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X-Men Origins - Wolverine (2009)

Publicado em: 22-12-2008 @ 10:27 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Thiago Siqueira



ATUALIZADO: Trailer legendado.

Após sair nos cinemas atrelado às cópias americanas de “O Dia Que A Terra Parou“, o primeiro trailer completo de X-MEN ORIGINS - WOLVERINE finalmente chegou à web. A prévia é bastante movimentada e conta com participação de diversos personagens da franquia mutante vinda dos quadrinhos da Marvel Comics, alguns deles fazendo sua estréia na telona, bem como outros velhos conhecidos dos cinéfilos. Fãs mais atentos das HQs perceberam momentos vindos de séries conhecidas do protagonista-título do filme, tais como “Origem” e “Arma X”.

O filme contará a história do passado epicamente violento e romântico de Logan, também conhecido como Wolverine (Hugh Jackman, de “O Grande Truque“), seu complexo relacionamento com Victor “Dentes de Sabre” Creed (Liev Schreiber, de “A Soma de Todos os Medos“) e o sinistro programa Arma X. Em seu caminho, Wolverine encontra muitos mutantes, tanto conhecido como novos, incluindo aparições surpresa de várias lendas do universo X-Men.

O elenco da produção ainda conta com Dominic Monaghan (”O Senhor dos Anéis“), Ryan Reynolds (”Três Vezes Amor“), Lynn Collins (”Possuídos“), Danny Huston (”30 Dias de Noite“), Will.I.am (do grupo musical Black Eyed Peas), Taylor Kitsch (da série de TV “Friday Night Lights“) e Daniel Henney. O roteiro é de David Benioff (”Tróia“) e direção de Gavin Hood (”O Suspeito“).

ESTRÉIA NOS EUA E BRASIL: 1 de Maio de 2009
MAIS DETALHES: Clique aqui!

Um Insulto e um Elogio ao Amor [parte I de II]

Publicado em: 17-12-2008 @ 5:16 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Siqueira

O que nos atrai no cinema? A mim, é a possibilidade de, naquelas farsas e mentiras contadas a 24 quadros por segundo, me perder em emoções, seja torcendo pelo mocinho, embarcando em aventuras impossíveis, rindo das trapalhadas do melhor amigo, me angustiando com psicopatas insanos, pensando com intelectuais, me comovendo com o triunfo do protagonista e, principalmente me apaixonando pelas mocinhas.

Sim, meus amigos, sou um cinéfilo romântico de carteirinha. Recentemente, abri um sorriso de orelha a orelha quando vi que estava em cartaz “Elogio ao Amor” (“Éloge de l’amour”), obra lançada em 2001 e dirigida por um verdadeiro gênio da sétima arte chamado Jean-Luc Godard, nascido em 1930 e na ativa até hoje, sendo um dos poucos representantes vivos de um áureo cinema francês que apenas os DVDs estão recuperando para a minha geração.

Ora, já havia visto nas telas um dos melhores e mais controversos filmes do diretor, “Sympathy For The Devil“, no qual ele se utiliza da música dos Rolling Stones - que a refinam e modificam enquanto são capturados pela câmera do cineasta - para pintar um retrato simbólico da década de 1960, sempre se utilizando de metáforas (visuais ou não) e de muita inteligência, em uma linguagem cinematográfica única e cativante.

Ver isso aplicado ao romantismo me parecia bom demais para ser verdade. E era. Infelizmente, daquele Godard sensível e socialmente crítico, que se utilizava de técnicas de filmagem belíssimas e de recursos narrativos fabulosos que vi em “Sympathy” (que fora lançado originalmente em 1968), nada restou em seu esforço de 2001 para dar seu elogio ao amor que, para mim, soou mais como um insulto de marca maior a este sentimento que considero ser a fundação maior do que representa o ser humano.

