Nova Geração de Mestres

Publicado em: 25-03-2008 @ 1:41 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Aílton Monteiro

Mestres do Terror

Para você que está com saudades dos grandes filmes dos grandes mestres horror, vai aqui uma ajuda: uma lista dos mestres do horror da nova geração. Será que eles são tão bons como os antigos mestres?

Dos anos 60 e 70 para cá, a gente aprendeu a respeitar mestres como George Romero, John Carpenter, Dario Argento, David Cronenberg, Wes Craven, Lucio Fulci, Mario Bava, John Landis, Tobe Hooper, Joe Dante e, correndo por fora, David Lynch. Atualmente, novos nomes surgem para revitalizar o gênero. Surge uma nova geração de fãs dos velhos mestres que, em vez de renegar ou passar por cima de seus antecessores, prefere homenageá-los. Minha intenção nesse espaço é fazer um balanço dos nomes mais importantes surgidos nos últimos anos. Alguns desses cineastas são novatos, tendo dirigido apenas dois filmes. Outros têm mais tempo de estrada, mas só se tornaram mais famosos recentemente. Apresento, então, uma lista de nove novos mestres do horror.

Rob Zombie

Ele foi a principal razão de essa coluna existir, pois dia desses tive o prazer de conferir o excelente “Rejeitados pelo Diabo” (2005). Rob Zombie mostrou evolução técnica e sensibilidade impressionantes para alguém que está ainda começando. Seu estilo é descendente do horror rural americano dos anos 70, mas seu melhor filme também se parece bastante com um thriller policial. Para conhecer mais Zombie: “A Casa dos 1000 Corpos” (2003). Os dois filmes estão disponíveis em vídeo no Brasil. Sem falar que ele foi responsável pela nova versão do clássico “Halloween” (2007).

Eli Roth

Muitos que foram ao cinema para assistir “O Albergue” (2005) saíram com náuseas por conta da violência gráfica e do alto teor de gore. A ponta de Takashi Miike numa cena já entrega o tipo de filme de que Roth gosta. “O Albergue” teve total apoio de Quentin Tarantino, o que prova que o diretor está em boa companhia. A estréia de Roth veio com “Cabana do Inferno” (2002, disponível em DVD). Além da continuação de “O Albergue”, outros quatro filmes já foram anunciados sob a batuta do diretor. Recentemente ele fez parceria com o amigo Quentin Tarantino em “Grindhouse”, onde dirigiu um dos trailers falsos. Para o futuro, Roth dirigirá uma adaptação de Stephen King.

Kiyoshi Kurosawa

O Japão já tem uma boa tradição em cinema de horror. E um dos nomes mais importantes atualmente é o de Kiyoshi Kurosawa, que tornou-se mais conhecido em 2006 graças ao remake americano de uma obra sua: “Pulse” (2001). O “Pulse” original foi a única coisa que eu vi até o momento de Kurosawa, mas já deu pra perceber que o entusiasmo dos fãs não é em vão, sendo que o cineasta até já foi comparado com Andrei Tarkóvski! O diretor não é nenhum novato - já tem mais de vinte filmes em sua filmografia - mas só agora começa a ficar mais conhecido no ocidente. Seus títulos mais famosos, além de “Pulse”, são: “Charisma” (1999), “Seance” (2000) e Doppelgänger (2003). Seus filmes continuam inéditos em cinema e vídeo no Brasil.

Hideo Nakata

Se Kurosawa ainda é um pouco desconhecido no Brasil, o mesmo não se pode dizer de Hideo Nakata, que com o sucesso da série “Ringu” e dos posteriores remakes americanos, mostrou ser um mestre em criar boas histórias de fantasmas. Ele até já estreou em Hollywood, fazendo um remake de uma obra sua: “O Chamado 2” (2005). O legal é que ele reinventou o original, misturando um pouco com o também seu “Dark Water – Água Negra” (2002), não deixando muito espaço para o remake “oficial” de Walter Salles. Outros filmes de Nakata disponíveis em vídeo no Brasil: “Ring – O Chamado” (1998) e “Ring II – O Chamado” (1999). Possivelmente estará dirigindo “O Chamado 3″.

Lucky McKee

Dos apenas dois títulos que vi de McKee, deu para perceber que ele é um cineasta de personalidade. Ele ainda não se tornou famoso, mas os fãs do gênero – eu incluso - já o acompanham desde “May – Obsessão Assassina” (2002). Pude ver o seu segundo título, “Sick Girl” (2006), constante na antologia “Masters of Horror”, e são dois filmes com histórias bem diferentes, mas com um estilo bem parecido. Inclusive, a atriz Angela Bettis está presente nos dois. Ela teve sua voz presente em “A Floresta” (2006), outro filme de McKee. “A Floresta” e “May” podem ser encontrado nas locadoras.

John Fawcett

“Escuridão” (2005) não foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, mas o filme tem seus admiradores. E aquele final é bem perturbador, não? O filme de Fawcett que obteve melhor repercussão, ainda que restrita aos fãs, foi “Possuída” (2000), um dos melhores filmes de lobisomem já realizados. Talvez não se trate de um caso de autor, mas não é um nome que mereça ser descartado. Os dois filmes citados estão disponíveis em vídeo.

Alexandre Aja

“Alta Tensão” (2003) foi o filme que fez com que o nome de Alexandre Aja se tornasse um dos mais quentes do mundo. Claro que Hollywood não ia deixar passar e também tirar uma casquinha do talento do rapaz. Podemos conferir a sua estréia americana do diretor no sangrento “Viagem Maldita” (2006), remake do clássico “Quadrilha de Sádicos”, de Wes Craven. Ele está cotado para dirigir o remake de “Piranha”.

Scott Derrickson

“O Exorcismo de Emily Rose” (2005) foi o melhor título de terror a passar nos cinemas recentemente. Uma belíssima mistura de filme de tribunal com horror satânico. Eu até hoje sinto um calafrio sempre que acordo às três horas da madrugada. O filme anterior de Derrickson foi “Hellraiser: Inferno” (2000), mais um da franquia iniciada por Clive Barker. Eu não vi esse Hellraiser, mas depois do filme da Emily Rose, fiquei até bem curioso. Outro filme dele a não perder de vista é “Paradise Lost”, previsto para 2009 e inspirado no clássico poema de John Milton que fala sobre a rebelião de Lúcifer no paraíso e a queda de Adão e Eva.

Ji-woon Kim

Não poderia faltar um exemplar do cinema sul-coreano que está passando pela melhor fase de sua história. Há desde filmes “de arte” a filmes de diversos gêneros. O título mais conhecido de Ji-woon Kim é “A Tale of Two Sisters” (de 2003, e que recebeu o horrendo título “Medo” no Brasil), que está dando o que falar mundo afora. Além da beleza plástica, seu filme é de arrepiar, o que prova que histórias de fantasmas ainda assustam. Nenhum filme do diretor foi lançado em vídeo no país ainda.

Poderia citar M. Night Shyamalan também, mas esse é um caso de diretor que transcende o gênero. Como David Lynch. Cada novo filme de Shyamalan é um acontecimento para mim. Também poderia citar Takashi Miike, mas esse maluco está muito tempo na direção de filmes, tendo mais de sessenta títulos no currículo. Então, não é bem uma revelação. Brad Anderson (“O Operário”) também poderia ser citado, já que ele até foi convidado para integrar a segunda temporada de “Masters of Horror”, mas ainda é cedo para considerá-lo um importante diretor do gênero.

Curtas-Metragens da Pixar

Publicado em: 29-02-2008 @ 4:06 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Léo Francisco

Com os sucessos de longas-metragens de animação como “Ratatouille“, “Os Incríveis“, “Monstros S.A.“, “Procurando Nemo” e “Toy Story“, poucos conhecem a maioria dos curtas-metragens da Pixar, que se tornaram excelentes atrativos para a exibição antes dos filmes nos cinemas e como bônus dos DVDs. Abaixo você confere um pouco sobre as histórias e algumas curiosidades dos treze curtas já produzidos pelo estúdio.

The Adventures of André & Wally B.” produzido no ano de 1984, foi exibido no Museu de Computação em Boston, em 1985. O curta-metragem conta a história de um divertido personagem chamado André, que ao acordar em uma floresta, dá de cara com um zangão chamado Wally B. Assustado, André consegue enganar o zangão fazendo-o olhar para trás enquanto consegue fugir. Furioso por ter sido enganado o zangão corre atrás de André e consegue feri-lo para se vingar. Criado por John Lasseter, Eben Ostby e Bill Reeves, que na época trabalhavam no departamento de computação da Lucasfilm, antes mesmo da Pixar ser criada, o curta foi feito apenas porque o trio queria criar personagens em 3D.

Após a criação da PIXAR em Fevereiro de 1986, quando Steve Jobs comprou a divisão de computação da Lucasfilm, o primeiro curta-metragem oficial do novo estúdio foi “Luxo Jr.“, que traz a famosa luminária, parte do logo atual do estúdio. Em cima de uma mesa de trabalho vemos uma jovem luminária brincando de bola próxima de outra luminária mais velha. Acidentalmente a bola é furada e a jovem leva uma bronca da luminária mais velha. Triste por perder o objeto, segundos depois, a pequena luminária volta com uma bola ainda maior para continuar a brincadeira.

