Mataram o marido alheio! Eu cresci vendo filmes românticos com casais fofos e histórias melodramáticas, que emocionam e dão aquela luz de esperança de que, um dia, todo mundo vai ter um “happy ending” no amor. De repente, acendem a luz da sala de exibição e eu penso: mataram o marido alheio!
Como disse, era comum ver historinhas bonitinhas com casais fofinhos e etc tal. E hoje, temos muitos filminhos assim. Mas agora rola uma diferença que se mostrou para mim esses dias: alguém tem que estar morto, e no caso, é o maridão. Exato. Em um só dia, conferi 2 filmes e meio – o outro, peguei de arrebaba - e todos tinham uma viúva no meio. Todos. E, por sinal, eram viúvas bonitonas, viu? Nada de preto murcho.
O primeiro filme da saga da viuvez foi “Coisas Que Perdemos no Caminho”, com a Halle Berry, o Benício Del Toro e o eterno agente Mulder, o David Duchovny. Deu para sacar que a viúva da vez é a Halle, certo? E o presuntão foi o David. O Benício DelToro é o amigo legal que ajuda a segurar a onda, outro personagem importante na saga da viuvez. É quase o Ricardão do Sétimo Dia, que chega para aplacar a “saudade” da viúva novata.
Depois de ver a menina Berry e o charmosão El Touro – ok, Del Toro, muito bem encarnados, por sinal, eu tenho que me aguentar com o Gerard Butler e a Hillary Swank em “PS: Eu Te Amo”. Antes de tudo, preciso dizer: um marido desse, eu queria até morto. Dito. Pois bem, esse foi o segundo karma de viúva do dia. E foi quando percebi que os mortos poderiam estar voltando do além para as telonas. Dois filmes em cartaz e ambos com caixão e vela preta no meio? Eu, hein…
Em seguida, na maratona do audiovisual, por acaso começo a assistir “Sal de Prata”, filme nacional que fala de um roteirista que morreu, deixando como viúva a Cátia, personagem da Maria Fernanda Cândido. É mole? Nesse caso, tinha sim um amigo garotão, mas ele não ganhou lá muito espaço não. Quem aparecia mais era a possível amante do falecido, interpretada pela Camila Pitanga. Notaram que a moça aí tem uma “vibe” para esse tipo de papel, não é?
Cortando o ar de humor negro – literalmente negro, devo dizer que achei simpática a coincidência. E não, não acho que seja uma tendência. Mas, nunca se sabe… Sei que os três filmes levam bem o lance da viúva, que, por sinal, é uma personagem que pode dar muito pano para manga.
Fiquei surpresa com a atuação da Halle Berry. Determinadas cenas dela fazem você querer abraçar a criatura ao lado e chorar junto, como se realmente tivesse perdido alguém amado. Algo como a sua outra metade. A menina tem talento, só precisa ser bem dirigida e produzida. Já sobre o Benício Del Toro nem preciso dar muitas explicações. Ele ainda tem um borogodó latente e consegue fazer qualquer personagem crescer. Fora que tem duas coisinhas pequenas no filme que me fazem lembrar o Ben Harper na questão mais capilar de se dizer.
Depois da overdose de luto, fiquei pensando em mil formas de como contar a história de uma viúva. Certamente, é um personagem cheio de camadas e sentimentos que podem ser explorados de diversas formas, desde a mais clichê até a mais subjetiva. Fico tentando me lembrar agora de outros filmes que também trazem uma viúva como protagonista. Alguém arrisca?

15 | January | 2008 às 08:55
Eu acabei de assistir esse filme e tenho que falar dele: A outra face da raiva, com o Kevin Costner. A viúva tá lá o filme todo e Kevin Costner é o vizinho que faz companhia.
15 | January | 2008 às 19:00
21 gramas
Naomi Watts é a viúva e Sean Penn, o “amigo” com o coração do marido
15 | January | 2008 às 19:26
se fosse pra ter o luto consolado pelo Sean Penn, eu matava o meu marido :~~~
hohoho.
15 | January | 2008 às 22:56
Outro filme que tem viúva mais esse lado viuvez não é tratado é o volver com a Penélope Cruz =]
Mais Maíra, are you married?
Abraço!
16 | January | 2008 às 11:02
Interessante observação nessa matéria, Maíra!
Bem, no sensacional “Ghost - do outro lado da vida” Demi Moore não chegou a ser protagonista, mas a viuvinha não foi figura apagada. Foi uma viúva apaixonada pelo marido que teve morte trágica.
Teve também Kill Bill, mas Kido não chegou a ser casada, e com certeza não tinha Ricardão pra encarar a fera. Aliás, aquele que seria seu marido nem era alguém que ela gostava.
E teve também “Os Outros” com Nicole Kidman. O dela foi o mais curioso: era viúva mas tb estava morta
Bjus pra vc Maíra!
16 | January | 2008 às 11:34
oi gente, prazer.
sou nova aqui. ;P
Volver foi bem lembrado.
Na verdade, eu acho que a viuvez, por assim dizer, é um tema amplo e bastante rico pra ser usado nas telonas e também na literatura.
Desde filmes mais simples aos mais complexos, a viuvez - principalmente no tocante s mulheres - pode se tornar muito atraente.
gostei do texto. ;D
16 | January | 2008 às 16:12
Tava tentando lembrar algum outro mas nao consegui. Em um dos meus filmes favoritos tem uma “pseudo viuva” ( Pearl Harbor ).
Depois quero ler “Mataram a mulher alheia”
16 | January | 2008 às 16:21
hahahaha.
não, Luiz.
i´m not married.
16 | January | 2008 às 20:06
Good =]
Até a próxima matéria.
16 | January | 2008 às 22:31
maíra,
andei lendo uns textos seus…
gostei muito do “Feliz ou não, eis a questão.”
sempre pensava nisso… achei bem legal.
já tens aqui uma leitora fiel e assídua. ;P
;*
17 | January | 2008 às 11:27
só você mesmo pra fazer um texto divertido, interessante e com um título tão engraçado. adorei. e feliz 2008 atrasado para voce, maira!
17 | January | 2008 às 14:34
Uffaa, pensei que a Maira fosse casada…
Ja ia encomendar a morte do marido dela…
que vozz maravilhosa da Maira 3
4 | September | 2008 às 10:13
Taí, um marido como Gerry kennedy eu tb queria até morto!
E vc viu a cena q foi deletada do filme? Se vc tivesse visto teria derramado mais um rio de lágrimas!
Estou adorando seus textos!