
Neste ano é comemorado o centenário da imigração japonesa – a vinda dos primeiros imigrantes é retratada no filme tupiniquim “Gaijin – Os Caminhos da Liberdade”, de Tizuka Yamasaki. Coincidentemente, em 2008 completa uma década da morte do cineasta nipônico Akira Kurosawa. Do seu trabalho, a obra mais conhecida é “Rashomon”. Filme este que foi consagrado com o Leão de Ouro e um Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro (a categoria só foi criada em 1956. Antes disso, a Academia, em algumas cerimônias da premiação, concedia estatuetas aos melhores filmes estrangeiros exibidos nos Estados Unidos).
Além de “Rashomon”, da sua filmografia destaca-se “Os Setes Samurais” – considerada por muitos críticos a sua obra-prima – que recebeu duas indicações ao Oscar. Além disso, foi a inspiração para o western “Sete Homens e Um Destino”, de 1960. Que consta no elenco Charles Bronson e Steve McQueen. Apesar de suas películas carregarem traços da cultura oriental, o diretor tinha influência de autores ocidentais como Shakespeare e Dostoievski. Preocupando-se em abordar o homem em meio aos infortúnios causados pelo seu semelhante.
Como acontece com uma boa parcela dos grandes talentos, ele só teve o devido reconhecimento de seu país de origem postumamente. O que é uma pena. Para quem não conhece o trabalho deste prolífico diretor, segue abaixo a relação de suas principais obras:
Waga Seihum Ni Kuinashi (1946)
Rashomon (1951)
Os Sete Samurais (1954)
Trono Manchado De Sangue (1957)
Yojimbo - O Guarda Costas (1961)
O Barba Ruiva (1965)
Dersu Uzala (1975)
Ran (1985)
Sonhos (1990)
Rapsódia Em Agosto (1991)
Madadayo (1993)
A título de curiosidade, após a morte de Kurosawa e outros talentos como Shohei Imamura e Yasujiro Ozu, Clint Eastwood é o maior cineasta japonês – honorariamente japonês – vivo atualmente. É preciso mencionar que isso é resultado de seu aclamado filme “Cartas de Iwo Jima”, que relata a Segunda Guerra Mundial pela ótica do exército japonês – uma produção totalmente japonesa, com atores japoneses falando em seu idioma. Produção – que complementa “A Conquista da Honra”, também de Eastwood - indicada ao Oscar de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Edição de Som.

1 | July | 2008 às 14:14
Palmas para Akira Kurosawa.
Vi alguns filmes deles e realmente são fantásticos.
1 | July | 2008 às 14:24
Poxa, nem me lembre
1 | July | 2008 às 15:41
Um filme que ouvi falar muito foi esse “Rashomon”, e meu deu vontade de ver por causa da história, que parece com a do recente “Ponto de Vista”, tanto que foi daí que eu ouvi falar do filme…
1 | July | 2008 às 16:08
rapaz, sabe que eu não faço idéia de quem seja, ou dos filmes que produziu?
Tô ruim, viu!
3 | July | 2008 às 11:19
Que pena 10 anos sem Kurosawa.
O unico filme dele que vi foi Rashomon que conta várias versões de um assassinato, sob o ponto de vista de uma mulher, do bandido e do próprio morto. Preciso atentar para a filmografia desse mestre.
Bem que poderíamos trazer ele de volta e mandar o Shyamalan no lugar dele
3 | July | 2008 às 13:37
Poisé… um gênio do cinema e um dos mais premiados!!!
“Sete samurais”, é um dos melhores filmes que já vi!!!
Akira virou diretor por causa de John Ford (diretor que mais ganhou Oscar)!!!