Resumão da blogosfera - 20/12

Publicado em: 20-12-2007 @ 11:25 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Você não pode acompanhar todos os blogs? Está mais perdido do que cego no Wikipédia? Don’t cry tonight, baby. O Farelo na Poltrona (fale rapidamente o nome farelo seis vezes) faz um resumão do que aconteceu de melhor na semana blogosférica. Sendo ou não de cinema.

+ BLOGUESTEIRA
Blogueiras quase peladinhas! Humm…

+ PENSAR ENLOUQUECE
Presente de natal: vírus no Orkut

+ MUNDO TECNO
Nós somos da blogosfera e você?

+ SEDENTÁRIO E HIPERATIVO
Eu sempre jogo com os terroristas! E sempre quis ter uma AK47

+ PODSEMFIO
Compre, mas saiba comprar. Bia Kunze ensina!

+ XPOCK
Jeito inusitado de desejar feliz natal

+ MEIO BIT GAMES
Analisaram o Call of Duty 4. Eu quero jogar!!

+ UÊBA
O Uêba e suas imagens. Ótimas pra mandar para os amigos da empresa!

+ BLOG DO JUCA
Técnico da seleção escolhe volante como melhor do mundo. Eu concordo!

+ GUANABARA.INFO
Duke Nukem is back, amigos. Preparem os polegares!

+ MEIO BIT
Jax não é um personagem do Mortal Kombat? É, mas aqui é o Ajax!

+ SEDENTÁRIO E HIPERATIVO
Lost, volta! Enquanto isso não acontece, assista miniepisódios da série

+ DIGITAL DROPS
Vai natar? Quer tirar fotos? Mascara de mergulho com camera!

Nota baixa: Nenhuma atualização no inovaVOX. Volte de férias, Sampson!
Nota alta: Inteligente promoção de MP4 Player no Guanabara.info

PS: A semana analisada nessa coluna vai se de sexta-feira quinta-feira.

Não Vi e Não Gostei

Publicado em: 19-12-2007 @ 8:02 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

Minha paixão pelo cinema começou ainda na infância, com Jerry Lewis, Peter Sellers, o Gordo e o Magro e Charles Chaplin naquelas sessões dominicais dos anos 80. Mas foi na adolescência que me tornei aquilo que comumente chamam de cinéfilo, um verdadeiro compulsivo, chegando a assistir dois ou três filmes por dia. Confesso que não tinha muito critério para escolher qual filme assistir, bastava ligar a tv e ver os créditos iniciais para me dispor a passar duas horas ali parado, mesmo que fosse a maior bomba do mundo.

Mas de uns anos pra cá resolvi ser um pouco mais seletivo, decidi que já tinha visto bombas suficientes pelo resto da minha vida. E por algumas vezes sou radical a ponto de me recusar assistir alguns filmes, cheguei até mesmo a criar uma categoria pessoal para essas obras: NÃO VI E NÃO GOSTEI. Pode ser um nome no elenco, um trailler sem graça ou na maioria das vezes, a sinopse, e pronto, não faço o menor esforço para ver o filme. A princípio pode até parecer um preconceito, em alguns casos talvez seja mesmo, mas não é nada que não possa ser remediado. Eu disse que não me esforço para ver o filme, mas se estiver em casa e ele estiver começando na televisão, e eu não tiver nada melhor para fazer no momento, até me disponho a por prova minha pré-avaliação.

Deixem-me dar alguns exemplos. Primeiramente, novas versões para alguns de meus filmes preferidos: “Cidade dos Anjos” e “Mensagem para você”. O primeiro é uma versão hollywoodiana para um dos grandes filmes de Win Wenders, “Asas do Desejo”. No original um anjo passando por uma crise existencial, se questionando pelo sentido da vida eterna, acaba apaixonando-se por uma trapezista e resolve tornar-se um mortal para viver esse amor. Na versão americana temos os rostos conhecidos de Nicolas Cage e Meg Ryan, ela é uma médica e ele é o anjo caído e apaixonado.

O filme de Wenders possui beleza e sutileza apaixonantes, além do mérito de transformar filosofia em cinema a partir de uma história de amor. Isso sem falar na fotografia, belíssima feita metade em preto e branco e metade colorida. Todas essas qualidades afirmam o diretor como um grande artista, possuidor de uma linguagem tão própria e de uma obra tão característica que qualquer tentativa de copiá-las ou de se aproximar delas não passa disso, de uma cópia.

