Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Dez anos sem Akira Kurosawa

Publicado em: 01-07-2008 @ 1:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Neste ano é comemorado o centenário da imigração japonesa – a vinda dos primeiros imigrantes é retratada no filme tupiniquim “Gaijin – Os Caminhos da Liberdade”, de Tizuka Yamasaki. Coincidentemente, em 2008 completa uma década da morte do cineasta nipônico Akira Kurosawa. Do seu trabalho, a obra mais conhecida é “Rashomon”. Filme este que foi consagrado com o Leão de Ouro e um Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro (a categoria só foi criada em 1956. Antes disso, a Academia, em algumas cerimônias da premiação, concedia estatuetas aos melhores filmes estrangeiros exibidos nos Estados Unidos).

Além de “Rashomon”, da sua filmografia destaca-se “Os Setes Samurais” – considerada por muitos críticos a sua obra-prima – que recebeu duas indicações ao Oscar. Além disso, foi a inspiração para o western “Sete Homens e Um Destino”, de 1960. Que consta no elenco Charles Bronson e Steve McQueen. Apesar de suas películas carregarem traços da cultura oriental, o diretor tinha influência de autores ocidentais como Shakespeare e Dostoievski. Preocupando-se em abordar o homem em meio aos infortúnios causados pelo seu semelhante.

Como acontece com uma boa parcela dos grandes talentos, ele só teve o devido reconhecimento de seu país de origem postumamente. O que é uma pena. Para quem não conhece o trabalho deste prolífico diretor, segue abaixo a relação de suas principais obras:

Waga Seihum Ni Kuinashi (1946)
Rashomon (1951)
Os Sete Samurais (1954)
Trono Manchado De Sangue (1957)
Yojimbo - O Guarda Costas (1961)
O Barba Ruiva (1965)
Dersu Uzala (1975)
Ran (1985)
Sonhos (1990)
Rapsódia Em Agosto (1991)
Madadayo (1993)

A título de curiosidade, após a morte de Kurosawa e outros talentos como Shohei Imamura e Yasujiro Ozu, Clint Eastwood é o maior cineasta japonês – honorariamente japonês – vivo atualmente. É preciso mencionar que isso é resultado de seu aclamado filme “Cartas de Iwo Jima”, que relata a Segunda Guerra Mundial pela ótica do exército japonês – uma produção totalmente japonesa, com atores japoneses falando em seu idioma. Produção – que complementa “A Conquista da Honra”, também de Eastwood - indicada ao Oscar de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Edição de Som.

Lego está de volta!

Publicado em: 24-06-2008 @ 2:33 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Os leitores rapadurianos, que estão na faixa dos 20 anos, com certeza devem se lembrar de um brinquedo muito popular e que virou mania e que, até hoje, é alvo de devoção por muitos fãs: os bonecos da linha Lego. Ahhh, que saudades de passar horas e horas montando e desmontando peças. Fazendo castelos, casas, carros. Depois brincar com os bonecos nos cenários montados. Parecia que este brinquedo estava esquecido. Ledo engano. A linha Lego voltou e com força total.

É só observar. E a moda agora são os legos customizadas, ou seja, bonecos caracterizados como personagens famosos. E tem de tudo: Indiana Jones, Star Wars, Rambo, Super-Homem, Batman, Homem-Aranha entre outros. Personagens clássicos do cinema, histórias em quadrinhos, desenhos animados e personalidades famosas. Por conta disso, resolvi postar para vocês um vídeo muito legal sobre um certo “Cabeça-de-Teia”. Enquanto os fãs do Aranha estão com o sentido de aranha tilintando por conta dos informes da continuação da franquia, eles podem se deleitar com esta aventura do super-herói:



E mais, quem quiser conferir uma galeria interessante só com estes adoráveis brinquedos, é só clicar aqui.

