
Enquanto os blockbusters norte-americanos lotam salas e mais salas, o nosso cinema continua seguindo lentamente a sua caminhada em busca de um lugar ao sol, e o pior, aqui dentro do nosso país é onde enfrenta a sua maior dificuldade. Os filmes nacionais são alvos de preconceitos por parte de grande parcela da população. Ainda são poucos que conseguem uma boa bilheteria, e sempre são aqueles com atores de novelas, que “fazem” cinema no estilo novela das oito mesmo. Closes e falas, choro barato e comédia apelada. Ultimamente até a bilheteria dos novelões em tela grande anda caindo, acho que o povo percebeu que não precisa pagar tão caro para assistir tal coisa, já que ligando a TV estão ali, os mesmos atores, com os mesmos trejeitos e no mesmo estilo. Antes que reclamem, sim, existem casos que se destacam em ambas as mídias, mas para mim, uma coisa é cinema e outra coisa é televisão.
A falta de identidade do cinema nacional também me incomoda muito. O que vemos na atual cena são diretores que tentam buscar a fórmula hollywoodiana de sucesso, e venhamos e convenhamos, é muito difícil por aqui produzir um “Rambo” da vida, e isso é uma pena. Sim, é preciso arriscar. Filmes melhores virão com o tempo com certeza, se o cinema conseguir crescer como mercado vai crescer e gerar oportunidades para muita gente que sabe contar histórias. Peguemos como exemplo os filmes indianos, que continuam sendo produzidos a rodo. Ou até os filmes iranianos, que são facilmente reconhecidos quando assistidos. Cada país mostra uma identidade para seus filmes. Cada país mostra a sua maneira de fazer cinema, e isso ajuda muito na tal universalização da arte. Imagine daqui a alguns tempos alguém dizendo: Bom, aquele filme tem influências iranianas, japonesas, coreanas… E as brasileiras, quais são?
Muitos sacrificam Glauber Rocha, acham seus filmes chatos, mas há de se entender que ele deu uma cara para o nosso cinema, o “cinema do terceiro mundo” é hoje em dia um dos mais cultuados no mundo todo. Fernando Meirelles em seu “Cidade de Deus”, apenas colocou elementos americanos em uma favela do Rio de Janeiro. Não estou dizendo que o filme é ruim, muito pelo contrário, ele só prova que aqui no Brasil existem pessoas que sabem fazer, e fazem muito bem, só precisam surgir oportunidades, “Cegueira” está vindo aí, como um dos filmes mais aguardados do ano, e infelizmente Meirelles teve que ir lá fora buscar formas de realizar esse projeto que já queria fazer faz algum tempo. O tão venerado “Tropa de Elite” mostrou de vez como é possível utilizar o cinema mercado aqui no Brasil, o filme é taxado de mostrar a realidade nas favelas cariocas, quando na verdade, só trouxe uma ação que em Hollywood chamariam de “barata”, ora, em que blockbuster não vemos ações desenfreadas e muito sangue? José Padilha já havia se mostrado um bom diretor com seu “Ônibus 174”, e com elementos reais tornou a vida de um policial do Bope em uma espécie de Rambo das favelas .
O fato é que podemos sim dar uma cara ao nosso cinema. Temos tudo o que é preciso, e torná-lo comercial como em Hollywood é “simples”, vamos quebrar o preconceito apoiando. Sim, o que falta é apenas o apoio.
30 | April | 2008 às 02:35
cara de algo sempre vai ter. eu uso emoticon para deixar como “nota” quando comento filmes! sendo assim,não pensemos na cara, mas façamos as caras!
acho que o que acontece, é a mesma cara, sempre. chega de cu, queremos ver o corpo todo! tem muita coisa sobre o que falar. ja foi dito? mostrado? interpretado? foda-se. temos mesmo é que mostrar que tudo se trata do mesmo assunto, sempre. Mas aqui, no “ordem e progresso”, sempre somos os mesmos, com o mesmo palito entre os dentes.
30 | April | 2008 às 02:35
parabens linku! manda brasa!
30 | April | 2008 às 03:04
O problema é o seguinte: O Brasil não tem uma estrutura para fazer filme 100% bons. O Brasil é atrasado em varias coisas que produzem, inclusive no cinema. O Brasil têm filmes bons ? Sim ele tem, mas é dificil fazer um “Homem de Ferro” aqui. Fora também o preconceito que nós temos com nossa propria cultura que deixa tudo ainda mais dificil. Mas quem sabe, um dia nós iremos ver um filme ganhando um Oscar ?
30 | April | 2008 às 11:00
Maurício,
E nós continuamos na luta, não é? YEP!
Obrigado mesmo!
