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Gerard Butler, Clive Owen e Russell Crowe

Publicado em: 17-08-2007 @ 12:02 am 
Postado em: Hot - Homens
Escrito por: Maíra Suspiro

“Homi maxu sim, sinhô!”. Eis a frase célebre que me vem � cabeça quando pensei nesse HOT pela primeira vez. Promessa é dívida, minhas caras, e é por isso que o CCR agora trouxe nesta edição o trio parada dura, com ferormônio para deixar qualquer criatura do sexo feminino (e simpatizantes) com as pernas arriadas. Chega de meninos com barbas falhas! Digam não � s feições femininas e aos homens cheios de frescurinhas! É hora de provar de quem sabe bem do riscado másculo, exalando masculinidade por todos os poros. Três vivas e inúmeros gritinhos ensandecidos para as beldades que dispensam comentários: Gerard Butler, Clive Owen e Russell Crowe. Uarrrrh. (Ok, isso deveria ser a onomatopéia de um rugido. E de leão, nada de gato véi, não.)

Gerard Butler

Uh-la-la, fale devagar, por favor. Esse mocinho desde sempre aparece arrasando suspiros de muita gente, com seus olhinhos verdes, seus traços fenomenais e uma voz que deixa qualquer criatura guenza. Também, pudera! Descendente de Glasgow (e não é Grayscow, esse é o He-Man), certamente Gerardão é tão bom quanto um whisky escocês. E ele prova isso a cada filme que conta com sua máscula presença. Pior que além do rapaz ser bonito e com cara de homem sem defeito de fábrica, ele ainda é simpático, divertido e etc tal. Tá vendo como Deus gosta mais de um do que de outros?

Então, continuando, vamos revelar em quais sagrados DVDs vocês poderão encontrar a desenvoltura do Mister Butler. Recentemente, pudemos conferir o moço em uma ótima forma, exageradamente boa. O épico “300” traz Gerardão no papel do Rei Leônidas com frases que foram eternizadas na sua voz. Quem não obedeceria ao “Tonight, we´ll dine in hell“? Aonde você quiser, meu patrão! Janto até embaixo da ponte… E quando ele berra “This is Sparta!”, quem é que ousaria dizer que não era? Podia ser a tribo dos índios tremembés que se ele falou, ta dito! Ui, ui. Em 2004, Butler provou que é um artista completo, atuando e cantando na adaptação da peça “O Fantasma da Ópera” para os cinemas. E veja ai um extremo porreta: o bruto gasguito super musculoso em ” 300″ e o requintado sensível cantor sedutor em “Fantasma”. Quem é que ousa resistir � quele pedaço de mal caminho, � quela estrada para a perdição cantando “All I Ask of You” e a trilha sonora memorável do romance? Né brinquedo, não, viu? É um caso muito sério! Em 2003, ele fez um par sexy com a musa Angelina Jolie no filme “Lara Croft“. Vale ressaltar que ele fez seqüências inebriantes com a Sra. Pitt, de deixar muita gente sem fôlego… Em 2000, ele encarnou um vampiro que muitas de nós adoraríamos que viesse morder nossos pescoços. O filme não é lá essas rapaduras todas, mas vale pelas cenas com o mais-mais escocês que faz qualquer kilt virar peça de respeito. E ah, um detalhe ótimo para esse HOT: no filme “Reino de Fogo“, nosso querido contracenou com outra beldade que não está na edição dessa semana, mas poderia, o também querido Christian Bale.

E só porque somos bem legais, ainda escolhemos alguns vídeos do Gerard Butler para vocês conferirem o elemento em todos os ângulos possíveis.

+ Butler de todas as formas ao som de Pink
+ I wish I was you lover… Quem não queria, né?
+ Butler e sua veia humorística (+ 1 vídeo)
+ Butler no World Stunt Awards 2007














Clive Owen

Mantendo a boa fama que a Inglaterra tem de mandar homens maravilhosos ao mundo, Clive Owen não é uma exceção dessa regra. Nem de longe, viu? Com seus 1,89m de altura muito bem distribuídos e impregnados de uma força cheia de charme, o rapaz não dá mole e rouba o fôlego de muita gente. Expliquem-me, minha gente, o que é aquele queixo protuberante com aquela covinha que rouba atenção dos mais fracos? E aquela aparente cara de emburrado que atiça as mais sensíveis? Ave Maria, o que aconteceria se ele mirasse aquelas preciosas bilas em alguém? Chão, chão, chão! Seria difícil não perder a compostura, viu?

No filme “Amor Sem Fronteiras” (2003), Clive aparece politicamente correto em um romance com… Adivinha quem? Angelina Jolie! Pausa: essa mulher arrasa demais. Como se não bastasse ser casada com “o” Brad Pitt, ela ainda não se contenta e pega os tops-tops do cinema americano? Brincadeira… Pois bem, continuando. Em 2004, pudemos conferir o galã no filme “Rei Arthur“. Sim, lindo como sempre, claro. Mas o filme não foi lá essas coisas todas… Porém, entretanto, todavia… 2004 foi também o ano de “Closer – Perto Demais“. Respiraram? Certo. Vou até mudar de parágrafo para todo mundo ficar bem acomodado…

Aqui. O que é aquele homem no papel do doutor que faria qualquer hospital ser “atacado” por criaturas doentes de amor, paixão, tesão e o tudo mais de bom no mundo? Meu Deus, quem foi capaz de esquecer a cena de “Closer” que ele descobre o “enfeite” na cabeça? “´Cos i´m a f***** caveman!”. Sim, sim, e se ele é o homem das cavernas, me arrasta pelo cabelo, me joga no chão, na parede, pode chamar de lagartixa. Tudo. Santo Projetos das Luzes Tortas… Sensacional demais. Intenso demais. Forte demais para os pobres coraçõezinhos.

No ano seguinte, 2005, conferimos o sotaque de Owen em “Sin City“. E mais uma pausa. Lembra do Gerard em ” 300″, um filme do Frank Miller? Pois é. Para quem não sabe, “Sin City” foi o precursor dessa história toda, veio antes de “300″ arrasando nas adaptações estéticas de quadrinhos para cinema… Mas, sim, falando em estética, pergunto: Frank Miller merece muitas palmas. E não pelo trabalho dele (que sim, merece), mas por saber escolher um elenco fenomenal. Clivão em um e Gerardão em outro? Ta podendo, hein? Pois é. Em “Sin City” a gente conferiu Clive Owen no papel super tudo de bom, pegando fogo com a personagem de Rosário Dawson. E podem ficar preparadas: ele vai estar presente na continuação, “Sin City 2″.

E chegando no ano passado, em 2006, vimos nossa beldade em “Plano Perfeito“, filme que inspira qualquer uma a virar uma fora-da-lei. Principalmente pela idéia de “fora-da-lei-dentro-de-Owen”. E também no filme “Filhos da Esperança“, muito bem comentado, e que atiça as esperanças de muitas meninas de um dia encontrarem o genérico desse moço dando sopa por aí.

E seguindo a idéia de mostrar todos os detalhes dos nossos escolhidos, segue abaixo alguns links de vídeos inspiradores com Clive Owen.

+ Comercial para Mercedez ao lado de Madonna
+ Seqüência de Clive Owen e Julia Roberts em “Closer”
+ Clive Owen como Dwight em “Sin City”













Russell Crowe

Coleguinha da Nicole Kidman, o nosso escolhido aqui tem fama de brigão. Birrento. Uén. Mas ele é um exemplo sim da categoria “homi maxu, sim, sinhô” com tríceps, barba e tudo. E o rapaz aqui não brinca em serviço. Russell Crowe já recebeu 3 indicações ao Oscar e ganhou uma. O rabugento-sexy foi nomeado por “O Informante” (1999), por “Uma Mente Brilhante” (2001) e “O Gladiador” (2000). Alguém lembra? Sim, foi pelo papel de gladiador que ele levou o homenzinho-de-ouro para casa.

