ATENÇÃO: Ler esta matéria ao som de “Matinée”, do Franz Ferdinand.

É comum vermos artistas transitarem entre áreas diferentes do entretenimento. Ocorrem muitos casos de músicos que tentam se inserir na carreira cinematográfica. E vice-versa. Como exemplos, posso mencionar os rappers. Vez ou outra podemos vê-los atuarem em filmes. Posso citar Ice Cube, Ice-T, Eminem, Snoopy Dog e 50 Cent. Algumas divas da música pop também. Vide Madonna, que até já dirigiu um filme intitulado “Filth and Wisdom”. E também Beyoncé. Apesar de não gostar de seu estilo musical, confesso que a acho demasiadamente linda e adorei sua atuação em “Austin Powers em o Membro de Ouro”. Astros do cinema também estão apostando na carreira musical. A atriz Scarlett Johansson, recentemente, lançou um álbum chamado Anywhere I Lay My Head.
Bom, diante deste cenário, os roqueiros não poderiam ficar de fora. Há pouco tempo foi lançado o primeiro trailer do filme “Chemical Wedding”, roteirizado pelo vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson (YEAH \o/). Trata da história de Aleister Crowley, famoso e polêmico ocultista inglês do século XIX. Autoproclamado o anti-cristo. Influenciou muitos astros do rock famosos como Ozzy Osbourne, Jimmy Page, o próprio Dickinson e sua “donzela de ferro” entre outros. A trilha sonora, como não poderia deixar de ser, também é do Bruce.
Em decorrência disso, comecei a rememorar alguns ícones do estilo, que alguns gostam de carimbar como “coisa do demo”, que já tiveram a oportunidade de ocupar um cargo em Hollywood. Lembrei-me primeiro do Bono Vox, líder do grupo U2. Ele foi um dos autores do roteiro de “O Hotel de Um Milhão de Dólares”, estrelado por Mel Gibson e Milla Jovovich. Bono também é responsável pela trilha sonora do filme. Além disso, há uma lenda de que ele teria sido cogitado para ser um dos vilões de “Batman Eternamente”. No caso, ele seria o MacPhisto, demônio que encarnava na turnê de Zoo Tv. Você pode conferi-lo, em desenho animado, no clip de “Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me”, que faz parte do soundtrack do filme do Morcegão. Também pode ver o vocalista do grupo irlandês, caracterizado como o demônio, aqui.
Além dele, temos o “Camaleão do Rock”, David Bowie. O músico inglês atuou em várias produções. Entre elas “Fome de Viver” (ao lado de Susan Sarandon); “A Última Tentação de Cristo”, em que faz o papel de Pôncio Pilatos e “O Grande Truque”, em que interpreta um inventor que trabalha em um laboratório secreto. Em outros filmes, participou como ele mesmo, caso de “Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…” (achei a história do livro mais pesada do que a do filme) e “Zoolander”, em que ele participa como o juiz de uma “desfilada” entre os personagens de Ben Stiller e Owen Wilson (impagável por sinal!).
Outro roqueiro inglês, que se aventurou como ator, foi o Sting nos filmes “Duna” e “A Prometida”. Gene Simmons, o linguarudo do Kiss, fez um gênio do crime, com cabelo alisado, que comandava robôs assassinos em “Runway – Fora de Controle”. Além de produzir “Detroit – A Cidade do Rock”, sobre quatro garotos que fazem de tudo para ver um show do… … Kiss! \o/ Muito bacana quando a banda toca a música Detroit Rock City, que dá título ao filme.
Alguns músicos ou bandas participam apenas restringindo-se em sua área, no caso música. Fazendo composições para a trilha sonora. Caso do Radiohead (minha banda favorita), em “Velvet Goldmine” e do guitarrista da banda, Jonny Greenwood. Este compôs a trilha de “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson. Em fim, a lista é extensa. Se eu for falar de todos os roqueiros que participaram em produções cinematográficas, ficaria a eternidade escrevendo. Por isso, meu estimado leitor, se você souber de mais ídolos do rock que já tiveram seus 15 minutos de fama no cinema, por favor, não deixe de comentar.