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Posso acreditar em Harvey Dent?

Publicado em: 05-05-2008 @ 2:50 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Acaba de ser divulgado, no site Why So Serious, o novíssimo trailer do novo longa-metragem do Homem-Morcego, “Batman – O Cavaleiro das Trevas“, continuação de “Batman Begins” de 2005. No vídeo, pode-se ver um maior destaque à figura de Harvey Dent (Aaron Eckhart), que mais tarde se tornará o vilão conhecido como Duas-Caras. Há algum tempo já se especula que ele pode tornar-se o antagonista do Cavaleiro das Trevas[bb] numa possível continuação (como se ninguém soubesse que ele é o vilão em potencial para a próxima película). Além do mais, com a inesperada morte de Heath Ledger, que interpreta o Coringa cujo resultado de sua atuação é aguardado com muita expectativa, é natural que o marketing enfatize mais o promotor.

Em um ponto do vídeo, pode-se perceber as circunstâncias da origem de sua desfiguração. Em outro momento, quando ele está no carro e com um revólver na mão, é perceptível uma sutil mudança na sua fisionomia. Mesmo que de perfil:

Em “Batman – O Cavaleiro das Trevas“, ao que parece, finalmente veremos o Morcegão que conhecemos dos quadrinhos. Aquele teor sombrio, claustrofóbico e niilista. Uma cidade à beira do caos, no meio do fogo cruzado entre dois homens que estão em extremos opostos de um mesmo espectro, no caso Batman e Coringa. E com a participação de outros nesta guerra. Um herói que parece atrair o que de mais insano existe em Gotham City. E o que é mais legal: o Duas-Caras não terá um visual saído de um filme do “Sexta-Feira 13” misturado com “O Quinto Elemento“. Pois foi assim que o Tommy Lee Jones ficou com o rosto “porcamente” maquiado e com aqueles trajes berrantes.

ATUALIZADO: Vejam abaixo uma foto do ESPANTALHO que tem no trailer:

Será que é ele? Tudo indica que sim!
Estou procurando meu queixo no chão…

“Ah, mulher! Que bonitinho!”

Publicado em: 05-05-2008 @ 12:38 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Caro leitor, confesse que, vez ou outra você ouviu a sentença citada acima ser dita de uma amiga para outra perante uma situação, por assim dizer, singela. Tal afirmação só falta ser complementada com um “Eu quero também!”. Mulheres. Tão complicadas. Às vezes destemidas e independentes, mas também tão frágeis e delicadas. Como não se encantar por essa dualidade?

Bom, a frase foi escutada por mim, várias vezes, nas duas sessões em que assisti a “Homem-Aranha”, no cinema, em 2002. E foi proferida durante a, já clássica, cena do “Beijo do Homem-Aranha” – como é largamente conhecido (e que muitas garotas têm pedido aos namorados para fazerem igual). Logo depois percebi, numa sala lotada, que havia um equilíbrio entre o número de homens e mulheres. Isso me causou certo estranhamento, pois uma película baseada em um cara que é picado por uma aranha geneticamente modificada e possui habilidades proporcionais a de um aracnídeo, é mais associado aos garotos. Levante a mão o rapaz que já não ouviu algo do tipo: “Deixa disso, menino! Coisa de criança! Tu vai ficar é doido!”.

No intervalo que separa o primeiro filme do terceiro – cinco anos – notei uma certa tendência do público feminino pela cinessérie do “Amigão da Vizinhança”. Comunidades no orkut, como “Quero um homem aranha p mim!” e “Eu quero bjo homem aranha!!!!!”, mostram como as garotas têm simpatizado com as aventuras de Peter Parker. Não só pelas suas acrobacias em Nova York, mas também pelo romance com sua amada, Mary Jane. Romance que para uns é muito “açucarado” e que, para outros – principalmente elas! – seria uma revitalização daquele romantismo clássico que se via nas novelas de cavalaria do tipo: “O guerreiro, montado em seu cavalo e trajando sua armadura, vai ao campo de batalha defender seu reino. A esperança de rever a amada é que lhe dá esperanças para o regresso à sua terra natal”.

Ao que parece, os filmes do Aracnídeo parecem ter feito com que as mulheres passassem a ter uma “quedinha” por homens do tipo “eu sou para casar” e não mais por aqueles “cafajestes e conquistadores baratos”. Até o Wolverine quis ser bonzinho, em “X-Men 2” , quando a Jean fala que as mulheres “flertam com os cafajestes, mas é com o bonzinho que, no fim, elas casam”. E ele diz: “Mas eu posso ser um cara bonzinho”.

