CC: Era Uma Vez

Publicado em: 17-09-2008 @ 2:42 am 
Postado em: Cabine Celular
Escrito por: Rapadura Team



Depois do sucesso de “2 Filhos de Francisco“, maior bilheteria do cinema nacional nos últimos 30 anos, com 5,3 milhões espectadores, o diretor Breno Silveira lança, “Era Uma Vez…“, co-produção da Conspiração Filmes, Globo Filmes e Sony Pictures. Será que o resultado é tão bom quanto ao do seu filme anterior? Maurício Saldanha conferiu, se emocionou e diz o que achou.

O longa-metragem conta a história de amor entre dois jovens de classes sociais diferentes que moram no mesmo bairro – um no asfalto, outro na favela – do Rio de Janeiro, cidade que abriga contrastes sociais em uma harmonia velada. É neste lugar, emoldurado por praias, montanhas e florestas, que se desenrola o encontro entre dois mundos, na interseção da favela do Cantagalo com a rica Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Com a proximidade geográfica, e apesar de viverem em universos tão distantes, os jovens Dé e Nina se apaixonam. Um sentimento sincero, que vai interferir na vida de todos que estão a sua volta, e que acaba por revelar os preconceitos que existem dos dois lados deste confronto social: tanto do morro como do asfalto. Com esse romance, o filme traz à tona a intolerância de uma sociedade que rejeita as diferenças que ela própria criou.

ESTRÉIA NO BRASIL: 25 de Julho de 2008



39 Comentários

  1. iskilo666
    17 | September | 2008 às 03:42

    Chora Mauricio, chora…

    Não tava levando fé nesse filme não, mas ou o Mau se comoveu muito na estória e se empolgou, ou ele é bom realmente.
    O problema que semnpre pago mico tbm choro nesses filmes, chorei até no Fantasma da Ópera…

    Vamos conferir… E mau, tá show de bola o CC, ainda mais agora com essa ótima constância!! Grande idéia e ótima execução!!

  2. Ronald Luis - 23 anos - Fortaleza/CE
    17 | September | 2008 às 08:46

    Maurício, realmento o filme é um encanto.

    Já visitei o Rio algumas vezes e conheço a realidade que existe na Cidade Maravilhosa, tanto que sempre me hospedo em Copacabana e em seguida vou passar o fim de semana na favela, local onde tenho familiares.

    O filme aborda isso de uma forma emocionante, o fim é trágico, porém não foge da realidade.

    O filme teria melhor destino se os cinéfilos valorizassem o cinema nacional. Assistam todos os filmes nacionais sem preconceito. Esse é o recado… Tem muita coisa boa na sétima arte tupiniquim…

    Valeu… Era uma vez… 10/10

  3. Fabio Ciccone - 26 - São Paulo
    17 | September | 2008 às 10:17

    Não achei ele tudo isso não… achei meio inverossímel demais, especialmente o final.

    Além disso, cansei de filme de favela :\

  4. Alline Waldhelm
    17 | September | 2008 às 11:20

    Maaaaau, que choradeira, que emoção é essa?!?!

    Admito que tenho um certo preconceiro com cinema nacional… E que não suporto ver favela em filme (talvez até por morar no Rio)… Mas fiquei surpresa com a sua reação, suas palavras me impressionaram… Acho que vou conferí-lo agora…

    Choro com comercial de margarina… Preciso levar um lençol pra enxugar minhas lágrimas, então?

  5. Antônio Montana
    17 | September | 2008 às 13:30

    Vou conferir esse filme só em DVD… pq o enredo não me atrai nem um pouco, muito menos o trailer… lembra muito as histórias das novelas globais com o seu núcleo rico e núcleo pobre.Talvez o filme consiga tirar algo de novo disso td, mas eu não vou arriscar, cinema ta muito caro!

  6. Maurício Saldanha
    17 | September | 2008 às 13:32

    Fábio!

    in.ve.ros.sí.mil

    1. inacreditável

    i.na.cre.di.tá.vel

    1. impossível ou difícil de acreditar

    o que é impossível ou difícil de acreditar no final?
    não vamos estragar aqui, pois creio que pessoas não viram o filme. mas por favor, aonde é impossível aquele final? eu faria o mesmo, se sentisse o mesmo. e senti, vendo o filme, o mesmo.

    o filme é de uma delicadeza e força totalmente críveis. minha emoção, soa exagero?