A idéia de animar uma luminária veio por ser um objeto de fácil modelação, técnica que os animadores do estúdio treinavam naquele momento. Curiosamente a parte em que os animadores mais tiveram dificuldade foi na animação do fio e da bola. Com o sucesso do curta, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor curta animado de 1986, Ed Catmull sugeriu que fossem produzidos mais quatro curtas, nos quais Luxo Jr. apareceria novamente trazendo lições educativas para as crianças. Os curtas foram exibidos no seriado infantil “Vila Sésamo” (Sesame Street) com os títulos: “Leve e Pesado” (Light & Heavy), “Surpresa” (Surprise), “Em Cima e em Baixo” (Up and Down) e “Em Frente e Atrás” (Front and Back).

No ano seguinte, 1987, a Pixar criou o curta “Red’s Dream“. Vencedor de três prêmios, o filme conta a história de um pequeno monociclo vermelho chamado Red, que se encontra a venda pela metade do preço em uma loja de bicicletas. Por muito tempo encostado num canto da loja, Red começa a sonhar que está entrando em um picadeiro de um grande circo ao lado de Lumpy, um palhaço que faz malabarismo para alegrar a platéia. Quando percebe que o palhaço não consegue entreter o público, Red resolve tomar o show para si e sai e começa a fazer malabarismo sozinho enquanto o palhaço cai no chão. A platéia vibra e o aplaude, mas ele acorda e percebe que tudo não passou de um sonho. O animado se passa numa noite chuvosa na cidade, para que os animadores do estúdio conseguissem testar a animação com chuva e conseguissem usar diversos tipos de iluminação, que até então não tinham sido utilizadas em animação 3D.

Em “Tin Toy“, de 1988, o grande desafio foi conseguir animar seres humanos com a animação computadorizada, já que até então, nenhum estúdio havia tentado. Dirigido por John Lasseter, o curta conta a história de um soldadinho musical chamado Tinny que se apavora com a idéia de ser o brinquedo do bebê Billy. O soldadinho consegue fugir de seu dono se escondendo debaixo do sofá, local onde ele encontra diversos outros brinquedos escondidos. Enquanto isso Billy cai e se machuca. Sentindo-se culpado pelo acidente, Tinny percebe qual o verdadeiro motivo de sua missão como brinquedo. Ele sai debaixo do sofá e chega perto de Billy, que imediatamente o agarra, mas logo o solta, dando mais atenção a uma velha caixa, o que deixa Tinny enciumado. Sendo o primeiro curta-metragem de animação computadorizada a ganhar um Oscar, o animado foi inspirado em uma idéia que Lasseter teve ao observar o sobrinho pequeno brincando com seus brinquedos. Pode-se dizer que foi a partir desse curta que a Pixar teve a idéia de criar “Toy Story” (1995), o primeiro longa-metragem do estúdio.

Continuando com a produção de um curta-metragem por ano, em 1989, a Pixar produziu “Knick Knack” curta que teve como grande desafio, a animação dos flocos de neve. O que é mais interessante nesse curta é saber que existem duas versões dele. As bonecas que aparecem no animado original apresentavam seios fartos, que foram reduzidos quando o curta-metragem estreou nos cinemas em 2004. O divertido curta-metragem foi inspirado nos desenhos de Chuck Jones, da Warner Bros, e conta a história de um mal-humorado boneco de neve, chamado Kick, que vive preso em um globo de cristal, sempre vendo de fora as festas que os outros enfeites participam. Após ser convidado por um dos enfeites, ele faz de tudo para se libertar do globo de cristal, mas quase todas suas tentativas são em vão.

Depois de oito anos sem produzir nenhum curta de animação, por causa da produção do longa-metragem “Toy Story”, em 1997, a PIXAR trouxe o divertido “O Jogo de Geri” (Geri’s Game). Vencedor do Oscar de melhor curta-metragem de 1997, o animado, escrito e dirigido por Jan Pinkava, fala de uma partida de xadrez que um simpático velhinho chamado Geri, joga consigo mesmo. Após os cinco curtas produzidos por Lasseter, “Geri’s Game” trouxe novamente o desafio de animar seres humanos usando computação gráfica. Vale destacar, que o personagem de Geri foi baseado no avô do diretor, Pinkava.

Lançado nos cinemas em 2001, o curta-metragem “Coisas de Pássaros” (For the Bird) venceu o Oscar e o Annie Award. Dirigido e escrito por Ralph Eggleston (dublador do pássaro grande) e produzido por John Lasseter e Karen Dufilho, esse divertido curta fala de um grupo de pássaros que estão sobre um fio de eletricidade em uma linha de transmissão incomodados com a presença de um pássaro, de aparência diferente, que chega para tentar fazer amizade e se juntar a eles.

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A partir de 2002, a Pixar além de criar curtas-metragens inéditos para os cinemas, também resolveu produzir curtas inéditos baseados nos personagens originais dos longas-metragens para virem de bônus nos DVDs. O DVD do longa-metragem “Monstros S.A” trouxe, além do curta “Coisas de Pássaros“, o inédito “O Carro Novo de Mike” (Mike’s New Car), uma divertida comédia na qual o monstro verde de apenas um olho, acaba de comprar um carro e convida seu melhor amigo Sulley para experimentar as maravilhas que o carro oferece. O grande impecilho é que, com tanta tecnologia, muitos problemas vão aparecer. Dirigido por Peter Docter e Roger Gould e com a produção de Gale Gortney, “O Carro Novo de Mike” se destaca por ser o primeiro curta-metragem de animação da Pixar no qual temos a presença de diálogos dos personagens.

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Bud Luckey foi diretor, roteirista e dublador dos personagens do curta-metragem “Pular” (Boundin’) de 2004. Baseado nas experiências de Luckey, o animado conta a história de um belo carneiro que vivia cantando e dançando feliz em uma pedra onde morava sem nenhum problema. Em um certo dia, o carneiro que sempre teve orgulho de sua lã, é pego por um homem que o tosqueia, e o deixa totalmente sem lã, envergonhado de sua nova aparência. Um dia, um coelho que passa pela estrada, encontra o triste carneiro isolado, explica que todos nós somos diferentes e que sua bela lã com o tempo voltaria a crescer. Com isso o carneiro deveria não ligar para o que os outros achassem e continuar a viver sua vida.

Lançado em 2005, presente no DVD de “Os Incríveis”, o curta “O Ataque de Zezé” (Jack-Jack Attack) mostra tudo o que se passou na casa da família Incrível enquanto a babá Karen cuidava de Zezé. Enquanto ela tenta fazer tudo certo, Zezé começa a descobrir seus novos poderes, causando desespero da adolescente. Assim como no longa-metragem, que fez muito sucesso nos cinemas, Brad Bird voltou ao cargo de diretor e roteirista nesse curta-metragem que traz as músicas Mozart em sua trilha instrumental.

Indicado ao Oscar de Melhor curta de animação, “O Homem de uma Banda Só” (One Man Band) lançado nos cinemas em 2005, conta a história de uma garotinha que está prestes a jogar uma moeda numa fonte dos desejos. Surpreendida por dois músicos que tocam vários instrumentos juntos para disputar a sua atenção e a moeda, a garota acaba com o duelo derrubando acidentalmente a moeda num bueiro. Com a direção e roteiro feitos pela dupla Andrew Jimenez e Mark Andrews, o curta-metragem teve como maior desafio fazer com que os personagens estivessem parecendo tocar todos os 38 instrumentos da orquestra de uma vez só.

Outro curta baseado em seu longa-metragem original é “Mate e a Luz Fantasma” (Mater and the Ghostlight), que foi lançando como bônus material no DVD de “Carros”, contando uma nova história sobre o personagem Mate, que dessa vez é perseguido pela famosa luz fantasma, um globo de luz branco que assombra todos os carros da Rota 66. Dirigido por John Lasseter e Dan Scanlon, o curta foi inspirado em uma história real que ambos escutaram, por um morador, quando estavam fazendo a viagem de pesquisa para a criação do longa-metragem.

Durante a noite, em uma fazenda isolada, um estudante alienígena chamado Stu começa a fazer diversas tentativas para abduzir um humano que dorme tranquilamente. Monitorado por seu professor, Mr. B, o atrapalhado alienígena não tem uma tarefa fácil, causando diversos estragos, pois todos os botões no enorme painel são idênticos. Em questão de segundos Mr. B resolve vários problemas para que assim possam ir embora do planeta Terra. Dirigido por Gary Rydstrom, “Quase Abduzido” (Lifted) foi lançado nos cinemas em 2007, antes da exibição de “Ratatouille” e contou até mesmo com a participação do cachorro do diretor.

Todos os curtas citados podem ser encontrados juntos no DVD lançado recentemente pela Disney, “Pixar Short Films Collection – Volume 01″, apresentados juntos com um excelente making of que traz a história do estúdio e dos curtas em si, os quatro episódios de “Luxo Jr.” para o programa “Vila Sésamo” (Sesame Street), comentários em áudio e quatro extras escondidos contendo animações de ondas, bandeiras, cadeira de praia e até mesmo a animação a lápis do curta “Luxo Jr.”.

