Você está vendo a seção: Suspirolândia

Atchim! Eureka!

Sabe quando você pega uma daquelas viroses que te obrigam a ficar em casa? Pois é, nessas horas de nariz “endubido”, os filmes são minha melhor companhia. Nessa semana, revi filmes que pareciam desconexos, mas depois de rápida reflexão, até que pareceu que a gripe veio para o bem (das idéias, diga-se de passagem).

[Para ler ouvindo "Don´t You", do Simple Minds"] Dias atrás, passei na casa de uma grande e querida amiga e “afanei” alguns DVDs emprestados. Alguns até foram citados na coluna passada, como “Proposta Indecente” e “Nosso Amor de Ontem”. Finalizando a semana de filmes, graças ao cansaço da gripe, assisti a outros dois filmes que pareciam água e óleo, mas que me deram boas idéias.

Lembrei como é bom ver filmes que nos inspiram. Foi até um tanto nostálgico, visto que a última vez que me overdosei de filmes assim foi na época dos meus 17 anos. Ah, deixando claro, a inspiração a qual me refiro aqui é aquela inspiração motivadora, que te faz deixar de ser a mosca do cocô do cavalo do bandido para inflar o peito e usar a vibe Nike: Just do it!

Por exemplo: re-assistindo “Jerry Maguire”, identifiquei-me com inúmeras sensações, apesar de ainda estar no alto dos meus vinte e dois anos. Vi como existem muitos Jerrys por ai e como o Cameron Crowe sabe ser escroto. Em certas épocas da vida, parece que tudo o que precisamos é de uma inspiração, uma motivação crescente e, para quem não sabe, tem sempre um filme para essa situação. “Jerry Maguire” é um deles, assim como “Elizabethtown”. Ambos são filmes de reviravolta, o que me leva a desconfiar que o nosso amigo Cameron deve ter muito o que falar em mesas de bar…

Ambos são filmes que podem ser tranquilamente a história ou esboço de muitos de nós. Agora, vamos usar do bom senso: ambos ainda são filmes e filmes sempre tem aqueles detalhes difíceis de se encontrar de cara na realidade. Como por exemplo, alguma desocupada absurdamente disciplinada que consiga fazer aquele “guia-book” de viagem de “Elizabethtown” ou uma criança novinha tão fofa, inteligente e comportada como o “filhote postiço” do Tom Cruise em “Jerry Maguire”.

Outro que me veio na lembrança foi “Seabiscuit”, com o Tobey Maguire. No dia que vi o filme, certamente fiquei me chamando de Suspirobiscuit. E chorei feito um “potrinho” desmamado. É engraçado como esse tipo de filme te invoca um exorcismo, uma catarse ou uma cutucada de jeito, quando você realmente se permite envolver por eles. Adoro. Tem gente que usa auto-ajuda. Eu uso esses filmes.

É verdade que eles podem até ser óbvios nesse efeito-conseqüência, já que é clara e evidente a superação de obstáculos e o pacote completo dos desafios (disciplina, apoio, perseverança, desespero etc tal). Mas existem ainda alguns filmes que não são tão explícitos assim e apelam para o lado do ego humano. Para mim, entra para essa lista “O Clube do Imperador”, com o Kevin Kline, “O Clube dos Cinco”, do sensacional John Hughes e “Sociedade dos Poetas Mortos”, o meu clássico com o atual Dr. Wilson, da série House (absurda de boa, vale citar).

E ah, se tem uma coisa que não pode faltar em filmes desse naipe é uma trilha sonora bacana. Jerry Maguire, Elizabethtown e Clube dos Cinco passam com 10 nessa categoria. Enfim, meus caros, Saramago não acredita em inspiração, mas eu ainda acho super digno, na minha humilde opinião. Então, inspirem-se!

Amar no Cinema e na Vida

Vai, no três!

Alguém deveria ter me avisado!

Opa, senta aí!

Confissões Platônicas

Síndrome das Metades

O Quatro de 2004

Sexy look nos Heróis

O Sexo, a Cidade e o Cinema

Não julgue o cara pelo DVD

PetroMerchanRacer

Esperança no fim do… ruim?

A dois, por dois e em dois

Mulheres, Desesperadas

Página 1 à 81234567»...Última »