E quando acenderam as luzes, Saramago chorou!

Publicado em: 22-05-2008 @ 12:18 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Se o grande escritor já havia dito que o cinema atrapalha a imaginação, como postei em outro texto, agora podemos ver claramente a reação de José Saramago ao ver Ensaio Sobre a Cegueira, ao lado de Fernando Meirelles no Festival de Cannes. E olha, foi emocionante. Confiram no vídeo abaixo:

Donnie Darko 2: A Volta do Coelho Macabro Imaginário

Publicado em: 19-05-2008 @ 1:51 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Uma notícia para deixar muita gente na espectativa e os mais céticos, como eu, com muito medo. Foi anunciada a continuação de um filme surpreendente, que tem um roteiro maluco, porém muito interessante: Donnie Darko.

Para quem não conhece o filme, ele conta a história de Donnie. Um adolescente que é atormentando por um coelho macabro, que tenta influenciá-lo a fazer algumas coisas. Além de lutar contra “seus fantasmas”, ele tenta descobrir uma forma de viajar no tempo. É aquele tipo de filme que você não consegue explicar com palavras, e só consegue descobrir o que acha, assistindo. Portando se você não viu, eu recomendo. Você pode comprar AQUI, mais barato que água.

O novo filme vai se chamar S. Darko, em referência a irmã de Donnie, Samantha. Agora, ela tem 18 anos e sai em uma viagem com amigos, quando começa a ter visões estranhas. Daveigh Chase, a atriz interpretará Samantha é a mesma do primeiro filme. Porém, Drew Barrymore, Jake Gyllenhaal, Jena Malone e, lógicamente Patrick Swayze - que está muito doente, já disseram que não participarão da continuação.

Tomara que vingue. Tenho medo que a continuação acabe estragando o brilhantismo do primeiro filme.

“Cegueira” em Cannes

Publicado em: 15-05-2008 @ 2:31 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Começou o Festival de Cinema de Cannes. E a abertura foi com o esperado “Blindness”, de Fernando Meirelles, o mesmo diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel. As primeiras noticias indicam que o filme foi recebido com um silêncio sepulcral da platéia do festival. Se isso é bom ou ruim, eu não sei, mas o próprio diretor achou que o filme era muito pesado para abrir o evento.

Algumas opiniões da crítica internacional (extraído do Terra):

1| Foi “a abertura mais deprimente para um festival internacional que eu já vi” , escreveu James Christopher, do jornal britânico The Times. “Depois da glamurosa esteira rolante de estrelas no ano passado, para comemorar os 60 anos sensacionais de estréias de filmes artísticos, o festival apagou as luzes de Natal, apertou o cinto e voltou ao austero negócio de mostrar os auto flagelados diretores-autores do futuro“, escreve o crítico, para quem a noite de abertura foi “um choque azedo e inesperado“.

2| O jornal argentino La Nación disse que o filme foi recebido com “muita frieza“, mas se trata de um exemplo da crescente globalização cinematográfica, destacando que muitas análises em Cannes compararam a produção - que fala da degradação da sociedade durante uma epidemia de cegueira que assola uma cidade - a desastres naturais como o causado pelo “furacão Katrina, a fome da Somália e os excessos na Guerra do Iraque“. Mas o jornal afirma que, apesar do profissionalismo e dos desafios assumidos por Meirelles, “o filme é bastante óbvio em sua apresentação de um universo sórdido e em sua denúncia da manipulação, da miséria e da precariedade da sociedade contemporânea. Além disso, não consegue transmitir os climas e a emoção que levaram o romance original publicado em 1995 pelo ganhador do Prêmio Nobel à consideração mundial“.

3| O La Nación ressalta que Meirelles tentou filmar o romance vários anos antes, mas Saramago se recusou a vender os direitos do livro durante anos porque, segundo o escritor, “o cinema destrói a imaginação“. “Em vista do medíocre resultado final do filme, o notável autor de O Evangelho Segundo Jesus Cristo tinha razão“, afirma a reportagem.

4| Já o crítico do jornal britânico The Guardian deu ao filme quatro estrelas, descrevendo Ensaio sobre a cegueira como “um pesadelo apocalíptico adaptado de um romance de 1995 do vencedor do Nobel José Saramago e dirigido por Fernando Meirelles, que nele encontrou a exposição brutal da lei da selva das favelas que vimos em seu filme de 2002, Cidade de Deus“.

Cegueira”, título de Blindness em português, só estréia em setembro aqui no Brasil. E isso dá tempo a todos que não leram o livro de José Saramago, vencedor do Nobel de Literatura em 1998, conhecerem a história que será mostrada nas telonas. O curioso foi saber que quando Meirelles procurou Saramago pela primeira vez, com o projeto de trazer a obra literária para as telas do cinema, ele ouviu um NÃO. O escritor afirmou na época que o cinema destrói a imaginação das pessoas, pois entregava toda a história pronta.

