
A safra de brasileiros no cinema mundial está aumentando. Desde que o Brasil iniciou o período conhecido como a Retomada do cinema os filmes e artistas tupiniquins tem sido mais reconhecidos. Apesar de ser pouco valorizado pelas pessoas de seu próprio país, o cinema nacional têm crescido e despertado o interesse do mercado internacional.
Desde os tempos de Carmem Miranda o Brasil tem atraído a curiosidade e os olhares do mundo no cinema. Ao longo dos anos nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos receberam seus méritos e reconhecimentos por seus trabalhos. Mas são os nomes mais recentes da história cinematográfica brasileira que tem feito bonito lá fora, mais do que em qualquer outro momento. Hector Babenco e Bruno Barreto já tem grande destaque na mídia internacional. Babenco já foi nomeado ao Oscar de melhor diretor por “O Beijo da Mulher-Aranha” e dirigiu Gael Garcia Bernal no recente “O Passado“. Bruno Barreto dirigiu ícones do nosso cinema como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “O que é isso, companheiro?“. Lá fora ele dirigiu “Entre o Dever e a Amizade” e “Voando Alto“, com Gwyneth Paltow e Myke Myers.
Assim como eles, Walter Salles e Fernando Meirelles se tornaram grandes cineastas respeitados. Não há como dissociar o grande momento do cinema nacional desses dois nomes. Walter Salles entrou no circuito mundial com “Central do Brasil” e a incrível notoriedade que o filme alcançou em 1998. Depois disso Salles dirigiu “Diários de Motocicleta” e o esquecível “Água Negra“,refilmagem de um horror japonês que não deu muito certo afora manter as portas abertas para o diretor. O seu mais recente filme “Linha de Passe” não fez feio no festival de Cannes deste ano, inclusive com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.
Já Fernando Meirelles não podia estar em melhor forma. Indicado ao Oscar de melhor direção por “Cidade de Deus“, Meirelles já provou a competência de seus filmes no mercado estrangeiro. Seu primeiro filme internacional, “O Jardineiro Fiel“, foi muito bem recebido pelo público em geral e pela crítica, tornando o filme único e ainda dando o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz. Agora, o mundo anseia pela chegada do filme “Blindness“, o mais novo Meirelles. Depois de Cannes, a história do livro de José Saramago está prestes a ganhar as salas, e com uma enorme expectativa ao redor.

José Padilha é o próximo da lista, com seu “Tropa de Elite” sendo exibido fora do país e ganhando o Festival de Berlim. Mas não apenas os diretores ganharam esse reconhecimento, como bem sabemos também com Alice Braga e Rodrigo Santoro. Pode ser recente dizer que a carreira dos dois vai ganhar proporções astronômicas, mas se for pela torcida brasileira é isso o que vai acontecer. E será que o mundo está preparado para filmar a sério no Brasil depois de “O Incrível Hulk“? O que falta para o nosso país reconhecer que tem potencial para fazer um grande trabalho lá fora? Nada contra enlatados internacionais (muito, muito pelo contrário), mas o Brasil pode ir mais além dos filmes de Xuxa, Renato Aragão filmes globais. Falta investimento? Disposição? Organização política? Vai saber. Mas que pelo menos os espectadores saibam apreciar o que seus compatriotas produzem de bom. O mundo já está fazendo isso.

8 | July | 2008 às 14:23
A unica coisa que nao falta para o cinema nacional é disposição, porque o resto falta tudo desde investimentos publicos e privados e uma politica de incentivo ao cinema.
Dai vemos filmes que demoram 2,3,4,5 anos para serem feitos por falta de verba.
8 | July | 2008 às 19:18
Muito boa a matéria!
Torço muito para o Brasil ter uma indústria Cinematográfica!!! Acho que falta bom roteiros e produtores não só focados em bilheteria mas principalmente em histórias nacionais e um cinema mais arte e menos global!
Fernando Meirelles é um dos diretores que mais gosto e tenho certeza que entrará de vez no cinema mundial!
Escolhe bem os projetos, os roteiros e com quem trabalha! Sem falar que é um visionário!!!
Tropa de elite tbm vai arrasar nos EUA!!! E deve ser indicado ao Oscar (fotografia, som e quem sabe de ator)!
O governo deveria não só incentivar mas tomar conta do cinema, como a França e a cidade de Paulínia-SP, que fez um teatro-cinema, festival, estúdios, e faculdade!
8 | July | 2008 às 19:27
O cinema brasileiro encontra inúmeros problemas referentes à sua produção, porém acho que o maior deles é preconceito dos próprios brasileiros.
Se a população comparecesse da mesma forma que com parece aos cinemas para assistir filmes americanos acho que todo o resto, como por exemplo redução de impostos, vira por conseqüência.
