NÃO Vale a Pena Ver de Novo

Publicado em: 15-05-2008 @ 3:29 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Sabe quando você está na boa navegando no portal do Cinema com Rapadura e de repente se depara com matérias do tipo: “Fulano de tal cotado para seqüência do filme tal?“. Pois bem, essa semana saiu a dita manchete se referindo à continuação de “Mergulho Radical”. Tipo, na época eu realmente fiquei incrivelmente deslumbrado só com o pôster (Jessica Alba de biquíni, alguém lembra?). Porém, na minha cabeça só se passam bombas sendo ditas do filme e coisas afins. Enfim, Jessica Alba é um motivo legal pra ir ao cinema, mas não é realmente o bastante.

Então, porque raios se fazem sequências de filme que realmente não valem a pena? Quando você consegue se desvincular da porcaria que foi o primeiro, eis que me surgem com o segundo, e às vezes com o terceiro.

Dentre essas pérolas que realmente não deveriam ter existido, posso citar “Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta“, comentado brilhantemente (?!) no RapaduraCast dessa semana. Roteiro fraco, atuações fracas, piadas fracas. E aí vão se seguindo “O Dono da Festa 2“, “Todo Mundo em Pânico 2” (com raras exceções de piadas nas continuações 3 e 4), “Olhos Famintos 2“, “Garfield 2“, “Vovó…Zona 2“… e uma série de filmes que são acompanhados por um numeral. Isso quando não se inventam prequels absurdas. Depois de “Batman Begins“, parece que todo mundo gostaria de ter um begin: “Hannibal - O Início“, “Ripley - No Limite“… E desculpe-me fazê-los lembrar das descendências de certos personagens como “O Filho do Máskara” e “O Filho de Chuck“.

Não sou contra sequências, por favor não me exorcizem, muito pelo contrário. Shrek 2, por exemplo, é a supremacia quando se fala em animação, e o que não dizer de outros que superaram o filme original (“Homem-Aranha 2″; “X-Men 2″; ”Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”). Mas há filmes que não deveriam nem ter ido a primeira vez, quanto mais a segunda. Mais uma mostra de que o poder capitalista de Hollywood extrapola muito às vezes. Alguém lembra de outros aí que não mereciam uma continuação? Isso é o que não falta. Mais criatividade, Dr. Hollywood! Os fãs de cinema agradecem. E assim não veremos mais a volta dos que deveriam ter ido pra sempre.

De Volta ao Planeta dos Macacos

Publicado em: 15-05-2008 @ 3:15 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Ao escutar o RapaduraCast 76, da última sexta-feira (09/05), fiquei surpreso pelo fato do Jurandir dedicar um tempo do início do programa a um comunicado. Minha surpresa foi maior pelo motivo de tal pronunciamento: preconceito.

Não imaginava que pessoas deixavam de desfrutar do semanal por causa de razões medíocres como o nosso sotaque e até o pelo nome do cast. Pensei que em um mundo dito como globalizado, em uma sociedade da informação onde temos acesso ao conhecimento a toda hora e em qualquer lugar, finalmente tínhamos saído da “Idade das Trevas”. Que, de fato, a humanidade progrediu. Todavia, se uma diferença cultural é capaz de gerar um empecilho dessa proporção, de alguém se negar a usufruir de algo que lhe pode ser útil e agradável por conta de estigmas, então devo supor que houve um retrocesso colossal.

Este é outro ponto negativo que atribuo aos meios de comunicação: a formação de estereótipos. Quantas vezes vemos em novelas e seriados a rotulação que determinadas etnias sofrem? Por exemplo, canso ver em novelas que os nordestinos são retratados somente como flagelados da seca. Que só andamos vestidos de cangaceiro, onde todos moram em um sertão escaldante, que criamos jumentos no quintal de casa. E também, independente do estado do Nordeste, todos falam “Ó xente” a torto e a direito. Como se não existissem diferenças culturais entre os estados. Como se o baiano não tivesse costumes díspares do cearense, e este do pernambucano, e do paraibano, do sergipano ou do potiguar. Como se não tivéssemos urbanização e nem desfrutássemos de tecnologia. Ou não tomássemos Coca-Cola ou escutássemos rock.