Ora, o meu amor é um sentimento puro, sem ideologia política ou idéias intelectualóides, que não é de esquerda ou de direita, não se importando em ser retratado por cineastas ingleses, americanos, japoneses ou marcianos. O verdadeiro amor não é uma desculpa esfarrapada para se pregar sobre a corrupção da indústria cinematográfica americana, contra o imperialismo ou tudo que está aí. E, com certeza, não é um veículo para mostrar a todos o quanto se desgosta de fulano ou beltrano (não falarei aqui as celebridades americanas criticadas por Godard, pois estaria disseminando justamente a mensagem que estou criticando).

Ora, o experiente cineasta parece que quis mostrar a todos o seu refinamento intelectual, vomitando frases de pensadores e filósofos famosos a torto e a direito, juntando com diálogos totalmente desconexos e fazendo de conta que se tratava de um roteiro. E me vem falar de amor? Amor não pode ser explicado em termos exageradamente racionalizados justamente por não se tratar de algo racional, ser algo puramente emocional, algo que o Godard roteirista parece ter esquecido em suas ruminações pseudo-intelectuais.

Até mesmo o Godard diretor de 2001 perde e feio em comparação com o de 1968. Enquanto o cineasta responsável por “Sympathy For The Devil” experimentava com a câmera, movimentando-a, perseguindo com ela os seus personagens bizarros e interessantes com ela ou mostrando cenas que nos faziam pensar e refletir, com uma fotografia tecnicolor extremamente linda, o (ir)responsável por este “Elogio ao Amor”, na esmagadora maioria de seus planos, parece mais que esqueceu a câmera rodando em algum canto.

Seus planos se mostram com enquadramentos angustiantes, sendo parados e monótonos, salvos apenas por uma elegante cinematografia em preto e branco. Isto, na primeira metade do filme, pois, em sua derradeira parte, o cineasta começa a brincar com uma câmera Super-8 suja e desgastada, de modo totalmente irresponsável, acabando com qualquer técnica ou padrão que pudessem estar presentes na película.

As atuações são inexistentes em “Elogio ao Amor”. O que temos são atores declamando sem expressão ou emoção e de forma ridiculamente monótona o que, repito, são diálogos vomitados, uma mistura de “Prost para iniciantes” com o resultado de uma viagem lisérgica que terminou de forma equivocada. Já a montagem é outro equivoco, “dividindo” a narrativa em falsos capítulos que mais irritam do que qualquer outra coisa.

Infelizmente terei de fazer a pior comparação do mundo aqui. Com este filme, Godard se equiparou ao cineasta vivido por Willem Dafoe no filme “As Férias de Mr. Bean”: pedante, arrogante, intelectualóide e sem nenhuma noção do que seja amor. Infelizmente, este “Elogio ao Amor” não teve um Mr. Bean para, acidentalmente, dotar a película de algum sentimento genuíno. Ao invés de um elogio, este genial diretor e roteirista insultou o amor de um dos piores e mais inimagináveis modos possíveis, tentando transformá-lo em algo frio e sem paixão, em uma coisa política e patética. Honestamente, me senti ofendido de modo bastante pessoal com este “filme”.

Diretores de Jonah Hex abandonam o projeto

Publicado em: 24-11-2008 @ 11:57 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Siqueira

Más notícias para os fãs do pistoleiro Jonah Hex. A adaptação cinematográfica do personagem-título oriundo dos quadrinhos da DC Comics acaba de perder seus diretores/roteiristas. A dupla de cineastas Mark Neveldine e Brian Taylor (”Adrenalina“), que iria comandar o longa, produzido pela Warner Bros., abandonou o projeto. As justificativas para tal saída foram as famigeradas “diferenças criativas“. A Warner já está correndo para conseguir um novo comandante para o projeto, que mostrará um desfigurado caçador de recompensas em um ambiente western repleto de misticismo e elementos de ficção científica.

Tal pressa deve-se ao interesse do estúdio em conseguir assegurar que o longa seja estrelado por Josh Brolin, ator cuja estrela ascendeu em Hollywood após sua participação em dois filmes reconhecidos pela crítica em 2007, “O Gângster” e o oscarizado “Onde os Fracos Não Têm Vez“.

