Cinema & Rock’n Roll - Uma Combinação da Pesada

Publicado em: 26-11-2007 @ 1:59 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Cinema & Rock ´n Roll - Uma Combinação da Pesada

Em 2004 chegou aos cinemas “Ray“, filme que mostrava a vida de uma das grandes lendas da música. Aproveitando o sucesso que ele fez pelos cinemas mundiais, resolvemos fazer uma “viagem” pelos filmes que possuem como tema central o bom e velho rock´n roll. Se você estranhou o fato de ter citado Ray Charles como um músico do rock´n roll, vamos fazer um breve resumo da história do rock para que possamos entender melhor esta citação: o rock foi originado exatamente da chamada “música de negros” (os coros das igrejas e o blues, durante a década de 40). No início dos anos 50, um certo homem branco de voz potente e um jeito diferente de movimentar o corpo causa uma verdadeira revolução no cenário musical, criando o chamado “rockabilly”; o nome dele: Elvis Presley.

Elvis se tornou um verdadeiro ícone da música, sendo considerado até hoje, o “Rei do Rock”. Com todo o seu charme e glamour, manteve uma carreira consistente também no cinema, tendo atuado em mais de 30 filmes, entre eles: “Ama-me Com Ternura” (56), “O Seresteiro de Acapulco” (63), “O Barco do Amor” (67), “O Bacana do Volante” (68) e “Lindas Encrencas, As Garotas” (69). Apesar de seus filmes não apresentarem o rock como o foco das histórias, na maioria delas, Elvis não deixava de lado o seu maior talento e interpretava papéis do cantor que buscava a fama, ao mesmo tempo em que se apaixonava pela mocinha.

Nos anos 50, começava a surgir o gosto pelo rock mais pesado e os solos de guitarra, principalmente com a ascensão de Chuck Berry e seu sucesso “Johnny Be Good”. Berry, por sua vez, também arriscou misturar a música e o cinema, atuando em filmes como “Go Johnny Go!” (59), que conta a história de Johnny Melody, um rapaz que cantava no coro da igreja até ser expulso de lá por gostar também de cantar rock ‘n roll, rotulada como “música do diabo.” Esse filme também prima por oferecer o único registro de Ritchie Valenz em filme, cantando “Ooh, My Baby“.

Durante a década de 60, o mundo foi tomado por um fenômeno chamado “The Beatles”. O quarteto formado por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr mexeu com toda uma geração, que simplesmente “respirava” Beatles. Aclamados inclusive pelas gerações atuais, que não viveram o auge dos anos 60, “The Beatles” é, sem sombra de dúvidas, a banda mais marcante da história da música, e dificilmente perderá esse posto. Com todo esse prestígio, é óbvio que o grupo não deixaria sua participação no cinema passar em branco. O grupo atuou nos filmes: “A Hard Day´s Night” (64), dirigido por Richard Lester, que mostra um dia acompanhando os quatro rapazes; “Help” (65), dirigido pelo mesmo Richard Lester, que é uma ficção científica com um orçamento considerado alto para a época; “Yellow Submarine” (68), um excelente desenho animado com as dublagens feitas pelo grupo; e “Let it Be” (70), filme que mostra os bastidores do último show ao vivo do quarteto. A influência dos Beatles é tão grande, que surgiram depois diversas outras produções com referências ao conjunto, como “Os 5 Rapazes de Liverpool” (93), contando a história de um quinto integrante dos Beatles, que deixou a banda antes do lançamento do primeiro disco.

Voltando para Elvis Presley, ele fez “Lindas Encrencas, As Garotas” em 69. No filme, em 1927, o Chautauqua (um show itinerante) vai para Radford Center, Iowa, e junto com ele leva muitos problemas. Walter Hale (Elvis Presley), o empresário de terno branco, fica só na supervisão do espetáculo e decide recrutar pessoas do local, que se apresentam para participações pequenas em seus shows.

Help 1965 e Lindas Encrencas, As Garotas 1969

No ano de 1975, é lançada a primeira “ópera rock” do Cinema, com o filme “Tommy”, baseado na clássica música da banda “The Who”, com Roger Daltry, vocalista do conjunto, no papel título. O filme é um verdadeiro show cinematográfico (ao pé da letra mesmo), repleto de apresentações musicais marcantes, com destaque para a seqüência “Pinball Wizard”, em que o “The Who” toca em frente ao teatro e leva os fãs loucura quando o guitarrista Pete Townshend começa a quebrar sua guitarra. O filme conta com as participações de grandes astros do cinema, como Oliver Reed, Jack Nicholson e Ann Margret, bem como com grandes astros da música, como Eric Clapton, Elton John e Tina Turner. Recebeu duas indicações ao OSCAR, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Ann-Magret) e Melhor Trilha Sonora. Um filme obrigatório para os amantes da união entre cinema e rock´n roll.

Grande parte das décadas de 60 e 70 foi marcada pelo estouro do rock progressivo, juntamente com o movimento hippie e a filosofia “sexo, drogas e rock´n roll”. Uma época bastante movimentada, que incluiu o festival de Woodstock, e atitudes espontâneas em protestos s guerras e conflitos sociais. Várias produções foram feitas, retratando as imagens desses badalados anos. Entre elas está o cultuado “Hair” (79), de Milos Forman, contando a história de um homem que, ao se alistar para lutar na guerra do Vietnã, conhece um grupo de hippies que o faz conscientizar-se dos absurdos de uma guerra, passando a viver dentro da filosofia “paz e amor”, embalado ao som de muita música.

Em 1980, é lançado “Os Irmãos Cara de Pau“, uma excelente comédia dirigida por John Landis, recheada de participações de grandes nomes do Rhythm & Blues (lembrando que o blues é a origem do rock), como James Brown, Ray Charles, Cab Calloway e Aretha Frankiln. A história é simples: dois irmãos (vividos por Dan Aykroyd e o falecido John Belushi) decidem reatar sua antiga banda de blues para arrecadar verbas e salvar da falência o orfanato em que foram criados, passando por inúmeras confusões. O charme desta comédia, juntamente com as apresentações musicais, fazem dela uma diversão muito acima da média. Teve uma continuação no ano de 2000, porém, bastante inferior ao original.

Hair 1979 e Os Irmãos Cara de Pau 1980

No ano de 1982, a famoso grupo “Pink Floyd”, segue o exemplo dado pelo “The Who” com “Tommy”, e lança o seu filme, “The Wall“, baseado na mais famosa música da banda, “Another Brick in the Wall”. O filme é um musical muito bem elaborado que mostra, ao som do “Pink Floyd”, a repressão feita aos alunos nas escolas, estes que não possuíam nenhuma liberdade de expressão. De um modo geral, a intenção era mostrar um retrato das escolas da sociedade durante os anos 60-70, mas, na verdade, foi um quadro baseado na infância de Roger Waters, baixista e vocalista do “Pink Floyd”.

Em 1991, o diretor Oliver Stone leva s telas a trajetória de uma das bandas mais famosas e polêmicas dos anos 60, com o filme “The Doors“. O filme mostra tudo que acontecia naqueles polêmicos anos: muita droga, sexo, etc. É preciso destacar a perfeita interpretação de Val Kilmer como o vocalista do “The Doors”, Jim Morrison. Kilmer dá um verdadeiro show de atuação, em que, simplesmente, “encarna” o verdadeiro Jim Morrison. Sem falar na assombrosa semelhança física entre os dois. Apesar de a obra ter sido criticado por Ray Manzareck, tecladista do “The Doors”, que afirma mostrar apenas o lado “louco” de Jim Morrison, o filme mostra a realidade vivida não só por Morrison, mas por diversas bandas famosas da época. Vale a pena ser conferido pela ótima interpretação de Val Kilmer e pelas músicas marcantes do “The Doors”, como “Light my fire” e “ Break on Through”

O rock sempre serviu de influência para o Cinema, muitas vezes, mesmo não tendo o assunto como tema principal, o rock é referência em várias produções, como a comédia saída de um quadro do programa Saturday Night Live, “Quanto Mais Idiota Melhor” (92), e a sua continuação, feita em 1993. A grande maioria das piadas do longa-metragem envolvem o rock, como no primeiro filme incluem ótimas gags envolvendo “Bohemian Rhapsody” do “Queen”, e “Stairway to Heaven”, do “Led Zepellin”. A obra também conta com a participação do cantor malucão Alice Cooper. Já o segundo filme, conta com a participação do grupo “Aerosmith”, e os personagens interpretados por Mike Myers e Dana Carvey organizam um grande evento de rock chamado “Waynestock”, uma referência clara ao Woodstock.

The Doors 1991 e Quanto Mais Idiota Melhor 1992

No ano de 1996, Tom Hanks faz a sua estréia no cinema como um cineasta, em “The Wonders - O Sonho Não Acabou“, contando a história da fictícia banda “The Wonders”, que passa pela experiência do “sucesso instantâneo” durante os anos 60. O filme é apenas correto e com aquela cara de sessão da tarde, mas a música “That thing you do”, tocada pelo fictício grupo, é daquelas que demoram um bom tempo para sair de nossas cabeças.

Em 2000, o diretor Cameron Crowe nos brinda com o espetacular “Quase Famosos“, com certeza, um dos melhores filmes sobre rock´n roll, e que melhor retrata o cenário dos anos 60-70. O roteiro é, na verdade, um reflexo da infância do próprio diretor Cameron Crown, que, aos 15 anos, quando escrevia matérias para a famosa revista Rolling Stone, acompanhou parte da turnê da banda “Led Zepellin”, e conheceu de perto tudo que ocorria por trás dos shows dos famosos grupos da época. Diversos fatos ocorridos são contados aqui e aplicados fictícia banda “Stillwater”, que é, na verdade, uma mistura de três grupos que Crowe adorava: “Led Zeppelin”, “Allman Brothers” e “Lynyrd Skynyrd”. Por exemplo: a cena em que o guitarrista Russell Hammond, interpretado por Billy Crudup, após tomar LSD grita em cima de um telhado “Eu sou um deus dourado” foi protagonizada, na verdade, por Robert Plant, cantor do “Led Zeppelin”, no topo de um hotel de Los Angeles. Penny Lane, a “groupie” interpretada brilhantemente por Kate Hudson, realmente existiu e foi uma das primeiras paixões de Cameron Crowe em sua juventude. “Quase Famosos” é um filme delicioso de se assistir, e até mesmo quem não curte rock pode se apaixonar por ele.