Mas o nordestino não é a única vítima destes arquétipos. Percebo muito como os gaúchos são alvos de piadas relacionadas a homossexualismo. E quem vê, pensa que tal informação procede. Na minha graduação, tenho uma colega de sala que é gaúcha. Já cheguei a debater com ela sobre isso. Ela me falou que o que se é veiculado pela mídia a respeito dos gaúchos, assim como com os nordestinos, não passa de uma caricatura distorcida. Assim como já percebi pessoas dizendo que no Rio de Janeiro só há favela e traficante. Que os cidadãos tomam café da manhã em meio a tiroteios. Como se fosse um pedaço do Iraque ou Porto Príncipe aqui no Brasil. Sendo que o que se vê no noticiário ou nos filmes é só um lado de uma realidade. Pois muitos sabem que lá existem coisas que a fazem receber a alcunha de “Cidade Maravilhosa”.

Tudo bem que às vezes fazemos piadas e rimos a respeito das dessemelhanças alheias. E que fazemos chacotas de nós mesmos, numa espécie de autocrítica saudável. Mas quando ultrapassa uma fronteira, chegando ao ponto de marginalizar e hostilizar certos grupos, é atuar no papel de alguém ignorante e intolerante. Filmes como “O Sol é Para Todos”, “Filadélfia”, “A Lista de Schindler”, “Faça a Coisa Certa”; de aventura como “X-Men” e ficção científica como “Planeta dos Macacos”; servem de exemplo das conseqüências da discriminação com o que é diferente. Afinal, aproveito este espaço para mostrar que o cinema não é só entretenimento, mas também uma reflexão do homem a respeito dele mesmo e do meio em que vive.

Para concluir, quero externar que este episódio, com base nos comentários postados repudiando tal conduta, só mostrou o quanto vocês dão valor ao trabalho do CCR. Neste pouco tempo que colaboro para o blog do portal, posso garantir que estou satisfeito em fazer parte da equipe. Principalmente, por conta de vocês, leitores! Desde minha primeira matéria, guardo todos os comentários em uma pasta em meu e-mail. Mesmo aqueles que não concordam em nada em certos artigos. Afinal, o que todos nós temos em comum é isso: ser diferente do outro. Leitores como vocês é que fazem valer a pena ficar na frente do computador e escrever sobre algo que irá despertar sua atenção. Bom, esse é meu recado. E, claro, não deixem de comentar. Um grande abraço!

“Cegueira” em Cannes

Publicado em: 15-05-2008 @ 2:31 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Começou o Festival de Cinema de Cannes. E a abertura foi com o esperado “Blindness”, de Fernando Meirelles, o mesmo diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel. As primeiras noticias indicam que o filme foi recebido com um silêncio sepulcral da platéia do festival. Se isso é bom ou ruim, eu não sei, mas o próprio diretor achou que o filme era muito pesado para abrir o evento.

Algumas opiniões da crítica internacional (extraído do Terra):

1| Foi “a abertura mais deprimente para um festival internacional que eu já vi” , escreveu James Christopher, do jornal britânico The Times. “Depois da glamurosa esteira rolante de estrelas no ano passado, para comemorar os 60 anos sensacionais de estréias de filmes artísticos, o festival apagou as luzes de Natal, apertou o cinto e voltou ao austero negócio de mostrar os auto flagelados diretores-autores do futuro“, escreve o crítico, para quem a noite de abertura foi “um choque azedo e inesperado“.