    Exagerado
    Cazuza

    Composição: Cazuza / Ezequiel Neves / Leoni

    Amor da minha vida
    Daqui até a eternidade
    Nossos destinos
    Foram traçados
    Na maternidade…

    Paixão cruel
    Desenfreada
    Te trago mil
    Rosas roubadas
    Pra desculpar
    Minhas mentiras
    Minhas mancadas…

    Exagerado!

    Jogado aos teus pés
    Eu sou mesmo exagerado
    Adoro um amor inventado…

    Eu nunca mais vou respirar
    Se você não me notar
    Eu posso até morrer de fome
    Se você não me amar…

    E por você eu largo tudo
    Vou mendigar, roubar, matar
    Até nas coisas mais banais
    Prá mim é tudo ou nunca mais…

    a música é a cara do filme. o filme é a cara da música.

    ps: ALINNE , leva qualquer pedaço de pano. E depois guarda o mesmo. lembrança bonita, de duas horas lindas.

    E SOBRE FAVELAS, CORRUPÇÃO,CRIMES, DROGAS…

    pessoal reclama que isso é mostrado nos filmes brasileiros, mas adoram ver velozes e furiosos, o gângster, reis da rua, dia de treinamento, etc…

    o problema é que os filmes brasileiros que falam sobre isso são mais VERDADEIROS. fato que assusta muita gente. pode soar estranho, mas deviamos nos orgulhar dessa diferença de cinema. os gringos retratam o mesmo, porém nada-críveis-totalmente-plásticos.

    somos de verdade. doa a quem doer.

    abs

    ps último: O meu comentário foi registrado antes de saber do escolhido para representar o Brasil no Oscar 2009 : Última Parada - 174.

  7. Jurandir Filho
    17 | September | 2008 às 13:34

    Infelizmente não vai ganhar o Oscar, ja que indicaram o “Ultima Parada 147″ para concorrer uma vaga… :cry:

    Mas vou ver! Tem certos filmes precisam de empurrão e indicações para você criar coragem e ver. Depois de um depoimento desses, não tem como não querer ver.

    E só para completar…
    “Cansei de filme de favela” [2]

    Editado após ler o comentário do Maurício: O problema é que filmes que tem grande apelo popular, no Brasil, geralmente retratam a realidade em parte ou no todo, das favelas. Só existe favelado no Brasil? Não que não possa falar, mostrar ou filmar, mas tem outras coisas e locais para serem mostrados também. Não quero comparar com qualquer outro cinema, mas gostaria de ver filmes de suspense, terror, ação, aventura e etc, feitos no Brasil. Mostrar realidade das favelas ou fazer comédias com globais já encheu um pouco o saco. Por isso que filmes, sem essas últimas características, como “O Cheiro do Ralo” e “Saneamento Básico”, fazem sucesso em quem está procurando algo além dessas histórias com favelas.

    Nada contra gênero e suas locações, mas o tempo acabou saturando. O que foi uma coisa genial em “Cidade de Deus”, expondo o local, meio que transformou o cinema nacional de massas só nisso!

  8. Juliana Morgado
    17 | September | 2008 às 13:39

    Hmmm, já tinham me dito que era um filmaço, de se emocionar e tal. Acho que agora tenho certeza. :)
    Verei no cinema, com certeza!

  9. Plínio Marcelo
    17 | September | 2008 às 13:43

    Oi Maurício,

    Então te recomendo a assitir Linha de Passe de Walter Salles. Não é de favela apesar de falar de uma família pobre.

  10. Maurício Saldanha
    17 | September | 2008 às 13:46

    Plínio!

    vou ver sim! semana agora!falta tempo!

    abs!!

