Acho que em todos os aspectos da nossa vida, esperamos um final feliz. Exceto quando pessoas do nosso desafeto estão envolvidas, né? Tem gente que adora ver a desgraça daquela criatura que atrapalha sua vida. Mas de qualquer forma, é verdade que esperamos sempre algo agradável no fim de uma história, logo, sempre esperamos finais felizes nos cinemas. Mas qual o porquê mesmo, hein?
Já ouvi muitas pessoas saírem da sala do cinema dizendo que o filme era horrível simplesmente porque não encontraram um final feliz, ou porque não entenderam, ou porque não era óbvia a resposta – como até comentei na coluna passada. Que absurdo, não? Ou não? Será justo julgar um filme pelo fim? Tal qual julgar um livro pela capa?
Semana passada conferi o previsível “Terapia do Amor”. Empolguei-me para conferir esse filme simplesmente porque queria algo leve, que servisse como ferramenta para uma desopilação do mundo “workaholic” que vivo. E serviu. Só não tão bem porque me deixou muito sensível pelas causas amorosas… Tá certo que a amiga que me fez companhia é sensacional, maluca como eu, mas um príncipe contemporâneo seria bem mais condizente com o contexto!
Ah, antes que você passe para o próximo parágrafo… Se você não viu o filme e não quer saber o final caso pretenda ver, pule o próxima parágrafo e volte depois da seção para ler a coluna completa!
Enfim, por incrível que pareça, “Terapia do Amor” não foi tão previsível quanto eu esperava. No último suspiro, ele virou a mesa. O filme não acaba no “e foram felizes para sempre”. Milagre!
Intencionalmente ou não, o final do filme proporcionou uma compreensão até madura sobre a relação dos dois, atrapalhados pela idade e pela crise ética da mãe. Sei que eu e minhas viagens cinéfilas chegamos num ponto interessante. Dois, aliás.
Primeiro, sobre o próprio filme. Acho que os dois personagens alcançaram um amadurecimento sobre a relação. Será que não importa apenas gostar da pessoa para ficar com ela? Eu sou a favor dessa filosofia, particularmente. Mas isso agora não importa. Quero pensar no geral. Será que ainda existe espaço para tanto romantismo no mundo de hoje? Num mundo que para ter um filho, tem que se pensar não só no nome do menino e na cor do quarto do bebê, mas nas contas que virão. Temos que calcular o planejamento, o investimento e o prejuízo de se ter um filhote! Exagerada? É, bem capaz. Mas sou fã de Cazuza. Faz parte do meu show.
Segunda questão. Por que as pessoas anseiam tanto por um final feliz? Provavelmente pelo mesmo motivo que já falei em colunas passadas: por que muitos vão ao cinema e se projetam nas telonas. Vivem junto com o personagem o seu drama. Mesmo que temporariamente. Sendo assim, não seria conveniente passar por situações desagradáveis. Quase uma frustração.
Mas que complexo, não? O ingresso como passaporte para um mundo virtual mais agradável, uma fuga da realidade. Quase um projeto de “a la Vanilla Sky”.
Finalmente tive a sorte de assistir “As Bicicletas de Belleville” (2003), uma animação francesa fantástica do diretor Sylvain Chomet. Mas não vou falar aqui da história. Quem tiver a oportunidade, confira. Quero falar mesmo é da magia do desenho.
Mais uma vez, eu falando do meu vício: animações. “Selvagem” é algo meio “chapado” de “Madagascar”, que mistura um drama a lá “Rei Leão” e personagens típicos. Tem seus momentos engraçados, mas não passa de uma diversão despretensiosa e que pode até cansar o cidadão por alguns instantes.
Eu sou fã de animações. Não perco uma! Me troco pelos bichinhos fofinhos e rio por qualquer besteira. Talvez seja mais fácil agradar a mim do que a uma criança de verdade! Mas depois de assistir “A Era do Gelo 2” e matar minha sede de risadas, percebi que esse filme segue uma linha de animações para adultos, no mesmo estilo de “Shrek”.
Todo mundo sabe da influência que a mídia tem sobre as pessoas. De forma positiva ou negativa, forte ou fraca, ela sempre atinge os telespectadores. O que varia é o senso crítico e o poder de reflexão com que o indivíduo rebate isso. Mas, não vou aqui voltar ao velho discurso da indústria cultural, do julgamento da televisão. Quero falar de algo mais específico. E divertido.
Falaram e falaram desse filme. Mais ainda quando ele ganhou o Oscar. Antes tarde do que nunca, fui conferir o tal de “Crash” essa semana. Para o meu completo espanto, pude ver que ele, mais do que merecidamente, fez jus a todos os bons comentários. Com um elenco estupendo, com um roteiro maravilhoso, com uma trilha sonora curta e mais instrumental, muito bem escolhida, “Crash” certamente foi um dos melhores filmes que já tive o prazer ver. Daqueles que fazem você se sentir diferente na volta para casa. E melhor ainda, daqueles que te dão um “pedala” e dizem: que mundo insano é esse, hein?
O cara pegou de jeito! Fez a sorte me pregar uma peça! “Caba” quente! É, tô falando do Woody Aleen. E pior, ainda cutucou minhas feridas! Quero ir para Londres! Quero ouvir o sotaque britânico no meu pé do ouvido! Por que eu já estou sofrendo demais… Semana passada fui tentada pelo Hugh Grant e o Colin Firfh, enquanto menos tinha me recuperado da overdose platônica com o Jude Law e o Clive Owen. Agora, tive que me segurar com o Jonathan Rhys Meyers e seus olhos fuzilantes de azul intenso. Fala sério, vamos maltratar, mas torturar é terrorismo! Ah. Ok. Acabou o desabafo. O filme.
Vou começar logo dizendo que a coluna dessa semana está a mais feminina de todas. Desculpem-me, rapazes. Prometo que recompenso vocês na próxima vez. Mas foi uma mera coincidência do destino eu estar, ontem noite, na casa da minha vizinha, reassistindo casualmente “O Diário de Bridget Jones”. Acontece que fiquei me perguntando: por que será que esse filme é tão queridinho? Vou sair elencando pontos que podem ser responsáveis por esse carinho todo.
Doce e amargo. Será que pode? Pode. E como! Como disse Brian Shleby: eu conheço o amargo, o que me favorece a apreciar o doce. Você só valoriza o doce do amor quando prova a sua amargura. Se duvidar, dá para dizer que nós, seres humanos e mortais, somos viciados em relacionamentos. Mesmo sabendo da dor. Da dor desgraçada e quase interminável que sentimos quando o amor se acaba para uma das partes, principalmente quando é “apenas” para uma das partes. Somos viciados no doce? Ou no amargo? Ou no eterno ciclo de temperos da vida?
Há filmes e filmes! Para dizer a verdade, esse tipo de frase é um grande lugar-comum, porque, afinal, esse pensamento poderia ser aplicado para - quase - qualquer coisa sobre a terra e debaixo deste sol – o qual não se decide ultimamente se vai ou racha. Oh, climinha doido esse de fevereiro!
Eu lembro de alguns momentos marcantes da minha simplória existência que foram carimbados com alguns filmes. E tenho também aquelas cenas – e até filmes inteiros, que provocaram uma identificação tão grande que quase cobro os direitos autorais.
Para um filme marcar época, ou ele deve ser muito bom, muito ruim ou muito polêmico. Se bem que os que são muito ruins até que estão sendo ignorados de vez – amén!