Devo supor que os super-heróis, não só transmitem o ideal de que “o crime não compensa”, mas também que “mulher se trata com gentileza” (Putz! Que horrível!). Em um mundo onde se procura “se dar bem a qualquer custo”, ainda vale a pena manter certos valores nobres, que já foram classificados de “caretas”. E que as mulheres passaram a prezar mais por aqueles que as valorizam de verdade. Agora é cool ser um cara gentil e adorável (mas nada exagerado, para não beirar a ser emo). O que já ouvi de cara dizer que “bonzinho só se dá mal” e de moça bradar que “os homens não prestam”, não é brincadeira. Que bom que isso está mudando. Seria essa uma, mais uma influência do cinema em nossas vidas?

P.S.: Gostaria que as mulheres fossem a maioria a comentar esta matéria.

Sobre a lista das 20 piores adaptações de quadrinhos

Publicado em: 28-04-2008 @ 1:15 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Pegando carona na estréia do filme “Homem de Ferro”, que promete ser uma das melhores adaptações de quadrinhos para as telonas, quero falar a respeito de uma lista, divulgada pela revista Entertainment Weekly, que consta os “20 piores filmes de todos os tempos baseados em quadrinhos”.

A lista é encabeçada por “Motoqueiro Fantasma”, estrelado por Nicolas Cage (“60 Segundos”). Em minha opinião, foi cometida uma injustiça contra o filme do “Cabeça-de-Fósforo”. Tudo bem que não é um primor de filme. Que no embate contra os inimigos, ele os derrota de uma maneira muito, muito, muito… “bestamente fácil”(!). Mas há de se convir que o ambiente, clima, a caracterização ficaram legais. Condizentes com o teor das histórias do personagem flamejante da Marvel Comics. Sem falar no personagem em CGI que ficou muito bom. Bem dark.

Por conta de alguns aspectos positivos presentes no filme, considero injusto ele estar em primeiro colocado. A adaptação que deveria ocupar esta posição, sem dúvida, é “Mulher Gato”, com a Halle Berry (“X-Men”). Ao invés de se contetar em ser a Tempestade no filme dos “Filhos do Átomo”, acabou por participar de um longa que é execrável do começo ao fim. Atuação que ainda lhe rendeu um Framboesa de Ouro de Pior Atriz de 2004. Ela pelo menos pode compartilhar da culpa com a produção. Por exemplo, como alguém aprova um roteiro daqueles? Tipo, ela morre e é ressuscitada por um gato que tem ligação com deuses egípcios. Prefiro o argumento das HQ’s, em que Selina Kyle (no filme, ela se chama Patience Philips, uma designer gráfica) era uma prostituta e que, sem mais nem mesmos, resolve usar uma roupa de couro preto e sair por aí cometendo crimes.

Pior ainda foi a caracterização dela como badgirl, com aquele cabelo louro e ter como inimiga no filme a Sharon Stone. A luta entre elas parecia um episódio do desenho “Três espiãs demais”. E com direito a um interesse amoroso aos moldes de tal desenho. E para completar, o filme não fazia a menor conexão com o universo do Batman. O filme “Elektra”, que também está na lista dos 20 piores, pelo menos faz alusão com o do “Demolidor” – que também tá na lista (eita!) – na cena em que ela é ressuscitada pelo seu mestre. Prova de que não dá para fazer um filme de um coadjuvante sem mostrar de qual universo ele veio. Imagina fazer um filme que conta a origem do Coringa sem fazer a menor ligação dele com o Batman. Não dá! Um é a razão de ser do outro na história.

Bom, é isso. Só pretendo deixar a mostra minha opinião em relação à colocação errônea do “Motoqueiro Fantasma” como o pior filme baseado em HQ de todos os tempos. ;)

Quem esmaga: Norton ou Marvel?

Publicado em: 25-04-2008 @ 12:38 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Desde que foi anunciado um segundo longa-metragem do “O Incrível Hulk”, muito se especulou a respeito da produção. Principalmente, por conta da controversa adaptação levada às telonas pelo introspectivo diretor taiwanês Ang Lee (“O Segredo de Brokback Mountain”). A película que foi exibida em 2003, tem seus pontos fortes e fracos. O forte, que considero, é uma abordagem psicológica do lado obscuro do protagonista Bruce Banner. O fraco, eu consideraria não o “Hulk chicletão” (que parecia mais o Geléia dos “Caça-Fantasmas” depois de ter abandonado a sua forma ectoplasmática e ter tomado muito anabolizante), mas sim o ator escalado para ser o atormentado Dr. Banner: Eric Bana. Ele é bom ator, mas nem de longe ele tinha perfil para ser lado “humano fracote” do Gigante Esmeralda.

