Didi e o Cinema Nacional

Publicado em: 16-06-2008 @ 4:49 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

Ei psiti! Sabe quem está de filme novo?

Pois é, aquele que é odiado pela crítica (e quem importa?) e amado pelo que ele mesmo chama de “meu público”, está de volta. O querido (?) trapalhão Renato Aragão Didi Mocó Sonrisélpio Colesterol Novalgino Mufumbo está de volta ao cinema com seu espetacular “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili”(!).

Espetacular mesmo é saber que o trapalhão em suas quatro décadas de carreira(!), com seus 46 filmes no currículo obtém nada mais, nada menos que sete filmes no TOP10 de filmes nacionais mais vistos aqui no nosso país.

Respeito. Essa é a palavra certa para qualquer um que consegue ter mais de cinco filmes no currículo aqui no nosso país.

Renato Aragão não só atua como chuta a bunda do filme, empurra, realiza. O trapalhão faz parte de algumas gerações, inclusive a minha, e consegue sempre renovar a safra de piadinhas (?) e render certa bilheteria, ignorando assim a dificuldade de se fazer cinema nos tais “tempos modernos”, ora, isso não é louvável?

Esse ano o trapalhão foi homenageado no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro pelo conjunto da obra, e eu me senti obrigado a colocar aqui um trecho de seu discurso ao receber o prêmio: “Já passei por várias emoções, mas esta é especial porque vem do cinema. Quando vim da minha terra, vim para fazer cinema, mas não consegui e fui para a televisão. Quando fiz o meu primeiro filme, pensei que já poderia voltar para casa porque já tinha conquistado o que eu queria. E hoje estou aqui fazendo o meu 46º filme, ‘O Guerreiro Didi e a Ninja Lili’, que vou estrear em junho. Apanhei muito da crítica, mas quanto mais eles me batiam, mais a bilheteria dos meus filmes crescia. Aliás, quero agradecer a crítica construtiva, que me fez crescer”.

Palmas, palmas, e palmas.
Nostalgia para alguns, diversão atual para outros, ta ai um cara que eu queria ser quando crescer. Ou não.

E viva o pastelão nacional!
Viva?

Amo/Odeio o RapaduraCast!

Publicado em: 28-05-2008 @ 1:24 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

PS¹ - Referente ao RapaduraCast 71 - Evolução do VHS ao Blu-Ray.
PS² - Texto de fã, para fãs, apenas.

Seeeeeeeejam bem vindos seres rapadurianos de todo Brasil, está começando mais um rrrrrrapaduracast. Eu sou o Jurandir Filho e tenho aqui comigo Raphael Santos e Maurício Saldanha… Hoje vamos falar da evolução do videocassete até o blúrei…“, introduzia o âncora do programa, Jurandir Filho, começando assim, o RapaduraCast 71.

Evolução não é isso aí, nós vamos falar disso…“, disse o saudoso Maurício Saldanha.

A merda estava anunciada desde já, eu só não tinha percebido.

A leitura de e-mails foi engraçada e interessante como sempre. Até a metade do programa a nostalgia informativa estava espetacular, tanto que fui até minhas antigas fitas cassetes, e percebendo que elas estavam empoeiradas resolvi passar um paninho básico enquanto ouvia o programa. Mas minha alegria durou pouco. Maurício Saldanha estava filosófico um pouquinho demais, Jurandir Filho estava um pouquinho capitalista demais, e Raphael Santos um pouquinho, um pouquinho…. agitador demais!

As “brigas” começaram, as discussões começaram, os latidos começaram e a querida nostalgia acabou. Jurandir Pitbull entrou em cena para vender os seus maravilhosos produtos do futuro, Mau “Anti-Capitalismo” Saldanha veio para “retroceder” a nação, Raphael Santos veio para, para… agitar a briga.