O filme do Lanterna Verde

Publicado em: 23-06-2008 @ 12:34 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

A Warner Bros, em um comunicado na última terça (03/06), citou a adaptação do Lanterna Verde entre um dos seus próximos lançamentos. O enredo, ao que parece, não fará relação nenhuma com o longa-metragem da Liga da Justiça (que na verdade voltou à prancheta). A película contará a origem de Hal Jordan, piloto da aeronáutica que recebeu um anel energético do alienígena Abin Sur. Tal jóia o concederá poder cujo limite será sua força de vontade.

Quem assume a direção é Greg Berlanti, que é mais conhecido pelo público por meio de séries dramáticas como Everwood e Dawson’s Creek. O roteiro fica a cargo de Marc Guggenheim e Michael Green. Ambos são mais familiarizados com o universo dos super-heróis. Já que um é roteirista de HQ’s e o outro produz e escreve séries como Smallville e Heroes.

Uma boa notícia aos fãs do Sentinela Esmeralda é que Jack Black não será o protagonista da trama. E que esta não se tratará de uma comédia ao estilo do finado seriado do Batman, que tanto dividiu opiniões dos leitores na década de 1960. Ainda bem, pois se fosse para achincalhar com o Guardião do Setor 2.814 com certeza este seria o caminho ideal (!).

A intenção é transportar para a telona toda a respeitabilidade e heroísmo que cerca a imagem deste personagem emblemático da DC Comics. É o mínimo que se pode esperar de uma produção a respeito de um super-herói que carrega um dos lemas mais simbólicos das Histórias em Quadrinhos: “No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante à minha presença. Da lanterna vem o dom da paz. Para discriminar a luz que a justiça traz. Quem quer o mal tudo perde ante ao poder do Lanterna Verde”.

EM TEMPO: Para quem não é familiarizado com as aventuras do Lanterna Verde nos quadrinhos, recomendo ler Crepúsculo Esmeralda, publicado pela editora Abril. Com certeza é um dos arcos dramáticos do herói mais populares dos últimos tempos. O zênite da cronologia deste personagem, pois dá um pontapé inicial em uma nova fase (no qual ele se torna o vilão Parallax) e também rememora alguns momentos marcantes de Hal Jordan na época em que era membro da Tropa dos Lanternas Verdes.

Super-Heróis e suas tranqueiras

Publicado em: 23-06-2008 @ 12:07 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

No dia 13 de junho, eu estava escutando o Rapaduracast sobre “O Incrível Hulk” – aliás, após ter visto o filme e ter adorado bastante. =) Dentre as inúmeras curiosidades do podcast, estava um link para poder visualizar uma foto do Lou Ferrigno (o Hulk do seriado de TV setentista) em que a tinta verde estava escorrendo da sua mão. De fato, uma tremenda trasheira.

O fato é que, apesar de uma produção tosca – principalmente por conta de recursos escassos -, esse seriado ficará para sempre na memória de muita gente. E com muito carinho. Afinal, apesar do resultado nos ser motivo de riso, na época, eles davam “nó em pingo d’água” para transportar, de forma verossímel (!), as aventuras do Gigante Esmeralda.

Bom, ao ver a imagem do Ferrigno, lembrei-me de uma foto muito especial. Que sempre me provoca boas gargalhdas quando a vejo. Trata-se de uma época muito peculiar de um certo “Homem-Morcego”:

Quanto a você, caro leitor? Teria alguma pérola destas para compartilhar conosco?

Todo mundo quer Wagner Moura

Publicado em: 18-06-2008 @ 2:52 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

É inegável que a carreira de Wagner Moura sofreu um up após a sua atuação como o Capitão Nascimento, em “Tropa de Elite” – filme nacional que foi bastante mencionado em 2007. Além de levar o Urso de Ouro em Berlim (e que muitos jargões ficaram no inconsciente popular, como “Pede pra Sair!”).

