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X-Men Origins: Wolverine (2009)

Publicado em: 29-07-2008 @ 11:29 am 
Postado em: Trailers
Escrito por: Marcos Nascimento

Vazou o trailer exibido na Comic-Con 2008 do filme X-MEN ORIGINS: WOLVERINE. Alguém filmou na clandestinagem e logo já estava na net. Por isso mesmo a qualidade de som é bem ruim, mas já dá pra ter uma idéia pelas imagens do que nos aguarda. A origem pura do guerreiro de adamantium ainda na Segunda Guerra contada com muita ação e o talento de Hugh Jackman pra interpretar o herói. No trailer ainda podemos ver flashes da eterna luta entre Wolverine e Dentes-de-Sabre, além de outros novos mutantes. Ainda há a aparição de Gambit, um dos mais aguardados da série.



A película contará a história de Wolverine, de sua origem, passando pelo violento e romântico passado do herói, ao processo do terrível programa “Arma X”, que transformou sua vida por completo. Será explorado na trama o seu relacionamento conturbado com Victor Creed, o grotesco vilão Dentes-de-Sabre, encarnado pelo ator Liev Schreiber.

Estão também no elenco Taylor Kitsh (da série de TV “Friday Night Lights“), Ryan Reynolds (”Apenas Amigos“), Lynn Collins (”Possuídos“), Danny Huston (”30 Dias de Noite“) e Dominic Monaghan (”O Senhor dos Anéis“). David Benioff (“A Última Noite”) assinou o roteiro, enquanto a direção foi responsabilidade do cineasta Gavin Hood (“O Suspeito”).

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10
ESTRÉIA NOS EUA: 1 de Maio de 2009

A Múmia 3

Publicado em: 29-07-2008 @ 11:11 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Muitos podem ter chiado quando foi anunciada a terceira parte da série “A Múmia“. Como sempre, as pessoas torcem o nariz para algumas sequências, principalmente quando aparentemente não se tinha mais nada pra contar. Pois eis que depois do primeiro filme e de seu “Retorno“, chega às telas “Tumba do Imperador Dragão“. Quando se fala de “A Múmia”, uns amam, outros odeiam, mas a série tem lá seus fãs cativos, o que deve fazer relativa diferença nas salas. Claro, sem querer chegar a ser um Batman. O primeiro filme da série foi idealizado pelos estúdios da Universal baseado nos antigos filmes de monstros - múmias entre eles - que tornaram o estúdio popular no início do século XX. O que preocupa agora é o que muda na história do destemido Rick O’Connel e o desenrolar de uma história que sempre teve o Egito como principal pano de fundo.

A começar pelas próprias locações. “A Múmia 3” sai das areias amaldiçoadas de Hamunaptra, a cidade dos mortos no Egito, para entrar de cabeça nos desertos do Oriente, desde a China até o Himalaia. Dessa vez os O’Connel vão ter que dar um jeito de conter o tal Imperador Dragão do título, interpretado por Jet Li. O imperador foi amaldiçoado por uma feiticeira e condenado a vagar as eras do tempo em esquecimento, até que Alex, o filho de Eve e Rick, desperta o fantasma e seu exército e pede apoio aos pais para enfrentá-los, agora que estão vivos de novo.

Por falar nos pais de Alex, uma das mudanças mais radicais da série é a substituição de Rachel Weisz por Maria Bello. A Dra. Evelyn é uma das essências da série original, e tornou Rachel Weisz conhecida no mundo todo. Maria Bello tingiu os cabelos para interpretar a personagem, após a recusa de Weisz, e promete que sua Eve é diferente da original, mas sem perder o carisma e o apelo que ela tem no longa. O diretor Stephen Sommers também não volta, dessa vez está apenas na produção. O cargo fica agora com Rob Cohen, que já dirigiu “Velozes e Furiosos” e “Triplo X“. O roteiro ficou nas mãos de Alfred Gough e Miles Millar, que entre outros projetos, já roteirizaram ”Homem-Aranha 2” e criaram a série “Smallville“, baseada na juventude de Clark Kent. Pelo que mostra a direção, produção e roteiro, pelo menos feio eles não devem fazer.

