Curta “O Andarilho” ganha vida nas mãos de Cláudio Figueiredo

Publicado em: 19-04-2007 @ 1:24 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Enquanto muitos descansavam ou bebiam vinho durante a Semana Santa, uma rigorosa equipe técnica começou a dar vida ao curta-metragem “O Andarilho”, novo projeto cinematográfico do diretor Cláudio Figueiredo (do curta “A Morte Prepara o Laço”), que começou a ser rodado nos estúdios do Colégio Marista Cearense entre os dias 4 e 6 de abril. Vencedor do V Edital Ceará de Cinema e Vídeo, o roteiro do curta competiu com outro projeto na categoria de Teleconto estabelecida pela Secult e conseguiu os recursos financeiros necessários para o início de sua realização. O CCR esteve presente no corrido set de filmagem de “O Andarilho” e trouxe imagens exclusivas.

O Andarilho - Foto 01

“O Andarilho” é baseado no conto homônimo do escritor cearense Eduardo Campos e deve contar a história de um homem idealista que é preso por andar pelo sertão e dividir o que conquista com pessoas necessitadas. Andarilhos como Antônio Conselheiro, ícone de Canudos, é exemplo claro de como suas ações influenciaram as gerações e confortaram as pessoas desiludidas com a difícil vida no sertão. É seguindo esse lado sensível que “O Andarilho” pretende dar um toque humano nos ideais levantados por essas pessoas. Devendo ter uma duração entre dez e quinze minutos, a ficção objetiva também resgatar o estilo do teleconto que tanto ocupou espaço no audiovisual dos anos 60.

O Andarilho - Foto 02

Segundo o produtor executivo do projeto, Paulo Benevides, as filmagens que aconteceram no Núcleo de Produção Audiovisual (NUPA) são apenas os primeiros registros do que irá compor a totalidade do curta. Como a maior parte da trama se passa dentro da cadeia onde o andarilho é julgado por seus atos, foi montada uma delegacia no estúdio do NUPA para servir de cenário � história. A segunda parte das filmagens acontecerá em breve em localidades do interior cearense como Icó, Juazeiro do Norte e Sobral, onde o principal objetivo é registrar os momentos de caminhada do protagonista que deverão ser alternadas com os discursos do andarilho na prisão, como modo de ilustrar e justificar seus atos.

O Andarilho - Foto 03

O compromisso com a história original e o modo que será transmitida pelo diretor ganhou dentre as várias ajudas no processo de produção, a orientação de especialistas em literatura e teleconto para que a trama pudesse ganhar mais originalidade em sua ambientação. Além disso, o profissionalismo da equipe técnica também foi uma preocupação primordial para a eficiência do curta. Segundo o produtor, por mais que os recursos financeiros sejam suficientes para a realização do curta, os gastos com equipe e o elenco ainda são altos, mas não devem ser economizados, já que a idéia é fazer um bom filme e continuar mostrando para várias partes do país a competência cearense em fazer cinema.

O Andarilho - Foto 04

No elenco, Rodger Rogério dá vida ao sofrido Andarilho, enquanto Giovanni Marsalis e Pedro Domingues serão, respectivamente, o soldado e o delegado responsáveis pela captura do protagonista. “O Andarilho” deve ser finalizado em alguns meses para competir no Festival de Cinema de Brasília que acontecerá no fim do ano. Para o público cearense, o curta deverá ser exibido durante o Festival Nacional de Cinema e Vídeo Universitário, o NÓIA 2007, além de exibições especiais ainda não definidas pelos produtores.

Qual a sua opinião sobre curta-metragem? Você assiste? Gosta? Já fez? Comente!

Fotografias tiradas por Té Pinheiro

Eu já vi esse filme antes…

Publicado em: 12-04-2007 @ 1:42 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Existe uma diferença em ver filmes somente por diversão e assisti-los para extrair deles mais do que simples horas gastas que serviram apenas para passar mais rápido o dia. Tenho percebido que os cinéfilos (ou não) estão cada vez mais exigentes com o que eles vêem nas telonas, apesar de ainda existir aqueles que se contentam com qualquer historinha com começo, meio e fim.

