Provavelmente a equipe dos Rapaduras ainda está curtindo o final da ressaca pós-Cine Ceará. Quem viu, aproveitou. Quem não foi, perdeu. Mas quem disse que a maratona de Festivais termina por aí? O cinema nacional já pode contar com o Guarnicê, o festival de cinema que acontece em São Luiz - Maranhão.
Do dia 31 a 08 de junho, Fortaleza foi invadida por uma onda ibero-americana da Sétima Arte. Sim, sim. o 16o Cine Ceará chegou cheio de novidades, trazendo filmes de outras nacionalidades, com diferentes linguagens e realidades. Certamente foi um evento muito rico e, por parte das equipe do CCR, deveras divertido. Mas isso vocês podem conferir nos bastidores da nossa cobertura.
Pois sim. Quem pensa que a maratona de festivais acaba por ali está redodamente enganado. Dia 13 de junho já começa o 29o Festival Guarnicês de Cinema e Vídeo, outro grande evento da área do cinema que acontece na capital Maranhense, São Luiz. O Cine Ceará acabou de debutar, está na sua 16a edição. Já o Guarnicê está um pouco mais adulto, contando com mais de duas décadas de história.
Ele é realizado pelo Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O festival exibe filmes de curta, média e longa metragens nos formatos 8mm, 16mm e 35mm, em mostras informativas e competitivas. Também são organizados concursos de vídeo em várias categorias, de telecomerciais e telereportagens. Até semelhante com o Cine Ceará, certo?
O festival acontece no mês de junho, durante a maior festa cultural do estado. Neste período, grandes manifestações folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi, atraem pessoas de todo o mundo capital São Luís - Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. E olha que mexe mesmo, viu? Eu estou aqui conferindo as preparações para as festas do Boi e fiquei até surpresa com o envolvimento das pessoas.
O festival aproveita essa leva de festa e se baseia nesse tema. Na verdade, o termo “guarnicê” se refere a um momento de preparação, momento em que os brincantes do Bumba-Meu-Boi se reúnem em torno da fogueira onde esquentam os seus tambores e pandeirões, cantando a toada que anuncia a chegada do Boi. Guarnicê é a palavra chave da maior manifestação folclórica do Maranhão. É a expressão que representa simbolicamente o espírito cultural da terra e sintetiza o vigor de suas tradições.
Mas, ele nem sempre teve esse nome, viu? Em 1977, quando foi lançado, era chamado de Jornada Maranhense de Super 8, passou para Guarnicê e cada vez mais vem crescendo. No início reunia um grupo de cineastas locais que durante toda a década de setenta produziram filmes de curta-metragem exibidos em pequenas mostras realizadas em São Luís e no interior do estado. As mostras foram crescendo ano após ano com o aparecimento espontâneo de novos realizadores e através de cursos e oficinas ministradas por grandes nomes do cinema nacional. Assim como o Cine Ceará, ele recebe filmes de todo o Brasil. A diferença é que agora o Cine Ceará abriu as telonas para os países ibero-americanos…
Felizmente a cena do cinema nacional não está tão parada! E antes que eu me esqueça, os cearenses ainda vão ter mais oportunidades no segundo semestre com a segunda edição do eufórico Curta Canoa (Festival Latino-Americano de Curta-Metragem de Canoa Quebrada). Aproveitem!

Eu ainda não vi o filme. E podem me chamar do que for, mas eu não estou morrendo para vê-lo ainda. Os motivos? São vários. Primeiro, não gosto das adaptações de livros para o cinema. Sempre deixam a desejar. Não por incompetência, mas porque nunca é a mesma coisa, já que cada um é cada um – mas falo sobre isso mais adiante. Segundo, esse filme, para mim, é apenas um caça-níquel. Achei o Ron Howard até corajoso demais ao assumir um projeto tão perigoso. Sim, perigoso, já que o livro foi super polêmico, super lido, super comentado, super exposto. Até o Diabo deve ter lido. Terceiro, os personagens principais não me convenceram nos trailers. Sim, não posso julgar o filme pelo trailer, mas trailers são feitos para causarem impacto e chamarem a atenção das pessoas, certo? Pois bem, não funcionou muito bem comigo. Fora que eu detesto salas lotadas demais. Vou esperar a poeira baixar e então confiro o filme, que até agora chegou aos meus ouvidos como uma produção medíocre, de atores descartáveis. O que foi que houve com o Tom Hanks? E a tal da Audrey deveria ter ficado no mundo fabuloso da Amelie. Que pena!