2| O jornal argentino La Nación disse que o filme foi recebido com “muita frieza“, mas se trata de um exemplo da crescente globalização cinematográfica, destacando que muitas análises em Cannes compararam a produção - que fala da degradação da sociedade durante uma epidemia de cegueira que assola uma cidade - a desastres naturais como o causado pelo “furacão Katrina, a fome da Somália e os excessos na Guerra do Iraque“. Mas o jornal afirma que, apesar do profissionalismo e dos desafios assumidos por Meirelles, “o filme é bastante óbvio em sua apresentação de um universo sórdido e em sua denúncia da manipulação, da miséria e da precariedade da sociedade contemporânea. Além disso, não consegue transmitir os climas e a emoção que levaram o romance original publicado em 1995 pelo ganhador do Prêmio Nobel à consideração mundial“.

3| O La Nación ressalta que Meirelles tentou filmar o romance vários anos antes, mas Saramago se recusou a vender os direitos do livro durante anos porque, segundo o escritor, “o cinema destrói a imaginação“. “Em vista do medíocre resultado final do filme, o notável autor de O Evangelho Segundo Jesus Cristo tinha razão“, afirma a reportagem.

4| Já o crítico do jornal britânico The Guardian deu ao filme quatro estrelas, descrevendo Ensaio sobre a cegueira como “um pesadelo apocalíptico adaptado de um romance de 1995 do vencedor do Nobel José Saramago e dirigido por Fernando Meirelles, que nele encontrou a exposição brutal da lei da selva das favelas que vimos em seu filme de 2002, Cidade de Deus“.

Cegueira”, título de Blindness em português, só estréia em setembro aqui no Brasil. E isso dá tempo a todos que não leram o livro de José Saramago, vencedor do Nobel de Literatura em 1998, conhecerem a história que será mostrada nas telonas. O curioso foi saber que quando Meirelles procurou Saramago pela primeira vez, com o projeto de trazer a obra literária para as telas do cinema, ele ouviu um NÃO. O escritor afirmou na época que o cinema destrói a imaginação das pessoas, pois entregava toda a história pronta.

Mesmo sendo amante também da literatura, não chego a concordar com o escritor. Vários filmes de grande sucesso, verdadeiros clássicos são adaptações de livros. Apesar de amar 2001: Uma Odisséia no Espaço, nunca tive a paciência de acompanhar o livro, pelo seu excesso de ficção cientifica. O dialeto russo que apimenta o filme Laranja Mecânica, no livro vira um grande tormento, fazendo você ir e voltar o tempo todo para um glossário.

É claro que o livro é sempre mais rico em detalhes, e sim, a imaginação do leitor tem que compor a história de uma maneira diferente. Mas não dá para dizer que o cinema estraga a imaginação. Afinal, é o espectador que dá o ritmo aquela história que esta vendo, entendendo o motivo de cada objeto mostrado, cada construção de cenário, cada cor de fundo de cena, enfim, no cinema você também tem que sentir o clima de tudo e viajar com ele para entender.

Para os que gostam de folhear bons livros, que viraram bons filmes, ficam algumas dicas. “Alta Fidelidade” e “Um Grande Garoto”, ambos de Nick Hornby; “Prenda-me se for Capaz”, de Frank Abagnale; os já citados “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Artur C. Clarke e “Laranja Mecânica”, de Antony Burgues e muitos, muitos outros.

E você, lembra de mais algum livro que virou um bom filme? Comentaí!

70 Anos de Superman

Publicado em: 14-05-2008 @ 12:18 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Você vai acreditar que o homem pode voar“. Este era o slogan utilizado para a divulgação de um filme que se tornaria um marco na história do cinema: Superman[bb]. Assim como 2008 é o ano do septuagenário do personagem, também é em que se completam trinta anos do lançamento desta obra que influencia gerações até hoje.

Desde o mito de Ícaro e suas asas de cera, passando por Leonardo Da Vinci e seus aparatos tecnológicos, e chegando a James M. Barrie e sua obra Peter Pan; o homem parece nutrir o desejo de voar. Três perspectivas que procuram tornar tangível esta aspiração: o mítico, o científico e o artístico; respectivamente. No filme, estrelado por Christopher Reeve[bb], a fusão destas esferas do pensamento humano acontece, resultando neste clássico. Senão, vejamos: referências míticas, como a de Ícaro e também ao arquétipo de herói – de seus atributos físicos acima dos níveis humanos – os recursos técnicos que, na época, permitiram tornar as cenas de vôo o mais verossímeis possível. E que, por último, tornou possível, o que só existia no imaginário das pessoas: um homem voar. Em suma: Super-Homem, o super-herói das Histórias em Quadrinhos, existia e voava de verdade.