Agora falando de “Mensagem para você”, temos aí uma refilmagem de um clássico dos anos 40, “A Loja da Esquina”. Na primeira versão James Stewart e Margaret Sullavan são dois funcionários da loja do título, que se odeiam, mas trocam juras de amor por correspondência sob pseudônimos. Sessenta anos depois o casal é formado por Tom Hanks e Meg Ryan, dois livreiros concorrentes que trocam mensagens de amor por e-mail, estamos na era da Internet afinal de contas.

Aqui o central é justamente a questão conjuntural, simplesmente não estamos mais nos anos 40, toda a inocência e otimismo que dão o tom no clássico do diretor Ernest Lubitsch soam no mínimo démodé em nossos tempos cínicos. Isso sem contar no carisma de James Stewart, Tom Hanks pode ser o queridinho de Hollywood hoje em dia, mas com certeza não tem a mesma força que o ator preferido de Alfred Hitchcock, Frank Capra e John Ford (simplesmente os três maiores diretores do cinemão holywoodiano). Quanto a Meg Ryan não se trata de perseguição de minha parte, mesmo ela tendo atuado em um de meus filmes preferidos, “Harry e Sally”, não são todos os trabalhos dela que chamam minha atenção.

Já um ator que me afasta de qualquer filme simplesmente com seu nome nos letreiros é o ex-astro Kevin Costner, desde o mega fracasso “Waterworld” o nome do americano para mim é sinônimo de bomba. Me parece que o sucesso alcançado depois de “Dança com Lobos”, subiu cabeça dele, ou alguém se lembra de algum filme memorável após o oscarizado western? Ele teve a cara de pau de protagonizar bobagens como “O Mensageiro” e “Dez dias que abalaram o mundo”, além de recentemente ter bancado o serial killer em “Instinto Secreto” (e ameaçar que este na verdade é a primeira parte de uma trilogia). E pelos números das bilheterias não foi só o meu interesse pelos filmes de Costner que desapareceu, se um dia ele já foi o galã número um de Hollywood, hoje ele não passa de um coroa boa pinta.

Isso não quer dizer que meu interesse se conduz apenas pelo sucesso de público, alguns filmes que tiveram sucesso retumbante também não me apetecem, nesses casos é a temática nada original que me afasta. Vide a série “Jogos Mortais” e todos seus derivados: “Albergue” e “Turistas”. Todas essas produções possuem como maior atrativo o bizarro e o escatológico para fazer terror, me bastou assistir o primeiro “Jogos” pra constatar algo que parece claro como água, esse novo subgênero do terror nada mais é do que um derivado de mau gosto de “Seven”. Ao lado de “Clube da Luta”, outro filme também do diretor David Fincher, o suspense protagonizado por Brad Pitt e Morgan Freeman conseguia ir a fundo no que diz respeito banalização da violência e perda do valor da vida humana, enquanto o assassino Jigsaw se destaca exatamente pelo contrário: choca pelo excesso, transformando em mero espetáculo o grotesco como se fosse uma proposta estética. E essa receita parece ter sido feita para as bilheterias, tanto que já estamos na quarta parte dessa bizarrice.

Continuações despropositadas também me irritam, como as séries já infinitas “Premonição” e “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Idéias que a princípio eram até interessantes, e bem resolvidas num único filme são espremidas até o bagaço em mais duas ou três continuações, chegando a irritar os seus próprios fãs. Em suma, o grande problema de todas essas produções lamentáveis é um só: grana. É uma pena que em sua sanha por lucros astronômicos os grandes estúdios por vezes percam o bom senso, e revelem seu maior talento, acabar com qualquer idéia realmente original e inovadora.

Rever Filmes

Publicado em: 12-12-2007 @ 1:15 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Aílton Monteiro

“Mais importante que ver é rever”. O hábito de rever filmes. Os filmes que crescem na revisão, os que caem. A memória afetiva. As retrospectivas.

Certa vez, conversando com um amigo pela internet, ele me falou que tinha assistido a “Amor Flor da Pele”, de Wong Kar-wai, umas seis vezes, a fim de compreender melhor. Da primeira vez, ele não havia gostado muito, mas depois passou a achar Kar-wai um gênio. Fiquei realmente admirado com o que ele disse, já que tenho um problema de ansiedade que faz com que eu dificilmente adquira o hábito de rever filmes. São tantos os títulos pra se ver que eu ia achar que estaria perdendo tempo. Poderia estar vendo um inédito.

