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Refilmagem de My Fair Lady

Publicado em: 06-08-2008 @ 9:07 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

O drama “Pigmalião” (1938) usou como base a peça teatral de George Bernard Shaw para ir ao cinema. Em 1964, “My Fair Lady - Minha Bela Dama” refilmou a história como musical, aproveitando a época de ouro dos musicais. Foram doze indicações ao Oscar, onde oito foram premiadas, incluindo melhor filme e diretor. Feito com um orçamento modesto para os dias de hoje, cerca de US$ 17 milhões, o musical encanta gerações e parece nunca envelhecer. Agora, uma refilmagem é planejada para servir à incrível ambição de Hollywood em ganhar dinheiro.

Audrey Hepburn e sua beleza encantadora no filme original agora darão espaço ao talento de Keira Knightley. O papel de Eliza Doolittle requer algo que Knightley já declarou não gostar de arriscar: humor; principalmente na parte inicial do longa. Na trama, Eliza é uma florista desajeitada e sem instrução que conhece um professor de fonética que promete transformá-la em uma dama da alta sociedade em pouco tempo. Temas como diferenças de classes sociais, relacionamentos conturbados e emancipação feminina são alguns dos ganchos tratados no filme, que nunca perde o ritmo com suas canções deliciosas.

A refilmagem será roteirizada por Emma Thompson, que terá nas mãos um dos maiores sucessos do cinema mundial. É irônico saber que depois de tantos anos a tecnologia pode fazer muito mais por um filme do que antes, inclusive eliminando erros bobos do original. Entretanto, acaba sendo uma audácia mexer em uma obra clássica por ambição. O talento de Audrey Hepburn é insubstituível e sua malícia ao interpretar Eliza também. O figurino, para a época, é mais charmoso do que muitos filmes contemporâneos e será mais um desafio reproduzi-lo. Quando algo está bom do jeito que está, me irrita plenamente tudo o que se torna desnecessário.

Quando se mexe em um patrimônio artístico, dá a sensação de prepotência. Só em pensar na possibilidade de revisitarem sucessos como “Cidadão Kane“, “Casablanca“, “Cantando na Chuva” e “Melodia na Broadway” eu me tremo dos pés à cabeça. São obras que, pelo sucesso e originalidade, acabam sendo exploradas pelo potencial conseguido em uma determinada época. Hollywood não é o melhor quando o assunto é refilmagem, porém também está escasso de idéias boas. Então para não perder a prática monetária que move o mundo, a refilmagem acaba sendo uma opção.

Acredito que Keira Knightley possa compor um bom personagem, principalmente se ela aprender a cantar e desenvolver seu timing cômico. Se eu pudesse escalar o restante do elenco, até consigo imaginar nomes como Jim Broadbent, Helen Mirren, Gary Oldman, Jonathan Rhys-Meyers e Philip Seymour Hoffman fazendo um trabalho competente. Já me acostumei com a idéia de assistir a uma nova versão de “My Fair Lady”. O que não consigo me conformar é com a sensação de que daqui a uns quarentas anos, novas versões de clássicos atuais como “Moulin Rouge” possam ser refeitas. Espero que até lá o cinema tenha encontrado um caminho menos pedante.

CURIOSIDADES COMENTADAS:

- Ao ser levado do teatro para o cinema, Rex Harrison interpretava o papel do professor Henry Higgins na Broadway. Sua ida ao cinema rendeu o Oscar merecido de melhor ator, principalmente pela voz potente e a facilidade com que varia facilmente a recepção do público, que em um momento simpatiza com Henry, mas outras vezes ele é irritante.

- A atriz Julie Andrews, que também trabalhava com Harrison na Broadway, foi convidada para o papel de Eliza. Porém, o produtor Jack Warner não a contratou após ela se recusar a fazer um teste para o papel. Como Hepburn estava construindo uma carreira brilhante em Hollywood, sua escolha foi sábia e talvez marketeira. Muitos ainda comentam a injustiça feita com Andrews, que no mesmo ano atuou em “Mary Poppins”, criando um clima de competição entre os dois musicais.

- Audrey Hepburn passou muito tempo se preparando para interpretar Eliza, porém acabou sendo dublada por Mami Nixon. Esse tipo de prática era bastante utilizada na época, enquanto atualmente vemos que é quase um diferencial o ator saber cantar. Também acaba sendo uma exigência do público, que se satisfaz quando o talento em cena do elenco é natural. Jeremy Brett, que interpreta o galante Freddie, foi dublado por Bill Shirley.