Chegou aos cinemas em 2008

Publicado em: 09-01-2008 @ 10:23 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Redação CCR

Todo ano é aquele mesma história: 1 milhão de filmes para assistir. Você acaba vendo um filme em janeiro, quando chega em setembro não lembra nem mais do nome dele. Pensando nisso, o portal Cinema com Rapadura preparou a lista com todos os lançamentos de cinema do ano de 2008 no Brasil. Que tal, hein? Agora você pode ficar tranquilo quando for fazer os bolões de apostas para os principais prêmios e até para o nosso RAPADURA DO ANO.

Para provar que o portal é o mais completo do Brasil, você pode conferir em cada filme uma variadade absurda de informações. São imagens, trailers, pôsteres, news, papéis de parede, trailers e muito mais. Cobrimos todas as estréias comercias (e algumas nem tanto) e trazemos tudo aqui para você. Toda sexta-feira teremos uma nova atualização. Fique ligado!

PS: Veja a lista dos filmes lançados em 2007.

16 DE MAIO DE 2008
Efeito Dominó
O Melhor Amigo da Noiva
Longe Dela (estréia limitada)

09 DE MAIO DE 2008
Speed Racer
Banquete do Amor

02 DE MAIO DE 2008
Maratona do Amor
O Sonho de Cassandra

30 DE ABRIL DE 2008
Homem de Ferro

25 DE ABRIL DE 2008
Três Vezes Amor
Hannah Montana e Miley Cyrus Show
Encurralados

18 DE ABRIL DE 2008
Apenas Uma Vez
Quebrando a Banca
Os Reis da Rua
Super-Herói: O Filme
Uma Chamada Perdida
2 Dias em Paris
Falsa Loura

11 DE ABRIL DE 2008
Imagens do Além
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Treinando o Papai
Um Beijo Roubado
Um Plano Brilhante
Um Sonho Dentro de um Sonho

04 DE ABRIL DE 2008
The Rolling Stones - Shine a Light
Awake - A Vida por um Fio
Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro
Maré, Nossa História de Amor

28 DE MARÇO DE 2008
Jumper
A Família Savage
Paixão Proibida
Atos Que Desafiam a Morte
Traídos Pelo Destino
À Procura da Vingança

21 DE MARÇO DE 2008
Um Amor de Tesouro
Não Estou Lá
As Crônicas de Spiderwick

14 DE MARÇO DE 2008
Horton e o Mundo dos Quem!
O Olho do Mal
Ponto de Vista

07 DE MARÇO DE 2008
10.000 A.C.
Desaparecidos
Em Pé de Guerra
O Orfanato
Sicko - $O$ Saúde

29 DE FEVEREIRO DE 2008
Rambo IV
Jogos do Poder
Espartalhões
Polaróides Urbanas

22 DE FEVEREIRO DE 2008
Antes de Partir
Juno
Maldita Sorte
Na Natureza Selvagem
Persépolis
Senhores do Crime

15 DE FEVEREIRO DE 2008
Elizabeth: A Era de Ouro
Os Indomáveis
Sangue Negro
O Som do Coração
Velocidade Sem Limites
Vestida para Casar

08 DE FEVEREIRO DE 2008
Cloverfield - Monstro
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

01 DE FEVEREIRO DE 2008
Meu Monstro de Estimação
Onde os Fracos Não Têm Vez
Sexo com Amor?

25 DE JANEIRO DE 2008
O Gângster
A Lenda do Tesouro Perdido - O Livro dos Segredos
Paranoid Park
O Signo da Cidade
4 Semanas, 3 Meses e 2 Dias

18 DE JANEIRO DE 2008
O Caçador de Pipas
Eu Sou a Lenda
Os Seis Signos da Luz

11 DE JANEIRO DE 2008
Aliens vs. Predador 2
Desejo e Reparação
O Diário de Uma Babá
O Suspeito

04 DE JANEIRO DE 2008
P.S. Eu Te Amo
Coisas Que Perdemos pelo Caminho
Alvin e os Esquilos
Meu Nome Não é Johnny
P2 - Sem Saída

Rapadura do Ano 2007

Publicado em: 02-01-2008 @ 6:27 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Redação CCR

PS: Votação Encerrada!
PS2: Resultado oficial aqui!

Está no ar mais um RAPADURA DO ANO. A premiação anual do portal Cinema com Rapadura tem como intuito principal congratular os melhores e piores do ano. Infelizmente, como no Brasil os filmes chegam bastante atrasados, acabamos premiando apenas os lançamentos no circuito brasileiro. Portanto, aqueles longas que chegaram no começo de 2007, mas são de 2006, entram na briga.

Durante os 15 últimos dias de 2007, a nossa fantástica equipe fez a seleção dos 5 melhores (ou piores) para cada categoria e o resultado é este que está no ar. Para saber quais filmes estrearam no circuito comercial brasileiro em 2007, CLIQUE AQUI. Nessa lista, todos os filmes possuem links para as respectivas fichas e lá possuem fotos, críticas, cartazes, trailers e tudo que há de mais bacana para cada produção.

Esta é a postagem oficial para o 2° RAPADURA DO ANO. Aqui iremos especular quem irá ganhar, ver quais foram as injustiças, comentar as parciais, fazer boca de urna e etc. Dá até para fazer um bolão. Que tal? Divirtam-se, recomendem para os amigos e já comecem a preparar a lista para 2008.

INFORMAÇÕES ÚTEIS
- Início da Votação: 02 de janeiro de 2008
- Fim da Votação: 20 de janeiro de 2008

ATENÇÃO: RESULTADO OFICIAL NO AR!

Cinema & Rock’n Roll - Uma Combinação da Pesada

Publicado em: 26-11-2007 @ 1:59 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Cinema & Rock ´n Roll - Uma Combinação da Pesada

Em 2004 chegou aos cinemas “Ray“, filme que mostrava a vida de uma das grandes lendas da música. Aproveitando o sucesso que ele fez pelos cinemas mundiais, resolvemos fazer uma “viagem” pelos filmes que possuem como tema central o bom e velho rock´n roll. Se você estranhou o fato de ter citado Ray Charles como um músico do rock´n roll, vamos fazer um breve resumo da história do rock para que possamos entender melhor esta citação: o rock foi originado exatamente da chamada “música de negros” (os coros das igrejas e o blues, durante a década de 40). No início dos anos 50, um certo homem branco de voz potente e um jeito diferente de movimentar o corpo causa uma verdadeira revolução no cenário musical, criando o chamado “rockabilly”; o nome dele: Elvis Presley.

Elvis se tornou um verdadeiro ícone da música, sendo considerado até hoje, o “Rei do Rock”. Com todo o seu charme e glamour, manteve uma carreira consistente também no cinema, tendo atuado em mais de 30 filmes, entre eles: “Ama-me Com Ternura” (56), “O Seresteiro de Acapulco” (63), “O Barco do Amor” (67), “O Bacana do Volante” (68) e “Lindas Encrencas, As Garotas” (69). Apesar de seus filmes não apresentarem o rock como o foco das histórias, na maioria delas, Elvis não deixava de lado o seu maior talento e interpretava papéis do cantor que buscava a fama, ao mesmo tempo em que se apaixonava pela mocinha.

Nos anos 50, começava a surgir o gosto pelo rock mais pesado e os solos de guitarra, principalmente com a ascensão de Chuck Berry e seu sucesso “Johnny Be Good”. Berry, por sua vez, também arriscou misturar a música e o cinema, atuando em filmes como “Go Johnny Go!” (59), que conta a história de Johnny Melody, um rapaz que cantava no coro da igreja até ser expulso de lá por gostar também de cantar rock ‘n roll, rotulada como “música do diabo.” Esse filme também prima por oferecer o único registro de Ritchie Valenz em filme, cantando “Ooh, My Baby“.

Durante a década de 60, o mundo foi tomado por um fenômeno chamado “The Beatles”. O quarteto formado por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr mexeu com toda uma geração, que simplesmente “respirava” Beatles. Aclamados inclusive pelas gerações atuais, que não viveram o auge dos anos 60, “The Beatles” é, sem sombra de dúvidas, a banda mais marcante da história da música, e dificilmente perderá esse posto. Com todo esse prestígio, é óbvio que o grupo não deixaria sua participação no cinema passar em branco. O grupo atuou nos filmes: “A Hard Day´s Night” (64), dirigido por Richard Lester, que mostra um dia acompanhando os quatro rapazes; “Help” (65), dirigido pelo mesmo Richard Lester, que é uma ficção científica com um orçamento considerado alto para a época; “Yellow Submarine” (68), um excelente desenho animado com as dublagens feitas pelo grupo; e “Let it Be” (70), filme que mostra os bastidores do último show ao vivo do quarteto. A influência dos Beatles é tão grande, que surgiram depois diversas outras produções com referências ao conjunto, como “Os 5 Rapazes de Liverpool” (93), contando a história de um quinto integrante dos Beatles, que deixou a banda antes do lançamento do primeiro disco.

Voltando para Elvis Presley, ele fez “Lindas Encrencas, As Garotas” em 69. No filme, em 1927, o Chautauqua (um show itinerante) vai para Radford Center, Iowa, e junto com ele leva muitos problemas. Walter Hale (Elvis Presley), o empresário de terno branco, fica só na supervisão do espetáculo e decide recrutar pessoas do local, que se apresentam para participações pequenas em seus shows.

