Zuand nu cIiNeMA cmeuz mAnUX

Publicado em: 13-05-2008 @ 3:29 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Ismael Alberto Schonhorst

Estava eu, num momento de ócio, navegando pelas comunidades de “amigos” do Orkut. Estou para me formar como profissional de comunicação, e para ser um bom comunicador, ter conhecimento do público alvo é fundamental. A mesma coisa se diz na questão “ser legal com seus conhecidos”. Eis que na página de um destes conhecidos, vejo uma comunidade que me fez pular da cadeira, olhos saltarem para fora, coração acelerar, e o sangue subir me deixando vermelho. Claro, teria sido assim literalmente, se eu fosse um desenho animado. Mas juro, foi desta forma que me senti. O indivíduo fazia parte de uma comunidade chamada: “Eu adoro bagunçar no cinema!“. Comecei uma caça então, e desde procuras por “bagunça no cinema” até “zuando no cinema“, foram diversas comunidades que unem estes %#$@&#*@ (agora sim, literalmente ao estilo desenho animado de xingar).

Me desculpem os que não me entenderem, mas odeio adolescentes no cinema. Adolescentes eu falo não no sentido biológico, físico, temporal, ou como você quiser definir. Falo de adolescentes como estado mental mesmo. Pessoas que tem necessidade de aparecer, e para isso chegam ao ponto de gastar dinheiro (que não é pouco), para ir esculhambar com a diversão de pessoas que estão ali para adivinhem o quê? Não, não estão para sexo, nem para serem narradoras do filme, nem para falar no celular. As pessoas normalmente vão ao cinema para ver filmes, mas cada vez mais, alguns seres com desejo de diferenciação, vão e fazem tudo menos isso.

Como que uma pessoa chega ao ponto de se orgulhar destas escrotidões? E o pior, se orgulhar, criar uma comunidade, onde outros vão entrar, para discutir assuntos de extrema importância, como por exemplo:

- Qual seu ponto “estratégico”
- Q Tipo de Bagunça vc faz?
- já foi expulso do Cinema? pq?

Sim, estes são exemplos de tópicos, transcritos fielmente, sem nem corrigir o Português. O mais bacana é que entrando nos tópicos, você vê que não é coisa só de brasileiro esta zorra:

“huhuuhuhuh
da ultima veiz ki foi eu i uma galerinha… nós já xegamuh cantanu ‘ UM ELEFANTI INCOMODA MTA GENTIIIIII’.. hahahahaha, dae começo os treillers.. i a genti começava a ler td im voz alta pra todu mundu.. ae qnd apareçia a cena dus kara gostosu;… nós assubiavamus mól altaum.. TODU MUNDU OLHAVA… (detalhe.. u fiume era d SUSPENSE)… ae na hr q ia acontecer alguma coisa pra levar sustu a genti começava a ri…
ASHHUaushuhAUHSHUUH
i nas part mais nada v du fiume.. qnd apareçia cenas d dia.. a gente começava
AII EU NUM VÔ V ESSA PART.. TO COM MEDU
uhasuhahushuauhsuhauh
i taméim… compramuh COCA-COLA (em latinha..)
aew toda hr q alguém abrinha uma latinha d refri a genti fazia u barulho do gás com a boka…
ahahahahhahahahaha
e algumas vezis a genti tmém fikava levantanu toda hr pra FINGI q ia arruma a calça, compra alguma coisa.. i no banheru…!
kkkkkkkkkkkkk, i usavamuh a luzinha du celular comu lanterna ainda.. nu meiu du fiume.. huuhuhuh
sort q num spulsaru a genti.. hehe “

De que país esta pessoa é (não falo o nome, pois foi postado como Anônimo), eu não sei, pois ainda não entendi qual a língua está sendo utilizada na mensagem. Se alguém souber, por favor, me avise.

