Como a maioria dos cinéfilos, assisti com certa indignação ao aumento do preço dos ingressos nos últimos anos. Logo, fomos forçados a buscar horários promocionais para continuarmos a ver filmes com uma freqüência ao menos semelhante a que costumávamos ter. Mesmo quem não vai ao cinema freqüentemente tem reclamado do preço dos cinemas. Se levarmos em consideração que grande partes dos espectadores não são estudantes, percebemos que um casal, no fim-de-semana, pode pagar até 36 reais só pelas entradas. Caso ele resolva comprar um lanche, que também não é barato, a diversão pode sair por cerca de 50 reais.

Os cinemas enchem os bolsos de dinheiro ou é exagero nosso?
Olhando os meus ingressos de 7 anos atrás, percebo que era possível encontrar ingressos a 4 reais, a inteira, durante a semana. Os tíquetes, no final de semana, não passavam de 10 reais. Hoje as únicas salas que mantém preços semelhantes são aquelas dos cinemas de rua. Além desses cinemas, existem algumas exibidoras que fazem dias promocionais, onde o preço do ingresso diminui em quase 50%, mas não passa disso. E outra, nem todo mundo pode ir ao cinema s segundas-feiras, por exemplo. E aí?
Se avaliarmos, constataremos que o preço do tíquete aumentou cerca de 100% nos últimos anos. Nesse período, foram inaugurados vários complexos de salas pelo Brasil, que mantêm a mesma estrutura de suas aberturas. Alguns deles sofreram algumas reformas perdidas nesse período. Algumas salas têm sons ruins, outras problemas estruturais. É certo que os equipamentos de projeção são caros e frágeis, todavia não justifica tal aumento.
Pode ser que, lendo esse texto, as empresas responsáveis pelas salas de algumas cidades enviem notas esclarecendo tais aumentos, no entanto pergunto: por que não fizeram isso antes? Como consumidores, temos o direito de questionar o motivo desses aumentos. Lembro, por último, que próximos das férias escolares, com várias estréias agendadas, nessa época, os cinemas aproveitam para subir os preços dos ingressos. E agora?

