Adidas cria tênis para Hellboy 2: O Exército Dourado

Publicado em: 03-06-2008 @ 12:02 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Para comemorar o lançamento do filme Hellboy 2: O Exército Dourado, que aos cinemas do Brasil dia 5 de setembro, a Adidas está confeccionando dois tênis temáticos. Os calçados serão vendidos a partir de julho e em 2 modelos: o primeiro chamado de “The Forum Mid”, criado pela Universal Studios e o diretor Guillermo Del Toro. E o segundo chamado de “Stam Smith Mid”, feito pelos designers da Adidas com a colaboração de Dark Horse Comics e Mike Mignola, o criador da HQ original de Hellboy.

Porém, os calçados terão um edição bastante limitada: serão produzidos 5 mil do The Fórum Mid e mil de Stam Smith Mid. É uma ótima dica para os fãs, ou para os que gostarem dos modelos. Não curti o primeiro filme e não quero ver o segundo. Mas eu quero um tênis desses, ah se quero. Veja abaixo (os dois modelos juntos, em seguida o The Forum Mid e Stam Smith Mid, respectivamente):



The Forum Mid

Stam Smith Mid

Disaster Movie

Publicado em: 02-06-2008 @ 11:46 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

É o ciclo sem fim“. Assim dizia a principal música de “O Rei Leão“. Parece que o mesmo está acontecendo no mundo das comédias pastelões. Depois de “Date Movie” (focado nas comédias românticas) e “Epic Movie” (focado nos filmes pipocões), estão preparando o lançamento de “Disaster Movie“. Esse novo besteirol será focado nos filmes sobre desastres, como “O Dia Depois de Amanhã“, “Godzilla” e “Cloverfield - Monstro“. Descobriram a nova mina de ouro: os gêneros! Daqui a pouco vão lançar “Documentary Movie“, “Action Movie“, “Sport Movie” e etc. Você pode escutar um podcast que fizemos sobre esse gênero que é odiado por alguns e adorado por muitos. Clique aqui!

Para variar, a musa do gênero comédia pastelão está presente: Carmen Electra. O filme estréia nos EUA em 29 de agosto. Vai dar muita grana, vão fazer novos filmes e esse clico não vai acabar. Veja o pôster abaixo:

Dois candidatos a Peter Parker

Publicado em: 02-06-2008 @ 4:37 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

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A trilogia de Homem-Aranha acabou há pouco mais de um ano, mas nem de longe estaremos livres da teia do “Amigão da Vizinhança” no cinema. A Sony Pictures – que ainda possui os direitos sobre adaptações do aracnídeo – já está a pleno vapor para dar prosseguimento a uma das mais lucrativas franquias da história da sétima arte. Tanto é que, além de já estar com a versão do script redigido por James Vanderbilt (“Zodíaco”) - que pode render dois longas filmados no mesmo período -, também está a procura de um substituto para Tobey Maguire.

O ator de “Regras da Vida”, cujo contrato expirou com o encerramento da primeira trilogia, declarou que só voltaria com a condição de trabalhar com a equipe original. Incluindo Sam Raimi no cargo de diretor. O cineasta de “Uma Noite Alucinante”, por sua vez, já afirmou que pode continuar na franquia. Todavia, não necessariamente como diretor, mas como produtor…

Com relação a notícia da escalação de um novo Peter Parker, o site LatinoReview afirma que, segundo fontes seguras, Laura Ziskin e Grant Curtis (ambos produtores da saga) já têm dois candidatos em potencial: Patrick Fugit[1] e Michael Angarano[2]. Ambos de “Quase Famosos” (os dois interpretaram a mesma personagem em idades diferentes).

Bom, no mais, como diz o ditado: “Quem viver verá”. Para mim, a boa nova é que a sombra de Jason Biggs trajando o uniforme do Aranha está desvanecendo. Graças a Odin!

