Os Piores de 2008, até agora!

Publicado em: 10-07-2008 @ 2:17 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Semana passada foram divulgadas diversas críticas a respeito do filme “O Guru do Amor“, o novo Mike Myers. Pois bem, segundo os americanos, este é o pior filme do ano até agora. Pra quem esperava mais do eterno Austin Powers, provavelmente vai esperar mais ainda um novo Austin Powers, diz a crítica. Por isso então, resolvi expor o meu bom senso a relembrar quais foram os piores filmes do ano até agora. Escolhi 5 filmes pra comentar aqui (e olha que foi difícil) e antecipar o Framboesa de Ouro 2009. Por favor, se você gostou de algum desses, o direito é todo seu:

10.000 A.C. - Roland Emmerich bem que tentou, mas construiu uma trama mirabolante demais para ser crível. Muitas voltas históricas, personagens que chegam a beirar o ridículo e muitos, muitos animais pré-históricos. Demais até pra uma única era. A não ser pelos efeitos visuais, que realmente impressionam, sentimos falta daquela sensação de filme-catástrofe, especialidade de Emmerich. Quem sabe se ele tivesse explicado que aquele terreno seria a futura Nova York?

IMAGENS DO ALÉM - Quem viu o filme “Espíritos - A Morte Está ao seu Lado” teve uma certa esperança em ver funcionando a mesma trama neste remake americano. Ledo engano. Competindo arduamente com “Uma Chamada Perdida” (outra bomba) para ser o pior remake oriental da história, decepciona todo mundo, mesmo quem não viu o original. Mais sorte da próxima vez…

ALIEN X PREDADOR 2 - Outra tentativa que não deu certo. Uma grande desculpa para Aliens e Predadores matarem gente enquanto se engalfinham. Os produtores prometeram uma trama mais adulta, com confrontos de verdade para os saudosistas de duas cultuadas franquias do cinema. Algum mérito? Eu ia dizer que pelo menos o elenco morre, mas acho que não.

MALDITA SORTE - Quem escolheu o título do filme em português deveria estar sendo incrivelmente irônico. Aliás, eu poderia ter colocado qualquer filme da Jessica Alba deste ano (e foram muitos, coincidentemente ela também está em “O Guru do Amor”). O que salva para os homens? A própria Jessica Alba. Para as mulheres? Nada. Pensando bem, nem Jessica Alba é justificativa pra esse filme, que como disse Beatriz Diogo na crítica pro CCR, foi desnecessário.

FIM DOS TEMPOS - A crítica deve ter ignorado M. Night Shyamalan pra considerar “O Guru do Amor” o pior do ano. O filme é incrivelmente estúpido ao subestimar a inteligência de quem assiste. Tem um bom visual, bons efeitos até um bom fio condutor, que o diretor de “Sinais” deve ter esquecido de usar no filme. Shyamalan acostumou mal o público quando fez “O Sexto Sentido“…

Quem lembrar de mais algum, boa sorte, o espaço está livre pra comentários e reclamações também. Resta saber se fãs de Mike Myers aqui no Brasil ainda vão querer conferir seu novo filme. Como a lista acima pode constatar, expectativas nem sempre são o suficiente para dar vida a um bom filme. E vem aí, Disaster Movie (já imagino o título em português), o que me lembra que, curiosamente, não coloquei na lista nenhum com Carmen Electra… como se precisasse!

Quer saber o que já estreou em 2008? Veja a lista!

Made in Brazil

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

A safra de brasileiros no cinema mundial está aumentando. Desde que o Brasil iniciou o período conhecido como a Retomada do cinema os filmes e artistas tupiniquins tem sido mais reconhecidos. Apesar de ser pouco valorizado pelas pessoas de seu próprio país, o cinema nacional têm crescido e despertado o interesse do mercado internacional.

