sempre fui apaixonado por cinema. Mas o desejo de ser diretor surgiu num belo dia, em que um professor de Literatura na faculdade, amante do cinema, me ensinou a ver além do que a massa via, buscar além do que a maioria busca: intretenimento, informação, passatempo.
Pois existe muito mais na película. O que me admira nele é que, mesmo vendo e conhecendo inúmeras obras, nunca chegou a dizer que considerava-se “expert”, pelo contrário, chamava-se de aluno também e possuia/possui a humildade de aprender com seus alunos. Este sim pra mim é um verdadeiro expert.
P.S.: Onde foi mesmo que o pseudo-crítico supra citado fez estas benditas declarações sobre cinema? Tem no youtube? estou curioso pra ver… e rir.
17 | julho | 2007 às 02:01
Concordo plenamente com a opinião sobre os ‘pseudo-experts’.
Acrescentando, isso é uma cultura que se propaga em diversos meios, não apenas no cinematográfico.
Infelizmente.
A quantidade de informação disponível na internet acaba por criar esse grupo de pessoas que vive em um auto-engano como forma de compensar a falta de empenho e sucesso em sua vida (é evidente que é mais fácil ler meia dúzia de informações na internet do que fazer uma faculdade e tentar ser o melhor da turma).
O que acaba por criar figuras comuns na sociedade de hoje:
- O aluno do primeiro semestre de sociologia que sabe consertar todos os problemas da sociedade brasileira.
- O jovem que está engatinhando na informática e fala sobre novas tecnologias como se realmente fosse capaz de entendê-las.
- O iniciante em cinema que fala sobre filmes como se já tivesse produzido diversos.
Pessoas como essas sempre existiram, porém, com o advento da internet, tornar-se uma delas exige bem menos esforço.
O que explica seu aumento massivo.
Em resumo: é o eterno desejo humano de se destacar antes de realmente merecer.
17 | julho | 2007 às 08:44
assino embaixo!
e eu conheço tantos desses pseudos…
17 | julho | 2007 às 09:07
O Wilker para mim é um grande ator, mas quando senta para apresentar A Festa do Oscar, prefiro dormir ou mudar de canal…
Meus ouvidos clamam por silêncio…
Um abraço a todos..
17 | julho | 2007 às 09:24
Mto bom o texto menina-moça!
Reflete a minha opinião sobre boa parte dos blogueiros-especialistas em música, cinema, teatro, arte e outros mais.
=)
Já sei pra quem encaminhar o texto!
17 | julho | 2007 às 09:37
Esta tirinha reflete bem o seu post.
heheheh
http://www.vidabesta.com/imagens/tiras/tira611.gif
17 | julho | 2007 às 10:35
Só te faço uma pergunta, Maíra. Tu já fez um filme? Sim? Não? Gostou? Acredito que tenha feito. Como foi? Se divertiu? Valeu a pena? Acredito eu, com os meus humildes ideais, que só se “alcança” a arte, porque arte não se faz, a partir do momento que tu se apaixona por ela.
Ninguém pode falar o bastante sobre alguém até viver o mesmo papel desse alguém, e confirmo.
Gostei a inagurada que tu deu sobre publicidade. Realmente, não é o pincel que faz o pintor, mas sim o contrário, não é?
E o que é que faz o cineasta, cinéfilo, jurandirólogo? Bom, deixe-me ver. Acho que se apaixonar por cinema é um bom começo. =)
Todo mundo sabendo. O que diferencia os que entendem dos que sabem, é a habilidade e a humildade de ficar….
Quieto.
Abraços, Menina.
17 | julho | 2007 às 10:47
Passando os olhos rapidamente pelos comentarios e aproveitando pra responder a pergunta do Lucas:
ainda tenho muito que fazer nessa área, Lucas. me falta tempo :/ mas dirigi e produzi um documentário sobre Luxo na faculdade e ajudei da produção de alguns trabalhos de conhecidos. nada demais.
mas sim, sou apaixonada pela coisa. mas nem de longe sou autoridade. só emoção mesmo, por enquanto!