Ele pode ter tido confusões sobre a sua conduta, mas, calma, gente. Vamos dar um desconto para o rapaz… Ele estava defendendo a sua fama de mau! E bad boys são até sexys, não? E ele não é só ator, não. Assim como Gerardão, Russelão também bota as cordas vocais � teste e tem até clipe, menina!

+ Vozeirão
+ Plus de Russell Crowe
+ So sexy












“O Poder da Edição”

Publicado em: 13-08-2007 @ 9:51 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Já venho falando nas últimas colunas sobre os requisitos que um bom filme deve ter. Falei do roteiro e agora lembrei de outro: a edição. Afinal de contas, você pode ter um ótimo elenco, um enredo bacana e tudo acertado. Mas se o editor não tiver um bom timming e ainda estiver perdido na década de 80, muito do filme (ou ele por inteiro) pode ir por água abaixo.

Edição é algo espetacular. Eu, particularmente, acho super divertido. Você tem um mundo de possibilidades e sensações que pode criar através de efeitos e imagens. E ela está presente em tudo que for relacionado a audiovisual nos dias de hoje: clipes, comerciais, filmes, vinhetas, trailers… Acho que quanto menor o tempo, mais importante a edição se torna, porque você tem menos tempo para causar uma ótima impressão.

Seguindo por essa vertente e pegando como “objeto de estudo” dessa semana os citados trailers, decidi escrever a coluna dessa semana após conferir uma série de “fake-trailers” que vi no YouTube. São vários trailers de filmes conhecidos nossos, feitos com a intenção de vender uma idéia completamente diferente do original. Super bem feito, extremamente convincente e ótimo para exemplificar o que digo ser “o poder da edição”, vou mostrar alguns links para que vocês possam conferir também.

O Iluminado: Clássico de Stanley Kubrick, adaptado do livro de Stephen King, o filme em questão é tenso e passa longe de dramas pastelões americanos. Eis que o “fake-trailer” de “O Iluminado” consegue ir ao extremo oposto e sugerir uma história fofa, cheia de emoção paterna e bons momentos. Desde a voz do narrador até as cenas perfeitamente bem escolhidas e montadas, o trailer convence demais e deixa muita gente boquiaberta, além de enganar direitinho quem não tiver visto o filme. E diga-se de passagem: quem não viu, merece ser pregado uma peça mesmo!

Link: “O Iluminado” em versão serelepe

Mary Poppins: Quem não lembra daquela babá simpática e bonita, cheia de truques legais que animavam as criancinhas afobadas e mimadas? Eu tinha esse filme em VHS, gente. Assistia quando era um protótipo de pessoa, morta de feliz, doida para ter uma babá “a la Mary Poppins”. Eis que eu vejo o “fake-trailer” do filme e todas as minhas doces lembranças, felizes e nostálgicas, somem repentinamente. A re-edição do trailer traz uma babá sombria, um filme de suspense, de colocar qualquer criança “pimentinha” nos eixos. A inserção das legendas deu todo um ar maligno e o áudio brilhante, tanto no timing quanto nas notas para dar aquele susto. Confiram vocês mesmos!

Link: Mary “Scary” Poppins

Top Gun: Aqui, descobrimos que “O Segredo de Brokeback Mountain” não foi o primeiro filme clichê americano a ser enturmado pela mídia. Na verdade, a re-edição do trailer de “Top Gun” mostra que antes dos cowboys vieram os mocinhos da aeronáutica norte-americana. Uh! Com direito a olhares comprometedores e tudo mais. Val Kilmer e Tom Cruise até que formam um casal simpático, tirando a cor brega de cabelo do Kilmer.

Link: O segredo de “Top Gun”

Clube da Luta: E já que citei o casal passado, vou aproveitar para falar da semelhança invertida em “Clube da Luta”. Só que aqui não é tão romântico quanto o passado. A obsessão e a intensidade do filme original continuam, só que focadas (focadas mesmo) em outra coisa. Vale ressaltar o final do “fake-trailer”, quando o editor usa um sabonete, mais que conveniente, para divulgar o “fake-movie”. Nossa, muito bom. Brad Pitt e Edward Norton, dois dos meus atores favoritos, em uma versão que eu adoraria ver!

Link: Um Clube diferente do da Luta

Táxi Driver: Essa é para rir. E para pregar peças nos infames que se dizem cinéfilos e não viram esse filme. E esse “fake-trailer” foi audacioso! Tirou toda a essência do original e transformou em algo completamente “saltitante”. E mais: em clima do seriado “Sex and the City”. Minha nossa, o que é uma edição, não é mesmo?

Link: Taxi Driver “a la Bradshaw”

O Chamado: Aqui também não poderia ser diferente. Assisti re-edição pela primeira vez e, claro, se não conhecesse o filme, jurava que a Naomi Watts iria morrer de câncer e o filme ia se lambuzar com toda aquele drama de “os últimos dias de minha vida” e algo do tipo “Doce Novembro”. Deu vontade perguntar o que a Samara achou disso. Confiram!

Link: “O Chamado” em outra linha

Bem, acho que já dei pano demais para manga para entreter vocês com exemplos de como a edição faz um diferença significativa em um filme, ou qualquer produção audiovisual que seja. Divirtam-se. E para os mais inquietos, recriem filmes!

Interação com a telona

Publicado em: 06-08-2007 @ 5:24 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Cinema é muito mais além de todas aquelas técnicas e equipamentos de filmagem. Cinema também é pipoca, é namorico no escuro e, principalmente, cinema é encontro de pessoas desconhecidas (ou não) em uma sala escura e intimista. Todos diferentes e unidos igualmente. O que mais poderia sair disso?

Saindo de uma sessão de cinema no horário mais clichê para se conferir um – em pleno domingo noite, enquanto descia as escadas pensei: nossa, como a companhia faz a diferença em um filme! E aí fiquei lembrando de todos os clichês e situações inusitados que já me ocorreram dentro de uma salinha de exibição.

O barulho das pipocas, os celulares inconvenientes que tocam, os cochichos, as risadas espontâneas, os choros, as piadas. Nossa, muita coisa. Existe uma tremenda diferença entre assistir a um filme numa sala de cinema e no sofá da sua casa. Uma diferença que vai além da telona e das poltronas sistemáticas.

Com filmes, eu me divirto de qualquer jeito. E tenho sorte de sempre ter companhias excelentes. Só que acaba sendo mais interessante quando se tem a oportunidade de se estar junto grande massa, quele grupo de pessoas que foi ali conferir aquele mesmo filme. As piadas podem ser engrandecidas… Enfim, as emoções ganham um tom maior, um tom diferente.

Para me fazer melhor entender, vou exemplificar com três idas ao cinema em três filmes diferentes. “O Diabo Veste Prada”, “300” e “O Cheiro do Ralo”. Por mais que reveja esses três filmes em DVD ou no próprio cinema (como refiz em dois deles), a primeira vez não poderia ter igual.

O Diabo Veste Prada. Depois de muito esperar pelo filme, finalmente fui conferi-lo nos cinemas. Sim, eu sou uma vítima da moda. E daí? Jogo um scarpin na cabeça de quem vier tirar onda. Com Meryl Streep no elenco e moda como pauta, era impossível a menina Suspiro aqui não ir conferir saltitante o resultado do livro nas telonas. E lá estava eu: de make-up, scarpins e a companhia ideal. A sala estava lotada. Nossa. E deu pra sentir logo na entrada que todos ali estavam tão empolgados quanto eu. Fãs da moda, fãs de filmes clichês, fãs de ir ao cinema só para ser besta, não interessa. O clima da sala era contagiante. E quando o filme começou? Cada vibe da trilha sonora era uma onda dentro da sala. Quase saiu uma “ôla”. E os comentários sobre os figurinos do filme? Era gente da fila da frente comentando o que alguém da fila de trás tinha comentado, eram garfes ridículas do tipo “quem é esse?” quando o Valentino (estilista famoso) aparecia na tela… Bom demais. O filme é clichê e redondo. Ótimo para um divertimento despretensioso. E naquela sala lotada foi melhor ainda.