Help 1965 e Lindas Encrencas, As Garotas 1969

No ano de 1975, é lançada a primeira “ópera rock” do Cinema, com o filme “Tommy”, baseado na clássica música da banda “The Who”, com Roger Daltry, vocalista do conjunto, no papel título. O filme é um verdadeiro show cinematográfico (ao pé da letra mesmo), repleto de apresentações musicais marcantes, com destaque para a seqüência “Pinball Wizard”, em que o “The Who” toca em frente ao teatro e leva os fãs loucura quando o guitarrista Pete Townshend começa a quebrar sua guitarra. O filme conta com as participações de grandes astros do cinema, como Oliver Reed, Jack Nicholson e Ann Margret, bem como com grandes astros da música, como Eric Clapton, Elton John e Tina Turner. Recebeu duas indicações ao OSCAR, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Ann-Magret) e Melhor Trilha Sonora. Um filme obrigatório para os amantes da união entre cinema e rock´n roll.

Grande parte das décadas de 60 e 70 foi marcada pelo estouro do rock progressivo, juntamente com o movimento hippie e a filosofia “sexo, drogas e rock´n roll”. Uma época bastante movimentada, que incluiu o festival de Woodstock, e atitudes espontâneas em protestos s guerras e conflitos sociais. Várias produções foram feitas, retratando as imagens desses badalados anos. Entre elas está o cultuado “Hair” (79), de Milos Forman, contando a história de um homem que, ao se alistar para lutar na guerra do Vietnã, conhece um grupo de hippies que o faz conscientizar-se dos absurdos de uma guerra, passando a viver dentro da filosofia “paz e amor”, embalado ao som de muita música.

Em 1980, é lançado “Os Irmãos Cara de Pau“, uma excelente comédia dirigida por John Landis, recheada de participações de grandes nomes do Rhythm & Blues (lembrando que o blues é a origem do rock), como James Brown, Ray Charles, Cab Calloway e Aretha Frankiln. A história é simples: dois irmãos (vividos por Dan Aykroyd e o falecido John Belushi) decidem reatar sua antiga banda de blues para arrecadar verbas e salvar da falência o orfanato em que foram criados, passando por inúmeras confusões. O charme desta comédia, juntamente com as apresentações musicais, fazem dela uma diversão muito acima da média. Teve uma continuação no ano de 2000, porém, bastante inferior ao original.

Hair 1979 e Os Irmãos Cara de Pau 1980

No ano de 1982, a famoso grupo “Pink Floyd”, segue o exemplo dado pelo “The Who” com “Tommy”, e lança o seu filme, “The Wall“, baseado na mais famosa música da banda, “Another Brick in the Wall”. O filme é um musical muito bem elaborado que mostra, ao som do “Pink Floyd”, a repressão feita aos alunos nas escolas, estes que não possuíam nenhuma liberdade de expressão. De um modo geral, a intenção era mostrar um retrato das escolas da sociedade durante os anos 60-70, mas, na verdade, foi um quadro baseado na infância de Roger Waters, baixista e vocalista do “Pink Floyd”.

Em 1991, o diretor Oliver Stone leva s telas a trajetória de uma das bandas mais famosas e polêmicas dos anos 60, com o filme “The Doors“. O filme mostra tudo que acontecia naqueles polêmicos anos: muita droga, sexo, etc. É preciso destacar a perfeita interpretação de Val Kilmer como o vocalista do “The Doors”, Jim Morrison. Kilmer dá um verdadeiro show de atuação, em que, simplesmente, “encarna” o verdadeiro Jim Morrison. Sem falar na assombrosa semelhança física entre os dois. Apesar de a obra ter sido criticado por Ray Manzareck, tecladista do “The Doors”, que afirma mostrar apenas o lado “louco” de Jim Morrison, o filme mostra a realidade vivida não só por Morrison, mas por diversas bandas famosas da época. Vale a pena ser conferido pela ótima interpretação de Val Kilmer e pelas músicas marcantes do “The Doors”, como “Light my fire” e “ Break on Through”

O rock sempre serviu de influência para o Cinema, muitas vezes, mesmo não tendo o assunto como tema principal, o rock é referência em várias produções, como a comédia saída de um quadro do programa Saturday Night Live, “Quanto Mais Idiota Melhor” (92), e a sua continuação, feita em 1993. A grande maioria das piadas do longa-metragem envolvem o rock, como no primeiro filme incluem ótimas gags envolvendo “Bohemian Rhapsody” do “Queen”, e “Stairway to Heaven”, do “Led Zepellin”. A obra também conta com a participação do cantor malucão Alice Cooper. Já o segundo filme, conta com a participação do grupo “Aerosmith”, e os personagens interpretados por Mike Myers e Dana Carvey organizam um grande evento de rock chamado “Waynestock”, uma referência clara ao Woodstock.

The Doors 1991 e Quanto Mais Idiota Melhor 1992

No ano de 1996, Tom Hanks faz a sua estréia no cinema como um cineasta, em “The Wonders - O Sonho Não Acabou“, contando a história da fictícia banda “The Wonders”, que passa pela experiência do “sucesso instantâneo” durante os anos 60. O filme é apenas correto e com aquela cara de sessão da tarde, mas a música “That thing you do”, tocada pelo fictício grupo, é daquelas que demoram um bom tempo para sair de nossas cabeças.

Em 2000, o diretor Cameron Crowe nos brinda com o espetacular “Quase Famosos“, com certeza, um dos melhores filmes sobre rock´n roll, e que melhor retrata o cenário dos anos 60-70. O roteiro é, na verdade, um reflexo da infância do próprio diretor Cameron Crown, que, aos 15 anos, quando escrevia matérias para a famosa revista Rolling Stone, acompanhou parte da turnê da banda “Led Zepellin”, e conheceu de perto tudo que ocorria por trás dos shows dos famosos grupos da época. Diversos fatos ocorridos são contados aqui e aplicados fictícia banda “Stillwater”, que é, na verdade, uma mistura de três grupos que Crowe adorava: “Led Zeppelin”, “Allman Brothers” e “Lynyrd Skynyrd”. Por exemplo: a cena em que o guitarrista Russell Hammond, interpretado por Billy Crudup, após tomar LSD grita em cima de um telhado “Eu sou um deus dourado” foi protagonizada, na verdade, por Robert Plant, cantor do “Led Zeppelin”, no topo de um hotel de Los Angeles. Penny Lane, a “groupie” interpretada brilhantemente por Kate Hudson, realmente existiu e foi uma das primeiras paixões de Cameron Crowe em sua juventude. “Quase Famosos” é um filme delicioso de se assistir, e até mesmo quem não curte rock pode se apaixonar por ele.

The Wonders 1996 e Quase Famosos 2000

O filme “Rock Star” (2001), possui a mesma abordagem de “Quase Famosos“, porém, sem o glamour deste último. Nele, Mark Whalberg interpreta um vocalista de uma banda de garagem, cover da “Steel Dragon”, conjunto musical inventado para o longa. Certo dia ele recebe um convite para um teste em que substituiria o vocalista do próprio “Steel Dragon” e consegue entrar para a banda. No começo tudo parece um sonho, mas com o passar do tempo, ele começa a descobrir o lado escuro da fama. Apesar de não ser tão bom quanto “Quase Famosos”, o filme mostra uma boa imagem daqueles anos polêmicos, e a banda fictícia “Steel Dragon” é uma grata surpresa, com músicas muito bem elaboradas, recordistas de downloads na Internet, feitas por músicos de veradade. Vale a pena dar uma ouvida nas faixas “We All Die Young”, “Long Live Rock´n Roll”, “Reckless”, “Wasted Generation”, “Colorful” e “Stand Up and Shout”.

No ano de 2003, o ator (e também músico) Jack Black, estrela o divertido “Escola de Rock“, sob a direção de Richard Linklater. De um filme estrelado por crianças, geralmente não podemos esperar grandes coisas, por mais que “Escola de Rock” pareça uma sessão da tarde (onde com certeza estará daqui a alguns anos), o filme é uma verdadeira aula sobre rock. Na pele de um professor farçante, Jack Black dá um show ensinando para as crianças toda a arte do rock, enchendo-as de referências como “Deep Purple”, “Black Sabbath”, “AC/DC”, “The Doors”, “Led Zepellin” e diversas outras. Para quem não conhece muito o rock e pretende começar a curtir, assistir a “Escola de Rock”. É uma escolha mais do que acertada.

Rock Star 2001 e Escola de Rock 2003

O cinema brasileiro não poderia ficar de fora dessa viagem do rock pelo cinema, e, em 2004, lançou a cinebiografia de um de um dos maiores poetas do rock brasileiro, Cazuza, em “Cazuza - O Tempo Não Pára“, com o roteiro inspirado no livro “Só as Mães são Felizes”, escrito por Lucinha Araújo, mãe do cantor. No filme, é vista sua tragetória, desde a ascensão no grupo Barão Vermelho, sua carreira solo, até morrer de AIDS no ano de 1990. O filme não esconde nada da frenética vida do cantor, como sua bissexualidade, sua falta de responsabilidade com os ensaios, e o grande envolvimento com drogas e álcool. Destaque para a excelente atuação do ator Daniel de Oliveira, que copiou cada movimento de Cazuza, e consegue roubar toda a atenção do filme para si.