Desde os tempos de Carmem Miranda o Brasil tem atraído a curiosidade e os olhares do mundo no cinema. Ao longo dos anos nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos receberam seus méritos e reconhecimentos por seus trabalhos. Mas são os nomes mais recentes da história cinematográfica brasileira que tem feito bonito lá fora, mais do que em qualquer outro momento. Hector Babenco e Bruno Barreto já tem grande destaque na mídia internacional. Babenco já foi nomeado ao Oscar de melhor diretor por “O Beijo da Mulher-Aranha” e dirigiu Gael Garcia Bernal no recente “O Passado“. Bruno Barreto dirigiu ícones do nosso cinema como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “O que é isso, companheiro?“. Lá fora ele dirigiu “Entre o Dever e a Amizade” e “Voando Alto“, com Gwyneth Paltow e Myke Myers.

Assim como eles, Walter Salles e Fernando Meirelles se tornaram grandes cineastas respeitados. Não há como dissociar o grande momento do cinema nacional desses dois nomes. Walter Salles entrou no circuito mundial com “Central do Brasil” e a incrível notoriedade que o filme alcançou em 1998. Depois disso Salles dirigiu “Diários de Motocicleta” e o esquecível “Água Negra“,refilmagem de um horror japonês que não deu muito certo afora manter as portas abertas para o diretor. O seu mais recente filme “Linha de Passe” não fez feio no festival de Cannes deste ano, inclusive com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.

Já Fernando Meirelles não podia estar em melhor forma. Indicado ao Oscar de melhor direção por “Cidade de Deus“, Meirelles já provou a competência de seus filmes no mercado estrangeiro. Seu primeiro filme internacional, “O Jardineiro Fiel“, foi muito bem recebido pelo público em geral e pela crítica, tornando o filme único e ainda dando o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz. Agora, o mundo anseia pela chegada do filme “Blindness“, o mais novo Meirelles. Depois de Cannes, a história do livro de José Saramago está prestes a ganhar as salas, e com uma enorme expectativa ao redor.

José Padilha é o próximo da lista, com seu “Tropa de Elite” sendo exibido fora do país e ganhando o Festival de Berlim. Mas não apenas os diretores ganharam esse reconhecimento, como bem sabemos também com Alice Braga e Rodrigo Santoro. Pode ser recente dizer que a carreira dos dois vai ganhar proporções astronômicas, mas se for pela torcida brasileira é isso o que vai acontecer. E será que o mundo está preparado para filmar a sério no Brasil depois de “O Incrível Hulk“? O que falta para o nosso país reconhecer que tem potencial para fazer um grande trabalho lá fora? Nada contra enlatados internacionais (muito, muito pelo contrário), mas o Brasil pode ir mais além dos filmes de Xuxa, Renato Aragão filmes globais. Falta investimento? Disposição? Organização política? Vai saber. Mas que pelo menos os espectadores saibam apreciar o que seus compatriotas produzem de bom. O mundo já está fazendo isso.

Qual é a Música?

Publicado em: 07-07-2008 @ 2:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Você está numa boa, assistindo televisão, uma matéria em um programa e, de repente, toca uma música ao fundo que, você não sabe de onde, mas já ouviu em algum lugar. Aí fica remoendo, remexendo a sua cabeça para tentar lembrar onde você já ouviu aquele fundo musical e aí…dá um estalo na sua cabeça: “Ah, é daquele filme!“. Pois é, isso já aconteceu com você. Quantas vezes trilhas de filmes foram usadas para ilustrar matérias de programas jornalísticos aos moldes do Globo Repórter ou similares? E não só deles, programas de tv em geral costumam usar as trilhas instrumentais dos filmes.

Desde o começo da televisão no Brasil já se usavam trilhas conhecidas como temas dos programas. O programa TV de Vanguarda, exibido pela extinta TV Tupi em 1952, tinha como tema de abertura a famosa seqüência de “…E o Vento Levou“, composta por Max Steiner. Os chamados “teletemas” são aquelas músicas que identificam que o programa vai começar e fica como sua marca registrada. Outros temas famosos tirados de filmes são o do Globo Repórter, tirado do filme “Vanishing Point - Corrida Contra o Destino” (1971), e o famigerado tema do Jornal Nacional, do filme “The Happening - Acontece Cada Coisa” (1967). Estrategicamente retirados de filmes pouco conhecidos.

