Certa vez, uma amiga me mandou um e-mail muito interessante sobre possíveis diálogos que ocorreram entre os famosos de Hollywood e que deram origem a clássicos do cinema. Muito engraçado. Algumas alterações foram feitas por conta de palavras de baixo calão:
INSTINTO SELVAGEM
OBS: Texto feito antes do lançamento de “Instinto Selvagem 2”

Paul: Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro! Eu nunca li nada tão ruim como esse roteiro.
Produtores: Agora danou-se. Os atores já tão contratados e nós investimos a maior grana.
Paul: Mas…
Produtores: Se vira.
Paul, após uma breve pausa: Já sei! Vou enfiar as partes da Sharon Stone no meio do filme. Com todo respeito.
“Instinto Selvagem”, dirigido por Paul Verhoeven, fez o maior barulho nos cinemas ao estrear, em 92. Quando fui ver, era só, er… aquilo. Mas tanta gente caiu na armadilha da perseguida (o filme arrecadou 352.700.000 dólares) que vai ter continuação – prevista para sair este ano. E dinheiro para mim ninguém quer dar.
FORREST GUMP

Produtor 1: Puxa, agora que o Tom ganhou o Oscar por “Filadélfia”, não seria legal darmos um jeitinho dele ganhar outro hominho dourado – assim, na seqüência?
Produtor 2: Ô se seria. Assim quem sabe o Spencer pára com aquelas piadinhas idiotas de fazer um Oscar conversar com o outro toda vez que vamos tomar umas biritas na casa dele…
Produtor 1: Hum… Você está pensando o mesmo que eu?
Produtor 2: Claro que sim! Vamos arranjar-lhe um papel de retardado.
Produtor 1: É Oscar na certa! Me passa o telefone do Zemeckis. Tá aí nessa agenda.
“Forrest Gump – O Contador de Histórias”, dirigido por Robert Zemeckis, foi sucesso de público e crítica e teve um dos subtítulos mais constrangedores da história das traduções. Além disso, o drama deu a Tom Hanks seu segundo Oscar de ator na seqüência. O único a conseguir tal proeza antes de Hanks foi Spencer Tracy.
PULP FICTION

Assistente: Ôpa! Ih, olha só! Derrubei tudo.
Tarantino: Droga! Espalhou todos os rolos de filme!
Assistente: Desculpa, quando entrei não vi que o senhor estava aí no cantinho vendo filme de kung fu… Pior que as latas não estavam etiquetadas.
Tarantino: Ah, dane-se. Vou montar a edição na seqüência em que for pegando do chão.
“Pulp Fiction – Tempo de Violência” alçou Quentin Tarantino ao estrelato. Uma das razões do sucesso do filme, além das inúmeras referências ao mundo pop, foi a narrativa não-linear em que foi apresentado. De quebra, ainda ressuscitou a carreira de John Travolta e levou o Oscar de roteiro original – conhecido “prêmio de consolação” da Academia.
O EXORCISTA

William: VOCÊ CHAMA ISSO DE VÔMITO?
Especialista em efeitos especiais: Ué… Isso É vômito.
William: Pelamordedeus, o que ela está vomitando é o gorfo do demônio! Não pode ser esse vomitinho comum, aqui, não!
Especialista em efeitos especiais: Sinto muito, não sei mais o que arrumar. Aliás, não gosto que gritem comigo. Tô fora dessa joça de filme.
William: Mas já está tudo pronto para filmarmos a cena!
Especialista em efeitos especiais: Cada um com seus problemas. Fui!
William, olhando para um dos contra-regras que está almoçando: Hum. O que é isso aí na sua marmita, hein?
Contra-regra: Isso? É a sopa de ervilha da minha mãe! Quer?
William: Ô se quero.
“O Exorcista” foi dirigido com mão de ferro por William Friedkin – que costumava gritar com a equipe e disparar armas escondidas pelo set para captar a expressão natural de pavor dos atores. Uma das cenas clássicas é a do vômito de Regan, a menina possuída, que foi feito com sopa de ervilhas. De que outro jeito eles podem ter descoberto tal uso para a iguaria?
FESTIM DIABÓLICO

