Tamanho é documento? Digo, o tamanho da tela ainda provoca muita diferença? E são as mesmas diferenças de antes? Afinal de contas, a telinha da TV e a telona do Cinema são concorrentes ou complementares? Ou não são nem farinha do mesmo saco? Abram os olhos, sem piadinhas com o “Vanilla Sky”, porque o mercado televisivo e o cinematográfico estão passando por mudanças significativas.
Antes, era notória a diferença entre TV e Cinema. Agora, essa linha fica cada vez mais tênue. E não acho que seja para provocar uma fusão, mas sim, uma mudança de formatos e estilos. Estamos vendo uma série de trocas, de mesclas, de adaptações nos dois mercados. Fico, então, pensando onde essa “gelatina” toda vai dar.
Antes, a escadinha era TV-Cinema. Hoje, não mais. Mas também não me arrisco a dizer que ela foi invertida. Acredito mesmo é que temos dois estilos, dois mercados. Dois paralelos estão se formando, com inúmeras possibilidades de experiências e influências. E só temos a ganhar. Acredito ainda que a TV esteja sofrendo mudanças mais notórias, e logo, tendo mais destaque, justamente porque o Cinema sempre teve um âmbito maior, e logo, um poder de influência muito maior. Não é uma questão de ganhar e engolis, mas sim de criar e adaptar. No final das contas, ninguém sabe ainda exatamente pesar essa balança.
Temos grandes nomes do Cinema que desenvolvem projetos da TV. Francis Ford Coppola, o ícone da trilogia “O Poderoso Chefão” (a melhor, na minha opinião) e do inquietante “Apocalypse Now”, está produzindo a série “The 4400”. O homem mais rico da TV, Jerry Bruckheimer, além de trabalhar no bem-sucedido “C.S.I”, tem o dedo no meio do projeto milionário “Piratas do Caribe”. Steven Spielberg, o diretor do E.T. mais famoso do século, levou suas idéias extraterrestres para as séries “Taken” e “Band of Brothers”. E, abre aspas: vale lembrar da intertextualidade entre o cinema e a TV com o nome de Steven, quando ele era bastante citado pelo personagem bonitinho, mas ordinário Dawson Lerry, na série juvenil “Dawson´s Creek”. Fecha aspas. Tom Hanks, o eterno Forrest Gump, além de ter dirigido o filme “The Wonders” e produzido “O Náufrago”, agora faz polêmica na TV com o seriado “Big Love”. E o Ridley Scott, o famoso lá por “Blade Runner” e “Gladiador”, produz a série “Numb3rs”. Última citação e a mais importante: Quentin Taratino, minha gente. Meu querido Quentin mandou bem no episódio “Grave Danger” da série “C.S.I”, levando a audiência do seriado s alturas. Ok. Já basta, certo? Deu para listar alguns dos grandes nomes da Sétima Arte com projetos no mundo televisivo. Então, eu pergunto: isso limita suas atuações no Cinema? Será? Acredito que só os menos iluminados pensem assim. Não é anulação. É soma. Vejo aí sim, uma valiosa oportunidade de expansão.
Robert Mckee, um dos mais renomados professores de cinema dos EUA, diz que “os melhores escritores da América estão migrando para a TV”. Prova disso foi a ascensão de séries como “Sex and the City” e “Família Soprano”, duas das minhas favoritas, por sinal, principalmente a primeira. Ao mesmo tempo, séries que tem muito sucesso, logo são cotadas para virar filmes. “Sex and the City” tem projeto para o cinema, assim como “24 Horas”. E a animação dos “Simpsons” já está aí, estourando em inúmeras salas de exibição. Isso não mostra uma conexão entre os dois mundos? Acredito que sim. Não é concorrência, é complementariedade. Motivos diferentes, estruturas diferentes, respostas diferentes.
O cinema é mais caro. É mais demorado. Mas em comparação TV, assume ainda um status de luxo, enquanto a TV é produto mais acessível, mais rápido, mais comum. O retorno do público é imediato, logo, a TV é mais volátil. Um mercado ótimo para experimentações. Se antes os diretores e atores iam ao teatro para “arriscar”, acho que hoje eles estão indo para a TV, que “arrebata” um público maior e mais diversificado. Esse talvez possa ser um dos motivos que atraem roteiristas e até atores bem-sucedidos de Hollywood para a telinha.
E outra. Infelizmente, no cinema, temos muito mais papéis masculinos que femininos. Eis outro motivo pelo qual grandes atrizes estão fechando contratos com emissoras de TV. Exemplos: Glenn Close (”Ligações Perigosas”) e Geenna Davis (”Thelma & Louise”). Duas atrizes de peso, ambas indicadas ao Oscar mais de uma vez. Entretando, nunca mais tinham conseguido um papel nos cinemas (parece que isso vem sendo proeza da Meryl Streep mesmo). Resultado? Glenn Close trabalhará na série “Damages” e Geenna Davis estrelou a série “Commander in Chie” com notório sucesso. E se de cá para lá funciona, de lá para cá também. Atrizes com pouca expressão no cinema conquistaram grande fama através de séries bem sucedidas, como é o caso da atriz Sandra Oh (”Sideways”) que interpreta a Christina em “Grey´s Anatomy”. Mas também tem atriz que dá um show na série e paga um mico no cinema, como foi o caso da minha querida Sarah Jessica Parker, que protagonizou a série “Sex and the City”.