Brolin, que participou recentemente dos possíveis concorrentes ao Oscar “Milk” e “W.“, deu uma declaração estranha ao blog de cinema da MTV. Ele afirmou que, após uma primeira leitura do roteiro de “Jonah Hex“, achou o texto simplesmente horrível mas que, uma semana depois, começou a pensar no que tinha de tão ruim no material e chegou a conclusão que, talvez, a coisa certa a se fazer no momento seja participar do pior filme que poderia encontrar. Veja um trecho do quadrinho abaixo:

Roteiro de “O Procurado 2″ começa a ser escrito

Publicado em: 07-11-2008 @ 3:08 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Siqueira

Conversas sobre “O Procurado 2” vêm acontecendo já faz algum tempo. A Universal tem negociado com o quadrinista Mark Millar para que este colabore com uma segunda parte da adaptação para o cinema da história do jovem Wesley Gibson, contada originalmente na páginas da HQ escrita por Millar e desenhada por J.G. Jones.

Um dos co-roteiristas de “O Procurado“, Chris Morgan, confirmou à MTV que já está trabalhando na continuação, se reunindo com o diretor Timur Bekmambetov (que dirigiu o primeiro longa e comandará também este segundo) e decidindo que rumo a história de Gibson, vivido nas telas por James McAvoy, tomará. Morgan revelou que Millar deverá estar envolvido diretamente na confecção do arco narrativo do novo filme, estando o roteirista bastante animado em trabalhar com o quadrinista. A idéia é levar a história de Wesley à uma escala mais global. O roteirista reconhece que será um tanto difícil dar continuidade à história, graças ao inusitado final do primeiro filme, mas já adianta o retorno do personagem Terence Stamp, vivido por Terence Stamp.

Morgan acrescenta que não há intenção de fazer uma prequel da história, afirmando que, do ponto em que o espectador largou Wesley no primeiro filme, só veremos como o personagem irá prosseguir dali em diante.

Homem de Ferro

Publicado em: 14-10-2008 @ 1:48 am 
Postado em: Abrindo a Embalagem
Escrito por: Thiago Siqueira

Após um bom período de (justificada) ausência, estou de volta com o Abrindo a Embalagem. Desta vez, estaremos analisando um dos maiores - e melhores - lançamentos do ano no mercado de DVDs: “Homem de Ferro“.

HOMEM DE FERRO
(Iron Man, 2008)

Não é segredo para ninguém que sou fã de quadrinhos, muito menos que adorei a versão cinematográfica do Vingador Dourado dirigida por Jon Favreau (confira a crítica clicando aqui). Mas será que o DVD faz jus ao filme? Vamos verificar isso dando uma olhada bem de perto na edição especial dupla do longa.

a) Embalagem:
Ao contrário da maioria dos DVDs, este título vem com suas informações apenas na luva. Bonita e metalizada, esta traz o Homem de Ferro na frente e a lista de extras e detalhamento da edição no verso. Na própria caixa do DVD temos uma imagem de Tony Stark na frente (combinando com a do seu alter-ego na luva) e uma imagem do herói em ação no verso. Enfim, uma embalagem bonita e interessante. Já a versão simples é mais tradicional, vindo com o pôster internacional da fita como capa e as informações sobre o disco no verso.

b) Vídeo:
Ótima digitalização da película, valorizando os efeitos especiais do filme e as qualidades visuais deste. Infelizmente a separação de cenas impede que os espectadores avancem direto para cena após os créditos depois da já clássica fala “Eu sou o Homem de Ferro“, tendo de chegar lá diretamente usando o fast foward. Uma mancada bem leve da Paramount considerando os diversos acertos.

