A Infame Arte do Mi Mi Mi!

Publicado em: 05-05-2008 @ 12:22 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Ismael Alberto Schonhorst

Opa! |Fly| a.k.a. Ismael Alberto Schonhorst, se apresentando como mais novo membro da equipe de colaboração do Rapadura Blog. Tudo certo com os senhores? Alguns vão me conhecer de outros locais, outros vão entrar em contato com meu estilo de escrever somente agora, mas enfim, peço permissão para trazer à tona temas calorosos, debates divertidos e matérias polêmicas, não necessariamente nesta ordem (que por sinal, é diferente da ordem que pensei antes de escrever).

Pois bem, como diria Glauber Rocha (um dos diretores pelo qual tenho amor e ódio ao mesmo tempo, tema que irei aprofundar brevemente), o assunto é cinema, cinema, cinema, o assunto é… cinema. O assunto é cinema, mas o foco que proponho hoje é subversão no cinema. O que leva as pessoas terem medo de algo que lhes faça pensar. Eu ingenuamente acreditava que nos tempos atuais, todos estavam acostumados a serem contestadas durante um filme. Vide exemplos de sucesso, mesmo que não de primeiro momento, tipo “Clube da Luta“, ou casos mais blockbusters como “Matrix“. Na minha cabeça, coisas diferentes não causavam mais receio na população geral (que curte um bom filme).

Estava enganado! Semana passada, eu organizei em minha faculdade uma mostra de cinema underground, ou brasileiramente falando, cinema “udigrudi”. Levei os diretores, para que houvesse um debate, um feedback pós-apreciação de suas obras, e coisa e tal. Falei que a presença deles não obrigava ninguém a gostar. Queria que assistissem e manifestassem sua opinião. Manifestaram bem demais. Em menos de meia hora de exibição, os mais ou menos 200 participantes que estavam lá na hora que o DVD começou a rodar, diminuíram para 30 pessoas no máximo. O conteúdo dos filmes era de um certo peso. A estética diferente do padrão hollywoodiano. As idéias apresentadas, por demais bizarras ao ver geral. Mas as pessoas nem tentaram entender, se chocaram por besteira, demonstraram uma hipocrisia, e saíram, não importando os diretores estarem presentes, dispostos a discutir e aceitar tranquilamente as críticas. Isso me lembra muito o pessoal que saia correndo das salas de cinema ao assistir “Laranja Mecânica” nos anos 70…

Mas, caso semelhante, e em maior nível, posso citar que tenha ocorrido com um filme chamado “Murder-Set-Pieces” (de 2004, mas chegou só agora ao Brasil, com um título traduzido que me recuso a citar. O Google está aí para isso, caro Padawan). Minha irmã alugou o filme, pois na capa prometia ser algo ao estilo “Jogos Mortais“, só que em doses cavalares. Resultado, ela odiou. Era o que ela esperava, só que de uma forma diferente do que imaginava. Era doses para elefantas, não para cavalos. Ela contando na mesa o quão ruim e sem sentido o filme era, me despertou interesse. Resolvi pesquisar, antes de decidir se encarava a má qualidade que ela alertava. Descobri que o filme tinha passado pelo tribunal da inquisição, ministrado por milhares de internautas que haviam odiado o filme. Fui mais a fundo, e parei em sites mais “confiáveis”, e acabei achando algumas opiniões favoráveis a ele, sempre citando o quão mega subestimado o filme estava sendo. Pronto, resolvi ver…

E o filme é bom! Não é ruim, nem ótimo. Até eu diria que é um bom em nível quase caindo para o regular. Mas não é a qualidade dele, como filme, que me chamou a atenção. Ele a princípio, é besta, sem história, Sem sentindo, com crueldade na mais crua forma. Mas se você assistir ele com a mente aberta, lendo nas entrelinhas, acaba descobrindo o potencial do filme. Ao estilo “Violência Gratuita“, do mestre Michael Haneke, o filme é uma piada com quem está assistindo. Ele olha nos seus olhos, bem fundo, e diz; “Alugou o filme querendo carnificina, não é? ENTÃO TOMA!“. Em uma cena que adorei, o personagem principal vai a uma locadora de filmes pornôs, e pede o filme “The Nutbag“, que para constar, é o primeiro filme do diretor de “Murder-Set-Pieces“. A realidade dentro de um filme, ou um filme que mostra a outra realidade, a do cinema. A sacada é que o tal filme, é no mesmo estilo do que você está assistindo, um longa de Violência x Violência. Ou seja, ele mesmo mostrou que as pessoas buscam filmes sangrentos hoje em dia, querem um pornô de bestialidades sádicas. Mas a coisa complica quando no meio do filme, acabam dando de cara com uma crítica a elas mesmas. Quando batem os olhos na ridicularização. Quando se encaram com a já citada subversão de valores. Você é um monstro, o filme te diz. E você não gosta, e sai por aí criticando pela internet, seu refúgio, seu Éden. Onde você mostra que tem “culhões” de detonar os filmes.