The Wonders 1996 e Quase Famosos 2000

O filme “Rock Star” (2001), possui a mesma abordagem de “Quase Famosos“, porém, sem o glamour deste último. Nele, Mark Whalberg interpreta um vocalista de uma banda de garagem, cover da “Steel Dragon”, conjunto musical inventado para o longa. Certo dia ele recebe um convite para um teste em que substituiria o vocalista do próprio “Steel Dragon” e consegue entrar para a banda. No começo tudo parece um sonho, mas com o passar do tempo, ele começa a descobrir o lado escuro da fama. Apesar de não ser tão bom quanto “Quase Famosos”, o filme mostra uma boa imagem daqueles anos polêmicos, e a banda fictícia “Steel Dragon” é uma grata surpresa, com músicas muito bem elaboradas, recordistas de downloads na Internet, feitas por músicos de veradade. Vale a pena dar uma ouvida nas faixas “We All Die Young”, “Long Live Rock´n Roll”, “Reckless”, “Wasted Generation”, “Colorful” e “Stand Up and Shout”.

No ano de 2003, o ator (e também músico) Jack Black, estrela o divertido “Escola de Rock“, sob a direção de Richard Linklater. De um filme estrelado por crianças, geralmente não podemos esperar grandes coisas, por mais que “Escola de Rock” pareça uma sessão da tarde (onde com certeza estará daqui a alguns anos), o filme é uma verdadeira aula sobre rock. Na pele de um professor farçante, Jack Black dá um show ensinando para as crianças toda a arte do rock, enchendo-as de referências como “Deep Purple”, “Black Sabbath”, “AC/DC”, “The Doors”, “Led Zepellin” e diversas outras. Para quem não conhece muito o rock e pretende começar a curtir, assistir a “Escola de Rock”. É uma escolha mais do que acertada.

Rock Star 2001 e Escola de Rock 2003

O cinema brasileiro não poderia ficar de fora dessa viagem do rock pelo cinema, e, em 2004, lançou a cinebiografia de um de um dos maiores poetas do rock brasileiro, Cazuza, em “Cazuza - O Tempo Não Pára“, com o roteiro inspirado no livro “Só as Mães são Felizes”, escrito por Lucinha Araújo, mãe do cantor. No filme, é vista sua tragetória, desde a ascensão no grupo Barão Vermelho, sua carreira solo, até morrer de AIDS no ano de 1990. O filme não esconde nada da frenética vida do cantor, como sua bissexualidade, sua falta de responsabilidade com os ensaios, e o grande envolvimento com drogas e álcool. Destaque para a excelente atuação do ator Daniel de Oliveira, que copiou cada movimento de Cazuza, e consegue roubar toda a atenção do filme para si.

O mesmo acontece com “Ray” (2004), cinebiografia do cantor Ray Charles, que recebeu seis indicações ao OSCAR, levando em duas delas. O filme também não esconde certos fatos da vida do cantor, como o seu envolvimento com drogas, e sua obsessão por mulheres. A exemplo de “Cazuza”, o ator principal, Jamie Foxx, consegue capturar cada mínimo detalhe do artista, desde a habilidade para cantar e tocar piano, até cada trejeito e movimento do cantor, além de usar lentes especiais nos olhos durante 14 horas por dia. Elas o impediam de enxergar, tudo para dar mais realismo sua interpretação. Por sua brilhante performance, Foxx merecidamente ganhou o Oscar na categoria Melhor Ator em 2005.

Cazuza 2004 e Ray 2004

Em 2005, podemos conferir “Be Cool – O Outro Nome do Jogo”, continuação do ótimo “O Nome do Jogo” (95), com John Travolta, Uma Thurman e uma série de astros no elenco, inclusive, grandes nomes da música como Steve Tyler, vocalista do “Aerosmith”, que interpreta ele mesmo; e Andre Benjamin, vocalista do “Outkast”. O que não falta a essa produção, são diversas referências ao mundo da música, já que esse é o tema central do filme.

Ainda em 2005, o diretor Gus Van Sant (de “Gênio Indomável”) dirigiu “Últimos Dias“, filme que mostra a eclosão do grunge pelo mundo, e também mostra os últimos dias de Kurt Cobain, vocalista do “Nirvana”, através de do personagem principal, um artista chamado Blake, interpretado por Michael Pitt (de “Os Sonhadores” e “Cálculo Mortal“). Outro projeto também está sendo encaminhado. Tratando-se da cinebiografia de Ian Curtis, fundador do “Joy Division”. Jude Law é um forte candidato para assumir o papel principal.

Be Cool 2005 e Últimos Dias 2005

Sem dúvidas, a influência do rock para o Cinema está bem longe do fim, e poderemos esperar ainda por muito som dentro das salas de exibição. Que o rock e o Cinema são eternos, isso todos devem saber, porém, parece que a união entre os dois parece também trilhar, cada vez mais, ao caminho da eternidade, e só o tempo irá nos mostrar os frutos de uma história de uniões entre todos os tipos de artes. Como diz nosso poeta do rock brasileiro, Cazuza: “o tempo não pára”.

Exclusão social

Publicado em: 22-10-2007 @ 12:49 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

É inquestionável o poderio econômico e social que os Estados Unidos exercem sob os demais país da América. Não é a toa que são o país considerado com o melhor índice de desenvolvimento, mas é revoltante ver a idéia de exclusão tida por eles em relação ao resto da América. Nunca fui desses radicalistas e nem pretendo ser, e, por sinal, admiro muita coisa da cultura americana (sim, assumo, e podem me criticar), mas, visto de camarote, é clara a impressão que eles têm de que são o topo do mundo, o grande centro econômico e o resto dos países americanos não passam de florestas, lares de índios, pólos de contrabandos e tráficos de drogas, etc. Não é nóia minha, pois o cinema está aí para provar.

Vou começar com um exemplo bem exagerado: o filme “Bem-Vindo Selva”, em que The Rock interpreta um caçador de recompensas que vai procura do filho de um magnata (vivido por Seann William Scott). Adivinhem onde é a tal Selva do título? Na Floresta Amazônica. No filme, o Brasil é retratado como uma grande represa onde um gringo (vivido por Christopher Walken) se aproveita da mão de obra barata e usa dos brasileiros como verdadeiros escravos, e o pior de tudo: os brasileiros não se mostram nem um pouco descontentes com isso e ainda agem como capangas do gringo, protegendo-o. Sem falar na linguagem castelhana horrivelmente forçada falada pelos “brasileiros” do filme, tentando enganar a todos que aquilo é português. Para nós, é ridículo (chegando até a ser cômico), mas para eles, tanto faz, afinal, português, castelhano, tudo é a mesma porcaria.

E esse lance de colocar atores falando em espanhol ou castelhano para enganar que são brasileiros falando em português não é novidade, e os exemplos são muitos. Usando um filme de grande conhecimento do público: quem lembra daquela cena de “Sinais”, em que os protagonistas assistem a um telejornal e lá estão informando que os ETs invadiram o Brasil, jogando para uma imagem de criancinhas apontando para um beco e gritando um “ali atrás” que nem aqui nem na China é português?

O filme “Mr.Magoo”, estrelado por Leslie Nielsen, também tem boa parte da trama centrada no Brasil (que, na verdade, sabemos que ali não é o Brasil). Para variar, o que é mostrado é um monte de mato, além de uma seqüência curiosa em que o velhinho ruim de vista, “Mr.Magoo”, conversa com um babuíno. Desde quando existem babuínos, uma espécie tipicamente africana, aqui no Brasil? Enfim, para eles, somos tudo índios ou animais, não é?

E olhem que até agora só citei o Brasil como alvo da exclusão social estadunidense. Já fizeram a conta de em quantos filmes policiais o vilão é um grande traficante de drogas colombiano, ou um contrabandista paraguaio? Já virou foi tradição remeter a imagem desses países a coisas negativas. Até parece que nos EUA só existem santos! O mais recente exemplo é o recém estreado “Miami Vice”, em que a dupla de tiras protagonistas viaja até esses países para se infiltrar numa gangue que fazem adivinhem o que? Um doce para quem adivinhar. Sem falar na exagerada imagem de subúrbio mostrada no filme, como se os países fossem apenas aquilo.

Não gosto de generalizações, e sei muito bem que não são todos os dos Estados Unidos que enxergam o resto do mundo com esses olhos, mas, pelo menos no mundo do cinema, é lamentável o que se tem visto. Nós pelo menos temos orgulho de nossa cultura, e apesar de não sermos tão desenvolvidos economicamente, prezamos por nossa valorização.

Não Conte o Final a Ninguém

Publicado em: 22-08-2007 @ 2:47 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Uma forma bastante manjada, usada pelos grandes estúdios como forma de merchandising de suas produções, é colocar em seus meios de divulgação (que incluem trailers, chamadas de televisão, pôsteres e páginas oficiais), a frase: “Não conte o final deste filme a ninguém”. Usando um pouco de bom senso, não é correto sair contando os finais de filme nenhum a ninguém, porém, o uso desta frase nunca deixa de causar uma espécie de alerta curiosidade do expectador, que se sente quase que na obrigação de ir ao cinema, nem mesmo por interesse pelo filme em si, mas pela vontade de matar a curiosidade e conferir o “final surpreendente”. Muitas vezes este final não corresponde altura das expectativas do público.

