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21 anos com o Cinema

Publicado em: 26-11-2007 @ 9:49 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Sendo bem egoísta e lembrando dos meus recém completados 21 anos, pensei em uma lista de filmes que me marcaram. Tudo isso provando como o cinema realmente impregna na vida daqueles que curtem o assunto.

A idéia era traçar uma linha do tempo com filmes. Acontece que eu tenho um problema sério de memória e certamente iria confundir as idades e os anos e ia ficar uma confusão só. Sendo assim, peguei os nomes e coloquei em uma ordem que tenta despretensiosamente ser cronológica. No começo era o início. (É nada…) Enfim, quero dizer que tudo começou quando eu conferi “O Rei Leão” e me apaixonei pelas músicas e pelos personagens. Além do Timão e do Pumba, aquela terceira hiena abobalhada me cativou bastante. Foi ali que começou a minha paixão por animações e o Cinema passou a perambular pelas ocasiões em que vivi.

Aí, depois veio um filme inspirador, um que me fez parar e ver o mundo de uma forma diferente, tentar sentir como os personagens do filme se sentiam e identificar semelhanças entre eu e eles. “Oh, Captain, my Captain”. Até hoje me arrepio quando lembro disso, assim como do sentido de “Carpe Diem”. Sim. “Sociedade dos Poetas Mortos” foi o filme que acendeu a primeira luz do meu real envolvimento com o Cinema, quando vi que os filmes que realmente me conquistariam seriam aqueles que me fariam sair diferente após assisti-los. Exatamente o tipo de sensação de tive anos depois em “Crash” e “Tropa de Elite”, por exemplo.

Quando vi “As Bruxas de Salém” com meus pais, descobri que não me contentaria em entender a história, mas em sacar como aquilo tudo era feito. Principalmente essas coisas de épocas passadas. E lembro que fiquei um tanto frustrada por não ter visto nenhuma bruxa voando em vassouras. É, eu era uma pequena infanta, curiosa o suficiente para querer ver mais e mais. Ai foi quando vi “Edward, Mãos de Tesoura” e achei o máximo. Toda aquela maquiagem, aquela história que me trouxe diversas interpretações… Vi que esse tal de Tim Burton teria muita coisa legal para me mostrar. Fora que foi meu primeiro contato com o mais que querido Johnny Depp. Enfim, mas do que “o que”, eu queria saber o “como”.

Outro filme que marcou foi quando vi “O Silêncio dos Inocentes”. Antes de tudo, foi o primeiro filme que eu vi adaptado de um livro. Tinha tentando lê-lo várias vezes, porque achava a capa super macabra, com aquele bichinho bizarro estampado, além do nome que me soava um tanto sinistro. Mas, só fiquei paquerando o livro mesmo. O máximo que consegui foi ler a primeira parte e saber que tinha uma tal de Clarice no meio. E o FBI. E eu sempre tive uma tara pelo FBI. Sempre curti histórias de crimes. Eis que para a minha felicidade, estava eu no sítio da família em plena madrugada e bufu: começa a passar “O Silêncio dos Inocentes” na Globo. Sim, dublado. Melhor ainda, já que na época eu não era muito íntima do inglês e detesto – ainda – ler legendas. Fiquei toda empolgada para assistir. E até comecei. “Hello, Clarice…”. Fiquei fã do Hopkins de cara, apesar de morrer de medo do personagem dele. Tanto que não, não consegui ver o filme todo. Fiquei com medo de não conseguir dormir mais. Sei lá porquê, mas eu achava que “Silêncio” era um filme de terror. Na minha cabeça, ainda não era muito clara a diferença entre suspenses “a la Hitchcock” e suspenses baratos e terror. Para mim, tudo dava medo. E eu não queria ficar numa casa grande e escura com a minha imaginação fértil e amedrontada. Pois é, brochei pela primeira vez com um filme.

Mas calma, eu superei e nem tenho vergonha de assumir. Depois, fui com tudo e conferi o filme na íntegra e vi que com toda certeza ela iria para o hall dos favoritos. Já fiquei doida pra ver outro do mesmo naipe. Claro, muito difícil de achar. Até um dia que eu vi “Seven – Sete Pecados Capitais” e descobri outro ator que muito me agradaria: Morgan Freeman. Ele mesmo. O Brad Pitt sempre me agradou pela estética, óbvio. Meus olhos são saudáveis e eu tenho o mínimo de juízo para perceber que aquele homem é fruto de uma ação muito dedicada e inspirada do Todo Poderoso. Mas como ator, o Brad Pitt só foi ganhar meu respeito depois de um tempo. Eis que eu babei em “Seven”, achei estupendo. Quis ver e rever e sempre me surpreendia. O único filme que chegou perto da minha empolgação ao ver “Seven” foi o primeiro “Jogos Mortais”. E só. Ambos me deram uma leve vontade de bolar planos de serial killers. Mas só bolar, calma.