Mas quando você encara esta mesma situação, e se tivesse a chance de retrucar, na cara dela, você escaparia, jogaria fora a chance. Pois você tem medo de se ver realmente contestado perante um filme, um espetáculo. Cinema é diversão sim, mas também é educação, é protesto, e é “senta aí que vou te mostrar o quão tosco é sua vida”.

Viva para os fortes que ficaram até o final da mostra. Viva para os sábios que sabem ler as entrelinhas. Viva para os bravos que recebem a porrada, levantam, e dão outra em troca. Viva o cinema transgressor, de contracultura, e o cinema “udigrudi” nacional e underground mundial (não necessariamente de revolução).



25 Comentários

  1. Marcelo Coldfer
    5 | May | 2008 às 13:15
    Estou de férias no meu trabalho. Acho que vou procurar esse filme Ismael e volto (ou não) pra comentar ele.
  2. Jurandir Filho
    5 | May | 2008 às 13:38
    Excelente matéria. As vezes fico me perguntando quem tem interesse nesse tipo de coisa. Sei que existe muito doidinho que adora esse sadismo e tudo mais. Vejam o site do filme e comprovem o nível da parada:

    http://www.murdersetpieces.com/

    O pior de tudo, é que MUITA GENTE GOSTA. E como o Ismael falou, o filme dá um tapa na cara dessa pessoas. Acho que já estamos chegando longe demais com essas coisas. Seria falta de criatividade? Seria dar pão a quem tem fome? O certo é que faz sucesso! Vai entender. Gosto é gosto, mas mal gosto é escroto.

  3. Samuel Varela - 29 - Crato-CE
    5 | May | 2008 às 14:28
    Esse é um tipo de filme que não assito muito…
    Já houve um tempo na minha vida que eu gostava…
    Eu só alugava filmes de terror e carnificina, mas essa época já passou.
    Mas, parabéns pela coluna.
  4. Gabriela - Porto Alegre/15 anos
    5 | May | 2008 às 16:17
    Parabens pela materia!
    Eu particularmente não sei como alguem consegue gostar desse tipo de filme. Só assisti a um da franquia Jogos Mortais,e parei exatamente por não gostar de sangue gratuito,mas o que vejo de gente elogiando e - praticamente - endeusando o filme não é brincadeira. Vou indicar esse filme aí pra elas :razz:
  5. Shunna
    6 | May | 2008 às 10:29
    Eu prefiro comentar sobre o ocorrido nessa mostra que o Ismael organizou sobre o cinema “udigrudi” nacional.
    Achei o fim da picada o falso moralismo desse pessoal que ,mesmo estando avisado sobre o conteúdo da mostra , aparece no dia , assiste um pouquinho e de repente se levanta e vai embora ,aparentemente chocado com as cenas que viu.
    Foi uma falta de educação sem tamanho, já que os diretores estavam presentes e dispostos a comentarem , avaliarem e aceitarem críticas sobre o filme.
    Seria bem melhor que não tivesse nem aparecido por lá!
  6. Lincoln Péricles
    8 | May | 2008 às 12:28
    Eis que temos alguém ácido no ccr. Ótimo!
    Onde ocorreu essa mostra?
    Gostei e não gostei da matéria. Mi mi mi.
    Um abraço!
  7. |Fly|
    8 | May | 2008 às 12:43
    Em Santa Catarina, São José para ser mais exato (cidade pacata ao lado de Florianópolis).

    Obrigado pelos comentários, é sempre bom ter uma resposta ao que se escreve!

  8. Davi Serafim
    9 | May | 2008 às 10:18
    Ismael, bem vindo e parabens pela bela matéria. Acabei de ver o trailer de Murder-Set-Pieces, http://www.youtube.com/watch?v=Eu6ikLOQzq8, pude constatar que o ator principal desse filme é uma mistura de Hanibal e Jigsaw :shock: loucasso, axo q esse filme é uma vitamina e a mistura é: Jogos Mortais, Hanibal e O Albergue, concerteza pra quem gosta de estilo é uma boa pedida, VIOLENCIA GRATUITA e MUITO SANGUEEEEE!!!

