Judd Apatow na produção de “Os Caça-Fantasmas”: Tudo bem, por enquanto tudo está uma história bem mal explicada. Um dia, a revista Production Weekly confirma com todas as letras que o diretor Judd Apatow (“O Virgem de 40 Anos”, “Ligeiramente Grávidos”) está confirmado como produtor do terceiro “Os Caça-Fantasmas”. No dia seguinte, ninguém menos que o diretor da Columbia Pictures, Doug Belgrad, nega tudo e diz que Apatow não está envolvido no projeto.
Particularmente, acredito que tudo não passa de balela para “camuflar” o envolvimento de Apatow, e ele deve realmente participar do projeto. Primeiramente, porque quem está escrevendo o roteiro é Gene Stupnitski e Lee Eisenberg, dupla do seriado “The Office”, com quem o Apatow não só mantém uma grande amizade, como escreveram “Year One”, seu último filme. Depois, o ator Dan Aykroyd (o Ray Stantz, dos dois primeiros filmes), já revelou seu desejo de ter Judd no projeto.
Convenhamos, ter Judd Apatow na produção de um novo “Os Caça Fantasmas” seria só méritos para o novo longa. Não é à toa que ele é conhecido ultimamente como o “midas” do humor, por trabalhar um humor forte (muitas vezes até apelativo), mas sem nunca soar grosseiro e ainda apresentar boas doses de inteligência. Com Apatow na produção, e Ivan Reitman de volta à direção (tudo bem que ele não faz nada decente há anos, mas ele conhece os “Ghostbusters” como ninguém), as piadas pra lá de apuradas da turma de “The Office”, tem tudo para dar certo este ressurgimento de um clássico dos anos 80.
A trama, pelo que indica, trará os atores originais (Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson) treinando uma nova equipe. E já que está tudo “em família”, não seria uma má idéia trazer os atores que estão acostumados a trabalhar em projetos juntos. Deixo aqui minha sugestão da nova turma a vestir as mochilas protônicas: Seth Rogen, Paul Rudd, Rainn Wilson e John Krasinski. Falta só a musiquinha já famosa…
Danny Boyle dirigindo o novo filme de James Bond: O tablóide inglês The Sun (que, vale ressaltar, não é uma fonte das mais confiáveis) informou que ninguém menos que Danny Boyle, vendedor do Oscar deste ano por “Quem Quem Ser Um Milionário”, estaria cotado para dirigir o novo filme do espião 007.
Que seria uma ótima para a franquia, ninguém duvida. Boyle não só é um diretor sério e competente como já mostrou que sabe comandar cenas de ação de encher os olhos em ritmo para lá de frenético (vide “Extermínio” e “Sunshine – Alerta Solar”). E também não deve ser falsa a notícia de que o convite tenha chegado à sua mesa, afinal, parece que os produtores pretendem investir em diretores consagrados nessa nova fase dos filmes de 007 (algo que nunca foi característica da longínqua série), como foi o caso de Marc Foster, no último “007 – Quantum of Solace”.
O difícil vai ser tal boato se confirmar. O próprio Boyle já afirmou que pretende realizar uma história feminina. Além disso, após receber tal estatueta dourada, não deve haver muitas possibilidades de ele topar uma produção um tanto “popular”, devendo recorrer a uma produção mais autoral, algo semelhante ao que fizeram os irmãos Cohen. Bom, aos fãs do agente secreto a serviço de Vossa Majestade, não custa sonhar alto…
“Mad Max 4” pode ser feito em animação: Por essa realmente ninguém imaginava. O diretor George Miller há alguns séculos tem a vontade de comandar mais um filme da série pós-apocalíptica “Mad Max”. Depois que “A Liga da Justiça” foi para o limbo, ele voltou a falar do projeto, mas, em entrevista à MTV, revelou uma surpresa: “Mad Max 4” pode ser rodado em animação.
Sou até suspeito para falar de continuações de clássicos, pois sempre gostei da idéia de vê-los retornando nos dias atuais, deixando uma agradável sensação de nostalgia. Mas no caso de “Mad Max” (cujo primeiro fora rodado em 1979), acho que não há mais o que acrescentar. O três filmes fecharam um bom ciclo e Mel Gibson até então estava no começo de carreira. Hoje ele está velho e gordo, difícil de imaginá-lo na pele do ex-tira rebelde. Se não tem mais o que acrescentar na trama e o astro não tem condições – já imaginaram ele ingerindo todo o álcool, o único tipo de combustível do futuro ? -, não precisa forçar a barra.