Teve outro filme que mexeu muito comigo, mas de uma forma engraçada. “Jurassic Park” me fez querer bater palmas no cinema. E na mesma hora que eu senti essa vontade, eu pensei: Sim, e o Spilberg vai muito ouvir, né? Mas eis que uma galera dentro da sala começou a bater palma e gritar, e eu, óbvio, segui a onda. Fiquei toda arrepiada! Foi tão engraçado… Porque, enfim, “Jurassic” não é exatamente o tipo de filme que te emociona, não é um drama, ora. Mas quando o filme acabou, eu fiquei abismada em como ele era “irado”, com todos os efeitos e a trilha sonora e o clima e tudo e zaz e zaz. Um exemplo de filme que me conquistou pela técnica.

Outros filmes me conquistaram pelo desafio, como foi o caso de “Stigmata”. Minhas aulas de ensino religioso no colégio nunca mais foram as mesmas. Eu já não era do time das católicas fervorosas, depois de ver o filme, fiquei pensando em vários pontos, questionando outros. Foi um filme que, como “Sociedade”, mudou meu jeito de pensar, só que diretamente no âmbito da religião.

Claro, nem todos os filmes que me marcaram não caem no caso do conteúdo ou da técnica. Tem aqueles que marcam atitudes, como a de ir para o cinema para paquerar – coisa que hoje eu acho um absurdo. “Mar em Fúria” foi o líder dessa categoria. Só não me perguntem nada do filme. Só lembro que tinha mar. E ele estava em fúria. Somente.

No cinema nacional, foi “O Auto da Compadecida” que abriu a porta pra mim. Selton Melo e Matheus Nastchergaele. Dois atores por quem me apaixonei por causa do talento de cada um. Até hoje me divirto com as piadas do filme e aprecio as atuações divertidas. Fora que foi o segundo filme que vi baseada no livro do Ariano Suassuna, um ícone não só da literatura, mas da cultura para mim. E já nos anos recentes, foi “O Céu de Suely” quem apareceu como filme-ícone, porque misturou a maestria da técnica e sensibilidade absurda de temas que muito mexem comigo.

Simplesmente Amor” me convenceu a começar uma história de amor. Clichê, é verdade. Mas é bom viver alguns clichês. E foi realmente o filme que me fez decidir o que fazer. Todo aquele clima de romance e todas aquelas historinhas fofas me provocaram reações e acabou que eu mesma resolvi assumir o que já estava pendente, simples assim. Já “Closer” foi outro que também me provocou reflexões intensas, além de mostrar uma grande identificação. “Invasões Bárbaras” marcou uma mudança de rumo bruta na minha vida. A época em que ele chegou aos cinemas por aqui era um tempo de decisões importantes, e os assuntos abordados pelo filme realmente bateram forte em mim.

Noutro momento, quem me consolou e me encheu de novas perspectivas foi o filme “Sob o Sol de Toscana”. Realmente um filme que tem muita delicadeza, reflexão e carinho, de forma super leve. E claro, “Bridget Jones” foi responsável pelas curtições de momentos “loosers”. E com a área que mais gosto – o trabalho, meus filmes de inspiração com certeza são “O Diabo Veste Prada” e “Obrigado por Fumar”. Ambos os protagonistas me encantam. Meu sonho era ser filha da Miranda Priesley e do Nick Naylor.

Chegando na maior idade, finalmente conferi “Cinema Paradiso”, que me fez chorar por emoção ao cinema. Não sei o que aconteceu, mas ele me sensibilizou de uma forma muito particular. A mesma coisa aconteceu recentemente com “Piaf”, que me levou a um choro quase que involuntário sobre a vida de uma cantora que desde pequena andou cantalorado pelos meus ouvidos.

Enfim, é filme que não acaba mais. Eles sempre conseguem te tocar de alguma forma, seja pelo humor e descontração ou seja pela emoção e reflexão. Certamente, essa é o poder que mais me encanta no Cinema.



13 Comentários

  1. Juliano Aragão Pessoa
    27 | novembro | 2007 às 01:35

    Bom, eu só tenho a dizer PARABÉNS!!

    Tanto pelos filmes citados, que apesar de eu não ter assistido todos, que são muito bons, quanto pelo seu aniversário.

    Felicidades, e continue assistindo seus filmes e nos presenteando com suas colunas!