Desculpem eu estar acabando o texto, sem ter chegado a uma grande conclusão, sem ter apresentado nenhuma solução, sem nem ao menos ter opinado explicitamente. Tive que dividir com vocês mais esta decepção que os seres humanos tem me causado. E eu achando que o pessoal as vezes fazia bagunça sem querer, ou sem perceber, e que no final tinham vergonha disso. O Orkut mostrou que eu estava enganado. Certo, pensei em uma solução. Para dirigir tem que ter licença, certo? Proponho que para ir ao cinema precise de licença também, incluindo aulas teóricas de comportamento, até aulas práticas de como assistir um filme de boca fechada, sem fazer barulho. Quem desobedecer as leis, vai perdendo pontos na carteira. Se insistir, perde ela, e vai ter que ficar tacando pipoca na cabeça do outros só em casa, até levar uma bronca dos familiares, com surra opcional, e aprender que CINEMA É O LUGAR ONDE SE VÊ FILME!

Pow, Soc e One-Two-Three-Four!

Publicado em: 13-05-2008 @ 3:08 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

A idéia desta matéria surgiu após eu escutar o RapaduraCast sobre o filme “Homem de Ferro” e a edição do Jukebox de Rock. O primeiro blockbuster do ano e, também, a primeira empreitada da Marvel Comics de produzir as franquias baseadas em seus personagens. Quem sabe uma adaptação de algumas maxisséries como “Marvels”, ou “Massacre Marvel”, ou “Guerras Secretas”, ou “Guerra Civil”, ou… calma Zé, calma. Um dia, o seu sonho de “nerd-aficionado-por-Histórias-em-Quadrinhos” pode vir a ser realidade.

Bom, saindo da Zona Negativa e voltando para este mundo material, o que me chamou a atenção no programa – além da participação mais do que especial de Guilherme Briggs, que dublava o Superman no desenho da Liga da Justiça e muitos outros personagens dos desenhos animados - foi o fundo musical. A abertura para o programa foi a antológica Iron Man , do Black Sabbath. O próprio Jon Favreau, diretor do filme, declarou que seria legal colocar a música no trailer do filme, pois muitos fãs do “Homem de Ferro” o associam ao hit da banda que foi liderada por Ozzy Osbourne.

Havia também Audioslave, cuja música Cochise fez parte de um comercial de TV para divulgação do filme. O ponto em questão é de como o longa do Vingador Dourado tem agradado, não só aos fãs de HQ’s, mas também a nação roqueira. Na verdade, quem curte quadrinhos também curte rock e vice-versa. Claro que isso não é uma regra. Mas, geralmente, uma coisa implica em outra. Bandas de rock já compuseram músicas sobre o Super-Homem, por exemplo. Caso da extinta banda de grunge Bush e do Velvet Revolver, que anunciou o seu fim recentemente. :cry: (pô, eu gostava do som dos caras!)

E esse fenômeno é compreensível, tendo em vista que ambos são partes da indústria cultural e que a grande maioria que “consome” – vou colocar aspeados aqui por falta de termo melhor – são jovens. E é mais do que natural aliarem as artes. Para que melhor, ver o filme do seu super-herói favorito embalado por uma trilha sonora de arrebatar os ouvidos? Com certeza, ao som de Britney Spears ou Jennifer Lopez é que não dá. Ou porque o Tony Stark sofre de alcoolismo é que vão colocar uma música que só diz “beber, cair e levantar”!

E já que estou falando sobre o amálgama do rock com os quadrinhos, dos filmes de super-heróis produzidos até hoje, têm músicas que se tornaram conhecidas por fazerem parte de trilhas de produções do gênero. Algumas são:

Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me” – U2 (“Batman Eternamente”)
Set me Free” – Velvet Revolver (“Hulk”)
Come on, Come in” – Velvet Revolver (“Quarteto Fantástico”)
Hero” – Chad Kroeger (“Homem-Aranha)
Smash It Up” – The Offspring (“Batman Eternamente”)
Bring me to Life” - Evanescence (“Demolidor – O Homem-Sem-Medo”)
Signal Fire” – Snow Patrol (“Homem-Aranha 3”)

PS: A trilha sonora para esta matéria foi Soundgarden, Iron Maiden, Radiohead, Velvet Revolver, Audioslave, Alice In Chains e Pearl Jam. Quem tiver sugestões de bandas, estou aceitando. \o/

Por onde andam os Clássicos?