Lembro que há alguns anos, numa lista de discussão sobre cinema, um colega costumava dizer: “mais importante que ver é rever.” Rever um filme pode ser fundamental para uma melhor compreensão do mesmo. O lado ruim é rever um que se adorou no passado e ver cair a cortina do desencanto. Com medo de que isso aconteça, alguns filmes que eu gostei muito, até prefiro não revê-los para conservá-los em minha memória afetiva como peças mágicas.

Por exemplo, “Evil Dead” é um dos poucos filmes que vi duas vezes no cinema. Revi-o em DVD há algum tempo e não achei mais tão divertido ou assustador. Filmes que vejo mais de uma vez no cinema, eu posso contar nos dedos das mãos. O recordista dessa categoria é “Sociedade dos Poetas Mortos”, que eu vi três vezes no saudoso Cine Fortaleza. E teria visto mais, se o filme demorasse um pouco mais a sair de cartaz. Os outros que revi no cinema foram: “A Vila”, “Máquina Mortífera 4″, “Corra que a Polícia Vem Aí”, “Quem Vai Ficar com Mary?” e “Matrix”.

Alguns cineastas se beneficiam da revisão. Filmes de Jean-Luc Godard só têm a ganhar com as revisões. Recentemente pude rever “Acossado” e foi melhor do que a primeira vez. Em breve, poderei rever “Pierrot le Fou”. Suspeito que irei gostar muito mais. Francis Ford Coppola é outro cineasta que cresce muito com a revisão. Lembro que vi “Peggy Sue - Seu Passado a Espera” e da primeira vez não gostei. Na segunda, o filme foi pras alturas. Hoje é o meu favorito da fase oitentista de Coppola. A trilogia “O Poderoso Chefão”, então, é um caso especialíssimo. Ainda pretendo rever nessas edições especiais em DVD.

Há os filmes que vimos na infância e que consideramos especiais. Quando era criança, eu não gostava tanto de filmes. Os que eu mais via eram as comédias de Jerry Lewis, que passavam bastante na Sessão da Tarde. Agora que alguns desses filmes foram lançados em DVD, é possível ver se eles continuam tão bons. Tive a oportunidade de rever alguns deles no ano passado. O que muda é que agora estamos mais velhos e perdemos a inocência, algo que ajuda na apreciação dessas comédias. Por outro lado, o conhecimento que se adquire com o tempo nos permite ver o filme com outros olhos e ver o quanto Lewis era genial. Quase tanto quanto Charles Chaplin. Ainda sobre os favoritos da infância, recentemente adquiri o DVD de “Fugindo do Inferno”, de John Sturges. Finalmente vou poder vê-lo na janela correta.

De vez em quando, escolho alguns cineastas para acompanhar suas obras em ordem cronológica. Fiz isso com Alfred Hitchcock e com Howard Hawks e estou fazendo atualmente com Godard e Leo McCarey. Dentro dessas incursões, a gente, além de se divertir muito, aprende muito também. Quero ver quando eu tiver fazendo uma retrospectiva dos filmes de Orson Welles e tiver que rever “O Processo”, filme que da primeira vez que vi achei-o insuportável e perturbador. Eu chego lá.

Lei pretende IMPOR programação na TV a Cabo

Publicado em: 10-12-2007 @ 2:05 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho


Você pretende deixar o governo de seu país lhe obrigar a assistir o que ele acha certo? No projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e será votado agora na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicações (cujo relator, o deputado Jorge Bittar - PT-RJ, defende a proposta dos deputados), ficaria definido por lei que:

- 50% da rede de canais das TVs por assinatura deverá ser composta por CANAIS BRASILEIROS.
- 10% da programação dos canais estrangeiros deverá ser composta por PROGRAMAS BRASILEIROS.

Infelizmente, o Brasil se encontra nas mãos de uma política manchada aos olhos de todo o mundo, mas agora querem obrigar você, cidadão, a não ter mais suas séries e filmes disponibilizados com liberdade. Querem lhe obrigar a encontrar 50% dos canais transmitindo programas brasileiros, ou seja, sumariamente NOVELAS e: Big Brother Brasil, Casa dos Artistas, Caminhos do Coração (novela da Record onde pessoas têm super-poderes mais parecidos com os efeitos da década de 70 em Chapolin), Faustão, Gugu Liberato, Charme, Zorra Total, A Praça É Nossa, A Turma do Didi… Isso para não mencionar outros centenas de programas baseados em futilidades, depravação, jogos para pessoas com QI 25, enfim… Todo tipo de programa que a massa brasileira aplaude, mas que as classes A e B, em maioria, não se sujeitam a assistir (tais classes compõe 70% da clientela da TV paga brasileira e serão as mais prejudicadas).