- Stanley Holloway interpretou Alfred Doolittle na Broadway e acabou sendo chamado também para o papel no cinema, após a desistência de última hora de James Cagney. Por mais que tenha poucas aparições em cena, o personagem Alfred é carismático e tem boas performances musicais.

- No Oscar, o longa venceu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Rex Harrison), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Figurino - A Cores, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som; além de ser indicado também nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Stanley Holloway), Melhor Atriz Coadjuvante (Gladys Cooper), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. A exclusão de Audrey Hepburn na listagem ainda estranha muitos cinéfilos e críticos. No Globo de Ouro, Hepburn foi indicada, mas, ironicamente, perdeu para Julie Andrews por “Mary Poppins”.

Abaixo uma cena onde Audrey Hepburn e Jeremy Brett interpretam um número musical em “My Fair Lady”:

Por dentro de Eddie Murphy

Publicado em: 06-08-2008 @ 3:14 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Isso é o que pretende seu novo filme, “O Grande Dave“. Eddie Murphy está para a comédia assim como “E.T.” está para Steven Spielberg. Seus filmes quase sempre levam multidões aos cinemas justamente por saber que vem por aí um humor escrachado. Não é por acaso que ele foi escolhido para ser o dublador de uma dos personagens mais queridos da história do cinema, o Burro, de “Shrek“. De acordo com a última lista da revista Forbes, ele está entre um dos atores mais bem pagos de Hollywood. Porém, ultimamente, Murphy vem dando umas escorregadas bonitas nas telas, fazendo comédias grotescas que repetem as mesmas fórmulas, ainda que agradem o grande público.

Saído da grande fornada de artistas do Saturday Night Live, nos anos 80, Eddie Murphy virou ícone das comédias policiais ao interpretar o detetive Axel Foley em “Um Tira da Pesada“. Virou ícone da década junto com Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger. Ainda nos anos 80 fez “Um Príncipe em Nova York” e “O Rapto do Menino Dourado“, além da primeira seqüência de “Um Tira da Pesada“. Nos anos 90 seguiu com comédias no estilo policial até estourar com “O Professor Aloprado“, refilmagem de um dos clássicos de Jerry Lewis.

Desde então, Eddie Murphy vem alternando entre comédias de vários estilos, interpretando diferentes personagens. Participou de “Dr. Dolittle“, um médico que tem a capacidade de falar com animais, e “O Santo Homem“, onde ele vive um guru religioso que ganha um programa de televisão. Trabalhou com Robert De Niro, Owen Wilson e Steve Martin. Até que ganhou o mundo emprestando sua personalidade para um burro falante em “Shrek“, que aliás é responsável por grande parte de sua fortuna, juntamente com o resto da franquia. Foi aí que a coisa começou a descambetar…

Em 2002, o ator estrelou o filme “Pluto Nash“, que já tinha vários problemas e ficou cozinhando nas gavetas dos estúdios por cerca de 15 anos. O longa custou US$ 100 milhões e só conseguiu US$ 7 milhões (contando também com a arrecadação mundial). O filme foi indicado ao Framboesa de Ouro e ainda ganhou um prêmio especial dos 25 anos da premiação. A vergonha que marcaria Eddie Murphy por um bom tempo. Até que viesse “Shrek 2“, muitas águas rolaram, como “A Creche do Papai” e “Mansão Mal-Assombrada“.

Em meio a escândalos envolvendo a ex-Spice Girl Melanie B, Murphy conseguiu recuperar um pouco do prestígio no filme “Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho“, onde acabou levando o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante e ainda uma indicação ao Oscar. Aproveitando o sucesso, em 2007 ele lançou o filme “Norbit“, repetindo a fórmula de “O Professor Aloprado“, onde ele interpreta quase todo o elenco do filme. Ainda conseguiu o êxito de ser indicado a melhor maquiagem no Oscar, mas se consagrou mesmo no Framboesa de Ouro do ano passado.

Enfim, adorado por muitos, criticado por mais alguns, Eddie Murphy ainda é capaz de levar gente ao cinema. Ele se prepara agora pra mais uma de suas tacadas, “O Grande Dave“…Cheio de dúvidas cercando o filme, vamos ver até onde ele pode ir. Ele já tem alguns projetos confirmados, como por exemplo, “Shrek Goes Fourth“, pra 2010, e ainda poderemos ver “Um Tira da Pesada 4″ trazendo Eddie Murphy na velha forma, repetindo o que aconteceu com “Duro de Matar” e “Indiana Jones“…ou “Rambo“.

