Spider-man MTV Movie Awards

Publicado em: 26-08-2008 @ 1:05 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo



Você já imaginou como seria se Jack Black ficasse com o papel de Peter Parker no cinema? Com certeza, o Homem-Aranha nunca mais seria o mesmo. Pois aí vai um vídeo produzido na época do primeiro filme para o MTV Movie Awards. Com direito a participação de Sarah Michelle Gellar. O tipo de vídeo ame-o ou deixe-o.

Mais um capítulo da novela Superman

Publicado em: 22-08-2008 @ 6:08 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Parece que a continuação de “Superman – O Retorno” ainda continua no limbo. De acordo com a colunista Anne Thompson, da Variety – após conversa com produtor da Warner Bros. – a franquia do Homem de Aço ainda é incerta. O que rola nos corredores dos estúdios da Warner é a dúvida de resetar a cinessérie do Azulão. Isso devido ao longa de Bryan Singer ter ficado abaixo das expectativas tanto da crítica especializada quanto a do público e dos fãs do Superman. De acordo com Thompson, a prioridade é conseguir um direcionamento correto a nova película. Para tanto, é necessário saber se Singer estará de acordo com essa direção. Caso contrário, a saída dele do cargo de diretor é uma possibilidade a ser considerada.

Diante desta conjuntura, faço a seguinte análise: “Superman – O Retorno”, antes de ser uma tentativa de reviver o Homem do Amanhã no cinema, é nada mais nada menos do que um remake estiloso de “Superman – O Filme”, de 1978. Muito do que se vê no filme de Donner é perceptível no de Singer: Lois Lane sendo salva por Superman de um objeto voador, a conversa no telhado do Planeta Diário, o Lex Luthor de Kevin Space semelhante ao de Gene Hackman. Lógico que alguns elementos não poderiam faltar como a música tema criada por John Williams – seria até um pecado não ser inserida – e o final em que Superman sobrevoa a órbita da Terra. Mas convenhamos: Singer parece que teve medo de ser original e ficou enclausurado na criação de Richard Donner.

O que espero desta seqüência – na condição de fã do Superman – é vislumbrar o que ocorreu em “Homem-Aranha 2” e “Batman – O Cavaleiro Das Trevas”: o protagonista passar por situações limites. Poxa, é pedir demais ver o Superman enfrentar um inimigo que o coloque no limite de seus poderes e do seu caráter? Alguém que tanto seria uma ameaça à sua integridade física – capaz mesmo de matá-lo – quanto à sua moralidade inquebrantável, a ponto dele querer tirar a vida de alguém. Será que a DC esqueceu que existe um personagem chamado Brainiac?

Bastidores do Sucesso em Hollywood

Publicado em: 19-08-2008 @ 7:38 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Certa vez, uma amiga me mandou um e-mail muito interessante sobre possíveis diálogos que ocorreram entre os famosos de Hollywood e que deram origem a clássicos do cinema. Muito engraçado. Algumas alterações foram feitas por conta de palavras de baixo calão:

INSTINTO SELVAGEM
OBS: Texto feito antes do lançamento de “Instinto Selvagem 2”

Paul: Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro! Eu nunca li nada tão ruim como esse roteiro.
Produtores: Agora danou-se. Os atores já tão contratados e nós investimos a maior grana.
Paul: Mas…
Produtores: Se vira.
Paul, após uma breve pausa: Já sei! Vou enfiar as partes da Sharon Stone no meio do filme. Com todo respeito.

Instinto Selvagem”, dirigido por Paul Verhoeven, fez o maior barulho nos cinemas ao estrear, em 92. Quando fui ver, era só, er… aquilo. Mas tanta gente caiu na armadilha da perseguida (o filme arrecadou 352.700.000 dólares) que vai ter continuação – prevista para sair este ano. E dinheiro para mim ninguém quer dar.