Nicholas,
Se hoje o nosso país não tem estrutura ainda, é por algo muito fácil de se denominar: Preconceito. Logo logo a gente já ganha um oscar sim, mas acho que isso não vai mudar muita coisa não, ou vai, sei lá. Pra mim, acho que no máximo ia ter uma matéria no Jornal Nacional e a galera ia falar: “Nossa, tem um brasileiro mandando bem lá fora.”
Um abraço!
30 | April | 2008 às 11:45
bem. sim, em muitos aspectos podemos dizer que o cinema brasileiro não tem uma cara em si! mas penso que isso na vardade é culpa do baixo nível da educação no nosso país. A pouca educação atinge tudo, desde a produção (que não tem bons técnicos, com uma puta formação) até o público (que tem sim, muito preconceito por não entender ou conhecer. A palavra já diz tudo). Além da educação, o grande problema do Brasil é a grana. Sim, grana é tudo em cinema! Por muitos anos, só foram feitos filmes de malucos que não estavam nem aí pra grana, ou de gente bastante ligada ao governo. Agora que a coisa ta mudando (ainda bem), com os “filmes de favela”. Isso é sim um gênero, q logo será reconhecido como tal. A coisa é q o tema deixa bastante possível fazer coisas mais violentas como o público ta acostumado. Mas o grande mérito de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite não é esse. Se fosse só isso, ter bebido da boa fonte americana, não teria feito tanto sucesso fora daqui. Meirelles está divulgando um novo padrão de direção de atores que está deixando o mundo de queixo caído. Tanto que foi elogiadíssimo por todos que trabalharam em Jardineiro Fiel. Além disso, o filme tem um formato e uma fotografia q não são muito comuns aos filmes q
vem de fora, e q já são bastante explorados no brasil. E eu penso que o grande trunfo de Tropa de Elite é o ponto de vista do narrador. Sim, bebeu de sistemas de roteiros americanos, graças a deus! Mas a grande novidade para o brasileiro, foi a história ter sido contada do ponto de vista do “vilão” (pelo menos pros esquerdistas q fazem filme no brasil) e por ter colocado em debate tudo! tudo! o filme não vende idéia em momento nenhum. todo mundo é culpado e vítima! e ele só consegue colocar essa questão por explorar o formato. Por quebrar a linha de tempo como quebra e pela variação de pontos de narração (narração aqui entendida pelo olhar da camera, não por quem fala em off) essa variação chega em seu cume quando o público vira narrador e o filme acaba com uma arma apontada em sua cabeça!! enfim… esse texto gigante é só pra dizer que acho q os buracos são mais embaixo… ainda bem!
30 | April | 2008 às 13:35
Infelizmente é puro preconceito mesmo com o cinema nacional. E não é fácil quebrar isso não, mesmo com a “guinada ” que o cinema nacional deu nesses últimos 10 anos.
Eu confesso até que tenho um pouquinho de preconceito. Mas não é porque eu não valorizo o produto nacional, ou coisa assim. É por que fico com a sensação de estar jogando dinheiro fora, já que na maioria dos cinemas o preço do ingresso custa o mesmo que os outros.
O título ” Os novelões em tela grande ” me chamou atenção ” e é a mais pura verdade. A maioria das produções cinematográficas brasileiras referem -se a tramas que foi contada numa novela antiga, ou será futuramente.
O cinema e a tecnologia andam de braços dados hoje e por isso que as pessoas tem esse preconceito todo. Ninguém por exemplo trocaria um filme da trilogia Matrix por , um outro exemplo ” Se eu fosse você “. ou ” O casamento de Romeu e Julieta ” que tem enredos e roteiros fracos e sofríveis.
Em matéria de comédia mesmo o Brasil passa muito longe, o que deveria ser justamente o contrário, porque sabe-se mais ou menos onde está o humor dos brasileiros. Em matérias de ação, não é preciso nem dizer.
Mas fica uma dúvida : Mas será que o Brasil não se permite adentrar outros campos ?
Um grande feito o Brasil fez com os documentários, que sem dúvida são as melhores coisas que já se fez por aqui.
Só nos resta esperar que cineastas como Heitor Dhalia ou Fernando Meirelles muda a cara do cinema nacional. Assim mudaremos a nossa cara mediante ao cinema nacional
30 | April | 2008 às 14:09
O que ouço muito são pessoas dizendo que filme brasileiro não presta porque só tem pornografia e palavrão.
Parece que ainda estão focados apenas no cinema de décadas atrás onde realmente o que havia era só isso.
Mas no cinema atual existe sim muitos filmes bons, como os já citados “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite”, “Ônibus 174″, dentre outros…
E não vejo a hora de ver “Cegueira” do Fernando Meirelles.
Que pelo que tudo indica será um dos melhores filmes do ano.
Temos que valorizar mais os filmes, atores e diretores brasileiros.
30 | April | 2008 às 15:01
óóóó o cara, agora virou um Rapadura oficial !!