A princípio eu ficava revoltado com as tais discussões, queria estar ali no programa, e só podia era comentar com a minha querida vaca de pelúcia: “Isso é um absurdo! Esse Jurandir é um maldito! Esse Mauricio é um prefeito! Esse PH é um, um… Agitador!

Não digo que fugiram totalmente do assunto, mas digo que para o rumo em que o cast foi levado, precisávamos de pelo menos mais quatro horas de programa. Depois dos três minutos de revolta, já fui introduzido no “novo” clima do programa. E ao final de tudo percebi a grandiosidade da coisa, os caras conseguiram me envolver de tal maneira com os assuntos e suas “reviravoltas”, tal como um filme me envolve numa sala de cinema.

De fã para fã.

Você já odiou algum comentário feito em algum RapaduraCast? Você já concordou demais com alguma coisa dita? Já percebeu uma piadinha e acha que só você percebeu? Você é um maluco que se esqueceu de comentar aquela coisinha naquele cast?

Eu sou um maluco, e fiz esse texto.

Está aberto aqui, mais um espaço para você ouvinte comentar e também ler e discutir a opinião de outros ouvintes.

Vamos lá galera, existam!

Dragon Bomba Z?

Publicado em: 13-05-2008 @ 2:14 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

A curiosidade sempre foi grande em torno de uma adaptação para um dos desenhos mais famosos de todos os tempos, e agora, finalmente vai sair o filme do anime “Dragon Ball”. Mas será que podemos esperar muito dessa adaptação? A história do filme narra basicamente as aventuras de um garoto com rabo de macaco, chamado Son Goku, e de sua amiga Bulma, em busca das Esferas do Dragão e assim poderem ter três desejos concedidos pelo Dragão que mora nelas.

Conforme os padrões blockbusters de ser, o filme não tem um grande investimento, e quase nenhum ator “de ponta”, além de já ter tido sua estréia atrasada, com medo de filmes, que aiaiai viu.. Sim, eu sou um cara que praticamente nasceu assistindo Dragon Ball, e sim, estou esperando um grande filme. Ou melhor, eu estava, até começarem a surgir algumas notícias e fotos da adaptação…

Até agora, a alegria dos fãs durou muito pouco; mais especificamente a alegria de receber a notícia da adaptação, e só. O que era uma imensa sede de kamehamehas nas telonas virou o medo quase que geral de todos que algum dia viram o menino macaco e seus companheiros na telinha. Confiram as noticias do filme aqui no CCR e vão ver o porquê do tal medo. Mas a esperança é a última que morre, não é?

Por favor, não me venham com o papo de que DB é coisa de menininho. Uma amiga minha revelou o tamanho do desespero dela para com a expectativa desse live action, ela foi quem motivou esse texto. Yeap, sem desculpas para não entrarem na discussão, meninas. E se você ai ainda não assistiu ao desenho, recomendo muito, se não gosta, feche a janelinha. Ou melhor, dê uma olhada nas outras matérias, todas de excelentíssimas qualidade, escritas por excelentíssimos colaboradores.

Pois é galerinha do mal, seu humilde blogueiro aqui se borra de medo de uma galhofada sem tamanho com um desenho que ele gosta muito. Estou torcendo pra que depois da estréia do filme eu leia isso aqui e ria de como eu queimei a língua, ou os dedos, sei lá. Eu coloquei os fatos na mesa, mas fique de olho nas notícias sobre o filme que saem a toda hora aqui no CCR, quem sabe a massa não muda de idéia até 2009? Aliás, tem alguém ai que está achando que vamos ter um filmão?

KAMEHAMEHA!
Até a próxima.

ATUALIZADO: Veja abaixo uma foto em melhor qualidade do personagem Goku e o penteado da Bulma logo abaixo:

dbz.jpg

Cara de Pastel

Publicado em: 06-05-2008 @ 11:45 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

O RapaduraCast já tocou demais nesse assunto, mas vou resgatar a discussão, ou melhor, o consenso geral, ou melhor, vou tentar achar uma explicação para que filmes do gênero “comédia pastelão” continuem existindo. Se é que isso pode ser chamado de gênero. Vamos ver no que isso vai dar. Eu desconfio que já sei o motivo, e poderia ser outro, se não fosse o gostosão, o poderoso, o tal: DINHEIRO.