FORREST GUMP

Produtor 1: Puxa, agora que o Tom ganhou o Oscar por “Filadélfia”, não seria legal darmos um jeitinho dele ganhar outro hominho dourado – assim, na seqüência?
Produtor 2: Ô se seria. Assim quem sabe o Spencer pára com aquelas piadinhas idiotas de fazer um Oscar conversar com o outro toda vez que vamos tomar umas biritas na casa dele…
Produtor 1: Hum… Você está pensando o mesmo que eu?
Produtor 2: Claro que sim! Vamos arranjar-lhe um papel de retardado.
Produtor 1: É Oscar na certa! Me passa o telefone do Zemeckis. Tá aí nessa agenda.

Forrest Gump – O Contador de Histórias”, dirigido por Robert Zemeckis, foi sucesso de público e crítica e teve um dos subtítulos mais constrangedores da história das traduções. Além disso, o drama deu a Tom Hanks seu segundo Oscar de ator na seqüência. O único a conseguir tal proeza antes de Hanks foi Spencer Tracy.

PULP FICTION

Assistente: Ôpa! Ih, olha só! Derrubei tudo.
Tarantino: Droga! Espalhou todos os rolos de filme!
Assistente: Desculpa, quando entrei não vi que o senhor estava aí no cantinho vendo filme de kung fu… Pior que as latas não estavam etiquetadas.
Tarantino: Ah, dane-se. Vou montar a edição na seqüência em que for pegando do chão.

Pulp Fiction – Tempo de Violência” alçou Quentin Tarantino ao estrelato. Uma das razões do sucesso do filme, além das inúmeras referências ao mundo pop, foi a narrativa não-linear em que foi apresentado. De quebra, ainda ressuscitou a carreira de John Travolta e levou o Oscar de roteiro original – conhecido “prêmio de consolação” da Academia.

O EXORCISTA

William: VOCÊ CHAMA ISSO DE VÔMITO?
Especialista em efeitos especiais: Ué… Isso É vômito.
William: Pelamordedeus, o que ela está vomitando é o gorfo do demônio! Não pode ser esse vomitinho comum, aqui, não!
Especialista em efeitos especiais: Sinto muito, não sei mais o que arrumar. Aliás, não gosto que gritem comigo. Tô fora dessa joça de filme.
William: Mas já está tudo pronto para filmarmos a cena!
Especialista em efeitos especiais: Cada um com seus problemas. Fui!
William, olhando para um dos contra-regras que está almoçando: Hum. O que é isso aí na sua marmita, hein?
Contra-regra: Isso? É a sopa de ervilha da minha mãe! Quer?
William: Ô se quero.

O Exorcista” foi dirigido com mão de ferro por William Friedkin – que costumava gritar com a equipe e disparar armas escondidas pelo set para captar a expressão natural de pavor dos atores. Uma das cenas clássicas é a do vômito de Regan, a menina possuída, que foi feito com sopa de ervilhas. De que outro jeito eles podem ter descoberto tal uso para a iguaria?

FESTIM DIABÓLICO

Estagiário: Ei, sêo Alfred… o editor acaba de pedir demissão.
Hitchcock: Cuma?!
Estagiário: É, isso mesmo que o senhor ouviu. Pior que a categoria entrou em greve.
Hitchcock: E agora?
Estagiário: Se o senhor me permite… tenho uma sugestão. Vamos filmar tudo de uma vez só, assim poupamos o trabalho de edição – que, desconfio, sobraria para mim…
Hitchcock: Menino, você é um gênio. Vamos nessa.

Festim Diabólico” foi filmado de uma tacada só. Alfred Hitchcock, o diretor, dispensou cortes e levou a narrativa quase como numa peça de teatro. A história se passa no apartamento de dois jovens, que matam um colega pelo simples desafio de cometer o crime perfeito, e depois oferecem um jantar – com o cadáver escondido na sala.

MAGNÓLIA

Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos! Tá surdo?
Produtor, sem jeito de perguntar pela terceira vez: Ahn… É… Pode crer.

Magnólia” deixou platéias intrigadas e críticos embasbacados. Dirigido por Paul Thomas Anderson, não segue linhas tradicionais de narrativa e aposta no drama pesado de vidas que se cruzam. No ápice da história, chovem sapos sobre a cidade onde se passa a história – localizada no Vale de San Fernando, Califórnia, por sinal.