Fim de Carreira

Publicado em: 02-06-2008 @ 4:21 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

Dando continuidade às minhas listas infames, meus alvos de hoje são os ex-astros, aqueles que já faturaram milhões, foram sex symbols, mas hoje amargam papéis ridículos em produções idem. Pois todo mundo sabe: “Tudo que sobe um dia tem de descer”; “Mais difícil do que chegar ao topo é manter-se no topo” e toda sorte de ditado redundante sobre o assunto. Más escolhas, incompreensão do público ou simplesmente falta de sorte. Difícil explicar o que acontece para que de repente, não mais que de repente, os maiores astros de Hollywood passem a ser vistos apenas em sub-produções. Não é a toa a expressão “Fim de Carreira”, depois de amargar papéis inexpressivos por vezes nada mais resta a fazer senão adiantar a aposentadoria.

Essa foi a opção escolhida pelo primeiro nome de nossa lista: Whoopi Goldberg[1]. Em 2007, ela declarou que estava se retirando da carreira de atriz devido à escassez de bons papéis. Ela já ganhou um Oscar ganhou roubando a cena em “Ghost”, depois fez um bando de freirinhas nos dois “Mudança de Hábito”. Mas a seguir vieram filmes lamentáveis, como “Eddie - Ninguém Segura Essa Mulher”, no qual ela interpreta uma técnica de um time de basquete da NBA, ou o pior de todos: “Meu Parceiro é um Dinossauro”. Trata-se de uma comédia de ficção científica em que ela faz uma policial que tem o inusitado parceiro do título, motivo de riso? Só se for da desgraça alheia dos atores e equipe por ter esse filme no currículo.

Mas nem todo mundo segue o exemplo de Whoopi, e continuam insistindo, testando a paciência do público e aguardando uma chance de ressurgirem das cinzas como já tiveram John Travolta e Mickey Rourke. Mas enquanto isso, apenas vexames. Que o diga outro oscarizado, Cuba Gooding Jr.[2], parece que Jerry Maguire não lhe mostrou coisa nenhuma onde estava o dinheiro. Da comédia gay “O Cruzeiro das Loucas” ao suspense “End Game”, Cuba vem colecionando personagens nada memoráveis. Outro dia ainda passando em frente a uma locadora vi o cartaz de sua nova comédia: “O Acampamento do Papai”. O que pode-se esperar de um filme com um título desses?

Comédias parecem o último porto no destino inevitável da carreira de vários astros, como a ex-sex symbol Jamie Lee Curtis[3]. Ela despontou para a fama ainda nos anos 70 com a série Halloween, quando ganhou destaque graças à seus fortes pulmões (perdoem o eufemismo), a filha dos astros Tony Curtis e Janet Leigh parecia que construiria uma carreira sólida. E assim foi, até que surgiram atrizes mais jovens para ocuparem seu posto no imaginário masculino. Nos anos 90 até parecia que ela voltaria ao primeiro time de Hollywood com sua participação no divertido “True Lies”, com direito a Striptease e tudo. Mas não teve jeito, e ela acabou como coadjuvante de Lindsay Lohan (a bola da vez no quesito sex appeal) no nada original “Sexta-feira Muito Louca”, mais um dentre as centenas de produções em que duas pessoas trocam de corpos num passe de mágica.

Ainda falando em comédias, um comediante de sucesso das décadas de 70 e 80 que derrapou feio nas bilheterias e nas produções foi Dan Aykroyd[4]. Dos divertidíssimos “Irmãos Cara-de-pau” e “Os Caça-Fantasmas” ele passou aos insossos “Evolução” e “Mong e Lóide”, quando muito conseguiu papéis pequenos em filmes interessantes como “Matador em Conflito”. Mas se era pra fazer papéis pequenos deveria ter feito boas escolhas, convenhamos que ser o pai de Britney Spears em “Crossroads” não é uma boa opção pra ninguém. O Road Movie com a ex-namoradinha da América é um daqueles filmes que poderia nunca ter sido realizado, pois não passa de uma boa oportunidade que o diretor perdeu de ficar em casa com a família.