c) Som:
Tanto na versão original quanto na dublada, o filme é apresentado em áudio 5.1 Dolby Digital, ideal para a maioria dos Home Theaters. Nada muito sofisticado, mas na medida para a média do público. A dublagem, dirigida por Guilherme Briggs, está muito boa, embora tenha havido um certo exagero nas adaptações de algumas falas, coisa que pode incomodar alguns puristas. A voz de Marco Ribeiro (o Yusuke Urameshi, de “Yu Yu Hakusho“) combinou perfeitamente com Tony Stark e o restante do elenco de dubladores também está ótimo, em uma dublagem nada genérica e com bastante personalidade, mesmo que, repito, tenha havido uma nacionalização meio pesada em certos trechos.

d) Extras:
É aqui que a porca torce o rabo, transformando a versão dupla de “Homem de Ferro” em um dos melhores DVDs do ano. No disco um, o espectador pode ver diversas cenas cortadas do filme, várias delas que eram obviamente “gordura” para o longa, não tendo nada de muito relevante, mas quase todas bem divertidas, com destaque para a versão estendida da cena de Tony, Jim Rhodes e as aeromoças e da seqüência que mostra uma festa em Dubai (“…estou pensando em um número entre 1 e 5…” já se tornou uma das minhas falas favoritas!).

No disco dois é onde estão os verdadeiros tesouros. Logo de início, temos o documentário “Eu Sou o Homem de Ferro” que, em seus incríveis 109 minutos (!) mostra TUDO dos bastidores da fita, incluindo maiores detalhes sobre a participação de Stan “The Man” Lee, em uma aparição engraçadíssima. Só ver Robert Downey Jr. ajoelhado e beijando a mão do quadrinista já vale o DVD. Além disso, temos entrevistas com quase todo mundo da equipe de produção, só faltando mostrarem a tiazinha da cozinha!

Se esse presente de quase duas horas já não fosse o bastante, temos ainda OUTRO documentário, “O Invencível Homem de Ferro” este com 47 minutos de duração, contando a trajetória do Homem de Ferro desde sua criação até o estágio pós-Guerra Civil do personagem, passando por sua versão ultimate, entrevistas com diversos quadrinistas… Enfim, um deleite para qualquer fã da nona arte!

Logo depois, temos um documentário produzido pela publicação geek Wired, mostrando como foram feitos os efeitos visuais do filme. A computação gráfica da fita (realizada por três companhias, dentre elas a ILM, de George Lucas) é o grande destaque, incluindo o teste de produção da empresa do Tio Lucas (ou Patinhas, para os íntimos) para o filme. O documentário se divide entre as três grandes companhias de computação gráfica da fita: ILM, The Orphanage e The Embassy, mostrando os desafios de cada uma. É incrível ver as comparações entre os trajes live-action e os feitos em CGI e reparar o nível de detalhamento feito nos computadores. É um documentário bastante longo e detalhado para um assunto tão específico, devendo atingir em cheio os fanáticos por computação gráfica.

Em seguida, temos o teste de câmera de Robert Downey Jr. para o papel de Tony Stark, antes mesmo do resto do elenco ter sido escalado, com o ator contracenando com outras pessoas que seriam substituídas por nomes como Leslie Bibb e Terrence Howard. Nessas cenas, vemos como a escolha para o papel fora perfeita, com Robert Downey Jr. completamente descontraído e relaxado. Também vemos isso em “O Processo do Ator“, com o ensaio de uma cena entre o ator principal e Jeff Bridges (antes deste raspar o cabelo para o papel). Interessante notar o quanto o roteiro do filme mudou desde esse momento até as filmagens e mais ainda em relação ao produto final.

Logo depois, temos um vídeo engraçadinho zoando com a ótima recepção que o trailer teve junto ao público. Meio inútil, mas tá valendo. Para fechar com chave de ouro, o DVD apresenta ainda uma ótima galeria de fotos, mostrando desde artes conceituais até pôsteres do filme.

UFA! Fazendo um trabalho primoroso, a Paramount legendou todos os documentários e cenas cortadas. Enfim, um caminhão de extras, todos devidamente traduzidos para o português, embalagem maravilhosa, sem nenhuma propaganda… Algumas distribuidoras deveriam seguir esse exemplo. Recomendado para todo e qualquer fã de quadrinhos e de um bom cinema arrasa-quarteirão!