Publicado em: 13-05-2008 @ 2:58 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Falando sério, qual foi a última vez que você ouviu algúem dizer que assistiu a um filme do estilo “…E o vento Levou” e “Cantando na Chuva“? Claro, que uma coisa é ouvirmos isso de pessoas que realmente curtem cinema e outra é ouvir isso da mãe da namorada, por exemplo. O fato é que filmes clássicos de outrora não são tão bem aprecidados pela população em geral,e talvez por isso não ganhem o devido reconhecimento. Mas e quem realmente se interessa pelo assunto, onde buscar os filmes antigos que tanto ouvimos falar? TV aberta? Como já foi comentado aqui é realmente improvável. Se o filme for preto-e-branco então, pode esperar sentado. Aproveite e durma um pouco, porque, se realmente passar, será de madrugada. Canais cult de TV a cabo, cineclubes, mostras especiais e festivais? Todos grandes alternativas, mas até agora o que tem se mostrado mais eficiente nesse sentido é o mercado de DVD, que nem sempre é muito acessível por conta dos preços.

Clássicos que são da maior importância para a indústria cinematográfica (como “Cidadão Kane“, o melhor de todos os tempos segundo todas as listas dos melhores de todos os tempos), fazem a gente se sentir com aquela nostalgia e curiosidade em saber como eram as produções nos áureos tempos do cinema. Ou não precisamos nem ir tãaao longe, é so pensar em “O Poderoso Chefão“, “Um Estranho no Ninho” e “Bonequinha de Luxo“, pra citar alguns exemplos. São filmes que demonstram um glamour único de uma época que parece esquecida por Hollywood, e de vez em quando vemos pipocando nas edições de colecionador nos DVD’s. A verdade é que os grandes tempos do cinema antigo inspiram as produções ainda nos dias de hoje, e se não fossem experimentações feitas na época, talvez hoje não teríamos grande parte das inovações tecnológicas.

E estão se formando novos clássicos do cinema, como as trilogias “Matrix” e “O Senhor dos Anéis“. E quais serão os clássicos do futuro? “Onde os Fracos Não Tem Vez“? “Os Infiltrados“? “Pequena Miss Sunshine“? Candidatos não faltam para ocupar essas posições de destaque no Hall da Fama dos filmes. O porém é saber se as produções antigas vão sobreviver ao tempo, se é que não serão feitas refilmagens delas (se bem que deve ser senso comum não mexer em obras imaculadas, como “O Mágico de Oz” e “Casablanca“, por exemplo). Aguardemos o futuro, mas lembremos o passado, e com coroas de louros aos eternos clássicos.

Preparem os bolsos: Começa a temporada dos Blockbusters!

Publicado em: 08-05-2008 @ 3:27 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Finalmente é maio e todo bom cinéfilo já sabe que essa época do ano é a melhor temporada dos filmes: o chamado “verão americano”, período onde quase todo mundo está de férias da escola nos EUA e as distribuidoras, que não são nada bobas, aproveitam para lançar os maiores blockbusters do ano. No Brasil o calendário é diferente, o que não impede a estréia simultânea dos melhores filmes por aqui também. Então, desenterre o seu porquinho das profundezas do seu armário e comece a juntar os trocados, porque estamos diante de uma das melhores temporadas de blockbusters em muitos anos. Todos disputando uns contra os outros a nossa atenção.