300. Louca estarei eu no dia que perder algum filme de Gerardão no cinema. Depois de todo o bafafá em cima desse filme e ainda contando com um elenco de homens espetaculares, é claro que eu não iria perder. Tinha que prestigiar o Santoro no seu papel mais estrondoso e ver qual a última pérola do gênio do Frank Miller. Novamente, dia de estréia, a sala lotada. Onde a Maíra senta? Na escada. Isso mesmo, no chão! Começa daí a adrenalina da coisa. Aqueles sons, os gritos unânimes, as piadas e as risadas mais altas impossíveis… Todo mundo vira colega naquele momento. E quem foi que não vibrou com “this-is-sparta!”? Hein? Uma sala com mais de 400 pessoas eufóricas emana uma energia grande, viu, seu-menino? Foi bastante divertido! E a pérola dos créditos finais? “Mulher, se com 300 homens eu já morri de passar mal, tu imagina esses 10 mil que chegaram no final!”.

O Cheiro do Ralo. “Bufu”. “E bufu”. Mal começa o filme e já aparecem as “interações” hilárias das companhias da sessão. Sabe aquelas risadas que fazem os outros rirem sem nem saber o motivo? Pois é. Tenho certeza que eu e minhas amigas participamos mais do filme do que os figurantes do mesmo. E o melhor é que as pessoas presentes realmente se divertiram conosco. Bom quando a gente consegue ser legal assim, né? Notei demais os olhares daqueles curiosos que queria saber “cadê as palhacinhas da sessão?”. Mas ora, o personagem do Selton Melo nesse filme, o tal Lourenço, tem um humor sensacional. Impossível não brincar. E agora, tudo na vida é culpa do ralo. Tsc, tsc. Ora, vamos ser corretos. Esse negócio de fazer cara blasé para ir ao cinema não tá com nada.

Cinema é arte. E também é entretenimento. E não precisamos fazer cara de doce para mostrar que entendemos da história. Se o filme é bom, temos mais é que aproveitar e interagir com ele e fazer valer bem aqueles feixes de luz na telona. E se você tiver com a companhia certa, é certeza que quando as luzes se acenderem, tudo vai ser mais divertido. Principalmente porque, além dos comentários sobre o filme, haverão os comentários sobre os momentos “interativos” do filme.

Filmes “bons de papo”

Publicado em: 30-07-2007 @ 7:31 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Fazer um filme, e de preferência, um bom filme, envolve uma série de fatores que devem ser bem sucedidos. Atuação, direção, figurino, trilha sonora, montagem… Inúmeros detalhes que fazem uma grande diferença. E olhando para a tela em branco do computador, lembrei de um detalhe difícil e extremamente importante em um filme: os diálogos.

Na verdade, no caso, as linhas das quais venho falar aqui não são tão tortas. Será? Enfim, sei que pensei em como existem roteiros geniais, com falas sensacionais e interpretações mil. E quase que instantaneamente, uma série de filmes vieram minha mente, processando quantos momentos, ou mesmo personagens, ficaram eternizados em nossas memórias por uma fala qualquer ou até mesmo expressões que viraram mania. Para facilitar a minha vida e dinamizar a de vocês, vou citando os filmes e os diálogos que me fizeram vibrar. Espero que vocês concordem com alguns.

Cães de Aluguel (1992). Dirigido e roteirizado por Quentin Tarantino, esse filme me fez rir com seus diálogos aparentemente absurdos, mas tão simples. E “rapaduras” sejam dadas aos personagens Mr. Blonde, Mr. Pink, Mr. Brown e Mr. White. As melhores sacadas da história saem das bocas desse quarteto infame. Quem assistiu ao filme não pode ter deixado passar batido a divagação deles sobre o real sentido da música “Like A Virgin”, da Madonna. Muito menos a argumentação do Mr. Pink defendo-se após afirmar: “eu não acredito em gorjetas”. Ou quando ele e Mr. White estão em uma situação tensa e mesmo assim, ainda há espaço para o comentário: “Não, eu parei de fumar. Por quê? Você tem um aí?”. Bom demais.

Pulp Fiction (1994). Já que comecei com Tarantino, vamos continuar com ele e outro clássico dirigido e roteirizado pelo rapaz. Atire a primeira pedra quem não lembra do diálogo entre o Vincent Vega e o Jules Winnfield sobre o “royale with cheese” da McDonald´s. Rendeu muito! E a frase bíblia que Jules insistia em citar? Conheço gente que decorou aquilo ali de trás pra frente e em duas línguas. E quando conhecemos a história “heróica” do relógio de ouro de Butch? Ótima participação do Christopher Walken! Mas, na minha opinião, a melhor frase do filme sai da boca da musa tarantiniana, quando ela interpreta a Mia Wallace e fala a seguinte frase sobre o silêncio: (…) “é quando você sabe que encontrou alguém especial. Quando você pode simplesmente calar a boca por um minuto e aproveitar o silencio confortavelmente”.

Kill Bill 2 (2004). Fechando o trio-tarantiniano. Admito que os outros dois filmes que citei são, pessoalmente, notavelmente melhor que esse, apesar de Kill Bill 1 e 2 ter grande mérito. O diálogo que mais me chamou a atenção aqui foi o bem-dizer-monólogo do Bill falando sobre o Super-Homem. No final, ele fala que “Clark Kent é a crítica do Super-Homem toda raça humana. Algo como Beatrix Kiddo e Mrs. Tommy Plimpton.” E depois ele ainda cita um clássico do Oliver Stone, dez anos antes, “Assassinos por Natureza”, quando diz: “Estou te chamando de assassina. Uma assassina por natureza”.

Casablanca (1942). Tinha que ter um clássico no meio, claro. E esse aqui foi um dos primeiros que vi com clareza. Sei que vim para falar dos diálogos, mas não posso deixar de citar a música-tema do filme, a eternizada “As Times Goes By”. Pronto. Falei. Voltando s frases. O personagem de Rick em muito me agrada. Ele fala umas coisas que poderiam ter saído da minha boca com a mesma cara de indiferença. Como quando a garçonete pergunta a ele o que tinha feito na noite anterior e ele responde: “Faz muito tempo para que eu me lembre”. Ou quando ela pergunta o que ele fará naquela noite, e ele diz: “Não costumo fazer planos a longo prazo”. Mas, o moço não era tão abusado assim. Não podemos esquecer a clássica frase que caiu na boca de muita gente em forma de consolo: “nós sempre teremos Paris”. Ah, são muitas!

Forrest Gump (1994). Esse ano foi bom, né? Já é bem o quarto filme citado que “nasceu” e, 1994… O Karma deveria estar bom… Pois bem. Filme clássico com Tom Hanks, o futuro amigo de Wilson anos depois. O filme tem uma série de discursos simpáticos do nosso ingênuo amigo Gump. “Estupidez é aquilo que estúpidos fazem”. Bobo, mas, afinal, não é verdade? E a frase célebre da sua mãe quando ela dizia que “a vida é uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai tirar”. E para provar a sensibilidade e a beleza do personagem de Forrest, aquela frase que ele fala pra sua amada Jenny: “Por que você não me ama, Jenny? Eu não sou inteligente, mas eu sei o que é o amor”. Mandou bem, Forrest!