Tal estratégia foi utilizada em “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan, e no lançamento “O Amigo Oculto”. Este último utilizou deste meio, uma forma diferente de chamar a atenção do público: todos os rolos com o filme foram entregues s distribuidoras sem o final, deixando os rolos com a conclusão do longa para serem entregues em mãos, apenas momentos antes de sua primeira exibição, tudo para que o final não fosse descoberto com antecedência e revelado na Internet. Sem dúvidas, foi um lance muito inteligente, pois essa estratégia da FOX logo caiu no conhecimento da mídia e do público, atenuando cada vez mais a curiosidade a respeito do conteúdo do “final misterioso”.

Afinal, o que podemos classificar como um “final surpreendente”? È, simplesmente, aquele desfecho da história que pode durar poucos segundos, e nos fazer, após o término do filme, repassar toda a história em nossas cabeças, reimaginando tudo sob uma forma totalmente diferente do que foi vista pela primeira vez. Em outras palavras, um filme com “final surpreendente” é uma obra que brinca com o expectador, fazendo-o acreditar estar entendendo a história, quando, no final, nada é como ele imaginava.

Fiz aqui uma lista de dez filmes que seguem esse estilo. Com certeza eles farão você surpreender-se com os seus respectivos finais:

1 - PSICOSE (1960)
Este grande clássico do mestre do suspense Alfred Hitchcock (de “Os Pássaros” e “Janela Indiscreta”), é, sem dúvidas, um dos melhores suspenses da história. Prima pela direção frenética de Hitchcock, uma trilha sonora mais do que marcante,e a atuação perfeita de Anthony Perkins como o calmo e simples, porém lunático, Norman Bates. Uma pena foi o fato de o diretor Gus Van Sant ter tido a idéia de refilmá-lo em cores, no ano de 1999, estragando todo o charme do original. Destaque no filme para a famosa cena do assassinato no chuveiro, além, é claro, da grande reviravolta do final. Janet Leigh interpreta uma secretária que rouba 40 mil dólares para que possa casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega a um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, que diz não desejar a presença de uma estranha. Mal sabe a moça o que virá a acontecer em apenas uma noite neste motel.


2 - OS SUSPEITOS (1995)
Este excelente filme dirigido por Bryan Singer (dos dois “X-Men” e “O Aprendiz”), criou um dos vilões mais assustadores do cinema, sem sequer sabermos quem ele é até o último segundo do filme, Só ao pronunciar o seu nome, Keyser Soze, já nos dá um frio na espinha. Kevin Spacey dá aqui um verdadeiro show de interpretação, em que, merecidamente, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação. Spacey vive Roger “Verbal” Kint, um criminoso com deficiência física que narra para um policial (interpretado por Chazz Palmiteri) uma chacina ocorrida em um cais. Esta tragédia resultou em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, e o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Reviravoltas são detalhes que não faltam nessa produção. O final, realmente é de deixar todos com o queixo no chão, e intimidados perante o show dado por Kevin Spacey. Também merecido, o filme recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.


3 - O SEXTO SENTIDO (1999)
Em seu ano de lançamento, o tal “final surpreendente” foi comentado em toda esquina, e o público ficou conhecendo a grande vocação do diretor M. Night Shyamalan de fazer suspense. “O Sexto Sentido” deu início uma onda de filmes com temas que envolvem o sobrenatural, apelativos para os sustos, e com a obrigação de forçar um final surpresa. Recebeu seis indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Haley Joel Osment), Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Bruce Willis interpreta um psicólogo infantil que busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes lhe deu um tiro e, em seguida, suicidou-se em sua frente. Seu personagem assume o caso de um garoto de oito anos, interpretado pelo talentoso Haley - Joel Osment (indicado ao Oscar), que tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Um dia, o menino revela para o psicólogo a razão de tanto medo: ele possui o dom de ver pessoas mortas.


4 - AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)
Com este thriller de tribunal, o mundo ficou conhecendo o talento de Edward Norton, que fazia o seu primeiro filme e, de cara, ganhou o Globo de Ouro, e foi indicado para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Norton interpreta um jovem de 19 anos preso sob a acusação de assassinar um arcebispo com 78 facadas. Um ex-promotor (Richard Gere), que se tornou um advogado bem-sucedido, propõe defendê-lo, sem cobrar honorários. Ele tem um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. O jovem demonstra ser muito calmo e tímido, mas logo mostra sofrer de dupla-personalidade e se torna uma pessoa rude, de péssimo caráter, capaz de fazer qualquer coisa. O filme é envolvente e faz o expectador simpatizar com o jovem tímido, e, ao mesmo tempo, sentir raiva da sua segunda personalidade, deixando a sua possível inocência em dúvida. O filme possui grandes momentos de tensão, e a química entre os personagens de Richard Gere e Edward Norton é muito envolvente.


5 - CLUBE DA LUTA (1999)
Neste chocante longa do cineasta David Fincher (que já havia dirigido Brad Pitt em “Seven”), existe muito mais do que lutas e violência como muitos enxergam. Por trás de todo o roteiro há uma grande crítica ao capitalismo e o consumismo, de forma bastante inteligente. Edward Norton interpreta um executivo que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive em loucura progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos, que ele se sente vivo e assim consegue dormir. Repentinamente, entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um maluco que tem a idéia de por prova seu instinto animalesco em combates corporais, fundando o “Clube da Luta”. Com o tempo, Tyler demonstra que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro.


6 – AMNÉSIA (2001)
De certa forma, é até covardia citar “Amnésia” nesta lista de finais surpreendentes, pois o filme consegue nos surpreender a cada cinco minutos através de sua narrativa de trás para frente, de modo que nunca sabermos exatamente o que está ocorrendo com o personagem de Guy Pearce. Por outro lado, o final (que na verdade equivale ao começo da história) é a chave para tantas reviravoltas, e, pode acreditar, é mesmo impressionante. “Amnésia” foi a maior surpresa do ano de 2001, aparecendo discretamente nos cinemas, e logo virou cult pelo seu roteiro e sua montagem geniais (ambos indicados ao Oscar). Revelou ao mundo o diretor Christopher Nolan, que este ano, será o responsável por trazer o Homem-Morcego de volta s telas. Guy Pearce interpreta um homem que sobrevive a um ataque de um ladrão em que perde a sua mulher, e passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que aconteceu poucos instantes antes. Ele parte em uma jornada pessoal, a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.


7 – SEVEN – OS 7 CRIMES CAPITAIS (1995)
Um filme impressionante em todos os aspectos. Esta é a definição para “Seven”. É ao lado de “O Silêncio dos Inocentes”, em minha opinião, o melhor filme do gênero. O tal “final surpreendente” deste, foge um pouco do estilo dos outros desta lista, pois ao contrário dos outros, ele não muda todo o resto da história, brincando com nossa imaginação. Ou melhor, ele mexe, sim, com nossa imaginação, mas apenas no exato momento, fazendo imaginarmos imagens angustiantes não mostradas, e atiçando nossa curiosidade. O final de “Seven”, chega a ser um dos mais chocantes e inteligentes já feitos para o cinema, chegando a ser perturbador e genial. Brad Pitt interpreta um policial jovem e impetuoso, e Morgan Freeman, um policial maduro e prestes a se aposentar. Os dois são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um assassino em série que extermina as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.


8 - O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (1999)
Este é o caso de um filme pouco visto, mas que merece ser conferido pelo seu roteiro muito bem desenvolvido e, principalmente, pelo duelo de interpretações entre Jeff Bridges e Tim Robbins, ambos muito bem em uma verdadeira batalha de egos. O final, além de surpreender, nos faz refletir sobre a situação mundial de que em todo canto do planeta existem grupos terroristas planejando algo sobre pessoas inocentes. Brigdes interpreta um professor de História que faz amizade com seus novos vizinhos (Tim Robbins e Joan Cusack), logo após ter salvado o filho do casal. No começo, tudo parece correr bem entre a sua família e a deles, mas logo começa a desconfiar que há algo suspeito, e passa a investigar sobre o passado de seu vizinho, descobrindo diversos fatos obscuros. Ele, então, começa a tomar consciência do perigo pelo qual ele e sua família estão passando, e resolve ir a fundo em suas investigações, descobrindo um plano terrorista que visa explodir um prédio público.


9 – OS OUTROS (1999)
Pelo fato de ter estreado aqui depois de “O Sexto Sentido”, seu final, apesar de muito impressionante, não provocou o mesmo impacto no público, mas, nem por isso, tirou o prestígio desse ótimo filme. Nicole Kidman está em um de seus melhores momentos, vivendo uma mulher que, durante a 2ª Guerra Mundial, decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos, seguindo, religiosamente, certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, diversos acontecimentos estranhos e assustadores começam a acontecer.


10 – CORPO FECHADO (2000)
O diretor M. Night Shyamalan acabou usando os “finais surpreendentes” como a sua marca registrada. Após impressionar o mundo com “O Sexto Sentido”, ele volta a dirigir Bruce Willis, mas agora sem crianças que vêem mortos. Mesmo não tendo um final de impacto como em seu filme anterior, “Corpo Fechado” também surpreende, mostrando os lados que s vezes não costumamos enxergar nas pessoas. Shyamalan, desta vez, foca o mundo dos super-heróis, de forma muito bem feita, através de suas filosofias de como viver e agir em um mundo humano. Bruce Willis interpreta David Dunne, um segurança de estádio de futebol que sobrevive a um espantoso desastre de trem, o qual todos os passageiros morrem e ele sai ileso, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que tem uma deficiência: possui ossos frágeis, vulneráveis a qualquer pancada. Elijah tenta convencer David de que ele é exatamente o oposto dele, que ele seja um super herói “inquebrável”.


Não tem o que fazer? Vamos fazer DVD!

Publicado em: 24-07-2007 @ 12:07 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

American Pie 5! Isso mesmo, 5!Há algumas semanas, escrevi uma matéria sobre a falta de criatividade que assola atualmente Hollywood, tendo saído diversas continuações, adaptações de livros, HQs, vídeo-games, etc. Agora, eu bato novamente nessa tecla, porém, atenuando mais ainda esse cúmulo da falta de criatividade: as continuações extremamente desnecessárias que são lançadas diretamente em DVD.