Para você compreender os efeitos de tal ação, segue uma lista dos canais estrangeiros da TV Paga brasileira: Warner, Fox, CNN, History Channel, Discovery Channel, AXN, Universal Channel, Sony, TNT, ESPN, Disney Channel, HBO e muitos outros. Para ter uma programação 50% brasileira e 50% estrangeira, veríamos uma reformulação das empresas como NET e SKY, que nos presentearia com pacotes recheados de canais ao estilo de: TV Senado, TV Cultura, Futura, Nacional Brasil, TV Justiça, TV Câmara, Canal Universitário, Rede Globo, SBT, Rede TV, Band, TV Rá-Tim-Bum, Canal Rural e muitos outros.

E sabem quais medidas serão tomadas caso a lei seja aprovada?

Ou o preço de sua TV a cabo irá subir MUITO (para poder ter os novos e incríveis canais brasileiros recheados de uma programação rica e deslumbrante), ou OS CANAIS ESTRANGEIROS SERÃO CORTADOS. Como informa o Presidente-Executivo da ABTA, Alexandre Annenberg: “A imposição das cotas de conteúdo nacional ou vai encarecer – e muito - o serviço aos assinantes ou vai forçar os programadores e operadores a reduzirem os canais estrangeiros, o que pode inviabilizar toda a indústria de TV por assinatura no País“.

Você vai permitir que isso aconteça sem mover um dedo?

No que depender do Cinema com Rapadura/IsFree e da ABTA, não!
Por isso convidamos a todos vocês, usuários dos portais Cinema com Rapadura e IsFree.TV, a assinar o manifesto criado pela ABTA, que visa enviar um número imenso de mensagens para os autores / relatores deste projeto.

CLIQUE AQUI E PROTESTE CONTRA ESTE DESCARAMENTO DA POLÍTICA BRASILEIRA! Basta preencher o formulário e enviar o seu protesto.

Leia abaixo as conseqüências que isso causaria para sua TV A CABO:

- Menos liberdade de escolha: Ao impor uma cota artificial e arbitrária na exibição da TV por assinatura, automaticamente a lei restringiria as opções de canais em nosso País. Isto praticamente isola o Brasil do resto do mundo, pois limita a livre circulação de bens culturais com base em seu país de origem. Este projeto é um passo ao autoritarismo, já que permite o controle dos meios de comunicação, e um ataque � liberdade garantida como direito fundamental no Art.5° da nossa Constituição Federal.

- Redução da livre escolha de canais: Com a definição de cotas de exibição, canais já consolidados na programação que não possam cumprir os critérios do projeto ficam ameaçados de extinção. Mesmo o investimento em novos canais e em nova programação fica comprometido diante deste cenário. Como resultado, empregos diretos e indiretos ligados a todo setor de TV por assinatura ficam ameaçados.

- Menor diversidade na programação: Como a demanda para preencher a programação dos canais é gigantesca – basta considerar que para consolidar 24 horas de uma grade é necessária a exibição de pelo menos 12 programas por dia – num primeiro momento é certo que o índice de reapresentações irá aumentar consideravelmente. Quem se recorda da cota de telas e da imposição de curtas metragens nas salas de cinema certamente sabe o que isto pode significar: reprises e mais reprises!

- Controle da informação: De forma indireta, ao determinar cotas nas TVs por assinatura, a Câmara sinaliza a disposição de interferir na programação exibida no País. Hoje, a restrição se dá por conta do país de origem. E amanhã? Alinhamento político? Que outro critério poderia ser adotado a partir daí? E se a ameaça hoje é no conteúdo veiculado na TV por assinatura (que por princípio deveria ser uma escolha individual do assinante, já que não se trata de exibição em plataforma de regime público), o que impediria futuras restrições � Internet? Aos celulares? Aos telefones?

Texto produzido por Cap_Sparrow, do portal IsFree.

Adaptação de Jogos!

Publicado em: 04-12-2007 @ 12:36 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Uma coisa que posso me orgulhar foi de ter sabido tirar proveito de minha infância. Fiz de tudo um pouco e, ainda, adorava (adoro) jogar videogames. O que muitos dizem ser coisa de criança, hoje é a indústria que mais fatura no mundo, derrubando até Hollywood, e possui uma mágica ímpar. Quem diz que um jogo como “Final Fantasy 7” é para criança é porque não sabe do que se trata. É a mesma coisa que ainda dizem quando vamos assistir s animações. Ainda existem energúmenos que falam que é coisa para criança. Resumindo, preconceito.