    =*

  2. Alessandro Correia
    27 | novembro | 2007 às 09:12

    Maira, primeiramente PARABENS, estamos esperando um pedaço do bolo.
    Parabens pela coluna, vc realmente assistiu aos filmes e viu o lado bom de cada um deles, e é isso que todos os filmes tentam passar para o espectador.
    Continue se apaixonando pelos filmes e pela vida, PARABENS
    ;)

  3. Amenar Neto
    27 | novembro | 2007 às 11:17

    Mais uma vez, parabéns Maíra Suspiro! Como sempre a coluna está muito boa, e recheada de um conteúdo de primeira.
    Eu só estranhei o fato de você não ter escrito sobre os filmes “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” nem “Vanilla Sky”, que são longas que você já citou repentinas vezes em outras de suas matérias. Mas fora isso, está perfeita!
    Ah, a propósito, feliz 21 anos de idade! \o/

  4. Maíra Suspiro
    27 | novembro | 2007 às 14:56

    Vanilla Sky e Brilho Eterno são particulares demais. Acho que dei uma folguinha pra eles dessa vez. hahaha. :)

    E sim, pra sair da rotina, claro. Sempre bom sair do mesmo, né? :D

    beijo e obrigada :*

  5. Rui Gomes
    27 | novembro | 2007 às 19:50

    Nossa é muito dificil fazer essa linha do tempo, eu tentei fazer a minha e não consegui.

    Eu acho que eu comecei a gostar cinema depois de assistir o primeiro filme do Rocky, depois eu nem lembro quais foram, lembro de uma epoca que eu era viciado em filme de Tribunais, uma outra fase foi o do Hitchcock, tive também uma época que só assistia filme de Terror. Mas não lembro a ordem das fases e nem o que acontecia no meio delas.

    Parabens pela coluna e Parabens pelo aniversario.

    * Eu ja sabia que tinha sido seu niver, eu tava bebendo ali pertinho :P

  6. Pablo Muniz
    28 | novembro | 2007 às 11:00

    Ae, assista Dexter e daí acho que vai ser dificl de vc segurar seu instinto assassino!! hehehehe

  7. Daniel Gasparri
    28 | novembro | 2007 às 13:14

    Existem filmes que se assistido na hora certa de sua vida ficará marcado para sempre, mesmo que de modo geral o filme não seja um dos melhores algo neles vão te tocar a mente e alma.

    Já tentei uma vez fazer essa ordem “filmológica” e empaquei, mas filmes que estiveram marcados na minha vida que poderia citar vários deste “A Sociedade dos Poetas Mortos”, “Diário de um Adolescente”, “A Letra Escarlate” até os mais novos como “V de Vingança” e “Dicionário de Cama”.

  8. Leandro Conceição
    30 | novembro | 2007 às 18:52

    Em primeiro lugar, parabéns por mais um aninho de vida(nossa!! como vc é novinha ainda, com essa idade ja tem essa maturidade, imagine quando essa menina crescer rsrs).Queria tambem falar mais uma vez que a matéria está excelente como não poderia deixar de ser, ainda mais comemorando seu aniversário, exemplificando filmes que marcaram sua vida.Boa idéia, vou tentar criar minha árvore genealógica cnematográfica de filmes que marcaram minha vida.
    Beijão Maíra e Parabéns.

  9. Leidiani
    1 | dezembro | 2007 às 00:27

    Primeiramente:Parabens Maíra!!

    Nossa, adorei o seu texto! Parece até que fui eu quem escrevi! hehehehe
    Eu tenho 21 anos, e acredite, a maioria dos filmes que você citou tem a ver com o porque da minha paixão por Cinema (que começou quando fui assitir “O Rei Leão” no cinema).
    “Edward”, “Jurassic Park”, “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Seven”, e tantos outros que você citou marcaram minha vida significamente e fizeram com que eu me apaixonasse e apaixone cada vez mais por esta arte!

    Beijos…

  10. Will Nygma
    1 | dezembro | 2007 às 16:46

    Congratutations!
    Muito bem escrita a matéria, singela e até me deu vontade de escrever uma matéria dessa em meu blog também, depois gostaria q lesse, o link esta clikando em meu nome ai Marina.
    Incrível como 95% dos filmes citados por ti, me emocionaram também e são um dos meus favoritos. Sem contar o gosto variado que mostra q és de fato alguém que gosta de cinema e não Gênero.
    Silêncio dos Incocentes é um que me arrepia até hoje, tenho ele em casa mas acredita q tenho medo de assistir, Hopkins me deixa muito tenso, assisti recentemente Um Crime de Mestre e ele ainda me provoca calafrios ao mesmo tempo q me cativa me fazeno torcer por ele. Hannibal ví no cinema e fiquei enjoado. ñ sei não gosto desses filmes, mas como bom cinéfilo os vejo, clro os que de fato ainda têm uma certa sensibilidade.
    Mas minah relação com o cinema mesmo começou quando eu fui a um pela primeira vez. O filme era princesa Xuxa e os Trapalhões, ele programa garantio todas as minha férias seguintes até O Mistério de Robin Hood.
    Me encantei pelo universo de Tim Burton criado para o meu Super Herói favorito, Batman em 1989 quando fui com meu pai ver. Um dos que me marcaram no cinema atual foi Amnésia, eu o ví várias vezes no cinema, outros que ví mais de uma vez no cinema foram: O Mentiroso, O Diário de Bridget Jones, Deus é Brasileiro, Todo Poderoso, O Grinch(a 2ª foi dublada e para ñ ficar com aquilo na cabeça tive de ver legendado novamente), Jurassic Park 3 e Labirinto.
    É isso!