Certos filmes chegam discretamente aos cinemas, não apresentam grande coisa em termos de qualidade, mas não fazem feio na bilheteria. Eis que fazer continuações sempre foi uma jogada batida dos estúdios de arrancar cada vez mais grana, mas como tais filmes originais já surpreenderam em ter feito bonito nas bilheterias sem serem grande coisa, pelo menos os produtores têm o bom senso de imaginar que suas continuações não teriam o poder de repetir o feito no cinema, lançando-as diretamente em DVD. Aliás, engano meu dizer que eles têm bom senso, pois se tivessem tais continuações não deveriam sequer existir.

Os Gatões”, “O Homem Sem Sombra”, “Pânico Na Floresta”, “Eu Ainda Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado”, “Efeito Borboleta”, “Vozes do Além”… esses são só alguns títulos cujas seqüências estão sendo ou foram produzidas, com lançamento direto para DVD (nos EUA, conseqüentemente, no Brasil, exceto “Efeito Borboleta 2″, que saiu por aqui nos cinemas e “Vozes do Além 2″, que deve chegar ainda esse ano). Os originais são filmes corretos, divertidos dentro de suas particularidades (desses, apenas “Efeito Borboleta” recebe um destaque maior), mas será mesmo que o público achava necessário essas seqüências? E o pior de tudo: sendo filmes em que de antemão sabem que não terão um público grande, seus orçamentos são demasiadamente reduzidos em comparação aos filmes originais. Nada de grandes efeitos especiais, ou o retorno das carinhas famosas que estrelaram os originais. O que está por vir são típicas produções de segunda, estreladas por atores decadentes ou jovens recém saídos de seriados procura de um lugar ao sol. Em resumo: produtos totalmente descartáveis que podem até proporcionar diversão gratuita, mas que nunca sairão do lugar comum e da banalidade, chegando ao extremo da falta de criatividade de Hollywood.


Filmes lançados direto em DVD nos EUA. No Brasil,
muitos deles chegaram ou devem chegar nos cinemas.

Faço-lhes um desafio: que tal chegar na locadora mais próxima de sua casa, alugar os filmes “8mm 2”, “ A Rede 2”, “Inspetor Bugiganga 2”, “George – O Rei da Floresta 2”, “American Pie 4 e 5”… e qualquer outro título que tenha um número no final de algum título conhecido, mas que você nunca imaginaria que existissem outros filmes desses títulos, fora os que você já viu no cinema. É, com certeza podemos batizar isso de “Sessão-Falta-do-Que-Fazer”. Tais filmes apenas vão contra a idéia de que cinema é arte feita pela arte, escancarando a ânsia pelo capital dos estúdios, produtores e distribuidoras. Se desejam apenas ganhar dinheiro, que ao menos usem um pouco mais de imaginação e parem de fazer o público de trouxa. Ah, e não se espantem se daqui a pouco encontrar nas prateleiras filmes como “Anaconda 3”, “Celular 2”, “Ladrão de Diamantes 2” e coisas do tipo. Quem sabe algum deles pode até ser estrelado ou dirigido por algum parente seu.

Bons filmes ruins…

Publicado em: 18-06-2007 @ 2:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Você com certeza já ouviu falar em algum canto, pessoas afirmando que para o filme ter qualidade, ele precisa ter um roteiro inteligente, transmitir lições, possuir uma análise psicológica de detalhes interessantes. De certa forma, isso não deixa de ser verdade, porém quero que levante o dedo quem algum dia não se divertiu com algum filme cujo teor não passa de entretenimento gratuito. Creio que ninguém há de levantar.

Certamente os filmes inteligentes movem valores diversos, porém são muitos os casos em que estamos entediados e temos vontade de assistir algo totalmente sem compromisso apenas para desopilar do tédio e sem ocupar demasiadamente a cabeça com reflexões. Passar cerca de quase duas horas entretido com filmes de ação desenfreada, comédia pastelona daquelas cujas piadas beiram o ridículo, nem sempre é sinônimo de perca de tempo. Chamo isso de entretenimento de melhor qualidade!


Filmes que já enjoaram de passar na Sessão da Tarde como a infinita série “Loucademia de Polícia” (foto), os pirados viajantes do tempo “Bill & Ted”, as séries clássicas do pastelão como “Corra Que a Polícia Vem Aí”, “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”, “Top Gang”, e a impagável dupla de imbecis “Debi & Lóide” são exemplos de produções que já sabemos as piadas de cor de tanto vermos repetidamente, mas, ainda assim, caímos nas gargalhadas. O mesmo acontece com aqueles inúmeros filmes de ação de Van Damme, Schwarzenegger, Stallone e cia., que muitos não passam de um festival de tiros, explosões, socos e chutes, são facilmente rotulados como “filmes ruins” pelos exigentes de plantão, mas volta e meia pegamos assistindo-os compenetradamente.

Sempre considerei os termos bom e ruim algo extremamente relativo e dependente, obviamente, do gosto de cada um, do momento, do local, do humor, e uma série de infinitos fatores. Por isso, rotular um filme ruim por não passar de um entretenimento gratuito nem sempre é o que há de mais plausível a se fazer. Comédias bobocas, filmes de ação sem cérebro, romances água-com-açúcar, podem até não serem incluídos na lista do chamado “Cinema de Primeira Linha”, mas, uma vez ou outra, não faz mal a ninguém e ainda proporciona ótimos momentos. Isso eu garanto!

COMPRE OS FILMES

- Loucademia de Polícia
- Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica
- Corra que a Polícia Vem Aí
- Top Gang: Ases Muito Loucos
- Top Gang 2!: A Missão

Bons de briga, ruins de fama

Publicado em: 08-06-2007 @ 3:46 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Chuck Norris, Charles Bronson, Steven Seagal, Jean Claude Van-Damme, Sylvester Stallone… com certeza você já viu inúmeros filmes com esses nomes, sejam mofando no fundo de alguma locadora de vídeo e DVD, ou em algum “Domingo Maior” desses da vida. Atores marcados por se prenderem a um estilo cinematográfico e a ele se dedicar toda vida: os filmes de ação e, diga-se de passagem, daqueles de orçamento baixo. Nomes como esses são considerados por muitos verdadeiros “ícones”, mas que, paradoxalmente, tal rótulo de “ícones” é dado de uma forma irônica. Sim, são ídolos trash. Lutadores e/ou fisiculturistas que de repente descobriram que fazer filmes de porrada era uma fórmula lucrativa – ah, reparem que sequer o figurino precisa variar de um filme para outro!

Chuck Norris, Charles Bronson, Steven Seagal, Jean Claude Van-Damme, Sylvester Stallone

Porém há de lembrar que esses nomes foram umas raras exceções que deram certo nessa fórmula. E olhe lá o que vocês consideram dar certo! Todos tiveram seus momentos de auge. Qual o admirador de filmes de ação que nunca assistiu a “A Força em Alerta 1 e 2”, com Steven Seagal, ou “O Grande Dragão Branco”, com Van Damme? Mas há de lembrar que o mesmo Seagal atuou em filmes como “Hoje Você Morre”, e Van Damme em “O Agente Biológico”. Desses vocês se lembram? É, atualmente eles sobrevivem fazendo esses filmes de nomes toscos que chegam direto nas locadoras e com distribuição limitada. Stallone há anos anda colecionando fracassos na carreira e agora tenta apostar na ressurreição de seus maiores sucessos – as franquias “Rambo” e “Rocky” - para voltar aos holofotes. Charles Bronson, o primeiro a ator da história a cobrar um cachê que atingisse a marca de U$: 1 milhão, após ficar marcado por atuar nos cinco filmes da série “Desejo de Matar”, faleceu no ano de 2003 vítima de pneumonia e a doença de Alzheimer, e só depois de morto teve seu “talento” reconhecido ao ser lembrado pela Academia. Já Chuck Norris, coitado! Após ficar marcado por estrelar “clássicos” como as franquias “Braddock” e “Comando Delta”, hoje é mais lembrado pelas piadinhas que fazem a seu estereótipo do que pelos filmes em si. “Bruce Banner quando fica com raiva se transforma no Hulk; o Hulk quando fica com raiva se transforma no Chuck Norris!”. “Chuck Norris na verdade já morreu há dez anos, acontece que a Morte ainda não teve coragem de dizer isso para ele”. Tudo bem, tudo bem, vou parar!!

E olhe que estou falando dos nomes que deram certo nesse ramo de filmes de ação. Diversos nomes chegaram a aparecer como grandes promessas do ramo e chegaram até a conseguir um certo reconhecimento entre o público alvo, como são os casos de Dolph Lundgreen, Mark Dacascos, Lorenzo Lamas, Michael Paré, Louis Gossett Jr., Gary Busey, entre muitos outros, mas hoje não passam de nomes que recheiam as prateleiras daquelas locadoras de quinta categoria. Ah, não podemos esquecer de Patrick Swayze, que fora os sucessos que fez como o fantasminha apaixonado de “Ghost” e o professor de dança de “Dirty Dancing – Ritmo Quente”, teve sua carreira marcada por muitos desses filmes de pancadaria gratuita, como “Matador de Aluguel” e “Black Dog – Estrada Alucinante”. Hoje, qualquer papel de coadjuvante em uma produção mediana pode ser considerado luxo para Swayze.

Fora esses, há inúmeros outros atores de filmes de ação que fizeram zilhões de filmes e até hoje não atingiram o devido reconhecimento. Posso citar nomes como Don “The Dragon” Wilson, Jeff Fahey, Mario Van Peebles, Frank Zagarino, Micheal Dudikoff (aquele mesmo de “American Ninja”, que tanto passa nas “Sessões da Tarde”), e mais uma lista interminável. Quer que eu cite grandes sucessos desses nomes? Desculpem, já é pedir demais.

