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Videoclipes ou Blockbusters Musicais?

Publicado em: 25-04-2007 @ 1:28 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Raphael Santos

A probabilidade de você ligar a televisão em um canal de música e ver um videoclipe é grande, lógico. E, de vez em quando, um filme. Não um grandioso filme, mas um curta-metragem. Sim, um curta com música, imagem e bastante ação. Os clipes caíram no gosto das bandas, a ponto de bandas pouquíssimas famosas gastarem um bom dinheiro em uma pequena produção, porém bem feita, para se projetarem - conseguem, bastante. A força da projeção, obstante a essas singelas imagens gravadas, é tamanha que muitas dessas bandas simplesmente param aí e algumas vezes a música, venhamos e convenhamos, é péssima.

Como tudo na vida amadurece, sofre modificações, os videoclipes passaram de ser apenas a gravação de uma banda tocando sua trilha – como nos tempos dos The Beatles - para serem verdadeiras curtas-metragens, abordando o tema da música e com história tendo um começo, meio e fim. Não muito explorados, mas passando o que precisa ser passado. Pouco satisfeitos, alguns clipes, têm em suas gravações atores. Certas vezes a banda nem chega a aparecer… e mais, pois podem contar com direções de famosos cineastas das telonas.

Ainda no assunto da maturidade dessas pequenas películas, na década de oitenta podemos ver um grande símbolo do crescimento delas com a criação da MTV, um canal que ampliou o conceito pop, dando rosto e vez para os artistas da música.

Por falar em revolução, um dos artistas que mais tem “dedo” nessa história é Michael Jackson. Ainda com sua cor real e sem seus ataques a pessoas pequenas (pelo menos eu acho) lançou clipes surreais para a época. Verdadeiras estórias, com elenco (mesmo que de dança) e suas atuações.

Logo mais na década de 90, surgiram vários clipes que, muito além de som com boa qualidade (ou nem tanto, em alguns casos) apresentaram idéias diferentes, ousadas e criativas. Alguns, por isso, se tornaram praticamente unanimidades no mundo das músicas ilustradas. Para demonstrar essa evolução, que tal um Top 10?

PS: Você pode assistir aos clipes clicando no Play. Se você está no trabalho e não é autorizado a assistir vídeos do YouTube, deixe para olhar em casa.

10 - Imitation of Life
(REM)

Mesmo na maioria dos curtas a receita financeira sendo muito pouca surgem produções a serem destacadas. “Imitation of Life” é a prova empírica disso. Um clipe genial que prima pela simplicidade, mas reduz total explicação do que se precisa para entender a música em seis minutos. Dizem por aí que o vídeo foi montado em um take de vinte segundos, e a graça toda foi dada ao milagre da edição. Se for ou não verdade, não se sabe, mas que essa música brilhante ganhou um mini-filme à altura, disso não há dúvida.



9 – Do The Evolution
(Pearl Jam)

Para ilustrar o que eu havia falado na introdução sobre pessoas famosas dirigirem videoclipes, vos apresento “Do The Evolution”. O clipe é de Tod McFarlane, criador de Spawn. Nesse ele criou uma animação apocalíptica. Na tela desfilam catástrofes mundiais e a loucura do mundo moderno, tudo ao som da voz grave e fabulosa de Eddie Vedder.



8 - Sabotage
(Beastie Boys)

Ah sim, um enlatado americano. Porque não! O mini filme é uma paródia dos seriados americanos. Ele é dirigido por Spike Jonze (Quero Ser John Malkovich) e mostra a perseguição dos policias de bigode e calças boca de sino. Cá para nós: o clipe foi feito para a música ou a música para o clipe?



7 - Learn To Fly
(Foo Fighters)

A comédia pastelão, da qual muitos riem, mas tem vergonha de dizer que gostou. Isso é reflexo também no clipe de “Learn To Fly”. Tudo bem que vem ano e vai ano Dave Grohl & CIA fazem coisas engraçadas como essa (lembre-se de “Everlong”, “Big me” e “Breakout”), mas no clipe da boa música, eles até zoam com os filmes que envolvem tragédia de avião, tal como fez o brilhante “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu”. Quem também poderia figurar nesse local seria a banda Blink 182, pois é impossível se manter sério frente a três marmanjos rebolando e imitando boy bands (“Backstreet Boys”, por exemplo) no clipe de “All The Small Things”, entre outros.



6 – Estranged
(Guns N’ Roses)

Com muitos erros de continuação, mas digno da posição. Sabe aqueles filmes que você só entende depois de ver algumas vezes. É como em “Estranged”. Por sinal se encaixa muito bem nesse top pelo tamanho da música e, conseqüentemente, do clipe; quase dez minutos. Sem falar que tem sim uma história, toda bem formulada. Ah, o Sr. William Axl Rose não figura só com “Estranged” nas paradas dos tops. Posso muito bem citar mini películas como “Don’t you Cry” ou “November Rain”; esse último não tão pequeno assim.



