Um clássico. O cinema deturpou partes de sua excelência, mas o drama de ‘O Fantasma da Ópera’ é tão magnífico que nem Hollywood conseguiu estragá-lo - como tem costumado fazer com os últimos filmes… Não sei se devo me apegar a película, insignificante diante da peça. Prefiro me embriagar com a forte essência d´O Fantasma da Ópera!
Essa é uma coisa louca. Essa é uma coisa realmente maluca e descabida que s vezes insiste em acontecer na nossa vida: gostar de quem não gosta de você! Essa situação vexatória e constrangedora só é interessante quando acontece seja com os outros seja quando é retratada pelas artes. Quando dá o azar e acontece com a gente é uma desgraça! Tem um amigo meu que diz que não há dor pior! Dor de dente um dentista cura, nem que tenha que arrancar. E para tudo há a morfina. Ou até a morte para salvar os desvalidos. Mas a dor de amor é implacável. Você não arranca não! Nenhum remédio cura e o pior é que você não morre de dor de cotovelo! Ela destrói as defesas e você fica combalido. Mas não morre! Apela para todo tipo de santo, simpatia, estratégia humilhante, soluções etílicas e até para a Irmã Janaína (”Irmã Janaína traz a pessoa amada!”). Às vezes dá até certo… Enfim, entrei nesse assunto porque assisti ao “O Fantasma da Ópera”.
Na verdade, o filme vai tentar reproduzir o famoso musical de autoria de Andrew Lloyd Weber que já atraiu mais de 15 milhões de pessoas aos teatros dos grandes centros culturais do mundo. O musical, por sua vez, é baseado num livro de Gaston Leroux, do início do século XX, o qual, como obra literária, nunca mereceu muita atenção.
A adaptação tem seus defeitos: o Fantasma é novo demais (talvez pela necessidade de aproximar o personagem ao público jovem) e nem de perto tem o carisma que demanda o personagem; o diretor inventou umas cenas que não existiam no original; o musical não destacou tanto a ópera; o nome do Fantasma é Erick e aquela viagem sobre a explicação da deformação dele é por conta do diretor; a história ficou mais para romance do que para terror; o outro componente do triângulo amoroso, o Raoul, está mais em evidência no filme que na peça, e - certamente - é muito melhor assistir ao musical que ao filme! Mas como nem todo mundo tem as libras necessárias para assisti-lo em Londres, eis a grande virtude da película: possibilitar ao grande público a oportunidade de conhecer este clássico, se deliciar com a trilha sonora maravilhosa e sofrer com o drama deste amor não correspondido. Mas se você for um cubo de gelo ambulante, amargo e reclamão, nada do que vou dizer aqui fará sentido… Meus pêsames!
O lugar da história já te deixa de boca aberta. A Ópera de Paris. Um prédio construído de forma até polêmica, com 17 andares, sendo 10 subterrâneos, monstruosamente belo. E sim, tem um riozinho passando embaixo do teatro! Só de imaginar dá arrepios…
Agora, vamos história. Christine é uma jovem corista. Órfã. Foi educada artisticamente por um espectro que se manifesta apenas pela voz, ao qual ela batiza de “Anjo da música”. Na verdade, um gênio da música que se esconde nos subterrâneos do teatro de Paris e que tem o rosto terrivelmente deformado. Em virtude de apoio do “Fantasma”, ela se torna “Primma donna” do teatro de Paris. Então aparece o bonitinho. O Visconde com todas as características de príncipe. (Até cavalo branco para complementar o pacote!). O resto já dá para adivinhar. O belo e a bela se apaixonam, noivam e vão casar. E o fantasma? Nem um obrigado ele merece da moça a qual dedicou a vida! Dava até para colocar: “Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência”!
Uma coisa tem que ficar clara: O Fantasma é um monstro! Sim, um monstro da Literatura. Tal qual Drácula, lobisomem, Frankenstein, Cuca. A obsessão dele por Christine o leva a fazer sandices. Quando ele aparecia nos filmes da década de 40, provocava histeria e desmaios nos cinemas. Mas, entre os monstros, sem dúvidas, é o mais charmoso e o que mais desperta compaixão. Há inclusive o hábito de se torcer para que Christine fique com o Fantasma. Ele desperta essa iniciativa de “torcer pelo bandido” mais do que qualquer outro vilão da ficção. E para ser honesta, em termo de sedução e conteúdo, não há comparação. O Fantasma ganha de goleada. Na peça isso é mais fácil de ver. O Fantasma é hipnótico! É carisma ambulante! É magnetismo puro! Isso dá para observar claramente na ópera Don Juan, escrita pelo próprio, onde o casal realiza um dueto glorioso. É bonito demais. Inquietante até a medula!