Por conta disso, ele tem sido alvo de algumas propostas para o cinema nacional. Uma delas seria a de protagonizar a cinebiografia do pagodeiro Belo. Roteiro baseado em uma autobiografia escrita pelo músico. No entanto, talvez o projeto não decole. A assessoria do ator confirmou a proposta, mas Wagner está muito comprometido com a peça Hamlet. Para mim, ia ser no sense imaginar o Capitão Nascimento com o cabelo loiro e com um cavaquinho na mão.

Em abril deste ano, foi veiculado no site EGO, que uma produção sobre a vida do pugilista Acelino “Popó” Freitas estaria em andamento. E que Popó havia revelado o seu interesse em ter Moura no papel principal. O boxeador confidenciou que é tanto pelo fato dele ser baiano como também por ele ser bom ator. O longa será lançado com o título “Mão de Pedra – A História de Popó, o Herói Brasileiro”. No entanto, a assessoria de Wagner declarou que as conversas sobre a proposta foram apenas informais.

Em vista disso, não sei como não o convidaram para interpretar o Presidente Luís Inácio Lula da Silva no filme, que contará a sua trajetória intitulado, “Filho do Brasil”. E você, leitor. Quem Wagner Moura deveria interpretar no cinema?

Calango! - Orgulho Nacional

Publicado em: 18-06-2008 @ 1:46 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

O ano de 2008 promete ser inesquecível em se tratando de blockbusters. “Homem de Ferro”, “Speed Racer”, “O Incrível Hulk” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” são só alguns dos filmes que fizeram os cinéfilos prepararem os bolsos. Dentre os arrasa-quarteirões desta temporada, estão duas animações: “Kung Fu Panda” e “Wall-E”. Pelo que já foi divulgado, estes dois prometem ficar na memória, não só dos amantes da sétima arte em geral, mas também pelos fãs das produções feitas em animação.

Por conta disso, resolvi postar para vocês um vídeo feito pelos alunos da Oficina de Animação 3D da OZI Escola de Audiovisual de Brasília. O título é Calango! Uma animação bem produzida que vale a pena dar uma conferida – e a história é no melhor estilo do desenho do Papaléguas, da Warner Bros. É apenas para dar uma amostra de que os nossos talentos nacionais também podem realizar uma animação tão divertida quanto a dos estúdios de Hollywood:

Alguém sabe sobre Sin City 2?

Publicado em: 15-06-2008 @ 2:29 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Ainda me lembro do dia 12 de agosto de 2005 como se fosse ontem: eu e meu grande amigo, Josimar, tínhamos marcado de ir ver uma sessão de “Sin City – A Cidade do Pecado”. Recordo-me que tínhamos ido, também, porque o cinema estava fazendo uma promoção: um ingresso valia para duas pessoas. Também rememoro que, depois de comprarmos os ingressos, fomos para um bar tomar umas cervejas e filosofar sobre as mazelas da vida ao som de Led Zeppelin. A gente não sabia, mas era como se estivéssemos nos preparando para entrar no clima do filme.

Após quase três anos, uma das coisas que tenho esperado ansiosamente na vida é a continuação desta belíssima obra de arte. E tudo relacionado a uma seqüência, tenho vasculhado. Ainda em 2005, rolavam boatos de que um próximo filme sairia na metade de 2006. Nesse período, já sabia que a base do longa seria a graphic novel “A Dama Fatal”. E que incluiria a volta de Clive Owen no papel de Dwight McCarthy e Mickey Rourke como Marv (YEAH \o/). Aí chegou 2006 e nada…

De concreto, só veiculavam que o diretor Robert Rodriguez (“El Mariach”) queria Angelina Jolie no papel de Ava Lord (a dama fatal da HQ). Porém, ela estava grávida do marido e, também ator, Brad Pitt. O cineasta pretendia então esperar pelo fim da gravidez. E enfim, o primeiro rebento do casal mais badalado de Hollywood veio ao mundo e… NADA. Só o que eu sabia é que Frank Miller já havia terminado o roteiro do filme. E que também pretendiam incluir Johnny Depp e Antonio Banderas no elenco (ambos estiveram sob a direção de Rodriguez no mediano “Era Uma Vez no México“). E tudo isso já em 2007.