17 | julho | 2007 às 11:18
Maíra, sua coluna ficou ótima, no entanto me chocou um pouco…
Sou cinéfila desde q nasci, e conheço muita gente q acha q cinema é lugar pra namorar ou comer pipoca na promoção. Mas, qndo encontro gente q tem a mesma paixão q eu, a conversa vai longe (sempre respeitando as opiniões). No entanto, um dia desses estava conversando com um amigo e ele me disse que o filme “Ela dança, eu danço” era excelente, calmamente eu discordei e disse q achava o filme muito fraco principalmente na atuação; ele retrucou dizendo q filme ruim era “o Segredo de Brokeback Mountain” e começou a esculhambar com o filme inteiro. Daí, eu naum aguentei e disse q ele q num entendia de cinema e comecei a falar tds os pontos “cinematográficos” positivos do filme. Confesso q dei uma de pseudo-expert…
…
…
Mas, lendo o texto vi com vc tah completamente correta, temos muito a aprender ainda, o q devemos fazer é discutir o assunto e qm sabe aprender mais e mais…
17 | julho | 2007 às 12:30
Lucas, “jurandirólogo”? Hahahahaha
17 | julho | 2007 às 12:38
To aplaudindo de pé!!!
Quem é que nunca esbarrou com esses babacas que acham que sabem tudo?!
Nota 10.
17 | julho | 2007 às 15:36
Pois é, o negócio é não dar ouvidos a esse tipo de coisa, caso contrário só vamos ficar cada vez mais P…da vida (assim como a Maira estava quando escreveu essa matéria).
17 | julho | 2007 às 15:39
Esses “pseudos” me lembram alguns adoradores de Woody Allen, Laranja Mecanica e Almodovar
17 | julho | 2007 às 17:41
nossa, o Gerson, que comentou lá em cima falou e disse:
“Em resumo: é o eterno desejo humano de se destacar antes de realmente merecer.”
vou anotar na agenda essa, viu?
valeu pelo comentário!
17 | julho | 2007 às 17:42
Ei, Rafael, muito massa a tirinha!
hahahaha
vou imprimir e por nos meus cadernos
:*
17 | julho | 2007 às 17:50
e bem, aproveitando o comentário da Heloisa… cara, esse teu amigo nem merecia ser levado na conversa. hahaha. “ela dança, eu danço”, excelente? oO
seguinte, acho que tem que se ver o filme pro dois pontos de vistas: o tecnico e o prazeroso, digamos assim. e a maioria das pessoas deve ver pelo ponto prazeroso, que é o comum. o técnico aparece para os admiradores, fãs, profissionais da área.
se ele gostou do “ela dança, eu danço’, se divertiu e tal, massa! gosto nao se discute mesmo, mas qualidade, ai é ooooutra coisa. e nem todo mundo tem cacife pra entender e discutir esse tipo de coisa.
ai vem aquele ditado: com doido NAO se discute. com estupidos e ignorantes, tambem nao
que nem a suzy falou ai: o negocio é ignorar.
valeu pelos comentários, galera!
pensei que iam odiar a coluna de hoje hahaha
:*
17 | julho | 2007 às 18:10
Gostou da cara do blog?
Incrível, talvez por mera coincidência, mas aquele belo moreno-modelo da foto sou eu mesmo!
hehehheheh
=)
17 | julho | 2007 às 21:12
Primeiramente,eu tenho que dar os parabéns a Maira pelo que ela escreveu.Eu mesmo tinha jurado que não voltava nessa seção após desavenças gritantes com o fulano que escreveu o “Bons de briga,ruins de fama”.
Acho até,Maira,que esse problema do pseudo vai além do cinema.É do ser humano mesmo querer projetar um ar de superioridade,mostrar que detém conhecimento de algo que vc não o tem.
Particularmente adoro filmes,embora não tenha visto 100000000000000 de outros.Entender cinema tb eu acho muito relativo: muito se dizem entendedores e colocam seus gostos pessoais acima do condizente com o filme,tipo:”aquele filme não merece ser visto,mas esse é sério candidato a Oscar”…etc
Concluo achando que a exist~encia de bons entendores é uma coisa meio vagaPois,como vc mesma disse,muito só olham s filmes pelo lado do seu próprio prazer.
Mais uma vez parabéns pelo que escreveu.Paticularmente,gostei.