Mas não só como tema principal as músicas são usadas. Para ilustrar uma determinada reportagem ou um quadro especial também. Ultimamente estão na moda as trilhas dos filmes “O Diabo Veste Prada” e “Pequena Miss Sunshine“. Mas já deu pra perceber por aí os temas de “Harry Potter” e até “High School Musical” eu já ouvi! “Titanic“, “Gladiador“, “300“, “O Senhor dos Anéis“. Trilhas bem feitas por grandes compositores do cinema, como Danny Elfman, John Williams e Enio Morricone que primam por sua originalidade. Aplicadas ao momento certo, como numa cena dramática ou num ponto descontraído, as trilhas do cinema podem ir além na televisão.

Mas a campeã, na minha opinião, é a trilha do filme “Kill Bill Vol. 1“. Ela não é completamente feita para o filme, mas as faixas combinam perfeitamente com ele, mais do que em qualquer outro momento que foram usadas. Pois bem, lembra do tema das Sandálias da Humildade do Pânico na TV? O famoso assobio da morte. Ainda na Rede TV!, o Superpop é outro que utiliza bastante as músicas de “Kill Bill“. E mudando de canal, no quadro de aventuras no parque de diversões no Hoje em Dia da Record, você encontra “The 5,6,7,8’s Who-Hoo“, também de “Kill Bill”.

Áudio e Vídeo vão sempre andar juntos. Nem no cinema mudo deixava de existir a trilha sonora, tocada na hora. Na televisão não seria diferente, e bom para nós, porque há mesmo trilhas lindas, de mexer com o sentimento das pessoas, como as do mestre Enio Morricone. E você sempre pode ser surpreendido com uma música que sempre esteve lá, mas você não fazia idéia de onde conhecia. Como quando eu descobri que o tema da Dona Florinda e do Professor Girafales, quando seus olhos se encontravam na vila, também era de “…E o Vento Levou“. É, cinema está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos.

The Strangers X Funny Games

Publicado em: 25-06-2008 @ 6:20 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Depois de uma sessão furada como a de “Fim dos Tempos“, o mundo clama por bons filmes de suspense. Dois desse gênero estão engatilhados para estrearem e prometem não fazer feio. Mas as histórias são tão parecidas que é inevitável a sensação de que você já viu isso antes. Então, nada melhor do que um duelo entre essas duas produções, “Os Estranhos” (The Strangers) e “Violência Gratuita” (Funny Games). Não sei se eu fui o único a notar algumas semelhanças entre os filmes, a começar pelos pôsteres, com Liv Tyler e Naomi Watts arrebentadas. Mas vamos a eles:

Violência Gratuita: Um casal curte o início das férias com o filho em uma casa à beira de um lago. Enquanto pai e filho curtem um passeio de barco, a mãe fica em casa e recebe a visita de um educado vizinho. Ele e um outro rapaz entram na casa e não saem mais de lá. A família é mantida refém e vira alvo dos mais sádicos e violentos jogos que serão praticados por esses dois estranhos, que não revelam suas intenções, mantendo um tenebroso suspense. O filme tem a direção do austríaco Michael Haneke (“Caché”), que fez um remake do seu próprio filme, “Funny Games” de 1997. O elenco conta com Naomi Watts, Tim Roth e Michael Pitt, e está previsto para estrear no Brasil em 19 de setembro desse ano. O filme foi considerado brutal demais nos Estados Unidos, onde teve um lançamento restrito, mas ao mesmo tempo ganhou status de brilhante, pela forma como é conduzido. E mostra mais uma vez o talento de Michael Pitt, que pode ser visto em “Cálculo Mortal” e “Os Sonhadores“.

