Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

O Reino dos Anos 80

Publicado em: 21-05-2008 @ 3:05 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Estréia nessa semana uma das mais aguardadas seqüências de todos os tempos: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Trazendo de volta as aventuras do arqueólogo mais famoso do mundo, o filme dá continuidade a um fenômeno que se espalhou pelo país há um tempo atrás, mas que tinha perdido uma certa força: a veneração pelos anos 80. Tudo dos obscuros 80 tem voltado à moda, dos cubos mágicos às músicas bregas. E no cinema não poderia ser diferente, a moda oitentista chegou também e pegou todos de assalto. Agora, o ícone máximo do cinema de aventura se encarrega de retornar àquela década, fazendo muita gente reassistir os filmes da trilogia original para ficar a par do novo filme, e com isso, relembrando a década novamente. Aqui vão alguns dos filmes que fizeram o favor de contribuir com a moda 80:

Miami Vice: Foi a criação da série de TV “Miami Vice” que deu a Michael Mann a carta branca pra bancar projetos bons no cinema dali pra frente. E sua carreira culmina com a adaptação da série para as telonas, com Colin Farrell e Jamie Foxx encarando os personagens dos detetives Sonny Crockett e Ricardo Tubbs. O visual dos 80: cabelo tipo mullet, ombreiras e cores berrantes. O estilo dos 80: muita ação policial descabida. “Miami Vice” foi uma das séries mais cultuadas daquela época, e até que sua adaptação não decepcionou.

Transformers: Quem diria que um simples brinquedo transformaria Michael Bay em um fenômeno maior do que ele já era. Pois foi o que aconteceu. Os Transformers foram lançados em 1985 pela Estrela e eram robôs que se transformavam em carros, tanques, aviões e o que mais desse. Quando foi lançada a história em quadrinhos, contando o passado dos Autobots e dos Decepticons, a transformersmania se espalhou e virou febre. Levados ao cinema em 2007, com efeitos especiais nunca antes vistos, “Transformers” repete o sucesso dos brinquedos e se encaminha para uma nova franquia.

O Exterminador do Futuro III - A Rebelião das Máquinas: A onda brucutu do futuro (ou do passado), misturando drama, ficção científica e muita ação pode ter começado com “Blade Runner” (1982), mas foi com “O Exterminador do Futuro”(1984) que o estilo se consolidou. A partir daí o estilo robótico virou febre em Hollywood e Arnold Schwarzenegger, um fenômeno. O sucesso dos dois primeiros filmes foi tão grande, que era inevitável voltar com um terceiro, já no século XXI, onde os recursos digitais evoluíram e muito. Tanto que “Terminator 4″ já está em desenvolvimento e uma série de TV (Terminator: The Sarah Connor Chronicles) já foi produzida.

Rambo IV: Ninguém acreditava que Sylvester Stallone tinha gás pra alguma coisa até ele ressurgir em “Rocky Balboa” (2006). O sucesso do retorno do boxeador o fez ressuscitar outro ícone dos 80, que estava perdido em alguma selva por aí: John Rambo, o ex-combatente do Vietnã que retornou para sua quarta aventura nos cinemas. Dirigido pelo próprio Sly, o filme mostra a vida do herói 20 anos depois do último filme, recluso na Tailândia. O curioso é que o filme mostra uma guerra civil na fronteira de Mianmar, que viria a se tornar conhecida pouco tempo depois nos noticiários.

Cazuza - O Tempo não Pára: Simplesmente o maior fenômeno da música brasileira dos 80, igualando-se somente ao RPM e à Legião Urbana. A cinebiografia de Cazuza rendeu um dos maiores filmes do cinema nacional e o melhor papel da carreira de Daniel de Oliveira, que agradou a fãs, antigos integrantes do Barão Vermelho e à crítica. O filme, dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho foi baseado no livro “Cazuza: Só as Mães são felizes”, escrito por Lucinha Araújo, mãe do cantor.

E apertem os cintos da máquina do tempo. Ainda vem por aí Comandos em Ação e uma nova saga de Jason Vorhees. Lembra de mais algum sucesso dos anos 80 que foi pras telonas? Gostaria que algum voltasse ou que a onda dos 80 acabasse logo? Quem sabe a discussão inspira os produtores. Mas isso é bom ou ruim, no fim das contas??