Sinopse do Lanterna Verde?

Publicado em: 06-08-2008 @ 2:49 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Como eu havia mencionado anteriormente, a DC e WB estão decididos a cristalizar seus projetos de adaptações de seus super-heróis. E quem já está com uma produção engatilhada é o Lanterna Verde. Além da confirmação do diretor e dos roteiristas, uma última novidade acaba de sair. Em uma matéria da revista Production Weekly, foi divulgada o que seria uma provável sinopse: “Cada setor do espaço é protegido por um Lanterna Verde, dotado de uma anel que emprega uma poderosa energia verde para criar qualquer coisa que esteja dentro dos limites da imaginação e força de vontade de seu mestre. Quando o Lanterna Verde escalado para defender o nosso setor percebe que está morrendo na Terra, ele envia seu anel para encontrar um sucessor digno. E o escolhido, o piloto de testes Hal Jordan, subitamente depara-se com um trabalho que jamais imaginou ter”.

Ao que parece, vamos ver a ascensão da DC Comics nos cinemas no século XXI após quase uma década da sua rival, a Marvel Comics, ter uma larga vantagem. Finalmente, a editora de Batman e Superman vai apostar em seus outros personagens ilustres. E o que é melhor, com direito ao respeito a toda mitologia do Sentinela Esmeralda e sua empreitada em defender o setor 2.814 (setor no qual se encontra o nosso planeta).

Cinema, Batman e Fanatismo

Publicado em: 03-08-2008 @ 5:19 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

Acredito que estamos presenciando algo um tanto que inesperado. Imagino que boa parte dos cinéfilos, esperava ansiosamente a chagada do novo Batman. E agora em sua estréia, podemos ver o reflexo dessa espera; vide os assombrosos números nas bilheterias. Até aí tudo bem, até porque, não é todo dia que temos um Blockbuster tão bom quanto esse.

Comentários à parte, sabemos que o filme têm conseguido opiniões pra lá de positivas. Contudo, ponhamos em questão a seguinte situação: De acordo com o site IMDB, o maior do mundo, “Batman- O Cavaleiro das Trevas”, ocupa o “inalcançável” e tão cobiçado lugar #1 no top #250 de usuários. Considerando que nessa seleta lista, só adentram filmes cultuadíssimos como “O Poderoso Chefão”, “Um Sonho de Liberdade” e “Pulp Fiction”. É algo tão extraordinário, que todos estavam procurando uma explicação para tal. E ela veio mais inesperada do que se imaginava.

O preocupante esclarecimento, é que um grupo de fãs do novo filme de Christopher Nolan, estaria concedendo ao filme a nota máxima, e dando notas desprezíveis à obras-prima, como as já citadas. E como o sistema do a href=”http://www.imdb.com/chart/top” target=”_blank”>IMDB calcula os tops com base no número de votantes e porcentagem de cada nota, esse foi um prato cheio para que a tão tradicional imagem do site, perdesse vertiginosamente o seu valor. Ou seja: Ou se modifica o sistema de pontuação, ou veremos o verdadeiro sentido da palavra zona.

Agora realmente está imposta uma situação delicada. Prevaleceria a boa imagem do site, ou a opinião dos fanáticos? Imagine se isso continuar assim! Quantos blockbusters vão tomar lugar de filmes definitivamente imortalizados? Batman tem ao menos qualidade, mas e os outros filmes? Fica então a nota.

PS: Christopher Nolan deve está anestesiado de alegria. Até porque, não é todo dia que vemos a obra de um cineasta superar em números, os filmes que ele mais admira vide “O Poderoso Chefão”. Francis Ford Coppola que se cuide.

O Star System Norte-Americano

Publicado em: 03-08-2008 @ 4:57 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

ATENÇÃO: Essa matéria contém spoilers de Vanilla Sky.

Das inúmeras críticas que se fazem ao cinema norte-americano, o hollywoodiano em especial, destacam-se aquelas que criticam o star system, mas o que é esse “star system”? Basicamente, este é o sistema de produção cinematográfico que dá maior destaque em seus filmes aos “astros” dos que aos roteiros e demais elementos que compõem uma narrativa. É um sistema predominante do cinema hollywoodiano, pois foi lá mesmo que ele surgiu nos anos 20, e nasceu da constatação dos produtores dos grandes estúdios que eram os nomes das estrelas e não as histórias que lotavam as salas de cinema.