Passando o drama para nossa realidade mortal… Vivemos num mundo onde imagem é tudo. Estética é curriculum vitae. Seja belo e as portas mais facilmente se abrirão para você. Como dizia Vinicius (um ogro de tão feio, mas um grande pegador!): “As feias que me perdoem mas beleza é fundamental”! Por isso que a nossa sociedade faz qualquer sacrifício pela beleza estética. Para ser fundamental. O Fantasma é rejeitado pelo mundo em que vive em virtude da sua deformação. A humanidade perde um gênio porque não consegue conviver com o feio. O feio se torna aberração porque o ser humano carece mesmo de valores essenciais. Superficialidade é a palavra. “Mais do que paisagens novas, é preciso de olhos novos” já dizia Proust. Mas essa é uma reflexão muito exigente que pode ser intangível ao grande público…
No entanto, por que o “O Fantasma da Ópera” é o clássico entre os musicais? Por que mesmo as pessoas que não entendem a língua durante as apresentações se debulham de tanto chorar? Por que um monstro atrai tanta paixão? Não sei. Talvez só desconfie. Talvez porque eu e você e todo mundo já gostou de alguém que lhe rejeitou. Talvez porque você não agüente mais ver que os almofadinhas e filhos-de-papai que ganham sempre e isso é revoltante! Talvez porque no fundo você saiba que a dor do Fantasma é a sua própria (ou já foi!). Talvez porque tanta devoção por alguém é algo alienado demais. E belo demais! Talvez porque você ame alguém nesse exato momento… E talvez não seja amado.
Coma já falei na coluna passada, os filmes estão cada vez mais próximos de nós. A história do Fantasma podia ser a de qualquer um. Até a sua. Chega de superproduções que não trazem nada de novo, banhadas de prepotência e mesmice. Prefiro filmes que me façam sentir. E definitivamente, ‘O Fantasma da Ópera’, em cinema ou em teatro, é capaz de tocar qualquer um que seja humano.
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Costumo pensar que a arte, logo, o Cinema, expressa sensações da vida das pessoas, sendo elas contemporâneas ou do passado. Enfim, vão evocar emoções e fatos marcantes. Sendo assim, lembrei que o ato de trair faz parte de toda boa fofoca, como também de uma série de célebres filmes. Quantos filmes aos quais você já assistiu que tenha um lance envolvendo traição? Vários, certo? Creio que sim. E não digo apenas o famoso “chifre”- mais popular de todos! Falo de traição mesmo! De amigos, de familiares, de ídolos. Qualquer traição. São filmes tratando da “melhor amiga” que agarra o namorado da colega; namorado que mata namorada; marido que tem caso com secretária (o clichê!); casais brincando de passar chifre como se fosse batata quente; quebra de sigilo no trabalho; honra esquecida(…) Nossa! É muita coisa! Agora me pergunto: por quê?
Nesta coluna, tive a idéia de juntar duas paixões minhas: Cinema e Música. Sim, pois todo bom filme tem que ter uma trilha sonora de acordo, e toda boa música tem uma história com a qual nos identificamos. Cheguei, então, a pensar que esses dois andam muito bem entrelaçados.
Eu sou contra. Eu sou contra os atores, contra a abordagem, contra a produção, contra o tema. Eu sou contra a peça que deu origem ao filme, contra o diretor, contra o nome do filme. Ele não devia se chamar “Closer - Perto Demais”. Devia se chamar “Verdade Demais”. Eu sou contra, sim! Eu sou contra porque as verdades não foram feitas para serem ditas desta forma aberta, clara e sem pudores. Oscar Wilde já dizia há mais de cem anos: “É terrível como as pessoas tem dito coisas completamente verdadeiras s minhas costas”.
O intrigante livro “Código Da Vinci”, de Dan Brown, vendeu mais de 15 milhões de exemplares pelo mundo, graças união de um tema polêmico (religião) com um romance policial envolvente. Em termos de literatura, o livro não tem atrativo algum. Brown tem um ‘padrão’ para escrever. As seqüências são semelhantes, assim como a apresentação dos fatos e personagens seguem um modelo. É tanto que seu primeiro livro, “Anjos e Demônios”, foi elaborado na mesma fôrma do segundo (Código da Vinci).
Meu chefe chegou e me pediu um material para colocar numa das colunas do site. E, ah, de preferência, o mais rápido possível (sim, não provoque a Ira de Jurandir em relação prazos…). O que faço?! Tcharan! Lembrei do rascunho de crítica que tinha feito essa semana sobre o ‘12 Homens e Outro Segredo’ (Ocean´s Twelve). Falaram que podia ser qualquer assunto relacionado a cinema, então… lai rai!
Eu vivo tendo idéias de cenas ou mesmos temas para filmes em uns flashes loucos durante o dia. Só que hoje tive um que achei legal comentar. Talvez porque mexa com a nossa realidade, com cinema (Claro!) e com diversão (afinal, é até engraçadinho). Ou talvez, simplesmente, por que tinha uma espaço legal pra comentar que não o meu humilde blog! De qualquer forma, vamos ao assunto.