    PS: Da proxima vez vc coloca esse filme pra galera da faculdade assistir! :grin:

    Abraçoooooo

  9. bugalu colorado
    9 | May | 2008 às 10:28
    :twisted: Assim ó eu curto filmes bizzaros e com sangue ao extremo não que seja os que eu mais curto mais curto esses estilos de filmes sanguinolentos….tanto que ja vi muitos como que eu posso me expressar humm assim a maioria das pessoas ja veêm no dia a dia essas merdas que acontecem, mortes, violências, bizzarrices pô é o que mais rola nos meios de comunicação, então é ruim de criticá-las, Bah olhar um filme é o seu momento de liberdade dentro da cabeça, de se livrar dos estresses do dia, da semana do mês é o momento que você viaja com a história c colocando no lugar do protagonista curtindo aquela aventura, aquele romance, etc… então a maioria não quer ver essas bizzarrices porque não vão querer ser o torturador nem o torturado,(só ser meio darti da cabeça) mas eu gostei muito do post do ismael eu vo vê se encontro esse filme pra ver se pesado mesmo depois eu falo pra vocês, um abraço a todos e viva a sétima arte :twisted:
  10. Marcelo Honorio
    9 | May | 2008 às 12:22
    Ismael, gostei da matéria.

    isso mostra que o ser-humano é sádico, apenas na curiosidade. Quando chega a hora dos vamos ver, nós arredamos o pé. Estes filmes de assassinos em série que estão na moda, são apenas flores para matar a curiosidade mórbida que muitos possuem. Quando se quer ver o grosso mesmo ninguém deseja, havendo uma repulsa. Isto me lembra dos filmes que na minha adolescência eu curtia muito, FACES DA MORTE. Que se falava eram casos verídicos de mortes. Até hoje eu não tenho certeza disto, mas que era terrível era (pra época)!

  11. Alexandre
    9 | May | 2008 às 15:06
    Como um grande fã de jogos mortais, fiquei curioso sobre esse filme. Alguem sabe que nome deram a ele por aqui?
    Não vejo a violencia mostrada em Jogos mortais de forma gratuita. Claro que quem vai ver um filme desses, ja vai esperando a carnificina, entao tem que ter violencia mesmo. Porem o que faz mais sucesso no filme sao suas reviravoltas nas cenas finais. Se voce assitir aos 2 primeiros filmes, e esquecer as cenas de violencia, voces vão ver que o filme possue uma historia, e porque nao dizer uma filosofia.

    Quanto ao pessoal saindo da sala de exibição é assim mesmo. Tem gente que nem sabia o que estava fazendo ali, com certeza…lembro que aconteceu muito isso nas sessoes de SinCity, muitos nao entenderam o proposta do filme.

  12. Kaio Castro - 22 anos - Fortaleza
    9 | May | 2008 às 15:43
    Bem vindo ao CCR Ismael. Adorei a matéria e a forma que você escreve. Eu já fui de recriminar alguns tipos de filmes, como comédias românticas, mas hoje em dia assisto a tudo, do drama, cult, comédia, romance, terror, ficção, enfim de tudo mesmo. Pretendo ver este filme ai (se eu conseguir, pois até o albergue tem cenas que são fodas de ver).
  13. Marcelo Coldfer
    9 | May | 2008 às 16:23
    O filme foi batizado de O estripador de Las Vegas.
    Difícil encontrar
  14. Ty
    9 | May | 2008 às 16:26
    Oi Fly, muito bom o artigo.
    Eu não tenho absolutamente nada contra filmes cheios de sangue e vísceras sendo atiradas para todo lado. A única coisa que exijo ao assistir um filme é a existência de um mínimo de história. Pornô barato (encanador batendo na porta e a patroa já esfregando os peitos na cara dele) é tolo. Mas se a proposta do filme é realmente dar um tapa que assim seja, está valendo, porém uma verdade é: as pessoas se divertem a beça ao assistir a desgraça alheia. Esse tipo de filme me interessa mais para ver o lado do “assassino” e entender o que se passa por trás de uma mente que encontra tanto prazer no sadismo extremo.