O mérito da projeção, além de dar um “sopro de vida” ao personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, foi acrescentar elementos à mitologia do herói. Por exemplo, a composição, de proporções wagnerianas, criada por John Williams que se tornou um hino ao Homem de Aço. Outro ponto forte foi que, os produtores de Hollywood, perceberam que poderiam fazer uma adaptação de quadrinhos de uma forma séria e rentável. Foi o pontapé para se quererem produzir mais filmes do gênero.

Os super-heróis que estão ganhando vida, por meio da sétima arte, devem reconhecer em Superman (1978) o seu “progenitor”. Afinal, por meio de sua investida bem-sucedida, é que podemos contemplar o Homem-Aranha se balançando entre os prédios de Nova York; Batman e seu batmóvel combatendo o crime em Gotham City; os X-Men em guerra contra Magneto por conta da posição dos mutantes em relação aos humanos.

Concluindo, como disse certa vez um filósofo alemão, por meio do seu Zaratustra: “Aquele que um dia ensinar os homens a voar, aniquilaria todas as barreiras; para eles as próprias barreiras irão para os ares”. E foi isso que Reeve e Richard Donner nos proporcionaram.

A Compulsão por DVDs

Publicado em: 14-05-2008 @ 12:06 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Nunca colecionei nada. Tá bom, nada é exagero. Lembro que fiz alguns álbuns quando criança, algumas figurinhas aqui, brindes de salgadinhos ali, porém nada que me tomasse tempo e dedicação. Porém, quando recebi meu primeiro salário comecei uma louca compulsão por DVDs. Comprei dois boxes de filmes de Stanley Kubrick[bb]. Senti-me tão feliz, que passei aquela madrugada assistindo um atrás do outro: Laranja Mecânica, 2001: Uma Odisséia no Espaço e dormi na metade de Barry Lydon.

Desde lá, não parei mais. Magnólia, Efeito Borboleta[bb], Clube da Luta[bb]. E fui enchendo uma prateleira. Hoje de manhã, cheguei à agência onde trabalho e vi uma caixa em minha mesa. Finalmente minha nova encomenda tinha chego: Bonequinha de Luxo e Beleza Americana[bb]. Diversão garantida para quando terminar meus afazeres, neste sábado.

O problema é que, agora, eu não consigo resistir a promoções de DVDs com frete grátis, ou filmes que custem menos de 15 reais. Cada vez que entro em uma loja, seja real ou virtual, eu preciso sair com um filme novo. E as vezes, eles nem são tão bons. Tenho títulos que me envergonho em ter. Mas mesmo assim, trato-os com mesmo carinho. Com minhas últimas aquisições são 77 filmes, todos originais, é claro, empilhadinhos em certa ordem. Não canso de ver, rever, e ver de novo, alguns. E quando alguém me pede um emprestado, morro de ciúmes.

Meu sonho é encher um quarto só com os meus filmes favoritos. Um dia eu chego lá. E vocês leitores? Possuem seus filmes preferidos em casa? Tem títulos que desejam comprar e não acham? Quem aí coleciona DVDs?

Oliver Stone volta à Casa Branca

Publicado em: 13-05-2008 @ 9:53 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Estamos à beira das eleições para a presidência dos Estados Unidos. E eis que um dos mais “políticos” dos diretores entra na disputa presidencial de uma maneira não muito, digamos, usual. O próximo projeto o diretor Oliver Stone, como todos já devem saber, é o filme “W”, cinebiografia do presidente George W. Bush. O curioso é que Bush ainda nem largou a cadeira do Salão Oval. Como foi anunciado essa semana pelo CCR, Stone pretende lançar o filme antes das eleições, que ocorrem em outubro. Estaria esse filme de alguma forma conectado ao intelecto do americano comum, a ponto de decidir uma eleição, ou influenciá-la?