  11. Eric Goldrim
    7 | dezembro | 2007 às 15:43

    Aos 26 com muito carinho. Suspirooooo aqui vai meu presente. Filmes que marcaram essas quase duas décadas e meia de existência.

    1981 - Os Saltimbancos Trapalhões (Lógico que já vim assistir um pouquinho mais tarde, mas ainda hj me lembro das tardes perdidas no Cine São Luiz Centro e Cine Diogo);
    1982 - E.T. the Extra-Terrestrial (Putz, Spielberg me fez acreditar que existia muito mais do que E.T. Minha casa. Telefone.);
    1983 - Gabriela, Cravo e Canela (Sônia Braga… Alice Braga… Hummmm);
    1984 - The Muppets Take Manhattan (Cacoooooo, eu te amo);
    1985 - A Hora da Estrela (Putz, sensacional… Ainda hj tenho o livro, pena que minha fita de VHS mofou. Macabéa virou até objeto de meu estudo);
    1986 - Cobra (Lembro-me do poster giganteeeee no quarto do meu tio. Época que brincava com os bonecos da coleção Falção dele e imitava Stallone dia e noite);
    1987 - RoboCop (Ainda hj tenho uma foto com o astro);
    1988 - Super Xuxa contra Baixo Astral (Não tenho como negar, fui baixinho da Xuxa… Putz, e pensar que meus pais compraram LP dela);
    1989 - Batman (A partir daí começa a Era Quadrinhos nas telas… Assistia todos);
    1990 - De Volta para o Futuro III (Cara da sessão da tarde na minha fase pré-adolescência);
    1991 - A família Addams (Hj vejo que Mortícia fez escola. O que Amy Winehouse???);
    1992 - Instinto Selvagem (Olha, sinceramente ainda não idade para assistir no cinema, mas quando chegou nas locadoras não deixei de conferir a famosa troca de pernas de Sharon Stone);
    1993 - Jurassic Park (Quase morri do coração quando assisti no cinema. Lembro que a sala estava tão lotada q o jeito foi ficar sentado no chão acompanhando. Putz, Spielberg me fez acreditar novamente que existia muito mais do que E.T. Minha casa. Telefone);
    1994 - Velocidade Máxima (Nossa, são tantos os filmes blockbusters. Impossível não deixar de citar Street Fighter, The Flintstones, Ed Wood mãos de tesoura, etc);
    1995 - Toy Story (E precisa dizer mais???);
    1996 - Twister e Pânico (Não tinha como deixar de fora um dos dois);
    1997 - Spice World (Apesar de Titanic ter marcado época. Não posso deixar para trás minhas queridas);
    1998 - Cidade dos Anjos (Perfeito!);
    1999 - Magnolia (Perfeito!);
    2000 - X-Men (Ainda hj tenho os bonecos como coleção);
    2001 - Abril Despedaçado (Um excelente filme);
    2002 - Madame Satã (Massa!);
    2003 - Kill Bill (Ampliou minha visão de mundo. Sangue é tudo!!!);
    2004 - Closer: Perto Demais (Adoro novelo se é q vc me entende?!);
    2005 - O Segredo de Brokeback Mountain (Têm filmes com temática homoafetiva melhor, mas valeu pelo conjunto da obra);
    2006 - O Diabo veste Prada (Very sex sex and the city, putzzzz);
    2007 - Por fimmmm esse ano assisti pouquíssimos, mas posso dizer que Planeta Terror superou minha expectativas.
    1998 -

  12. Daniel Ruiz
    13 | dezembro | 2007 às 21:11

    Descobri sua coluna por acaso e realmente gostei. Você ganhou um novo leitor fiel hoje.

    Gostaria de assinar o feed somente da sua coluna.

    Bem, de qualquer forma, parabéns e continue com o bom trabalho.

  13. Samuel Varela - 29 - Crato-CE
    13 | março | 2008 às 16:00

    Como sempre, Maíra e seus ótimos textos.
    Mesmo com muito atraso, muito mesmo, (quase 4 meses), deixo aqui os parabéns. Muita paz e muita alegria.

    “Mar em Fúria foi o líder dessa categoria. Só não me perguntem nada do filme. Só lembro que tinha mar. E ele estava em fúria. Somente.”
    Demais…

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