Cinema é cultura? Que nada! Cinema não passa de Diversão!

Publicado em: 24-04-2008 @ 3:36 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

Pelo andar da carruagem, os estudantes podem começar a dar adeus ao privilégio de ter meia-entrada garantida nos cinemas. “A meia-entrada é uma agressão”, foi a opinião de Luiz Gonzaga De Luca, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feenec), que fez questão de defender sua posição em entrevista cedida a G1: “Somos comerciantes como quaisquer outros”. Como se não bastasse o tom de incentivo ao consumo, De Luca ainda fez questão de ressaltar que “Cinema hoje é lazer, não cultura”, já que as maiores bilheterias estão relacionadas à filmes como “Homem-Aranha”.

As palavras do vice-presidente foram uma defesa a campanha lançada pela Feenec de reduzir a somente 30% a venda de meia-entrada utilizada por estudantes, que também é defendida no Estatuto do Cinéfilo, proposta criada pelo deputado de Minas Gerais do PV, Délio Malheiros. A idéia de Malheiros era exercer um maior controle sobre alguns conselhos e regrinhas existentes para as salas de cinema, como desligar o celular durante a exibição de filmes e sobre a atualmente discutida meia-entrada para os estudantes. O estatuto traz umas idéias um tanto rígidas, mas outras que muitas pessoas gostariam de ver em prática.

Para De Luca, algumas propostas estabelecidas no estatuto são completamente inviáveis, como a retirada obrigatória das pessoas que usarem o celular dentro da sala de cinema, durante a exibição do filme. O deputado sugeriu que os aparelhos fossem confiscados caso o dono não quisesse desligar antes da entrada na sala. É claro que existem pessoas que não se importam com os outros e adoram deixar o celular tocando em plena exibição, mas a medida já é bastante extrema. O vice-presidente afirmou que os funcionários não têm “poder de polícia” e que não poderiam retirar as pessoas da sala por causa do uso do celular.

De Luca também defendeu o tempo de exibição de propagandas no cinema, antes dos filmes, outro assunto abordado no estatuto, que tem a pretensão de limitar o tempo referente à publicidade durante as exibições: 5 minutos para propagandas comuns e 10 minutos para trailers. Nesse caso, a proposta é bastante atraente, se for pensado do ponto de vista que se vai ao cinema para ver o filme. Os trailers realmente têm tudo a ver com o momento, mas tempo para propaganda já existe em larga escala na televisão. O vice-presidente, entretanto, declarou que o tempo de projeções comerciais já é limitado à 5 minutos e que violações devem ser denunciadas ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar).

Seria uma boa poder ir ao cinema e não ter que ver aquelas propagandas que ninguém agüenta mais ver na televisão ou ouvir no rádio, mas seria bastante constrangedor ter que ser retirado da sala por não querer desligar seu celular. Porém, para os estudantes, parece que não há jeito, já que nem a proposta que pretende estabelecer direitos dos freqüentadores de cinema está do lado da meia-entrada.

Locadoras on-line revolucionam sistema de aluguéis de filmes no Brasil

Publicado em: 20-07-2007 @ 11:59 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

As pessoas que adoram assistir muitos filmes por mês, mas não gostam de pegar filas indo para o cinema e preferem esperar os lançamentos na locadora mais perto de casa, agora tem a opção de optar pelo serviço online. O novo mercado de aluguéis de filmes tenta trazer comodidade aos clientes que sempre gostam de levar vários filmes pra casa e costumam deixar pra assistir só depois de ter passado o prazo de entrega, gerando multa na devolução. As locadoras online permitem que você receba o DVD em casa, com total comodidade, e que o cliente passe o tempo que desejar com aquele DVD, trocando-o quando quiser.

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Filas. Intermináveis filas!