Já que falamos numa ex-queridinha do público, ninguém melhor do que a sensação da primeira metade dos anos 90: Alicia Silverstone[5]. Ela estrelou produções de sucesso como “Patricinhas de Beverly Hills” e até videoclipes do Aerosmith, que a transformaram da noite pro dia em símbolo sexual. Mas eis que no meio de seu caminho até o topo havia o diretor Joel Schumacher e “Batman e Robin”, estrelar o maior fiasco de uma franquia de sucesso e sair ileso é apenas para nomes consagrados, como os seus companheiros de cena George Clooney e Arnold Schwarzeneger. Todo a malhação pela qual passou pra entrar na roupa de Batgirl se revelou inútil, ah se arrependimento matasse. Desde então ela foi sumindo aos poucos, e hoje só é possível vê-la como coadjuvante de pequenas produções, como a comédia também dispensável “Um Salão do Barulho”, estrelada por Queen Latifah.

Minha breve lista está aí, a exemplo de minha lista anterior espero contribuições dos leitores. Falando na lista anterior, as pessoas esqueceram de um início de carreira bem vexatório: Hilary Swank em “Karatê Kid III”. Ela estava desesperada por um papel no cinema e o Sr. Miyagi devia já estar senil, só mesmo assim pros dois terem topado participar dessa asneira.

James Mcavoy fará Bilbo Bolseiro?

Publicado em: 29-05-2008 @ 2:29 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Parece que o desejo dos fãs SENSATOS está se confirmando: Ian Holm pode não fazer Bilbo Bolseiro nos 2 filmes que serão adaptados da obra de “O Hobbit“. O desejo era meio óbvio, afinal, o ator já tem quase 80 anos e não conseguiria corresponder bem as peripécias do personagem nas aventuras junto com o mago Gandalf (Ian McKellen, que já está confirmado).

O jornal Daily Express apontou que um dos principais indicados pelo diretor Guillermo del Toro e produtor Peter Jackson para o papel de Bilbo Bolseiro, é o ator James McAvoy. O astro fez muitos filmes populares recentemente, como os premiados “Desejo e Reparação” e “O Último Rei da Escócia“, e mais pops “O Procurado” e o primeiro “As Crônicas de Nárnia“. O pior foi saber que Daniel Radcliffe e Jack Black estão competindo para agarrar o papel. Dá para acreditar o Harry Potter fazendo o Bilbo?

Na história, Bilbo aparenta ser muito novo, apesar dos 60 anos. McAvoy, que tem 29 anos, seria uma ótima indicação. Ainda assim, acho que Ian Holm irá fazer uma participação, mesmo que velho, relembrando as aventuras.

Discussão: Qual o melhor ator para interpretar o Bilbo?

Monalisa de Rapadura

Publicado em: 29-05-2008 @ 1:20 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Redação CCR

Você que é fã do RapaduraCast (RC), o podcast mais escutado do Brasil, agora pode aflorar seu lado feminino (se você for homem, no caso). O nosso RC, após apadrinhar o GuanabaraCast, temos o prazer de apresentar para muitos dos nossos visitantes e ouvintes mais um podcast: Monalisa de Pijamas. Don Corleone estaria bastante orgulhoso do nosso trabalho!

Esta semana foi lançada a edição 18 deste podcast que é formado só por mulheres. Exatamente! E para este recente programa, o nosso ilustre Jurandir Filho (diretor do portal e apresentador do RapaduraCast) foi representando toda a nossa equipe e ficou nessa saia justa: 4 mulheres e 1 homem. E o tema? Loiras X Morenas! Afinal, quem é mais bonita: a loira ou a morena? E no cinema? Escute aqui!

Não deixe de prestigiar as nossas colegas de podcast. As mulheres que escutam o nosso programa precisam passar a escutar, também, o Monalisa de Pijamas. Vale a pena! Aproveitem e tirem sarro do Jurandir. Conversar sobre luzes de cabelo não é para qualquer um. :lol:

O que esperar de “Austrália”?