Avaliação do DVD: 10/10
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Shyamalan fala sobre Corpo Fechado 2

Publicado em: 08-10-2008 @ 1:35 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Siqueira

O site Sci-Fi News publicou uma entrevista com o cineasta M. Night Shyamalan na qual o foco era o lançamento do DVD/Blu-Ray de seu último filme, “Fim dos Tempos“. Durante a conversa, Shyamalan voltou a tocar no assunto de uma possível continuação de “Corpo Fechado“, fita lançada em 2000 e estrelada por Bruce Willis (”Duro de Matar“).

Segundo Shyamalan, ele ficou um tanto desapontado com a reação inicial do público com a fita. No entanto, como o filme fez um enorme sucesso no mercado de DVD, tendo encontrado, com o tempo, o seu nicho, ele começou a ficar mais animado com a idéia de uma seqüência, já que ele próprio passou a encontrar diversos fãs do longa.

O roteirista e diretor diz querer começar a escrever o filme imediatamente, mas pelos motivos certos, tendo uma história na cabeça que seja orgânica e que expresse quem ele é. A fita original, repleta de referências ao mundo dos quadrinhos, contava a história de David Dunn (Willis), um homem comum que se vê tendo habilidades especiais que ele vai descobrindo com a ajuda do misterioso Elijah Price (Samuel L. Jackson).

Pergunta: Precisa de uma continuação?

A Nova Fronteira e O Cavaleiro de Gotham

Publicado em: 08-08-2008 @ 10:01 pm 
Postado em: Abrindo a Embalagem
Escrito por: Thiago Siqueira

Ainda no pique de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, o “Abrindo a Embalagem” desta semana traz uma análise de dois DVDs lançados nos últimos meses que trazem o Homem-Morcego e outros personagens da DC Comics. Produzidos pela Warner Premiere para o selo DC Universe, os títulos postos são as animações “Liga da Justiça – A Nova Fronteira” e “Batman – O Cavaleiro de Gotham”. Vamos a elas!

LIGA DA JUSTIÇA – A NOVA FRONTEIRA
(Justice League – The New Frontier, 2008)

Segunda animação do selo DC Universe – e também a melhor -, “Liga da Justiça – A Nova Fronteira” é um bom DVD, mas tinha tudo para ser bem melhor. Como tem sido de praxe na Warner Home Vídeo, a distribuidora simplesmente ignorou a versão dupla da animação lançada lá fora. No entanto, um tremendo documentário acaba justificando a compra deste título – além da própria qualidade do filme (confira a crítica aqui).

a) Vídeo:
Ótima masterização, em formato widescreen 16×9. A imagem valoriza as cores vibrantes mostradas na animação e fica ótima em qualquer televisão neste formato;

b) Áudio:
Um dos poucos casos no qual vale a pena a versão dublada, o filme conta com uma ótima versão nacional, mantendo o elenco de dubladores da série animada “Liga da Justiça”, concedendo uma familiaridade toda especial às vozes dos personagens. Além disso, tanto o áudio original quanto o dublado se apresentam em versão 5.1 Dolby, perfeita para home theathers;

c) Embalagem:
Contando com uma ilustração de Darwyn Cooke feita exclusivamente para esta versão animada da sua graphic novel, a capa é muito bonita e convidativa, embora o DVD se apresente em uma embalagem amaray comum – também de praxe na Warner do Brasil hoje em dia;

d) Extras:
Aqui está a maior vantagem e decepção deste lançamento. Embora conte com DUAS trilhas de comentário (as dos cineastas e a do quadrinista Darwyn Cooke), NENHUMA fora legendada pela distribuidora (outra prática comum dela). Alguns trailers estão presentes também. No entanto, o magnífico documentário de 40 minutos “Super-Heróis Unidos – A História Completa da Liga da Justiça”, sozinho, já vale o DVD, contando não só a história do grupo e os bastidores de sua criação, mas sendo uma verdadeira aula sobre a história da nona arte mainstream. Além disso, um breve documentário sobre “Batman – O Cavaleiro de Gotham” coloca a cereja do sunday.

