O novo filme de Murilo Salles, “Nome Próprio”, está participando do Festival de Gramado deste ano. Maurício Saldanha aproveitou que a escritora Clarah Averbuck veio acompanhar a exibição do filme no festival, e conversou sobre a primeira adaptação cinematográfica de um livro seu. Num estilo “invadindo a sua casa”, Saldanha arrancou declarações não vistas com tanta freqüência em jornais e revistas especializadas.
Clarah Averbuck, nascida em Porto Alegre, já escreveu para revistas como Showbizz, Trip e TPM. Ela também teve uma breve experiência no cinema, interpretando uma prostituta no curta “Nocturnu“, de Dennison Ramalho (mais tarde premiado em Gramado por outro trabalho, “Amor Só de Mãe“).
Após deixar Porto Alegre e encarar São Paulo, ela criou o extinto blog Brazileira!Preta, onde formou um exército de fiéis seguidores. A dureza paulistana e a paixão pela literatura resultaram em “Máquina de Pinball“, lançado em 2002. O livro conta a história de Camila, um alter-ego da autora, que persegue o amor sem pausa para descanso. Ou melhor, com pequenas pausas apenas para o sexo casual. Ah, e ela também escreve. E sofre. E bebe. E usa drogas. “A auto-referência e a estética punk são as principais características, em um mundo repleto de figuras como notívagos, outsiders e afins (dos quais tais artistas fazem parte)“, observou o jornal “Folha de S. Paulo” na época do lançamento. A obra também ganhou destaque em outros jornais, como “O Estado de S. Paulo”, “Gazeta do Povo” e “Zero Hora”, além de inúmeras revistas e sites, da Set ao UOL. “Estar fodida é sair no jornal e não possuir reais para comprá-lo“, reclamava Clarah no blog.

O ator e diretor Antonio Abujamra tem uma opinião semelhante. “Difícil ver uma contemporaneidade mais poética em brasilidade“, escreveu no prefácio. “É um livro que os que sabem ver a coisas e os que não sabem ver as coisas lerão como alimento indispensável para devorar seus contentamentos“. E foi pela adaptação de Abujamra e Alan Castelo que Máquina chegou aos palcos cariocas. Na seqüência, Clarah recebeu uma proposta do diretor de cinema Murilo Salles para a adaptação de sua obra.
SOBRE O FILME
Crítica escrita por Raphael Santos
Ficha técnica no CCR
Site/Blog Oficial
SOBRE A ESCRITORA
Blog oficial de Clarah Averbuck
Perfil na Wikipédia
Créditos: Parte do texto dessa matéria foi escrita por Paulo Terrón.


10 | agosto | 2008 às 19:22
O livro é uma porcaria. Não pela história, mas pela prosa mambembe. Quem sabe o filme seja melhor.
10 | agosto | 2008 às 20:48
Achei boa a idéia da entrevista, se o pessoal da equipe tiver oportunidade de fazer outras eu acredito que acrescentaria bastante ao blog.
E tem que dizer também ao Maurício a hora que ele tem que ir embora.
Bom também foi ter esclarecido o fato do filme ser uma obra totalmente à parte do livro, antes da entrevista acho que dificilmente eu faria essa desvinculação.
11 | agosto | 2008 às 01:52
Mau:
Tirei mais uma vez o chápeu para vc!!!
Cara… Tu foi como vaselina (entra e saí de qualquer lugar)!
1º digo q entendo ela não gostar da adaptação, é todo de direito, claro.
2º ela é muito chata e grossa, mas da pra ver que é a personalidade, então tenho que respeitar!
3º como uma pessoa faz um blog, depois livro e etc. e é desta maneira com seu público??? Vai entender!!!
Maravilhoso o momento em que vc fala que aceitaria pelo menos uma água, se tivessem oferecido. Não sei, mas sou de MG e moro em GO, e aqui isso é a 1º coisa que se faz quando alguém chega na nossa casa!!!
No mais, muito boa a entrevista e sempre q puder faça mais!!!
11 | agosto | 2008 às 14:54
Joaquim, quanto a pergunta 3, acho que a resposta seria que, seguindo a linha dos autores que a Clarah Averbuck dá uma chupada (no bom sentido, se é que existe bom sentido nesta expressão), como o Charles Bukowski, que, ao que consta, era irascível com repórteres, leitores, fãs, adaptações de sua obra, etc. Então fica um tanto fácil de prever certos maneirismos e tal. Mas não dá pra levar muito a sério autores que se autodenominam malditos.
Lourenço Mutarelli sim que é um puta autor e admitiu que a adaptação da sua obra para o cinema (Cheiro do Ralo) era definitíva e sublime, que ele não conseguia pensar em seu personagem se não fosse aquele, projetado na tela.
Clarah Averbuck, que Deus tenha piedade de sua alma.
Amém
11 | agosto | 2008 às 15:19
Putz!!!!
Eu sempre ouvi falar do Jurandir e do Ph que o Mauricio era folgado, falava o que pensa, mas depois desse vídeo, minha nossa, o cara vai pra casa da pessoa e ainda fica reclamando que não foi bem recebido que queria um copo com agua, pega uma banana na casa da pessoa, fala com a boca cheia. heheheheheheheheheheheheheheheehhehe
Mau depois dessa, só tem uma coisa pra falar.
ABSUUUUUUUURRRRRRRRRDDDDDDDDDDOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!
Parabéns Mauricio, não sei se é interesse seu ou do portal, mas cada vez mais você se expõe, nesses vídeos e para fazer isso, a pessoa deve ter muita coragem, e isso você demonstrou que tem de sobre, não só agora como em outras vezes. Parabéns
11 | agosto | 2008 às 17:21
Muito legal a entrevista. Valeu Mau.
11 | agosto | 2008 às 20:33
Eduardo:
Mutarelli é foda né!!!!!!!!!!
12 | agosto | 2008 às 00:07
Eu gostei da entrevista. Ela é legal sabe. E em relação ao filme, o diferencial realmente é a Leandra, melhor papel da vida, não que ela não faça bem tv, não é isso, é que se levar em conta o lado mais viceral, acho que esse é o mais legal de todos os papeis que ela interpretou. E é extremamente “incomodo” o barulho dos dedos tocando o teclado no filme, pois dá uma vontade de sair de lá e ir de frente ao teclado, mas as cenas de nudez da Leandra nos prende na cadeira. he,he,he. E falando nisso, por mais lindo que seja o corpo da Leandra não tem uma nudez sexy na tela, mas sim a nudez da conotação do flagra mesmo assim sabe, não sei se estou sendo claro. Mas, as cenas de sexo são muito boas. Talvés o o bom para a Clara seja um dia roterizar um filme aí sairá nos moldes que ela deseja. Acho que só o cara Ainda Orangotangos ficou feliz com o resultado na tela.