Animação não é somente um gênero para começo desta conversa. Mas sim o adjetivo que podemos euforicamente usar diante do trailer de WALL-E, nova obra realizada pela Pixar.
Assistimos ao querido robô passando seu tempo em um ferro velho, e se “estranhando” com alguns objetos. Seja com um extintor de incêndio ou com um sutiã. Então que de repente uma explosão acontece… e uma nave pousa por cima de toda tranqueira acumulada no recinto. Logo a mesma nave dispara para o espaço levando WALL-E…
Incrível como uma animação pode soar tão live action. Diante deste pedaço de filme, podemos acreditar que WALL-E é uma ficção científica assinada, ironicamente, por Steven Spielberg e estrelada por um robô criado a mão e não um computador. Fico perplexo diante da técnica do estúdio Pixar. Pelos responsáveis por tamanha eficácia em criar uma realidade num mundo de animação, fácil de cair nas graças da pobreza criativa.
Temos como prova a Dreamworks que está capenga e tenta criar algo, mas não consegue. Tem em seu currículo apenas “Shrek” como personagem, de resto, seus filmes são carentes de vida, melhor: de real magia. “Ratatouille” ganhará o Oscar de melhor animado, e eu se fosse votante da Academia, deixaria meu voto como indicado a melhor filme do ano. Aqueles ratos na cozinha são tão reais quantos os sapos na chuva de “Magnólia”.
WALL-E não só anima quem assiste ao que por agora nos faz lembrar do querido “Short Circuit – O Incrível Robô”, um clássico dos anos 80. Em tempos de insossos filmes com temática robótica, esta animação vem pra dar uma geral e deixar todos outros estúdios pensando:
- Temos que nos mexer! Logo!
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA E BRASIL: 27 de Junho de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui!
Quem não gosta de surpresas? Hoje meu sorriso rasgou a boca. Quando se anuncia uma volta, pensamos: “Que necessidade há nisso?“. Imaginamos inúmeros fantasmas. Porém, diante do objeto do desejo, nosso coração entrega que era preciso, demais necessário haver retorno.
Os caracteres deixam-nos ainda apreensivos. Mas quando enxergamos um chapéu muito familiar ao chão, e uma sombra na porta de um jipe…
- Indy voltou!!!
Como diz nosso grande Juras: “Exatamenteeee!”. Harrison Ford não perdeu sua forma ao vestir o personagem do mais querido professor de arqueologia do planeta. E quando a clássica marcha composta por John Williams toma conta, a criança dentro de nós grita, nossas pernas tremem, nossa boca saliva. É como estar diante de um grande amor.
Não temos motivos para duvidar de mais nada. Shia Labeouf como filho de Indiana Jones está perfeito. Cate Blanchett como vilã, já é digna de palmas. Steven Spielberg é o mestre, George Lucas um rei.
INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL é os anos 80, hoje. É o melhor do cinemão norte-americano que poderemos enxergar daqui poucos meses. Bravo.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA E BRASIL: 22 de Maio de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui!
Keanu Reeves é um mito-sexy-symbol. Isso é um fato indiscutível entre as mulheres. Agora, como ator, Reeves deixou bem claro: sou fraco. Fraquinho. Claro que não deixo o ator ficar sabendo desse meu depoimento, sem antes dizer: adorei “Caçadores de Emoção” e achei bacana “Velocidade Máxima”.
Nada melhor que um filme partindo da mesa base (ação total) para fazer de Keanu um sexy-symbol-mito, ator novamente. E não se engane. Você está certo. Digo se quando clicou no trailer aí de cara sentiu:
- Mas isso parece com “Dia de Treinamento”!
Bingo. O mesmo roteirista e co-produtor. Sacou? Pois é. STREET KINGS fala do mesmo assunto que qualquer filme sobre gangues vs. polícia fala, e que aqui não preciso repetir. Mas temos uma surpresa: bons atores ao lado de Keanu. Uma força que não dá para deixar de lado. Forest Whitaker e Hugh Laurie. Sim, Dr. House também entra na briga, ao lado do sexy-symbol e do vencedor do Oscar 2007.
Então, o diretor deste longa escreveu e co-produziu “Dia de Treinamento”. Junto no roteiro deste, temos James Elroy. Para quem não lembra, James assina “O Nome do Jogo” e “Jackie Brown”. Precisamos mais?