Os Estranhos: Um casal chega a uma remota casa de verão dos pais de um deles, e querem curtir a tranqüilidade do lugar e descansar após uma noite conturbada. Mal sabem eles que o lugar não é tão tranqüilo assim. É quando três pessoas mascaradas entram na casa para transformar a noite deles na pior de suas vidas. O jovem casal é mantido refém e vira alvo dos mais sádicos e violentos atos que serão praticados por esses três estranhos, que não revelam suas intenções, mantendo um tenebroso suspense. O filme tem a direção de Bryan Bertino, e tem Liv Tyler e Scott Speedman no elenco. Estréia prevista para 10 de outubro por aqui. O trailer já deu uma mostra de que o filme pode dar bons sustos em quem assistir, parte do mérito vem das máscaras dos algozes do casal. Entre uma punhalada e outra, “The Strangers” está há um bom tempo na lista dos dez mais vistos dos EUA e já arrecadou mais de US$ 45 milhões - uma proeza se levarmos em conta os concorrentes de peso do verão americano. É baseado em fatos reais.

Os dois filmes têm histórias muito semelhantes (até demais), terror psicológico, gente sofrendo sem motivo, e o povo gosta disso, vide “O Albergue“, “Jogos Mortais” e outros do tipo. Um conta com um estilo mais cult de direção, o outro é mais comercial. Mas há tempos o cinema precisa de um terror psicológico bom, de um suspense decente pra varias. Chega de refilmagens japonesas e sem sal. Ambos os filmes ainda tem um trunfo, o elenco. Naomi Watts e Tim Roth no primeiro, Liv Tyler e Scott Speedman no segundo, ou seja, não há adolescentes sedentos por sexo perdidos na floresta. Vamos aguardar e ver no que dá, afinal sofrimento alheio nos olhos dos outros é refresco. E um suspense/terror bom de vez em quando não faz mal.

ESTRÉIA DE VIOLÊNCIA GRATUITA: 15 de Agosto 2008
ESTRÉIA OS ESTRANHOS: 10 de Outubro de 2008

F*R*I*E*N*D*S - O Retorno

Publicado em: 25-06-2008 @ 5:07 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

De vez em quando, adaptações de séries pipocam nas telonas, isso todo mundo sabe. Seja pra que elas ganhem uma nova roupagem após o tempo (“As Panteras”, “Missão Impossível”, “Agente 86″), seja pra que elas tenham uma sobrevida além da TV (”Arquivo X”, “Jornada nas Estrelas”). Pois bem, após o sucesso estrondoso do quarteto de “Sex and the City“, os fãs podem começar a torcer pra que suas séries favoritas entrem nesse balaio, afinal nunca se sabe o que pode sair do baú da criatividade de Hollywood. Mas existe um boato que corre há certo tempo, que, parece, pode virar realidade: a adaptação de uma das melhores séries da história, FRIENDS!

Há tempos que se escuta que a série vai ganhar um filme, ou um episódio especial de natal ou ação de graças. Mais precisamente desde que a série acabou. O elenco já declarou que gostaria de voltar em algum especial. A exceção seria Jennifer Aniston, a “friend” mais bem sucedida deles, que não queria ficar marcada pra sempre como Rachel Green. Porém, recentemente o ShowbizSpy.com divulgou que Courtney Cox estaria desesperada para voltar à pele de Monica Geller. E haveria até uma certa negociação, inclusive da parte de Jennifer. O que teria convencido a moça? Uma carreira mais sólida de atriz no cinema e o sucesso de “Sex and the City - O Filme“.