  11. daniel londrina
    17 | September | 2008 às 13:59

    ei mauricio!

    muito bom seu trabalho com o cabine celular.
    alem da primeira impressao que vc passa sobre os filmes, é muito bom ver profissionais que respondem sinceramente aos filmes que veem.

    fiquei louco pra ver o filme e pra te perguntar algo.
    vc faz ideia da força que o seu trabalho e do CCR, como um todo, tem sobre os leitores? da manipulacao que ele gera nas escolhas e opinioes das pessoas que os acompanham?

    particularmente, ouvi muitos casts e li muitas matérias, pra poder chegar aqui hj e dizer que eu “compro” e aceito essa influencia de vcs. acredito de verdade no trabalho do CCR e indico pra quem gosta de cinema de verdade!

    parabens pra todos vcs e em especial para o mauricio por esse cabine celular fantastico!

    abraco!

  12. Alline Waldhelm
    17 | September | 2008 às 14:02

    Maurício, Maurício… estava indo tão bem… Até me chamar de AliNNE! É ALLine, tah??? =P

    Mais: esse “pessoal que adora assistir velozes e furiosos, o gângster, reis da rua, dia de treinamento” não me inclui.

    Eu encaro o cinema como uma fuga da (minha) realidade. Não necessariamente pra um lugar mais bonito ou agradável, mas um mundo *diferente* do meu. E pro carioca, querendo ou não, esse contraste rico x pobre é real e na nossa cara.
    E é exatamente por isso que não curto essa temática.

    Tem certos filmes precisam de empurrão e indicações para você criar coragem e ver.[2] Eu não ia porque o trailer me pareceu um “Romeu e Julieta” novelesco… Mas Maurício conseguiu me fazer mudar de idéia. Depois venho dizer o que achei do filme.

  13. Adriano de Oliveira Carvalho Lacerda -São Paulo
    17 | September | 2008 às 14:30

    Mauricio (:evil:) :sad: eu tenho um lenço aqui se voçê precisar.

    Meu deus os caras não tem inicativa, sempre sempre a mesma coisa, favela, e mais favela.
    Se ao menos os caras fazerem um filme de terror ou ficção e desse sucesso, ai sim, esses caras acordariam pra realidade. :idea:
    E eu estou cheio de ver sempre os mesmos atores nos filmes. :evil:
    Meu deus que medo é esse de fazer um filme diferente.É dinheiro? É só ter uma boa ideia e uma boa história :eek: :!: :eek: :!: :eek: :!: :eek: :!: :!::!::!::!: :!: :!:

    P.S:Estou nervoso :evil: :evil: :evil: :!: :!: :!: :!: :!: :evil: :evil: :!: :!: :!: :twisted: :twisted: :mrgreen:

  14. bichara
    17 | September | 2008 às 15:02

    esse eu pretendo ver sábado que segue. não esperava muito do filme. mas depois de tamanha comoção do saldanha aí.. vou conferir sim, com mais boa vontade.

  15. Gustavo Goersch - Fotaleza
    17 | September | 2008 às 18:40

    O filme é brilhante, romeu e julieta total. Um filme simples, mas faz com que agente entre realmente dentro dele.
    O personagem do Thiago Martins ta muito engraçado no filme.
    Show o filme. Já tinha assistido a um certo tempo, e senti falta dele no cabine celular. ;)

  16. QUEIROZ - São Gonçalo-RJ
    17 | September | 2008 às 20:20

    Quando o Maurício passa mal é sinal que o filme é perfeito. E eu tô querendo me comprometer a assisti uma sequencias de filmes nacionais após Ensaio sobre a cegueira. Quero ver Linha de Passe, Desafinados e Era uma vez…, como também A ùltima parada, esse sim, que vai lá para ver se consegue uma vaga para os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Marisa Monte parte o meu coração de forma absurdo.

  17. Gabriel Valente- 21 anos - SG/RJ
    17 | September | 2008 às 20:24

    Olha, depois desse CC fiquei curioso para ver o filme, confesso que se tivesse apenas visto esse trailer não daria nada pelo filme, mais uma história de menina bonitnha e “rica” que se apaixona por favelado? Mas agora fiquei com vontade de ver.

    E tipo,25 de Julho???? Já deve ter passado aqui no Rio e eu nem vi, agora acho que só quando sair na locadora mesmo.