Como assim você poder escolher DVDs, passar o tempo que quiser e ainda receber tudo em casa? Tá, não exatamente desse jeito. As locadoras online oferecem um número limite de DVDs, de 1 a 5, que você pode manter em sua casa por mês. Você faz a escolha pela internet, e eles enviam o filme para sua casa. Depois de assistir, você recebe outros de acordo com uma lista de prioridades, que você mesmo monta. Mas, obviamente, tudo tem um preço. Ao invés de pagar por filme, o preço é cobrado por mensalidade, que também varia de acordo com o número de DVDs que cada cliente escolhe manter em casa.

As principais locadoras existentes no mercado hoje são a NetMovies, a Pipoca Online e a Videoflix. As concorrentes cobram mensalidades que variam entre R$ 28 e R$ 99, preço que está interligado com a quantidade de DVDs que o cliente deseja manter em casa. A NetMovies possui o maior acervo, com 9 mil títulos e estende sua área de atuação nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As outras duas só atendem em São Paulo e trazem até 6 mil títulos. Para ter idéia do lucro com o novo investimento, a locadora Netflix, que atua nos Estados Unidos, fatura em torno de 700 milhões de dólares por ano. Como sugestão do leitor A.Guilherme, existe também a TOP MOVIE. A empresa está presente nos estados de São Paulo (Campinas, Jundiaí, Vinhedo, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista); Santa Catarina (Chapecó); Amazonas (Manaus) e Distrito Federal (Brasília).

O novo serviço já conquista adeptos que sempre se enrolavam com os problemas de devolução. Para essas pessoas, a mensalidade é muito mais barata do que as multas pagas por atrasos. “Não pago mais multas, não enfrento estresse de horário de devolução e o sistema de acesso é muito simples e amigável”, comentou a profissional de tecnologia da informação Elizabeth Toscanelli, 52, ao portal G1. Outros entrevistados também enfatizaram o fato de não ter que se locomover até a locadora para ter os filmes em casa como uma vantagem. Mas para aqueles que assistem poucos filmes por falta de tempo, a opção não é um bom negócio. “Não estava valendo a pena”, ressaltou a jornalista Juliana Alencar, 23.

Para competir com o novo serviço, as locadoras convencionais começam a trabalhar em outros métodos de locação. A Blockbuster lançou um sistema de assinatura mensal também sem multas, no entanto o cliente precisa ir até a locadora para alugar e devolver os DVDs. De olho no futuro, a mesma empresa está negociando a venda de download de filmes, cujo faturamento deve alcançar 1 bilhão de dólares no ano de 2009, explicou o presidente-executivo da companhia norte-americana, John Antioco. Os empecilhos para o sistema são a dificuldade de montagem de acervo com filmes de alta definição e baixa velocidade da Internet banda larga, que ainda atinge a maioria da população em que a Blockbuster atua.

Filmes de terror causam violência?

Publicado em: 18-07-2007 @ 10:50 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

Quem nunca assistiu ou conheceu alguém que assistiu a um filme de terror e ficou um pouco (ou muito) assustado na hora de dormir? Filmes famosos por causarem medo, como “O Exorcista” (fotos abaixo), de 1973, fazem as pessoas imaginarem que a situação vista na película poderá acontecer com elas de verdade, ainda mais quando estão sozinhas em casa, no escuro e em silêncio. Mas quem já chegou a pensar que filmes que mostram muitas mortes influenciam � violência?

Pôster e Fotos de O Exorcista - 1973

Essa é uma polêmica há muito discutida pela mídia: filmes de terror causam ou não violência? Para muitos estudiosos, sim. O fato de se observar muitas mortes talvez induza � s pessoas a sentirem vontade de reproduzir o que estão vendo (não facilmente, obviamente). Não só os estudiosos, mas também o governo. Tanto que existe a censura de filmes com extrema violência somente � pessoas maiores, já que crianças e adolescentes são mais propícios a se impressionarem ou se influenciarem com o conteúdo.