Miller até comentou que admira estilo de narrativas e mídias diferentes, que é fã de animação japonesa, mas nem por isso justifica mexer no que está quieto. “Mad Max” poderia até render uma animação direta para DVD no estilo “Batman – O Cavaleiro de Gotham”, mas nem de longe teria a amplitude que o cineasta sonha. Deveria ele tratar de tocar logo “Happy Feet 2”. Aí sim uma animação que poderia emplacar bonito!
Drew Barrymore cotada para dirigir a continuação de “Crepúsculo”: Não tem como negar que “Crepúsculo” – ou seria “’Malhação’ com vampiros”? - é a grande modinha das meninas adolescentes do momento. A continuação (intitulada “Lua Nova”) será rodada em breve com Chris Weitz (“Um Grande Garoto”) na direção, e eis que surge uma candidata surpresa para dirigir o terceiro longa (intitulado “Eclipse”): a atriz Drew Barrymore.
Drew tem já uma certa experiência como produtora, mas como diretora é quase uma leiga (sua estréia é no ainda inédito “Whipt It”, com ela e Ellen Page no elenco). Mas convenhamos, o que isso importa ao público-alvo da série? Se o livro já é meloso, a pouco experiente diretora Catherine Hardwicke (“Aos Treze”) conseguiu fazer do filme algo mais infantil ainda, e ainda assim o longa foi um sucesso arrebatador de bilheteria, deixando as salas pra lá de barulhentas com os gritos das pré-adolescentes escandalosas.
Visto que seriedade e conhecimentos técnicos não é um pré-requisito para a série, não é de se admirar que Barrymore assuma a direção de “Eclipse”. Pelo menos, ela tem um grande apelo pop: quando criança era a “garotinha de ‘E.T.’”, quando virou adolescente virou alvo das mídias por envolvimento exagerado com drogas, e hoje faz filmes de grande apelo popular e tem sua vida pessoal constantemente focada (como seu relacionamento com Justin Long). Popular por popular, é só chamar, ninguém se incomoda.
Obs: Não tenho absolutamente nada contra diretores estreantes. Afinal, Christopher Nolan e Spike Jonze começaram com os excelentes “Amnésia” e “Quero Ser John Malkovich”, respectivamente. A crítica feita é ao apelo pop demasiadamente exagerado da série.
Novo “Street Fighter” fracassa na bilheteria: Acredito eu que quase todo mundo ficou com um pé atrás quando soube que um novo filme baseado no consagrado game da Capcom “Street Fighter” seria feito. Pois bem, como a indústria não tem jeito, a “obra-prima” foi feita e sua estréia nos EUA não foi nada bonita: “Street Fighter: A Lenda de Chun-Li” rendeu míseros U$ 4,65 milhões, ocupando a humilhante oitava colocação no ranking, atrás até do filme dos “Jonas Brothers”, e de “Busca Implacável” (thriller com Liam Neeson que chegou por aqui no ano passado). Duas palavras: bem feito!
Quem sabe com essa quebrada de cara, nós tenhamos escapado de uma continuação. Já não bastasse aquele filme medonho estrelado por Jean Claude Van Damme e Raul Julia em 1994, eles usaram toda a criatividade para criar uma versão “realista” da série, com a oriental (ah, foi mal, no filme nem oriental ela é) Chun-Li no papel principal. O diretor, é Andrzej Bartkowiak (dou um doce para quem conseguir pronunciar o nome dele), que já havia mostrado ao mundo como afundar uma adaptação de game em “Doom”.
Fã que é fã sabe perfeitamente que “Street Fighter” não dá margem para visão realista (infelizmente, o espetacular “O Cavaleiro das Trevas” ainda deve influenciar muitos derrapes como esse), e jamais Chun-Li foi protagonista. Uma adaptação em que os reais protagonistas, Ryu e Ken, sequer aparecem, e cujo vilão Bison é loiro, usa um cavanhaque e traja um terno rosa, de longe já mostrava o que estava por vim. Enquanto isso, continuamos torcendo por alguma originalidade nesse mundo…