Será que dessa vez vai? Tudo ainda é boato e especulação, mas quantos milhões de fãs gostariam de rever seus personagens favoritos? Eu sou um deles. “Friends” mudou o jeito de se fazer sitcom na TV, e explorou tanto o gênero que este ficou desgastado. Nenhuma outra sitcom conseguiu repetir com êxito o sucesso. E nem os atores. Com exceção mais uma vez da ex-sra. Pitt, Jennifer Anniston, nenhum deles teve longa carreira longe de “Friends”. David Schwimmer, o Ross, teve seu maior desempenho como a voz da girafa Melman de Madagascar; Matthew Perry (Chandler) pode ser visto em “Meu Vizinho Mafioso” e isso resume seus outros filmes e participações; Courtney Cox (Monica) conseguiu algum reconhecimento na série “Dirt”, que foi cancelada após única temporada; Matt Le Blanc tentou emplacar série solo de seu personagem em “Joey”, que também não deu certo; Lisa Kudrow, a Phoebe, … algém sabe dela?

Seria uma boa oportunidade pra eles mostrarem seu talento mais uma vez. E precisaria ainda de um roteiro muito bom pra fazer jus a série, já que a décima temporada terminou “terminando” mesmo, sem chances de continuações. Veríamos os amigos reunidos depois de todos esses anos, eles mais velhos, os filhos crescidos, e ainda tentando ser engraçados. Pode ser que dê certo, pode ser que não, só o tempo dirá. Enquanto isso, a gente vai vivendo de rever as temporadas em DVD e apreciando quantas séries mais vão ganhar as telonas.

Por que odiamos Titanic?

Publicado em: 23-06-2008 @ 12:59 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Dezembro de 1997. Chegava aos cinemas aquele que seria um dos filmes mais presentes da história. Contando o naufrágio do transatlântico megalomaníaco que zarpou da Inglaterra em 1912, “Titanic” foi um dos maiores fenômenos já vistos na tela do cinema. Saldo final: 11 Oscars, uma bilheteria absurda, o primeiro a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão, vendas tresloucadas em DVD da edição especial de luxo e um prestígio eterno devotado a James Cameron. À época aclamado pela crítica, conquistou fãs devotados pelo mundo inteiro que se encantaram com a história do pobretão e malandro Jack Dawson e da aristocrata Rose DeWitt Bukater. Com tudo isso, 10 anos depois, porque muitos odeiam “Titanic“?

Resolvi discutir isso porque participei de um debate sobre filmes marcantes da década de 1990 e abri com o filme. Foi quando comecei a elogiar o filme pelo roteiro, atuação, efeitos e tudo o mais é que caíram em cima de mim!!! Tudo bem, “Titanic” é bem água-com-açúcar nas primeiras horas e quase todo mundo gosta mesmo é da destruição e da catástrofe em si. Mas isso não tira o mérito de Cameron de contar a história com uma riqueza de detalhes (mesmo que com erros) impressionantes com os recursos da época. Sem falar que elevou à quinta potência as carreiras de Leonardo Di Caprio e Kate Winslet, essa última indicada ao Oscar de melhor atriz e mais três vezes depois.

O que se deu com o fenômeno “Titanic” foi que muitos se empolgaram tanto, mas tanto com o filme, que tantas exibições repetidas resultaram em cansaço por parte de quem já viu. Se é assim para os cinéfilos, aqueles que não perdem um clássico por nada, imagine para o telespectador comum, que vira e mexe vê “Titanic” naufragando em algum canal? Tornou-se uma experiência enfadonha, sem contar que todos já sabem de cor o que acontece. Alguns assistem mesmo pra torcer pela milésima vez pela morte do Di Caprio e garantir que ele morreu mesmo. Se tornou o novo “A Lagoa Azul“, o consenso máximo quando se fala de reprises sem sal. Nem eu mesmo paro pra assistir, e olha que já tive que assistir a todos, disse todos os extras do box especial…

A imagem que me vem de “Titanic” na lembrança é de fenômeno mesmo. Lembro de quando assisti a ele no cinema, bem criança, com uma fila enorme do lado de fora. Há de se distinguir o filme que você mais gostou do melhor filme da história. Não, não estou afirmando que ele seja, tanto que pessoalmente nunca vi o filme em alguma lista dos 100 melhores. Nem estou pedindo que você torne a assistir “Titanic” pra tirar conclusões novas. Porém, respeito é o que deve ser prestado a esse filme que quebrou barreiras em Hollywood. Agora, depois do texto, tenta tirar Celine Dion da cabeça…

EXTRA: Escute o RAPADURACAST 69, sobre o filme.