A discussão foi tema de um depoimento do diretor do famoso filme de terror “Halloween”, de 1978, John Carpenter. Para o diretor, o fato de filmes de terror abordarem a violência costumeiramente não passa de um reflexo da sociedade em que vivemos e que não adianta os governantes tentarem controlar o acesso a esses filmes. “A censura nunca funciona, você não pode destruir uma idéia. Você pode esconder, você pode tentar acobertá-la, mas você não pode destruí-la, ela estará lá e ela vai borbulhar de novo”, criticou.

Peter Block, produtor-executivo da série de filmes de terror “Jogos Mortais” (fotos abaixo), de 2004, também concordou com a opinião de Carpenter e Jim Steyer (executivo-chefe do grupo Common Sense Media, defensor da melhora da mídia voltada para as crianças), que supostamente deveria ter um pensamento contrário, também apoiou Carpenter. Em contraparte, a Comissão Federal de Comunicações recentemente divulgou um relatório afirmando que a exposição � violência na mídia pode influenciar um comportamento agressivo em crianças, mesmo que em um curto período de tempo.

Cenas clássicas do filme Jogos Mortais

A referência da influência � s crianças é totalmente aceitável, pois estas têm o costume, pela própria idade, de reproduzirem o que vêem, entretanto, sem ter noção exata do que aquela atitude pode causar. Adolescentes também podem ser vistos como um público propício, já que gostam de experimentar novas aventuras, sem contar com as conseqüências; um tema até típico de filmes de terror. Já se tratando de pessoas adultas, é difícil que alguém de juízo sã resolva matar ou cometer algum crime baseada numa cena de filme. Com certeza, uma influência maior são as guerras que matam milhões de pessoas por causa de dinheiro, o que gera revolta, terrorismo e mais violência.

Harry Potter e o Sucesso na Mídia

Publicado em: 16-07-2007 @ 3:20 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

Hermione, Harry e RonO bruxo Harry Potter, criado pela autora J.K. Rowling, conseguiu mais do que fama ao longo dos anos de suas aventuras, ele conseguiu conquistar muitas pessoas. Desde criança, ele viveu suas aventuras na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, tanto as mágicas e cheias de emoções fabulosas, quanto aquelas comuns a todos os jovens, como problemas em relação � s amizades, ao primeiro beijo, � s provas da escola e aos desencontros familiares.

Esses acontecimentos se mostraram mais reais no cinema, pois atores que interpretaram Harry e seus amigos, também cresceram ao longo da saga. Começaram bem jovens, com fisionomias mais infantis e, � medida que Harry e seus amigos iam crescendo, os atores também cresciam do lado de fora da telinha, fortalecendo a imagem de evolução do personagem. O período do lançamento dos livros e dos filmes também foi fiel � imagem de desenvolvimento, pois era lançado por anos, como em Hogwarts, que tinha cada ano letivo.

A própria vida dos atores foi influenciada pelas aventuras de Potter, já que viveram praticamente toda a adolescência entre os seus afazeres cotidianos e as gravações dos grandes sucessos de cinema. Como qualquer outra celebridade, eles precisaram enfrentar as opiniões da mídia de entretenimento, principalmente porque seus papéis estão vinculados ao público infantil. Daniel Radcliffe, que interpreta o protagonista, teve que lhe dar com a forte crítica do público e da mídia quando resolveu atuar na peça teatral “Equus”, cujo personagem apresentava uma linha mais adulta e ligada � sexualidade.

Embora o sucesso literário de Harry Potter comece a se estabilizar com o lançamento do último livro, no qual Rowling afirmou ter dado um fim � s publicações, nas adaptações cinematográficas Harry ainda terá mais alguns anos de muita fama. Com o sexto filme previsto para ser lançado apenas para 2010, a saga tem levado milhões de pessoas ao cinema, desde os que vão apenas por diversão até os “pottermaníacos”, fãs de carteirinha que se caracterizam como os personagens e vão assim, vestidos � la Harry Potter para o cinema.