Vicky Cristina Scarlett Penélope Rebecca Bardem Allen Barcelona

Publicado em: 20-05-2008 @ 1:06 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

De repente, se você pegar alguém na rua e perguntasse se ele conhece Paul Thomas Anderson, Paul Greengrass, Michael Mann, Stanley Kubrick, David Cronemberg ou Alejándro Gonzales Iñarritú, a resposta de imediato da imensa maioria seria não. Mas Woody Allen faz parte daquele senso comum, de ser associado sempre a cinema, junto com Steven Spielberg, George Lucas e Martin Scorsese, por exemplo. Ele certamente seria reconhecido. Allen, amante confesso de Nova York, como deixa claro na maioria de seus filmes, se arriscou numa temporada na Europa, que culmina com a exibição do seu mais novo filme, “Vicky Cristina Barcelona“, no 61° Festival de Cannes.

Há muito tempo um filme de Woody Allen não era tão aguardado, a não ser talvez por “Match Point - Ponto Final” em 2005, seu primeiro filme em Londres. E da mesma forma como aconteceu com “Blindness“, do brasileiro Fernando Meirelles (vide matéria de Bruno Mendonça), o filme espanhol de Allen foi recebido com frieza e sem impacto por parte de quem o assistiu. Contrastaram o colorido de Barcelona com as cores da cinzenta Nova York e da sombria Londres, criticaram a velocidade de roteiro para tentar explicar toda trama que se passa com as amigas americanas (Vicky e Cristina) e chamaram o olhar do diretor sobre Barcelona de “preguiçoso“. É quando nós, meros mortais que não podem ir a Cannes, nos perguntamos se o gênio que imprimiu seu olhar renovador nos anos 70 e continuou causando impacto nas décadas seguintes, mesmo que de forma menos atrativa, perdeu o foco do que estava fazendo.

O filme conta a história das amigas americanas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) que desembarcam de férias em Barcelona e lá conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem). Ambas se envolvem com ele: Vicky tenta resistir à tentação, já que está noiva de um americano, já Cristina se entrega e não só fica com o pintor, como com sua ex-mulher, María Elena, interpretada por Penélope Cruz. O roteiro realmente prometia. Prometia tanto que acho que Cannes esperava mais. Woody Allen queria usar a cidade não apenas como pano de fundo, mas como personagem coadjuvante para as histórias que se desenrolam, como se ela fosse a razão de tanta coisa acontecendo. Segundo os críticos do festival, é exatamente a versão do pano de fundo que se materializa na tela. Tudo isso pode ser respondido naquela velha questão, sobre as opiniões contrárias de público e crítica, coisa que só saberemos quando o filme entrar no circuito comercial.

Vicky Cristina Barcelona” traz no seu elenco as mais novas superestrelas de Hollywood, Scarlett Johansson - a atual musa de Woody Allen -, Javier Bardem e sua namorada Penélope Cruz. Talvez eles sejam responsáveis pela maioria dos comentários feitos até agora, afinal temos uma relação amorosa de Johanson e Cruz e Javier Bardem elevado ao posto de novo galã. O filme estréia nos EUA apenas em setembro e o Brasil ainda não tem data, então o que nos resta por enquanto é acreditar no que diz a crítica vinda da França. Ninguém duvida de que o diretor de “Hannah e suas Irmãs” e “Manhattan” é um dos gênios do cinema e sempre referência quando se fala em filmes. Nem mesmo ele deve duvidar de que é o tal. Mas até Woody Allen pode ter altos e baixos (vide o recente “O Sonho de Cassandra“). Pelo menos, enquanto ele estiver filmando, nós vamos estar aqui esperando. Só nos resta esperar pra conferir as aventuras espanholas do diretor.