E a largada já foi dada dia 30 de abril com a estréia avassaladora ao redor do globo de “Homem de Ferro” - US$ 100 milhões só nos EUA na semana de estréia. E por falar em largada, “Speed Racer” é o próximo da lista, e os Wachovski prometem esquentar as pistas dessa disputa. E vem mais por aí : a seqüência de “As Crônicas de Nárnia” e “Indiana Jones“; a adaptação para a telona das séries “Agente 86” e “Sex and the City“; mais super-heróis com “O Incrível Hulk” e “Batman - O Cavaleiro das Trevas” (o mais aguardado de todos, na minha opinião) e um herói ao contrário com “Hancock“; filmes de animação com “Kung Fu Panda” e “Wall-E“; comédias românticas (”Jogo de Amor em Las Vegas” / “O Melhor Amigo da Noiva“), comédias não tão românticas (”O Guru do Amor“), terror (”As Ruínas“), suspense (”Fim dos Tempos“); e fechando a temporada, a terceira parte da série ” A Múmia“.

E isso foi só uma pequena amostra. Com um filme novo estreando a cada fim de semana, e gosto pra todos os públicos, está na hora de começar a se organizar e ver se dá tempo de enfrentar essa maratona toda. Ou seja, simplesmente uma das mais imperdíveis temporadas de filmes, e isso porque não tem Shrek[bb], Homem-Aranha[bb] ou Harry Potter[bb]. E qual o filme que você mais espera nesse “verão”? Qual o que você não aguenta mais esperar? E qual você deve passar longe? Enfim, aproveite, porque sabe Deus se a qualquer momento Hollywood afunda numa crise de criatividade de novo e temos que nos contentar com Elektra[bb] e Mulher-Gato[bb]

Cinema alternativo só combina com mofo?

Publicado em: 08-05-2008 @ 2:47 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Esses dias, aqui mesmo no blog do Rapadura, li uma matéria dizendo que para o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas, cinema é lazer e não cultura.

É claro que ir ao cinema é uma forma de divertir-se e tem muitos filmes que ajudam neste intuito. Mas não podemos, de jeito nenhum, esquecer que o cinema é uma manifestação artística que mistura várias artes. A literatura nos roteiros, a música na trilha sonora, a pintura e artes plásticas na direção de arte, figurino e objetos de cena, a fotografia na iluminação e captação de imagem. Enfim, é uma forma de juntar várias artes e construir algo novo.

Aqui em Curitiba, infelizmente perdemos quase todos os nossos espaços culturais. Lugares destinados a só passar filmes alternativos, artísticos ou até fazer maratonas de filmes famosos. Os antigos cinemas de rua faliram, foram abandonados, e hoje em seus espaços funcionam bingos, prostíbulos ou até igrejas evangélicas. Até mesmo as salas mantidas pela prefeitura fecharam, e as que “sobreviveram” sempre estão carecendo de melhores cuidados. Aí, sobram só os cinemas de shopping, que podem até ser confortáveis, ter um excelente som, uma imagem perfeita, mas só exibem filmes que dêem retorno a bilheteria, deixando de lado os filmes fora do “circuitão”.

Será que, se as grandes exibidoras reservassem uma sala por semana, para passar filmes ditos “alternativos”, eles não teriam um certo movimento? Não daria um certo retorno? Para ver estas fitas, só agüentando o mofo dos cinemas mal cuidados, ou depois, alugando os filmes em locadoras especializadas em filmes cults.

Caros leitores, me respondam: isso acontece também nas cidades de vocês, ou só aqui na capital paranaense?

RIOFAN 2008 - O Mais Bizarro nas Telas do Cinema

Publicado em: 08-05-2008 @ 2:41 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Pegando uma certa carona na matéria do Ismael (bem-vindo ao time!), imagine o que é passar a noite no meio de zumbis, vampiros, monstros e cia. em pleno Rio de Janeiro. O que se passa nas águas escuras da Baía de Guanabara? O que se esconde nas matas atrás do Cristo Redentor? Nos pântanos e mangues da Barra da Tijuca, pode surgir algum ser monstruoso? É com essas perguntas a serem respondidas, provocando espanto e curiosidade, que está sendo realizado o 1° Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro - o RIOFAN.