Não sou o único que odeia tal tipo de comédia, não sou muito menos um dos únicos, muita gente também abomina tais pecados, mas é fato que muito mais gente adora, e isso continua gerando mais e mais dinheiro fácil. Não se engane pensando que pastelão é comédia bem feita, uma comédia bem feita é umas das coisas mais difíceis de existir hoje em dia. Fazer rir é mais difícil do que fazer chorar, já dizia um amigo meu.

Como todo bom cinéfilo, eu quero sempre ver boas histórias, belos fotogramas, uma boa mixagem e edição de som, atuações e etc. E pelo simples fato de não existir nenhuma característica que gosto em um filme, nos ditos “pastelões”, eu não perco mais meu tempo indo ao cinema para vê-los. Eu fico com dó dos críticos que são obrigados a assistir e depois ainda escreverem, imaginem só o que se passa na cabeça deles quando encontram uma folha em branco para redigir um lindo texto sobre um filme desses. É gostoso escrever sobre filmes bons, não é? Pois é, às vezes dá até medo de errar em alguma coisinha quando se gostou muito do filme, para os pastelões se escreverem “lixo” está ótimo.

Já falei mal demais, mas me desculpe, eu sei que existem milhões de fãs desse tipo de filme aqui no Cinema com Rapadura, e que posso ser odiado para o resto da minha vida por alguns mais, digamos assim, “cabeça dura”, eu tento entender o lado de vocês e peço para que tentem entender o meu lado. Peço também, encarecidamente, que me dêem motivos para gostar das comédias pastelões e me arrepender de tudo que escrevi aqui, se um bom motivo me atingir, juro de pé junto que irei assistir ao novo filme da Carmen Electra só porque um leitor do CCR me convenceu. Por favor, vamos ser sensatos e respeitar opiniões, não é preciso aceitá-las, mas vamos respeitá-las e debater sobre o assunto. Lembrando que até “Deu a louca em Hollywood” eu assisti praticamente tudo lá, sentadinho, com minha cara de pastel.

É tão simples. Alguns amam, alguns odeiam… Aqui está a opinião de um bobo, feio e agora com cara de pastel que simplesmente não gosta de comédia pastelão.

Os Novelões em Tela Grande

Publicado em: 30-04-2008 @ 1:03 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

Enquanto os blockbusters norte-americanos lotam salas e mais salas, o nosso cinema continua seguindo lentamente a sua caminhada em busca de um lugar ao sol, e o pior, aqui dentro do nosso país é onde enfrenta a sua maior dificuldade. Os filmes nacionais são alvos de preconceitos por parte de grande parcela da população. Ainda são poucos que conseguem uma boa bilheteria, e sempre são aqueles com atores de novelas, que “fazem” cinema no estilo novela das oito mesmo. Closes e falas, choro barato e comédia apelada. Ultimamente até a bilheteria dos novelões em tela grande anda caindo, acho que o povo percebeu que não precisa pagar tão caro para assistir tal coisa, já que ligando a TV estão ali, os mesmos atores, com os mesmos trejeitos e no mesmo estilo. Antes que reclamem, sim, existem casos que se destacam em ambas as mídias, mas para mim, uma coisa é cinema e outra coisa é televisão.