Mas como podemos identificar o “star system” num filme? Quais suas conseqüências para a narrativa cinematográfica? Na tentativa de responder essas perguntas é que essa coluna foi pensada. E para falar das estrelas hollywoodianas, nada melhor do que falar da maior de todas, Tom Cruise. E um de seus filmes pode nos ajudar a responder as perguntas feitas acima: “Vanilla Sky”.

Trata-se de uma refilmagem de “Abra Los Ojos”, filme que revelou o diretor espanhol Alejandro Amenábar, em 1997. Do elenco original, o diretor Cameron Crowe manteve na versão hollywoodiana a então namorada de Cruise, a espanhola Penélope Cruz. A atriz manteve seu papel, de mulher dos sonhos do protagonista.

A trama também foi basicamente mantida. Nela, um playboy tem sua vida modificada por completo quando uma ex-namorada resolve cometer suicídio jogando seu carro de uma ponte, mas ela o leva junto tentando matá-lo também. Ele sobrevive ao acidente, mas tem seu rosto desfigurado. A partir de então, ele descobre o amor de outra mulher e passa a ter estranhas visões. De uma hora pra outra, realidade e fantasia se confundem de forma impressionante. O desenlace final do filme também é o mesmo.

Antes de “Quero ser John Malkovich” e outros filmes que impressionaram pela originalidade de seu roteiro, “Abra Los Ojos” já chamava atenção pela sua história inusitada. E a versão americana também conseguiu conquistar vários fãs pelo mundo, no entanto algumas diferenças tiveram de ser feitas em seu roteiro para que o personagem pudesse ser interpretado pelo astro Tom Cruise.

Antes de tudo um filme hollywoodiano é uma mercadoria, que deve vender bem, atingindo o maior número de consumidores possível. Para isso pode se valer de vários fatores: campanhas de marketing milionárias, personagens conhecidos de outras artes (como das HQ’s), e por vezes, até a qualidade dos filmes. Um dos artifícios mais utilizados é a escalação de algum astro no elenco, com seu carisma e fama ele é capaz de atrair multidões para as salas de cinema, mesmo que não seja um artista tão talentoso.

Pensando nisso, a imagem do astro chega a ser mais importante do que a própria história, e tudo na história tem de colaborar pra isso. Lembram aqueles filmes em que o herói milagrosamente salva o mundo sozinho, ou aqueles que ele é o único a sobreviver de uma batalha mortal ou catástrofe bíblica? Já vimos Tom Cruise em situações como essas várias vezes, e em “Vanilla Sky” não é diferente.

O personagem do astro, mesmo que seja o vilão da história, deve atrair a simpatia do público, afinal de contas ninguém nunca viu um garoto propaganda antipático. Pois bem, no original espanhol o protagonista era um playboy que passava os dias sem fazer nada a não ser correr atrás de mulheres, nem se interessava pelos caminhos de sua empresa, e após conquistar as mulheres, as tratava com desdém. Em suma, não passava de um calhorda. Cruise não poderia encarnar um tipo assim, quem iria ao cinema para vê-lo como um escroto?

Por isso algumas providências foram tomadas. Primeiramente, a própria caracterização do personagem sofreu algumas alterações, ficando muito menos deformado e passando bem mais tempo de máscara. Além disso, a empresa da qual ele é herdeiro (que nem é mencionado o ramo no original) é uma revista do mundo pop, que ele acompanha diariamente e o coloca em contato com diversas celebridades. E, além disso, trava uma batalha com os acionistas pelo controle dos negócios, é um playboy interessado e com talento para os negócios, longe do inútil que temos no filme espanhol.

Na vida pessoal ele também é perfeito, a culpa pelo fim de seu relacionamento é toda colocada em sua ex, retratada como uma louca desvairada que qualquer um largaria (mesmo sendo a Cameron Diaz). E irresistível a ponto de seu novo amor (Penélope Cruz) nunca esquecê-lo mesmo depois de sua tentativa de suicídio e posterior congelamento. Aqui é que acontece a maior mudança em comparação com o original.

Na primeira versão, ninguém sentia falta do “falecido”, nem mesmo a sua amada. O destino dos personagens é sequer comentado, mas em “Vanilla Sky” é inserida uma cena no final que trata de mostrar como o protagonista era amado: uma espécie de velório organizado pelos amigos, em que o amor de sua vida aparece para chorar sua perda. Nem na hora da partida um astro pode ser esquecido, mesmo que seja um escroque. O mais importante nesse exemplo não é a história, a narrativa original ou a profundidade dos personagens, mas a imagem irretocável do astro de plantão. Aqui o cinema está longe de ser visto e concebido como uma obra de arte, mesmo que utilize recursos e elementos artísticos, na verdade ele não passa de uma peça publicitária. Não que isso o desmereça totalmente, temos até festivais prestigiados (Cannes) para a publicidade bem feita. Um filme como esse poderia muito bem participar da premiação.