Enfim, estamos em 2008. Daí, tomo conhecimento que Miller está roteirizando e dirigindo “The Spirit” (afinal, este filme deve ser a “menina dos olhos” do quadrinhista. Já que ele sempre foi fã do personagem). E que Rodriguez quer fazer a adaptação de “Barbarella”. Em vista disso, pensei de imediato: “Putz! E onde o ‘Sin City 2’ fica nessa história?”. De novidade a respeito da produção, foi que li no CCR que Jessica Alba havia confirmado sua participação no longa. E há tempo de se recuperar da gravidez. Mas para piorar, a nota consta que a estréia está prevista para 2010.

Sinceramente, só vou acreditar neste filme quando eu for conferi-lo pessoalmente no cinema. Meus amigos na faculdade, volta ou outra, me perguntam o que sei a respeito de “Sin City 2”. E eu digo que sei tanto quanto eles, ou seja, quase nada. Vocês, leitores, não têm a noção do sucesso que a adaptação de Frank Miller fez – e ainda faz – na Universidade que eu estudo. Por isso, se vocês souberem de algo mais concreto, não deixem de me informar. Quero, novamente, ter a mesma experiência de 12 de agosto de 2005. Incluindo o bar, Led Zeppelin e tudo mais. E, para encerrar a matéria, eu acho que quem deveria ser a Ava Lord é a Eva Green. Ela sim tem o que a personagem precisa.

Homem-Aranha 4 pode ter Sam Raimi como diretor

Publicado em: 15-06-2008 @ 12:48 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

E continua a novela a respeito da franquia Homem-Aranha. Se já não bastasse a notícia de que a primeira versão do roteiro escrito por James Vanderbilt (“Zodíaco”) teria a possibilidade de se desdobrar em dois filmes, e também que a Sony (ainda detentora dos direitos da adaptação do aracnídeo para as telonas) estaria analisando alternativas para substituir Tobey Maguire – caso o ator de “Tempestade de Gelo” recuse participar de uma nova trilogia do “Amigão da Vizinhança” -, o diretor Sam Raimi demonstrou interesse em voltar a assumir a direção na cinessérie.

De acordo com Raimi: “James Vanderbilt está escrevendo o roteiro e estou empolgado pra ler. Acho que estará completo em alguns meses. Espero que esteja tão bom quanto as discussões que tivemos, e espero que combine um pouco comigo porque eu amo o Homem-Aranha. Espero que eu esteja descansado o bastante pra pegar mais essa e espero que a Sony me queira novamente“.

Bom, a primeira vista, é uma ótima notícia – pois o cineasta obteve êxito em tornar o Homem-Aranha em um épico da era contemporânea – já que Maguire declarou que voltaria a envergar o uniforme só na condição de ter toda a equipe original de volta ao batente. Todavia, no que tange ao elenco, Raimi falou: “Eu odiaria ter que reescalar alguém. Não consigo nem imaginar isso“.

Ou seja, isso pode ser motivo para que o sentido de aranha dos fãs fique tilintando, na eventual possibilidade de Tobey, realmente, não reprisar seu papel como Peter Parker/Homem-Aranha. Contudo, ainda é cedo fazer qualquer prognóstico. O jeito é esperar por mais informações.

Você já se sentiu assim?

Publicado em: 09-06-2008 @ 3:51 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Existem etapas da nossa vida; um momento ou uma situação em que nos sentimos num filme ou que poderia render uma boa história para o cinema. Com direito a personagens principais, coadjuvantes e até uma trilha sonora.