Os clichês estão atualmente presentes em todos os gêneros cinematográficos. Estamos saturados daquelas comédias românticas que se resumem apenas em entretenimento pastelão para o público. Os suspenses e terror estão cada vez mais manjados, prontos, iguais, sem originalidade. Os dramas até tentam inovar, mas ainda caem no lugar comum. E essas semelhanças com filmes que já vimos roda todos os gêneros, mas claro que, para nossa alegria, existem as exceções.


Os atuais filmes em cartaz justificam essa dominação dos filmes com falta de originalidade. Será que as produções hollyoodianas perderam o pique e a criatividade? Onde estão os filmes que virão para marcar a vida do público? Será que a onda da vez é ter como base filmes clássicos para desenvolver histórias parecidas, procurando conquistar de forma fracassada o expectador? Acho que essa visão está cada vez mais ultrapassada, o público está mais difícil de ser enganado e as produtoras não podem se dar ao luxo de aprovar qualquer roteiro, mesmo porque pode ser o contrato da sua morte, já que muitas vezes as empresas gastam muito dinheiro e não têm o retorno do investimento.

O fato é que se eles não atendem nosso pedido para mudar a grade cinematográfica atual, o jeito é nos conformar com tais clichês e acreditar que um dia teremos novas opções nas telonas. Quem sabe perto ao Oscar do próximo ano poderemos nos deliciar de novo com mais trilhões e trilhões de boas opções. Até lá, uma boa escolha é ir locadora e escolher filmes bons.

Um amor desses de cinema…

Publicado em: 09-04-2007 @ 12:04 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

E quem não quer viver um amor daqueles de cinema? Um ao estilo de “Romeu e Julieta” ou de “E o Vento Levou…” Mas algumas vezes eles parecem tão perfeitos que acabamos achando que eles só existem na ficção e que não podemos nos dar ao luxo de desejar sentimentos assim.

As histórias de amor vêm embaladas naquele rótulo de que o casal passa por obstáculos para pôr em prova o que sentem um pelo outro e no final tem sempre um final feliz… uma coisa meio novela mexicana. Os finais felizes são adequados para alimentar o desejo da platéia de viver uma história como a que foi exposta na película, mas ao mesmo tempo os expectadores sabem que nem tudo é tão lindo como nos filmes. Daí vêm os finais trágicos, aqueles que nos emocionam, fazendo-nos identificar com os personagens e derramar lágrimas e lágrimas lamentando aquele amor tão lindo que acabou em uma separação ou na morte.

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Nicolas Cage e Meg Ryan fazem os protagonistas de Cidade dos Anjos

Quando filmes como “Titanic”, “Cidade dos Anjos”, “Um Amor para Recordar” e “Moulin Rouge – Amor em Vermelho” terminam de formas tão tristes, s vezes não entendemos porque acabamos gostando tanto deles. Talvez seja porque nos ensinam a dar mais valor ao amor e a usar a velha técnica do Carpe Diem e aproveitar todos os momentos com aquela pessoa que é especial para nós. E o cinema vai continuar trazendo muitas outras histórias de amores que vencem preconceitos como em “Dirty Dancing- Ritmo Quente” ou como aqueles que ultrapassam as barreiras da vida como em “Ghost – Do Outro Lado da Vida”. Quem não quer escrever o “Diário de uma Paixão” ou ter o seu “Shakespeare Apaixonado”?

Seja como for, o cinema vai sempre nos mostrar amores possíveis e impossíveis e fazer com que as pessoas continuem procurando seu Christian, sua Satine; seu Romeu, sua Julieta; e até quem sabe um Jack ou um Ennis, aqueles cowboys de Brokeback Mountain. O importante é saber aceitar os clichês do amor e entender que “A melhor coisa que você aprenderá é simplesmente amar e ser amado” (Moulin Rouge). Para quem já aprendeu, sinta-se realizado. Aos que não aprenderam, abram o coração sempre.

Página 2 à 2«12

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