No geral, é um ótimo DVD. No entanto, sabendo que os americanos contam com uma versão DUPLA, com um documentário na mesma linha do “Super-Heróis” citado acima, mas explorando os vilões do Universo DC, três episódios da série de TV escolhidos pelo produtor Bruce Timm e um vídeo documentário de Cooke falando mais sobre sua criação. É triste perder esse tipo de material e a Warner simplesmente deu uma de suas VÁRIAS bolas fora não lançando este segundo disco.

Avaliação do DVD: 7/10
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BATMAN – O CAVALEIRO DE GOTHAM
(Batman – Gotham Knight, 2008)

Mais recente animação da DC Universe, “Batman – O Cavaleiro de Gotham” teoricamente se passa entre “Batman Begins” e o novo filme do homem-morcego, em cartaz nos cinemas agora. Esse “teoricamente” está aí por conta de algumas mancadas cometidas pelos continuístas da produção, que ignoram certos fatos dos dois filmes – em certo momento, Bruce Wayne e Alfred discutem na mansão Wayne, que ainda está sendo reconstruída. Ainda assim, o longa, que mostra seis contos interligados do cruzado de capa, cada um produzido por um estúdio de animação japonesa diferente, possui ótimas histórias e um visual de arrepiar, que será analisado mais profundamente em uma vindoura crítica. Por hora vamos a este triste DVD…

a) Vídeo:
Nos aspectos técnicos, quase sempre a Warner se sai bem. Este título não é exceção. Valorizando o visual dark do longa, as tonalidades de cores estão muito bem retratada neste disco, imagem em widescreen 16×9 que se torna bastante interessante em TVs neste formato – luzes apagadas durante o filme dão um plus todo especial;

b) Áudio:
Bastante padrão. A ótima voz de Kevin Conroy para o homem-morcego fica bastante intimidadora em Dolby Surround 5.1. O mesmo não pode ser dito da dublagem nacional que, apesar de ser tecnicamente ótima, alguns papéis foram mal-escalados, principalmente o protagonista, que ficou com uma voz por demais suave para seu visual na maior parte dos segmentos da fita – principalmente no último, que conta com um erro de tradução grosseiro, quando o Det. Allen fala sobre a capacidade de mira do Pistoleiro;

c) Embalagem:
Bastante genérica, a capa do DVD não é especialmente atraente, mas também não ofende. No entanto, o anúncio da bat-tatuagem que acompanha o DVD faz a produção – quase tão violenta quanto o novo filme para cinema – ser passível de ser comprada para crianças muito pequenas;

d) Extras:
Aqui não há como redimir a Warner nacional. Se o DVD de “Liga da Justiça – A Nova Fronteira” contava com um documentário – embora curto – sobre este novo filme animado do morcego, aqui o título não traz absolutamente nada sobre sua própria produção. Contando com alguns trailers e uma prévia da vindoura animação da “Mulher-Maravilha“, ainda há uma trilha de comentários do vice-presidente sênior da DC Comics Gregory Noveck, do dublador Kevin Conroy e do quadrinista Denny O’Neil, um dos melhores escritores a trabalhar com o personagem em qualquer mídia. Infelizmente, tal trilha não fora legendada, seguindo o padrão Warner de (falta) de respeito ao consumidor. Alguns trailers – incluindo o de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” fecham a curta e triste lista de extras do título.

Enquanto o DVD de “A Nova Fronteira” contava com um documentário de encher os olhos e que salvou a lavoura daquele título, “O Cavaleiro de Gotham” não possui quase nada de aproveitável para o colecionador. Já o DVD americano conta com um segundo disco que conta com dois documentários: um sobre a galeria de vilões do Batman e outro sobre o seu criador, além de quatro episódios escolhidos por Bruce Timm. Um DVD muito fraco, de fato.