Mas não comecem a pensar que tem um lance sexista na história. Kieth Sutherland, o famoso Jack Bauer da série “24 Horas”, está fazendo um enorme sucesso. Mas isso se deve exclusivamente série, visto que sua carreira no cinema foi inexpressiva até então.
Não acho que vá existir um “caminho” obrigatório entre os dois mercados. Tem gente que só vai estar na TV. Tem gente que só vai aparecer no Cinema. Por opção. E aptidão também, claro. Assim como temos atores hoje que só querem saber de teatro, como o Kevin Spacey (para a minha tristeza profunda…).
Acho que TV e Cinema perderam aquela característica opositória de valor e passaram a ganhar espaço para a produção, sem muita preocupação com richas. Esse papo de apocalipse da Sétima Arte não me convence. E nem acho que exista desmerecimento para um lado nem para o outro. São opções. E quem acaba saindo ganhando com isso somos nós, públicos, que temos mais oportunidades de conferir gente boa trabalhando, de formas novas e diferentes, em dois mercados acessíveis e frequentados pela maioria.
3 | September | 2007 às 19:29
Maíra,
estamos ficando com idéias mt parecidas. Precisamos conversar a respeito.
3 | September | 2007 às 23:00
…
3 | September | 2007 às 23:25
Caio com ciumes…
Hahahahahahaha
4 | September | 2007 às 09:23
Nossa , além de uma linda voz essa menina sabe oq fala…Bem interessante entrar nesse assunto, pois se parar para pensar tem pessoas que realmente preferem a tv por questão de comodidades. Mas cá entre nós , nd substitui um cinema, ainda mais com um companhia maravilhosa.
Neh “Maria” Suspiro.
4 | September | 2007 às 09:23
¬¬
hehehehehehhehehe
4 | September | 2007 às 10:12
CONCORDO, CESAR!
NAAAAAAAADA substitui o cinema. :~
beijo.
e acho que o Caio não gostou da coluna dessa semana.
4 | September | 2007 às 21:23
No passado as produções televisivas não eram tão levadas a sério mais de uns tempos para cá algumas séries estão sendo melhor produzidas que muitos filmes,não acho que as séries tirem profissionais das telonas e vice versa é ótimo vê atores(a),diretores e produtores deixando o preconceito com a TV de lado e embarcando de cabeça em muitos projetos bons na TV.
P.S-se não fosse as séries para a gente vê na TV o que restaria? a programação de Domingo? de durante a semana com as novelas de mesmo tema batido?
VIVA AS SÉRIES!
ABAIXO AS NOVELAS!
5 | September | 2007 às 10:54
Eu não gostei?!
Na verdade a reticências foi porque eu estava sem palavras para descrever…
Aí, o Jurandir muito gaiatinho do jeito que ele, foi logo tirando onda…
Como é que eu não vou gostar de uma coluna sua?
Hein?
hehehehehee….
Bjos
5 | September | 2007 às 11:48
Bom, tem filmes que so no cinema pra ter graca como “sunshine - alerta solar” ou “007 - casino royale”, pela fotografia, cenas de açao, etc. Ja outros como comedias so em casa mesmo pois o povo que vai nestes filmes e muito mal educado…Mas a tv a cabo ha muito ja vem superando em tudo os cinemas, pois as series dao um banho em atuacao, direcao, roteiro, fotografia, coisas que no cinema de hoje quase nao existe mais…tem sido so refilmagens, continuacoes e versoes live dos gibis e games da vida. Longa vida para os Lost, House, Desperate Housewives e The Office, Sopranos…
5 | September | 2007 às 13:26
Impossivel alguem deixar de gostar de uma matéria dessas , acho que isso é visto por todos…muitas pessoas tem duvidas do que prefere , o conforto ou a emoção maior..eu fico com a emoção. ( sala de cinema é confortavel ) Qm ja ouviu falar do Norte Shopping do rio de janeiro ?
5 | September | 2007 às 13:31
Deixaram a Sr. Suspiro triste…heuheuheuehue tadinha.
5 | September | 2007 às 16:52
hahaha.
eu superei a tristeza, depois que vi comentários legais debatendo o tema.
obrigada pela preocupaçao, Cesar.
e Caio, que bueno que tu gostou :*
5 | September | 2007 às 18:46
Engraçado esse negocio de tv e cinema, será somente o ambiente?