8 | July | 2008 às 21:10
Gostei do cartaz gringo de Tropa, Tarantino’s Style.rsrs. Acho que se foi feito um bom trabalho de dublagem e não só distribuição com legendas, vai ser válido, para atingir todos os públicos na gringa. Acho que Alice Braga está indo bem, e Rodrigo pode dizer que esteve em Lost, mesmo mudo, rsrs. Agora eu gostaria muito que o contato com o capital financeiro estrangeiro, desse a possibilidade de altas produções na gringa, dos Clássicos da Literatura: Dom Casmurro, Brás Cubas, O Primo Basílio, O Alienista. Seria interessante usar o elenco e moldes da produção estrageira, dirigida por brasileiros é claro, para esse clássicos imortais, o que talvés finalmente fizesse o Brasil ganhar o Oscar.
Delírios…Mas, sonhar é bom.
8 | July | 2008 às 21:28
Estou aguardando anciosamente a estreia de “Cegueira”
Concordo com o 1° comentário, falta tbm parar de olhar oq estão fazendo la fora pra tentar “copiar” nos somos tão criativos (ou mais) q os gringos a diferença é o $$$$$$$
*não sei vale comentar mas tem tbm o merchan da Petrobas no filme “Speed Racer”… nesse caso já é o inverso, uma empresa brasileira investindo no cinema gringo kkkkkkkkk
**esse merchan só rolou nas cópias nacionais do filme
9 | July | 2008 às 09:46
O CCR fez dois ótimos podcasts sobre o Halder Gomes no qual ele fala da dificuldade em se produzir filmes no Brasil.
O Brasil precisa de mais incentivos para o cinema nacional.
9 | July | 2008 às 09:58
O Brasil tem muito potêncial, em todos os aspectos, falta apenas o devido reconhecimento. Sem contar que isso deveria começar por aqui, coisa que acontece de forma inversa, os gringos dão mais valor à nossa “matéria-prima” do que nós mesmos!
Abre o olho BRASIL!
9 | July | 2008 às 11:19
O Brasil ainda não está preparado para competir com o estrangeiro. Não adianta mesmo ter centenas e centenas de lançamentos nacionais, se apenas bem poucos se destacam.
Achei o filme Cleópatra vergonhoso. Júlio Bressane foi ousado em filmar o filme mais caro da história do cinema e apresentar aquele resultado.
Eu gosto de cinema nacional, e vou ao cinema vê-lo como vi recentemente “Corpo e 5 fraçoes de uma mesma História ” mas a impressão que dá o ver esses filmes é que falta muito.
Esperar do país é uma coisa, olhar ao redor é outra
9 | July | 2008 às 14:22
Acho que o que falta mesmo são bons roteiros, estórias, pois assim, mesmo os brasileiros preconceituosos vão acabar vendo os filmes pq são muito bons e bem falados!
Acho tbm que não é questão de competir com o cinema dos EUA e sim ter o seu cinema, o cinema brasileiro, estilo de filmar, estilo de histórias, estilo de atuação e grandes cineastas!
A França, a Korea, a Alemanha, a Argentina, o México, a Espanha tem seu cinema, suas origens e características!!!
Fico grilado quando um filme tem marketing d+, como Meu nome não é Johnny e o filme é uma bosta… atuações clichês, roteiro cheio de furos e uma estóris muito mal contada!!!
9 | July | 2008 às 17:35
Nunca gostei do cinema brasileiro…Pra falar a verdade sempre odiei…Um pouco de preconceito, mas nunca gostei…
O cinema aqui do Brasil só é bom quando é feito por gente que quer fazer melhor e transformar os filmes daqui, por exemplo, Fernando Meirelles, Walter Salles, Cao Hamburger…
Há filmes excelentes sim, como “Central do Brasil”, “Cidade de Deus”, ” Meu nome não é Jhonny”, “O Ano em que meus pais sairam de Férias”…Mas são poucos…
Acho que falta mesmo é mais apoio e incentivo do governo ao mundo do cinema, isso sim…Mas acho que também falta vontade dos diretores e dos brasileiros a fazerem filmes melhores…Enquanto ficarem fazendo “Xuxa e os Duendes” e “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili”, o cinema não vai sair do lugar…
Torço muito para Fernando Meirelles, Walter Salles, para que eles consigam ter mais sucesso ainda lá fora do que já tem, e que um dia, por eles, o Brasil ainda consiga ganhar um Oscar…
9 | July | 2008 às 18:01
O cinema brasileiro de hoje esta muito bom, entretanto na minha opinião, falta muito pra ser um cinema atrativo, falta histórias e locações diferentes, filmes de aventura, ficção cientifica peloamordedeus, comédia romantica, pra mim tem que ser um cinema que te de prazer em ir a sala de cinema e também em assistir aos filmes em casa… os filmes dos trapalhões laaa dos anos 70 eram ruim que dá do, mas eram aventuras muito legais, histórias em desertos que pareciam as mil e uma noites, estimulando a fantasia e tudo filmado aqui, eu acho.
12 | July | 2008 às 19:36
Tropa de Elite estreou na semana passada em Portugal!