Aaah! Mudaram o Protagonista!

Publicado em: 23-06-2008 @ 12:49 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

E eis que mais novidades e especulações surgem a respeito da seqüência de Homem-Aranha. Como Tobey Maguire não tem contrato para os próximos, fica no ar então quem deve ser o novo herói da franquia. Já se falou em Jason Biggs e agora os novos nomes são Patrick Fugit e Michael Angarano, ambos de “Quase Famosos“. Deixando de lado quem vai ser o novo aracnídeo das telas, eu pensei no seguinte: o protagonista, aquele rosto que nós já nos acostumamos, não devia fazer toda a diferença no filme? Imagine se um dia o Wolverine não for mais interpretado por Hugh Jackman (todos um dia ficam velhos e morrem, não estou contando com isso)? E lembra quando se ousou especular se o trio de Harry Potter não era velho demais para seus respectivos papéis? Sobretudo Emma Watson, a mais indecisa dos três à época.

Não apenas “Homem-Aranha 4” me despertou essa indagação, mas um outro filme que sai ainda esse ano. Um dos grandes motivos de eu adorar a série de filmes “A Múmia” é a presença de Rachel Weisz como a Dra. Evelyn, Eve para os íntimos. E eis que para o terceiro, “A Múmia: Tumba do Imperador Dragão“, me surge Maria Bello no seu lugar. Sim, Rachel Weisz pode não ter querido voltar, e não duvido da competência de Bello, mas que faz uma certa diferença, isso faz.

E aí comecei a pensar quais os filmes que já sofreram essa “reformulação” de atores no papel principal. O mais clássico, e por razões óbvias já que o personagem resiste ao tempo, é James Bond. Esse nem teve tantas diferenças assim de um 007 para o outro, dando até um charme às produções. Não custa lembrar quem já viveu o agente nas telas: Sean Connery, Roger Moore, George Lazemby, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e o atual Daniel Craig. Qual deles foi o melhor? Cada um com suas particularidades - com exceção de Lazemby, que fez apenas um e sempre foi tido como o pior - vão dando continuidade às aventuras do agente secreto mais famoso do mundo. E olha que fizeram certo barulho quando Craig foi anunciado, por ser fisicamente diferente dos outros, mas não é que todo mundo adorou o Bond loiro, de olhos azuis?

Mas parece que os heróis de quadrinhos são sempre os que mais sofrem com isso. Vide o próprio Batman, quantos já foram. Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney (o horror, o horror!) e agora Christian Bale, acertadamente o melhor dos quatro, na minha opinião, já que “Batman Begins” também foi um marco nos filmes do homem-morcego. Ainda temos “O Incrível Hulk“, saindo da pele de Eric Bana e fazendo com que Edward Norton fique em tons de verde, e “O Justiceiro“, fazendo a dança das cadeiras entre Thomas Jane e Ray Stevenson. Nesses dois últimos casos, é até justificável essa troca.

Essa foi só uma pequena amostra, se alguém quiser acrescentar outros filmes que, nas seqüências, os protagonistas foram trocados, fiquem à vontade, ajudem a minha memória. Não é bem certeza se Homem-Aranha vai perder o charme sem Tobey Maguire, ou se Maria Bello vai decepcionar, mas dá aquela agonia quando o ator principal vai pelas cucuias. Pode ser uma surpresa pro bem ou para o mal, quem decide é o mercado. O que permanece óbvio é que “Homem-Aranha 4” deve levar outros tantos milhões aos cinemas. Ah, vem aí “Terminator 4“, com Christian Bale e Josh Brolin e ainda não se sabe se um novo “Missão Impossível” vai ter Tom Cruise de volta…

Cidades mais Cinéfilas…

Publicado em: 23-06-2008 @ 12:28 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Esse texto é o resultado da fusão de uma matéria divulgada no jornal “O Globo” com as conversas que tenho com meu amigo Zé Ronaldo.