Foi o que aconteceu comigo entre os dias 6 e 7 de maio. Durante o período em que os motoristas de ônibus de Fortaleza deflagraram uma greve. A cidade, durante a noite do dia 6, entrou num caos. As ruas repletas de pessoas que só se perguntavam “Como irei para casa?”. E a situação parecia grave em frente ao Shopping Benfica, de onde eu olhava do para-peito da rampa que dá acesso aos deficientes físicos, à aglomeração de gente que fazia balbúrdia. Onde os ônibus passavam superlotados. Atos de vandalismo como depredação e até tentativas de atear fogo nos veículos. Um evento assim parece atraente em uma produção do tipo “Cloverfield“, “Eu Sou a Lenda ” ou “Batman – O Cavaleiro das Trevas“. Um espetáculo para histórias que têm uma catástrofe como pano de fundo. Mas que na vida real, não é tão glamurosa assim. Um aspecto que considero negativo, não só do cinema, mas dos meios de comunicação em geral: a banalização.

Em contrapartida, pude constatar que havia pessoas solidarizando-se com o sofrimento alheio – por exemplo, guardas que pagavam, do próprio bolso, refeição para idosos que não tinham como ir para casa e que, provavelmente, dormiram nos terminais de ônibus - não era apenas um clichê dos filmes. Que bom! =)

Eu, vendo a impossibilidade de tomar uma condução para casa, optei por algo que pode ser considerado uma atitude até extrema: fui andando até minha residência. Enquanto eu caminhava – e começava a rascunhar em minha mente esta matéria – me imaginava em um filme de ficção científica, tipo “Independence Day”. Mas também, eu achava que estava em uma comédia daquelas em que o protagonista é um tremendo “pé frio”. Assim como Peter Parker, “Homem-Aranha 2”, quando ele perdeu os poderes, teve de descer por elevador e ir arrastando a motocicleta até seu apartamento. Durante a 1h e 30 min em que andei, vinha à minha cabeça a música “Heaven Knows I’m Miserable Now”, do The Smiths. Se realmente tocasse, ficaria uma cena legal.

No dia seguinte, poucos ônibus circulavam pela cidade e eu tive a sorte de embarcar em um. Mas o cobrador alertou que poderíamos ser interceptados por manifestantes que pretendiam furar os pneus e quebrar as janelas dos ônibus. Aí me senti como o personagem de Tom Cruise em “Guerra dos Mundos”. Na cena em que pessoas querem tomar o seu carro. Fiquei tenso durante a viagem, todavia nada aconteceu. Ao meio-dia, saindo do meu estágio, tentei voltar para casa. Porém, nada. Nada que pudesse me valer a volta para o meu lar, doce lar. Optei por andar até o Shopping Benfica. Comi alguma coisa. Depois fui ao Gaiola – um bar – tomar cerveja Antarctica (pois é Jurandir, a Brahma podia estar mais barata, mas a boa é A boa).

Pedi ao Seu Edson – o dono do bar – sintonizar numa rádio. Com o céu azul, bastante ensolarado, as nuvens brancas como algodão e apreciando uma cerveja bem gelada, ao som de “Fix You” do Coldplay e depois “Be Yourself” do Audioslave; este foi o cenário da minha tarde do dia 7. E tendo como contexto a greve dos ônibus, que deixou a cidade em polvorosa e depois num estado de calmaria por conta de poucas pessoas que se aventurarem a sair de casa. Imaginei-me como o Clint Eastwood, na cena final de “Menina de Ouro”. Depois encontrei um amigo, filosofamos na mesa do bar. Fomos embora. Após outros percalços, cheguei em casa. E você? Já vivenciou algo que poderia servir de base para um enredo de filme? Não deixe de comentar.

P.S: O fundo musical para esta matéria foi “Punchdrunk Lovesick Singalong” do Radiohead. Traduzindo: “Canção brega de amor para cantar bêbado”. ;)

Roqueiros no Cinema!

Publicado em: 04-06-2008 @ 2:06 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

ATENÇÃO: Ler esta matéria ao som de “Matinée”, do Franz Ferdinand.