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10 ESTRÉIA NOS EUA: 11 de Abril de 2008
Indiano que cresceu no subúrbio da Filadélfia. Alguém sabe de quem estou falando? M. Night Shyamalan. Sim, o diretor que tem ‘noite’ no nome, “O Sexto Sentido” no currículo e uma nova produção com trailer pronto: FIM DOS TEMPOS (The Happening, 2008).
Dia comum. Pessoas trabalhando, crianças nas escolas e tráfego no trânsito. Duas amigas em um banco de praça, uma delas pega seu prendedor de cabelo e… comete suicídio? É isso? Não sabemos, mas o que acontece são sucessivas mortes, que aparentemente são cometidas pelos donos das próprias. Do alto de um prédio em construção, trabalhadores despencam em grupo.
Corre-corre, o diretor da escola reúne os alunos, pais, professores e avisa:
- Temos aqui um acontecimento!
Mas o que significa isso? O que está acontecendo? Ninguém no trailer parece saber. Nem Mark Wahlberg, nem John Leguizamo. Muito menos nós que assistimos a pouco menos de dois minutos destes ‘acontecimentos’. Uma crise na mãe natureza? Nosso fim?
O trabalho de M. Night é esse. Deixar a paranóia em nossas mentes, com seus trailers bem editados, muito bem sacados. Assim foi com “Sinais”, “A Vila” e “A Dama da Água”. Agora é esperar que o resultado não seja mais um episódio de “Além da Imaginação”, mas sim um filme, para cinema, sem muita explicação. Como sempre é “O ACONTECIMENTO“. Aquele que a gente não entende, mas fica guardado para sempre.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 7/10 ESTRÉIA NOS EUA e BRASIL: 13 de Junho de 2008
Tem muita gente que não quer gastar seu rico dinheiro assistindo a documentário no cinema. Acham que isso tem de graça na TV. O engraçado é que, nem de graça, em casa na TV, assistem.
Pecadores, agora vocês tem Michael Moore e Morgan Spurlock como belas e sinceras desculpas para se confessar com seu padre predileto. E se vocês forem à igreja nos próximos dias, antes assistam ao trailer do novo documentário de Morgan: WHERE IN THE WORLD IS OSAMA BIN LADEN?.
Em “A Dieta do Palhaço“, Morgan percorria os Estados Unidos para mostrar as conseqüências de uma dieta à base de McDonald’s. Em WHERE IN THE WORLD IS OSAMA BIN LADEN?, o diretor-protagonista sai dos EUA para documentar com humor uma busca ao homem mais procurado do mundo. O trailer já começa parodiando “A Lenda do Tesouro Perdido”, culminando no rosto de Osama, como sendo o maior dos tesouros. Então assistimos cenas hilárias como Morgan chamando por Osama como se estivesse diante ao portão da casa de sua tia ou recebendo treinamento anti-granadas.
Vale a pena pagar para assistir documentários no cinema? Qual pena que se paga assistindo documentários no cinema? Esse já é um bom tema.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 9/10 ESTRÉIA NOS EUA: 21 de Janeiro de 2008
Felicidade, prazer, perdão e amor. Estes 4 cantos emocionais são a base do filme THE AIR I BREATH. Estes mesmos cantos são partes de um provérbio chinês que diz que o que pode quebrar com nossa vida, é tirar qualquer um deles do lugar.
Somos todos estranhos. Vivemos todos no medo. Algumas vezes, as coisas que não podemos mudar, acabam mudando a gente. Essas três frases anteriores fazem parte do principal fio condutor do AR QUE RESPIRAMOS (título traduzido por mim, literalmente). O ar que respiramos no trailer? Um homem de negócios (Forest Whitaker), um gângster (Brendan Fraser), uma por star (Sarah Michelle Gellar), um chefão do crime (Andy Garcia), um doutor (Kevin Bacon), seu amor (Julie Delpy) e Emile Hirsch.
- De onde vem essa mudança e como a reconhecemos quando acontece?
Whitaker diz isso ao fim do trailer. Nós ouvimos?
Todos esses personagens vão passar por situações de mudança. Todos nós passamos por estas situações. Reconhecemos quando elas acontecem? Quase sempre entramos em outras situações, não entendo o processo do “confio”, do “consigo”. Do “eu sinto”. Cada um é dono da sua própria vida. O caminho que escolhemos, podemos mudar? Eles nos mudam. Nós conseguimos notar?