  18. Eduardo N.
    17 | September | 2008 às 21:28

    se ta meio carente ein cara, se emocionar com este filme, vc e um cinêfilo ou não??? Putz,
    Wall-E tudo bem, eu tbm me emocionei, mas chorar com um drama tão clichê e apelativo como esse cara, Menos caraXD, vai fazer o pessoal pensar que o filme e uma obra prima. :wink:

  19. Paty Martins - 28 anos - RJ
    17 | September | 2008 às 21:39

    Nossa, Mau, como cê tava emotivo!! Isso é coisa de quem terminou com a namorada e vai ver filme romântico depois, pra ficar na deprê!! :wink:
    Esse filme já estreou um tempão aqui no Rio e eu já tinha me decidido a não ver. Mas depois da emoção que vc transpareceu, não tenho como não dar uma conferida. Vou tentar ver amanhã mesmo!

  20. QUEIROZ - São Gonçalo-RJ
    17 | September | 2008 às 22:43

    Oh, Gabriel, tá passando lá em Niterói. Aliais Niterói de parabéns. Linha de Passe, Desafinados, Era uma vez…, todos passando lá.

  21. bichara
    18 | September | 2008 às 00:01

    “Marisa Monte parte o meu coração de forma absurda.”
    você sabe o que diz.. ;D

    e eu também quero muito assistir ‘linha de passe’ que ainda não pude, e ‘desafinados’. o ‘a última parada’ não me atraiu muito, mas enfim.. c’est la vie.

  22. Plínio Marcelo
    18 | September | 2008 às 09:44

    Sei que o filme é sobre Era uma vez mas pelos meus cálculos tempo + dinheiro não vou ver esse filme nos cinema, mas Linha de Passe é realmente muito bom, muito emocionante. Fico muito feliz que o cinema nacional está em estabilidade. Digo isso pois eu vi Ainda Orangotangos e Olho de Boi no mesmo mês e forma nacionais muito bons. Também é lamentável que os filmes nacionais demorem muito tempo pra chegar as locadoras.

  23. Gabrielli - 19 anos - Curitiba/PR
    18 | September | 2008 às 12:57

    Vou ser sincera: não tinha me empolgado muito com o filme. Vi o trailer umas duas vezes só, e não tinha chamado muito a minha atenção - a divigulgação da fita foi nula por aqui. :neutral: Porém, depois de conferir a reação do Mau, cheguei a conclusão que vale a pena conferir. Dá-lhe “Era uma vez” nesse fds então! :wink:

  24. Bob
    18 | September | 2008 às 16:56

    Depois que assisti Dois Filhos de Francisco me senti encorajado a assistir até campanha publicitária do Breno Silveira. Se eu fosse julgar apenas pelo argumento não assistiria mas o trailer e os nomes envolvidos praticamente me obrigam a ver, depois desse depoimento então nem se fala. :smile:

  25. Lincoln Péricles
    18 | September | 2008 às 16:56

    Mau,
    Eu assisti a esse filme na sexta de estréia, sózinho na sala. Me deixou triste, pois é um filme que merece e muito ser visto! Fiquei pensando depois, que foi ótimo pra mim. Multiplique essas lágrimas por mil, e temos ai minha sessão mais intensa de cinema que tive esse ano.
    Não vou elogiar mais o CC, pois ta virando clichê.
    Mas que tá foda, está!
    E ao assistir Linha de Passe, me imagine no cenário do filme.

    Aos que não viram ainda: VEJAM!
    Aos que reclamaram do final: ME POUPEM.

    Beijos e abraços.

  26. Gustavo Ferreira(Bauru SP)
    18 | September | 2008 às 17:57

    quando não fizerem mais filmes de favela,vão fazer filme sobre amazônia,índios etc..

  27. Gabriel Fernandes 23
    18 | September | 2008 às 20:18

    depois eles dizem que falam mal do pais, também só mostram disgraça, morte, pobreza!!!!!
    Filme nacional só de comédia com atores da rede globo, porque or resto…….