Estagiário: Ei, sêo Alfred… o editor acaba de pedir demissão.
Hitchcock: Cuma?!
Estagiário: É, isso mesmo que o senhor ouviu. Pior que a categoria entrou em greve.
Hitchcock: E agora?
Estagiário: Se o senhor me permite… tenho uma sugestão. Vamos filmar tudo de uma vez só, assim poupamos o trabalho de edição – que, desconfio, sobraria para mim…
Hitchcock: Menino, você é um gênio. Vamos nessa.
“Festim Diabólico” foi filmado de uma tacada só. Alfred Hitchcock, o diretor, dispensou cortes e levou a narrativa quase como numa peça de teatro. A história se passa no apartamento de dois jovens, que matam um colega pelo simples desafio de cometer o crime perfeito, e depois oferecem um jantar – com o cadáver escondido na sala.
MAGNÓLIA

Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos! Tá surdo?
Produtor, sem jeito de perguntar pela terceira vez: Ahn… É… Pode crer.
“Magnólia” deixou platéias intrigadas e críticos embasbacados. Dirigido por Paul Thomas Anderson, não segue linhas tradicionais de narrativa e aposta no drama pesado de vidas que se cruzam. No ápice da história, chovem sapos sobre a cidade onde se passa a história – localizada no Vale de San Fernando, Califórnia, por sinal.
TUBARÃO

Spielberg: Isso aí é o tubarão?!
Equipe de efeitos especiais: Estamos na década de 70, meu filho. Foi o que deu para arrumar.
Spielberg: Mas é claramente um boneco de borracha!
Equipe de efeitos especiais, com uma pitada de cinismo: Fazer o quê, né? Vai querer ou não?
Spielberg: Vou, né. Mas terei que mostrá-lo o mínimo possível durante o filme… Faz favor? Chama lá os roteiristas. Vamos reescrever todas as cenas em que o bicho aparece.
“Tubarão” foi lançado em 1975 e bateu todos os recordes de público de até então. De fato, Steven Spielberg – o diretor – se desapontou com o resultado final do tubarão mecânico (que, aliás, vivia quebrando). Tendo que ocultar o bicho ao máximo, acabou criando um clássico do suspense moderno. E se esbaldou nas bilheterias.

19 | August | 2008 às 19:54
Hahahahahaha… mto massa…
A do Pulp Fiction e a do Magnólia foram as melhores.. =D
19 | August | 2008 às 21:45
Ficou legal!!!
Muito boa a escolha dos filmes!!! O Texto nem tanto (piadinhas sem graças)!!! Mas ta valendo!
19 | August | 2008 às 21:47
“Graça”
20 | August | 2008 às 08:42
Tem sua logica ha,ha,ha….pelo menos com relaçao a Forrest Gump pois se bem me lembro a maneira mais obvia de um filme ser indicado ao oscar e seu ator respectivamente era so fazer algum papel em que sofresse bastante ,se fosse por doença entao era tiro e queda(desculpem o trocadilho).Vide Laços de ternura, Tempo de despertar,Philadelfia,Oleo de lorenzo,O homem elefante,etc,etc,etc….Nao estou tirando o merito de algum desses filmes, apenas indicando que era uma formula pre estabelecida, praticamente.Quanto a Instinto selvagem nao acho tao ruim assim, pois praticamente institui um genero novo “o suspense erotico” eu me lembro que nas locadoras depois do sucesso do filme apareciam toda semana titulos com esse mesmo teor, e a maioria com titulos parecidos.O lance de Tubarao pelo que ja li, foi verdade mesmo, por isso o tubarao aparece tao pouco na tela.Pois e, tem coisas que começam errado e acabam dando muuito certo.
20 | August | 2008 às 10:55
Divertido!
20 | August | 2008 às 11:47
Ficou maneiro…
Livia
20 | August | 2008 às 11:49
20 | August | 2008 às 13:28
Adorei!!