Falar de presidentes norte-americanos parace ter virado a especialidade de Oliver Stone, que dirigiu os filmes “JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar” (1991) e “Nixon” (1995). Ele também já produziu outros filmes que remetem aos bastidores dos Estados Unidos. Desde “Platoon“, passando por “Nascido em 4 de Julho” e “Wall Street - Poder e Cobiça“, até chegar ao seu filme mais recente “As Torres Gêmeas“, que de tão recente, chegou a assustar a algumas pessoas na época. E entre algumas das questões levantadas quando do lançamento de “As Torres Gêmeas” (2006) estava a seguinte: será que é a hora certa de se fazer um filme sobre o assunto? Não está muito recente pra remexer em certas feridas? Certamente que um atentado terrorista que mobilizou o mundo criou toda essa comoção, mas o próprio cinema tratou de desmistificar o assunto. No mesmo ano de 2006, Paul Greengrass levou às telas o brilhante “Vôo United 93“, contando o lado dos passageiros do fatídico vôo. E em se tratando de Bush, aconteceria o mesmo? Quantas pessoas já foram aos cinemas prestigiar Michael Moore, tanto em “Fahrenheit 11/9” quanto em “Sicko - S.O.S. Saúde“?

Talvez o momento certo de se lançar a cinebiografia de Bush seja daqui a alguns anos, mostrando o saldo total do seu governo. Mas com certeza não haveria um momento tão oportuno para a indústria do cinema, e para o próprio Oliver Stone, que tem em suas mãos um saco de limões prestes a virar a limonada mais procurada no tempo de calor. Sem falar que ver um dos nomes mais destacados dos últimos anos, Josh Brolin, como o próprio W vai ser muito legal. Muitos atores dizem que é difícil viver um personagem contemporâneo, vide “A Rainha“. Mas esse é um outro assunto… George W. Bush é um dos ícones mais influentes do mundo, isso é fato. Resta saber se esse título é legítimo ou o que segura isso é o posto de presidente. Vamos esperar pra ver o que Oliver Stone vai responder. Como ele disse numa declaração sua, “não sabemos muito sobre o Sr. Bush além das imagens controladas que somos autorizados a ver pela TV”, por isso “este filme é uma tremenda tentativa de ver além dessa cortina”.

Dragon Bomba Z?

Publicado em: 13-05-2008 @ 2:14 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

A curiosidade sempre foi grande em torno de uma adaptação para um dos desenhos mais famosos de todos os tempos, e agora, finalmente vai sair o filme do anime “Dragon Ball”. Mas será que podemos esperar muito dessa adaptação? A história do filme narra basicamente as aventuras de um garoto com rabo de macaco, chamado Son Goku, e de sua amiga Bulma, em busca das Esferas do Dragão e assim poderem ter três desejos concedidos pelo Dragão que mora nelas.

Conforme os padrões blockbusters de ser, o filme não tem um grande investimento, e quase nenhum ator “de ponta”, além de já ter tido sua estréia atrasada, com medo de filmes, que aiaiai viu.. Sim, eu sou um cara que praticamente nasceu assistindo Dragon Ball, e sim, estou esperando um grande filme. Ou melhor, eu estava, até começarem a surgir algumas notícias e fotos da adaptação…

Até agora, a alegria dos fãs durou muito pouco; mais especificamente a alegria de receber a notícia da adaptação, e só. O que era uma imensa sede de kamehamehas nas telonas virou o medo quase que geral de todos que algum dia viram o menino macaco e seus companheiros na telinha. Confiram as noticias do filme aqui no CCR e vão ver o porquê do tal medo. Mas a esperança é a última que morre, não é?