Parabens
* Ainda não li a coluna, e nem as outras do Blog. Mas vi que ta cheio de coisa nova e gente nova. Ando sem tempo, assim que eu puder vou me atulizar com o Blog
30 | April | 2008 às 15:49
Excelente matéria.
Realmente faz falta uma característica forte na atual cena do nosso cinema. Mas acredito (ou prefiro acreditar pelo menos) que isso é algo provisório. De certa forma a nossa indústria de cinema está dando passos para se firmar, e acho que é importante alguns filmes de cunho mais comercial para isso.
Ah! Só não concordo muito com o distanciamento que você coloca entre a televisão e o cinema. Acho que o cinema pode aproveitar de boas influências da televisão, como é o caso de “A Máquina” e outros. Mas repito, boas influências da televisão. Infelizmente anda difícil enxergá-las.
Obs.: Muito boa a seleção de novos integrantes para o time do site!
30 | April | 2008 às 21:31
Oláé ronaldo e também sou um colaborador do CCR. Seja bem-vindo! Bom, gostei do seu texto. A maioria dos atores do nosso cinema são atores de novelas. E nem precisa dizer de qual emissora, né? Bom, eu particularmente não sou fã de cinema nacional e são poucos os filmes de que gosto. Os que gosto são “O homem que copiava” e “Tropa de Elite”. Eu não gosto de cinema nacional, pois assim como as novelas, só ficam naquele circuito Rio-São Paulo. Como se o Brasil fosse só aquilo. Apenas “propaganda” (sem querer ofender quem é dessas cidades). O filme do Furtado, que citei acima, se passa no RS. Ainda bem, pois não aguento ver só retratarem a cidade maravilhosa. Quando uma história se passa no Nordeste, é sempre sobre a seca. Que todo mundo mora numa cidade fim de mundo. Como se ainda vivêssemos na ainda naquela época. As capitais do Nordeste se urbanizaram faz tempo. E sem falar no sotaque, pois todo nordestino, pode ser de que estado for, sempre tem aquele sotaque estereotipado. Me dá uma raiva. Por isso, passo longe do cinema nacional.
30 | April | 2008 às 21:36
Acho que, se existe preconceito, a maior parte dela está nas produtoras que não arriscam “alavancar” um filme brasileiro.
Eu não acho “Tropa de Elite” bom, pelo contrário, mesmo porque, assim como foi dito que o povo está deixando de assistir os filmes “globais”, por assim dizer, pois vêm todos os dias em uma novela, o carioca pode ver um “Tropa de Elite” toda a vez que sai de sua casa.
No Brasil há pouca esperança de filmes bons. Fernando Meireles conseguiu maior prestígio e foi seguir sucesso fora do Brasil, pois só assim é possível…
Abraço.
1 | May | 2008 às 01:54
amina,
Os buracos SÃO mais embaixo.
O Meirelles só está ai pra provar que é possível mudar. Educação, esquerdistas, Tropa de elite… percebe que isso dá pauta pra mil matérias? Pode deixar, eu vou voltar a martelar no assunto. Obrigado mesmo!
Marcelo,
Esse negócio do preço, me perdoe, mas acho que é desculpa. Me explica qual é a diferença de pagar o mesmo preço e escolher entre “Minha mãe quer que eu case” ou “O casamento de romeu e Julieta”? Não gostei de nenhum dos filmes, mas acho iguais. Quer dar uma olhada em quanto cada um faturou?
Uma comédia excelente que eu citaria é “O Cheiro do Ralo”. Não é que não tem cara, temos excelentes roteiristas, diretores, mas infelizmente o cinema no Brasil é feito pela “burguesia”, é algo muito restrito a quem tem dinheiro mesmo. Olha lá fora, na equipe do Spielberg, ou da Dreamworks, tem brasileiro se destacando sempre… No submundo do nosso cinema tem muita gente boa, ta ai o Mau Saldanha, que considero um gênio, pra provar.
Samuel Varela,
Lembrando que não é só valorizar os que fizeram algo e se destacaram já, vamos valorizar os que vem com sangue nos olhos por amor a arte mesmo, também.
E outra, filme de hollywood não tem pornografia nem palavrão, não é?
Rui,
YEP!
Samuel,
Continuo com o pé no chão que, cinema é cinema, tv é tv.