O mesmo acontece com “Ray” (2004), cinebiografia do cantor Ray Charles, que recebeu seis indicações ao OSCAR, levando em duas delas. O filme também não esconde certos fatos da vida do cantor, como o seu envolvimento com drogas, e sua obsessão por mulheres. A exemplo de “Cazuza”, o ator principal, Jamie Foxx, consegue capturar cada mínimo detalhe do artista, desde a habilidade para cantar e tocar piano, até cada trejeito e movimento do cantor, além de usar lentes especiais nos olhos durante 14 horas por dia. Elas o impediam de enxergar, tudo para dar mais realismo sua interpretação. Por sua brilhante performance, Foxx merecidamente ganhou o Oscar na categoria Melhor Ator em 2005.

Cazuza 2004 e Ray 2004

Em 2005, podemos conferir “Be Cool – O Outro Nome do Jogo”, continuação do ótimo “O Nome do Jogo” (95), com John Travolta, Uma Thurman e uma série de astros no elenco, inclusive, grandes nomes da música como Steve Tyler, vocalista do “Aerosmith”, que interpreta ele mesmo; e Andre Benjamin, vocalista do “Outkast”. O que não falta a essa produção, são diversas referências ao mundo da música, já que esse é o tema central do filme.

Ainda em 2005, o diretor Gus Van Sant (de “Gênio Indomável”) dirigiu “Últimos Dias“, filme que mostra a eclosão do grunge pelo mundo, e também mostra os últimos dias de Kurt Cobain, vocalista do “Nirvana”, através de do personagem principal, um artista chamado Blake, interpretado por Michael Pitt (de “Os Sonhadores” e “Cálculo Mortal“). Outro projeto também está sendo encaminhado. Tratando-se da cinebiografia de Ian Curtis, fundador do “Joy Division”. Jude Law é um forte candidato para assumir o papel principal.

Be Cool 2005 e Últimos Dias 2005

Sem dúvidas, a influência do rock para o Cinema está bem longe do fim, e poderemos esperar ainda por muito som dentro das salas de exibição. Que o rock e o Cinema são eternos, isso todos devem saber, porém, parece que a união entre os dois parece também trilhar, cada vez mais, ao caminho da eternidade, e só o tempo irá nos mostrar os frutos de uma história de uniões entre todos os tipos de artes. Como diz nosso poeta do rock brasileiro, Cazuza: “o tempo não pára”.

A Guerra do Vietnã no Cinema

Publicado em: 31-10-2007 @ 1:29 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Felipe Pinheiro

A Guerra do Vietnã no Cinema

A Guerra do Vietnã é, até hoje, uma ferida aberta no orgulho dos Estados Unidos. A política intervencionista da terra do tio Sam, em plena Guerra Fria, fez com que o presidente Kennedy mandasse, em 1961, quinze mil “conselheiros militares” ao Vietnã, numa tentativa de atrapalhar a reunificação do conturbado país, prejudicando, assim, os planos do líder Ho Chi Minh de estabelecer uma sociedade comunista em uma nação unificada. Em 1965, o presidente Lyndon Johnson aumentou substancialmente o número de tropas e armamentos na guerra, sob intensos protestos de grande parte da população civil estadunidense. Os mais modernos artefatos bélicos desenvolvidos pelos Estados Unidos até então foram postos em ação no conflito. Entre eles, estavam as terríveis bombas de fragmentação, o explosivo napalm e desfolhantes químicos. As tropas do exército norte-vietnamita eram nutridas por armamentos fornecidos, por trás dos panos, pela União Soviética.

Apesar de todo o esforço empreendido durante os doze anos em que os Estados Unidos estiveram envolvidos no conflito armado, as forças norte-vietnamitas e vietcongues acabaram saindo vitoriosas. Os EUA deixaram a região em 1973, após terem sofrido 46.370 baixas.

A Guerra não poderia passar despercebida pela indústria cinematográfica e, para se falar a verdade, muitos filmes excelentes centram-se neste conflito. Entre eles estão “Apocalypse Now” (1979), “Platoon” (1986) e “Nascido Para Matar” (1987), considerados por alguns (inclusive por mim) como as três mais importantes obras centradas neste conflito armado.

›› Apocalypse Now
(Apocalypse Now, 1979)
Assista a um clipe do filme

Apocalypse Now“, de Francis Ford Coppola, foi baseado no livro Heart of Darkness, de Joseph Conrad. No filme, o capitão Willard (Martin Sheen), do exército dos Estados Unidos, recebe uma curiosa missão: deve embarcar em uma perigosa viagem ao Camboja, com o objetivo de encontrar e eliminar o coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), oficial que teria enlouquecido e estaria comandando um exército de nativos fanáticos nas selvas do país. A jornada é empreendida em um pequeno barco da marinha, comum nos rios do Vietnã, durante a guerra.

A tripulação do barco é composta por jovens marinheiros, comandados pelo experiente Chefe Phillips. Enquanto sobem o rio, passando por terras infestadas de inimigos, o capitão Willard, estudando dossiês sobre o coronel Kurtz, fica obcecado pelo misterioso homem. Willard, aos poucos, vai se tornando cada vez mais parecido com Kurtz, entendendo sua forma de pensar e agir. Os dois parecem estar estranhamente vinculados e, como é dito no próprio filme, não dá para contar a história de Walter E. Kurtz sem contar a de Benjamin L. Willard. O final de “Apocalypse Now” é extremamente dramático e marcante. O encontro dos dois oficiais, que aprendemos a aguardar desesperadamente durante o filme, sela seus destinos, em um momento para o qual ambos parecem ter nascido.

Muitos dizem que “Apocalypse Now” é um filme de guerra. Para mim, a Guerra é apenas o cenário mais oportuno aos dramas pessoais que o filme tenta revelar. A estranha ligação entre Willard e Kurtz é, ao meu ver, o principal tema de “Apocalypse Now”, que foge totalmente aos clichês, não sendo apenas mais um filme de crítica explícita Guerra do Vietnã.

›› Platoon
(Platoon, 1986)
Assista a um clipe do filme
COMPRE AGORA!

O diretor Oliver Stone, em 1986, aventurou-se numa bem sucedida versão da Guerra do Vietnã, em “Platoon“. Stone, que lutou no Vietnã, sendo ferido em combate, pôs sua experiência pessoal no filme, tornando-o quase autobiográfico. “Platoon” conta a estória de Chris Taylor (Charlie Sheen), um jovem que se recruta voluntariamente no exército dos EUA, com o objetivo de lutar no Vietnã. Chegando lá, Taylor vê que a guerra não era como ele pensava. A maioria dos soldados que servem em seu pelotão são garotos oriundos da classe social mais baixa dos Estados Unidos, obrigados pelo governo a se arriscarem na guerra.

Dois oficiais do pelotão, interpretados brilhantemente por Tom Berenger e Willem Dafoe, não conseguem separar a guerra que travam com o inimigo daquela que travam um com o outro. Isso faz com que os homens se dividam, quebrando o companheirismo e tornando ainda mais difícil o longo período que os soldados têm que passar naquele inferno.

Numa cena forte, os soldados americanos invadem uma aldeia de camponeses e, literalmente, fazem um massacre, matando homens e mulheres, incendiando cabanas. Na mesma cena, é mostrado o ódio que começa a nascer em Chris. Um ódio que não é nutrido pelos vietnamitas e sim pela própria situação de limite em que o soldado está vivendo. Chris quase perde o controle quando é desafiado por um camponês perneta, que é morto a coronhadas, momentos depois, por outro soldado do pelotão.

Platoon” mostra, com detalhes, o extremo cansaço físico e mental a que eram submetidos os soldados, durante a guerra. O filme revela, aos poucos, a revolta que cresce no íntimo dos homens, levando-os a praticarem atos desumanos e inesperados.

›› Nascido Para Matar
(Full Metal Jacket, 1987)
Assista a um clipe do filme
COMPRE AGORA!

Em sua respeitável, incursão ao universo dos filmes de guerra, Stanley Kubrick foi autor de uma das mais notáveis e chocantes obras do gênero: “Nascido Para Matar” (Full Metal Jacket, 1987). A primeira parte do filme tem como cenário um campo de treinamento norte-americano, onde jovens comuns são forçados a tornarem-se assassinos frios, antes de serem enviados ao Vietnã. As lentes de Kubrick mostram com ironia a vida dos recrutas, sob o comando do mais que severo sargento Hartman.

O primeiro estágio chega ao clímax numa extraordinária cena no banheiro do campo de treinamento, considerada, por mim, uma das mais marcantes da história do cinema. Na segunda parte, somos transportados ao Vietnã e assistimos ao conflito através do recruta Joker, correspondente de um jornal de guerra destinado aos combatentes americanos.

Kubrick nos mostra agora a trajetória de jovens envolvidos em uma guerra que não é deles, assassinos movidos por uma falsa esperança de tornarem-se, um dia, heróis. Mostra a convivência dos soldados e suas relações com os vietnamitas. Revela suas inseguranças e seus medos, escondidos sob a máscara de homicidas de sangue frio. No clímax desta segunda etapa do filme, é mostrado o outro lado da guerra: os jovens soldados, unidos, enfrentando um inimigo único. O filme revela a guerra aos olhos de um dos maiores diretores do século passado. O tema é tratado com uma crueza perturbadora, humor sarcástico e uma visão crítica única.

