
Há 40 anos, estreava nos cinemas brasileiros aquele que viria a se tornar a referência máxima da ficção científica daí pra frente. Stanley Kubrick levou quatro anos e gastou mais de US$ 12 milhões para produzir a obra em parceria com o roteirista Arthur C. Clarke, autor também da obra original. Ícone do cinema, “2001: Uma Odisséia no Espaço” recebeu tanto críticas quanto elogios na época de seu lançamento. Alguns jornais na época como o New York Times o caracterizaram como “incrivelmente chato” e “inconclusivo“. Outros como o Washington Post e a revista Time, aplaudiram o filme e declararam ser “um épico brilhantemente dirigido” e “o filme mais extraordinário do mundo”.
A história é conhecida: acompanhamos a evolução do homem, ainda pré-histórico, enfrentando conflitos e outras situações. É nessa parte que a já consagrada cena em que os seres primatas encontram o monolito negro e passam a contemplá-lo é exibida. Alguns minutos de expectativa e eis que um desses seres pré-históricos joga um osso no ar, depois de uma vitória e eis que ele se transforma na nave Discovery, já no século XXI. É quando passamos a acompanhar a aventura de dois astronautas numa missão rumo às luas de Júpiter e um supercomputador - o famigerado Hal 9000, que fala e pensa sozinho - que está disposto a ir até as últimas conseqüências para fazer a missão chegar ao seu destino final.

Com poucos diálogos, e uma trilha sonora que marcou a história do cinema,”2001″ virou referência para vários filmes como “Star Wars”, “Alien - O Oitavo Passageiro” e quase toda a ficção científica de 1968 em diante. Sem falar dos efeitos especiais, moderníssimos para a época, que merecidamente ganharam o Oscar. Reza a lenda de que ninguém nunca compreendeu exatamente o que Kubrick e Clarke pretendiam. “Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”, anunciou Clarke no lançamento do filme. Mas o que não se pode negar é a importância de “2001″ para o cinema. Mas sinceramente falando, tanto como obra filosófica quanto odisséia espacial, o filme é uma produção grandiosa que merece o respeito e a admiração que lhe são dispensados.

30 | April | 2008 às 01:54
Eu confesso que ainda não entendi ofilme por completo! Talvez eu precise de mais 40 anos para isso. E o melhor, esse filme é um dos meu preferidos!
Excelente matéria!
30 | April | 2008 às 01:56
Esqueci: Estou batendo palmas de pé para STANLEY KUBRICK.
30 | April | 2008 às 10:26
Kubrick é Deus e ponto. Ele está acima do bem e do mal.
“2001…” mostra a evolução da humanidade, desde a descoberta da ferramenta até o homem ficar totalmente dependende das máquinas, ou melhor até as máquinas adquirirem “sentimentos”.
E será que não é mais ou menos isso? Hoje vivemos totalmente dependentes de sistemas, redes, conexões, máquinas, aparelhos e tudo, tudo mesmo. Quem não concorda que atire a primeira tecla.
Claro que isso é um interpretação bem “por baixo” desta magnífica obra. Talvez Deus tenha descoberto o que Clarke e Kubrick queriam dizer de fato agora que os dois se encontraram no céu.
Quem não viu, merece ver. Porém, com toda a paciência do mundo já que não é um filme comum. É para ser apreciado, discutido e entendido aos pouquinhos.
Parabéns 2001. Parabéns Kubrick. Parabéns Clarke. Parabéns Marcos, muito bom seu texto.
30 | April | 2008 às 12:46
Eu mesmo demorei a entender a grandeza de 2001. Só depois de estudos,pesquisa e rever o filme é que consegui formar uma opinião. Enfim, esse é o dilema de todos que se confrontam com Kubrick à primeira vista.
Mas com certeza a admiração de todos deve ser dispensada!
30 | April | 2008 às 12:52
Que bom Marcos !
Vc falou de um dos 10 maiores filmes da minha vida !!!!
2001 é uma obra de arte que nunca vai envelhecer. Haja o que houver o filme sempre será atual.
30 | April | 2008 às 14:22
Tive que ver o filme umas três vezes para conseguir assistir até o final, pois sempre quando passava na TV era nas madrugadas da Globo e eu sempre dormia na metade do filme… até que na terceira tentativa consegui ver por completo, e consegui entender uma coisa… que preciso assisti-lo novamente. Mas dessa vez vou procura em DVD nas locadoras daqui. Mas, sem dúvida, é um filme sensacional.
30 | April | 2008 às 16:36
Marcos, este é um filme digno da palavra poderoso, quando o assisto, parece que estou me conectando a grandiosidade da existencia, sei la… aquela cena inicial da Lua, a Terra e o Sol juntos na mesma imagem, com a maravilhosa trilha ao fundo, sempre me faz pensar que não podemos estar sozinhos nessa jornada pelo universo.
Mas não podia deixar de comentar que acho Blade Runner levemente superior.
1 | May | 2008 às 01:47
Para mim a comprovação de que esse diretor nunca gostou de roteiro.Todo filme dele é confuso.Mas como é considerado genio…O filme tem bons momentos e revolucionou nos efeitos mas padece dessa caracteristica dele.
2 | May | 2008 às 13:57
Adoro ficção cientifica, não desde 2001 mas desde os livros de Julio Verne e as HQ´s da decada de 60 e 70, portanto n~~ao vou comentar o filme, sou super-suspeito. Nota 10 para Kubrik.
5 | May | 2008 às 14:28
Pode parecer exagero, mas eu considero esse filme como o melhor que eu já assisti. O filme é completo, tem uma trilha sonara marcante e memorável, direção inpecável e um roteiro extraordinário, o qual é discutido até hoje. Qualquer homenagem a esse obra-prima é sempre bem-vinda. Ótima matéria, parabéns Marcos.
5 | May | 2008 às 15:42
2001 foi o primeiro filme do kubrick que assisti na vida e foi o suficiente pra nunca mais largar
è o unico filme dele comparavel ao Nascido para matar
7 | May | 2008 às 11:28
Texto muito escrito, e impossível ser publicado em momento melhor. Parabéns Marcos, pela bela iniciativa e texto.
O Filme é, sem sombra de dúvidas, a obra máxima da Ficção Científica, e um dos 10 melhores e mais revolucionários filmes de toda a história do cinema, em minha opinião.
Nunca saberemos ao certo o que Kubrick e Clarke queriam transmitir, talvez até não tinham uma idéia centrada e queriam que cada espectador formasse sua opinião e seu ponto de vista, o que de certa forma é cábivel. A cada vez que assisto descobro uma coisa nova, e tenho um aperfeiçoamento e/ou uma nova interpretação para a obra.
Sem sombra de dúvidas a obra máxima (Ao lado de laranja Mecânica e Dr. Fantástico) e um dos mais geniais e célebres diretores da história do cinema, e também meu preferido ao lado de Alfred Hitchcock e Ingmar Bergman.
7 | May | 2008 às 13:20
Confesso que ainda não assiste o filme mas vontade não falta, nunca ouvi alguém falar mal dele ou se falavam era porque não tinha entendido nada e saiam dizendo que o filme era complicado.
8 | May | 2008 às 11:29
Eu nunca vi esse filme todo
2 | June | 2008 às 09:56
Maravilhoso em todos os sentidos, o filme não envelhecerá nunca, ao contrário das ficções científicas.
Meu filme n°9