A Múmia: Tumba do Imperador Dragão” retoma a série original dando outra direção à história, mas mantendo sua aura de arqueologia, mistério e aventura. Brendan Fraser está de volta ao papel que o consagrou, e John Hannah também como Jonathan, o irmão trapaceiro e trapalhão de Eve. Jet Li e Michele Yeoh completam o elenco com a parte oriental. Mudanças feitas, espero que não muito comprometedoras. Agora é esperar pra ver o resultado nas telas e que essa não seja mais uma maldição de tumbas secretas…

DVD: A Múmia - Edição Especial
DVD: O Retorno da Múmia

Crescendo com a Disney

Publicado em: 23-07-2008 @ 5:17 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Que a Disney é uma das maiores (senão a maior) fábricas de desenhos animados e filmes de animação do mundo, todo mundo, com certeza, sabe. Que a Disney embolsa milhões de dólares e ganha vários prêmios, todos sabem também. Que a Pixar se tornou o nome supremo da animação digital, não é novidade pra ninguém. O império Disney já é mais conhecido no mundo inteiro quanto o presidente dos Estados Unidos, e talvez até mais do que ele. O estúdio embala os sonhos de crianças e adolescentes desde sua consolidação, atravessando gerações e gerações, deixando legados inteiros de fantasia e sonho.

Quantas crianças no planeta cresceram com personagens Disney embalando a sua infância? Lembro-me da primeira vez que vi um desenho no cinema, e foi “O Rei Leão“, clássico até hoje. Lembro-me também dos milhões de adesivos e brinquedos que foram lançados aproveitando a fama de Simba e cia. e fazendo a alegria da criançada. E assim, quantos filmes vieram antes e quantos vieram depois, “A Dama e o Vagabundo”, “Mogli”, “Hércules”, “Tarzan”, “Mulan”. Todos com certeza possuem uma história Disney pra contar.

As meninas são as mais privilegiadas, talvez por serem mais sonhadoras e românticas que os meninos. Walt Disney com certeza sabia que estava quebrando paradigmas quando fez “Branca de Neve e os Sete Anões“, o primeiro longa-metragem de animação. O que ele não sabia é que o mito da princesa dos contos de fadas iria ser tão forte dali pra frente, criando um clã de princesas e príncipes que marcariam meninas do mundo todo. “Cinderela”, “A Bela Adormecida”,” A Bela e a Fera” e mais uma infinidade de princesas, de castelos a cabanas, do Oriente ao fundo do mar, do Novo Mundo ao Japão. Todas as meninas querem ser princesas.

Brinquedos, cadernos, adesivos, produtos que não acabam mais. A Disneylândia virou o desejo absoluto de muitas crianças - e adultos também. Um canal de televisão que passa desenhos o dia inteiro e o Mickey Mouse como símbolo da fantasia. A Disney teve que se preocupar, ao longo do tempo, em agradar uma geração que cresceu atrelada a um aparelho curioso que atrai a atenção da molecada: a televisão. Entra em ação o Disney Channel, que teve de se adaptar e acompanhar a modernidade do mundo e a era da informática. Uma geração que cresce vendo Hannah Montana e agora assiste aos filmes feitos especialmente pra eles, com muita música, dança e rock’n roll. Casos dos musicais “Jump in” e “The Cheetah Girls“, o recente “Camp Rock” e o sucesso absoluto “High School Musical“.

Competir com a informática e os videogames não é fácil. E ainda lidar com a desigualdade social existente no mundo inteiro, com crianças que nem sabem o que é o cinema, também é tarefa difícil. Além da concorrência entre estúdios, que estão vendo o filão que a animação pode ser. Há quem diga que os desenhos estão ficando mais adultos. Mas assistir a um desenho com uma criança do lado faz você se sentir criança de novo. Na verdade mesmo, se for perguntar muito marmanjo ainda conhece de cor as canções do “Rei Leão” e muitas meninas cantam o tema de “A Bela e a Fera” e “A Pequena Sereia”, assim como a geração de agora que canta “High School Musical“. Os tempos mudaram, a magia Disney ainda não.