Por exemplo, fui assitir Grande Familia - O Filme no cinema, mas parecia que estava em casa em frente a tv numa quinta-feira a noite, só faltou os comerciais.
Ao contrario, vendo a serie Dexter no dvd parece que estou no cinema, tal o nível de concentração.
Acho que o produto determina o meio, ou será o contrário? Fiquei confuso agora.
Concordam? Ou não?
6 | September | 2007 às 01:23
Por mais que a TV evolua e fique cada vez melhor, o que é muito bom, eu ainda vou preferir ir pra sala escura, com aquela tela gigante, o som nas alturas, e mesmo que as vezes tenha alguem pra atrapalhar eu ainda vou preferir ir ao cinema do que assistir um filme ou um seriado em casa.
Mas esse “intercâmbio” é muito bem vindo!
Bendita hora que o Kiefer Sutherland resolveu ir pra TV. Salve 24 Horas!
Boa matéria!
6 | September | 2007 às 11:02
O cinema e a TV são coisas quase que completamente diferentes, porém, se complementam.
Quando uma revolve invandir a área da outra dificilmente sai alguma coisa boa, mas também quando sai, fica bom mesmo…
6 | September | 2007 às 11:06
Eu não sei…
Lendo a matéria pela segunda vez, fica intrigado:
Será a Maíra, Chefe Mor das Palavras?
Não sei de onde sai tanta perfeição na hora de escrever…
6 | September | 2007 às 13:06
Nossa Maíra que sucesso!
Td mundo pagando pau pra vc!!!!!!
( e eu tbm!)
*-*
6 | September | 2007 às 13:51
Pff
6 | September | 2007 às 18:45
E o Jurandir com inveja ou desdém, só pode.
Guarda teus “pfffs” pro rapaduracast, chefia.
Valeu pelos comentários, pessoal!
6 | September | 2007 às 20:34
O triste é que o Brasil ainda não abriu os olhos para esta “evolução” da TV. Aqui só se investe em roteiro para novelas.
¬¬
As mini-séries ainda estão muito presas ao humor — não que isto seja de todo ruim.
hehehe
Muito bom seu post, moça. Quem vê seus micro-contos no blog pessoal, se surpreende com o longo e coeso desenrolar das idéias.
=)
Ah, pelo visto saiu um pouco da fossa. Não citou o Closer pela milésima vez.
ehehhehehe
Mas Vanilla Sky tá aí.
heuaheuaheu
=D
18 | September | 2007 às 16:47
Aproveitando a brecha dada por vc Maíra, gostaria de falar a respeito das telas de cinema e a busca pelas salas estar sendo pouca.
Eu pergunto a vc:
Seria legal as salas de cinema diminuírem de tamanho pelo fato da busca por elas estar sendo pouca, por todos q kiserem ter acesso aos filmes, poderem baixar ele pela internet, junto com o lançamento nos cinemas, a vinda dele pra tv a cabo ser rápida? Fora os outros fatores!
Mas eu digo:
Aonde vai parar a magia de vc se arrumar, sair de casa, marcar aquele encontro, ou simplesmente sair com os amigos, ou melhor ainda, ir sozinho com a sua melhor roupa pegar o carro ou o Buzão, e chegar na frente do cinema, escolher o título q lhe agrada, as vezes comprar aquela pipoca q ñ tem o mesmo gosto a q se faz em casa e entrar naquela sala ENORME com aquela tela q faz jús ao tamanho da sala (ou seja, qto maior a sala e mais lugares, maior é a tela) e assistir ao seu filme. Nos minutos anteriores sermos apresentarmos aos novos lançamentos (em casa poucos vêem os trailers em Dvd) nos surpreendermos com akele filme dakele ator q gostamos, akele diretor q admiramos, a obra q começamos a contar nos dedos os dias para sua estréia. A EXPECTATIVA!!!
Aonde vai parar a Magia de estar nakela sala unica e exclusivamente “sua” para ver akela obra, entrar no mundo do personagem, sabendo q ninguém vai bater a sua porta, a campainha ñ vai tocar, o cachorro da vizinha ñ vai latir e nada ou ninguém vai tirar a sua atenção. Vc entra de corpo e alma no universo dos personagens e todas aquelas pessoas q estão naquela platéia prestigiando a obra q demorou meses e até anos para ser concLuída, que foi feita com todo amor e carinho e o suor de todos q nela trabalharam. Não só os atores principais e o diretor, mas desde o cãmera q filmou brilhantemente aquela cena q te deixou de boca aberta, a maquiagem q fez vc ñ reconhecer aonde entrava a ficção e a realidade, a edição q deu o rítmo ao tal filme e vc se perde nakilo e começa a acreditar no mundo q esta diante de seus olhos.
Cinema é isso. Um Passaporte para um Novo Mundo!
A barreira da realidade e do mundo da fantasia. E lembrar q antigamente qdo íamos ao cinema uma cortina se abria antes do filme e fechava ao término.