TUBARÃO

Spielberg: Isso aí é o tubarão?!
Equipe de efeitos especiais: Estamos na década de 70, meu filho. Foi o que deu para arrumar.
Spielberg: Mas é claramente um boneco de borracha!
Equipe de efeitos especiais, com uma pitada de cinismo: Fazer o quê, né? Vai querer ou não?
Spielberg: Vou, né. Mas terei que mostrá-lo o mínimo possível durante o filme… Faz favor? Chama lá os roteiristas. Vamos reescrever todas as cenas em que o bicho aparece.

Tubarão” foi lançado em 1975 e bateu todos os recordes de público de até então. De fato, Steven Spielberg – o diretor – se desapontou com o resultado final do tubarão mecânico (que, aliás, vivia quebrando). Tendo que ocultar o bicho ao máximo, acabou criando um clássico do suspense moderno. E se esbaldou nas bilheterias.

A Aliança Inevitável

Publicado em: 19-08-2008 @ 6:56 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Aproveitando que muitos fãs de quadrinhos de super-heróis estão em polvorosa por conta da disputa entre a DC Comics e a Marvel no cinema, resolvi postar um vídeo MUITO, MAS MUITO legal mesmo!!

Um cara chamado Christopher Lauto criou um vídeo, uma batalha entre os super-heróis e vilões do Universo Marvel, em stop motion a partir de 3.000 fotografias de sua impressionante coleção de bonecos. Após um ano de trabalho, eis o resultado (vocês se surpreenderão com o final):

Disse-que-me-disse na Marvel

Publicado em: 13-08-2008 @ 1:12 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Enquanto a Warner colhe os louros por conta do bem-sucedido “Batman – O Cavaleiro das Trevas“, a Marvel já faz pronunciamentos com relação ao futuro de seus personagens no cinema. Parece até um crossover do tipo Marvel x DC. Mas, além de pronunciamentos, especulações não faltam a respeito do assunto. Então vamos lá:

1) A Sony pagou um adiantamento de 5 milhões de dólares pelo licenciamento da franquia do Homem-Aranha. “Homem-Aranha 4” está previsto a ser lançado em maio de 2011. Contudo, existe um provável conflito de agendas, pois o filme do aracnídeo faria sua estréia no mesmo mês do filme “The Fisrt Avenger: Captain America“, produzido pela Marvel Studios. Claro que isto é uma hipótese, pois a Casa das Idéias não correria o risco de ter dois personagens icônicos seus disputando a bilheteria do mesmo público-alvo. Mas, com relação a direção e elenco (acho que todos vocês já devem estar cansados desta novela) nada está confirmado.

2) A Sony, assim como a Fox está fazendo com os X-Men – produzindo o filme solo do Wolverine – pretende levar às telonas um filme do Venom. Sobre isso, o co-criador do simbionte bocudo, Todd McFarlane (que, na minha humilde opinião, foi o ilustrador que melhor soube definir o Homem-Aranha com seu estilo cartunesco) fez a seguinte alegação: “Ele deveria ser mais assustador do que foi em Homem-Aranha 3. Não dá pra assustar demais as crianças, porque elas adoram o personagem, mas acho que dava pra levar ele um pouco mais além”. O quadrinhista também afirma que não há sentido em fazer um filme do Venom tornando-o um anti-herói – ele até cita o exemplo da Mulher-Gato (e pra que exemplo melhor?). A graça, segundo McFarlane, é mantê-lo mau, o vilão como ele é de fato. Sem tentar humanizá-lo e fazendo-o alcançar alguma redenção. Por enquanto, a Sony está aberta a sugestões e procura por roteiristas ao filme. Quem sabe Todd não poderia se candidatar?