O público alvo dos filmes estrelados por esses disparadores de socos e chutes de plantão pode até ser reduzido, mas, mesmo assim, há um público fiel apreciando a arte de seus trabalhos – mesmo que pelo status de trash. Para você que curte um bom filme de ação com muita pancadaria, vá até a locadora mais próxima do seu bairro, e quem sabe em meio aqueles montes de produções de orçamento reduzido com títulos toscos, você encontre algo de interessante. Uma coisa lhes garanto: há sim qualidade, e todos esses nomes citados possuem seu valor.

COMPRE ALGUNS CLÁSSICOS

- Comando Delta
- Comando Delta 2- Conexão Colômbia
- Braddock- O Super Comando
- McQuade O Lobo Solitário
- O Vôo do Dragão
- Coleção Charles Bronson
- Violent City
- Lutador de Rua
- A Força em Alerta
- Fúria Mortal
- O Homem das Sombras e Ameaça Subterrânea
- Difícil De Matar
- Cyborg - O Dragão do Futuro
- Soldado Universal - O Retorno
- Coleção Rocky Antologia - Ultimate Edition
- Cobra - Tango & Cash - Os Vingadores
- O Demolidor
- O Juiz
- Rambo: A Saga Completa
- Agente Biológico
- Hoje Você Morre

Relembrar é viver…

Publicado em: 16-05-2007 @ 6:12 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Certos filmes marcam nossas infâncias de uma maneira mais do que especial. Nem sempre é pela qualidade em si, mas sim, porque há neles um segredo, uma fórmula com a qual nos identificamos e criamos um vínculo eterno com tal filme. Quando esse vínculo com determinado filme é criado, é impossível quando o assistirmos novamente não ocorrer todo um flashback dentro de nossas cabeças relembrando momentos marcantes.

Os Goonies, Conta Comigo e Curtindo a Vida Adoidado

Para mim, existem três filmes que marcaram de alguma forma a minha infância e me tocaram profundamente. Filmes aparentemente simples, verdadeiras “Sessões da Tarde”, mas que ocupam um lugar cativo em minha vida. São eles: “Os Goonies”, “Conta Comigo” (belíssima adaptação da obra mais pessoal de Stephen King) e “Curtindo a Vida Adoidado”. Os dois primeiros remetem diretamente aos meus tempos de criança, me fazendo lembrar aqueles bons tempos, sem maiores preocupações, sempre procura de novas aventuras. Me faz lembrar dos amigos daquela época, e vejo hoje em dia o quanto é pura a amizade entre os jovens, marcada por inocência e sinceridade, que todos sabemos que um dia irão se extinguir.

Hoje vejo esses filmes e bate aquele arrependimento por não termos aproveitado mais aqueles anos dourados, e bate aquela indignação por os jovens de hoje terem aquela pressa costumeira de crescerem antes da hora. Como diz o personagem Teddy, de “Conta Comigo”, em um determinado momento: “a juventude só vem uma vez em nossas vidas, temos que aproveitá-la”. Ah, se temos! Nunca se é tarde demais para ser jovem, pois a idade não está nos números, e sim, na mente. Quem não gosta de estar entre os amigos e repentinamente pairar aquele espírito de criança, falando e rindo de besteiras e tirando sarro da cara do próximo?

Com “Curtindo a Vida Adoidado”, o efeito não é muito diferente. O filme remete diretamente ao começo da minha adolescência, com aquela velha história de os pais se preocuparem demasiadamente com os estudos, mas a diversão ficar meio que fora do foco de seus olhos. Escola, estudos, tarefas de casa, trabalhos, escola novamente, mais estudos… vão dizer que nunca bateu aquela vontade de jogar tudo para o alto e viver um dia inteiro intensamente, assim como faz Ferris Bueller, personagem de Matthew Broderick, no filme? Viver um dia livre de obrigações, mobilizar uma avenida inteira ao som de Beatles e encontrar beleza e diversão nas coisas mais simples da vida, como rir da cara dos figurões da bolsa de valores…tudo é fantástico. Sim, Ferris Bueller, é a personificação em carne e osso do grito de liberdade de todo adolescente. Não que gazear aula seja um bom exemplo, mas quem não gosta de sentir o gosto da liberdade?

É, caros amigos. Esses filmes aparentemente simples transmitem sensações que estão bem além do alcance de nossos olhos. São capazes de mobilizar valores e nos fazem relembrar e refletir sobre quadros que estão muito bem guardados em nossa memória, mas nem todos foram aproveitados como deveria. O tempo passa, mas nossa mente está sempre ativa, e esses filmes estão aí para nos auxiliar, e quem sabe, perceber o quanto éramos felizes e não sabíamos. Ah, bons tempos!

1° VÍDEO: Conta Comigo - Cenas do filme e uma música fantástica. Se gosta desse clássico, não pode deixar de conferir e se emocionar com as grandes lembranças do passado:


2° VÍDEO: Os Goonies - A cena clássica do gordinho:


3° VÍDEO: Curtindo a Vida Adoidado - Ferris Bueller na parada cantando uma clássica música. Lembrou da cena? Sabe qual é a música? Não? Assista ao vídeo e recorde da magia desse clássico da Sessão da Tarde:

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Os Vilões Marcantes do Cinema

Publicado em: 20-04-2007 @ 11:59 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Foi-se o tempo em que os heróis ou os mocinhos dos filmes marcantes eram os personagens que chamavam toda a simpatia do público para si, e os vilões não passavam de meros seres sem importância, cuja única utilidade no desenvolvimento da estória, era serem detonados, trazendo glória aos heróis. Essa ideologia pode ter servido de base há muito tempo, em seriados de faroeste como Bonanza, James West, ou nos marcantes seriados de super-heróis japoneses, em que os vilões não passavam de monstros horripilantes. Mas isso na verdade, nunca funcionou assim.

Como diz o personagem de Samuel L. Jackson em “Corpo Fechado”: “Por trás de todo grande herói, existe um grande vilão. Não existe um herói sem um vilão”. O que não era premeditado, mas acabou por acontecer naturalmente no cinema, na eterna disputa entre bem e o mal, é que os “maus”, acabaram conquistando cada vez mais a simpatia do público, de forma que puderam se tornar as verdadeiras atrações de um filme, sem ao menos necessitar de um herói. Enquanto um herói necessita de um vilão, um ser mau por natureza pode ter um filme para si, e mesmo assim, agradará a todos. O que dizer então do canibal Hannibal Lecter, interpretado com maestria por Anthony Hopkins?

De um certo tempo para cá, as barreiras entre o bem e o mal passaram a não servirem mais como intermédio para ditar quem a sociedade deve idolatrar ou odiar. Seja pela simpatia, pelo charme, o visual sobrenatural, seu enorme poder, a atuação de seu intérprete, alguns vilões ficaram eternizados na mente do expectador, tornando-se verdadeiras referências de produções grandiosas. Os filmes da série “Batman” são claros exemplos disso, em que apenas agora, com esse último “Batman Begins”, o herói pela primeira vez se torna o verdadeiro protagonista e o centro das atenções. Seja o “Coringa” de Jack Nicholson, a sensual “Mulher-Gato” de Michelle Pfeiffer, o “Pingüim” de Danny De Vito, o “Charada” de Jim Carrey, o “Duas-Caras” de Tommy Lee Jones, a estonteante “Hera Venenosa” de Uma Thurman e até o hilário “Mr.Freeze” de Arnold Schwarzenegger conseguiram roubar a cena e jogar o herói para segundo plano. O que dizer então do nostálgico Darth Vader? É simplesmente impossível lembrar da mais marcante saga da história do cinema, e não pensar no vilão e sua famosa respiração.

Eis aqui uma lista de 10 ”caras maus” que se tornaram verdadeiras referências, entrando para a história do cinema e na memória de milhões de fãs:

1 – Darth Vader
(David Prowse / Hayden Christensen)
Saga STAR WARS

Vilão Marcantes - Darth VaderPoderia a primeira posição ficar com outro? Seu verdadeiro nome é Anakin Skywalker, um garoto que viveu como escravo desde seus três anos de idade, e sempre teve uma enorme aptidão com naves. Até que um dia, é libertado pelo jedi Qui-Gon Jin, que promete lhe dar um treinamento de um jedi. Após a morte de Qui-Gon, Obi-Wan-Kenobi se torna seu mestre. Teimoso e amargurado por ter se distanciado de sua mãe na infância, Anakin vai aos poucos, sendo dominado pelo ódio até passar para o lado do mal. Em um confronto com seu antigo mestre, Obi-Wan, ele é praticamente destroçado, restando nele mais partes mecânicas do que humanas, sendo necessário o uso da armadura negra e o capacete para poder respirar. Assim nasceu o maléfico Darth Vader.

Não há dúvidas de que Darth Vader é o vilão mais marcante da história do cinema. O vilão é simplesmente, a imagem da maior saga de todos os tempos: “Star Wars”. Luke Skywalker que nada, Darth Vader é o astro. Em 1977, o mundo se chocou com aquela misteriosa figura, vestindo uma armadura negra com capa e capacete diferentes de tudo o mundo já tinha visto, com a voz potente do ator James Earl Jones, e uma respiração única e memorável. Um verdadeiro reflexo do mal em forma de pessoa (ou máquina). A antiga trilogia mostrava apenas a continuidade da sua desgraçada trajetória, enquanto por muitos anos, sua origem virou a maior curiosidade de milhões de fãs lunáticos, que puderam obter suas respostas na nova trilogia de George Lucas, que por sinal, gira exclusivamente em torno da passagem de Anakin para o lado do mal. Era algo quase inimaginável que aquele ser maléfico um dia já fora uma pessoa boa. Não seria exagero dizer que Darth Vader é hoje, um dos principais ícones do cinema mundial.

2 – Norman Bates
(Anthony Perkins)
PSICOSE

Vilão Marcantes - Norman BatesNorman Bates é um típico cara pacato, simples, tímido, que administra junto com sua mãe, o Motel Bates, um escondido motel de beira de estrada. Mesmo com toda essa simplicidade, desde o primeiro momento, podemos descobrir que algo relacionado com a sua mãe doente atormenta aquele rapaz tímido, que de normal, não tem nada.