Sensacional, parabens Zé Ronaldo.
20 | August | 2008 às 14:49
Palmas.
20 | August | 2008 às 16:20
Essa da perseguida foi ótima.. ótima e lucrativa!!! rsrsr
Mas realmente gostaria de ver o dialogo do Sam Raimi com os produtores qdo ele dirigiu “The Evil Dead” (Uma Noite Alucinante), já q segundo oq eu li foi dito q ele tinha estourado o orçamento e não tinha mais dinheiro pra fazer a maquiagem do Demonio.. então toda vez q o bicho ia fazer uma aparição a camera fica em 1ª pessoa!!!
teve ter sido algo +ou- assim:
Produtores: Raimi, temo um problema..
Raimi: Qual?
Produtores: Acabou o dinheiro.
Raimi: Como Assim acabou o dinheiro??
Produtores: Vc gastou tudo com detalhes e não sobrou para fazer o monstro..
Raimi: E como eu vou fazer um filme de demonio sem um demonio???
kkkkkkkkkkkkkkkk
20 | August | 2008 às 16:30
hahahhaa!
a do pulp fiction foi genial!
20 | August | 2008 às 19:55
Gostaria de ver o dialogo dos produtores em relação a Star Wars em 1977.
20 | August | 2008 às 20:19
auheauhauhaeuhae
bem engraçado mesmo…
Vômito com sopa de ervilhas???
ahueuauhahauhua
21 | August | 2008 às 02:15
Não foi uma assistente que sugeriu que o Tubarão aparecesse pouco resolvendo o dilema do filme?
21 | August | 2008 às 13:12
Irreverente e criativo! Poderiam até ter criado mais alguns!
21 | August | 2008 às 13:15
Muitoooooooooo boa a matéria. Algumas falas não têm tanta coerência, mas o bom humor impera… hgsuahsuhaushuahsaua.
Também adorei a escolha dos filmes, com exceção de “Instinto Selvagem”, amo todos os clássicos citados.
A frase do amigo José disse tudo:
“Tem coisas que começam errado e acabam dando muuito certo.”
As tiradas do Pulp Fiction e do O Exorcista foram, no mínimo, geniais.
Que venham outras matérias excelentes como essa.
Abraços!
tem coisas que começam errado e acabam dando muuito certo.
21 | August | 2008 às 16:07
Gente:
Realmente foi usado sopa em O Exorcista… se não me engano no making off do “versão do diretor”, eles falam sobre isto…
Rodrigo de Paula: esta do Evil Dead foi Show!!!
Pensando nisto, eu pensei: No filme “Aliens Versus Predator 2″, era melhor que ambos alienígenas nem aparecessem, pois só assim ficaria perfeito (considere perfeito, algo como “menos tosco”… hauahuahuahauahau…
21 | August | 2008 às 17:26
Que matéria fraca. Não disse nada com nada e ainda pôs na primeira pagina do site. Realmente hj só pensam no bolso, pq ter uma materia de qualidade não existe mais. Outro site sobre o cinema fraco.
21 | August | 2008 às 21:48
Pois eu gostei muito.
Os diálogos ficaram ótimos.
Como um BLOG do PORTAL Cinema com Rapadura sempre é bom ver essas inovações e irreverências nas matérias postadas.
Nota 10, Zé Ronaldo.
21 | August | 2008 às 22:03
Forrest Gump é o melhor da lista, mas a história do Pulp Fiction faz beeeem mais sentido…
Visitem: http://longametragem.wordpress.com
21 | August | 2008 às 22:44
pow cara ficou muito engraçado…muito bom msm os dialogos ficaram excelentes =D
21 | August | 2008 às 23:39
“Forrest Grump 2″, liga aí pro Zemeckis!
22 | August | 2008 às 10:29
Ah, tadinho de Instinto Selvagem… O filme não é ruim! Hoje é só conhecido pela cena da Sharon Stone sem calcinha, mas na época era mais. Agora, Forest Gump eu acho um filme constrangedor de tão ruim. E, apesar de adorar Magnólia, não entendo a chuva de sapos mesmo!
Bom, quem quiser ler minha crítica de Procurado (Wanted), tá aqui: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2008/08/procura-se-filme-que-trate-bem-as.html
22 | August | 2008 às 16:59
Olha,
eu gostei do blog. Afinal, aqui é mistureba, não é?
As vezes, precisamos nos divertir.
Alguém tem que dar o primeiro passo.
Por isso, o site possui seções diferentes, para atender diversas demandas.
Enfim,
não vou ficar aqui defendendo ninguém.
Outra,
Zé Ronaldo.
Passou uma vez no corujão (globo). E naquela época, tinha um cara (acho que era o rubens) que sempre comentava o filme que seria apresentado em seguida.
Lembro-me do filme Festim Diabólico, quando era piveta.
E lendo a sua matéria, que diz que ele foi filmado somente em uma tomada. Lembrei na hora desse filme, pois me marcou muito o fato de ter um filme em poucas tomadas. Porém, não confiei na minha memória. E fui me certificar.
Esse filme não foi filmado em uma tomada só. Foram várias. Porém, elas tinham até 10min de duração. E a forma como manipularam a câmera é que dá a idéia de que o filme foi feito numa tomada.
Lembro que uma das cenas, a câmera passa filmando as costas de um cara com palitó. ALI, foi um corte, por exemplo.
Bom…
Foi divertido ler a matéria.