Publicado em: 29-05-2008 @ 12:44 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Para ‘Moulin Rouge’ fizemos tudo no estúdio, mas para esse filme estivemos em locações o tempo inteiro - em Darwin, em Queensland e depois acampamos em tendas no meio do deserto“. Foi com essas palavras, há um certo tempo atrás, proferidas por uma bastante empolgada Nicole Kidman, que se abriram oficialmente os comentários a cerca de “Austrália“. Esse é o novo filme do diretor Baz Luhrmann, que volta à cena cinematográfica com esse que promete revolucionar o cinema australiano (o uso das palavras “Austrália“, “australiano” e derivados vai ser visto, irreparavelmente, com muita freqüência). Se afastando da chamada “Trilogia da Cortina Vermelha“, construída pelo diretor com os filmes “Vem Dançar Comigo” (1992), “Romeu+Julieta” (1996) e “Moulin Rouge - Amor em Vermelho” (2001), Luhrmann agora se entrega neste épico que conta com a terra dos cangurus como pano de fundo.

O filme traz a história da aristocrata inglesa Lady Sarah Ashley (Kidman), que herdou um grande rancho no norte do país. Procurando combater um barão inglês que quer comprar as suas terras, ela se alia a um vaqueiro (Hugh Jackman, também australiano) para retirar as cabeças de gado da moça do local. É quando eles se vêem no meio da II Guerra Mundial, quando a cidade australiana de Darwin está prestes a ser bombardeada pelas tropas japonesas. Um roteiro e tanto que já está sendo tido como o maior filme da Austrália de todos os tempos. Mas o que podemos esperar do longa? Competência na direção? Baz Luhrmann já deu provas disso, principalmente ao elevar a carreira de Nicole Kidman. Essa também não podia estar mais animada com a produção, já que passou por uma relativa baixa na carreira depois de seu Oscar por “As Horas” (vida “A Feiticeira”, “Invasores”, “Reencarnação”...)

O elenco ainda tem o já renomado Hugh Jackman, que deu uma pausa com as garras de um certo guerreiro mutante de adamantium, para participar de uma produção de seu país natal. “Este filme estará em uma escala jamais vista antes. É de longe o maior filme australiano já feito”, palavras do próprio Jackman. Contudo, o filme traz aquele clima de “feito para o Oscar“, com uma fórmula meio batida, o que me fez lembrar de imediato “Cold Mountain” (coincidentemente, também com Nicole Kidman). Mas sempre há espaços pra surpresas, e é o que promete essa produção, mostrando mais de um país do oceano Índico como nenhum outro fez antes (talvez “O Senhor dos Anéis”, na Nova Zelândia), com planos que revelam uma natureza única e o impacto do clima de lá.

Já bem cotado para o Oscar de 2009 (apostas, alguém?), “Austrália” já tem data prevista de estréia no Brasil, dia 25 de dezembro desse ano. Um pouco distante, mas mesmo assim, o agito em torno do filme tem sido forte. O trailer divulgado pelo menos já dá aquela boa sensação de uma grande produção vindo. Baz Luhrmann volta a ser notícia, depois de ter dado a partida na nova onda dos musicais com “Moulin Rouge”. Hugh Jackman volta a ser notícia, criando expectativa em torno de mais uma boa interpretação. Nicole Kidman é notícia de qualquer jeito. O resultado a gente confere no fim do ano.

Assista abaixo ao trailer do filme:

O outro lado da laranja

Publicado em: 29-05-2008 @ 12:28 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

Caros e fieis leitores do Cinema Com Rapadura, como acredito que todos aqui gostam de cinema, certamente entenderão perfeitamente o que irei dizer. Gosto para cinema é pessoal e intransferível. Mas o pequeno agravante é que, como qualquer outro tipo de arte, no cinema, certas obras são escolhidas para fazer sucesso. Citar nomes seria extremamente dispensável, mas até mesmo para justificar o título da matéria sou obrigado a fazê-lo.

Acredito que qualquer um que ousa a dizer que gosta de cinema, já deve ter ouvido falar em “Laranja Mecânica”, do eterno mestre Stanley Kubrick. Provavelmente deve ter ouvido coisas mirabolantes, elogios extremos e críticas sempre positivas. E quem além de ouvir falar nele, que já o assistiu, deve saber o quanto ele é bom. Mas justamente aí que eu entro em controvérsia: o filme que foi convencionado como bom, tem que ser realmente bom? Eu já passei sérios problemas a respeito disso, quando certos filmes que as pessoas endeusavam, eu simplesmente gostava ou vice-versa. E quando você expõe sua opinião não tão favorável, automaticamente é tratado como um leigo ou coisa do tipo.