Star Wars (todos). Ok. Esse aqui deve ser citado não exatamente por ter um roteiro com diálogos profundos e tudo mais. Mas sim, porque frases célebres dessa saga viraram jargões e muita gente que nunca nem viu o filme ou entende que raios de briga é essa nas estrelas já ouviu falar delas. E para não perder a graça, eu vou colocar em inglês, que é como eu realmente lembro delas. “Luke, i´m you father”. “May the force be with you”. “Darth Vader, raise”. E claro, todas as que envolvem o lado negro da força. Pronto. Simples e óbvio.

Um Amor Para Recordar (2002). Sim, um filme meloso para entrar na lista rápida de filmes com frases f*das. Eu chorei quando assisti, admito. E acho lindo quando ele (!) fala sobre o vento comparando ao amor: “Eu não posso vê-lo, mas eu posso senti-lo”.

Closer”, “Vanilla Sky” e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, eu vou poupar os comentários, certo? Além de já ter citado os três na coluna passada, fica muito difícil escolher os diálogos do filme. Eu teria que, praticamente, copiar o roteiro todo. Exagero? É, talvez, mas que cabe para o casos do trio aí, cabe.

Enfim, falei demais já. Acredito que deu para explicar o quanto sacadas inteligentes em um diálogo fazem a diferença e ajudam a eternizar um bom filme.

Peças da Vida, Trunfos no Cinema

Publicado em: 23-07-2007 @ 10:05 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

A vida pode lhe pregar peças. Aliás, ela adora fazer isso. Ela e Murphy. E claro, os casos mais comuns são os amorosos. Ou vai ver os notamos mais porque eles doem mais. Enfim, continuo achando que o cinema é a imitação da vida. E, quem sabe, essas inúmeras peças que a vida nos prega acabam virando situações de filmes que emocionam quem passou pela mesma situação.

mairasuspiro_pecanavidatrunfonocinema.jpgQuem nunca sofreu com a desconfiança de um chifre? Ou ficou imaginando cenas e situações com o alvo de afetos? Ou sofreu por ser deixado de lado ou quis mudar a realidade para reatar um relacionamento? Ora, se você já teve um relacionamento na vida e se apaixonou de verdade, certamente já passou por alguma dessas situações. E no cinema, a gente pode ver uma “penca” de filmes que trazem essas situações, cada um do seu jeito.

Pensando distraidamente em como vejo no cinema situações parecidas com as que já passei ou vi amigos passando, quis fazer uma lista de filmes que me marcaram por terem colocado na telona algo muito próximo do que eu sentia ou pensava. “Closer” certamente coroa a lista concentrando muitos dos dramas de um relacionamento. “Bem Me Quer, Mal Me Quer” é o ápice da nóia de uma pessoa apaixonada. “O Fantasma da Ópera” chega como clássico da dor de cotovelo. “Brilho Eterno de um Mente Sem Lembranças” entra para liderar os relacionamentos falidos ou perdidos no tempo. E “Vanilla Sky” entra para ilustrar os sonhadores ansiosos por um sonho lúcido.

Closer. Para mim, certamente é um dos filmes que trata a verdade da forma mais nua e crua. Com diálogos claros e sinceros, “Closer” cutucou muita gente que já tenha passado ou levado um par de chifres. Só que mais do que isso, ele cutucou cada um que já sofreu com a insegurança e com o desconhecido. É como se ele explorasse a fragilidade dos relacionamentos e as reviravoltas do mundo. E como se não bastasse, a música-tema do Damien Rice chega como uma cereja.

Bem Me Quer, Mal Me Quer. Tá certo que a protagonista do filme sofria por ser erotomaníaca e nem todo mundo é assim, mas pegando o “feeling” do filme, pensei nesse trabalho da Audrey Tautou para representar aqueles momentos em que você fica divagando, pensando em tudo que a outra pessoa está fazendo, pode vir a fazer ou o que mais der na telha. E mais ainda, em como s vezes viajamos imaginando os significados de pequenos detalhes na expectativa de que eles signifiquem algo bom para nós. No caso do filme, a personagem da Audrey exagera demais na dose, então, não se baseiem nela, por favor.

O Fantasma da Ópera. Peça de teatro clássica que foi refilmada recentemente com o Gerard Butler no papel do Fantasma, arrebata pelas músicas sensacionais e pela história dolorida. Esse aqui é um viva dor de cotovelo. Representa na lista, o drama dos que foram trocados, deixados de lado, tratados com ingratidão e até mesmo pena. Acho que muita gente sofreu com o Fantasma, cantando com ele e se revoltando a cada situação que desenrola o romance.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança. Esse até dispensa comentários, certo? Já virou inúmeras comunidades no Orkut e a identificação com os personagens da história foi tanto que muita gente saiu pintando os cabelos “a la Clementine”. Quem não quis, pelo menos uma vez na vida, ter um tratamento daquele? Esquecer a pessoa que nos magoou e apagar todas as lembranças que viriam a nos maltratar nos momentos mais frágeis? E quem não tentou, de todas as forma que pôde, salvar um relacionamento nos seus últimos suspiros? O mundo está cheio de Clementines e Joels…

Vanilla Sky. Esse, para mim, é o golpe de misericórdia. Só por ter Jeff Buckley na trilha cantando “Last Goodbye” enquanto o David Aames está no apartamento da Sofia, pedindo “one kiss” de recompensa e dizendo gostar da vida dela… Cameron Crowe pegou pesado. O filme é cheio de frases lindas, extremamente sensíveis. “Seu sorriso é minha ruína”. “Eu te encontrarei em outra vida, quando ambos seremos gatos”. “O doce nunca é tão doce sem o amargo, e eu conheço o amargo”. Ah, o paradoxo do doce&amargo que virou tema de muita gente… Principalmente porque o amargo é tão mais fácil de achar, né? E os tais sonhos lúcidos? Quem nunca quis ter um, para reviver algo bom que ficou para trás ou para vencer fronteiras do tempo e da distancia? Tudo para ficar com quem se gosta, mesmo que através de uma ilusão.

E esses são apenas alguns filmes. Os mais densos, digamos. Mas vira e mexe a gente vê uma situação em um filme que nos sensibiliza de alguma forma e relembra algo que passou. E o mais intenso nesses cinco filmes é que nenhum deles maqueia a realidade. Todos tem um desfecho que vai contra o clichê “e viveram felizes para sempre”, sem passar a mão na nossa cabeça em forma de consolo.

Closer - Perto Demais

Publicado em: 18-07-2007 @ 11:24 am 
Postado em: Citações Famosas
Escrito por: Maíra Suspiro

Voltamos para mais uma edição das Citações Famosas. Para quem não conhece, uma vez por mês escolhemos um, entre os mais variadores filmes, desde clássicos cults até filmes marcantes dos anos 80, para estar presente aqui na seção. Pegaremos sempre frases bacanas, trechos marcantes ou diálogos interessantes. Esta semana, após muitos pedidos, desde comentários até e-mails, temos o filme “Closer - Perto Demais“. Se quiser conhecer mais sobre ele, temos no CCR duas críticas (1 e 2) e uma coluna. Aproveite e COMPRE O FILME (frete grátis).

Citações Famosas - Closer - Perto Demais

ATENÇÃO: Se você ainda não assistiu ao filme, lembre-se que aqui nesta matéria contém fatos que podem revelar algo do filme ou de sua história (”spoilers”), por isso fica ao seu critério ler ou não a matéria.

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EUA
CITAÇÃO Nº 01 - ORIGINAL

Dan: : Didn’t fancy my sandwiches?
Alice: Don’t eat fish.
Dan: Why not?
Alice: Fish piss in the sea.
Dan: So do children.
Alice: Don’t eat children either.