3) Está é especulação pura: durante a Comic-Con, realizada em San Diego, o mais recente astro Jason Statham (”Carga Explosiva“) dividiu o tapete vermelho com um dos mais ilustres quadrinhistas de todos os tempos – e agora também cineasta – Frank Miller. Statham declarou que gostaria de interpretar o Demolidor no cinema. Uma jornalista que estava presente no evento devolveu: “Você seria um Mercenário melhor”. O ator rebateu: “Que Mercenário que nada. Eu quero ser o Demolidor”. Miller concordou de imediato: “Eu também acho que ele devia ser o Demolidor”. Depois dessa, quem sou eu para contra argumentar? De fato, só o que eu acho é que Jason vai precisar dar um jeito no seu couro cabeludo. Nada que um aplique não resolva. Mas, como eu disse no começo deste tópico, é especulação pura. O negócio é esperar.

Chris Cornell no Cinema

Publicado em: 11-08-2008 @ 4:14 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Existem personalidades da cultura pop que, apesar de atuarem em um ramo específico, conseguem associar a sua imagem a outras formas de arte, mesmo que em um grau menor. Músicos cujo talento sempre é requisitado, na maioria das vezes, em filmes que parecem necessitar de seu toque mágico para funcionar. Por isso, o seguinte post irá tratar sobre um certo roqueiro, que possui muito estilo e carisma, e que algumas de suas composições fizeram a cabeça da geração dos anos 90 e também embalaram diversas trilhas sonoras: Chris Cornell.

Nunca ouviu falar? Bom, não faz mal. É uma boa oportunidade para saber sobre ele. O seu nome de batismo é Christopher John Boyle (adotou Cornell – nome de solteiro da mãe – após o divórcio dos pais) e nasceu em Seatle, Washington, no dia 20 de julho de 1964. Ele foi vocalista de uma das bandas expoentes da cena grunge nos anos 1990, o Soundgarden. Hits como “Black Hole Sun”, “Rusty Cage”, “Jesus Christ Pose”, “Superunknown” e “Spoonman” até hoje ecoam na cabeça dos fãs mais ardorosos da banda.

Da época do Soundgarden, algumas músicas ficaram conhecidas por conta de alguns filmes: “Loud Love” do filme “Quanto Mais Idiota Melhor” com Mike Myers, “Outshined” de “Amor à Queima-Roupa” com Val Kilmer e Christian Slater e roteiro de Quentin Tarantino, “Blind Dogs” de “Diário De Um Adolescente” com Leonardo DiCaprio e “Birth Ritual” e “Seasons” de “Vida de Solteiro” - filme cult de Cameron Crowe, que retrata bem o cenário do rock dos anos 90 e a ascenção do grunge, com Matt Dillon e Bridget Fonda. E com uma pequena ponta. de Chris Cornell.

Em 1997, o Soundgarden chega ao fim. Após o término do grupo, Cornell lança o álbum solo “Euphoria Morning”. Deste trabalho, a faixa “Mission” integra o soundtrack do filme “Missão: Impossível 2”, estrelado pelo piradão – ainda mais por conta da cientologia – Tom Cruise.

Em 2001, ele junta-se aos ex-integrantes de outra importante banda da década de 90: Rage Against The Machine. Formam o Audioslave. Do grupo, a música “Shadow On The Sun” está no playlist de “Colateral”, também com Cruise e estrelado por Jamie Foxx. Em 2007, por divergências criativas, a banda chega ao fim. Chris ainda lança, no mesmo ano, o álbum “Carry On”. Disco que contém a faixa “You Know My Name”, do filme “Cassino Royale”, renovando a franquia do 007 com Daniel Craig.

Com certeza, muitos devem estranhar uma matéria que dá foco a um músico. Contudo, um artista que tem a sua carreira acompanhada paralelamente pelo cinema e a sua contribuição para diversos longas. Um astro do rock com ar de celebridade hollywoodiana.

Carisma = Talento?

Publicado em: 06-08-2008 @ 9:18 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Certa vez, eu ouvi no RapaduraCast 79 um comentário do Raphael (Ph) de que o Tobey Maguire (“Homem-Aranha”) era um péssimo ator. E usou uma expressão que aprendi no CCR: “Cara de Pôster”. Contudo, ele mesmo admitiu a tietagem feita em torno do ator e de milhões de pessoas que não conseguem mais visualizar um outro intérprete para Peter Parker. Dentre tantos outros atores como Leonardo DiCaprio, Heath Ledger, Jude Law, Tobey (foto à esquerda) ficou com um dos papéis mais cobiçados de todos os tempos em Hollywood. Se ele é tão inexpressivo assim, como se explica este fenômeno? Seria talento e carisma conceitos diametralmente opostos?