Por favor, não me venham com o papo de que DB é coisa de menininho. Uma amiga minha revelou o tamanho do desespero dela para com a expectativa desse live action, ela foi quem motivou esse texto. Yeap, sem desculpas para não entrarem na discussão, meninas. E se você ai ainda não assistiu ao desenho, recomendo muito, se não gosta, feche a janelinha. Ou melhor, dê uma olhada nas outras matérias, todas de excelentíssimas qualidade, escritas por excelentíssimos colaboradores.

Pois é galerinha do mal, seu humilde blogueiro aqui se borra de medo de uma galhofada sem tamanho com um desenho que ele gosta muito. Estou torcendo pra que depois da estréia do filme eu leia isso aqui e ria de como eu queimei a língua, ou os dedos, sei lá. Eu coloquei os fatos na mesa, mas fique de olho nas notícias sobre o filme que saem a toda hora aqui no CCR, quem sabe a massa não muda de idéia até 2009? Aliás, tem alguém ai que está achando que vamos ter um filmão?

KAMEHAMEHA!
Até a próxima.

ATUALIZADO: Veja abaixo uma foto em melhor qualidade do personagem Goku e o penteado da Bulma logo abaixo:

dbz.jpg

Zuand nu cIiNeMA cmeuz mAnUX

Publicado em: 13-05-2008 @ 3:29 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Ismael Alberto Schonhorst

Estava eu, num momento de ócio, navegando pelas comunidades de “amigos” do Orkut. Estou para me formar como profissional de comunicação, e para ser um bom comunicador, ter conhecimento do público alvo é fundamental. A mesma coisa se diz na questão “ser legal com seus conhecidos”. Eis que na página de um destes conhecidos, vejo uma comunidade que me fez pular da cadeira, olhos saltarem para fora, coração acelerar, e o sangue subir me deixando vermelho. Claro, teria sido assim literalmente, se eu fosse um desenho animado. Mas juro, foi desta forma que me senti. O indivíduo fazia parte de uma comunidade chamada: “Eu adoro bagunçar no cinema!“. Comecei uma caça então, e desde procuras por “bagunça no cinema” até “zuando no cinema“, foram diversas comunidades que unem estes %#$@&#*@ (agora sim, literalmente ao estilo desenho animado de xingar).

Me desculpem os que não me entenderem, mas odeio adolescentes no cinema. Adolescentes eu falo não no sentido biológico, físico, temporal, ou como você quiser definir. Falo de adolescentes como estado mental mesmo. Pessoas que tem necessidade de aparecer, e para isso chegam ao ponto de gastar dinheiro (que não é pouco), para ir esculhambar com a diversão de pessoas que estão ali para adivinhem o quê? Não, não estão para sexo, nem para serem narradoras do filme, nem para falar no celular. As pessoas normalmente vão ao cinema para ver filmes, mas cada vez mais, alguns seres com desejo de diferenciação, vão e fazem tudo menos isso.

Como que uma pessoa chega ao ponto de se orgulhar destas escrotidões? E o pior, se orgulhar, criar uma comunidade, onde outros vão entrar, para discutir assuntos de extrema importância, como por exemplo:

- Qual seu ponto “estratégico”
- Q Tipo de Bagunça vc faz?
- já foi expulso do Cinema? pq?

Sim, estes são exemplos de tópicos, transcritos fielmente, sem nem corrigir o Português. O mais bacana é que entrando nos tópicos, você vê que não é coisa só de brasileiro esta zorra:

“huhuuhuhuh
da ultima veiz ki foi eu i uma galerinha… nós já xegamuh cantanu ‘ UM ELEFANTI INCOMODA MTA GENTIIIIII’.. hahahahaha, dae começo os treillers.. i a genti começava a ler td im voz alta pra todu mundu.. ae qnd apareçia a cena dus kara gostosu;… nós assubiavamus mól altaum.. TODU MUNDU OLHAVA… (detalhe.. u fiume era d SUSPENSE)… ae na hr q ia acontecer alguma coisa pra levar sustu a genti começava a ri…
ASHHUaushuhAUHSHUUH
i nas part mais nada v du fiume.. qnd apareçia cenas d dia.. a gente começava
AII EU NUM VÔ V ESSA PART.. TO COM MEDU
uhasuhahushuauhsuhauh
i taméim… compramuh COCA-COLA (em latinha..)
aew toda hr q alguém abrinha uma latinha d refri a genti fazia u barulho do gás com a boka…
ahahahahhahahahaha
e algumas vezis a genti tmém fikava levantanu toda hr pra FINGI q ia arruma a calça, compra alguma coisa.. i no banheru…!
kkkkkkkkkkkkk, i usavamuh a luzinha du celular comu lanterna ainda.. nu meiu du fiume.. huuhuhuh
sort q num spulsaru a genti.. hehe “

De que país esta pessoa é (não falo o nome, pois foi postado como Anônimo), eu não sei, pois ainda não entendi qual a língua está sendo utilizada na mensagem. Se alguém souber, por favor, me avise.

Desculpem eu estar acabando o texto, sem ter chegado a uma grande conclusão, sem ter apresentado nenhuma solução, sem nem ao menos ter opinado explicitamente. Tive que dividir com vocês mais esta decepção que os seres humanos tem me causado. E eu achando que o pessoal as vezes fazia bagunça sem querer, ou sem perceber, e que no final tinham vergonha disso. O Orkut mostrou que eu estava enganado. Certo, pensei em uma solução. Para dirigir tem que ter licença, certo? Proponho que para ir ao cinema precise de licença também, incluindo aulas teóricas de comportamento, até aulas práticas de como assistir um filme de boca fechada, sem fazer barulho. Quem desobedecer as leis, vai perdendo pontos na carteira. Se insistir, perde ela, e vai ter que ficar tacando pipoca na cabeça do outros só em casa, até levar uma bronca dos familiares, com surra opcional, e aprender que CINEMA É O LUGAR ONDE SE VÊ FILME!

Pow, Soc e One-Two-Three-Four!

Publicado em: 13-05-2008 @ 3:08 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

A idéia desta matéria surgiu após eu escutar o RapaduraCast sobre o filme “Homem de Ferro” e a edição do Jukebox de Rock. O primeiro blockbuster do ano e, também, a primeira empreitada da Marvel Comics de produzir as franquias baseadas em seus personagens. Quem sabe uma adaptação de algumas maxisséries como “Marvels”, ou “Massacre Marvel”, ou “Guerras Secretas”, ou “Guerra Civil”, ou… calma Zé, calma. Um dia, o seu sonho de “nerd-aficionado-por-Histórias-em-Quadrinhos” pode vir a ser realidade.

Bom, saindo da Zona Negativa e voltando para este mundo material, o que me chamou a atenção no programa – além da participação mais do que especial de Guilherme Briggs, que dublava o Superman no desenho da Liga da Justiça e muitos outros personagens dos desenhos animados - foi o fundo musical. A abertura para o programa foi a antológica Iron Man , do Black Sabbath. O próprio Jon Favreau, diretor do filme, declarou que seria legal colocar a música no trailer do filme, pois muitos fãs do “Homem de Ferro” o associam ao hit da banda que foi liderada por Ozzy Osbourne.

Havia também Audioslave, cuja música Cochise fez parte de um comercial de TV para divulgação do filme. O ponto em questão é de como o longa do Vingador Dourado tem agradado, não só aos fãs de HQ’s, mas também a nação roqueira. Na verdade, quem curte quadrinhos também curte rock e vice-versa. Claro que isso não é uma regra. Mas, geralmente, uma coisa implica em outra. Bandas de rock já compuseram músicas sobre o Super-Homem, por exemplo. Caso da extinta banda de grunge Bush e do Velvet Revolver, que anunciou o seu fim recentemente. :cry: (pô, eu gostava do som dos caras!)