Trailer do filme abaixo:

NÃO Vale a Pena Ver de Novo

Publicado em: 15-05-2008 @ 3:29 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Sabe quando você está na boa navegando no portal do Cinema com Rapadura e de repente se depara com matérias do tipo: “Fulano de tal cotado para seqüência do filme tal?“. Pois bem, essa semana saiu a dita manchete se referindo à continuação de “Mergulho Radical”. Tipo, na época eu realmente fiquei incrivelmente deslumbrado só com o pôster (Jessica Alba de biquíni, alguém lembra?). Porém, na minha cabeça só se passam bombas sendo ditas do filme e coisas afins. Enfim, Jessica Alba é um motivo legal pra ir ao cinema, mas não é realmente o bastante.

Então, porque raios se fazem sequências de filme que realmente não valem a pena? Quando você consegue se desvincular da porcaria que foi o primeiro, eis que me surgem com o segundo, e às vezes com o terceiro.

Dentre essas pérolas que realmente não deveriam ter existido, posso citar “Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta“, comentado brilhantemente (?!) no RapaduraCast dessa semana. Roteiro fraco, atuações fracas, piadas fracas. E aí vão se seguindo “O Dono da Festa 2“, “Todo Mundo em Pânico 2” (com raras exceções de piadas nas continuações 3 e 4), “Olhos Famintos 2“, “Garfield 2“, “Vovó…Zona 2“… e uma série de filmes que são acompanhados por um numeral. Isso quando não se inventam prequels absurdas. Depois de “Batman Begins“, parece que todo mundo gostaria de ter um begin: “Hannibal - O Início“, “Ripley - No Limite“… E desculpe-me fazê-los lembrar das descendências de certos personagens como “O Filho do Máskara” e “O Filho de Chuck“.

Não sou contra sequências, por favor não me exorcizem, muito pelo contrário. Shrek 2, por exemplo, é a supremacia quando se fala em animação, e o que não dizer de outros que superaram o filme original (“Homem-Aranha 2″; “X-Men 2″; ”Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”). Mas há filmes que não deveriam nem ter ido a primeira vez, quanto mais a segunda. Mais uma mostra de que o poder capitalista de Hollywood extrapola muito às vezes. Alguém lembra de outros aí que não mereciam uma continuação? Isso é o que não falta. Mais criatividade, Dr. Hollywood! Os fãs de cinema agradecem. E assim não veremos mais a volta dos que deveriam ter ido pra sempre.

Oliver Stone volta à Casa Branca

Publicado em: 13-05-2008 @ 9:53 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Estamos à beira das eleições para a presidência dos Estados Unidos. E eis que um dos mais “políticos” dos diretores entra na disputa presidencial de uma maneira não muito, digamos, usual. O próximo projeto o diretor Oliver Stone, como todos já devem saber, é o filme “W”, cinebiografia do presidente George W. Bush. O curioso é que Bush ainda nem largou a cadeira do Salão Oval. Como foi anunciado essa semana pelo CCR, Stone pretende lançar o filme antes das eleições, que ocorrem em outubro. Estaria esse filme de alguma forma conectado ao intelecto do americano comum, a ponto de decidir uma eleição, ou influenciá-la?

Falar de presidentes norte-americanos parace ter virado a especialidade de Oliver Stone, que dirigiu os filmes “JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar” (1991) e “Nixon” (1995). Ele também já produziu outros filmes que remetem aos bastidores dos Estados Unidos. Desde “Platoon“, passando por “Nascido em 4 de Julho” e “Wall Street - Poder e Cobiça“, até chegar ao seu filme mais recente “As Torres Gêmeas“, que de tão recente, chegou a assustar a algumas pessoas na época. E entre algumas das questões levantadas quando do lançamento de “As Torres Gêmeas” (2006) estava a seguinte: será que é a hora certa de se fazer um filme sobre o assunto? Não está muito recente pra remexer em certas feridas? Certamente que um atentado terrorista que mobilizou o mundo criou toda essa comoção, mas o próprio cinema tratou de desmistificar o assunto. No mesmo ano de 2006, Paul Greengrass levou às telas o brilhante “Vôo United 93“, contando o lado dos passageiros do fatídico vôo. E em se tratando de Bush, aconteceria o mesmo? Quantas pessoas já foram aos cinemas prestigiar Michael Moore, tanto em “Fahrenheit 11/9” quanto em “Sicko - S.O.S. Saúde“?