Brasil
CITAÇÃO Nº 01 - TRADUÇÃO

Dan: Não gostou dos meus sanduíches?
Alice: Não como peixe.
Dan: Por que nao?
Alice: Peixes mijam no mar.
Dan: Crianças também
Alice: Eu não como crianças.

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EUA
CITAÇÃO Nº 02 - ORIGINAL

Larry: I know who you are. I love you. I love everything about you that hurts.

Brasil
CITAÇÃO Nº 02 - TRADUÇÃO

Larry: Eu sei quem você é. Eu te amo. Eu te amo tanto que machuca.

——

EUA
CITAÇÃO Nº 03 - ORIGINAL

Dan: Do you want babies?
Anna: Yes, but not today

Brasil
CITAÇÃO Nº 03 - TRADUÇÃO

Dan: : Você quer ter filhos?
Anna: Sim ,mas não hoje.

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EUA
CITAÇÃO Nº 04 - ORIGINAL

Alice: Hello, stranger

Brasil
CITAÇÃO Nº 04 - TRADUÇÃO

Alice: Olá, estranho.

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EUA
CITAÇÃO Nº 05 - ORIGINAL

Dan: What’s so great about the truth? Try lying for a change - it’s the currency of the world.

Brasil
CITAÇÃO Nº 05 - TRADUÇÃO

Dan: O que tem de tão bom na verdade? Tente mentir pra variar - é o curso do mundo!

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EUA
CITAÇÃO Nº 06 - ORIGINAL

Dan: I love her because she doesn’t need me!

Brasil
CITAÇÃO Nº 06 - TRADUÇÃO

Dan: Eu a amo porque ela não precisa de mim!

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EUA
CITAÇÃO Nº 07 - ORIGINAL

Alice: Why isn’t love enough?

Brasil
CITAÇÃO Nº 07 - TRADUÇÃO

Alice: Por que o amor não é o bastante?

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EUA
CITAÇÃO Nº 08 - ORIGINAL

Anna: I’m sorry you’re…
Larry: Don’t say it! Don’t you fucking say “you’re too good for me”! I am, but don’t say it.

Brasil
CITAÇÃO Nº 08 - TRADUÇÃO

Anna: Me desculpe, você é…
Larry: Não diga isso! Não diga ‘você é muito bom para mim, porra’! Eu sou, mas não diga!

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EUA
CITAÇÃO Nº 09 - ORIGINAL

Anna: Why is the sex so important to you?
Larry: Because I’m a fucking caveman!

Brasil
CITAÇÃO Nº 09 - TRADUÇÃO

Anna: Por que o sexo é tão importante para você?
Larry: Porque eu sou um homem das cavernas!

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EUA
CITAÇÃO Nº 10 - ORIGINAL

Larry: I’m Larry, the doctor.
Anna: Hello, doctor Larry.
Larry: Feel free to call me “The Sultan”.

Brasil
CITAÇÃO Nº 10 - TRADUÇÃO

Larry: Eu sou Larry, o doutor.
Anna: Hello, doutor Larry
Larry: Sinta-se livre para me chamar de ‘O Sultão’.

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Sugestões para as próximas edições?
Mandem! Abraços e até breve.

Pseudos-Experts

Publicado em: 16-07-2007 @ 3:21 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Crise. É sim. Pensando e repensando nos raros intervalos dessa semana, eu enxerguei uma crise dentro dessa tal “sociedade da informação” em que vivemos hoje. Um mundo, literalmente, de informações disponíveis mais uma penca de metidos a sabe-tudo e o que a gente ganha? Uma manada de “pseudos-especialistas” em cinema. Objeção, seu juiz!

mairasuspiro_pseudoexperts.jpgNão, não estou falando dos “pseudos-cults” como eu falei em colunas passadas. Estou falando dos primos tortos deles, os “pseudo-especialistas”. Aliás, vou chamá-los de “pseudo-experts”. Batizados. Pois bem, esses cidadãos aí acham que por terem lido três artigos na internet e visto cinco filmes de um grande diretor se tornam autoridades no assunto. Pior que esse tipo, só o José Wilker, que parece que sofre enquanto pensa e fala pequenas abóboras.

Aviso logo que essa coluna tem um tom muito mais pessoal que as outras, e que eu vou passear entre o hilário e o crítico que nem bêbado em corda de equilibrista. É que eu detesto banalizações e aspirações pretensiosas. Além do mais, estava sem pauta para essa semana… (Depois de 73 colunas, você começa a correr o risco de se repetir. No, not yet.) Então, desabafo.

Eu me revolto, sabe? Desculpa aí, mas eu me revolto. Cinema é uma arte. É acessível a um grande número de pessoas. E no mundo de hoje, conhecimento e informação valem status e até dinheiro. Então, a Sétima Arte se torna um ótimo campo para “exibir” conhecimento. Aí vem seu-menino dizer que “sabe” cinema porque assistiu a 9837387893 mil filmes e acha que sabe. Pode repetir, por favor? Quantos?

Olha só: quem sabe, sabe. E não precisa dizer. Nota-se! E vamos ter respeito com quem realmente faz cinema, com quem produz cinema. Até o Chico Buarque deveria ter considerado isso quando escreveu “Ela faz cinema”. Alguém checou se ela faz mesmo? Ok, Chico pode. Mas, santo Lanterninha, Cinema é muito mais que uma tela de exibição. Cinema é carregar um equipamento pesado e cheio de pedaços, é escolher locação, é acordar antes do Sol procurando a melhor luz, a melhor fotografia, é editar o mesmo trecho mais de dez vezes no mesmo dia buscando o timing perfeito. Então, seu-menino com 9837387893 mil filmes na lista, não diga que “sabe” Cinema. Diga que gosta, que aprecia, que entende, que se identifica, que se emociona, mas não levante se narizinho torto e seu dedinho cretino budejando que “sabe” cinema. É quase como um cara dizer que é publicitário porque sabe mexer em CorelDraw e PhotoShop. Pois é! E eu sou publicitária, e não estudo anos para ter a mesma moral que um elemento de curso gráfico. Eu não me acho médica porque conheço alguns remédios ou tenho livrinhos de anatomia em casa, nem me acho contadora porque sei usar uma calculadora.

Viva a banalização do conhecimento é? Só pode. O Google ajuda muito nisso. Uma rápida digitada e o “pseudo-expert” se afoga em um diretor, de preferência o que tiver nome mais complicado, e bimba: Fulano de tal é um gênio, sou fã dele. Oh!

Não me entendam mal. Claro que você não precisa ser um diretor para entender de Cinema. Basta ter sensibilidade e atenção. O que me irrita, profundamente, é ter gente abusando e querendo ser “expert” só porque assistiu a um filme ou conhece um diretor renomado do cinema de arte. Odeio quando tratam o Cinema como dever de casa, quando querem disputar quem sabe mais, quem viu mais filmes. Cinema é arte, é entretenimento. Sacar bem de cinema não é chato. Ser um “pseudo-expert” que insiste em ficar fazendo propaganda do que sabe ou deixa de saber, querendo ser mais que os outros é que é um chute na canela.

Uma vez, assisti a um filme super cabeça e denso. Admito que entendi pouca coisa, mas o filme me emocionou bastante e eu gostei. Simplesmente gostei. Ai vem um “pseudo-expert” com cara de abuso dizer: mas o diretor foi estúpido em enquadrar aqueles planos dessa forma, porque segundo disse fulano de tal… É o quê, seu-menino? Eu vi um filme e ele viu uma planilha de diretrizes de câmera? “Não, porque no clássico tal, o grande diretor tal, fez isso e isso e…” E o quê? E se eu quiser gostar do que o outro fez, posso não? Sou menos, é? “Mas o roteiro é fraco, a história é clichê”. E daí? O diretor quis isso, era a proposta do filme. Alcançou: bola na rede. Não gostou? Assiste outro! Desde quando só filme denso é bom? Se a intenção era fazer um filme ruim e no final, ficou ruim: objetivo alcançado, ora! Parabéns!