Nascido Para Matar” destaca-se das outras produções do diretor como um legado de Kubrick aos dias de hoje, a uma sociedade movida pela indústria bélica, a mais imoral de todas as empresas. Um legado a uma sociedade de assassinos profissionais que são, como nos revela Kubrick, as maiores vítimas da guerra.

Apocalypse Now“, “Platoon” e “Nascido Para Matar” são filmes que revelam a Guerra em suas múltiplas facetas. Filmes perturbadores e marcantes por seus enredos e sua dramaticidade poética.

Chegou aos cinemas em 2007

Publicado em: 04-10-2007 @ 8:38 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Redação CCR

Chegou aos cinemas em 2007

Todo ano é aquele mesma história: 1 milhão de filmes para assistir. Você acaba vendo um filme em janeiro, quando chega em setembro não lembra nem mais do nome dele. Pensando nisso, o portal Cinema com Rapadura preparou a lista com todos os lançamentos de cinema do ano de 2007 no Brasil. Que tal, hein? Agora você pode ficar tranquilo quando for fazer os bolões de apostas para os principais prêmios e até para o nosso RAPADURA DO ANO.

Para provar que o portal é o mais completo do Brasil, você pode conferir em cada filme uma variadade absurda de informações. São imagens, trailers, pôsteres, news, papéis de parede, trailers e muito mais. Cobrimos todas as estréias comercias (e algumas nem tanto) e trazemos tudo aqui para você. Aproveite!

25 DE DEZEMBRO DE 2007
O Amor nos Tempos do Cólera
A Bússola de Ouro
Os Porralokinhas
Sombras de Goya

21 DE DEZEMBRO DE 2007
Xuxa Em Sonho de Menina

14 DE DEZEMBRO DE 2007
Encantada
Hitman- - Assassino 47
Império dos Sonhos

07 DE DEZEMBRO DE 2007
Bee Movie - A História de uma Abelha
Conduta de Risco
30 Dias de Noite
Across the Universe
O Sobrevivente

30 DE NOVEMBRO DE 2007
A Lenda de Beowulf
No Vale das Sombras
A Última Hora
Eu e As Mulheres

23 DE NOVEMBRO DE 2007
O Assassinato de Jesse James
Viagem a Darjeeling
O Reino

16 DE NOVEMBRO DE 2007
Deu a Louca na Cinderela
Os Donos da Noite
A Loja Mágica de Brinquedos
O Magnata

09 DE NOVEMBRO DE 2007
Antes Só Do Que Mal Casado
Leões e Cordeiros
Mandando Bala
Planeta Terror
O Búfalo da Noite

02 DE NOVEMBRO DE 2007
1408
PodeCrer!
O Preço da Coragem
Sem Controle
Um Verão Para Toda a Vida

26 DE OUTUBRO DE 2007
Jogos Mortais 4
Tá Dando Onda
O Passado

19 DE OUTUBRO DE 2007
Invasores
Superbad - É Hoje

12 DE OUTUBRO DE 2007
Tropa de Elite
Stardust - O Mistério da Estrela
Piaf - Um Hino Ao Amor
Garçonete
Desbravadores
Justiça a Qualquer Preço
Bratz - O Filme

05 DE OUTUBRO DE 2007
Resident Evil 3: A Extinção
Putz! A Coisa Tá Feia
A Maldição da Flor Dourada

27 DE SETEMBRO DE 2007
A Última Legião
Nação Fast Food
O Vidente
O Homem que Desafiou o Diabo

20 DE SETEMBRO DE 2007
Rogue, o Assassino
Nunca é Tarde para Amar
Ligeiramente Grávidos
Hairspray - Em Busca da Fama

13 DE SETEMBRO DE 2007
O Vigarista do Ano
Instinto Secreto
Querô
Os Mensageiros

06 DE SETEMBRO DE 2007
Eu os Declaro Marido e… Larry!
Hora do Rush 3
Vira-Lata

30 DE AGOSTO DE 2007
Paranóia
Cidade dos Homens
Licença para Casar

23 DE AGOSTO DE 2007
O Ultimato Bourne
Possuídos
Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho

16 DE AGOSTO DE 2007
Os Simpsons - O Filme
A Morte Pede Carona

09 DE AGOSTO DE 2007
Escorregando para a Glória
Primo Basílio
Sem Reservas
Mimzy - A Chave do Universo

02 DE AGOSTO DE 2007
Duro de Matar 4.0
A Volta do Todo Poderoso

26 DE JULHO DE 2007
Bobby
O Ex-namorado da Minha Mulher
Luzes do Além

19 DE JULHO DE 2007
Transformers
Saneamento Básico
Ela É a Poderosa

10 DE JULHO DE 2007
Harry Potter e a Ordem da Fênix

05 DE JULHO DE 2007
Ratatouille

28 DE JUNHO DE 2007
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
O Balconista 2

21 DE JUNHO DE 2007
Treze Homens e um Novo Segredo
O Despertar de uma Paixão

14 DE JUNHO DE 2007
Shrek Terceiro
Cão sem Dono

06 DE JUNHO DE 2007
Não por Acaso
Infância Roubada
Totalmente Apaixonados

31 DE MAIO DE 2007
Zodíaco
Extermínio 2
Premonições
Confidencial
Inesquecível

24 DE MAIO DE 2007
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
O Tigre e a Neve
Nome de Família

17 DE MAIO DE 2007
Alpha Dog
Escola de Idiotas
O Hospedeiro

10 DE MAIO DE 2007
Um Crime de Mestre
Lady Vingança
Baixio das Bestas
Invasão de Domicílio
O Amor Pode Dar Certo

03 DE MAIO DE 2007
Homem-Aranha 3
Marcas da Vida

26 DE ABRIL DE 2007
Miss Potter
Minha Mãe Quer que Eu Case
Primitivo
100 Escovadas antes de Dormir

19 DE ABRIL DE 2007
Motoqueiros Selvagens
Hannibal - A Origem do Mal
Batismo de Sangue
Colheita do Mal
A Última Cartada

12 DE ABRIL DE 2007
Ventos da Liberdade
Sunshine - Alerta Solar
As Tartarugas Ninja - O Retorno
A Estranha Perfeita
Caçados

05 DE ABRIL DE 2007
A Família do Futuro
Caixa Dois
As Férias de Mr. Bean
Cartola
Um Beijo a Mais

29 DE MARÇO DE 2007
300
Ó Paí, Ó
O Segredo

22 DE MARÇO DE 2007
O Cheiro do Ralo
Atirador
Número 23
Arthur e os Minimoys
Deu a Louca em Hollywood

15 DE MARÇO DE 2007
Maria Antonieta
O Bom Pastor
Scoop - O Grande Furo
Ponte para Terabítia

08 DE MARÇO DE 2007
Hollywoodland - Bastidores da Fama
A Pele
Norbit

01 DE MARÇO DE 2007
Motoqueiro Fantasma
Letra e Música
Notas sobre um Escândalo
Candy

22 DE FEVEREIRO DE 2007
Borat
Sangue e Chocolate
Operação Limpeza

15 DE FEVEREIRO DE 2007
Dreamgirls - Em Busca de um Sonho
Cartas de Iwo Jima
Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo
Turistas

08 DE FEVEREIRO DE 2007
A Rainha
Antônia
Rocky Balboa
Pecados Íntimos

01 DE FEVEREIRO DE 2007
A Conquista da Honra
O Último Rei da Escócia
O Homem Duplo
À Procura da Felicidade
Dogão, Amigo pra Cachorro

25 DE JANEIRO DE 2007
A Grande Família - O Filme
Perfume - A História de um Assassino
Apocalypto

18 DE JANEIRO DE 2007
Babel
Alex Rider contra o Tempo
Déj Vu
O Mar Não Está pra Peixe

11 DE JANEIRO DE 2007
Mais Estranho que a Ficção
Uma Noite no Museu

04 DE JANEIRO DE 2007
Diamante de Sangue
O Dono da Festa 2
A Menina e o Porquinho

Especial: 1999, o ano em que o cinema brilhou

Publicado em: 27-09-2007 @ 6:09 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Amenar Neto

Foram 1999 anos de evolução humana e poucos de existência cinematográfica agregada à sua evolução; poucos, porém eficazes. As técnicas foram se aperfeiçoando, a visão se expandindo e a coragem aumentando; a prática foi demonstrada como grande implicante para um produto final. É lógico que somente não existiram obras primas nesse intervalo de um ano, mas podemos dizer assim, uma maior incidência delas. Indivíduos inspirados e determinados a trazer a vida objetos de adoração, existiram aos montes; deixaram marcas para nunca mais serem apagadas. Nunca, nem antes nem depois do feito, vimos algo desse tipo tão raro de se acontecer quanto chuvas no sertão, algo tão bom quanto gotas finais de um copo d’água. Obras para todas as idades, gostos e estilos foram criadas. Tudo em apenas 365 dias e 6 horas. Nasceram há quase 10 anos, mas viverão eternamente.