Talvez o momento certo de se lançar a cinebiografia de Bush seja daqui a alguns anos, mostrando o saldo total do seu governo. Mas com certeza não haveria um momento tão oportuno para a indústria do cinema, e para o próprio Oliver Stone, que tem em suas mãos um saco de limões prestes a virar a limonada mais procurada no tempo de calor. Sem falar que ver um dos nomes mais destacados dos últimos anos, Josh Brolin, como o próprio W vai ser muito legal. Muitos atores dizem que é difícil viver um personagem contemporâneo, vide “A Rainha“. Mas esse é um outro assunto… George W. Bush é um dos ícones mais influentes do mundo, isso é fato. Resta saber se esse título é legítimo ou o que segura isso é o posto de presidente. Vamos esperar pra ver o que Oliver Stone vai responder. Como ele disse numa declaração sua, “não sabemos muito sobre o Sr. Bush além das imagens controladas que somos autorizados a ver pela TV”, por isso “este filme é uma tremenda tentativa de ver além dessa cortina”.

Por onde andam os Clássicos?

Publicado em: 13-05-2008 @ 2:58 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Falando sério, qual foi a última vez que você ouviu algúem dizer que assistiu a um filme do estilo “…E o vento Levou” e “Cantando na Chuva“? Claro, que uma coisa é ouvirmos isso de pessoas que realmente curtem cinema e outra é ouvir isso da mãe da namorada, por exemplo. O fato é que filmes clássicos de outrora não são tão bem aprecidados pela população em geral,e talvez por isso não ganhem o devido reconhecimento. Mas e quem realmente se interessa pelo assunto, onde buscar os filmes antigos que tanto ouvimos falar? TV aberta? Como já foi comentado aqui é realmente improvável. Se o filme for preto-e-branco então, pode esperar sentado. Aproveite e durma um pouco, porque, se realmente passar, será de madrugada. Canais cult de TV a cabo, cineclubes, mostras especiais e festivais? Todos grandes alternativas, mas até agora o que tem se mostrado mais eficiente nesse sentido é o mercado de DVD, que nem sempre é muito acessível por conta dos preços.

Clássicos que são da maior importância para a indústria cinematográfica (como “Cidadão Kane“, o melhor de todos os tempos segundo todas as listas dos melhores de todos os tempos), fazem a gente se sentir com aquela nostalgia e curiosidade em saber como eram as produções nos áureos tempos do cinema. Ou não precisamos nem ir tãaao longe, é so pensar em “O Poderoso Chefão“, “Um Estranho no Ninho” e “Bonequinha de Luxo“, pra citar alguns exemplos. São filmes que demonstram um glamour único de uma época que parece esquecida por Hollywood, e de vez em quando vemos pipocando nas edições de colecionador nos DVD’s. A verdade é que os grandes tempos do cinema antigo inspiram as produções ainda nos dias de hoje, e se não fossem experimentações feitas na época, talvez hoje não teríamos grande parte das inovações tecnológicas.

E estão se formando novos clássicos do cinema, como as trilogias “Matrix” e “O Senhor dos Anéis“. E quais serão os clássicos do futuro? “Onde os Fracos Não Tem Vez“? “Os Infiltrados“? “Pequena Miss Sunshine“? Candidatos não faltam para ocupar essas posições de destaque no Hall da Fama dos filmes. O porém é saber se as produções antigas vão sobreviver ao tempo, se é que não serão feitas refilmagens delas (se bem que deve ser senso comum não mexer em obras imaculadas, como “O Mágico de Oz” e “Casablanca“, por exemplo). Aguardemos o futuro, mas lembremos o passado, e com coroas de louros aos eternos clássicos.

Preparem os bolsos: Começa a temporada dos Blockbusters!

Publicado em: 08-05-2008 @ 3:27 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Finalmente é maio e todo bom cinéfilo já sabe que essa época do ano é a melhor temporada dos filmes: o chamado “verão americano”, período onde quase todo mundo está de férias da escola nos EUA e as distribuidoras, que não são nada bobas, aproveitam para lançar os maiores blockbusters do ano. No Brasil o calendário é diferente, o que não impede a estréia simultânea dos melhores filmes por aqui também. Então, desenterre o seu porquinho das profundezas do seu armário e comece a juntar os trocados, porque estamos diante de uma das melhores temporadas de blockbusters em muitos anos. Todos disputando uns contra os outros a nossa atenção.

