Palavra chique. Até gostosa de falar. Mas será que você sabe exatamente o que é o tal do mershandising? Talvez. Primo do Marketing, sobrinho da Publicidade… Vamos tentar desvendar seu segredo e como ele se adapta ao cinema.
Todo mundo já ouvi falar desse moço aê… Mas será que tem certeza na hora de usá-lo? Sim, eu pelo menos acho massa falar mershandising! Acho podre de chique! Mas para ser chique, e não brega ou cafona, vamos aprender um pouco mais sobre esse bicho, que nem é de sete cabeças.
O nosso mershandising aí é o conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas a identificar, controlar, ambientar e promover marcas, produtos e serviços nos pontos-de-venda. A sua grande importância está no fato de ele ser a soma de ações promocionais e materiais que controla o último estágio da comunicação mercadológica: a hora da compra!
Passando a parte chata… O que isso tem a ver com o cinema? Bem, o mershandising das telonas é o mais divertido, na minha opinião, para se ver! Ora, é muitíssimo interessante ter o nome da sua marca - ou você mesmo - atribuído a uma grande produção ou a uma grande estrela. Quem não vai querer usar o celular que o galã de Hollywood usa? E quem não gostaria de ter o mesmo estilo das garotas do Oscar? Pois uma arma do mershandising é essa: associar marcas s pessoas de grande visibilidade pelos supostos consumidores.
Agora vamos parte mais prática e divertida da coluna. Quer alguns exemplos de mershandising nos cinemas? Se você já viu “Constantine”, deve ter percebido que a marca do cigarro do John Constantine aparece mil vezes. E qual era a marca? Malboro! Tome mershandising da Malboro. E quando frisa a marca do carro que a Angela usa, quando eles estão indo encontrar o Belthazor? GM dando o ar da graça! E em “Celular”, com a Kim Basinger, que a Nokia pinta e borda fazendo alusões, citações e mostras dos seus filhotes? Não é coincidência não, é mais um mershandising. Fora que tem uma aparição da Coca-Cola no meio do trânsito com um caminhão bem caracterizado nos fazendo lembrar de beber Coca-Cola após o filme! E falando em Coca-Cola, essa aparece demais, né?
E no começo de “A Intérprete”, que aparece a Nikon estampada no pescoço do Phillipe? Mershandising denovo! E em “Ladrão de Diamantes”, a cena que aparece o queridão do Brosnan com o detetive interpretado pelo Woody Harrelson num iate com um caixa de isopor atoladinha de cervejas Heinekhein… Preciso falar?
Ora, de onde você achava que os diretores conseguiam levantar dinheiro para fazer seu filmes? Mershandigsin é muito bom e muitíssimo caro para ser veiculado. E para ser feito… Bem, depende da criatividade. Os melhores são aqueles bem sutis, que você nem percebe que está acontecendo. Aqueles que se encaixam bem na trama. Totalmente o oposto de um exemplo aculá que dois sujeitos vão explodir uma bomba atômica - atômica, viu? - e se escondem - ilesos - atrás de uma máquina de refrigerantes de Pepsi. Sem comentários! Acho que foi em “De Volta Para o Futuro”… Pense num futuro!
Outros, como falei, aparecem muito bem colocados. Por exemplo, no início de “Pulp Fiction”, na cena do Samuel L. Jackson com o John Travolta, quando eles estão no carro conversando sobre o “royale with cheese”. Será que o McDonalds pagou para aparecer ali? Ou realmente, dessa vez foi só um diálogo comum? Tem essas questões que eu fico encucada: se sempre é mershandising ou se tem algumas exceções na história…
Mas é isso. Quando for assistir a um filme, preste atenção nessas chamadinhas para os produtos. Eu me divirto vendo! Marcas de carros, de bebidas, de roupas… Tudo isso aê é pago para aparecer. E ainda bem que alguém paga!
E-mail para comentários: mairasuspiro@cinemacomrapadura.com.br
Ainda tem gente que pensa que certas coisas só podem acontecer em filmes… Ok. Vou tentar mostrar que não é bem assim. Exceto aquelas ficções científicas! Mas não duvido absolutamente nada que tenha alguém por aí esperando se tornar um Jedi ou topar com o tal do Skywalker. Por incrível que pareça, tem sim!
Nós, meros mortais, vivemos nos desiludindo e reclamando das nossas frustrações amorosas. E ainda tem aqueles que, para aumentar o desespero, vivem amores platônicos com as grandes estrelas do cinema. Mas, sim… Só por que são ricos e famosos, só porque estão longe do nosso alcance, quer dizer que eles não sofrem as mesmas dores que nós sofremos? Até parece! Eles sofrem sim!