Filmes Ofuscados

Publicado em: 03-08-2008 @ 4:41 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Em plena temporada de blockbusters, você com certeza já deve ter conferido os melhores filmes da estação e está satisfeito consigo mesmo de ter visto tantos filmes bacanas. Ainda mais depois da meteórica estréia de “Batman - O Cavaleiro das Trevas“, quando muitos compraram ingressos com antecedência, pra não correr o risco de eles se esgotarem. Com tantos arrasa-quarteirões saindo e tomando conta das salas e bilheterias do país, muitos dos filmes mais aguardados acabaram tendo seu lançamento restrito ou ofuscado pelos holofotes dos grandes astros. Você sabe dizer os filmes mais, digamos, “simples” que saíram enquanto Batman, Hulk e companhia detonavam nas telonas?

O caso mais triste de todos foi talvez de “Longe Dela“, indicado a 2 Oscars, um deles de Melhor Atriz para Julie Christie. O filme teve lançamento restrito nas salas do país, em meio a “Speed Racer” e “Homem de Ferro“. O filme da diretora Sarah Polley conta a história de um casal que tem que lidar com o Mal de Alzheimer que ataca a esposa. O longa se prende na dedicação e dificuldade do marido em lidar com a situação.

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto” também acabou tendo seu lançamento em meio aos blockbusters. O mais recente filme do diretor Sidney Lumet traz Ethan Hawke e Phillipe Seymour Hoffman como dois irmão problemáticos que procuram resolver sua situação em um assalto, que seria o plano perfeito. Mas como nem tudo é perfeito, uma tragédia acaba por atrapalhar a dupla. Lumet brilhante na direção e atuações mais do que competentes. Estreou em meio aos flashes de “Sex and the City - O Filme“.

Com menos pretensão, mas com igual elegância, Audrey Tatou retornou às telas no filme “Amar… Não Tem Preço“. Uma espécie de “Bonequinha de Luxo” do século XXI, essa comédia romântica francesa arrancou alguns elogios da crítica, mas nem tanto de público. Numa mistura de Amélie Poulain com sua xará Audrey Hepburn, Audrey Tatou mais uma vez provou competência nas telas. E assimo filme passou, sendo exibido apenas em salas mais reservadas para esse tipo de produção, passando longe dos multiplex. Competir com “Wall-E” e “Agente 86” também não é fácil.

Mas talvez o mais aguardado seja mesmo “O Escafandro e a Borboleta“. Tendo sido exibido no Panorama do Cinema Francês, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o filme entrou em cartaz mesmo uma semana depois. Indicado a quatro Oscars, o filme do diretor Julian Schnabel era aguardado há tempos pelos cinéfilos. O filme conta a história do ex-editor da revista Elle, que sofreu um derrame e ficou paralisado, podendo mover apenas o olho esquerdo. Trama profunda e bonita, competiu com os grandes das bilheterias, Will Smith e “Hancock” e o novo Batman.

Enfim, filmes mais complexos, digamos assim, sempre vão estar mais inacessíveis, por conta de um público mais seleto. Nessa época, onde as atenções estão voltadas para os grandes “fazedores de dinheiro”, fica ainda mais difícil, ainda mais num país como o nosso. O importante é que esses filmes chegam pra somar com os blockbusters para fazer uma temporada completa, com diversão e conteúdo. Se bem que isso “The Dark Knight” também conseguiu fazer.

Boatos: Batman 3

Publicado em: 03-08-2008 @ 4:40 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Sem querer começar as especulações, mas já começando, os rumores em Hollywood estão fortes. Segundo algumas fontes, já estão começando os primeiros contatos para uma sequência de “The Dark Knight“. Com o dinheiro que o filme está rendendo, já está na hora de começarem os boatos. Sobre o elenco, nomes fortes começam aparecer para deixar os fãs loucos: Johnny Depp interpretaria o Charada; Angelina Jolie faria a Mulher-Gato; e Philip Seymour Hoffman faria o Pinguim. Estão fazendo contatos e já pode surgir algo em breve! Apesar de não ter nem um terceiro filme confirmado, tudo indica que deve acontecer nas próximas semanas…

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