
Por que sonhamos com as estrelas? Por que olhamos para cima com fascínio? Por que imagens cósmicas nos deixam deslumbrados? E por que filmes espaciais são simplesmente irresistíveis? Há dez mil anos, quando estávamos deixando de ser só mais um grupo de animais símios e aprendendo pouco a pouco a sermos uma civilização, os sábios daquele tempo já miravam seus olhos para cima esperando dos céus as respostas para todas as perguntas e creditavam ao espaço a responsabilidade por todas as nossas dádivas ou misérias. Milhares de anos depois, todas as civilizações em todos continentes (egípcia, persa, asteca, chinesa, romana, contemporânea e etc.) mantiveram e expuseram essa mesma obsessão pelo espaço através das ciências, das artes e das religiões.
Já nos últimos cem anos a maior invenção artística da humanidade, o cinema, vem produzindo inúmeras obras com o objetivo de divertir, documentar e ensinar a todos nós, leigos em astronomia, o que há espaço afora além de um vácuo negro, silencioso e com pontinhos brancos reluzentes.
Pensemos no tamanho da contribuição já dada pelo cinema, pois quantas pessoas aprenderam termos como: enxames nebulares, quadrantes estelares, constelações, supernovas, asteróides, cometas e planetóides, tudo isso apenas indo ao cinema? Quantos astrofísicos se descobriram homens da ciência depois de uma experiência cinematográfica com o espaço? Quantos poetas e escritores escreveram sobre o infinito apenas por deslumbrarem o cosmos na telona? Quantos amantes selaram suas paixões se inspirando na maravilha das estrelas expostas sob seus olhos? Quantos homens se extasiaram e encheram suas almas de vida após contemplarem uma aurora estelar reluzindo sob os frames de um vídeo espacial?
Uma das razões disso tudo é que além do véu misterioso que encobre as verdades cósmicas está a poesia da vida, o deleite da alma, o refugio do coração, a arte! Sim! A ARTE! A criação, a realidade, o cosmos, a vida… É pura arte! Pura arte Maior! Arte cósmica! Se foi feita por Deus ou pelo acaso não sei, o que sei é que sob a palavra “universo” sussurra o conceito de eternidade, de imensidade, de sincronicidade.
Tudo no espaço é tão denso, tão poético, tão brilhante, tão cheio de vida que a maior manifestação de arte humana, o cinema, não poderia deixar de tentar contribuir para que nossa obsessão milenar pelo espaço continue e se perpetue além das gerações que virão. Nesse intento é verdade que dezenas de filmes espaciais, que prefiro não citar, foram horrorosos e beiraram o ridículo fazendo com que o fantástico e o fabuloso se transformasse em grotesco, em brega, em jeca. Não importa e, haja o que houver, há um grande legado e está em nossas mãos um acervo fantástico de filmes espaciais dignos de serem vistos e revistos com entusiasmo e deslumbre.
Deste acervo de prodígios cinematográficos destaco:
- “Viagem a Lua” (1902)
- “Planeta Proibido” (1956)
- “O Planeta dos Macacos” (1968)
- “2001, Uma Odisséia no Espaço” (1969)
- “Solaris” (1972)
- “Alien, o 8º Passageiro” (1979)
- “Star Wars” e suas trilogias
- “Jornada nas Estrelas 2 - A Ira de Kahn” (1982)
- “Aliens - O Resgate” (1986)
- “Apollo 13” (1995)
- “Tropas Estelares” (1998)
- “Armageddon” (1998)
- “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (2005)
- “Sunshine - Alerta Solar” (2007).
Esqueci algum grande filme espacial, caro leitor rapadura? Comente!
Este texto é um artigo introdutório de um assunto potencialmente vastíssimo e por esperar um debate mínimo, não pretendo me alongar mais, por isso, deixarei para uma próxima reflexão detalhar e colocar cada um desses filmes espaciais em seu devido lugar em termos de importância documental, artística, e de entretenimento de qualidade.
A verdade está lá fora?!

Revendo o convincente documentário “Janela da Alma”, testemunhei uma frase inesquecível que dizia, mais ou menos, assim: “Apesar de enxergar bem sem óculos, eu sentia falta do enquadramento. Acho que a visão é mais seletiva de óculos”. Nesse mesmo instante pausei o vídeo, desliguei o monitor, fechei meus olhos, olhei para dentro e… algo aconteceu. Inspirei profundo e… algo se moveu. Dessa vez encontrei? Será? Sim! Não há mais duvida. Do imenso e profundo mar que é o inconsciente, emergiu um entendimento súbito (insight)!
O que determina o que somos? Que atitudes marcam nossa personalidade? O que você faz, meu amigo leitor rapadura, para que possa dizer a si mesmo se você é bom ou mau, ousado ou tímido, sensível ou frio, tranqüilo ou agitado, prático ou intuitivo, sensato ou lunático? E quanto aos outros? O que fazemos ou deixamos de fazer para que os outros nos taxem e nos digam o que somos de uma forma ou de outra? E o que, raios!, isso tudo tem a ver com filmes afinal? 