E esse fenômeno é compreensível, tendo em vista que ambos são partes da indústria cultural e que a grande maioria que “consome” – vou colocar aspeados aqui por falta de termo melhor – são jovens. E é mais do que natural aliarem as artes. Para que melhor, ver o filme do seu super-herói favorito embalado por uma trilha sonora de arrebatar os ouvidos? Com certeza, ao som de Britney Spears ou Jennifer Lopez é que não dá. Ou porque o Tony Stark sofre de alcoolismo é que vão colocar uma música que só diz “beber, cair e levantar”!

E já que estou falando sobre o amálgama do rock com os quadrinhos, dos filmes de super-heróis produzidos até hoje, têm músicas que se tornaram conhecidas por fazerem parte de trilhas de produções do gênero. Algumas são:

Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me” – U2 (“Batman Eternamente”)
Set me Free” – Velvet Revolver (“Hulk”)
Come on, Come in” – Velvet Revolver (“Quarteto Fantástico”)
Hero” – Chad Kroeger (“Homem-Aranha)
Smash It Up” – The Offspring (“Batman Eternamente”)
Bring me to Life” - Evanescence (“Demolidor – O Homem-Sem-Medo”)
Signal Fire” – Snow Patrol (“Homem-Aranha 3”)

PS: A trilha sonora para esta matéria foi Soundgarden, Iron Maiden, Radiohead, Velvet Revolver, Audioslave, Alice In Chains e Pearl Jam. Quem tiver sugestões de bandas, estou aceitando. \o/

Por onde andam os Clássicos?

Publicado em: 13-05-2008 @ 2:58 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Falando sério, qual foi a última vez que você ouviu algúem dizer que assistiu a um filme do estilo “…E o vento Levou” e “Cantando na Chuva“? Claro, que uma coisa é ouvirmos isso de pessoas que realmente curtem cinema e outra é ouvir isso da mãe da namorada, por exemplo. O fato é que filmes clássicos de outrora não são tão bem aprecidados pela população em geral,e talvez por isso não ganhem o devido reconhecimento. Mas e quem realmente se interessa pelo assunto, onde buscar os filmes antigos que tanto ouvimos falar? TV aberta? Como já foi comentado aqui é realmente improvável. Se o filme for preto-e-branco então, pode esperar sentado. Aproveite e durma um pouco, porque, se realmente passar, será de madrugada. Canais cult de TV a cabo, cineclubes, mostras especiais e festivais? Todos grandes alternativas, mas até agora o que tem se mostrado mais eficiente nesse sentido é o mercado de DVD, que nem sempre é muito acessível por conta dos preços.

Clássicos que são da maior importância para a indústria cinematográfica (como “Cidadão Kane“, o melhor de todos os tempos segundo todas as listas dos melhores de todos os tempos), fazem a gente se sentir com aquela nostalgia e curiosidade em saber como eram as produções nos áureos tempos do cinema. Ou não precisamos nem ir tãaao longe, é so pensar em “O Poderoso Chefão“, “Um Estranho no Ninho” e “Bonequinha de Luxo“, pra citar alguns exemplos. São filmes que demonstram um glamour único de uma época que parece esquecida por Hollywood, e de vez em quando vemos pipocando nas edições de colecionador nos DVD’s. A verdade é que os grandes tempos do cinema antigo inspiram as produções ainda nos dias de hoje, e se não fossem experimentações feitas na época, talvez hoje não teríamos grande parte das inovações tecnológicas.

E estão se formando novos clássicos do cinema, como as trilogias “Matrix” e “O Senhor dos Anéis“. E quais serão os clássicos do futuro? “Onde os Fracos Não Tem Vez“? “Os Infiltrados“? “Pequena Miss Sunshine“? Candidatos não faltam para ocupar essas posições de destaque no Hall da Fama dos filmes. O porém é saber se as produções antigas vão sobreviver ao tempo, se é que não serão feitas refilmagens delas (se bem que deve ser senso comum não mexer em obras imaculadas, como “O Mágico de Oz” e “Casablanca“, por exemplo). Aguardemos o futuro, mas lembremos o passado, e com coroas de louros aos eternos clássicos.

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