O exemplo de Tobey, na opinião do Ph - de que ele é um péssimo ator -, é um dentre vários artistas que conseguem mais trabalho do que muitos que, segundo a crítica especializada, realmente têm talento. Outro exemplo? Keanu Reeves (foto à direita). Lembro-me de ter lido uma matéria, sobre uma coletiva que ocorreu para a divulgação de “Constantine”, de que um repórter teria alegado de que Reeves era considerado o pior ator do mundo. Entretanto, a crítica especializada ressaltou que a sua inexpressão, por assim dizer, teria sido um ponto positivo para a sua caracterização do bruxo do selo Vertigo.

Aí, novamente, a pergunta surge na minha cabeça: se um ator, na opinião de quem se diz entendido de cinema, é tão ruim assim, então por que ele tem a aceitação do público em geral e, consequentemente, possui vários projetos em vista? Como ele consegue arrastar multidões ao cinema, só pelo fato de ser ele o protagonista do filme?

Quer mais um exemplo? Sylvester Stallone. Canso de ler a dita crítica especializada meter o sarrafo nele só por conta dele ser um “ator armário”. Contudo, ele simplesmente é O eterno Rocky Balboa e também o Rambo. Além de atuar, ele escreveu o roteiro do filme de 1976 que faturou o Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição. Com Stallone sendo indicado para Ator e Roteirista. Tudo bem que ele deu umas escorregadas na carreira, mas a de se admitir que ele é uma figura carismática em Hollywood. E também, na minha opinião, alguém bastante talentoso.

Sinopse do Lanterna Verde?

Publicado em: 06-08-2008 @ 2:49 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Como eu havia mencionado anteriormente, a DC e WB estão decididos a cristalizar seus projetos de adaptações de seus super-heróis. E quem já está com uma produção engatilhada é o Lanterna Verde. Além da confirmação do diretor e dos roteiristas, uma última novidade acaba de sair. Em uma matéria da revista Production Weekly, foi divulgada o que seria uma provável sinopse: “Cada setor do espaço é protegido por um Lanterna Verde, dotado de uma anel que emprega uma poderosa energia verde para criar qualquer coisa que esteja dentro dos limites da imaginação e força de vontade de seu mestre. Quando o Lanterna Verde escalado para defender o nosso setor percebe que está morrendo na Terra, ele envia seu anel para encontrar um sucessor digno. E o escolhido, o piloto de testes Hal Jordan, subitamente depara-se com um trabalho que jamais imaginou ter”.

Ao que parece, vamos ver a ascensão da DC Comics nos cinemas no século XXI após quase uma década da sua rival, a Marvel Comics, ter uma larga vantagem. Finalmente, a editora de Batman e Superman vai apostar em seus outros personagens ilustres. E o que é melhor, com direito ao respeito a toda mitologia do Sentinela Esmeralda e sua empreitada em defender o setor 2.814 (setor no qual se encontra o nosso planeta).

DC Comics no Cinema

Publicado em: 29-07-2008 @ 3:09 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Em 1978, o diretor Richard Donner, juntamente com o ator Christopher Reeve, fizeram o que é considerada a primeira adaptação hollywoodiana de um super-herói de histórias em quadrinhos: “Superman – O Filme”. Nos anos que se seguiram; em 1980, 1983 e 1987; foram realizadas mais três longas sobre o Homem de Aço (sendo os dois últimos execráveis).

No fim da década de 1980, foi a vez de Batman estrelar o seu filme com a pompa que os estúdios de Hollywood puderam lhe oferecer. Para a empreitada fora escalado o diretor Tim Burton, que antes só tinha um sucesso, “Os Fantasmas Se Divertem”. O seu estilo gótico caiu como uma luva para o Homem-Morcego. Para o papel de vilão do filme, no caso o Coringa, ele pôde ter à sua disponibilidade uma das maiores lendas vivas do cinema: Jack Nicholson. Praticamente, o Coringa roubou o filme do Batman.

