Sir Arthur Conan Doyle deve estar orgulhoso, seja lá onde estiver. Nunca Sherlock Holmes foi tão procurado quanto agora, nem para resolver nenhum tipo de caso. Nada menos do que duas adaptações estão sendo produzidas para levar o detetive mais famoso do mundo para as telonas mais uma vez.
A primeira delas é a do diretor Guy Ritchie, que entre uma e outra crise no seu casamento com Madonna, vai dirigir uma aventura em tom mais dramático do detetive-herói, na pele de ninguém menos do que Robert Downey Jr. O mesmo responsável por um dos maiores sucessos do ano, “Homem de Ferro”. Downey Jr. retornou com força total ao cinema depois de uma profunda crise na carreira, e por isso continua cada vez mais solicitado. Guy Ritchie não é exatamente um dos grandes nomes da direção cinematográfica. Seu mais recente filme, “Rock’nRolla”, estréia nos EUA dia 31 de outubro. A Warner Bros. aposta nessa dupla e, principalmente, no potencial de Robert Downey Jr. e seu apelo perante ao público pós-Homem de Ferro.
A segunda é uma versão escrachada de Sherlock, numa comédia produzida por ninguém menos que o mais novo grande nome de Hollywood, Judd Apatow (o cara por trás de “Superbad” e “Ligeiramente Grávidos”). A interpretação cômica do personagem ficará nas mãos de Sacha Baron Cohen, o eterno Borat, que vai poder ser visto antes em outra comédia, “Bruno”, prevista para 2009. Essa versão deve contar ainda com Will Ferrell e ser produzida pela Columbia Pictures.
Sherlock Holmes já conquistou a mente de milhões de jovens e adultos mundo a fora. O charme inglês do detetive e seu faro incrivelmente apurado para resolver mistérios consagraram o seu autor, dentro e fora da Inglaterra. Os estúdios sabem muito bem disso e nada como ganhar uns trocados no cinema com ele. Agora, vamos esperar o crivo final daqueles que realmente se importam com as produções: o público. Esse sim vai aprovar ou reprovar os detetives das telas, seja Robert Downey Jr. ou Sacha Baron Cohen. Intrigas a parte, Sherlock Holmes sempre foi brilhante nos livros e pode fazer uma carreira muito melhor no cinema, onde já apareceu em títulos como “O Enigma da Pirâmide” e “O Xangô de Baker Street“.














Esse texto é o resultado da fusão de uma matéria divulgada no jornal “O Globo” com as conversas que tenho com meu amigo 