Isso é um tremendo absurdo! Claro que, se muitas pessoas gostam de uma determinada coisa, ela deve ser realmente boa, mas não dizem que a beleza está nos olhos de quem vê? E se pararmos para observar como foi convencionado sobre a qualidade de determinado filme, todos os seus posteriores expectadores estão propícios a gostarem dele, até mesmo pelo fato implícito da cobrança pública a respeito da sua pseudo-intelectualidade? Ou seja, muitas vezes as pessoas gostam de certos filmes não pelo o que elas acham deles, mas pelo que elas têm que achar.

Eu gostei de “Laranja Mecânica”. Achei extremamente crítico, inteligente, e artisticamente belo. Mas por ser demasiadamente e desnecessariamente desconfortável, além da atuação exacerbada de Malcolm Mcdowell, meu apreço não foi o que esperava; gosto muito dele, mas não o idolatro. E não temo em falar isso; mas temia até algum tempo atrás, até porque não existiam muitos “aliados”, por assim dizer. Essa minha percepção foi construindo-se aos poucos, quando observei que uma boa parte dos expectadores do filme tinha um discurso igual, que expressava implicitamente que alguns deles estavam com a mente previamente formatada para aderir aos positivos adjetivos atribuídos ao filme. E isso tende a propagar-se cada vez mais.

E expandindo mais o tema, podemos notar que isso acontece constantemente. “Pulp Fiction”, por exemplo, é outro grande destaque. Eu só consegui gostar dele realmente, depois de assisti-lo algumas vezes. Com o tempo, apenas amenizei algumas características negativas que tinha notado anteriormente. Mas, devo salientar que observo por uma ótica bem específica. Espectadores ordinários, aqueles que tratam o cinema somente como pipoca, por exemplo, gostam do filme por que ele é violento. Mas infelizmente, se não fossem pelos espectadores ordinários que só fazem propagar informação, o que seria dos filmes? “Matrix” ficou famoso pelas cenas de ação munidas de inovadores efeitos. “Kill Bill” ficou marcado pelo excesso de sangue. “O Senhor dos Anéis” destacou-se pelas grandes batalhas. Mas será que esses filmes só são isso? Será mesmo que a superficialidade é algo tão dominante assim? Definitivamente não! Porém é isso que os trouxeram ao “Hall” da fama, como se suas outras milhões de qualidades não existissem; ou ao menos, não fossem consideradas.

E num pólo oposto, podemos ver aqueles filmes que são muito bons que não fazem tanto sucesso. São títulos que gradativamente vêm ganhando força, como por exemplo: “Magnólia”, de Paul Thomas Anderson; “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick; “Vanilla Sky”, de Cameron Crowe; “Dogville”, de Lars Von Trier; “Réquiem para um Sonho”, de Darren Aronofsky; e por aí vai. Esses filmes citados são do tipo que não foi feito para todos. Não considerem esse meu discurso como boçal, mas essa é a pura verdade. São do tipo de filme que mesmo que eles queiram, nunca irão conseguir contemplar a classe de pseudo-cinéfilos.

E é justamente por isso que eu defendo a liberdade de expressão, condenando automaticamente o preconceito exercido pelas pessoas enquanto à opinião alheia. Para quem já tem uma noção de cinema, ouvir certos comentários chega a ser irritante. Acredito que só devemos mesmo falar quando sabemos fazê-lo, não é mesmo? Contudo, ainda que sejamos incoerentes ou inconscientes, devemos expressar nossa opinião, seja ela bem fundamentada ou não. Até porque, é muito melhor ouvir as pessoas pensando com suas próprias cabeças, do que novamente, por mais uma longa linhagem, somente reproduzir aquilo que alguém, algum dia, disse que deveria ser.

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