17 | julho | 2007 às 21:34
Aqui no meu prédio tem um pseudo-expert. Ele vive querendo discutir sobre cinema, enche a boca pra falar dos filmes do Pedro Almodovar, Stanley Kubrick, Woody Allen.. entre alguns outros.
Eu só finjo que escuto e fico na minha pra não ficar puto.
Só espero entender tanto de cinema, um dia, quanto esses pseudo-experts acham que entendem.
Boa matéria e bom desabafo, expressou a opinião de muitos.
E a tirinha do Rafael tá muito massa.. aeiheiueahiueahe..
18 | julho | 2007 às 00:11
Eu gosto de cinema desde pequeno, mas de uns tempos pra cá eu mudei, passei a ver o cinema de outra maneira e hoje em dia pretendo ser cineasta. Pois bem, posso dizer que vivo os dois lados da moeda, sendo um lado de ver o cinema como uma arte de uma forma mais crítica, e o outro lado ver o cinema como uma forma de entretenimento e diversão. Sempre deixo esses dois lados bem claros nas poucas coisas que escrevo ou nas conversas que tenho sobre cinema, o filme pode ter sido horrível para o meu maldito olhar crítico, mas se ele conseguiu me divertir eu deixo isso bem claro.
Em conversas com pessoas da área, no intuito de aprender (sempre deixo bem claro que sou um lezado nessa área, pois é muito recente esse meu desejo de ser cineasta) percebo que as pessoas não estão nem aí para a “nova safra” que está por vir. Aí que entra a maravilhosa coluna da Maíra. Concordo plenamente com quase tudo que ela disse, e por causa desses “pseudo-experts” muitas pessoas passam a ver o cinema como uma coisa chata, e esquece daquela velha forma de entrenimento e diversão, um lugar que você pode ir com a família, namorada(o).
É por isso que eu gosto do ccr (sem querer puxar saco ja puxando :D), no ccr eu encontro críticos que adoram cinema acima de tudo, críticos que conseguem perceber se um filme é divertido independentemente do seus aspectos tecnicos, mesmo que isso não reflita na nota, sempre deixam bem ressaltado nos textos. Diferente de outros sites que eu frequento, onde os críticos se preucupam mais em falar bonito em ter uma boa fluência, do que realmente dizer o que o filme é. Enfim, “pseudo-experts” sempre existirão em todo lugar, o melhor mesmo é ignorá-los e não se rebaixar.
Escrevi com pressa, se tiver erros de português perdoem-me
Álias, parabéns Maíra, essa coluna me estimulou a ler todas as suas outras, pois devem ser show de bola
18 | julho | 2007 às 09:52
Maíra vc nos encanta a cada coluna…
Sangue de cearense é osso… Como é bom ser um comedor de rapadura…
Abaixo os “pseudo-expert”!!!
18 | julho | 2007 às 12:48
\o/ AEW!!!!! Palmas para nossa musa! Ela agora voltou pra valer né?
E esse assunto é bem recorrente mesmo.
Adorei, adorei…
Por isso costumo ler críticas após ver o filme, porque se encontro esse tipo eu logo dispenso a leitura.
Abraços.
18 | julho | 2007 às 16:49
É Caio, parece que ela voltou… mas pra ser completo a nossa musa tem que voltar pro rapadura cast no Filme em 30 Segundos…
Espero que seja no próximo, viu Maíra??
18 | julho | 2007 às 17:21
Que booom, Marcello, qeu consegui fazer mudar de idéia em relação ao CCR. Volte sempre!
18 | julho | 2007 às 17:22
Juliano e Caio, hahaha.
Vocês levantam minha moral.
vou falar com o chefão pra voltar pro rapaduracast, ta certo? continuem com a campanha!
\o/
beijo
18 | julho | 2007 às 18:35
Já esbarrei e muito com os tais “pseudo-experts” são chatos e deixo falando sozinho sempre que um fala alguma bobagem para mim. Nossa é para ficar com raiva mesmo concordo com a Maíra. É verdade de que existem pessoas que realmente gostam de cinema e as que gostam dos bastidores do cinema. Como disse nossa amiga Maíra em um uma frase de seu texto “Eu vi um filme e ele viu uma planilha de diretrizes de câmera?”, sim tem pessoas que assistem filmes prestando atenção nos posicionamentos de câmera, na cor da imagem, nas sequencias das cenas, nas sei lá o que…que deixem este trabalho para os caras do Oscar, o trabalho deles é esse. Enfim,só para terminar cinema é uma arte valoriza-lá é o que mais temos que fazer, se tem um filme ruím, por mais que esse filme seja ruim há algo bom a ser tirado dele (tá certo tem a questão do gosto também) porque eu posso ver algo de bom dele e você não e virce-versa.
