Hoje em dia o tempo é um bem cada vez mais escasso na vida de todos, sempre estamos correndo contra o relógio. E para nós, amantes do cinema, duas horas passadas em frente a uma tela (seja do cinema ou da televisão) é um tempo bem precioso. Para não perder tempo, Rubens Ewald Filho, por exemplo, assiste vários filmes ao mesmo tempo em sua casa. Confesso que ainda não cheguei a tal extremo (sobretudo por falta de recursos financeiros), mas já aprimorei outro método de assistir filmes: filmes pela metade.
Logicamente que não se trata de assistir a todos os filmes que vejo pela metade, mas apenas aqueles que não valem o esforço de passar valiosos minutos concentrado em frente à tela. Por vezes dá pra ler um livro, escutar um disco, acompanhar a rodada do campeonato brasileiro, enfim, são várias as opções. E eis mais uma de minhas listas infames, com alguns dos filmes que tive a experiência de ver pela metade. Espero mais uma vez comentários e sugestões que possam aumentar essa lista:
Bad Boys 2 – Uma fórmula super batida: na falta de um roteiro coloque muitos tiroteios e explosões. Enquanto você procura os gols da rodada perde todas aquelas falas desnecessárias, até porque se você as ouvir vai desistir de ver o filme. Basta dizer que o ápice do filme é uma invasão dos policiais de Miami à Cuba!
Bandidas - Salma Hayek e Penélope Cruz são lindas em qualquer dia da semana, não é preciso assistir essa bomba pra perceber isso. Uma folhada nas revistas de celebridades para saber as últimas dessas divas é uma opção agradável enquanto piadas horríveis e tiroteios fracos ocupam a tela, de vez em quando uma olhada pra acompanhar as duas é o suficiente.
As Panteras – Outro exemplo de belas atrizes e nada a mais. Insinuações e coreografias sensuais dão o tom, chance de saber tudo que está passando nos demais canais, cuidado para quando trocar de canal não deixar passar uma dessas poucas cenas interessantes. Nem as belezas de Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu conseguiram salvar.
Ninguém é Perfeito – Parece uma nova versão para “Melhor é Impossível”. O que leva atores tão bons quanto Robert De Niro e Phillip Seymour Hoffman a estrelarem bombas como essa? Perguntas sem resposta que não são boas nem se pensar. Sabe aquele livro que você está com a leitura atrasada? Quando você quiser dar um tempo na leitura, dê uma olhada no filme e vai ver como o livro vale a pena.
Ó Pai Ô – Um filme feito para tornar Lázaro Ramos um superstar, ele dança, seduz, faz crítica social e até conta piada. Pena que esqueceram de contar uma história. Do elenco secundário ninguém se salva, até Wagner Moura tem a pior atuação de sua carreira. Entre um axé e outro, você pode escutar aquele disco que acabou de baixar com a televisão no mudo, e quando tiver alguma cena mais interessante nem se dê ao trabalho de erguer o volume, ao invés disso aumente o som de seu disco preferido.
Bater e Correr – Já não vi esse filme antes? Não, aquele era “A Hora do Rush” e ao invés do Chris Tucker aqui o parceiro do Jackie Chan é o Owen Wilson. Um faroeste engraçadinho no máximo. Não está na hora de conferir seus e-mails? Quer dar uma olhada nas mensagens do seu Orkut? Tudo bem! Alugue a continuação também e navegue tranqüilo.


Agora que já estrearam a maioria dos blockbusters do ano, chegou a hora propícia para comentá-los. Não se trata aqui de comentar a qualidade dos filmes, mas de comentar uma tendência que o cinema americano vem mostrando cada vez mais forte dos últimos anos: a falta de originalidade.
Isso é o que desejo para o cinema nacional. Pelo menos que seja um ano melhor do que foi 2007, quando apenas poucos filmes conseguiram se salvar e chegaram a ter alguma repercussão para além da crítica especializada, que até o momento parece a única parcela do público brasileiro a se interessar por nosso cinema. Até agora temos tidos bons sinais, tomara que eles se comprovem no decorrer do ano.





Minha paixão pelo cinema começou ainda na infância, com Jerry Lewis, Peter Sellers, o Gordo e o Magro e Charles Chaplin naquelas sessões dominicais dos anos 80. Mas foi na adolescência que me tornei aquilo que comumente chamam de cinéfilo, um verdadeiro compulsivo, chegando a assistir dois ou três filmes por dia. Confesso que não tinha muito critério para escolher qual filme assistir, bastava ligar a tv e ver os créditos iniciais para me dispor a passar duas horas ali parado, mesmo que fosse a maior bomba do mundo.
Desde que Fábio Barreto conseguiu a façanha de ter um filme indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Quatrilho” (1995), a cada novo sucesso de nosso cinema, cogita-se quais as chances de finalmente um filme brasileiro ganhar o prêmio mais famoso do cinema mundial. Não que premiações internacionais sejam novidade para nós, Glauber Rocha, Anselmo Duarte, Hector Babenco (mezzo argentino mezzo brasileiro) e até mesmo Arnaldo Jabor já tiveram filmes premiados em importantes festivais como Cannes, mas o prêmio da Academia de Artes de Hollywood tornou-se uma verdadeira obsessão brasileira.
Eles estão chegando! Depois de venderem milhões de livros pelo mundo inteiro os magos da auto-ajuda finalmente (ou infelizmente) estão chegando s telas de cinema, com suas fórmulas mágicas de sucesso e fortuna ao alcance de qualquer um. O grande representante dessa nova “escola” cinematográfica é o “Segredo”, que conta a história de uma conspiração milenar para ocultar da humanidade a “Lei da Atração”, o tão afamado segredo do título. A tal “Lei” consiste basicamente em acreditar na força do pensamento, na sua capacidade em atrair para si tanto coisas boas (dinheiro, dinheiro e mais dinheiro) quanto coisas ruins.