O festival tem o objetivo de integrar o mundo underground a população que assiste esse tipo de produção apenas em filmes elitizados, como “Alien[bb]” ou “Jogos Mortais[bb]“, por exemplo. Sangue, seres estranhos, temas bizarros. Imagine o que é assistir a uma sessão de “Diário dos Mortos“(!!!!!), do mestre do terror George A. Romero[bb], às 21h ao lado de pessoas de todos os tipos, entre góticos, emos, e cultuadores das bizarrices!! Uma experiência pra vida inteira. Afinal, a proposta do festival é mostrar a crueza da bizarrice e da subversão que todos nós (todos!) sempre esperamos ver na tela grande. O grande homenageado do festival é o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Na mostra estão os clássicos do cinema trash de Mojica como “À Meia-Noite Levarei Tua Alma” e “Essa Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (que eu compareci com entusiasmo e pânico, diante da platéia).

Dentre os outros filmes sendo exibidos estão “The Zombie Diaries” dos ingleses Kevin Gates e Michael Bartlett, e “Estrada para o Inferno“, onde zumbis invadem o Paquistão, além de curtas e documentários como o incisivo “Fizemos o Impossível: A história dos fãs de Firefly e Serenity“(!?). Sem dúvida prova de que o Rio de Janeiro também pode ser palco do inusitado, controverso e bizarro. Afinal, tudo é cinema, trash ou não. Lembrando além de tudo isso serão exibidos clássicos como “SCANNERS - Sua Mente Pode Destruir“, de David Cronemberg, “Um Cão Andaluz”, de Luis Buñuel[bb] e a primeira versão de “King Kong[bb]“!

Com tudo isso rolando, alguém com gostinho de sangue na boca? Que fechem os olhos quem não agüentar… A mostra rola aqui no Rio de Janeiro até o dia 11 de maio.

Anti-Heróis: Ame-os ou Deixe-os

Publicado em: 07-05-2008 @ 12:22 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Recentemente, foi lançado o primeiro trailer do filme “Hancock”, com Will Smith (”Eu, Robô“) e Charlize Theron (”Uma Saída de Mestre“). O longa não é uma adaptação de HQ’s, mas é sobre um super-herói bebarrão e mulherengo. Trocando em miúdos, um anti-herói. Diferente do arquétipo tradicional de herói – um ser altruísta e que “defende os fracos e oprimidos” - ; este tipo de protagonista é alguém movido, geralmente, por motivos egoístas. Impelido a agir, somente, se obter alguma coisa em troca de seus préstimos. Poderia até dizer por uma “ajuda de custo”.

Paradoxalmente, esta figura é alvo de adoração de muitas pessoas. Talvez por conta de fazer tudo o que lhe dá vontade, sem medo de represálias por conta da sociedade. Por não seguir um “manual do herói politicamente correto”. De fato, fazer justiça com as próprias mãos, seguindo uma conduta moral própria. Assassinos, mentirosos, ladrões. Não importa. É divertido vê-los atuarem seguindo o seu “senso de moral distorcido”.

Por conta disso, fiz uma lista, de minha preferência, dos 5 anti-heróis que considero icônicos no cinema. Por isso, não se desaponte caso o seu não esteja aqui (diga os seus melhores lá nos comentários):

1. Marv (“Sin City – A Cidade do Pecado” de 2005) – Como não ter empatia por um cara que se vinga dos algozes da única mulher que quis fazer amor com ele?

2. John Constantine (“Constantine” de 2005) – A cena dele mostrando o dedo médio para o diabo, após enganá-lo, é impagável.

3. Dwight Mccarthy (“Sin City – A Cidade do Pecado” de 2005) – “Fumantes são sempre fumantes quando a coisa aperta”. Uma pérola de um personagem perturbado num filme em que a “filosofia barata” é um dos charmes da história.