Eu digo logo que não entendo de cinema. Eu adoro, mas não sei é de nada. No dia em que eu assistir a todos os clássicos do cinema antigo, assistir o cinema europeu, iraniano, indiano, estudar mais técnicas e conversar com mais gente, aí eu abro a boca para dizer: eu entendo. Eu já vi muito filme e já estudei na faculdade e fora dela sobre Cinema, mas nem isso me dá coragem de abrir o bico. E um “pseudo-expert” que fuxica no Google quer ter? Get a life!

Cinema não é matéria exata. Não é decoreba. É sensibilidade, é emoção. Cinema é arte, daquela que até o mais rico e mais inteligente até o mais pobre e mais analfabeto pode interagir. Não venham tirar a graça disso, a beleza disso. Quem torná-lo conteúdo para ser chupado? Vão fazer cartilha começando por “Cinema Paradiso”. Ou vão ver o curta-metragem que o vizinho com câmera digital na mão fez semana passada. Depois a gente conversa. E tenho dito.

Rodrigo Santoro, Gael García e Antonio Banderas

Publicado em: 11-07-2007 @ 3:55 pm 
Postado em: Hot - Homens
Escrito por: Maíra Suspiro

Um, dois, três: uêpa! E chega mais uma edição cheia de ferormônios na seção HOT. É! Dessa vez, o Cinema com Rapadura traz para vocês a edição Trio Latinos! Arriiiiiiba! Rá! Ok, chega de “rá”. Vamos agora nos preparar para o “Uau”! Para servir de colírios para vocês, queridas usuárias, e para aquecer ainda mais o clima tropical, eis que foram escolhidas três beldades latino-americanas. É o Rodrigo Santoro, o Gael García Bernal e o Antonio Banderas. E se é para apertar os cintos quando o piloto some, agora é para soltar a vozerão, porque a temperatura subiu!

Obs: Ok, galera, vamos dar um desconto. A matéria é ibero-americana, já que o Antonio é espanhol, mas rima melhor só com latino. Certo? Segredinho só nosso!

Rodrigo Santoro

Aqui o patriotismo fala mais alto, companheiras. Com esses olhinhos espremidinhos e essa boquinha afilada, o Rodrigão aí já fez muita mulher passar mal e muito homem se contorcer de inveja. Tá pensando o quê? Esse é o típico bom-ator-bom. Para quem precisa de explicação: bom de cena, bom de ver (não, não sabemos se ele é bom de cama, para as mais espirituosas). Além de ser um excelente profissional, o rapaz tem um carisma e um charme que deixa qualquer uma torta. Até rapadura amolece!

Em 2000, Rodrigo apareceu nas telonas ao lado de Kássia Kiss no denso “Bicho de Sete Cabeças”. Mesmo dando uma de menino rebelde, ele estava encantador. No seu mais recente projeto, “Não Por Acaso” (2007), ele também contracenou ao lado de Kássia, de cabelo curtinho e todo galanteador. Em “Carandiru” (2003), ele nos deu um susto interpretando um travesti. Calma, foi só um susto. Rodrigo Santoro ainda gosta da fruta, viu? E como ele não brinca em serviço, já participou até de produções internacionais. Em 2003, tivemos o prazer de analisar, com direito a zoom, a boa forma do rapaz no filme “As Panteras – Detonando”. Claro, os invejosos de plantão tinham que falar besteira e foram reclamar que o nosso gato mal tinha falado durante o longa. E a resposta? “Se atuação boa só fosse atuação falada, o cinema mudo não teria o valor que tem“. E tome na testa, viu? Além de rosto bonito, ainda tem a língua afiada. Arrasa. Outro papel de Santoro em terras estrangeiros foi o simpático “Simplesmente Amor” (2003), no qual ele aparece indefeso e fofinho. Já pensou se ele chegasse assim pedindo colo pra gente? E por último, na superprodução “300″, ele interpretou o rei Xerxes, coberto de ouro e mostrando um físico de deixar qualquer um boquiaberto. Sem falar na participação que ele fez no seriado “Lost”. Tá podendo, hein?













3 FILMES de Rodrigo Santoro que toda fã tem que ter:
- Bicho de Sete Cabeças
- A Dona da História
- Pré-Venda: 300 - Edição Especial- Duplo

Gael García Bernal

E o México está muito bem representado nessa matéria com o queridíssimo Gael Bernal. O ator está chegando à casa dos trinta, mas ainda conserva um ar juvenil que chama a atenção de muita gente. Farinha do mesmo saco que o Rodrigo Santoro, Gael também tem uns olhinhos faiscantes e uma boquinha que inspira tentação. Além de ser lindo, maravilhoso, idolatrado, salve-salve, o cara também é um ator de marca maior, além de já ter se aventurado como diretor também. É mole?

Em 2000, Gael trabalhou com um diretor latino bastante charmoso também: Alejandro Iñarritu. “Amores Brutos” foi um dos grandes filmes de Gael sob o olho desse expressivo diretor mexicano. “Babel” (2006) foi outro longa que uniu os dois, quando Gael interpreta um sobrinho levado, cheio de ginga, que encanta as chicas por onde passa. Em 2004, ele chocou os mais conservadores no filme “Má Educação”, de Pedro Almodóvar, deixando muitas meninas desobedientes… Nesse mesmo ano, ele trabalhou ao lado do diretor brasileiro Walter Salles, que faz inveja a muita mulher com aqueles cabelos dignos de propaganda de shampoo. O filme: “Diários de Motocicleta”, quando o rapaz interpretou nada mais nada menos que o revolucionário Che Guevara na sua fase jovem. Moral, hein? E indo de um extremo a outro, Gael trabalhou em “O Crime do Padre Amaro” (2002), interpretando quem? Ora quem, o padre! Eita que muita gente quis freqüentar a Igreja mais assiduamente esperando encontrar um padre desse, não foi? Ora se não… E no ano anterior, em 2001, ele encarnava um jovem cheio de hormônios e pretensões no filme “E Sua Mãe Também”, de Alfonso Cuarón.










4 FILMES de Gael García Bernal que toda fã tem que ter:
- Diários de Motocicleta
- O Crime do Padre Amaro
- Jogo de Sedução
- Cuba Libre: Sangue e Paixão

Antonio Banderas

E agora vem o sotaque espanhol de um dos galãs clássicos do cinema latino. Muitas arrastaram bandeira para esse mocinho não tão mais moço. Banderas está chegando � casa dos 50 com charme para dar, para vender e ainda guardar de estoque para a próxima geração. E como a gente traz a rapadura e chupa toda, olha a prova: em 1995, o Tonhão foi cotado como “O Mais Gostoso” pela turma da MTV e foi indicado na categoria de Melhor Beijo no MTV Movie Awards. E quer saber? Deve ser fácil, fácil para ele mandar bem numa cena de beijo… Nem precisa de muito esforço não, viu, Banderas?