Coisa velha vira quinquilharia ou relíquia? Depende do quê para se responder a isso? E se limita a algum espaço? No século do conhecimento, muitas coisas boas são esquecidas, muitas coisas triviais são postas em pedestais. Mas não vamos generalizar: a justiça também é feita - aleluia! Mas, enfim, vale a idade ou a qualidade?
Quero fazer um filme biográfico! Melhor ainda: quero fazer um filme autobiográfico: quero escrever o roteiro, dirigi-lo, chamar uma linda e talentosa atriz para protagonizá-lo e depois ainda vou declarar que é uma “Biografia não autorizada”! Hum, por um momento me imaginei como Ed Wood! Mas… Por que não? Essa não é uma tendência, uma coqueluche do momento? Ray Charles, Howard Hughes, Alexandre, Jesus Cristo, Cazuza, Lutero e Cole Porter tiveram recentemente filmes sobre eles. Muitos outros notáveis mereceram quilômetros de películas! Andei pensando nisso por que, ultimamente, tenho me detido a assistir a algumas versões cinematográficas que desejam retratar a vida de personalidades famosas. Mas o que eu quero mesmo é fazer um sobre mim! Por que não?
Essa é uma coisa louca. Essa é uma coisa realmente maluca e descabida que s vezes insiste em acontecer na nossa vida: gostar de quem não gosta de você! Essa situação vexatória e constrangedora só é interessante quando acontece seja com os outros seja quando é retratada pelas artes. Quando dá o azar e acontece com a gente é uma desgraça! Tem um amigo meu que diz que não há dor pior! Dor de dente um dentista cura, nem que tenha que arrancar. E para tudo há a morfina. Ou até a morte para salvar os desvalidos. Mas a dor de amor é implacável. Você não arranca não! Nenhum remédio cura e o pior é que você não morre de dor de cotovelo! Ela destrói as defesas e você fica combalido. Mas não morre! Apela para todo tipo de santo, simpatia, estratégia humilhante, soluções etílicas e até para a Irmã Janaína (”Irmã Janaína traz a pessoa amada!”). Às vezes dá até certo… Enfim, entrei nesse assunto porque assisti ao “O Fantasma da Ópera”.
Costumo pensar que a arte, logo, o Cinema, expressa sensações da vida das pessoas, sendo elas contemporâneas ou do passado. Enfim, vão evocar emoções e fatos marcantes. Sendo assim, lembrei que o ato de trair faz parte de toda boa fofoca, como também de uma série de célebres filmes. Quantos filmes aos quais você já assistiu que tenha um lance envolvendo traição? Vários, certo? Creio que sim. E não digo apenas o famoso “chifre”- mais popular de todos! Falo de traição mesmo! De amigos, de familiares, de ídolos. Qualquer traição. São filmes tratando da “melhor amiga” que agarra o namorado da colega; namorado que mata namorada; marido que tem caso com secretária (o clichê!); casais brincando de passar chifre como se fosse batata quente; quebra de sigilo no trabalho; honra esquecida(…) Nossa! É muita coisa! Agora me pergunto: por quê?
Nesta coluna, tive a idéia de juntar duas paixões minhas: Cinema e Música. Sim, pois todo bom filme tem que ter uma trilha sonora de acordo, e toda boa música tem uma história com a qual nos identificamos. Cheguei, então, a pensar que esses dois andam muito bem entrelaçados.
Eu sou contra. Eu sou contra os atores, contra a abordagem, contra a produção, contra o tema. Eu sou contra a peça que deu origem ao filme, contra o diretor, contra o nome do filme. Ele não devia se chamar “Closer - Perto Demais”. Devia se chamar “Verdade Demais”. Eu sou contra, sim! Eu sou contra porque as verdades não foram feitas para serem ditas desta forma aberta, clara e sem pudores. Oscar Wilde já dizia há mais de cem anos: “É terrível como as pessoas tem dito coisas completamente verdadeiras s minhas costas”.
O intrigante livro “Código Da Vinci”, de Dan Brown, vendeu mais de 15 milhões de exemplares pelo mundo, graças união de um tema polêmico (religião) com um romance policial envolvente. Em termos de literatura, o livro não tem atrativo algum. Brown tem um ‘padrão’ para escrever. As seqüências são semelhantes, assim como a apresentação dos fatos e personagens seguem um modelo. É tanto que seu primeiro livro, “Anjos e Demônios”, foi elaborado na mesma fôrma do segundo (Código da Vinci).