Imortalizado por Anthony Perkins (e ridicularizado por Vince Vaughn, no remake de 1998, dirigido por Gus Van Sant), Norman Bates consegue transmitir o medo exatamente por sua simplicidade, pois sempre fica claro que por trás daquele homem que fala gaguejando, existe o auge da insanidade que uma pessoa pode chegar. Anthony Perkins dá um verdadeiro show, passando a perfeita imagem de um homem, que não chega a ser mal por natureza, mas age de forma suspeita por causa da mãe que atormenta sua lucidez.

Sob a direção do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, e ao som de uma trilha sonora marcante, Norman Bates (e a misteriosa voz de sua mãe), consegue mexer com a paz de qualquer pessoa, que após assistir “Psicose”, nunca mais tomará aquele banho fora de casa com a mesma tranqüilidade.

3 – Jack Torrance
(Jack Nicholson)
O ILUMINADO

Vilão Marcantes - Jack TorranceJack Torrance é um homem contratado para o emprego temporário de vigia de um enorme hotel, que fecha as portas durante três meses por falta de público. Ele leva sua mulher e seu filho para lá, onde ocorreu um sangrento massacre em família alguns anos atrás. Depois de certo tempo, Jack começa a apresentar problemas mentais devido ao isolamento. Ou estaria ele sendo dominado pelos espíritos malignos que dizem dominar o hotel? Ele começa a ficar mais agressivo e impaciente, ao mesmo tempo em que seu filho tem visões e contatos com os acontecimentos ocorridos no sombrio passado daquele misterioso local.

Assim como Norman Bates, Jack Torrance é outro exemplo de uma pessoa que chega ao limite da insanidade humana, a ponto de perseguir a própria mulher e seu filho. Jack Nicholson está fenomenal na pele do homem, que passa agir de forma estranha, talvez por pura insanidade, ou por dominação dos possíveis espíritos malignos que dominam o local, deixando esse tormento para a imaginação do expectador. Dirigido com maestria por Stanley Kubrick, “O Iluminado” é um dos melhores suspenses da história, que consegue mexer com a tranqüilidade de qualquer pessoa, de forma que a insanidade de um homem, juntamente com uma trama sobrenatural, faz o medo vir tona. E Jack Torrance é a nítida representação desse medo.

4 – Dr. Hannibal Lecter
(Anthony Hopkins)
O SILÊNCIO DOS INOCENTES
HANNIBAL - DRAGÃO VERMELHO

Vilão Marcantes - Hannibal LecterDr. Hannibal Lecter é um famoso psicólogo, adepto ao canibalismo. Após ser descoberto pelo polícia, o Dr. Hannibal é capturado pelo policial do FBI, Will Graham (fato mostrado em “Dragão Vermelho”). Dentro de sua cela especial, utilizando seu enorme conhecimento, ele ajuda jovens policiais a capturarem perigosos criminosos. Desse modo, passa a controlar do seu jeito, as vidas pessoais das pessoas com quem mantém contato, no caso, o policial Will Graham (Edward Norton em “Dragão Vermelho”), e a policial Clarice Starling (Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes”, e Julianne Moore em “Hannibal”).

Um personagem que pode até parecer bom por ajudar a polícia a capturar perigosos serial-killers. Mas que na verdade, essa sua forma de fazer o bem, não passa de uma estratégia de invadir o lado psicológico dos tiras com quem mantém um longo contato. Tudo arquitetado milimetricamente com sua inteligência fora do normal, para que após invadir suas mentes, volte a espalhar o terror por anda, devorando (literalmente) quem ele bem tiver vontade. Anthony Hopkins conseguiu dar um tom completamente sábio ao personagem, lembrando que o Dr. Hannibal Lecter é um homem bastante inteligente, e sombrio, de forma a tornar impossível não se sentir intimidado, e principalmente, aterrorizado com seu penetrante olhar, que lhe fita de forma a parecer que sua vida está sendo entregue a ele, e você está prestes a ser devorado.

5 – Coringa
(Jack Nicholson)
BATMAN

Vilão Marcantes - CoringaO mais famoso inimigo do Batman, Coringa, na verdade, se chamava Jack Napier, um mafioso que após ser detido pelo Homem-Morcego, cai em um tonel de resíduos químicos. A estranha mistura de substâncias deixa sua pele branca como giz, os cabelos verdes e seus músculos faciais contraídos num sorriso constante. O choque da transformação foi tremendo e ele perdeu completamente a sanidade, tornando-se, a partir daquele momento, o maléfico Coringa.

Jack Nicholson conseguiu dar o tom perfeito a um Coringa, que talvez, nem nas HQ´s demonstre tanta clareza quanto a sua personalidade. Hoje, fica até difícil imaginar o Coringa de outra forma, senão sob a caracterização de Jack Nicholson. Não é nem preciso dizer que ele roubou a cena, ofuscando o herói, interpretado por um limitado Michael Keaton. Jack conseguiu transmitir com realismo toda a adversidade de uma pessoa: um ser com cara de palhaço, sorriso constante e uma maldade de espírito que poucos mafiosos possuem igual. Esse é o Coringa, mas o Coringa de Jack consegue ser mais cômico e aterrorizante ao mesmo tempo, do que qualquer outro Coringa de revistas em quadrinhos ou seriados antigos de TV. Destaque para a famosa cena em que o Coringa dança com a repórter Vick Vale (Kim Basinger) no alto de um prédio, em que ao mesmo tempo, provoca Batman através de seu irônico sorriso de palhaço. Este é o espírito de um vilão que simplesmente, brinca com o medo das pessoas.

6 – Mulher-Gato
(Michelle Pfeiffer)
BATMAN – O RETORNO

Vilão Marcantes - Mulher-GatoApesar de ter diversas estórias diferentes a respeito de sua origem (inclusive nomes diferentes), em “Batman – O Retorno”, ela se chama Selina Kyle, secretária de Max Schreck. Após descobrir uma de suas falcatruas, ela é assassinada por ele. Misteriosamente, é revivida por vários gatos, tornando-se a sexy vilã Mulher Gato. Aliada ao Pingüim (Danny De Vito), coloca em ação um plano para prejudicar Gotham City e Schreck, tendo o intento de se vingar do seu ex-chefe, além de mexer com os sentimentos de Batman.

Assim como aconteceu com o Coringa de Jack Nicholson no primeiro filme do Batman, Michelle Pfeiffer deu a mais nítida e memorável imagem da Mulher-Gato que o mundo já viu. Talvez seja melhor nem comentar a respeito do seu filme solo, protagonizado por Halle Barry em que ela se chama Patience Phillips, e usa um traje digno de um filme pornô sado-masoquista, pois o filme não merece sequer essas linhas que gastei para citá-lo. Aquela não é a Mulher-Gato que o mundo conhece. Michelle Pfeiffer é a verdadeira. Michelle Pfeiffer conseguiu unir com perfeição o ar lunático que a personagem exige, com seus atributos físicos, que em um provocante traje colante de couro, fizeram da personagem, um verdadeiro sinônimo de sensualidade, de forma a deixar o Homem-Morcego maluco perante todo seu charme. A caracterização foi tão perfeita, que calou a boca dos fãs de quadrinhos que criticaram o fato de terem escolhido uma atriz loira para o papel, já que a personagem nos quadrinhos é morena, assim como todas as atrizes que a haviam interpretado anteriormente nos seriados de TV. Destaque para a cena em que ela imobiliza Batman no chão e o provoca com uma lambida na face, mexendo com a libido do herói (e de qualquer homem que assista).

7 – Agente Smith
(Hugo Weaving)
MATRIX - MATRIX RELOADED
MATRIX REVOLUTIONS

Vilão Marcantes - Agente SmithO Agente Smith é o líder dos agentes, programas incumbidos de proteger a “realidade virtual” que é a matrix, dos constantes ataques dos rebeldes. Utilizando a linguagem nerd, o agente Smith (assim como os outros agentes), representa o “antivírus” da matrix, enquanto, os rebeldes, liderados por Neo (Keanu Reeves), representam o vírus. Nas seqüências de “Matrix”, Smith acaba por se tornar um programa independente da matrix, com o poder de se replicar, e com o intuito de dominar a matrix com seus clones.

O ator Hugo Weaving, antes conhecido mais pelo seu papel do travesti em “Priscila - A Rainha do Deserto” conseguiu dar um tom totalmente sério e sarcástico ao personagem que ganhou a simpatia do público pelo seu jeito único de ser, além de ser o único personagem dentro do universo da matrix, capaz de rivalizar com o “Escolhido” Neo, um dos maiores ícones dessa nova geração cyber-punk. Com seu jeito sério e sarcástico de ser, vestindo seu tradicional terno e óculos escuros, Smith é uma verdadeira arma de matar com sua imensa habilidade para luta. Nenhum outro ser da matrix, com exceção de Neo, por ser o “Escolhido”, é capaz de derrotá-lo. Como diz Morpheus (Laurence Fishburne) em um momento do primeiro filme: “Se você vir um agente em seu caminho, corra!” Smith se destaca por ser mais do que um “simples” agente.

8 – Lestat
(Tom Cruise)
ENTREVISTA COM O VAMPIRO

Vilão Marcantes - LestatBaseado no personagem de Anne Rice, Lestat era um jovem ator, fidalgo de uma família falida, que viviam num castelo em Auvergne, no interior da França. Em Paris, é encontrado pelo vampiro Magnus, que, cansado de viver e fascinado por sua beleza, o seqüestra e o transforma em vampiro (ou como Lestat prefere dizer, lhe dá o Poder das Trevas), deixando-lhe também grande fortuna antes de se suicidar, jogando-se numa pira (fatos retratados no livro “O Vampiro Lestat”). Em “Entrevista Com O Vampiro”, Lestat morde Louis (Brad Pitt), que não aceita o fato de ter se transformado em uma criatura maligna, e os dois mantém uma relação de amizade e ódio.