O cara é tão fueda que até inspirou o bestialismo. É. Abuso sexual de animais. Quando? Ora, quando… Vocês não acharam golpe baixo colocar a voz super sexy desse cidadão no Gato de Botas do Shrek, não? No segundo e no terceiro filme da franquia, pudemos ouvir a voz dele e rir muito com o personagem. Fale devagar, Bandeiras, ui! Voltando lá para o início da carreira do muso, ele fez um filme que tem um nome bastante conveniente à sua pessoa: “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”. Precisa de comentários? Não, né? Ok. Aliás, a filmografia dele traz uns títulos bem insiradores! “Ata-me” (1990): é pra já, meu bem! “Na Cama com Madonna” (1991): só porque é ela, a gente deixa. “Quero Dizer que Te Amo” (1996): diga sempre, sempre! “Evita” (1996): evitar? Jamais! Ever! “Prenda-me Se Puderes” (1999): brincadeira besta, claro que pode. Eu deixo! “Pecado Original” (2001): os originais, os triviais e os clichês. Pecado e Banderas juntos é um ótimo mix! Enfim, é filme que não acaba mais… Mas, tem um que não pode ser esquecido: “Entrevista com o Vampiro”. Filme clássico cheio de pérolas, e, claro, uma delas era nosso “Tonhão das Bandeiras”. O último detalhe que não podemos esquecer é que nosso galã encarnou o Zorro nos cinemas e arrasou de espadachim. Quem não queria ser uma donzela indefesa para ser salva pelo herói! Ai, ai…











5 FILMES de Antonio Banderas que toda fã tem que ter:
- A Lenda do Zorro
- Vem Dançar
- Pecado Original
- Evita
- Femme Fatale

Foi bom pra você?

Publicado em: 11-07-2007 @ 3:55 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Antes tarde do que nunca! É isso que dizem, certo? E foi isso que eu fiz. Finalmente, volto a escrever minhas colunas semanais. Depois de tanto tempo, será que vou dar conta? Não sei. Quem sabe é que nem andar de bicicleta ou assistir ao mesmo filme novamente. Será? Será que é a mesma coisa? Digo, assistir ao mesmo filme novamente tem o mesmo efeito? Ok, acabei de achar a pauta dessa coluna. Bingo!

A primeira vez é sempre mais valorizada por nós. E calma, não estou falando de sexo. Ou pelo menos não só disso… O primeiro sutiã (desculpem, meninos, mas a cuequinha de vocês não tem muita fama), o primeiro beijo, o primeiro namoro, o primeiro fora, o primeiro carro, o primeiro porre, o primeiro salário e por aí vai. Temos que admitir que os “primogênitos” sempre ganham mais atenção. O desprezo pelos segundos, terceiros e lanterninhas é fato. Acho que o único que não é primeiro e tem mais atenção é o Ricardão.

Atentando a essa unanimidade que é o “primeiro”, eu penso: e a primeira “assistida” a um filme é a melhor? Ou é que nem vinho e melhora com o tempo? Ou é que nem jornal que dia seguinte perde o valor? Uma professora de português na minha nona série dizia: para se entender melhor o texto, leia-o pelo menos três vezes. Então, para melhor entender um filme, é preciso revê-lo repetidas vezes? Ok, cessaram as perguntas. Vamos s explanações.

Eu acho que varia. A relatividade de Einstein se emprega aqui no Cinema também. Ver determinado filme pela primeira vez tem seu valor. A primeira impressão é realmente importante. Só que não deve ser supervalorizada. Certos filmes merecem ser revistos. Outros filmes, pedem uma segunda chance. E temos aqueles outros que nunca deveriam nem ter sido filmados. E se pegarmos pela filosofia de que nós mudamos constantemente e que “a água do rio nunca é a mesma”, claro que todo “encontro” com um filme será diferente. Se vai ser melhor ou pior, aí depende do filme, de você, do seu estado emocional, da sua atenção, até da qualidade da exibição. Mas toda “assistida” é diferente, porque você percebe novos detalhes, foca a atenção no que é de interesse e, se o filme for bom mesmo, acaba se surpreendendo novamente.

Vamos ver alguns exemplos, certo? “Cidade dos Sonhos”, do David Lynch. Ai de quem disser que viu esse filme só uma vez e não quis ver outra. Ou que entendeu tudo de uma vez. Por favor, me mande um e-mail que eu faço questão de dar os parabéns a você. E “Pulp Fiction – Tempos de Violência”, do Quentin Tarantino? Eu mesma vi três vezes no mesmo dia, com caneta e papel na mão, tentando pôr os capítulos em seqüência cronológica. Mas esses são filmes intrigantes por natureza, então, é meio que instintivo ter essa vontade de rever o filme. Certo, vamos pegar outros estilos então.

E aqueles filmes que fizeram momentos na sua vida? Bem, eu só possa falar da minha, então, vou falar de “Socidade dos Poetas Mortos”, do Peter Weir. Assisti quando era bem mais nova e me apaixonei pelo filme. Me inflamei com a paixão de Neil e quis escrever poemas junto com eles. E mais do que tudo: queria ter um professor inspirador como aquele do Robbin Williams e gritar “Oh, captain, my captain”. Admito: fiquei com os olhinhos marejados por causa daquele filme. Então, um belo dia, tive que assisti-lo novamente em uma aula da faculdade. Foi uma sensação muito boa. Primeiro, pude me comparar comigo mesma. Segundo, estava vendo o mesmo filme com olhos completamente diferentes, cheia de novas experiências, novo comportamento, novas perspectivas, novas opiniões.

Eis que vi o filme de forma muito mais madura, interessada em saber sobre a literatura lida pelos estudantes e não apenas os dramas dos personagens. E, claro, estava extremamente mais atenta a detalhes como fotografia, direção, atuação e outras coisas mais. Portanto, a primeira vez foi marcante, mas a segunda me rendeu muito mais “retorno”, já que a reflexão foi mais profunda.

Outro filme que mudou de cara para mim foi “O Pianista”, de Roman Polanski . Em 2002, vi o filme ainda no cinema. Já gostava do Andrien Brody e respeitava a direção de Polanski, mas meu humor não estava muito sensível no dia. Eis que saí da sala pensando: mais um filme de guerra. Felizmente, meses depois voltei a estudar piano e uma amiga havia alugado o DVD. “Minha nossa senhora, que filme espetacular”. Voilá! Quem sabe a musa da inspiração deu o ar da graça na minha cabeça e a minha reconciliação com o piano me fez entender melhor o personagem. Sei que percebi detalhes antes despercebidos e fiquei abismada com a sensibilidade do filme, a intensidade da arte e os detalhes dos personagens.

Agora, quebrando de estilo, sempre temos os exemplos engraçados. Assisti “As Bruxas de Salém” em um domingo com meus pais, na minha doce infância. Meu problema maior era entender de onde as bruxas vinham e porque não aparecia nenhuma delas voando em vassouras. Fiquei tensa o filme todo e não entendi nada. Dispenso comentários, certo? Devo dizer que meus pais me renderam descobertas maravilhosas, já que sempre assistia com eles aos clássicos e filmes “cabeçudos” da época, que me deixavam flashes sem nenhum entendimento. “Ah, você viu o filme tal?”, “Pois é, vi, mas não lembro de ter entendido nada”. Acontece.

Sim, vale lembrar também dos filmes que mesmo velho e maduro, você acaba por ter aquela sensação de “perdi alguma coisa” ou o típico “hein?”. Aconteceu comigo quando eu terminei de ver “Sexo, Mentiras e Videotapes”, do Steven Soderbergh… Esse vácuo por acontecer tanto porque o filme realmente é muito bom e exige um pouco mais de atenção (e inteligência, talvez) ou porque é ruim mesmo e não tinha nada de bom para ser aproveitado. E não digo o filme do Soderbergh é ruim. Pelo contrário, adoro, mesmo continuar com a sensação de não ter encaixado todas as peças.

Finalizando, a primeira vez é boa. Mas é válido considerar outras “chances” ao filme. Vai ser bom tanto pra você, quanto pra ele.