5 - Fly Away From Here
(Aerosmith)

Pensou que eu esqueceria da boa e velha ficção-científica? De forma alguma poderia deixar esse gênero para trás. O Aerosmith demonstrou muito, mas muitos efeitos especiais nessa obra. Vale a pena conferir. Não tão grandioso “The Kids Aren´t Allright”, da banda Offspring, também apresenta uns efeitos muito bons, mas como não se constitui em uma estória bem formulada, perdeu a posição nas paradas de sucesso desse especial.



4 - Coffee and TV
(Blur)

Sinto informar, mas não estou enganado em dizer para aqueles que assistiram esse clipe curtiram bastante a aventura na cidade da caixinha de leite. Seus passos de dança deixam com certeza o espectador acomodado com a projeção. Nesse caso a música é o de menos.



3 - A Minha Alma
(O Rappa)

Se me fosse desafiado fazer um Top 10 só com clipes brasileiros O Rappa estaria presente mais de uma vez com certeza. Para critério geral fico com “A Minha Alma”, dono de um comovente roteiro. Dirigido por Katia Lund (produção de “Cidade de Deus”), ele serve de fundo para a triste realidade dos morros cariocas. Parece que o passeio da praia não foi a melhor escolha do garoto “Gigante”, infelizmente, mas é a realidade de muitos.



2 - Wake Me Up When September Ends
(Green Day)

O mais recente da lista. Se você vê-lo por acaso virá a pensar que é uma música de trilha sonora de algum filme apenas usando cena do mesmo para propagar o clipe, mas não é. No começo um diálogo muito bom (e como diriam algumas garotas: fofo) entre os protagonistas, depois mostra um relacionamento feliz, mas a história se volta para um cunho dramático. O final? Bom, o final até hoje eu penso como ficou.



1 – Thriller
(Michael Jackson)

Um filme se preza por ter um bom começo, meio e fim – sem falar em alguns “enchimentos de lingüiça”. “Thriller” faz isso, e bem. Uma história referente � música, alguns passinhos legais de dança – afinal, quem não curtia o Michael Jackson e seus passos? –, figurino e um cast.

Michael Jackson merece estar em primeiro nesse top não só por isso, mas também pelo fato de ter marcado época na evolução dos videoclipes até chegarem a ser o que são hoje. Sem falar também que, poderia muito bem estar nessa vaga o clipe “Beat it”, do mesmo cantor. Sendo assim, com duas possibilidades de primeiro lugar, Michael Jackson marca esse top como o rei dos videoclipes.



A combinação perfeita de uma boa música, imagens bem postadas e nem tanta verba assim, pode servir de deleite primoroso para os olhos de qualquer espectador. Seja esse do cinema ou do mundo musical. Está provado, um videoclipe pode sim se constituir em um filme, mesmo sem tantos minutos assim.

Trailer bom = Filme ruim?

Publicado em: 17-04-2007 @ 7:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Já viram como filmes ruins acabam sendo premiados com trailers espetaculares? Concordo que o problema todo é no fato de se criar expectativas em torno de algo. Mas esses fabulosos trailers são passados e repassados antes das grandes produções do cinema que acabam entrando muito em nossa mente. O que faz a expectativa ser gerada em muitas pessoas. Isso é fato! Aconteceu com “Aeon Flux”, “Plano de Vôo”, “Anjos da Noite 2”, “Poseidon” e infindáveis títulos. Será que filmes de nome forte acabarão seguindo o mesmo caminho?

Foi por essas e outras que eu fiquei um pouco amedrontado quanto ao filme “Superman – O Retorno”, por exemplo. Misturando a ânsia de saber que a estória do super-herói não ia ser ‘reinventada’ e sim continuada a um belo trailer, eu acabava tremendo nas bases toda vezes que pensava na estréia do filme.

Trailer Bom
“Da Vinci” e “Superman”, dois filmes muito esperados

Outro que eu tremia nas bases e acabou se configurando em um exemplo para essa coluna é “Código da Vinci”. Ele é um dos que estão nessa lista dos filmes com trailer bom e resultado ruim. Torci muito para que não, mas o meu medo acabou se confirmando.

Por outro lado, filmes como “X-Men 3”, que tem um trailer para lá de bom, alcançou minhas expectativas. “Piratas do Caribe”, época, eu dizia: “rapaz, sei não!”. O trailer mostrava que mais uma vez Johnny Depp seria para filme o que era o Romário para a seleção brasileira na copa de 94. E de fato foi! É só ver para conferir isso que falei. Sim, sem esquecer de “Velozes e Furiosos 3“, filme que não apresentou Paul Walker, muito menos Vin Diesel (salve sua participação mínima). Com certeza os fãs do jogo Need For Speed vibram toda vez que assistem ao trailer desse filme. Eu vibrei! Mas com o filme?! Necas…

De uma forma ou de outra, espero que esse tabu do trailer ser melhor que o filme seja quebrado com os próximos lançamentos. Afinal, o blockbusters são quase sempre bem vindos e não faz mal elogia-los, se no caso eles forem merecedores. Agora, se não conseguirem quebrar esse tabu, o jeito é chamar o pessoal para o cinema fazendo péssimos trailers. Fica a dica.

Quais filmes você esperou muito devido a um ótimo trailer, mas o resultado não foi tão bom assim?

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