De início, a autora Anne Rice não gostou da contratação de Tom Cruise para interpretar o vampiro Lestat, achando que sua contratação não passava de um mero lance comercial. Mas, ela queimou a língua ao ver o filme pronto. Por mais ousada que tenha sido a escolha por Tom Cruise para o sanguinário papel, foi uma escolha mais do que acertada. Cruise, através de uma excelente atuação, conseguiu dar um charme extra ao personagem, que consegue ser um dos mais maléficos e odiados vampiros já vistos no cinema. Por trás daquele belo rosto, e daquela risada que é sua marca, existe uma maldade que é impossível usar um simples humano para comparar ela, de forma que o vampiro personagem de Brad Pitt, se vê cada vez mais atordoado com o cerco de Lestat. Na cena em que Lestat sai de um pântano completamente desfigurado, de forma nenhuma parece ser aquele galã Tom Cruise em cena, e sim, um verdadeiro morto-vivo.

9 – T-1000
(Robert Patrick)
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – O JULGAMENTO FINAL

Vilão Marcantes - T-1000T- 1000 é um protótipo de andróide bastante evoluído, constituído de metal líquido, com a capacidade de se transformar em qualquer coisa proporcional ao seu tamanho, além de possuir a habilidade de transformar seus braços em lanças. É enviado direto do futuro para o ano de 1991, com a missão de destruir John Connor, futuro líder dos humanos na guerra contra as máquinas, ainda quando criança. Porém, ele terá de enfrentar um protótipo ultrapassado, o T-800 (Arnold Schwarzenegger), que veio do futuro com a missão de proteger John Connor.

Em um verdadeiro marco dos efeitos especiais que foi “O Exterminador do Futuro 2”, o andróide T-1000 conseguiu ser um dos melhores atrativos do filme, por ter sido o primeiro personagem humano-digital feito para o cinema, e ainda assim, com uma perfeição dos efeitos, de forma que nada parece falso nele. A escolha pelo ator Robert Patrick, foi propositalmente pelo fato dele ter um porte físico totalmente diferente do de Schwarzenegger, e mostrar que apesar disso, ele consegue ser infimamente mais poderoso. T-1000 é um personagem tão bem elaborado (e bem feito), que é o tipo de vilão “perfeito”. Ele é teoricamente imortal, já que por ser feito de metal líquido, é invulnerável a qualquer golpe, tiro, além de possuir um imenso poder de ataque. Após o inovador T-1000, o mundo já estava preparado para receber qualquer outro tipo de vilão.

10 – Keyser Soze
(Não queremos estragar a surpresa)
OS SUSPEITOS

Vilão Marcantes - Keyser SozeKeyser Soze é um personagem cuja identidade, é revelada apenas no último segundo do filme. Em uma chacina ocorrida em um cais, que resulta em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Ele é o homem que guia e ameaça todos os personagens do filme, sem ninguém sequer saber quem ele é. Keyser Soze é o mistério em forma de vilão.

Exatamente pelo fato de ninguém saber a sua identidade durante toda a projeção do filme, Keyser Soze se torna a pessoa mais misteriosa e perigosa que o mundo real já pôde imaginar. O medo trazido pelo seu nome vem unicamente do mistério, que leva esse tal medo para todos os personagens do filme (com exceção de seu informante, interpretado por Pete Postlethwaite). Em uma cena do filme, um homem russo que saiu da chacina no cais com o corpo completamente queimado, apenas consegue falar uma coisa: Keyser Soze. Ouvindo essas palavras saírem de sua boca, é impossível não sentir um frio na espinha e temer o tamanho do perigo que esse nome traz. Para se ter uma idéia, cinco atores diferentes interpretaram cenas como Keyser Soze ao longo do filme, no formato de flashback, de forma que o suspense se torne cada vez maior ao seu redor. Ao final do filme, quando sua identidade finalmente é revelada, nossas expectativas apenas são confirmadas: Keyser Soze é mesmo a pessoa mais inteligente e perigosa que nosso mundo real pode presenciar.

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Nesta lista, poderiam muito bem entrar diversos outros nomes, como nosso brasileiro “Zé Pequeno” (Leandro Firmino da Hora) de “Cidade de Deus”, a melhor representação cinematográfica da violência das favelas do Brasil já feita. Assim como o eterno vilão do Superman, Lex Luthor, imortalizado por Gene Hackman. Ou porque não, os grandes nomes do terror trash, como Freddy Krueger, Jason Vorhees e Michael Myers?

Essas são apenas algumas provas que o bem, nem sempre reina soberano. Pelo menos em Hollywood.

Sessões Beira de Um Ataque de Nervos

Publicado em: 19-04-2007 @ 2:32 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

SauronJá aconteceu de você estar lá, no conforto do cinema, assistindo a um filme interessante, e de repente a sala de projeção tem algum defeito técnico (seja do mais simples como o filme perder o foco ou dos mais extremos como um incêndio), fazendo-o tirar toda a concentração do filme e tirando-o toda a paciência? É, apesar de ser algo freqüente, não é tão comum assim, e algumas pessoas “sortudas” já tiveram a chance de passar por situações como essas em diversas ocasiões. Eu sou uma delas.

O episódio mais marcante presenciado pela minha pessoa, foi sem dúvidas a grande estréia de “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei”, que por coincidência, era a primeira vez que ia numa recém inaugurada sala de projeção, considerada pela maioria a melhor do Estado. Lá pela metade do filme, enquanto Frodo e Sam trilhavam seu caminho para destruir o anel maldito, um círculo vermelho aparece no centro da tela. Vocês podem achar graça, mas a primeira coisa que pensei foi: esse é o famoso olho de fogo do Sauron. Antes fosse! O círculo vermelho começou a ficar maior ocupando quase a tela toda, e foi quando percebi que não se tratava do olho de Sauron, e sim, de o filme que estava pegando fogo. Quando olho para aquele lugar ao alto onde fica o projetor, a única coisa que se podia ver era muita fumaça. Nunca pensei que um dia fosse presenciar um fato como esse: ver o rolo do filme queimar durante uma exibição. Depois disso, deram a todos os presentes na sala um vale com direito a ver o filme outro dia (por acaso existe alguma regra contra devolver o dinheiro?), e ficou para depois eu conferir o fim da saga de Frodo e a Irmandade do Anel.

Antes desse episódio, foram tantas as vezes em que faltou luz no cinema ou até mesmo deu problemas com o filme, que até já perdi a conta. Ano passado, uma noite de sexta-feira, sessão das 23h30min, o filme era “Terra dos Mortos”, lá estava eu e minha então namorada a fim de um programa light. O filme estava bom (por sinal, uma boa dica para quem curte filmes de zumbis, George Romero é mesmo o mestre) até que aproximadamente aos 40 minutos de projeção, o filme pára, as luzes se acendem, e demora nada menos que 25 minutos para o filme voltar a passar. Isso mesmo: 25 minutos, que nesse tempo, muitos já tinham saído da sala e ido pedir o precioso dinheiro de volta. Por pura curiosidade, perguntei ao funcionário do cinema o motivo da interrupção. O homem, meio que envergonhado pela situação vexatória, diz que eles receberam da distribuidora uma cópia promocional, com apenas esses 40 minutos de filme, e a colocaram por engano, demorando esse tempo todo para encontrar a cópia certa e continuar a exibição. É mole??


Acho que já deu para vocês perceberem que eu não tenho sorte de escapar desses problemas técnicos das salas de projeção. Uma época dessas, estava eu conferindo uma sessão de “Uma Comédia Nada Romântica”, quando em um determinado ponto do filme, a tela se divide horizontalmente ao meio (foto acima), deixando tudo cortado e impossível de se assistir. Foi preciso alguém que estava sentado na minha frente dar um berro pedindo para consertarem a tela, e ainda assim, quando se normalizou, o filme continuou um pouco fora do plano, digamos que um tanto acima do normal. O filme em si já era uma porcaria, imaginem assistir ele desse jeito?

Esses problemas são uns verdadeiros tormentos para os verdadeiros apreciadores da sétima arte como eu, e até mesmo o mais leigo que vai ao cinema para passar o tempo, namorar um pouco, fugir da rotina, ou o que seja. Simplesmente toda a atenção dada ao filme se quebra após incidentes como os citados acima, e quando o filme volta ao normal (e quando volta, pois são muitas as vezes em que o caso não tem solução no momento e eles te premiam com o bendito ingresso para outro dia), podem ter certeza que a emoção não será a mesma, e toda a atmosfera contagiante de antes, fora quebrada por problemas técnicos. Bom, mas como tudo de bom também tem problemas, temos que engolir isso e seguir com a vida, afinal, o que seria do mundo sem cinemas? Tem esses problemas, mas vale a pena arriscar. Ah, se vale!

Quais problemas já aconteceram com você durante uma sessão? Comente e compartilhe com os demais rapaduras.

Kill Bill Vol. I

Publicado em: 17-04-2007 @ 7:16 pm 
Postado em: Citações Famosas
Escrito por: Thiago Sampaio

Com o sucesso da primeira matéria sobre “Matrix”, decidimos dar uma continuidade e toda semana agora você verá um filme diferente aqui nas “Citações Famosas”. Como o nome da seção diz, são diálogos, frases e comentários mais famosos da história do cinema. Escolheremos os mais variadores filmes, desde clássicos cults até filmes marcantes dos anos 80. Está semana, após muitos pedidos, desde comentários até e-mails, temos o filme “Kill Bill Vol. I“.

Citações Famosas - Kill Bill Vol. I

ATENÇÃO: Se você ainda não assistiu ao filme, lembre-se que aqui nesta matéria contém fatos que podem revelar algo do filme ou de sua história (”spoilers”), por isso fica ao seu critério ler ou não a matéria.

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EUA
CITAÇÃO Nº 01 - ORIGINAL
Palavras de Bill antes de (tentar) matar a Noiva

Bill: Do you find me sadistic? Know, I’ll bet I could fry an egg on your head right now…if i wanted to. You know, girl…I’d like to believe… you’re aware enough, even now… to know that there is nothing sadistic in my actions. Maybe towards those other jokers… but not you.

No, girl, at this moment…this is me… at my most masochistic.