4. Tom Ripley (“O Talentoso Ripley” de 1999) – Ele pode não ter superpoderes, ser bom de briga e nem ser oriundo dos quadrinhos, mas a maneira como ele manipula as pessoas na trama, com mentiras e mortes, e sem ser pego é assustadoramente fascinante.

5. Cobra (“Stallone Cobra” de 1986) – Por que este e não o Rambo[bb], um dos personagens que cravou a carreira de Stallone no cinema? Porque é o que me faz mais rir. Um badboy que não come nada que faz mal a saúde (a cena da lanchonete, em que a Ingrid está comendo batata frita) é muito no sense. E a cena em que ele corta a pizza com a tesoura? Hahahahaha!!!

O Cinema e o Som

Publicado em: 06-05-2008 @ 11:59 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

O cinema não é feito somente de uma seqüência aleatória de imagens. Definitivamente não. Não afirmo isso visando somente os aspectos filosóficos, psicológicos e ideológicos do mesmo, mas também em seus termos técnicos. E dentre esses, eis um dos mais importantes: O som. Há pouco tempo atrás, conferi um documentário sobre a importância fundamental do som para as produções cinematográficas. Nele, foi devidamente exposto que o primeiro filme “visual” da história teve tanta importância quanto o primeiro filme “sonoro” da mesma. Nada mais justo, afinal, o áudio tem função tão relevante quanto a imagem.

O som a qual me reporto, é a todo aquele que ouvimos durante o filme; desde as falas pronunciadas pelos atores, passando por efeitos sonoros magníficos, até às canções que completam as cenas. Inclusive, tem uma categoria reservada no Oscar exclusivamente para essa função, que é a “Edição de Som”. Afinal, o que seriam das mais belas cenas de Hollywood sem uma maravilhosa trilha sonora de fundo, como aquela clássica cena do chuveiro de “Psicose”, ou as diversas seqüências espaciais de “2001: Uma Odisséia No Espaço”? Provavelmente pouca coisa.

A função do som acima de tudo é esboçar o que se vê na tela, porém em áudio. Por exemplo: Foi comprovado cientificamente que a área relacionada com a identificação e lembranças de situações é a da audição. A visão é fundamental, claro. Mas quando ouvimos algum ruído de determinado filme, automaticamente relacionamo-lo à obra a qual ele pertence. Ou seja: É um aspecto importantíssimo, que é responsável pelas sensações e impressões que temos de determinado longa.

Entrando então no assunto “Trilhas Sonoras”, todos sabem o quanto importante, gratificantes e agradáveis elas são; e também são responsáveis por caracterizar um determinado filme ou diretor. Nesse caso, o maior representante dessa classe chama-se Quentin Tarantino[bb]. Esse célebre indivíduo tem como uma de suas marcas registradas, trilhas sonoras bem divertidas e alternativas. As mais conhecidas são a dos filmes: “Pulp Fiction”, “Kill Bill Vol. 1”, “Kill Bill Vol. 2” e “À Prova de Morte”. Stanley Kubrick[bb] também ficou marcado por sempre utilizar músicas clássicas em seus filmes, como em “Laranja Mecânica” e “2001”. Quando destacamos outras trilhas de grande qualidade, temos as dos filmes: “Encontros e Desencontros” e “Maria Antonieta” - ambos de Sofia Copolla (outra que marca seus filmes devido a trilha) -, “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, “Hora de Voltar”, “Vanilla Sky”, “Moulin Rouge”, “Babel”, “Réquiem Para Um Sonho”, “O Poderoso Chefão” e “Fonte de Vida”.

Portanto, é pertinente observar que o cinema não se resume somente a imagens ou somente a sons; eles estão completamente interligados, e compõem uma necessária dependência. Dependência que consegue construir os mais belos e inesquecíveis momentos de produções áudios-visuais; momentos esses, que marcam toda a vida daqueles que os assistem.