E a largada já foi dada dia 30 de abril com a estréia avassaladora ao redor do globo de “Homem de Ferro” - US$ 100 milhões só nos EUA na semana de estréia. E por falar em largada, “Speed Racer” é o próximo da lista, e os Wachovski prometem esquentar as pistas dessa disputa. E vem mais por aí : a seqüência de “As Crônicas de Nárnia” e “Indiana Jones“; a adaptação para a telona das séries “Agente 86” e “Sex and the City“; mais super-heróis com “O Incrível Hulk” e “Batman - O Cavaleiro das Trevas” (o mais aguardado de todos, na minha opinião) e um herói ao contrário com “Hancock“; filmes de animação com “Kung Fu Panda” e “Wall-E“; comédias românticas (”Jogo de Amor em Las Vegas” / “O Melhor Amigo da Noiva“), comédias não tão românticas (”O Guru do Amor“), terror (”As Ruínas“), suspense (”Fim dos Tempos“); e fechando a temporada, a terceira parte da série ” A Múmia“.

E isso foi só uma pequena amostra. Com um filme novo estreando a cada fim de semana, e gosto pra todos os públicos, está na hora de começar a se organizar e ver se dá tempo de enfrentar essa maratona toda. Ou seja, simplesmente uma das mais imperdíveis temporadas de filmes, e isso porque não tem Shrek[bb], Homem-Aranha[bb] ou Harry Potter[bb]. E qual o filme que você mais espera nesse “verão”? Qual o que você não aguenta mais esperar? E qual você deve passar longe? Enfim, aproveite, porque sabe Deus se a qualquer momento Hollywood afunda numa crise de criatividade de novo e temos que nos contentar com Elektra[bb] e Mulher-Gato[bb]

RIOFAN 2008 - O Mais Bizarro nas Telas do Cinema

Publicado em: 08-05-2008 @ 2:41 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Pegando uma certa carona na matéria do Ismael (bem-vindo ao time!), imagine o que é passar a noite no meio de zumbis, vampiros, monstros e cia. em pleno Rio de Janeiro. O que se passa nas águas escuras da Baía de Guanabara? O que se esconde nas matas atrás do Cristo Redentor? Nos pântanos e mangues da Barra da Tijuca, pode surgir algum ser monstruoso? É com essas perguntas a serem respondidas, provocando espanto e curiosidade, que está sendo realizado o 1° Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro - o RIOFAN.

O festival tem o objetivo de integrar o mundo underground a população que assiste esse tipo de produção apenas em filmes elitizados, como “Alien[bb]” ou “Jogos Mortais[bb]“, por exemplo. Sangue, seres estranhos, temas bizarros. Imagine o que é assistir a uma sessão de “Diário dos Mortos“(!!!!!), do mestre do terror George A. Romero[bb], às 21h ao lado de pessoas de todos os tipos, entre góticos, emos, e cultuadores das bizarrices!! Uma experiência pra vida inteira. Afinal, a proposta do festival é mostrar a crueza da bizarrice e da subversão que todos nós (todos!) sempre esperamos ver na tela grande. O grande homenageado do festival é o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Na mostra estão os clássicos do cinema trash de Mojica como “À Meia-Noite Levarei Tua Alma” e “Essa Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (que eu compareci com entusiasmo e pânico, diante da platéia).

Dentre os outros filmes sendo exibidos estão “The Zombie Diaries” dos ingleses Kevin Gates e Michael Bartlett, e “Estrada para o Inferno“, onde zumbis invadem o Paquistão, além de curtas e documentários como o incisivo “Fizemos o Impossível: A história dos fãs de Firefly e Serenity“(!?). Sem dúvida prova de que o Rio de Janeiro também pode ser palco do inusitado, controverso e bizarro. Afinal, tudo é cinema, trash ou não. Lembrando além de tudo isso serão exibidos clássicos como “SCANNERS - Sua Mente Pode Destruir“, de David Cronemberg, “Um Cão Andaluz”, de Luis Buñuel[bb] e a primeira versão de “King Kong[bb]“!