Hoje eu vejo coisas em uma nova luz.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10 ESTRÉIA NOS EUA: 25 de Janeiro de 2008
AVISO: Esse teaser é desculpa para o texto que aqui escrevo. É desculpa para falar de J.J. Abrams e David Lindelof. Então vamos lá: J.J. é o monstro de “Cloverfield”. É o monstro da ilha de Lost. David Lindelof é seu comparsa. Juntos, esses dois aí acabam de construir uma nova ENTERPRISE!! É por isso que como bem diz no teaser: - ESPAÇO, A FRONTEIRA FINAL!
Final? Creio que J.J. e David vão além, para onde nenhum homem (leia-se produtor) foi. E isso não acontecerá somente em dezembro quando estréia o novo (literalmente) JORNADA NAS ESTRELAS (Star Trek XI, 2009). Antes disso, tem “Cloverfield” pelo mundo. Tem Lost inaugurando sua quarta temporada pelas televisões e computadores do planeta terra. Então, o ano será destes dois? Possivelmente.
Mas também será o ano de John Cho, Ben Cross, Bruce Greenwood, Simon Pegg, Chris Pine, Zachary QUinto, Winona Ryder, Zoë Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, Eric Bana e Leonard Nimoy. Estes todos citados acima, são os tripulantes deste JORNADA NAS ESTRELAS produzido especialmente para novos olhares. Novos paladares. Mas pelo que conhecemos de J.J. e David, o prato servido é sempre refeição sem reclamação.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 8 de Maio de 2009 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui
Assistir a um grande filme de um grande super-herói no cinema é indescritível. Agora, na minha opinião, sentar na sala escura e passar duas horas diante de cenas que acontecem no dia-a-dia, mas que evitamos saber, ou melhor, que fingimos não existir, é uma dádiva. Isso acontece com poucos filmes que tem nas salas uma chance de exibição.
DOWNLOADING NANCY, que tem sua estréia no festival de Sundance, é um destes filmes. Talvez ainda é cedo para dizer se ele vai ter sua história nos cinemas do Brasil. Mas é agora mesmo que devo dizer: é um filme necessário. Sem super-heróis, mas com gente real. Atores que mesmo atuando, falam tudo o que acontece, no seu bairro, na parede ao lado da sua. Que acontece comigo e contigo.
Temos no trailer Maria Bello (“Show Bar”), que deixa seu marido para conhecer Jason Patrick (“Velocidade Máxima 2”). Ao que parece, esse encontro foi arranjado via Internet. Mas isso não importa, pois o “Downloading” no nome, não refere-se a chats ou e-mails, mas ao arquivo chamado Nancy (e isso significa pessoas). Ela se encontra com Jason e pede: “Você pode me beijar delicadamente?”
Logo temos Maria na cama com Jason, recebendo um tratamento nada delicado. Usam de ferramentas no sexo, como ratoeiras e cacos de vidro. Uma agressão que ela mesma procura e induz. Que ela pede. Assistimos também ela tentando cortar seus próprios pulsos. Seguimos os olhos em Rufus Sewell (“Cidade das Sombras”), que é o marido de Maria. Ele está desesperado atrás dela. Maria não só foi a um encontro, ela o deixou. E por quê?
Acompanhamos um diálogo de Maria com (ao que parece) Amy Brenneman (“88 Minutos”), sua terapeuta:
- Você entende que relacionamento, não significa machucar aquele a quem você ama, não é mesmo?
Amy fala de um “machucar físico”. Maria está usando do seu corpo para se machucar, talvez com o objetivo de entender a dor do amor na pele. Então que Jason bate na porta de Rufus. E se apresenta para levar porrada. Mas não soco ou pontapé. Ele quer ser torturado, assim como faz com Maria. No trailer ele diz a Rufus:
- Você deve estar pensando em como poderia ter feito diferente, não é mesmo? Essa mulher está querendo se machucar tão profundamente por sua causa!
Rufus, o marido, não admite ouvir essas palavras. Jason já está com sua boca sangrando e amarrado. Ao que parece, seu objetivo foi atendido. Está na mira para ser torturado. E agradece por isso. Rufus não acredita quando ouve tal agradecimento.