  28. Bob
    19 | September | 2008 às 01:52

    Que desculpinha hein! :???:

    Esse papo de cinema brasileiro é só favela é pura conversa fiada de gente que tem preconceito com o cinema nacional. Toda semana tem estréia de filme nacional Brasil afora (só é um pouco difícil de encontrar :roll: ), sempre com temas variados e ainda rola esse papo de cinema brasileiro é só favela. Vamos nos informar melhor, só aqui nesse blog já houve quatro CC e só um com filme que remetia à favela/pobreza, fora aquela entrevista (e matéria também) que falava sobre o filme da Leandra Leal em que ela era uma blogueira.
    No Brasil, hoje em dia, não existe a mesma diversidade de temas que existe no cinema americano mas existe sim uma breve diversidade sobre a nossa produção, mas as pessoas continuam discriminando o nosso cinema baseado no argumento do “cinema favela”.
    Já deu, né gente?

    Deveríamos ser um pouquinho mais atentos ao que se produz aqui ao invés de ficarmos prestigiando “obras” como Jogos Mortais 49 ou comédias idiotas sem sentido.

  29. Murilo F
    19 | September | 2008 às 18:58

    Por quer insistem em xingar uma franquia tão bem sucedida e tão bem amarrada como Jogos Mortais? Tanto filme podre por ai que ninguem fala e insistem em pegar no pé desse filme… êêêê recalquer

    Cinema brasileiro tem que mudar esse paradigma de favela nos filmes, isso é um saco nos EUA tem pobreza e nem por isso ficam falando nisso o tempo todo. QUe eu saiba a maioria dos filmes fogem da realidade, como deveria acontecer por aqui, cinema é pra transportar pessoas para otro mundo, se eu quizer ver realidade passo o dia inteiro vendo jornal!

  30. Joaquim Henrique
    20 | September | 2008 às 02:36

    Gosto d+ de filme Nacional e não estava botando fé neste filme!!! Mas com essa crítica e o melhor ainda agrdecimentos foi ver com certeza!!!
    Valeu Mal!!!
    Até q enfim um Cabine Celular de um filme muito bom!!!

  31. George Fercalli
    20 | September | 2008 às 13:09

    Assistir a filmes nacionais só de comédia com atores da rede globo é pagar para assistir novela! Não gasto um centavo com essas porcarias globais.. Vão aprender pelo menos a fazer efeitos especiais noveleiros globais fdp! :evil:

    Quando o tema retrata favela, drogas e corrupção, o cinema nacional de alguma forma consegue se redimir, mas o publico com o tempo vai se cansando. Um tema delicado, embora carregado em clichês, tá mais do que na hora de o cinema nacional inovar!

    Quanto ao filme irei assisti-lo hoje somente por causa das lagrimas do mauricio, se bem que eu acho que ele foi assistir a esse filme naqueles dias em que se está muito mais sensível do que o de costume. Em algum momento veio a cabeça lembraças da ex-amada, sei lá… :lol:

  32. Maurício Saldanha
    20 | September | 2008 às 19:54

    George,

    volto a dizer, todo mundo paga os ingressos de filmes sobre o mesmo tema, o gângster, os reis da rua, velozes e furiosos, etc, etc etc..esses pipocões americanos sempre tem tiros, pobreza, drogas, só não tem o morro.

    no fim é a mesma coisa, aliás, é diferente: sabemos do que eles estão falando, enquanto nos filmes americanos, fingimos que aquilo ali não existe, até pq ele filmam de maneira irreal. e ao fim, sempre dá tudo certo ao mocinho.

    sobre minha emoção ao Era uma VEz…

    Eu não escolho a data do filme das cabines. Sou convidado no dia que eles escolhem. E outra…eu não escolheria assistir esse filme para lembrar de ninguém!

    abs!

  33. Rodrigo Vedder - São Paulo/SP
    20 | September | 2008 às 23:24

    O problema de grande parte do cinema nacional, em minha opinião, é que ele simplesmente não explora o diferencial da mídia cinema: a sincronia de imagem e som de uma forma interessante, atraente e inovadora. Não é necessário somente uma boa história, isso eu encontro em um livro, também não é somente boas atuações, isso eu encontro no teatro. Eu quero ter uma experiência audiovisual diferente, impactante, memorável. Claro que esperamos encontrar todas essas características em uma mesma produção, e quando isso acontece, podemos estar diante de uma obra-prima.