O sucesso de Batman garantiu uma seqüência em 1992, “Batman – O Retorno”. Novamente com Tim na direção, Michael Keaton como Bruce Wayne e com mais duas estrelas na película: Danny DeVito como Pingüim e Michelle Pfeiffer no papel de Mulher-Gato. De fato, um filme tão sombrio quanto o original, sem perder a qualidade. Aí, em 1995 sai Burton e entra aquele que é conhecido mundialmente por achincalhar com o Batman no cinema: Joel Schumacher. Em “Batman Eternamente”, ele fez coisas que nem o Ed Wood seria capaz de pensar. Um exemplo: aquela cena em que o Batmóvel dispara uma corda e praticamente escala a parede. Inveja de um certo aracnídeo? Sem falar no seu comando sobre a atuação dos personagens: ao mesmo tempo em que temos um Bruce Wayne apático (Val Kilmer), temos também um Charada que faz “caras e bocas” demais (Jim Carrey). Deste longa, na minha opinião, o que escapa é a trilha sonora com U2, Seal (a linda “Kiss From A Rose”), The Offspring e outros.

Após dois anos, Joel consegue a proeza de fazer um trabalho muito pior, o antológico (de tão ruim) “Batman & Robin”. Só sei que este filme foi o golpe de misericórdia para a WB não se aventurar a fazer adaptações de Batman ou outros personagens para o cinema. Pelo menos, em 20 anos, a DC conseguiu lançar oito adaptações de seus dois principais personagens. E a Marvel? Somente a ver navios, até chegarmos ao ano 2000.

No último ano do século XX, Bryan Singer dá o pontapé inicial para a ascensão da Marvel Comics no cinema: “X-Men – O Filme”. O sucesso do filme dos mutantes foi a garantia de que era hora da rival da DC apostar em franquias baseadas em seus personagens. Em 2002, foi a vez de seu mais popular personagem ir às telonas: “Homem-Aranha”. O filme quebrou recordes, na época, que nem a própria editora e a Sony imaginavam ser capaz. Sam Raimi conseguiu uma proeza que pode ser equiparada a de Donner, na época do primeiro Superman: tornar a história de um super-herói de HQ em um verdadeiro épico da era contemporânea.

Nos anos que se seguiram pelo século XXI, a “Casa das Idéias”, em parceria com os estúdios de Hollywood, conseguiu transportar para o cinema seus super-heróis a todo vapor. Em produções que vão ficar na memória dos fãs mais ardorosos, no caso “X-Men 2” e “Homem-Aranha 2”, só para citar exemplos, e em outras que é melhor nem lembrar: “Hulk” do Ang Lee, “Elektra”, “O Justiceiro” entre outros. Mesmo assim, em menos de dez anos, a Marvel conseguiu produzir mais filmes (consequentemente obter mais dinheiro) do que a sua rival DC Comics. E agora, com os lucros obtidos, foi criada a Marvel Studios, sua própria produtora, responsável em realizar seus próprios filmes, como “Homem de Ferro” e “O Incrível Hulk”. E a DC? Em uma surpreendente reviravolta, ficou olhando de longe a Marvel levar a melhor.

A editora, numa tentativa vã, tentou começar a revidar. Em 2004, foi lançado “Mulher-Gato”. Nem preciso relatar o resultado disso. Já em 2005, a WB nos presenteou com o triunfal retorno do Morcegão em “Batman Begins” (desculpem-me os fãs dos filmes do Tim Burton, mas, para mim, o Batman começa verdadeiramente no cinema com o filme de Nolan). E que retornou este ano com “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Em 2006, foi a vez de seu maior super-herói voltar a dar as caras. Em “Superman – O Retorno”, Singer tentou dar novo animo ao Homem de Aço, mas o resultado foi abaixo das expectativas. Entretanto, uma seqüência já está garantida.