Com tudo isso rolando, alguém com gostinho de sangue na boca? Que fechem os olhos quem não agüentar… A mostra rola aqui no Rio de Janeiro até o dia 11 de maio.

2001 versus 2008: 40 anos de uma Odisséia no Espaço

Publicado em: 30-04-2008 @ 1:30 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Há 40 anos, estreava nos cinemas brasileiros aquele que viria a se tornar a referência máxima da ficção científica daí pra frente. Stanley Kubrick levou quatro anos e gastou mais de US$ 12 milhões para produzir a obra em parceria com o roteirista Arthur C. Clarke, autor também da obra original. Ícone do cinema, “2001: Uma Odisséia no Espaço” recebeu tanto críticas quanto elogios na época de seu lançamento. Alguns jornais na época como o New York Times o caracterizaram como “incrivelmente chato” e “inconclusivo“. Outros como o Washington Post e a revista Time, aplaudiram o filme e declararam ser “um épico brilhantemente dirigido” e “o filme mais extraordinário do mundo”.

A história é conhecida: acompanhamos a evolução do homem, ainda pré-histórico, enfrentando conflitos e outras situações. É nessa parte que a já consagrada cena em que os seres primatas encontram o monolito negro e passam a contemplá-lo é exibida. Alguns minutos de expectativa e eis que um desses seres pré-históricos joga um osso no ar, depois de uma vitória e eis que ele se transforma na nave Discovery, já no século XXI. É quando passamos a acompanhar a aventura de dois astronautas numa missão rumo às luas de Júpiter e um supercomputador - o famigerado Hal 9000, que fala e pensa sozinho - que está disposto a ir até as últimas conseqüências para fazer a missão chegar ao seu destino final.

Com poucos diálogos, e uma trilha sonora que marcou a história do cinema,”2001″ virou referência para vários filmes como “Star Wars”, “Alien - O Oitavo Passageiro” e quase toda a ficção científica de 1968 em diante. Sem falar dos efeitos especiais, moderníssimos para a época, que merecidamente ganharam o Oscar. Reza a lenda de que ninguém nunca compreendeu exatamente o que Kubrick e Clarke pretendiam. “Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”, anunciou Clarke no lançamento do filme. Mas o que não se pode negar é a importância de “2001″ para o cinema. Mas sinceramente falando, tanto como obra filosófica quanto odisséia espacial, o filme é uma produção grandiosa que merece o respeito e a admiração que lhe são dispensados.

Guillermo Del Toro confirmado em “O Hobbit”. E agora?

Publicado em: 29-04-2008 @ 1:16 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Depois de muito discutir, rebater e especular, foi finalmente confirmada a direção de Guillermo Del Toro para “O Hobbit“. Na verdade, Del Toro já era o nome definitivo há tempos, mas por razões que apenas os deuses do cinema devem conhecer, só agora foi confirmado. Enfim, diretor acertado, Peter Jackson no trono da produção, vamos ao trabalho, certo? Nem tanto. Agora é realmente a hora em que se começam os trabalhos da produção, e isso Del Toro já sabe. O que virá pela frente para o diretor mexicano? A fúria dos fãs xiitas dos trabalhos de Peter Jackson e J.R.R.Tolkien, com certeza, mas nem tudo deve ser o inferno nessa parceria. Eu disse nem tudo.

Fã confesso da obra de Tolkien desde que tinha 11 anos, Guillermo Del Toro já vem com a bagagem de alguns filmes que inclui um universo fantasioso. “Hellboy”, chegou meio despretensioso, mas conseguiu agradar o público em geral (claro, que agradou mais com a versão do diretor, lançada em DVD pouco depois), tanto que a continuação chega esse ano ainda com “O Exército Dourado“. Mas a marca na carreira do diretor com certeza vem com “O Labirinto do Fauno“, oscarizado e definitivo para a escolha de Del Toro para “O Hobbit”. O próprio Peter Jackson disse que adorou o filme. Então, competência e conhecimento Del Toro tem, ainda mais com o feeling para o terror que ele mesmo disse ser sua praia favorita.