Avaliação do DVD: 5/10

Obs: Quem tiver um bom conhecimento em inglês e puder comprar as versões duplas desses títulos, importada dos EUA, que o faça. Apesar dos extras de ambos não estarem legendados, nos filmes as legendas e áudio em português marcam presença.

Os Indomáveis e O Balconista 2

Publicado em: 03-08-2008 @ 5:55 am 
Postado em: Abrindo a Embalagem
Escrito por: Thiago Siqueira

A idéia desta nova sessão, “Abrindo a Embalagem“, é fazer uma rápida avaliação de títulos em DVD, sejam estes lançamentos ou não. Mais do que os filmes em si, a idéia é analisar os DVDs. Para começar, dois títulos lançados no último mês para venda:

OS INDOMÁVEIS +
(3:10 To Yuma, 2007)

O ótimo lançamento da Focus Filmes. Falar bem deste maravilhoso exemplar do gênero western chega a ser até redundante para mim (confira minha crítica do filme clicando aqui). Entrando devagar no mercado, a Focus começa a se consolidar com títulos de qualidade e com o devido tratamento, embora conte com um sério defeito. Vamos primeiro às virtudes:

a) Embalagem:
Contando com uma luva em papel reciclado (que dá um ótimo ar envelhecido ao título), o estojo do DVD é idêntico ao de sua versão para locação, tendo ainda com capa dupla face, dando ao consumidor a escolha de como o produto ficará em sua estante;

b) Vídeo:
Em formato widescreen 16:9 de alta qualidade, o espectador poderá, em uma televisão wide de boa dimensão, apreciar todos os detalhes da ótima fotografia do filme;

c) Som:
Tanto em sua versão original em inglês, quanto na dublagem em português, o espectador poderá escolher entre áudio 5.1 (ideal para Home theather) ou 2.0 (para aparelhos de DVDs ligados diretamente a televisão). Para descobrir porque o filme foi indicado ao Oscar de edição de som, recomendamos seriamente que este seja assistido em sua versão original 5.1.

d) Extras:
A Focus realmente deu um show neste departamento. O DVD conta com comentários em áudio do diretor James Mangold, dois documentários sobre o velho oeste (um sobre os fora-da-lei e os homens da lei, o outro sobre o próprio oeste americano), making of detalhado do filme e trailers do longa e de futuros lançamentos da distribuidora.

O que REALMENTE tira o brilho deste título é a insistência da Focus Filmes em inserir, antes do inicio do filme, propagandas antipirataria. Além de extremamente canhestras, as vinhetas não podem ser avançadas, obrigando o consumidor, que comprou o produto original, a ter de suportar intermináveis minutos daquilo. Enfim, fora este grave problema (que eu espero que a Focus resolva, e logo), “Os Indomáveis” é um DVD indispensável na coleção de qualquer fã de um bom western e, por que não, de qualquer fã de cinema.

Avaliação do DVD: 9/10
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O BALCONISTA 2 +
(Clerks 2, 2006)

Os fãs de Kevin Smith nunca deram muita sorte aqui no Brasil. Enquanto lá fora os filmes do diretor sempre saíram em edições de luxo, as versões em DVD dos longas do cultuado cineasta nerd sempre foram lançados em edições chinfrins com pouquíssimos extras. O título que chegou perto de ser um bom lançamento foi este “O Balconista 2” (confira a crítica aqui). A despeito de uma ótima embalagem, o DVD, anunciado como “Edição de Colecionador” é bem menos que perfeito, embora tenha saído com um precinho muito em conta:

a) Embalagem:
Simplesmente magnífica. A Europa Filmes caprichou muito aqui. Colocados em uma embalagem digipack (aquelas que embalavam a primeira edição de “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”), ela é extremamente convidativa aos fãs, sendo bonita, colorida e ficando perfeita na prateleira;

b) Vídeo:
Principal mancada da Europa neste lançamento. A distribuidora resolveu RETALHAR o filme, lançando-o em Fullscreen 4×3, formato que arranca as bordas da versão cinematográfica para adequar a imagem para os televisores comuns. Um verdadeiro absurdo para qualquer DVD que se diga “Edição de Colecionador”;