Na verdade, toda a década de 90 no aspecto cinematográfico, foi singular. Acompanhamos a brilhante estréia de Quentin Tarantino nos cinemas com “Cães de Aluguel”, logo depois com seu segundo e maravilhoso trabalho “Pulp Fiction - Tempos de Violência”. Também tivemos sucessos como “Forrest Gump - O Contador de Histórias”, o inigualável filme de Steven Spielberg “A Lista de Schindler”, o clássico da animação “O Rei Leão”, etc. Digamos que foi toda uma década de sucessos. Seguindo a regra, vários notáveis títulos fecharam esses dez anos com chave de ouro; uma real convenção da genialidade. Somente para materializar essa idéia, segue uma pequena lista do tanto que se fez em tão pouco tempo; obras de valores ainda inestimáveis pelo homem. Particularmente quase todos os filmes que serão citados, figuram como os que mais admiro. Concorde ou não, acredito que é necessário reconhecer suas qualidades.

Magnólia

Talvez nem todos conheçam esse longa-metragem; ou até mesmo não tiveram paciência para assisti-lo. Entretanto aqueles que viram, provavelmente, concordam quando se afirma que ele é “divino”. “Magnólia”, obra-prima máxima do diretor Paul Thomas Anderson (“Boogie Nights – Prazer Sem Limites”), narra a história de nove personagens aparentemente desconhecidas, mas que aos poucos tem suas histórias interligadas por algum ponto em comum. Aos poucos vai mostrando o quanto é complexa, e ao mesmo tempo simples, a relação das pessoas na organização atual da sociedade. São três horas e meia de diálogos, com direito a resoluções bíblicas e tudo mais. Indicado a três Oscar, sendo eles: Melhor Canção Original, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante para Tom Cruise (“Missão Impossível”).


À Espera de Um Milagre

Segundo filme dirigido por Frank Darabont (“Um Sonho De Liberdade”), que foi adaptado de um romance de Stephen King. Como já diria Kubrick a respeito de King: “obras literárias medianas rendem bons filmes”. A trama mostra o drama vivido por Paul (Tom Hanks, de “Um Dia a Casa Cai”), que é um dos responsáveis pelo corredor da morte durante o ano de 1935. Num dia comum, chega à prisão um enorme rapaz chamado Jonh Coffey (Michael Duncan) que foi condenado à morte por estuprar e assassinar duas meninas. Eles vão se conhecendo aos poucos. Paul percebe que Coffey é capaz de operar milagres através de sua “oração”. A vida de todos que eram responsáveis por aquele corredor, são mudadas depois da chegada desse novo e milagroso prisioneiro. Entretanto, ficamos incertos da sua inocência, e descobrimos gradativamente o que realmente aconteceu para aquele divino indivíduo estar ali. Em minha opinião, a melhor obra de Darabont, que teve apenas quatro indicações ao Oscar, entre elas está a de Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (Duncan). Uma das maiores injustiças já cometidas pelo Oscar, por sequer conceder uma estatueta para essa inigualável obra.


Matrix

Um dos maiores marcadores da “linha do tempo” cinematográfica. Atualmente um dos maiores ícones do cinema, um dos filmes mais cultuados e, depois de “2001: Uma Odisséia no Espaço” é o melhor filme de ficção científica. “Matrix” foi uma grande surpresa, que veio de diretores e roteiristas até então considerados amadores, mas que deixaram o mundo boquiaberto com efeitos especiais maravilhosos, uma história super inteligente, e um roteiro bem fundamentado como poucos - tudo isso embalado com muitas acrobacias e Kung-Fu. Essa “maravilha da computação” mostra a dinâmica entre máquina/homem, situado num futuro sombrio, onde as máquinas dominam os homens. Nessa mistura teológica, filosófica e científica, acompanhamos a história de Neo (Keanu Reeves, de “Velocidade Máxima”), que é tido como The One (O Escolhido), aquele que livrará a humanidade dessa subordinação para com as máquinas. Ele é conduzido por Morpheus (Laurence Fishburne, de “Assalto à 13ª DP”) e acompanhado por sua musa Trinity (Carrie Anne-Moss, de “Chocolate”) nessa jornada de auto-conhecimento da sua nova identidade. Ganhador de quatro Oscar: Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Montagem.


Clube da Luta

Depois de comandar um dos filmes mais cultuados do cinema, “Seven - Sete Crimes Capitais”, David Fincher cria a - considerado por alguns - nova Bíblia. Com uma narrativa extremamente interessante e bem conduzida, “Clube da Luta”, mesmo oito anos depois de sua criação, consegue ser atual devido à forma moderna com que Fincher conduz as coisas. O filme mostra a monótona vida de Jack (Edward Norton, de “O Ilusionista”), que apesar de ter uma boa vida financeira e levemente equilibrada, sofre de problemas de insônia. Tudo prossegue assim, até quando ele conhece Tyler (Brad Pitt, de “Tróia”) durante um vôo de avião e ficam amigos. Dessa amizade, surge a idéia de criar um “clube da luta”, onde os amigos se espancam violentamente durante combates sangrentos. Algum tempo depois, a relação entre Jack e Tyler vai se desgastando, fazendo com que as desavenças comecem. Seria uma briga muito simples, se não fosse pelo fato de Tyler fazer parte da vida de Jack mais do que ele pensava. Um grande estudo sobre a mente das pessoas, além de uma grande e bela crítica à sociedade na qual estamos inseridos. Foi injustamente indicado a somente o Oscar de Melhores Efeitos Sonoros.


O Sexto Sentido

Uma produção humilde, com um diretor de segunda viagem e que não prometia muito. O que mesmo esperar sobre isso? É justamente aí que M. Night Shyamalan nos pega de surpresa. O cara carrega milhões de cidadãos para o cinema a fim de assistir um suspense. Não me recordo outra vez que aconteceu algo de forma tão eficaz como essa. O longa-metragem conta com um roteiro muito bom, uma direção surpreendente e atuações inspiradas. Do que mais precisamos? Tornou-se um ícone do cinema, dotado de um dos melhores e surpreendentes finais. Talvez hoje em dia já se saiba mesmo antes de assistir, mas a sensação de acompanhar toda a história é extraordinária. A película tem em sua bagagem a história do Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis, de “Duro de Matar”) que é um grande profissional da área de psicologia, mas falhou anteriormente com um de seus pacientes. Algum tempo depois ele está trabalhando para ajudar Cole (Haley Joel Osment, de “A.I. – Inteligência Artificial”) que tem um quadro difícil, pois é dotado de um grande agravante: o garoto tem visões de pessoas mortas. Indicado a seis Oscar, dentre eles: Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro Original.


Beleza Americana

A supremacia do recheado Oscar de 2000; oito indicações e cinco estatuetas conquistadas. Sam Mendes (“Estrada para a Perdição”) caprichou nessa película sobre relacionamentos não só amorosos como familiares. Sensível, moderno, dinâmico e inteligente, que condena o “American Way Of Life”, o filme conta a vida de Lester Burnham (Kevin Spacey, de “Corrente do Bem”). Ele é um chefe de família tradicional que toma diversas decisões para fazer de sua vida algo extraordinária. Entretanto, ele vive uma crise familiar com a traição de sua esposa Carolyn (Annette Bening, de “Marte Ataca!”) e a constante rebeldia de sua filha Jane (Thora Birch, de “Agora e Sempre”). Após conhecer a amiga de sua filha, ele começa a ter fantasias com ela, ao mesmo tempo em que tenta aproximar-se da mesma. Destaque para as atuações de Kevin Spacey e Annette Bening, para o roteiro e pela direção de Sam Mendes.


Acredito que apresentei seis bons motivos para que as pessoas possam reconhecer o quanto foi importante esse ano para o cinema. Agradando a Gregos e Troianos, mas, acima de tudo, agradando a todos. Infelizmente, a premiação do Oscar do ano seguinte não foi justa, mas isso não é nenhuma novidade - tento me conformar aos poucos. Injustiças à parte, existe gratidão que tenho para com Hollywood por essas formidáveis obras que superam qualquer decepção. Como poucas vezes aconteceram, posso afirmar sem receio: a perfeição foi alcançada com êxito.

Não Conte o Final a Ninguém

Publicado em: 22-08-2007 @ 2:47 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Uma forma bastante manjada, usada pelos grandes estúdios como forma de merchandising de suas produções, é colocar em seus meios de divulgação (que incluem trailers, chamadas de televisão, pôsteres e páginas oficiais), a frase: “Não conte o final deste filme a ninguém”. Usando um pouco de bom senso, não é correto sair contando os finais de filme nenhum a ninguém, porém, o uso desta frase nunca deixa de causar uma espécie de alerta curiosidade do expectador, que se sente quase que na obrigação de ir ao cinema, nem mesmo por interesse pelo filme em si, mas pela vontade de matar a curiosidade e conferir o “final surpreendente”. Muitas vezes este final não corresponde altura das expectativas do público.

Tal estratégia foi utilizada em “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan, e no lançamento “O Amigo Oculto”. Este último utilizou deste meio, uma forma diferente de chamar a atenção do público: todos os rolos com o filme foram entregues s distribuidoras sem o final, deixando os rolos com a conclusão do longa para serem entregues em mãos, apenas momentos antes de sua primeira exibição, tudo para que o final não fosse descoberto com antecedência e revelado na Internet. Sem dúvidas, foi um lance muito inteligente, pois essa estratégia da FOX logo caiu no conhecimento da mídia e do público, atenuando cada vez mais a curiosidade a respeito do conteúdo do “final misterioso”.