Mais uma vez em Pânico!

Publicado em: 23-07-2008 @ 1:56 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

E mais uma notícia vinda dos corredores de Hollywood para uma seqüência de um clássico de Hollywood. Estamos em uma época em que vários personagens estão saindo de suas confortáveis aposentadorias - vide John McClane, Rambo, Rocky Balboa, Indiana Jones e até Axel Foley, de “Um Tira da Pesada” pode voltar. Enfim, depois de Jason Voorhees ganhar sua mais nova refilmagem, parece que mais um cultuado filme de terror vai ganhar sua chance: a trilogia “Pânico” deve deixar de ser uma trilogia.

A notícia vem das produtoras Dimension Filmes e The Weinstein Company, que além desse projeto, devem distribuir o novo filme de Quentin Tarantino, “Ingloriuos Bastards”, e ainda fazer uma refilmagem de “Scanners”, de David Cronemberg. O novo longa da franquia, que está com título provisório sugestivo de “Pânico 4“, não tem grandes confirmações. Não é certa a participação de Wes Craven, diretor da trilogia original, que já afirmou não achar uma boa idéia continuar a história. Do elenco, o único que se pronunciou a respeito foi David Arquette, dizendo que voltaria ao seu personagem Dewey Riley.

Apesar disso, as produtoras informaram que querem dar um rumo novo à franquia. A trilogia “Pânico” é a marca dos filmes de terror dos anos 90, sendo considerado a revitalização do gênero, juntamente com “Lenda Urbana” e “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado“. O primeiro “Pânico” surgiu em 1996, mostrando a trajetória marcada por traumas da adolescente Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell. O filme usa o psicológico da personagem, e um serial killer inusitado, com uma máscara e vestido de preto, fazendo perguntas de filmes de terror - quem erra morre. O filme fez bastante sucesso a partir daí, longas de terror adolescente viraram febre. Tanto que “Pânico 2” e “Pânico 3” fizeram o mesmo sucesso, deixando a trilogia como clássica do terror moderno. “Pânico” ainda tem o mérito de dar vida a um gênero que se tornaria o pesadelo do cinema anos depois: as paródias dos filmes de terror, com “Todo Mundo em Pânico” e a famigerada Cindy Campbell com sua turma a cada novo filme.

Não sei se faria sentido continuar uma trilogia que terminou tão bem amarrada. Sem Sidney Prescott também não sei se daria certo. Se o filme voltar mesmo, já vai chegar com a missão ingrata de fazer dinheiro, que é a lei máxima para filmes desse tipo se manterem hoje em dia. Mas, além disso, não vai poder estragar a aura da trilogia original, que é amada por alguns, odiada por outros, mas continua perpetuada com aquela máscara por aí…

Elementar, meu caro Watson!

Publicado em: 20-07-2008 @ 9:12 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Sir Arthur Conan Doyle deve estar orgulhoso, seja lá onde estiver. Nunca Sherlock Holmes foi tão procurado quanto agora, nem para resolver nenhum tipo de caso. Nada menos do que duas adaptações estão sendo produzidas para levar o detetive mais famoso do mundo para as telonas mais uma vez.

A primeira delas é a do diretor Guy Ritchie, que entre uma e outra crise no seu casamento com Madonna, vai dirigir uma aventura em tom mais dramático do detetive-herói, na pele de ninguém menos do que Robert Downey Jr. O mesmo responsável por um dos maiores sucessos do ano, “Homem de Ferro”. Downey Jr. retornou com força total ao cinema depois de uma profunda crise na carreira, e por isso continua cada vez mais solicitado. Guy Ritchie não é exatamente um dos grandes nomes da direção cinematográfica. Seu mais recente filme, “Rock’nRolla”, estréia nos EUA dia 31 de outubro. A Warner Bros. aposta nessa dupla e, principalmente, no potencial de Robert Downey Jr. e seu apelo perante ao público pós-Homem de Ferro.