Mesmo sendo amante também da literatura, não chego a concordar com o escritor. Vários filmes de grande sucesso, verdadeiros clássicos são adaptações de livros. Apesar de amar 2001: Uma Odisséia no Espaço, nunca tive a paciência de acompanhar o livro, pelo seu excesso de ficção cientifica. O dialeto russo que apimenta o filme Laranja Mecânica, no livro vira um grande tormento, fazendo você ir e voltar o tempo todo para um glossário.

É claro que o livro é sempre mais rico em detalhes, e sim, a imaginação do leitor tem que compor a história de uma maneira diferente. Mas não dá para dizer que o cinema estraga a imaginação. Afinal, é o espectador que dá o ritmo aquela história que esta vendo, entendendo o motivo de cada objeto mostrado, cada construção de cenário, cada cor de fundo de cena, enfim, no cinema você também tem que sentir o clima de tudo e viajar com ele para entender.

Para os que gostam de folhear bons livros, que viraram bons filmes, ficam algumas dicas. “Alta Fidelidade” e “Um Grande Garoto”, ambos de Nick Hornby; “Prenda-me se for Capaz”, de Frank Abagnale; os já citados “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Artur C. Clarke e “Laranja Mecânica”, de Antony Burgues e muitos, muitos outros.

E você, lembra de mais algum livro que virou um bom filme? Comentaí!

A Compulsão por DVDs

Publicado em: 14-05-2008 @ 12:06 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Nunca colecionei nada. Tá bom, nada é exagero. Lembro que fiz alguns álbuns quando criança, algumas figurinhas aqui, brindes de salgadinhos ali, porém nada que me tomasse tempo e dedicação. Porém, quando recebi meu primeiro salário comecei uma louca compulsão por DVDs. Comprei dois boxes de filmes de Stanley Kubrick[bb]. Senti-me tão feliz, que passei aquela madrugada assistindo um atrás do outro: Laranja Mecânica, 2001: Uma Odisséia no Espaço e dormi na metade de Barry Lydon.

Desde lá, não parei mais. Magnólia, Efeito Borboleta[bb], Clube da Luta[bb]. E fui enchendo uma prateleira. Hoje de manhã, cheguei à agência onde trabalho e vi uma caixa em minha mesa. Finalmente minha nova encomenda tinha chego: Bonequinha de Luxo e Beleza Americana[bb]. Diversão garantida para quando terminar meus afazeres, neste sábado.

O problema é que, agora, eu não consigo resistir a promoções de DVDs com frete grátis, ou filmes que custem menos de 15 reais. Cada vez que entro em uma loja, seja real ou virtual, eu preciso sair com um filme novo. E as vezes, eles nem são tão bons. Tenho títulos que me envergonho em ter. Mas mesmo assim, trato-os com mesmo carinho. Com minhas últimas aquisições são 77 filmes, todos originais, é claro, empilhadinhos em certa ordem. Não canso de ver, rever, e ver de novo, alguns. E quando alguém me pede um emprestado, morro de ciúmes.

Meu sonho é encher um quarto só com os meus filmes favoritos. Um dia eu chego lá. E vocês leitores? Possuem seus filmes preferidos em casa? Tem títulos que desejam comprar e não acham? Quem aí coleciona DVDs?

Cinema alternativo só combina com mofo?

Publicado em: 08-05-2008 @ 2:47 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Esses dias, aqui mesmo no blog do Rapadura, li uma matéria dizendo que para o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas, cinema é lazer e não cultura.

É claro que ir ao cinema é uma forma de divertir-se e tem muitos filmes que ajudam neste intuito. Mas não podemos, de jeito nenhum, esquecer que o cinema é uma manifestação artística que mistura várias artes. A literatura nos roteiros, a música na trilha sonora, a pintura e artes plásticas na direção de arte, figurino e objetos de cena, a fotografia na iluminação e captação de imagem. Enfim, é uma forma de juntar várias artes e construir algo novo.

Aqui em Curitiba, infelizmente perdemos quase todos os nossos espaços culturais. Lugares destinados a só passar filmes alternativos, artísticos ou até fazer maratonas de filmes famosos. Os antigos cinemas de rua faliram, foram abandonados, e hoje em seus espaços funcionam bingos, prostíbulos ou até igrejas evangélicas. Até mesmo as salas mantidas pela prefeitura fecharam, e as que “sobreviveram” sempre estão carecendo de melhores cuidados. Aí, sobram só os cinemas de shopping, que podem até ser confortáveis, ter um excelente som, uma imagem perfeita, mas só exibem filmes que dêem retorno a bilheteria, deixando de lado os filmes fora do “circuitão”.

Será que, se as grandes exibidoras reservassem uma sala por semana, para passar filmes ditos “alternativos”, eles não teriam um certo movimento? Não daria um certo retorno? Para ver estas fitas, só agüentando o mofo dos cinemas mal cuidados, ou depois, alugando os filmes em locadoras especializadas em filmes cults.