Cara de Pastel

Publicado em: 06-05-2008 @ 11:45 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lincoln Péricles

O RapaduraCast já tocou demais nesse assunto, mas vou resgatar a discussão, ou melhor, o consenso geral, ou melhor, vou tentar achar uma explicação para que filmes do gênero “comédia pastelão” continuem existindo. Se é que isso pode ser chamado de gênero. Vamos ver no que isso vai dar. Eu desconfio que já sei o motivo, e poderia ser outro, se não fosse o gostosão, o poderoso, o tal: DINHEIRO.

Não sou o único que odeia tal tipo de comédia, não sou muito menos um dos únicos, muita gente também abomina tais pecados, mas é fato que muito mais gente adora, e isso continua gerando mais e mais dinheiro fácil. Não se engane pensando que pastelão é comédia bem feita, uma comédia bem feita é umas das coisas mais difíceis de existir hoje em dia. Fazer rir é mais difícil do que fazer chorar, já dizia um amigo meu.

Como todo bom cinéfilo, eu quero sempre ver boas histórias, belos fotogramas, uma boa mixagem e edição de som, atuações e etc. E pelo simples fato de não existir nenhuma característica que gosto em um filme, nos ditos “pastelões”, eu não perco mais meu tempo indo ao cinema para vê-los. Eu fico com dó dos críticos que são obrigados a assistir e depois ainda escreverem, imaginem só o que se passa na cabeça deles quando encontram uma folha em branco para redigir um lindo texto sobre um filme desses. É gostoso escrever sobre filmes bons, não é? Pois é, às vezes dá até medo de errar em alguma coisinha quando se gostou muito do filme, para os pastelões se escreverem “lixo” está ótimo.

Já falei mal demais, mas me desculpe, eu sei que existem milhões de fãs desse tipo de filme aqui no Cinema com Rapadura, e que posso ser odiado para o resto da minha vida por alguns mais, digamos assim, “cabeça dura”, eu tento entender o lado de vocês e peço para que tentem entender o meu lado. Peço também, encarecidamente, que me dêem motivos para gostar das comédias pastelões e me arrepender de tudo que escrevi aqui, se um bom motivo me atingir, juro de pé junto que irei assistir ao novo filme da Carmen Electra só porque um leitor do CCR me convenceu. Por favor, vamos ser sensatos e respeitar opiniões, não é preciso aceitá-las, mas vamos respeitá-las e debater sobre o assunto. Lembrando que até “Deu a louca em Hollywood” eu assisti praticamente tudo lá, sentadinho, com minha cara de pastel.

É tão simples. Alguns amam, alguns odeiam… Aqui está a opinião de um bobo, feio e agora com cara de pastel que simplesmente não gosta de comédia pastelão.

Você Decide!

Publicado em: 05-05-2008 @ 11:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Todo mundo já cansou de ver traduções horríveis de títulos de filme. Adaptações mal feitas, expressões idiomáticas levadas ao pé da letra, enfim toda e qualquer bizarrice na hora de batizar uma película aqui em nossa terrinha. Já foi publicado aqui no blog uma matéria sobre isso.

Agora, a Paris Filmes resolveu inovar e apostar na interatividade do público. Para lançar o filme “Deception” aqui no Brasil, a distribuidora lançou uma promoção: você escolhe o nome do filme em português e ainda concorre a 50 pares de ingressos. É só acessar o site www.onomedofilme.com.br, escolher uma das opções e dizer o motivo da escolha. Se a sua opção for a mais votada, e suas defesa for uma das 50 mais criativas, você fatura os ingressos.

Como nem tudo é perfeito, as opções não são assim tão legais. Mas é uma forma de interação muito interessante. E, pelo Trailer, o filme que conta com Hugh Jackman e Ewan McGregor parece ser muito bom.

Eu já escolhi o meu nome. Quem mais vai tentar?
Conheça mais sobre o filme aqui.

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