A segunda é uma versão escrachada de Sherlock, numa comédia produzida por ninguém menos que o mais novo grande nome de Hollywood, Judd Apatow (o cara por trás de “Superbad” e “Ligeiramente Grávidos”). A interpretação cômica do personagem ficará nas mãos de Sacha Baron Cohen, o eterno Borat, que vai poder ser visto antes em outra comédia, “Bruno”, prevista para 2009. Essa versão deve contar ainda com Will Ferrell e ser produzida pela Columbia Pictures.

Sherlock Holmes já conquistou a mente de milhões de jovens e adultos mundo a fora. O charme inglês do detetive e seu faro incrivelmente apurado para resolver mistérios consagraram o seu autor, dentro e fora da Inglaterra. Os estúdios sabem muito bem disso e nada como ganhar uns trocados no cinema com ele. Agora, vamos esperar o crivo final daqueles que realmente se importam com as produções: o público. Esse sim vai aprovar ou reprovar os detetives das telas, seja Robert Downey Jr. ou Sacha Baron Cohen. Intrigas a parte, Sherlock Holmes sempre foi brilhante nos livros e pode fazer uma carreira muito melhor no cinema, onde já apareceu em títulos como “O Enigma da Pirâmide” e “O Xangô de Baker Street“.

Os Piores de 2008, até agora!

Publicado em: 10-07-2008 @ 2:17 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Semana passada foram divulgadas diversas críticas a respeito do filme “O Guru do Amor“, o novo Mike Myers. Pois bem, segundo os americanos, este é o pior filme do ano até agora. Pra quem esperava mais do eterno Austin Powers, provavelmente vai esperar mais ainda um novo Austin Powers, diz a crítica. Por isso então, resolvi expor o meu bom senso a relembrar quais foram os piores filmes do ano até agora. Escolhi 5 filmes pra comentar aqui (e olha que foi difícil) e antecipar o Framboesa de Ouro 2009. Por favor, se você gostou de algum desses, o direito é todo seu:

10.000 A.C. - Roland Emmerich bem que tentou, mas construiu uma trama mirabolante demais para ser crível. Muitas voltas históricas, personagens que chegam a beirar o ridículo e muitos, muitos animais pré-históricos. Demais até pra uma única era. A não ser pelos efeitos visuais, que realmente impressionam, sentimos falta daquela sensação de filme-catástrofe, especialidade de Emmerich. Quem sabe se ele tivesse explicado que aquele terreno seria a futura Nova York?

IMAGENS DO ALÉM - Quem viu o filme “Espíritos - A Morte Está ao seu Lado” teve uma certa esperança em ver funcionando a mesma trama neste remake americano. Ledo engano. Competindo arduamente com “Uma Chamada Perdida” (outra bomba) para ser o pior remake oriental da história, decepciona todo mundo, mesmo quem não viu o original. Mais sorte da próxima vez…

ALIEN X PREDADOR 2 - Outra tentativa que não deu certo. Uma grande desculpa para Aliens e Predadores matarem gente enquanto se engalfinham. Os produtores prometeram uma trama mais adulta, com confrontos de verdade para os saudosistas de duas cultuadas franquias do cinema. Algum mérito? Eu ia dizer que pelo menos o elenco morre, mas acho que não.

MALDITA SORTE - Quem escolheu o título do filme em português deveria estar sendo incrivelmente irônico. Aliás, eu poderia ter colocado qualquer filme da Jessica Alba deste ano (e foram muitos, coincidentemente ela também está em “O Guru do Amor”). O que salva para os homens? A própria Jessica Alba. Para as mulheres? Nada. Pensando bem, nem Jessica Alba é justificativa pra esse filme, que como disse Beatriz Diogo na crítica pro CCR, foi desnecessário.

