‘E então viveram felizes para sempre’: eis o clichê-eterno dos finais felizes. Acontece que eles não aparecem apenas nos contos de fadas, como também em alguns roteiros do cinema. Mas, até quanto eles são tolerados pelo público? Por que diabos se gosta tanto de finais felizes? E ao mesmo tempo, por que tem tanta gente que prefere evitá-los, por não gostar ou, ainda, por não acreditar neles?
Já ouvi gente dizer que detestou o filme tal, porque o final não foi feliz. E já ouvi gente dizer que adorou o filme tal, porque tudo acabava bem. No final das contas, eu até desconfio do porquê dos finais felizes fazerem sucesso: eles são fáceis, previsíveis (logo, não assustam ninguém) e dão uma sensação boa em quem assiste, como se “aquele” problema estivesse resolvido e a felicidade, vencido. Algo com esperança e identificação. Conversando com uma amiga mais velha, ela me confidenciou: eu gosto de ir ao cinema para ver filmes que me deixem bem, odeio terror e histórias tristes demais. Simples assim.
No outro extremo, vejo pessoas que não gostam dos típicos finais-felizes. Acham previsíveis e fora da realidade (e viva o melodrama). Será que teríamos como medir a “popularidade” dos “happy-endings”? Ou saber porque algumas pessoas ficaram tão incrédulas sobre o verdadeiro final feliz? Independente do resultado da “pesquisa”, uma coisa é certa: o final-feliz é um ideal que a maioria busca ou até mesmo usa para levar ao extremo uma desgraça inesperada. É como uma música do cantor Mika diz: “foi assim que você me deixou (…) sem nenhum final feliz, é assim que nós amamos, como se fosse para sempre, mas viver o resto da nossa vida, ambos separados”. É o oposto do conto de fadas feliz, certo? E ele é usado para contrastar o lado ruim.
Puxando para a prática, pensei em lembrar de alguns filmes que vieram rapidamente na minha cabeça com finais não tão felizes e que provocaram discussões entre as pessoas que conheço.
“Separados Pelo Casamento“. Foi “culpa” desse filme eu ter escolhido o tema desta semana. Ele teria tudo para ser um filme esquecido na minha memória, exceto por duas coisas: pelo irmão gay da personagem da Jennifer Aniston cantando “Move Yourself” e pelo final do casal separado. Com isso, o filme meio que quebrou a expectativa clichê do “e viveram casados para sempre” e chamou a atenção de alguns. Mas, ele fica apenas como um exemplo de comédia romântica sem final-feliz, não entra para as estatísticas com mérito.
Já “Titanic ” poderia entrar como filme sem final feliz, mas de sucesso. Eu não agüentaria rever aquele filme novamente – fui uma das excluídas da sociedade que só viu ao filme uma única vez, mas foi um filme que arrebatou bilheterias - e candidatas ao cargo de Sra. DiCaprio, e tem um final triste. No final das contas, o pobre Jack vira picolé e a Rose fica na caritó com a paixão. Todavia, ele ainda é um final super romantizado, não chega a ser terrível. É algo como “Romeu e Julieta”: tem morte, mas o amor vence.
Seguindo a mesma linha de tragédia romantizada, tem o musical “Moulin Rouge”, que eu adoro e me fez desmanchar em lágrimas. Mesmo sendo triste, ele fez sucesso e emocionou muita gente. Acendeu a luzinha da esperança do amor eterno, o “seja eterno enquanto dure” do Vinicius de Morais, como aconteceu em “Um Amor para Recordar”. E parece que isso agrada s pessoas.
Aí lembrei de “Efeito Borboleta”, onde o amor é nocauteado e o personagem do Ashton Kutcher sofre por ter uma memória melhor que a minha. Sobre esse, vi gente dizendo que não gostou, que preferia que eles tivessem ficado juntos e blábláblá.
No final das contas, fica difícil entender qual é a da Final-Feliz. O óbvio é que as comédias românticas apelem para ele, como em “Bridget Jones”. São filmes simples e bacanas de se ver, que fazem a gente se animar. Semana passada mesmo vi uma amiga falando que gostava de assistir “Simplesmente Amor” para ter mais fé no amor. Já os dramas usam muito do Final-Não-Feliz para ir pelo caminho mais fácil, o oposto do já conhecido. Só que uns são mais romantizados e idealizados e outros, mais densos.
Enfim, é saber que tipo de filme cairá bem no humor do dia e escolher um. Quanto popularidade dos “Finais Felizes”, fica com vocês as opiniões.


13 | novembro | 2007 às 07:23
Tô me sentindo numa pré-estréia.