c) Áudio:
Pelo menos aqui a Europa se mostrou razoável. O DVD possui trilhas de áudio em inglês 2.0 e 5.1. No entanto, a legenda em português acaba matando algumas piadas (principalmente as de trocadilho), enquanto a dublagem perde alguns pontos ao não traduzir corretamente algumas frases nerds (além de uma adaptação meio amalucada da gag envolvendo os “Transformers”);

d) Extras:
Além da versão em MP4 do filme, o DVD possui alguns poucos extras. O principal são uma série de entrevistas com todos os membros do elenco principal do longa, além de algumas cenas de bastidores e alguns trechos do filme colocados de maneira meio aleatória. Realmente faz falta um bom making of da fita.

Embora seja uma edição bem menos que perfeita, os fãs de Kevin Smith vão ter de se contentar com ela, já que é a única lançada. No entanto, não deixa de ser uma falta de respeito com os colecionadores por parte da Europa lançar o filme de modo tão retalhado.

Avaliação do DVD: 6/10
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O Hype do Morcego

Publicado em: 26-06-2008 @ 12:02 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Siqueira

Diversas críticas de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” foram liberadas na última quarta-feira, 25 de junho, e os resultados não poderiam ser melhores. Dentre os veículos que publicaram textos falando sobre esta nova adaptação dos quadrinhos da DC Comics estão os sites Ain’t It Cool News e Nuke The Fridge. No entanto, a cartada final fora dada pela conceituada versão americana da revista Rolling Stone, com uma crítica escrita por Peter Travers e disponibilizada na página oficial da publicação.

Segundo Travers, o filme é simplesmente soberbo, com atuações muito acima da média e temas bastante fortes. Alguns pontos do texto do jornalista me chamaram muito a atenção, como sua descrição do Coringa de Heath Ledger, colocado como um homem que age movido não pela ganância, mas pelo seu desejo de caos (“alguns homens querem apenas ver o mundo queimar”) e que anseia que Batman (Christian Bale) aja também desta maneira. “Eu não quero te matar. Você me completa”, declara o psicótico vilão para o herói mascarado.

Pelo que se vê, a busca do sádico personagem é pela destruição daquilo que a sociedade vê como correto e ele quer companhia nesta empreitada. Além disso, o fator “Oscar” para o falecido Ledger também é citado, com Travers comparando o Coringa do ator ao personagem Alex, o sociopata vivido por Malcolm McDowell que protagoniza a obra-prima cinematográfica “Laranja Mecânica”.

Um fator interessante é que, tanto a crítica do Ain’t it Cool News, quanto a da Rolling Stone comparam Batman com Michael Corleone (Al Pacino) e o novo filme com “O Poderoso Chefão – Parte II”, longa que possui uma das minhas cenas favoritas em todos os tempos. Nos últimos minutos daquele filme, vemos Michael Corleone imerso em uma solidão quase infinita, logo após realizar uma série de atos mais do que questionáveis.

Não consigo tirar da cabeça que o diretor Christopher Nolan prestou uma homenagem nada sutil ao segundo longa da família Corleone, justamente utilizando esta cena como referência para aquela onde Bruce Wayne está sentado em seu apartamento, olhando de maneira pensativa para a sua máscara (esse momento está presente nos trailers do filme). Em uma incrível coincidência, outra produção citada como referência para “O Cavaleiro…” é “Fogo Contra Fogo”, ótima película de ação estrelada por Al Pacino e Robert De Niro (tal qual “O Poderoso Chefão – Parte II”) e dirigida por Michael Mann.

Todos as críticas publicadas até agora colocam este novo “Batman” como um dos melhores longas baseados em HQs de todos os tempos. Realmente espero que o filme faça jus ao hype que está gerando. “Batman – O Cavaleiro das Trevas” chegará aos cinemas do mundo em 18 de julho. Os dias nunca passaram tão devagar.

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