    A respeito da palestra, que eu estive presente, foi uma pena o pessoal ter saído. Eu particularmente não me senti atraída pelos filmes - considerando que o 2º foi retirado depois de 10 minutos de exibição - mas fiquei até o final para ouvir qual seria a verdadeira propostra dos diretores. Com certeza se eu soubesse dessa explicação que eles deram posteriormente, eu assistiria os longas com uma nova perspectiva e até apreciaria mais do que realmente apreciei. O que pegou nessa palestra foi a desinformação. Os tipos de filmes exibidos não é o que a GRANDE MAIORIA está acostumada e foram todos pegos de surpresa. Claro que foi bastante desrespeitoso o pessoal ter saído, mas eles estavam em seu direito. Apenas acho que teria sido muito mais interessante se esses que saíram, tivessem regressado para o debate para procurar compreender o contexto por trás de toda a criação dos filmes ao invés de sair xingando sem ter qualquer embasamento.

  15. Artur Andrade
    9 | May | 2008 às 20:25
    Gostei muito da matéria :twisted:
    Desse tipo de filme, eu só gostei de Jogos Mortais, e só do 1 e 2 pq já tá enchendo….
    Depois do sucesso de J.M saiu um bucado de filme no estilo,
    alguns são imitação mesmo, tem galera q gosta, o filme tendo uma boa história e q se sustente ao decorrer da película por mim tá valendo. Agora esse filme aí homi… deve ser pesado¹²³
    ao extremo, com certeza vai dar trabalho de encontrar… encontrar?! Exatamente, fiquei curioso agora :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: vou juntar uma galera e assistir :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted:
    Pela sinopse do filme ele me lembra o psicopata americano, um doido q sai matando as prostitutas… :wink:
  16. Felipe
    9 | May | 2008 às 22:42
    - Muito interessante, vc aborda isso, ainda não tinha pensado dessa forma perante a esse estilo de filme, mas o que pode-se dizer de “Hoste part2″? Adorei o primeiro mas o segundo… decididamente sem conteudo algum, pouco sangue e uma promessa de esclarecimento da historia muito chata. Não acredito que o diretor perdeu tempo escreendo aquilo… na verdade acho que ele mostrou apenas sangue e mais sangue no 1°… e no segundo nada, nada e nada.

    ps: Tenho 16 anos e pretendo engreçar no ramo do cinema, sei que ainda tenho que aprender muita coisa. E admirei muito sua crtica do filme perante as “entrelinhas”.

  17. Evandro de Freitas - 25 anos - São Paulo
    10 | May | 2008 às 03:33
    cara, curti seu jeito de escrever! Parabéns!
    Se eu tivesse nessa amostra ai com certeza seria um dos 30.

    Quando fiz faculdade a professora de cinema passou cães de aluguel (que eu já tinha visto) e mais da metade da sala saiu no meio do filme falando que não tinha “nada a ver” a história! ¬¬

    Nego que não gosta de pensar é algo triste mesmo!

  18. Edgard
    10 | May | 2008 às 08:49
    Gostei muito da matéria, mas acho que para alguns filmes o que acaba faltando é um equilíbrio. Assim como já foi citado, Jogos Mortais, tem um enredo bacana e tem uma mensagem, o filme não é só um maluco matando pessoas de um modo assustador. Porém, perguntem às pessoas que assistiram, a grande maioria vai dizer que esse é um filme de um assassino matando pessoas, nem todo mundo vai entender, não vejo nada de errado com isso.

    Mas ao meu ver o cinema que que fazer as duas coisas, tem que entreter E concientizar, nem todos que gostaram de Clube da Luta entenderam a metáfora do filme, e mesmo assim acharam um filme divertido.

    Muita gente não gosta de filmes de zumbis, pois acham idiotas, com efeitos mal feitos. Mas não sabem que o George Romero (considerado o criador do gênero) colocou sempre críticas nos seus filmes. Vocês já notaram que na “Noite dos Mortos-Vivos” o Ben (um negro) é quem tem que pensar e liderar a fuga dos zumbis, enquanto os brancos só fazem idiotice? Isso em 1968, ano do assassinato do Luther King.

    Continuando no Romero, “Madrugada dos Mortos” é uma crítica ao consumismo, ou você acha que eles estão num shopping por acaso? E “Terra dos Mortos”, que critica a política imperialista de George Bush, chegando a praticamente copiar discursos dele?

    Mas além de ter toda essa crítica social, os filmes dele são divertidos, mesmo se você desligar o cérebro e encarar apenas como filmes de zumbis comedores de miolos. Ou seja, diverte E concientiza, faz as duas coisas, não faz uma das duas e deixa a outra de lado.

    Acho que se o filme não prende a atenção dos espectadores, é pq está faltando alguma coisa, o problema é do filme e não de quem vê. Claro que nem todo mundo vai entender um filme complicado, mas este tem que ser divertido da mesma forma, vide os filmes do Romero, Clube da Luta e tantos outros.