Mas as perguntas sobre o futuro do bruxo mais famoso do mundo não param de ser feitas e, brevemente, serão relevadas com o lançamento da última edição da série, previsto para o dia 21 de julho. Irá Harry realmente morrer? Ou derrotará Voldemort fazendo de sua história um final feliz, no qual os vilões morrem e os mocinhos continuam? A autora já garantiu � imprensa que não dará margens para que outras pessoas falem de seu personagem, por isso dará um fim a ele nesta obra, não se sabe qual.

Por outro lado, as declarações que Rowling deu durante a pré-estréia do quinto filme da saga em Londres, levaram aos fãs a esperança de que este não seja realmente o fim. A escritora, que já havia admitido anteriormente estar bem triste com o término dos livros, confessou que jamais poderia dizer “nunca” para uma das histórias mais populares do mundo. E o sentimento de Rowling não é único, já que Harry Potter já conseguiu ganhar vida através de suas cativantes aventuras, sendo marcado para sempre como um sucesso.

Meia-entrada para quase todos os estudantes

Publicado em: 16-04-2007 @ 12:43 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

carteira_panelada.jpgA carteirinha de estudante já garantiu muitos descontos para os jovens, nos ônibus e em muitos lugares onde o tema é se divertir. Ir ao cinema pagando meia-entrada é um privilégio para os estudantes, mas, agora, não para todos os estudantes. O que aconteceu foi que os cinemas do Brasil resolveram fechar mais esse círculo: agora só entra com meia-entrada quem for estudante de instituições de cunho educacional, ou seja, quem faz cursos de línguas ou informática e tem sua carteirinha por meio deles, não possui mais esse direito.

Quem resolver teimar com o novo sistema vai ter que se explicar aos vendedores da bilheteria, que poderão cobrar documentos que comprovem a emissão da carteirinha, como comprovantes de matrícula ou boletos de mensalidades. Tudo para provar que o aluno é efetivamente estudante. A acusação criminal para quem falsificar ou usar carteiras de estudante de outras pessoas também vale para o decreto, feito para “corrigir algumas distorções que surgiram no mercado”, alegou o presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec).

Obviamente, quem tem a ganhar com a medida não são os estudantes, mas sim os empresários, que receberão mais dinheiro com a diminuição dos privilégios. Afinal, quem estuda num curso de idiomas ou informática também está lá para aprender e exercer seu papel de estudante. O ensinamento que o aluno vai obter nesses locais vai servir no seu aperfeiçoamento profissional e também exige um esforço de buscar o saber, de pesquisar, de fazer atividades educativas que um aluno de ensino médio ou superior tem que fazer.

Já não bastassem os cinemas, os teatros também resolveram cortar o benefício. Os primeiros afetados serão os estudantes do Rio de Janeiro, que só terão até a segunda semana de maio para aproveitar. A partir daí, vai ser preciso mostrar o comprovante de pagamento da mensalidade para poder comprar o ingresso de um espetáculo. O responsável pela Associação de Produtores Teatrais do Rio (APTR) defendeu a empreitada, perguntando “como há tanto estudante no Rio?” e acrescentou que eles pretendem juntar-se ao cinema numa campanha.

A colocação do presidente da APTR parece ressaltar o tipo de valorização que o governo brasileiro dá aos estudantes. O cinema, considerado uma arte, e o teatro, dotado de um valor cultural incrível, passam agora a ser privilégio de mais poucos ainda, já que não são todas as pessoas que têm condições de pagar o preço de uma entrada inteira sempre. Mas os presidentes da Associação e Federação garantem que somente estão defendendo um direito dos estudantes efetivos e que apenas pretendem diminuir os impostores.

Uma campanha, inclusive, vai ser lançada tanto na TV quanto nos meios de comunicação impressos, a fim de lembrar aos cidadãos que o uso impróprio da carteirinha é crime. No teatro, o início da conscientização já foi feito pelo ator Bruce Gomlevsky, que alertava aos seus espectadores, sempre antes de suas apresentações, sobre o cuidado com a falsificação da carteira. No cinema, todos poderão ver, ao lado da bilheteria, um cartaz com as novas normas que foram aderidas pela campanha. Veja abaixo:

09_mvg_cartaz.jpg

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