E é isso. O trailer acaba, entendendo eu, assim:
O amor é manifestado de muitas formas. Com socos e chutes. Masoquismo seria o querer se relacionar? Pode ser. Desde que passamos de colo para colo quando pequeno, procuramos outros, quando agora, adultos somos. E nosso choro não basta pra receber um peito em contato ao nosso. Tentamos de tudo. Conversas já não adiantam mais. A velocidade que chegam as informações hoje, nos faz sentir como arquivos, prontos para serem baixados. E baixamos. Vamos de encontro a humilhação, para entender nossos sentimentos. Aliás, para sentir, sem querer entender.
DOWNLOADING NANCY é um filme. Mas é real. Nossa vida é todo dia filme. Não filmamos a nada que não casamentos e festas de aniversário. Mas se filmada, nossas vidas, todo dia assistidas, teriam outro sentido. Seria uma forma de tortura? Talvez sim. Talvez não. Mas é certo que não nos assistimos. E é essa a maravilha do cinema, de podermos nos identificar, com um retrato real, mesmo que subentendido como ficção.
Nossa vida é cinema. E por mais que desejamos passear no parque, é no movimento do corpo, seja ele qual for, que sentimos a força que possuímos. E isso é sempre amor. De uma vez por todas temos que entender que não existe destruição. Tudo o que fazemos é para encontrarmos amor. Talvez seja difícil de compreender, assistindo cacos de vidro sendo usados como ponte para tal tarefa. Mas é isso. O sangue escorrido não designa morte. É sangue, o mesmo que trafega por volta do nosso coração.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 21 de Janeiro de 2008 (Sundance Film Festival)
Estamos indo para Nova York. Sim, caros leitores (do portal e blog) e ouvintes (do podcast). Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph) e Eu (Maurício Saldanha) estamos partindo para terra do Tio Sam. Como pode ser visto no vídeo acima, eu já estou com a mochila pronta para a grande cobertura de um mega evento que irá acontecer na próxima sexta (18/01).
Provavelmente conseguiremos mandar novidades de lá para o RapaduraCast dessa semama ainda, que por sinal, terá um convidado muito especial. No final do programa mandaremos as informações sobre o que vamos cobrir, praticamento ao vivo, lá dos Estados Unidos.
Pai nosso que estais no céu, santificado seja… CLOVERFIELD!? É isso mesmo? Tudo isso mesmo? Eu acredito em CLOVERFIELD como acredito em Jesus, Maria, José, em Maomé…na Arca de Noé! Eu acredito nesse filme como acredito na fé de John Locke na ilha de LOST. Mas agora, vejam o que sortudos pensam, sejam eles comprados ou não. Ao que parece eles - os jornalistas - assistiram em cabines ao filme, e tão dizendo coisas por aí que eu antes de assistir digo, que pensei nas mesmas palavras para berrar quando deixar da sessão de CLOVERFIELD… e estou sendo honesto: não me pagaram nada para concordar com as palavras de baixo. Aliás, como eu disse, nem vi o filme! Estou doido então? Não, como eu falei: eu acredito!
“CLOVERFIELD é de uma arrojada reinvenção, como nada visto antes”;
“Esse filme é f*** de tão brilhante. É exatamente aquilo que nós acreditávamos que seria. De uma perspectiva tão intima, em uma escala tão grande de desastre humano que vai além dos níveis da compreensão humana”;
“Imaginem O RESGATE DO SOLDADO RYAN, mas ao invés de nazistas, um monstro gigante!”;
“Personagens morrem. A merda vai tão longe que acaba terrivelmente… terrivelmente mal! - e funciona!!!”;
“Não tem trilha, não tem regras, sentimos que não há roteiro e tampouco um filme. Sentimos que realmente essas cenas todas foram encontradas, mas ao mesmo tempo, é tão poderoso que não acreditamos que seja possível, um filme nunca teve uma história tão fantástica, ou de um acontecimento desse tamanho. Esse filme é um registro lendário no gênero. Um verdadeiro marco no cinema”;
““Matt Reeves (diretor do filme) vem com um filme que nem o público de SUNDANCE poderia imaginar. É como um filme independente, mas que você sonha que Spielberg poderia fazê-lo”;”;
“CLOVERFIELD vale o preço da obsessão, vale os meses que agüentamos trocando a mesma idéia com os fãs : O QUE DIABOS ACONTECE NESSE FILME?”.
Este é o blog criado pelo portal Cinema com Rapadura com o intuito de realizar uma maior interação com os seus leitores. São publicadas matérias especiais, podcasts, colunas, textos variados e muitos mais. Tudo sobre o mundo cinematográfico!