O site Filme B divulgou no último domingo o ranking das cidades mais cinéfilas do país. E o que se conclui é que as cidades do interior estão levando a melhor no mercado de exibição do que os grandes centros. As cidades que encabeçam a lista das dez mais são Campinas, Santos (ambas de São Paulo) e Niterói (Rio de Janeiro). O que surpreende é a presença do Rio de Janeiro na 14ª.posição e de São Paulo na 27ª. As principais cidades do país, caindo cada vez mais quando se fala em espectadores nos cinemas. Tá certo que Campinas, Santos e Niterói nem são tão interior assim.

O que explica o fenômeno, segundo especialistas, é o espaço que os shopping-centers tem ganhado nessas cidades, que se desenvolvem paralelamente às capitais. No caso de Campinas e Santos, essas sempre foram cidades que cresceram junto com a capital paulista, mas que tem economia voltada para um alvo diferente do que São Paulo. Campinas viu o surgimento de dois novos shoppings com 25 salas de cinema, o que ainda atrai moradores das regiões vizinhas. O mesmo acontece com Niterói, no Rio de Janeiro, que também recebeu maiores instalações do grupo Cinemark nos seus shoppings e em outros pontos. Vale lembrar que a cidade de Niterói tem um dos melhores cursos universitários de cinema do país.

O curioso é as três cidades que encabeçam a lista são do sudeste. E uma coisa que sempre discuto com amigos meus é a concentração de recursos que ficam por aqui. Não falo apenas por ser do Rio de Janeiro. Mas porque será que listas desse tipo não incluem cidades do norte ou do nordeste? Qual será o real motivo? De onde falta o investimento necessário? Porque não é novidade pra ninguém que a grande maioria da população não tem dinheiro para ir ao cinema. E muito mais do que o dinheiro, não tem interesse em ir ao cinema. São raros os moradores de comunidades carentes que se prontificariam a assistir “Piaf - Um Hino ao Amor“, por exemplo. E até no obscuro mercado de DVD pirata, o que vemos nessas bancas são filmes de ação, comédia besteirol ou pornô.

Seja por falta de investimentos do governo nessa área, seja por falta de iniciativa privada ou por deinteresse público, acaba sobrando para o cinéfilo nato. Os que acompanham o Festiival de Cannes e não veem a hora do filme ganhador da palma de ouro vir ao Brasil. Seja ele de Porto Alegre, Natal, Curitiba, Crato, Patos de Minas ou Nova Iguaçú. A saída seria mais shoppings, mais salas de cinema, diminuição no preço dos ingressos? Essas questões já foram debatidas à exaustão, tanto aqui no CCR quanto em outros lugares. E sabemos que certas coisas, como a cabeça do brasileiro comum, são difíceis de mudar. Esse é o ponto de vista de quem está no Rio de Janeiro, com vários pontos de exibição de filmes em shoppings. O debate pelo Brasil afora está aberto. Enquanto isso a gente aguarda a divulgação das próximas listas…

OBS: A lista foi elaborada através da análise da venda de ingressos per capita, levando-se em conta todos os motivos apresentados acima, número de salas, preço de ingressos, etc.

Pôster de Vicky Cristina Barcelona

Publicado em: 18-06-2008 @ 4:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Foi divulgado o primeiro pôster do mais novo filme de Woody Allen, o já famigerado “Vicky Cristina Barcelona“. O pôster não entrega muita coisa a mais do que nós já esperamos, apenas as figuras dos protagonistas, Javier Bardem, Scarlett Johansson e Penélope Cruz.

Pouco tempo depois dos comentários de Cannes, e do estardalhaço feito pela (ausência) da cena de sexo a três, o filme continua com a bola alta. Mas o pôster podia ser um pouco menos óbvio. E é aí que entra outra questão: a divulgação. pegando gancho na coluna do Bruno Mendonça dessa semana, será que o nome de Woody Allen vai ser o suficiente pra fazer a propaganda do filme? Ou o nome de Allen somado ao nome dos atores principais, já estrelas de primeira grandeza no universo de Hollywood?