Afinal, o que podemos classificar como um “final surpreendente”? È, simplesmente, aquele desfecho da história que pode durar poucos segundos, e nos fazer, após o término do filme, repassar toda a história em nossas cabeças, reimaginando tudo sob uma forma totalmente diferente do que foi vista pela primeira vez. Em outras palavras, um filme com “final surpreendente” é uma obra que brinca com o expectador, fazendo-o acreditar estar entendendo a história, quando, no final, nada é como ele imaginava.

Fiz aqui uma lista de dez filmes que seguem esse estilo. Com certeza eles farão você surpreender-se com os seus respectivos finais:

1 - PSICOSE (1960)
Este grande clássico do mestre do suspense Alfred Hitchcock (de “Os Pássaros” e “Janela Indiscreta”), é, sem dúvidas, um dos melhores suspenses da história. Prima pela direção frenética de Hitchcock, uma trilha sonora mais do que marcante,e a atuação perfeita de Anthony Perkins como o calmo e simples, porém lunático, Norman Bates. Uma pena foi o fato de o diretor Gus Van Sant ter tido a idéia de refilmá-lo em cores, no ano de 1999, estragando todo o charme do original. Destaque no filme para a famosa cena do assassinato no chuveiro, além, é claro, da grande reviravolta do final. Janet Leigh interpreta uma secretária que rouba 40 mil dólares para que possa casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega a um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, que diz não desejar a presença de uma estranha. Mal sabe a moça o que virá a acontecer em apenas uma noite neste motel.


2 - OS SUSPEITOS (1995)
Este excelente filme dirigido por Bryan Singer (dos dois “X-Men” e “O Aprendiz”), criou um dos vilões mais assustadores do cinema, sem sequer sabermos quem ele é até o último segundo do filme, Só ao pronunciar o seu nome, Keyser Soze, já nos dá um frio na espinha. Kevin Spacey dá aqui um verdadeiro show de interpretação, em que, merecidamente, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação. Spacey vive Roger “Verbal” Kint, um criminoso com deficiência física que narra para um policial (interpretado por Chazz Palmiteri) uma chacina ocorrida em um cais. Esta tragédia resultou em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, e o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Reviravoltas são detalhes que não faltam nessa produção. O final, realmente é de deixar todos com o queixo no chão, e intimidados perante o show dado por Kevin Spacey. Também merecido, o filme recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.


3 - O SEXTO SENTIDO (1999)
Em seu ano de lançamento, o tal “final surpreendente” foi comentado em toda esquina, e o público ficou conhecendo a grande vocação do diretor M. Night Shyamalan de fazer suspense. “O Sexto Sentido” deu início uma onda de filmes com temas que envolvem o sobrenatural, apelativos para os sustos, e com a obrigação de forçar um final surpresa. Recebeu seis indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Haley Joel Osment), Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Bruce Willis interpreta um psicólogo infantil que busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes lhe deu um tiro e, em seguida, suicidou-se em sua frente. Seu personagem assume o caso de um garoto de oito anos, interpretado pelo talentoso Haley - Joel Osment (indicado ao Oscar), que tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Um dia, o menino revela para o psicólogo a razão de tanto medo: ele possui o dom de ver pessoas mortas.


4 - AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)
Com este thriller de tribunal, o mundo ficou conhecendo o talento de Edward Norton, que fazia o seu primeiro filme e, de cara, ganhou o Globo de Ouro, e foi indicado para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Norton interpreta um jovem de 19 anos preso sob a acusação de assassinar um arcebispo com 78 facadas. Um ex-promotor (Richard Gere), que se tornou um advogado bem-sucedido, propõe defendê-lo, sem cobrar honorários. Ele tem um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. O jovem demonstra ser muito calmo e tímido, mas logo mostra sofrer de dupla-personalidade e se torna uma pessoa rude, de péssimo caráter, capaz de fazer qualquer coisa. O filme é envolvente e faz o expectador simpatizar com o jovem tímido, e, ao mesmo tempo, sentir raiva da sua segunda personalidade, deixando a sua possível inocência em dúvida. O filme possui grandes momentos de tensão, e a química entre os personagens de Richard Gere e Edward Norton é muito envolvente.


5 - CLUBE DA LUTA (1999)
Neste chocante longa do cineasta David Fincher (que já havia dirigido Brad Pitt em “Seven”), existe muito mais do que lutas e violência como muitos enxergam. Por trás de todo o roteiro há uma grande crítica ao capitalismo e o consumismo, de forma bastante inteligente. Edward Norton interpreta um executivo que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive em loucura progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos, que ele se sente vivo e assim consegue dormir. Repentinamente, entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um maluco que tem a idéia de por prova seu instinto animalesco em combates corporais, fundando o “Clube da Luta”. Com o tempo, Tyler demonstra que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro.


6 – AMNÉSIA (2001)
De certa forma, é até covardia citar “Amnésia” nesta lista de finais surpreendentes, pois o filme consegue nos surpreender a cada cinco minutos através de sua narrativa de trás para frente, de modo que nunca sabermos exatamente o que está ocorrendo com o personagem de Guy Pearce. Por outro lado, o final (que na verdade equivale ao começo da história) é a chave para tantas reviravoltas, e, pode acreditar, é mesmo impressionante. “Amnésia” foi a maior surpresa do ano de 2001, aparecendo discretamente nos cinemas, e logo virou cult pelo seu roteiro e sua montagem geniais (ambos indicados ao Oscar). Revelou ao mundo o diretor Christopher Nolan, que este ano, será o responsável por trazer o Homem-Morcego de volta s telas. Guy Pearce interpreta um homem que sobrevive a um ataque de um ladrão em que perde a sua mulher, e passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que aconteceu poucos instantes antes. Ele parte em uma jornada pessoal, a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.


7 – SEVEN – OS 7 CRIMES CAPITAIS (1995)
Um filme impressionante em todos os aspectos. Esta é a definição para “Seven”. É ao lado de “O Silêncio dos Inocentes”, em minha opinião, o melhor filme do gênero. O tal “final surpreendente” deste, foge um pouco do estilo dos outros desta lista, pois ao contrário dos outros, ele não muda todo o resto da história, brincando com nossa imaginação. Ou melhor, ele mexe, sim, com nossa imaginação, mas apenas no exato momento, fazendo imaginarmos imagens angustiantes não mostradas, e atiçando nossa curiosidade. O final de “Seven”, chega a ser um dos mais chocantes e inteligentes já feitos para o cinema, chegando a ser perturbador e genial. Brad Pitt interpreta um policial jovem e impetuoso, e Morgan Freeman, um policial maduro e prestes a se aposentar. Os dois são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um assassino em série que extermina as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.


8 - O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (1999)
Este é o caso de um filme pouco visto, mas que merece ser conferido pelo seu roteiro muito bem desenvolvido e, principalmente, pelo duelo de interpretações entre Jeff Bridges e Tim Robbins, ambos muito bem em uma verdadeira batalha de egos. O final, além de surpreender, nos faz refletir sobre a situação mundial de que em todo canto do planeta existem grupos terroristas planejando algo sobre pessoas inocentes. Brigdes interpreta um professor de História que faz amizade com seus novos vizinhos (Tim Robbins e Joan Cusack), logo após ter salvado o filho do casal. No começo, tudo parece correr bem entre a sua família e a deles, mas logo começa a desconfiar que há algo suspeito, e passa a investigar sobre o passado de seu vizinho, descobrindo diversos fatos obscuros. Ele, então, começa a tomar consciência do perigo pelo qual ele e sua família estão passando, e resolve ir a fundo em suas investigações, descobrindo um plano terrorista que visa explodir um prédio público.


9 – OS OUTROS (1999)
Pelo fato de ter estreado aqui depois de “O Sexto Sentido”, seu final, apesar de muito impressionante, não provocou o mesmo impacto no público, mas, nem por isso, tirou o prestígio desse ótimo filme. Nicole Kidman está em um de seus melhores momentos, vivendo uma mulher que, durante a 2ª Guerra Mundial, decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos, seguindo, religiosamente, certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, diversos acontecimentos estranhos e assustadores começam a acontecer.


10 – CORPO FECHADO (2000)
O diretor M. Night Shyamalan acabou usando os “finais surpreendentes” como a sua marca registrada. Após impressionar o mundo com “O Sexto Sentido”, ele volta a dirigir Bruce Willis, mas agora sem crianças que vêem mortos. Mesmo não tendo um final de impacto como em seu filme anterior, “Corpo Fechado” também surpreende, mostrando os lados que s vezes não costumamos enxergar nas pessoas. Shyamalan, desta vez, foca o mundo dos super-heróis, de forma muito bem feita, através de suas filosofias de como viver e agir em um mundo humano. Bruce Willis interpreta David Dunne, um segurança de estádio de futebol que sobrevive a um espantoso desastre de trem, o qual todos os passageiros morrem e ele sai ileso, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que tem uma deficiência: possui ossos frágeis, vulneráveis a qualquer pancada. Elijah tenta convencer David de que ele é exatamente o oposto dele, que ele seja um super herói “inquebrável”.