Em 2006, ao ser anunciado o diretor francês Louis Leterrier, que tem no currículo filmes de ação como “Carga Explosiva” e “Carga Explosiva 2”, os ânimos dos fãs parecem ter se inflado, pois gostariam de que a ação tivesse sido melhor explorada no longa de Ang Lee. A expectativa foi grande, até ser anunciado o nome de Edward Norton (que, convenhamos, tem bem mais o biotipo de Bruce Banner do que Eric Bana). Até eu estranhei a participação dele num blockbuster deste tipo, já que ele é mais conhecido pelos filmes voltado para um intelectual(?). E melhor para ele, que pôde ter Liv “linda de morrer” Tyler como Betty Ross.

Além do mais, nomes do porte de Tim Roth e William Hurt davam mostras que o longa prometia (e promete). E já que é assim, então por que não há uma maciça campanha de marketing como “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, “Speed Racer”, “Homem de Ferro”? Pois só em março é que saiu o primeiro trailer do filme, sendo que sua estréia é em junho.

Ao que parece, a premissa das histórias do Hulk, em que as personalidades de Banner e do verdão estão sempre em rota de colisão no íntimo do “médico-monstro”, se repetiu na pós-produção. Segundo a mídia, Norton e Leterrier (que também assina o roteiro) querem um longa-metragem mais extenso para abordar tanto o doutor quanto seu alter-ego monstruoso. A Marvel, por outro lado, quer um filme mais curto e com mais ação. E também por motivos mercadológicos.

Se por motivos comerciais, eu for ao cinema para ver um filme que a história só serve de pano de fundo para uma pancadaria incessante de um bombado verde, seria melhor ficar em casa e ver o “WWE – Luta Livre na TV”. Programa que foi excluído da grade do SBT. Pelo menos não gasto o dinheiro da passagem e do ingresso e ainda posso ver o programa deitado na minha rede.

De acordo com Norton, não há disputas de egos e sim apenas divergências criativas na pós-produção. Afinal, blockbusters são sempre uma faca de dois gumes: pirotecnia exacerbada, mas uma história pífia. Como no caso do filme “Armageddon” – de fato, um armageddon na história do cinema. Bom, Norton é competente – vide seus trabalhos -, por isso dou um crédito para ele. Mas, no fim, o único ego a se sobressair no longa é o do “O Incrível Hulk”. Afinal, “Hulk Esmaga!”

Homem-Aranha x Torta de Maçã

Publicado em: 24-04-2008 @ 11:20 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Olá, amigos rapaduras! Em primeiro lugar, quero me apresentar a vocês. Meu nome é Ronaldo e sou de Fortaleza, capital do Ceará. Esta é a minha primeira matéria e, como pontapé inicial, eu escolhi redigir matérias sobre filmes de super-heróis. Afinal, desde que Hollywood voltou os olhos para o gênero, o número de adaptações cresceu consideravelmente. Por conta disso, fãs de HQ’s – me incluo nesta estatística – e cinéfilos em geral, têm procurado avidamente por notícias de última hora sobre produções de seus super-heróis favoritos.

O assunto desta matéria é sobre a notícia, publicada no CCR no dia 02/04, de que Jason Biggs (“American Pie”) é o candidato mais provável a envergar o uniforme do Homem-Aranha após a confirmação de que Tobey Maguire (“Garotos Incríveis”) não reprisaria o seu papel na cinessérie do “Cabeça-de-Teia”. Confesso que se esta notícia tivesse sido publicada no dia anterior, eu não pensaria duas vezes de que se tratava de uma piada do Dia da Mentira!

Muitos fãs já estão com o “sentido de aranha” tilintando por conta dessa especulação, tendo em vista que Tobey Maguire se perpetuou no imaginário do público como Peter Parker. Ele está para o Homem-Aranha assim como o saudoso Christopher Reeve esteve para o Super-Homem. É difícil não olhar para ele e não imaginá-lo escalando um prédio ou soltando uma teia. Assim como também não dá para dissociar Jason Biggs e a famigerada “cena da torta de maçã” no primeiro “American Pie” – que se tornou antológica nos filmes de comédia adolescente e uma terrível “mancha negra” na carreira de qualquer ator que se preze!

Por conta disso, nenhum fã xiita do Homem-Aranha – inclusive eu – quer associar a imagem de um dos maiores heróis de todos os tempos a um “fornicador de tortas de maçã”. Além do que, ele NÃO tem a menor cara e jeito para ser Peter Parker. Em contrapartida, para se especular sobre sua escalação, os produtores viram algum mérito no rapaz durante o seu teste. De toda maneira, é torcer para esperar uma trilogia digna da primeira – se bem que a última deixou a desejar, pois aquele “emo-aranha” ninguém merece. Para mim, e tantos outros, a identidade secreta do “Peter Parker em película” ainda é o Tobey Maguire (por favor, não nos abandone!). É isso.

P.S: Será que se disserem ao Tobey, que ele não precisa usar aquela franjinha de novo, ele toparia voltar a vestir o uniforme?

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