Para os que já conhecem a história, a impressão que as imagens liberadas causa é de que vem coisa boa por aí. E curioso, não há sinal de Rebecca Hall no pôster, apenas seu nome nele. Ela não é a Vicky? Ah, especulações, especulações. é bom parar por aqui, pra não tirar conclusões precipitadas e julgar o livro pela capa…er, o filme pelo pôster. “Vicky Cristina Barcelona” estréia nos EUA dia 5 de setembro, sem data prevista pro Brasil.

Procurando “O Procurado”

Publicado em: 18-06-2008 @ 2:37 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Se você tivesse que definir “O Procurado“, como seria essa definição? Esse filme carrega tanta expectativa ao mesmo tempo que ficou tão apagado por conta dos lançamentos esmagadores dessa temporada. Vamos conferir os ingredientes pra saber se a receita vai dar certo. Adaptação de HQ? Confere. Um super-herói mais próximo da realidade do que do fantástico? Confere. Muita ação e agilidade? Confere. Direção que se mostrou competente em longas anteriores? Confere. Angelina Jolie e Morgan Freeman? Confere. Tudo OK, parece bater de frente com os padrões exigidos pra um filme do século XXI. Mas ainda assim dá aquela pulga atrás da orelha. O filme parece ser contrário a toda essa fórmula, mesmo que a utilize. O CCR já promoveu uma certa enquete aqui no blog, com matéria de Maurício Saldanha, em novembro do ano passado. À época, as opiniões oscilavam bastante, de 5 a 9, e até quem desse 10 apenas para Angelina Jolie (Juras????).

Pra começar, a adaptação da história Wanted foi mudada pra conferir essa aproximação com a realidade. Na história original, supervilões uniformizados são o terror do mundo, enquanto que no filme se torna uma liga de assassinos. A história era mais ou menos assim: a liga dos supervilões, cansada de levar umas chuletadas dos mocinhos, resolveu acabar com todos eles e apagar a memória da humanidade para garantir sua hegemonia. É quando entra em ação a Fraternidade, organização que vai em busca do herdeiro do maior herói de todos os tempos, que não tem consiência do que realmente aconteceu a seu pai nem das suas habilidades. Toda essa narrativa também está presente em “O Procurado“, o filme, apenas trocando as capas e máscaras por trajes mais urbanos.

O filme traz no papel principal um improvável James McAvoy (como Wesley Gibson), numa aura de Esolhido já vista em uma certa trilogia que todo bom cinéfilo conhece de cor. A semelhança com “Matrix” já foi discutida ao redor das publicações especializadas, principalmente quando Gibson descobre que o mundo não é exatamente como ele conhece. Entram em ação Angelina Jolie e Morgan Freeman pra treinar o rapaz pra ser o maior assassino de todos os tempos. O longa é dirigido pelo diretor Timur Bekmambetov, do russo “Guardiões da Noite“, que imprime a mesma estética dos seus filmes anteriores.

Mas não se engane com essa matéria. Eu particularmente estou ansioso demais por “O Procurado“. Tanto por esse ser o “mais novo filme da Angelina Jolie“, como eu já ouvi por aí, quanto por toda essa especulação contrária. O filme tem tantos elementos colocados lá pra seduzir o público que não me importa se vai parecer clichê, desde que o resultado fique bom. Já estou sentindo aquela velha rusga entre público e crítica aflorando… É como tentei colocar na metáfora do início do texto. Existem receitas que podem ser seguidas sem medo, e esse parece ser um bom exemplo. E sempre há o fator surpresa, e deve sair justamente de James McAvoy, o protagonista improvável, franzino e alheio ao mundo ao seu redor. E sempre é bom rever Angelina Jolie no melhor estilo Lara Croft, pra variar.

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