A falta de identidade do cinema nacional também me incomoda muito. O que vemos na atual cena são diretores que tentam buscar a fórmula hollywoodiana de sucesso, e venhamos e convenhamos, é muito difícil por aqui produzir um “Rambo” da vida, e isso é uma pena. Sim, é preciso arriscar. Filmes melhores virão com o tempo com certeza, se o cinema conseguir crescer como mercado vai crescer e gerar oportunidades para muita gente que sabe contar histórias. Peguemos como exemplo os filmes indianos, que continuam sendo produzidos a rodo. Ou até os filmes iranianos, que são facilmente reconhecidos quando assistidos. Cada país mostra uma identidade para seus filmes. Cada país mostra a sua maneira de fazer cinema, e isso ajuda muito na tal universalização da arte. Imagine daqui a alguns tempos alguém dizendo: Bom, aquele filme tem influências iranianas, japonesas, coreanas… E as brasileiras, quais são?

Muitos sacrificam Glauber Rocha, acham seus filmes chatos, mas há de se entender que ele deu uma cara para o nosso cinema, o “cinema do terceiro mundo” é hoje em dia um dos mais cultuados no mundo todo. Fernando Meirelles em seu “Cidade de Deus”, apenas colocou elementos americanos em uma favela do Rio de Janeiro. Não estou dizendo que o filme é ruim, muito pelo contrário, ele só prova que aqui no Brasil existem pessoas que sabem fazer, e fazem muito bem, só precisam surgir oportunidades, “Cegueira” está vindo aí, como um dos filmes mais aguardados do ano, e infelizmente Meirelles teve que ir lá fora buscar formas de realizar esse projeto que já queria fazer faz algum tempo. O tão venerado “Tropa de Elite” mostrou de vez como é possível utilizar o cinema mercado aqui no Brasil, o filme é taxado de mostrar a realidade nas favelas cariocas, quando na verdade, só trouxe uma ação que em Hollywood chamariam de “barata”, ora, em que blockbuster não vemos ações desenfreadas e muito sangue? José Padilha já havia se mostrado um bom diretor com seu “Ônibus 174”, e com elementos reais tornou a vida de um policial do Bope em uma espécie de Rambo das favelas .

O fato é que podemos sim dar uma cara ao nosso cinema. Temos tudo o que é preciso, e torná-lo comercial como em Hollywood é “simples”, vamos quebrar o preconceito apoiando. Sim, o que falta é apenas o apoio.

O Fantástico Mundo no Cinema

Publicado em: 28-04-2008 @ 1:40 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

Primeiramente, sou Lincoln Péricles. Amo vocês.

Recentemente foi confirmado que Guillermo Del Toro estará na direção da adaptação do livro de J.R.R Tolkien. O tão esperado “O Hobbit” vai enfim sair, logo sabemos que o filme será um estouro de bilheteria (você ainda tem dúvidas?). Mas porque será que os filmes ditos “fantásticos” fazem tanto sucesso nas telonas?

Se pegarmos qualquer lista de bilheterias, semanais ou mundiais, podemos ver que tais filmes sempre pairam no topo da lista. Com exceção de “Titanic”, que lidera absoluto a lista de arrecadação mundial, todos os outros contam com tons fantásticos, mas isso já não é assunto para mim, tivemos um RAPADURACAST para discutir porque ele é o maior filme de todos os tempos (eu acho que foi macumba). Deixemos de lado o fenômeno fantástico de um filme, para entrar no mundo fantástico dos filmes.

Acho extremamente válido a utilização de efeitos especiais em prol do filme, mas abomino filmes que se arrastam e dependem só disso. A fantasia tem seu lugar certo no cinema, as novas tecnologias tornaram isso muito mais simples, o visual está cada vez mais impecável, e isso é um ponto a favor do “fenômeno”.

Pois bem, nada melhor do que unir a vontade de consumir com a vontade de ganhar, ou tentar unir a imaginação com a realidade. Se existe um gênero que só se dá bem com o “avanço” das tecnologias, é o gênero fantástico. Não sei como é no mundo dos bruxos ou na Terra Média, mas o dinheiro para as fantasias aqui na vida real é sempre muito.

E vocês, porque acham que filmes como “As Crônicas de Spiderwick” e “Ponte para Terabithia” fazem tanto sucesso assim?

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