    Não vejo isso na maioria dos filmes brasileiros, nesse trailer de “Era uma vez” não existe uma cena q chame minimamente a minha atenção, assim como não existe nenhum diálogo ou personagem. Acho q as únicas cenas visualmente marcantes do cinema brasileiro, q eu lembro agora, estão no “Cidade de Deus”, “O invasor” e “Central do Brasil”. É essa sintonia entre vídeo e áudio q faz filmes com roteiros rasos, como “Velozes e Furiosos”, se tornarem distrações interessantes. Agora, o que é uma boa sintonia entre vídeo e áudio deve depender de gosto pessoal, e infelizmente o meu está muito longe do cinema nacional ou essa sintonia é rara mesmo por aqui.

    Assisto com muita satisfação e incontáveis vezes aos “tiros, pobreza e drogas” dos filmes do Scorsese, tudo embalando ao som de Rolling Stones, com aquela câmera inquieta, ambientação maravilhosa e enquadramentos inovadores, mas não tenho a mínima vontade de ver produções “padrão novela global” ao som de funk e Claudinho e Bochecha. É desmotivador ir ao cinema pra ver uma produção cujo roteiro, diálogos, personagens, iluminação, fotografia, planos e cenários são encontrados, gratuitamente, na novela das oito. Esse talvez não seja o caso de “Era uma vez”, filme que nem assisti, mas são coisas recorrentes no nosso cinema. Ah! eu não conheço nada de teoria cinematográfica, a minha opinião é de um mero expectador fanático por cinema.

  34. George Fercalli
    21 | September | 2008 às 12:55

    Rodrigo Vedder, faço das suas as minhas palavras. O cinema nacional é extremamente carente em todos esses elementos. Por essas e outras razões, é que filmes relativamente bons como esse “Era uma vez” tenham uma recepção tão fria, e fatalmente vai ser mais um fracasso de bilheteria. E antes mesmo de estrear já está totalmente comprometido - mal divulgado e ainda chega com atraso em alguns cidades. Aqui na minha cidade por exemplo, só foi exibido em uma sala e bem longe do centro, enquanto bombas como “Missão Babilonia” ocupam 7 a 8 salas. Isso me desanima bastante, e como não vou me deslocar p/ tão longe, acabei desistindo de assisti-lo. Uma pena!

    Mauricio, tambem concordo contigo que esses pipocões americanos citados são totalmente plásticos quando comparados com aquilo que é mostrado no cinema brasileiro. São lindos jarros de flores de plástico bastante ornamentais comparados com uma simples plantinha, bem verdinha com vida. Mas como diz a letra de uma das musicas dos Titãs: “As flores de plástico não morrem” :wink:

  35. paulo
    23 | September | 2008 às 14:54

    Nhé, nhé, nhé…

    Vou EVITAR spoilers. Sacaram o EVITAR em caixa alta?

    EVITAR!!

  36. Samuel Varela - 30 anos - Crato-CE
    26 | September | 2008 às 17:11

    Mauricio, quase me emociono também ao ver seu depoimento neste CC. Agora quando eu for ver esse filme, que ainda não estreou por aqui, já terei uma referência.

  37. Fabio Ciccone - 26 anos - São Paulo SP
    30 | September | 2008 às 15:03

    Bom, o que eu achei difícil de engolir, na verdade não é decorrência de nada “impossível” ou “absurdo”, só acho que NINGUÉM agiria da forma que o casal agiu no clímax do filme… e isso me irritou profundamente :\

    Mas o filme é legal, ponto.

  38. Danillo Henrique - 19 Anos - Recife-PE
    13 | October | 2008 às 10:52

    Infelizmente só ouvi falar do filme quando vi esse CC, e a essa altura o filme já saiu de cartaz há meses! Fica pra próxima. Só no aguardo do DVD! :wink:

  39. Portelada
    24 | October | 2008 às 01:24

    Eu não cheguei a assistir ;/

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