Já ouvi muitas pessoas saírem da sala do cinema dizendo que o filme era horrível simplesmente porque não encontraram um final feliz, ou porque não entenderam, ou porque não era óbvia a resposta – como até comentei na coluna passada. Que absurdo, não? Ou não? Será justo julgar um filme pelo fim? Tal qual julgar um livro pela capa?
Mais uma vez, eu falando do meu vício: animações. “Selvagem” é algo meio “chapado” de “Madagascar”, que mistura um drama a lá “Rei Leão” e personagens típicos. Tem seus momentos engraçados, mas não passa de uma diversão despretensiosa e que pode até cansar o cidadão por alguns instantes.
Eu sou fã de animações. Não perco uma! Me troco pelos bichinhos fofinhos e rio por qualquer besteira. Talvez seja mais fácil agradar a mim do que a uma criança de verdade! Mas depois de assistir “A Era do Gelo 2” e matar minha sede de risadas, percebi que esse filme segue uma linha de animações para adultos, no mesmo estilo de “Shrek”.
Todo mundo sabe da influência que a mídia tem sobre as pessoas. De forma positiva ou negativa, forte ou fraca, ela sempre atinge os telespectadores. O que varia é o senso crítico e o poder de reflexão com que o indivíduo rebate isso. Mas, não vou aqui voltar ao velho discurso da indústria cultural, do julgamento da televisão. Quero falar de algo mais específico. E divertido.
Falaram e falaram desse filme. Mais ainda quando ele ganhou o Oscar. Antes tarde do que nunca, fui conferir o tal de “Crash” essa semana. Para o meu completo espanto, pude ver que ele, mais do que merecidamente, fez jus a todos os bons comentários. Com um elenco estupendo, com um roteiro maravilhoso, com uma trilha sonora curta e mais instrumental, muito bem escolhida, “Crash” certamente foi um dos melhores filmes que já tive o prazer ver. Daqueles que fazem você se sentir diferente na volta para casa. E melhor ainda, daqueles que te dão um “pedala” e dizem: que mundo insano é esse, hein?
O cara pegou de jeito! Fez a sorte me pregar uma peça! “Caba” quente! É, tô falando do Woody Aleen. E pior, ainda cutucou minhas feridas! Quero ir para Londres! Quero ouvir o sotaque britânico no meu pé do ouvido! Por que eu já estou sofrendo demais… Semana passada fui tentada pelo Hugh Grant e o Colin Firfh, enquanto menos tinha me recuperado da overdose platônica com o Jude Law e o Clive Owen. Agora, tive que me segurar com o Jonathan Rhys Meyers e seus olhos fuzilantes de azul intenso. Fala sério, vamos maltratar, mas torturar é terrorismo! Ah. Ok. Acabou o desabafo. O filme.
Vou começar logo dizendo que a coluna dessa semana está a mais feminina de todas. Desculpem-me, rapazes. Prometo que recompenso vocês na próxima vez. Mas foi uma mera coincidência do destino eu estar, ontem noite, na casa da minha vizinha, reassistindo casualmente “O Diário de Bridget Jones”. Acontece que fiquei me perguntando: por que será que esse filme é tão queridinho? Vou sair elencando pontos que podem ser responsáveis por esse carinho todo.
Doce e amargo. Será que pode? Pode. E como! Como disse Brian Shleby: eu conheço o amargo, o que me favorece a apreciar o doce. Você só valoriza o doce do amor quando prova a sua amargura. Se duvidar, dá para dizer que nós, seres humanos e mortais, somos viciados em relacionamentos. Mesmo sabendo da dor. Da dor desgraçada e quase interminável que sentimos quando o amor se acaba para uma das partes, principalmente quando é “apenas” para uma das partes. Somos viciados no doce? Ou no amargo? Ou no eterno ciclo de temperos da vida?