Caros leitores, me respondam: isso acontece também nas cidades de vocês, ou só aqui na capital paranaense?

Você Decide!

Publicado em: 05-05-2008 @ 11:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Todo mundo já cansou de ver traduções horríveis de títulos de filme. Adaptações mal feitas, expressões idiomáticas levadas ao pé da letra, enfim toda e qualquer bizarrice na hora de batizar uma película aqui em nossa terrinha. Já foi publicado aqui no blog uma matéria sobre isso.

Agora, a Paris Filmes resolveu inovar e apostar na interatividade do público. Para lançar o filme “Deception” aqui no Brasil, a distribuidora lançou uma promoção: você escolhe o nome do filme em português e ainda concorre a 50 pares de ingressos. É só acessar o site www.onomedofilme.com.br, escolher uma das opções e dizer o motivo da escolha. Se a sua opção for a mais votada, e suas defesa for uma das 50 mais criativas, você fatura os ingressos.

Como nem tudo é perfeito, as opções não são assim tão legais. Mas é uma forma de interação muito interessante. E, pelo Trailer, o filme que conta com Hugh Jackman e Ewan McGregor parece ser muito bom.

Eu já escolhi o meu nome. Quem mais vai tentar?
Conheça mais sobre o filme aqui.

Ele voltou. É, mais uma vez!

Publicado em: 29-04-2008 @ 9:02 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Minha admiração por cinema começou quando eu ainda era guri e virei fã de filmes de terror. Quanto mais sangue melhor. Mas isso passou, ainda bem. O gênero terror é o que mais sofre com a falta de criatividade de roteiristas e diretores. Parece tudo igual, plástico e ensaiado. Bom mesmo são os clássicos, feitos na década de 70 e 80, com menos recursos e mais emoção.

O problema é que eles insistem em ressuscitar as franquias antigas. Por exemplo, vem aí mais um “Sexta-Feira 13“. Isso mesmo, nosso amigo Jason vai atacar novamente e com seu facão maldito e degolar mais algumas cabeças. O longa está marcado para estrear nos Estados Unidos dia 13 de fevereiro de 2009. É lógico que numa sexta-feira. Já tem elenco definido, mas ninguém sabe muito sobre o roteiro.

Mas a pergunta que não quer calar é: será que vale a pena ficar batendo na mesma tecla em continuações, que às vezes servem apenas para estragar o filme original? E não é só em filmes de terror que isso acontece, não. Será que é só para descolar uns trocados em cima do filme, ou nem isso?

Conta aí galera: quais continuações vocês curtiram, quais não curtiram e quais nunca deveriam ter existido?

Velocidade Máxima 3?

Publicado em: 29-04-2008 @ 4:10 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Navegando pela grande rede, achei este site: speedthreemovie.com

Na verdade o site não tem conteúdo nenhum, mas parece ser um teaser do terceiro filme da série “Velocidade Máxima” (que teve uma seqüência). Porém, não encontrei mais nenhuma informação a respeito do “Sp3ed”. Será que vai pintar algo por aí? Se alguém sabe alguma coisa, conta para a gente.

“Alô? Te ligo depois, tô gravando um filme”!

Publicado em: 25-04-2008 @ 2:27 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Salve Senhores. Primeiro vou me apresentar, já que sou novo no pedaço. Prazer, Bruno Mendonça. Sou curitibano, publicitário e cinéfilo de carteirinha. Fã de Kubrick e do seriado Mad Men. Espero que gostem de meus textos e comentem bastante. Vamos ao que interessa.

Os avanços da técnologia facilitaram muitas coisas, descomplicou processos e colocou em nossas mãos aparelhos que nunca imaginavamos. Um exemplo são câmeras digitais, que estão cada vez mais potentes e mesmo sendo amadoras, dão alguns recursos de câmeras profissionais. Os celulares também tem vários recursos de captação de imagem, e muitos aparelhos fazem tanta coisa que falar ao telefone virou mero detalhe. Um exemplo: os iPhones.

E por que estou falando tudo isso? Spike Lee, diretor de “O Plano Perfeito” e “A Última Noite”, indicado pela acadêmia ao Oscar de melhor roteiro original por “Faça a Coisa Certa”, lançou uma novidade: em parceria com a Nokia, ele vai rodar um filme inteiro com imagens captadas em câmeras de celular. Ele afirmou que esta é a democratização do cinema e que qualquer um que um dia pensou em ser cineasta, mas não teve tempo, cacife, oportunidade (e talento???) pode participar.

O filme vai abordar como a música pode contar a história da humanidade. Quem quiser colaborar é só mandar textos, imagens e vídeos para o site www.nokiaproductions.com. A Nokia vai fazer uma pré-selação com 25 obras que serão postados no site para os visitantes votarem. As 10 mais votadas, vão para a mão de Spike Lee.

Se isso é bom ou ruim, eu ainda não sei. Mas que é diferente, é.

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