FIM DOS TEMPOS - A crítica deve ter ignorado M. Night Shyamalan pra considerar “O Guru do Amor” o pior do ano. O filme é incrivelmente estúpido ao subestimar a inteligência de quem assiste. Tem um bom visual, bons efeitos até um bom fio condutor, que o diretor de “Sinais” deve ter esquecido de usar no filme. Shyamalan acostumou mal o público quando fez “O Sexto Sentido“…

Quem lembrar de mais algum, boa sorte, o espaço está livre pra comentários e reclamações também. Resta saber se fãs de Mike Myers aqui no Brasil ainda vão querer conferir seu novo filme. Como a lista acima pode constatar, expectativas nem sempre são o suficiente para dar vida a um bom filme. E vem aí, Disaster Movie (já imagino o título em português), o que me lembra que, curiosamente, não coloquei na lista nenhum com Carmen Electra… como se precisasse!

Quer saber o que já estreou em 2008? Veja a lista!

Made in Brazil

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

A safra de brasileiros no cinema mundial está aumentando. Desde que o Brasil iniciou o período conhecido como a Retomada do cinema os filmes e artistas tupiniquins tem sido mais reconhecidos. Apesar de ser pouco valorizado pelas pessoas de seu próprio país, o cinema nacional têm crescido e despertado o interesse do mercado internacional.

Desde os tempos de Carmem Miranda o Brasil tem atraído a curiosidade e os olhares do mundo no cinema. Ao longo dos anos nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos receberam seus méritos e reconhecimentos por seus trabalhos. Mas são os nomes mais recentes da história cinematográfica brasileira que tem feito bonito lá fora, mais do que em qualquer outro momento. Hector Babenco e Bruno Barreto já tem grande destaque na mídia internacional. Babenco já foi nomeado ao Oscar de melhor diretor por “O Beijo da Mulher-Aranha” e dirigiu Gael Garcia Bernal no recente “O Passado“. Bruno Barreto dirigiu ícones do nosso cinema como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “O que é isso, companheiro?“. Lá fora ele dirigiu “Entre o Dever e a Amizade” e “Voando Alto“, com Gwyneth Paltow e Myke Myers.

Assim como eles, Walter Salles e Fernando Meirelles se tornaram grandes cineastas respeitados. Não há como dissociar o grande momento do cinema nacional desses dois nomes. Walter Salles entrou no circuito mundial com “Central do Brasil” e a incrível notoriedade que o filme alcançou em 1998. Depois disso Salles dirigiu “Diários de Motocicleta” e o esquecível “Água Negra“,refilmagem de um horror japonês que não deu muito certo afora manter as portas abertas para o diretor. O seu mais recente filme “Linha de Passe” não fez feio no festival de Cannes deste ano, inclusive com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.

Já Fernando Meirelles não podia estar em melhor forma. Indicado ao Oscar de melhor direção por “Cidade de Deus“, Meirelles já provou a competência de seus filmes no mercado estrangeiro. Seu primeiro filme internacional, “O Jardineiro Fiel“, foi muito bem recebido pelo público em geral e pela crítica, tornando o filme único e ainda dando o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz. Agora, o mundo anseia pela chegada do filme “Blindness“, o mais novo Meirelles. Depois de Cannes, a história do livro de José Saramago está prestes a ganhar as salas, e com uma enorme expectativa ao redor.

José Padilha é o próximo da lista, com seu “Tropa de Elite” sendo exibido fora do país e ganhando o Festival de Berlim. Mas não apenas os diretores ganharam esse reconhecimento, como bem sabemos também com Alice Braga e Rodrigo Santoro. Pode ser recente dizer que a carreira dos dois vai ganhar proporções astronômicas, mas se for pela torcida brasileira é isso o que vai acontecer. E será que o mundo está preparado para filmar a sério no Brasil depois de “O Incrível Hulk“? O que falta para o nosso país reconhecer que tem potencial para fazer um grande trabalho lá fora? Nada contra enlatados internacionais (muito, muito pelo contrário), mas o Brasil pode ir mais além dos filmes de Xuxa, Renato Aragão filmes globais. Falta investimento? Disposição? Organização política? Vai saber. Mas que pelo menos os espectadores saibam apreciar o que seus compatriotas produzem de bom. O mundo já está fazendo isso.

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