Quanto ao roteiro em si do filme, é o que se especula mais do que a própria cadeira de direção. E isso é que pode ou não gerar as pedras da discórdia entre fãs, produção e estúdio. “O Hobbit” deve ser filmando em duas partes, a primeira mais fiel ao livro. A segunda é que alarma os fãs, já que deve ser feita uma incursão aos fatos que acontecem entre “O Hobbit” e “A Sociedade do Anel”. Será que deve mesmo ter Frodo de volta? Os eventos que acontecerão vieram bem antes do nascimento do pequeno bolseiro e sua participação precisaria ser muuuuito bem amarrada para não parecer uma vidência meio doida. Já outros personagens têm retorno certo nos filmes como Gandalf, o cinzento (Ian McKellen, mais que certo), Bilbo Baggins e a criatura Gollum (Andy Serkis, ora, quem mais?).

No mais, os efeitos serão da Weta (empresa de Peter Jackson) e as filmagens na querida Nova Zelândia, que já fez o coração do diretor mexicano suspirar de paixão. Se tudo der certo, “O Hobbit” sai em 2010/2011. Muito burburinho e blábláblá, mas bem natural pra esse que já desponta como um provável recorde de bilheteria não visto nem com “Titanic”. Quem deve retornar? Que histórias seriam contadas nos dois filmes? Peter Jackson e a New Line vão parar de brigar? São questões que só o tempo da Terra-Média devem responder.

SAIBA MAIS
- O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel
- O Senhor dos Anéis - As Duas Torres
- O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei

RAPADURACASTS
- 34 - Tolkien, A Sociedade do Anel e As Duas Torres
- 35 - O Retorno do Rei
- 48 - O Hobbit, Silmarillion e Contos Inacabados

O Tenebroso Mundo da TV Aberta

Publicado em: 28-04-2008 @ 10:53 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

TV AbertaOlá. Essa é a minha primeira colaboração para o Rapadura Blog e estou simplesmente extasiado (e nervoso) por poder participar. Deixa eu me apresentar, eu sou o Marcos Nascimento, do Rio de Janeiro, e estou cursando a faculdade de Jornalismo. Espero que os textos aqui possam gerar discussões e interações entre o mundo dos rapaduras. Então, feitas as apresentações, mãos à obra. Pra começar eu pensei em poder levantar a seguinte situação: o descaso que os canais abertos de televisão dispensam às grandes produções.

A TV aberta faz parte da realidade, senão da totalidade, da maioria dos brasileiros. Hoje, o único acesso que muitos possuem a bons filmes é através dos canais abertos. É claro que o cinéfilo convicto, ou os amantes do cinema em geral, vão procurar outras fontes pra assisti-los, como as próprias salas de exibição, os DVDs ou até mesmo a TV a cabo. Mesmo assim, há aqueles que amam o cinema da mesma maneira e não tem o mesmo acesso a esses recursos. E então, esperam ansiosamente pela programação de filmes das emissoras e essas não dão o devido valor às produções.

Resultado disso: para assistir a bons filmes, ou esperamos a boa vontade dos canais de exibi-los ou temos que acordar de madrugada para poder ver o cinema na telinha. Vários filmes vão para essa faixa de horário, como por exemplo, “Confissões de Uma Mente Perigosa” e “As Horas”. Vi uma discussão na internet uma vez de pessoas que lamentaram muito que o filme só tenha passado na madrugada de domingo. É uma pena que esse não seja um caso isolado. Enquanto isso, num horário em que muitos esperam um bom filme, como domingo, segunda e sexta à noite, passam produções pobres que fazem você querer ir dormir logo para que o dia acabe. Com certeza muitos já passaram por essas situações.

Sei que nem toda a população brasileira vai querer assistir a filmes do calibre de “As Horas”. Esse talvez seja um erro irreparável que a própria televisão ajudou a construir, algo enraizado na cultura brasileira que se acostumou a assistir apenas Xuxa, Didi e Steven Seagal. Fica aí a discussão, já que essa não é uma indignação única. E quem sabe não é hora de mudar essas diretrizes e fazer com que percebam a grandiosidade da Sétima Arte. Talvez seja pedir muito. Mas se eu pudesse chegar ao fim de semana à noite e não ter que assistir a “Esqueceram de Mim” mais uma vez seria ótimo.

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