Orlando Bloom, Jude Law e George Clooney

Publicado em: 01-07-2007 @ 12:30 pm 
Postado em: Hot - Homens
Escrito por: Maíra Suspiro

E como de rapadura não se enjoa e de colírio não se reclama, o CCR traz mais uma “lapada” de coisas boas de se ver. Sim, sim, “tudo que é bonito é para se mostrar”, já dizia uma criatura infame dos tempos gloriosos do pagode. E seguindo a máxima, preparamos mais uma seção HOT para vocês. Só que dessa vez, o material vai agradar mais às nossas usuárias. Já que começamos trazendo uma série de ditados e frases-comuns, vamos usar só mais uma…

Escolher os três felizardos da vez não foi fácil. Vamos lembrar que temos ainda muitas seções HOTs pela frente e muito frissom para causar, e que ninguém será injustiçado, ainda mais quando contamos com a ajuda de vocês, fiéis usuárias, para nos guiar. Acontece que aqui procuramos algo, digamos, mais sofisticado, tipo um bom vinho. Exato, porque os escolhidos da seção de hoje estão pau-a-pau com a bebida de Jesus: quanto mais velho, melhor. Orlando Bloom, Jude Law e George Clooney são os culpados pelos prováveis desmaios, gritinhos e ciúmes da ala mortal masculina de agora.

ORLANDO BLOOM

Com esse rostinho de cachorrinho que caiu do caminhão da mudança, o rapaz pode enganar. É sim. Não são só sentimentos como adoção e fofura que o britânico causa. Muita mulher sofreu palpitações pelo mocinho aí e muito homem ficou desconfiado. Com 30 anos nos couros, Mister Bloom traz bons filmes na sua bagagem, mostrando que tem versatilidade para explorar seu visual cobiçado, sem deixar o talento de lado.

Depois de vocês, meninas, se recuperarem de ver Orlandinho, a primeira coisa que vão lembrar é da trilogia “Piratas do Caribe“, quando o nosso objeto de desejo da vez atuou como o aspirante a herói Will Turner. Cheio de coragem e saúde, pudemos ver toda a desenvoltura do rapaz. “Tudo Acontece em Elizabethtown” é outro marco na filmografia do ator, que traz ele mais sensível e fofo, agradando as mais românticas. E quem não riu com ele em “Menino Cálcio – Um Lutador Duro Na Queda“? O filme pode até não ser essas rapaduras todas, mas dá para tirar umas casquinhas do Orlando Bloom, viu? Temos ainda “Tróia“, com todo o lado épico gritando aos quatro ventos, e “Ned Kelly“, para quem gosta de aventuras fora-da-lei. E ainda, não vamos esquecer do novo mundo dos Elfos que foi despertado, depois que Bloom interpretou Legolas em “O Senhor dos Anéis“. Aposto que depois desse filme, muita garota ficou sonhando em ser visitada por um elfo de fadas.

Ok. Sem mais delongas, vamos direto ao que interessa, porque no final das contas, “uma imagem vale mais que mil palavras“:
















5 FILMES de Orlando Bloom que você não pode deixar de comprar:
- Cruzada
- Tudo Acontece em Elizabethtown
- Box Trilogia Senhor dos Anéis
- Piratas do Caribe: O Baú da Morte
- Tróia

JUDE LAW

Parece que hoje a vez é dos vinhos da Inglaterra, né? O astro da vez é o britânico Jude Law, com o seu jeito de “patife-galã”, que chegou a aumentar a procura por emprego de babá após um certo escândalo na mídia… Aumentando o tempo de conserva, Law está nos seus 35 aninhos, cheio de beleza para dar. E o galã aqui não brinca em serviço! Além de ter se mostrado um ator notável, ele já recebeu duas indicações ao MTV Movie Awards na categoria de “Melhor Beijo”. É mole? Ele fez o povo parar para ver seu poder de sedução no auge durante os filmes “Capitão Sky e o Mundo do Amanhã” (2004) e “O Amor Não Tira Férias” (2006). Ai, ai, de uma beldade como essa, quem é que iria pensar em férias, hein?

O último filme de Law foi “My blueberry Nights” (2007), que teve seu lançamento durante o 60 o Festival de Cannes, dando o ar da graça ao lado da cantora Norah Jones. “Invasão de Domicílio” (2006) é outro filme da lista, e, meninas, não peçam para terem a casa invadida, certo? Em “Desventuras em Série“, pudemos nos encantar com a voz e o sotaque dele. “Huckabees – A Vida É Uma Comédia” (2004) o traz ao lado de Naomi Watts em uma versão neurótica e engraçada. “O Aviador” (2004), “Estrada Para a Perdição” (2002), “Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer” (1996), “O Talentoso Ripley” (1999) “A . I – Inteligencia Artificial” (2001), “Cold Mountain” (2003), “Gattaca – Experiência Genética” (1997) são outros filmes que contam com o galã.

Agora, pequena pausa dramática: o que é o Jude Law em “Closer” (2004), “Alfie – O Sedutor” (2004) e “Wilde” (1997)? Sem dó nem piedade, ele encarna personagens que fariam miséria com os corações das mulheres desse mundo efêmero e mortal. Toda aquela sofreguidão em “Closer“, aqueles dramas e declarações. Ah, não vamos negar que o homem tem que ter um quê de canalhice. E é por isso que quando ele interpreta o Lord Bosie em “Wilde“, a personificação do egoísmo e da canalhice, muita gente deve ter ficado surpresa com a boa atuação e a face “malvada” do ator. Em “Alfie – O Sedutor“, bem, acho que não precisamos de muitas explicações, não é? É o cúmulo do charme e da boa vontade de deixar as mulheres babando por seus confissões e desenvolturas charmosas.

Confiram agora a prova de tudo que foi dito:

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5 FILMES de Jude Law que você não pode deixar de comprar:
- Closer: Perto Demais
- Alfie, o Sedutor
- Capitão Sky e o Mundo de Amanhã
- Círculo de Fogo
- AI - Inteligência Artificial

GEORGE CLOONEY

Agora estamos falando dos clássicos, certo? Como dito por uma das meninas do seriado “Sex and the City” uma vez: Clooney é como um Channel, nunca está fora de moda”. Com uma lista de filmes que começam em 1986, Clooney já se mostrou e encantou de diversas formas. O mais recente trabalho do charmoso aí foi ao lado do grupo de estrelas em “Treze Homens e Um Novo Segredo” (2007), além ter participado das outras duas partes da trilogia: “Onze Homens e Um Segredo” (2001) e “Doze Homens e Outro Segredo” (2004).

Com 46 anos, Clooney é o nosso vinho da vinícula mais requisitada. Além de filmes na linha “pipocão”, ele ainda fez trabalhos mais exigentes, como “Boa Noite e Boa Sorte” (2005) e “Syriana” (2005). Falando de amor, ele participou de “O Amor Custa Caro” (2003), e como não custaria, hein, com um produto bem trabalhado como esse… Além de “Confissões de Uma Mente Perigosa” (2002), “Mar em Fúria” (2000) e “Solaris” (2002). Assim como os outros dois britânicos, nossa estrela americana aqui também teve indicações a uns prêmios menos convencionais. Recebeu a indicação do MTV Movie Awards de “Melhor Beijo” por “Irresistível Paixão” (1998) e por “O Mais Bem Vestido” no filme “Onze Homens e Um Segredo“, no edição de 2001.

E como toda vinícula tem suas uvas podres, na filmografia de Clooney temos algumas pérolas, como “Batman & Robin” (1997) e “O Retorno dos Tomates Assassinos” (1988). A gente perdoa, a gente perdoa, George. Só por você ter embalado inúmeras fãs apaixonadas.

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5 FILMES de George Clooney que você não pode deixar de comprar:
- Onze Homens e um Segredo + Doze Homens e Outro Segredo
- Boa Noite e Boa Sorte
- Syriana: A Indústria do Petróleo
- O Pacificador
- O Amor Custa Caro

Mulheres (ou não) mandem sugestões para as próximas edições.
Até breve.

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