É comum vermos artistas transitarem entre áreas diferentes do entretenimento. Ocorrem muitos casos de músicos que tentam se inserir na carreira cinematográfica. E vice-versa. Como exemplos, posso mencionar os rappers. Vez ou outra podemos vê-los atuarem em filmes. Posso citar Ice Cube, Ice-T, Eminem, Snoopy Dog e 50 Cent. Algumas divas da música pop também. Vide Madonna, que até já dirigiu um filme intitulado “Filth and Wisdom”. E também Beyoncé. Apesar de não gostar de seu estilo musical, confesso que a acho demasiadamente linda e adorei sua atuação em “Austin Powers em o Membro de Ouro”. Astros do cinema também estão apostando na carreira musical. A atriz Scarlett Johansson, recentemente, lançou um álbum chamado Anywhere I Lay My Head.

Bom, diante deste cenário, os roqueiros não poderiam ficar de fora. Há pouco tempo foi lançado o primeiro trailer do filme “Chemical Wedding”, roteirizado pelo vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson (YEAH \o/). Trata da história de Aleister Crowley, famoso e polêmico ocultista inglês do século XIX. Autoproclamado o anti-cristo. Influenciou muitos astros do rock famosos como Ozzy Osbourne, Jimmy Page, o próprio Dickinson e sua “donzela de ferro” entre outros. A trilha sonora, como não poderia deixar de ser, também é do Bruce.

Em decorrência disso, comecei a rememorar alguns ícones do estilo, que alguns gostam de carimbar como “coisa do demo”, que já tiveram a oportunidade de ocupar um cargo em Hollywood. Lembrei-me primeiro do Bono Vox, líder do grupo U2. Ele foi um dos autores do roteiro de “O Hotel de Um Milhão de Dólares”, estrelado por Mel Gibson e Milla Jovovich. Bono também é responsável pela trilha sonora do filme. Além disso, há uma lenda de que ele teria sido cogitado para ser um dos vilões de “Batman Eternamente”. No caso, ele seria o MacPhisto, demônio que encarnava na turnê de Zoo Tv. Você pode conferi-lo, em desenho animado, no clip de “Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me”, que faz parte do soundtrack do filme do Morcegão. Também pode ver o vocalista do grupo irlandês, caracterizado como o demônio, aqui.

Além dele, temos o “Camaleão do Rock”, David Bowie. O músico inglês atuou em várias produções. Entre elas “Fome de Viver” (ao lado de Susan Sarandon); “A Última Tentação de Cristo”, em que faz o papel de Pôncio Pilatos e “O Grande Truque”, em que interpreta um inventor que trabalha em um laboratório secreto. Em outros filmes, participou como ele mesmo, caso de “Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…” (achei a história do livro mais pesada do que a do filme) e “Zoolander”, em que ele participa como o juiz de uma “desfilada” entre os personagens de Ben Stiller e Owen Wilson (impagável por sinal!).

Outro roqueiro inglês, que se aventurou como ator, foi o Sting nos filmes “Duna” e “A Prometida”. Gene Simmons, o linguarudo do Kiss, fez um gênio do crime, com cabelo alisado, que comandava robôs assassinos em “Runway – Fora de Controle”. Além de produzir “Detroit – A Cidade do Rock”, sobre quatro garotos que fazem de tudo para ver um show do… … Kiss! \o/ Muito bacana quando a banda toca a música Detroit Rock City, que dá título ao filme.

Alguns músicos ou bandas participam apenas restringindo-se em sua área, no caso música. Fazendo composições para a trilha sonora. Caso do Radiohead (minha banda favorita), em “Velvet Goldmine” e do guitarrista da banda, Jonny Greenwood. Este compôs a trilha de “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson. Em fim, a lista é extensa. Se eu for falar de todos os roqueiros que participaram em produções cinematográficas, ficaria a eternidade escrevendo. Por isso, meu estimado leitor, se você souber de mais ídolos do rock que já tiveram seus 15 minutos de fama no cinema, por favor, não deixe de comentar.

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