No fim das contas, após exatos trintas anos após “Superman – O Filme”, o saldo se mostra, com larga vantagem, favorável a Marvel, embora esta tenha começado tardiamente. A DC, que tinha a pretensão de levar “Liga da Justiça” às telonas em 2009 – o projeto volta e meia retorna à prancheta – decidiu não viver mais só de Batman e Superman. A editora está começando a apostar em outros super-heróis em filmes solos. O projeto sobre um longa do Flash voltou a ser mencionado, já tendo como diretor David Dobkin (Penetras Bons de Bico). Também um filme do Lanterna Verde sob o comando de Greg Berlanti e a mais recente novidade: uma possível adaptação do Homem-Borracha na mão dos Irmãos Wachowski, com Keanu Reeves como protagonista, pode se tornar realidade. Bom, no mais, é esperar para ver se a DC começa a despertar o interesse do público pelos seus personagens no cinema (pois a essa altura é difícil chegar perto da Marvel). E nisso, aproveito e pergunto: cadê o filme da Mulher-Maravilha?

Alan Moore e Watchmen: criador fala da criatura no cinema

Publicado em: 25-07-2008 @ 1:43 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Anteriormente, em uma matéria de minha autoria intitulada “Wacthmen: Ser Fiel ou Não?”, eu havia feito uma análise da diferença entre se adaptar uma obra em aberto – citando o exemplo do Homem-Aranha – e uma fechada – caso das graphic novels, citando a própria Watchmen.

Também tinha esclarecido o porquê de Zack Snyder estar a um passo da glória e também de cometer a maior heresia da vida dele. Pois bem, recentemente, Alan Moore, autor do enredo da HQ, falou a respeito da adaptação – que já foi lançado o primeiro trailer (legal a música do Smashing Pumpkins ao fundo) – e também sobre o diretor do longa: “Ele pode até ser um cara legal, mas o negócio é que ele é a pessoa que fez 300. Não vi os últimos filmes de quadrinhos, mas particularmente não gostei da HQ 300. Tenho vários pontos a criticar, e tudo que ouvi ou vi sobre o filme parece ter incrementado as críticas, ao invés de reduzi-las: que é algo racista, que é homofóbico e, acima de tudo, totalmente idiota (…)Há coisas que fizemos em Watchmen que só funcionariam em um gibi, e inclusive foram projetadas para mostrar coisas que outras mídias não conseguem“.

Alguns podem achar esta posição do bruxo dos quadrinhos extremamente radical, mas é só lembrar do estrago que foi feito em “V de Vingança” – outro clássico de Moore – e que, sem pestanejar, a sua atitude é totalmente compreensível. Afinal, uma obra, seja ela qual for, é como se fosse um filho. E quem gostaria de ver seu filho sendo mal-tratado por outro?

Que o diga Bob Kane quando, da época das filmagens de “Batman Eternamente”, bateu o pé quando Joel Schumacher colocou bat-mamilos no uniforme do Batman. Resultado? Schumacher só é conhecido como “o cara que acabou com o Batman no cinema”. A título de curiosidade, os uniformes dos vigilantes de Watchmen também têm peitinhos. Ou não atentaram para a foto do Ozymandias (Matthew Goode)? Estou com uma sensação de déjà vu!

Em meados dos anos 1990, Neil Gaiman declarou que, se dependesse dele, jamais veríamos um filme do Sandman. Egoísmo dele? Não. Ele apenas alegou que, adaptar Sandman para o cinema, seria o mesmo que mutilar um filho seu. E quem melhor do que o criador para falar de sua criatura?

Assim como em “V de Vingança”, Alan Moore não quis receber seus créditos e nem o dinheiro a que ele tem direito sobre a adaptação. E nem se deu ao trabalho de ver o trailer. Galera, na minha opinião, o trailer pode estar bacana, mas não é sinônimo de filmaço. Quantas vezes fomos enganados por trailers, digamos, “estilosos” e que, ao conferir o filme, saímos com a sensação de termos sofrido lavagem cerebral? Em “V de Vingança”, eu vi o trailer e achei que tinham feito algo decente. Triste engano. (tsc!)

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