    Tive uma experiência recente de um filme que muita gente saiu do cinema no meio da sessão, mas não por violência, e sim porque achavam o filme ruim. O filme em questão era “Império dos sonhos”, adorei o filme. Mas o fato é que, ao meu ver o Lynch escolheu fazer um filme que não agradaria todo mundo. Ou seja as vezes o diretor escolhe não agradar a todos, por isso acho extremamente injusto categorizar usando “… nem tentaram entender, se chocaram por besteira, demonstraram uma hipocrisia, …” as pessoas que saem durante a exibição desses filmes. Hipocrisia é achar que somente um ponto de vista é o certo.

  19. kalebe
    10 | May | 2008 às 11:32
    muito fera a materia D+
    vou alugar =]
    não sigo uma regra como muitos
    assisto tudo, da parodia a carnificina
    pra quem não gosta tudo bem, gosto não se discute
    mas não concordo quando algume diz que quem assite
    esse tipo de filme é doente, como disse antes gosto
    não se discute.
    até a proxima :razz:
  20. Taissa
    11 | May | 2008 às 16:21
    Incrível. Primeira vez que leio uma matéria do CCR e já me conquistou. Já tinha pensado antes sobre um pouco do que você mencionou, mas nunca em palavras tão bem ditas, de uma forma tão clara e objetiva. Parabéns, sinceramente. O site CCR merece uma galera talentosa.
    Longa vida ao Rapadura Blog!
  21. Custódio
    13 | May | 2008 às 08:24
    Gosto de filmes em que há violência, mas gosto que eles tenham um fim onde o mal não prevalece, por isso odiei O Scrificio com Nicolas Cage, quando ele é sacrificado e você percebe que é ali o fim que o mal vai prevalecer, que a mentira que as mulheres criaram para traze-lo ali vai prevalecer mata o filme, as vezes um pouco de violencia num filme te abre os olhos, mas no fim o mal tem que sucumbir, por isso adorei Valente com a Jodie Foster.
  22. Reinaldo
    14 | May | 2008 às 12:38
    É, concordo que alguem q vá ver um filme com dizeres - Ao estilo de Jogos Mortais - tenha q estar preparado para tais cenas… mas eu particularmente n gosto qdo focam demais nas cenas de carnificina, tem filmes (como este) que ja passam da conta, como se o diretor so quisesse mostrar isso (falta ou excesso de criatividade?). Bem, eu entendi ao fim do filme q foi isso, o diretor se preocupou em fazer cenas sanguinarias ao extremo e só. Poderia fazer um tramazinha melhor p enganar ne.
    Abraco e ótima coluna!!!
  23. Andre Lonewolf
    15 | May | 2008 às 17:43
    Nunca vi uma matéria tão sem pé nem cabeça, diria apenas que gosto não se descute. Você queria crítica. O fato de terem saído do filme é a própria crítica. Viva os humildes.
  24. Kabuloso
    15 | May | 2008 às 23:49
    Gostei do seu texto fly (é fly ou Fly ?), interessante o ponto de vista que você mostra. Não gosto muito desses filmes “gore” mas já asssisti Jogos Mortais e achei legalzinho. Agora acredito que antes de ler o que você escreveu eu seria mais uma das pessoas que não iam ver o filme até o fim e já não iria gostar e achar grotesco, mas pombas foi pra isso que você alugou, carnificina, o que você esperava ? Gostei muito da crítica, valeu por me fazer pensar “fora-da-caixa”.

    Quanto ao que aconteceu na tua mostra de cinema “udigrudi”, não estressa, até achei bem válido teu ponto de vista como também achei o do Edgard que comentou aí quando ele fala sobre O Império dos Sonhos e como o diretor escolheu agradar a poucos, mas na verdade acho que o que aconteceu mesmo foi que a maioria na verdade nem sabia o que esperar e tem preguiça de pensar, quando viram que isso era necessário nem perderam mais tempo. Isso é muito comum quando tu organiza qualquer coisa na faculdade, não só uma mostra de cinema underground.

  25. Leandro moraes
    16 | May | 2008 às 00:21
    uma coisa que me chamou a atenção neste artigo é sobre as pessoas reclamarem quando um filme tem “um final feliz”. é engraçado como niguém repara nos comentários de outras pessoas que reclamam que o filnal deveria ser sombrio, ou algo assim. Engraçado como as pessoas nem se dão conta de que gostam mesmo é de ver tudo o que há d emais ruim. E depois falam mal do filme para se sentirem superior ao que ele retrata.

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