Finais felizes deixam o coração da gente acelerado, e e´bom pra ganhar o beijo da namorada no escurinho do cinema. A vida imita o vídeo. Já finais melodramáticos e até tristes ou deprimentes nos levam aquela sorveteria na saída do cinema, e a montes de chocolate até que o seu amor (eterno enquanto dure) ao seu lado tenta esquecer a tragédia grega que acabou de ser projetada em frente aos seus olhos. Por isso prefiro os finais felizes, um na telinha, e outro nos assentos.
Melhor final infeliz A Premonição (In Dreams) com Annette Bening.
13 | novembro | 2007 às 10:53
“Match Point” é um filme que se salvou pelo final, Xeque Mate é um filmão e com aquele final se tornou pra mim um dos melhores filmes que já vi.
Mas falando de final não feliz, eu gosto desse tipo de final, muitas vezes o filme fica melhor por ter um final desses como foi o caso do “Tristão e Isolda” e “Anjos da Vida - Mais Bravos que o mar” , sem contar os varias filmes de estorias verdadeiras que tem tb um final não feliz
13 | novembro | 2007 às 11:52
Eu gosto de filmes tanto com finais felizes como infelizes. Pra mim o importante é o filme ser bom.
Mas acredito que muitas pessoas gostem de finais felizes porque se torna uma valvula de escape de tudo que ocorre, guerra do Iraque, homens-bomba, terrorismo, assassinatos em universidades, quedas de aviões, com isso a pessoa quer assistir um filme com um final feliz, pra continuar acreditando que aquilo ainda possa existir.
Há também quem deteste, mas acredito ser mais pra fugir do clichê, mudar um pouco, e ser surpreendido por um final inesperado.
14 | novembro | 2007 às 16:50
tenho uma amiga que disse as seguintes palavras “prefiro filmes com final feliz, pois se nossa vida já é uma tristeza, porque diabos iria ver um filme triste”, é no caso dela e da maioria das pessoas que preferem ver um filme para entreterimento, para se sentir bem!!!
já no meu caso gosto de filmes que me surpreendam, em “match point” que foi citado, já estava a ponto de desligar o dvd, mas o final surpreendente o salvou. E também por diário de uma paixão que nos emociona com seu “final infeliz”.
mas em contradição a isso, os filmes mais alugados nas locadoras, são “um amor para recordar” e “antes que termine o dia”, duas produções melancólicas que despertam o romantismo e a tristeza nas mulheres, já tive uma cliente que locou amor para recordar pois tinha acabado de terminar com o namorado!!!
14 | novembro | 2007 às 22:41
Ali é MOULIN e não Molin Rouge.
=\
15 | novembro | 2007 às 02:51
Corrigido, Diego.
15 | novembro | 2007 às 11:02
Olha Maíra, adoro suas colunas, e só queria colocar uma observação no que você falou do Efeito Borboleta, existe no dvd um final alternativo onde os dois ficam juntos no final, não sei se você já chegou a assistir, mais é bem interessante (ou não). Agora, já li muitas críticas sobre o final de Matrix Revolutions, muitos preferiam que o Neo não tivesse morrido no final (se é que ele morreu..) vários colegas meus odiaram o filme só por causa dessa cena, apesar de eu particularmente ter adorado.
16 | novembro | 2007 às 09:26
Se o final é feliz ou triste não importa, que ele não pode ser é infeliz, ou seja,ou mal feitos(infidelidade)ou obvios(match point) ou sem logica nenhuma com o restante do filme(não me ocorre nenhum no momento mais existe os milhares).
16 | novembro | 2007 às 12:35
Isso é muito… relativo! Tem filme q com final feliz é bom, tem final q sem final feliz é bom, axo q oq importa mesmo é o enredo td, se o filme é bom vc se conforma com o final escolhido mesmo q seja “infeliz” pq vc axa a história tão boa q acaba axando q deveria terminar daquele jeito mesmo… Jah tem filme q é ruim, vc espera o final: ou é uma droga ou salva alguma coisa do longa. P.S: Num sei como a Maíra num citou o final de Closer, q é digamos indefinido… foi feliz e ñ foi ao mesmo tempo, mas fechou o longa com chave de ouro…
12 | março | 2008 às 17:46
Eu não me importo muito se um filme terá final feliz ou não. Conheço algumas pessoas que quando pergunto se gostaram de determinados filmes dizem: “O filme é besta porque ele morre no final”.
Muitas pessoas se acostumam só com filmes com finais felizes e quando aparece um com um final mais trágico não gostam do filme.
Um abraço.