19 | julho | 2007 às 09:34
Olha, Juras, o estudo de jurandir é a msma coisa que cinema, vc é abastecido pelo troço, hehehehee.
Autoridade é um negócio complicado, né, Maíra..
Você considera um juiz autoridade? Um policial? Um cientista.. Acho que o mundo “contemporâneo”, na parte mais shaksperiana da palavra, diz que nada terminará como começou =)..
Se vc já fez cinema, e gostou, já é o bastante pra aparecer aqui no CCR… e olhe que eu faço até a capa do DVD, Hahahaha.
PS: Juras, fazer um hot sobre a Maira? HAHAHAH…
Abração, queridos.
19 | julho | 2007 às 09:40
Lucas, já disse, pára de beber cachaça enquanto trabalha.
Acho que cada um pode fazer o que acha melhor ou que acha que sabe fazer de melhor. Independente de formação, mas tem certas coisas, que acabam frustrando. O que adianta ficar puto porque o Spielberg se deu bem sem fazer faculdade cinema? O cara entrou no mercado e arrebentou. Eu fico puto é com os metidos a donos da verdade que, na verdade, eles não sabem é de nada e acham que sabe…
19 | julho | 2007 às 10:03
E você acha que os sites saem sem ela? Tirando que óbvio, é uma cachaça mais moderna, vira fumaça, hehehe.
Concordo contigo. Acredito na questão de dom. Não que o neguinho vai nascer bom, mas se ele tiver “aptidão” (eufemismo feio) trabalhar com cinema, ele vai ser genial, mesmo não sabendo a fórmula de Báskara nem todas as regulagens das lentes.
Tudo gira em torno de fazer o que gosta, e saber por que faz isso.
Meio Matrix, mas a vida é feita de escolhas.
Abração, e chega de mentira por hoje, hehehe.
19 | julho | 2007 às 13:56
Maíra, eu tenho uma teoria: o Sr. Jurandir “Bauer” Filho não a quer de volta porque sabe que você ofuscaria a presença dele no cast…
Mas minha teoria cai por terra pelo fato de um Rapas’cast com a Srta. bateria recordes de downloads e comentário, e isso concerteza o Jurandir iria querer.
Juliano, que tal fazer uma daquelas famosas petições online pela volta da Maíra no 30 Segundos e colocar na comunidade?
OFF: Alguém poderia fazer o favor de me dizer qual é o maldito (com o perdão da expressão) código (ou tag, dependendo do referencial) usado nesse blog. HTML ou BBCode? Os dois? Nenhum?
Porque faz um tempo que vejo pessoas usando emoticons, mas fico com receio de sair um texto com as barras, cochetes e tal…
19 | julho | 2007 às 13:57
Lucas, um hot da Maíra é uma boa idéia…
Iria render muito…
25 | julho | 2007 às 00:21
Realmente, esses pseudo-não sei o que lá irritam. Felizmente, não conheço nenhum, mas já li opiniões deles, e…
E seria legal um HOT da Maíra…
Pessoal, vamos fazer um abaixo-assinado, O.K ?
1 | novembro | 2007 às 19:17
gosto muito de vc
23 | abril | 2008 às 11:41
Concordo com o que foi postado. Mas acho que a crítica aos falsos experts não pode diminuir a importância dos que estudam cinema para oferecer uma crítica/resenha/artigo melhor para seus leitores. Todo profissional tem obrigação de estudar sua área de atuação. Agora, eu realmente não acho que para ser crítico de cinema precise fazer curso - a não ser cursos específicos para crítica de cinema (que existem, mas são poucos e de curta duração). Cursos de cinema, vídeo e publicidade para mim são úteis para quem quer trabalhar na área, mas não para escrever críticas.
24 | agosto | 2008 às 20:24
4gGood idea.6z I compleatly agree with last post. mzo
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