A Noiva: Bill…it’s your baby…

(TIRO)

Brasil
CITAÇÃO Nº 01 - TRADUÇÃO
Palavras de Bill antes de (tentar) matar a Noiva

Bill: Você me acha sadista? Sabe, aposto que poderia fritar um ovo na sua cabeça agora mesmo…se eu quisesse. Sabe, garota…Eu gostaria de acreditar que você já está ciente o bastante, mesmo agora… para saber que não há nada de sadismo em minhas ações. Bem, talvez para aqueles outros palhaços. Mas você não.

Não, garota, nesse momento… esse sou eu… em meu ato mais masoquista.

A Noiva: Bill, é o seu bebê…

(TIRO)

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EUA
CITAÇÃO Nº 02 - ORIGINAL
A Noiva, após matar Vernita Green em frente a sua filha.

A Noiva: It was not my intention to do this in front of you. For that, I’m sorry. But you can take my word for it: Your mother had it coming. When you grow up… if you still feel raw about it. I’ll be waiting.

For those regarded as warriors… when engaged in combat… the vanquishing of thine enemy can be the warrior’s only concern. Suppress all human emotions and compassion… Kill whoever stands in thy way, even if that be Lord God, or Buddha himself. This truth lies at the heart of the art of combat. and next, we got some record.

Brasil
CITAÇÃO Nº 02 - TRADUÇÃO
A Noiva, após matar Vernita Green em frente a sua filha.

A Noiva: Não era minha intenção fazer isso na sua frente. Sinto muito por isso. Mas você tem minha palavra. Sua mãe estava esperando por isso. Quando você crescer, se ainda sentir raiva quanto a isso… eu estarei esperando.

Para aqueles respeitados como guerreiros… quando entrar em combate… vencer o inimigo deve ser a única preocupação do guerreiro. Suprimir todas as emoções humanas e compaixão… matar quem ficar em vosso caminho, mesmo que seja o Senhor Deus, ou o próprio Buda. Essa verdade está situada no coração da arte do combate. E em seguida, nós conquistamos algum recorde.

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EUA
CITAÇÃO Nº 03 - ORIGINAL
A Noiva, pensando, enquanto recupera o movimento do corpo, deitada na caminhote de Buck.

A Noiva: As I lay in Buck’s truck trying to will my limbs out of entropy… I saw the faces of the cunts who did this to me and the dlck responsible. Members all of Bill’s bralnchild:The Deadly Viper Assassination Squad.

“When fortune smiles on something as violent and ugly as revenge… it seems proof like no other that not only does God exist… you’re doing hls will.”

Brasil
CITAÇÃO Nº 03 - TRADUÇÃO
A Noiva, pensando, enquanto recupera o movimento do corpo, deitada na caminhote de Buck.

A Noiva: Enquanto estava deitada na caminhonete de Buck tentando tirar meus membros da entropia… Eu pude ver os rostos das bucetas que me fizeram isso. E o pau responsável. Todos membros do Esquadrão de Assassinos Víbora Mortal do Bill.

“Quando a sorte favorece em algo a uma coisa tão violenta e feia como a vingança… parece que a maior prova de que não só Deus existe… é que você está fazendo a vontade Dele.”

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EUA
CITAÇÃO Nº 04 - ORIGINAL
Hattori Hanzo, para a Noiva, após forjar a sua espada mais mortal.

Hattori Hanzo: I’ve completed doing… what I swore an oath to God, 28 years ago, to never do again. I have created,’’something that kills people.” And in that purpose, I was a success. I’ve done this because philosophically, I am sympathetic to your aim. I can tell you with no ego, this is my finest sword. If on your journey, you should encounter God… God will be cut.

Yellow-haired warrior.
Go.

Brasil
CITAÇÃO Nº 04 - TRADUÇÃO
Hattori Hanzo, para a Noiva, após forjar a sua espada mais mortal.

Hattori Hanzo: Acabei de fazer… o que eu fiz no juramento a Deus, há 28 anos atrás, para nunca mais fazer novamente. Eu criei “algo que mata as pessoas.” E nesse propósito, eu tive sucesso. Fiz isso porque filosoficamente, sou simpático ao seu objetivo. Posso lhe dizer sem nenhum ego, essa é a minha mais bela espada. Se na sua jornada, você se encontrar com Deus… Deus será cortado.

Guerreira de cabelos loiros…
Vá.

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EUA
CITAÇÃO Nº 05 - ORIGINAL
O-Ren Shi, mostrando em uma reunião, que não devem mexer com sua honra e nacionalidade.

O-Ren: So that you understand how serious i am… i’m going to say this in English. As your leader… I encourage you, from time to time,|and always in a respectful manner…to question my logic. If you’re unconvinced a particular plan|I’ve decided is the wisest, tell me so. But allow me to convince you… and I promise you right here and|now no subject will ever be taboo. Except of course the subject that was|just under discussion. The price you pay… for bringing up either my Chinese or American heritage as a negative is: I collect your fucking head. Just like this fucker here.

Now if any of you sons of bitches got anything else to say… now’s the fucking time!

I didn’t think so.
Gentlemen, this meeting is adjourned.

Brasil
CITAÇÃO Nº 05 - TRADUÇÃO
O-Ren Shi, mostrando em uma reunião, que não devem mexer com sua honra e nacionalidade.

O-Ren: Já que agora entendem o quão séria eu sou… vou falar isso em Inglês. Como sua líder… eu os encorajarei de vez em quando… e sempre em uma respeitosa maneira, a questionar minha lógica. Se não estão convencidos que o plano de ação que eu decidi é o mais sábio… me falem. Mas permitam-me convencê-los. E eu os prometo, aqui e agora… que nenhum assunto jamais será um tabu. Com exceção, é claro, do assunto que acabou de ser discutido. O preço que vocês pagam por questionar alguma das minhas heranças, Chinesa ou Americana como se fosse algo negativo: será eu colecionar suas cabeças. Como esse desgraçado aqui.

Agora, se algum de vocês, filhos da puta, tem algo mais a dizer, agora é a porra da hora!

Achei que não.
Senhores, essa reunião terminou.

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EUA
CITAÇÃO Nº 06 - ORIGINAL
Budd fala para Bill em seu trailer, a respeito da vontade de vingança da Noiva.

Budd: Revenge is never a straight line. It’s a forest. And like a forest it’s easy to lose your way… to get lost…to forget where you came In. That woman deserves her revenge. And we deserve to die.

Brasil
CITAÇÃO Nº 06 - TRADUÇÃO
Budd fala para Bill em seu trailer, a respeito da vontade de vingança da Noiva.

Budd: Vingança nunca é uma linha reta. É uma floresta. E como uma floresta, é fácil de perder seu caminho… de se perder… de se esquecer por onde entrou. Aquela mulher merece sua vingança. E nós merecemos morrer.

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Semana que vem você quer ver o que aqui?

1. Cidade dos Anjos
2. Closer - Perto Demais
3. O Iluminado

Falta de criatividade ou pura ambição?

Publicado em: 11-04-2007 @ 1:00 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

money_bags.pngÉ fato que, Hollywood vem passando por uma dura crise de criatividade, tendo ultimamente investindo alto em adaptações de best-sellers, seqüências de grandes sucessos, adaptações de seriados e refilmagens. Tudo bem que ocasionalmente ainda surgem roteiros originais inteligentes, como é o caso do vencedor do Oscar “Crash – No Limite”, mas é notório que a indústria está se rendendo cada vez mais a essa fórmula batida de aproveitar o gancho de outros sucessos. Funciona? Ás vezes.

Peguemos o exemplo de “O Código Da Vinci”. O livro anda fazendo um sucesso absurdo mundo afora, criou polêmica, e não demorou nada para os figurões da indústria cinematográfica fazerem sua versão em celulóide, comandado pelo premiado diretor Ron Howard, e trazendo um elenco de peso que inclui Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno, Ian McKellen, Alfred Molina e Paul Bettany. Antes mesmo da estréia, a obra veio causando polêmica igualmente ao livro. Alguém ainda tem dúvidas de que o filme fez um grande sucesso?

Mas nem sempre, esta fórmula é garantida, cujas muitas tentativas não passaram de verdadeiros tiros que saíram pela culatra. Exemplos disso são as continuações de “O Máskara” (o medonho “O Filho do Máskara”) e “Debi & Lóide” (o igualmente desprezível “Debi & Lóide 2″), que não só os resultados foram horríveis, como suas puras realizações eram algo extremamente desnecessário. Será mesmo que só porque os originais fizeram sucesso de bilheteria, eles imaginam que suas continuações seriam igualmente bem-sucedidas, ignorando todos os conceitos de roteiro, direção, e finalmente, qualidade?

debi_e_loide.jpg
Jim Carrey mandou limar seus próprios dentes
para compôr melhor seu personagem


Filmes baseados em antigas séries de TV, como “As Panteras”, “Starsky e Hutch”, “A Feiticeira”, “ Os Gatões”, são exemplos de produções corretas, divertidas, mas que não escondem suas intenções puramente comerciais. Aliás, desenterrar não só seriados, mas antigos sucessos fazendo novos filmes é outra tática que caiu na simpatia da indústria. Será mesmo que o público necessitava de novos filmes sobre Herbie, o simpático fusquinha número 53 que possui vida própria, e da “Pantera Cor de Rosa” ? Provavelmente não, mas os filmes saíram, e mesmo não tendo feito grande sucesso, alimentou bem os bolsos dos estúdios.

Será que essa moda irá continuar por muito tempo? Difícil responder, mas tudo tende para o sim, afinal, sempre existirá público alvo para esses tipos de produções. “Anjos da Noite – Underworld” e “+ Velozes + Furiosos” sequer foram bem em relação a bilheterias e críticas, mas a continuação de ambos já foram lançados e fizeram um relativo sucesso. O porque disso: fãs de RPG e carros sempre terão seus lugares garantidos no cinema em produções do estilo.

É, alternando entre bons e resultados, a indústria tende a continuar se aproveitando da alienação do público. Essa é a mais pura verdade!

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