Uma coisa é passar filmes na tv, outra coisa é produzir filmes para a tv. Os filmes são feitos para tela grande (a grande maioria), um grande plano geral não tem a mínima graça se não for lá na sala escura. Dentro do cinema você pode se projetar ao filme, acho que é por isso que a pirataria não domina de vez a indústria, pois ainda existe um pouco dessa tal magia. E quando eu disse que são diferentes foi no caso produção mesmo, um filme pode demorar anos para ficar pronto, na tv tudo é para ontem. A TV se sustenta em patrocínios, por isso só o ato de blocar um filme já te faz perder meia magia. E por ai vai…
José Ronaldo,
Aiaiaiaiai, nem todos os filmes ficam no eixo Rio- São Paulo, e se ficam é porque nem aqui em São Paulo da público, um filme nacional sem muita pretensão fica uma semana no máximo em cartaz, e em cinemas muito restritos, nunca nos multiplex, o caso não é esse. Quando eu digo filmes nacionais, são todos! E nem todos mostram seca no Nordeste, não me lembro de filme recente que fez isso, se puder me cita um. Não conheço muito bem a cena de cinema underground por ai, mas concerteza devem ter pessoas querendo fazer cinema. Essa coisa de “não gosto de cinema nacional” se tornou muito clichê pra mim. Deviam dizer: Não gosto do Daniel Filho. hahaha. Reparem, o homem está envolvido em todos novelões em tela grande.
William,
Eu creio que o Meirelles está abrindo portas lá fora, isso sim. Quanto ao carioca ver um “Tropa de Elite” toda vez que sai de casa, ai já está apelando né? O Tropa é uma ficção, mas com alto cunho de realidade. Ele mexe com assuntos perigosos e nescessários, consegue geral boas discussões e ser um bom filme de ação, pra mim, não tem coisa melhor que isso.
Um abraço a todos, e obrigado pelos comentários!
2 | May | 2008 às 14:07
Nâo é preconceito, tem até uns filminhos tupiniquins bons (gostei da Partilha, gostei de Se Eu Fosse Você Deus é brasileiro…etc) mas prefiro ver eles chegarem na TV do que ir ao cinema, não porque sou mão-de-vaca (ganhei um par de ingressos para ver Chega de Saudades e não fui). mas pelo fato de que eu acho que enquanto tivermos as caras da novela das 8 na telona fica impossiél ver um filme nacional sem se lembrar do plim-plim em cada corte de cena.
2 | May | 2008 às 17:03
Custódio,
Pois é cara, o grande problema não é a cara da galera da plin plin, mas sim o formato. Repare hoje assistindo a sua novela, como é feito. Basicamente são falas atrás de falas. No cinema eu quero é ver beleza, a câmera se movimentando sútilmente ou violentamente, entende?
Quanto ao Chega de Saudade, manda o ingresso para mim, eu terei prazer de ver de novo esse filme. É show de bola, recomendo
Lembre-se, o problema não são as caras da novel, e sim como elas estão sendo mostradas em tela grande.
Abraço!
3 | May | 2008 às 14:08
Bom , é meio triste pegar o bonde andando mas vamos lá ^^
Li tudo , não concordei com tudo. Na minha opinião [ posso até estar errada] mas quase não existe filme ruim , foram varias as situações em que eu fui ao cinema e pensei ” Nossa até eu faria um filme melhor” e o pessoal que tá do meu lado sair dando pulinhos de alegria indo comprar o ingresso pra ver de novo.Isso quer dizer que eu entendo mais de cinema que eles ou eles que eu? Não necessariamente.Primeiro , o que é um bom filme pra voce? Um bom roteiro , uma boa produção , uma boa direção , bons atores(…)Convenhamos que ter um filme com todos esses fatores não é facil , seja ele
Hollywoodiano, brasileiro , tailandes ou oque for..
Sendo muito chata , eu vi Homem de Ferro essa semana e sai do cinema decepcionada , era mil vezes ter ficado em casa assistindo Tropa de Elite xP
Sobre as novelas e “filmes novelas” eu tenho uma teoria simples , eles fazem o que o povo quer ver..Se a patrocinadora tiver que escolher entre um puta filme com um mega roteiro revolucionario uma coisa que vai mudar o mundo ou um romance agua com açucar , ele não vai pensar oque é mais artistico mais cinematografico ou oque for , ele quer o que for dar mais lucro..em tudo é assim.Pra que eu vou fazer um filme ótimo se eu posso fazer um de sucesso?…
E eu tambem acho que a gente nao pode classificar os atores por ” novela” “filme” “seriado”…ator que é bom em um é bom em todos..
Aiaia..acho que eu já falei de mais do que deveria ^^
Espero não ser apedrejada ou algo assim =D
8 | May | 2008 às 12:37
Brisa,
Quanto ao filme ser ruim, acho que você está quase certa em afirmar que não existe filme ruim. Sempre vai ter um idiotinha pra gostar daquele tal filme.
O problema é esse, estão prefirindo novelões ao invés de filmes com bons roteiros. Sim, tudo começa no roteiro.
Volto a dizer que o cinema aqui no nosso país ainda é marcado por caras. Quanto aos atores, alguns são obrigados a fazer uma novelinha ali, senão não comem de noite. Ou você acha que é possível viver só de cinema no Brasil? Nananinanão.
Beijos ;*