Então, aproveitei esse último fim de semana para dar uma organizada nas matérias sobre as três adaptações do jogaço “Resident Evil“. Quem não conhece, recomendo dar uma conferida no jogo. Tudo bem que os dois filmes que foram feitos não chegam aos pés do que a série pode oferecer, mas até que eles não são ruins (tirando o último, que é terrível). Inclusive, o final do primeiro filme é idêntico ao começo do segundo jogo. Sensacional! Mas, infelizmente, não fizeram como os fãs esperavam. E olha que eles até tentam. O que me deixa intrigado é o fato de eles nunca fazerem completamente fiel ao jogo. Pô, ele fez sucesso desse jeito nos games, como não funcionaria nas telonas? Até a apresentação do jogo do primeiro Resident Evil, que é feita com pessoas reais (live-action), se fosse transformada para as telonas, talvez ficasse legal. A única explicação plausível é que as empresas detentoras dos direitos do jogo não autorizam a reprodução idêntica do roteiro e elementos originais.

Estão tentando fazer a adaptação do jogo “Metal Gear Solid“. Se pegarem a história do primeiro jogo, todos os ambientes, inimigos, armas e etc, ela com certeza seria um dos maiores filmes de espionagem e ação de todos os tempos. Quem conhece sabe do que eu estou falando. É fenomenal. O jogo cheira a cinema. Falta só alguém para fazer. Daria uma ótima trilogia. Se conseguiram fazer “O Senhor dos Anéis” com uma maestria ímpar, mesmo sem ter imagens para se basearem na criação dos personagens, imagina fazendo uma adaptação fiel dos jogos de sucesso, onde está tudo feito, tendo apenas que transformar para a tela grande. Na parte dos rumores, Viggo Mortensen está cotado para interpretar o Solid Snake. Será? O Aragorn com aquela voz de pinguço?

O problema é que já existe um preconceito tão grande na indústria cinematográfico em relação as adaptações de jogos que tudo acaba sendo muito difícil. Quem começou agora a dar uma reviravolta foi o filme “Terror em Silent Hill“. E por falar nesse filme, todos os ambientes dele são IDÊNTICOS aos do jogo. Fantástico! Até os inimigos estão fiéis. Se o roteiro não fosse tão fraco, o filme seria perfeito. Seria o grande exemplo de como se fazer uma adaptação de jogo. Aliás, se pegassem o roteiro do jogo original de Silent Hill, já seria perfeito. Mas como não foi feito assim, não adianta lamentar, valeu a intenção.

Tem tanto jogo bom que daria ótimos filmes. O problema é que a maioria dos jogos com grandes histórias é RPG, assim como “O Senhor dos Anéis“, e nem todo mundo tem dinheiro no bolso para financiar um negócio de risco como esse. Mas vamos ver, não é? Gostaria de ver um “Legend of Zelda” nos cinemas. Tem até a adaptação de “Warcraft” vindo por aí. Estão chegando algumas novas adaptações, quem sabe a história muda …

Agora eu deixo algumas perguntas: será que a história do filme tem que ser idêntica a que foi mostrada no jogo? Se for idêntica, as pessoas que jogaram os games, que já conhecem muito bem a história, iriam ver ao filme no cinema? Afinal, hoje em dia os jogos estão cada vez mais cinematográficos. Será que o roteiro do filme tem que ser uma história nova, mas criada por quem fez a história do jogo? Ou os responsáveis pelos games precisam apenas supervisionar (como acontece atualmente)?

PS: No dia 11 de maio de 2007 fizemos um RAPADURACAST especial sobre as principais adaptações de jogos feitas até agora. Você não pode deixar de conferir.

Quando Um Filme é o que Menos Importa

Publicado em: 03-12-2007 @ 1:50 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

Por vezes alguns filmes ultrapassam os limites de uma sala de cinema, ou da sala de casa (quando vistos em dvd), pois representam mais do que a história que contam, representam por vezes um estado de coisas latente na sociedade da qual são produtos. O mais recente exemplo de um filme assim é o novo longa de José Padilha (Ônibus 174), “Tropa de Elite”.

Desde antes de seu lançamento “Tropa” esteve envolvido em polêmicas, primeiramente quando foi alvo de pirataria até então inédita para um filme nacional, em qualquer esquina das grandes cidades do país era possível achar um dvd � cinco reais. Recém-lançado, para platéias seletas em festivais de cinema, o filme esteve mais uma vez no centro de debates calorosos, pois recebeu acusações de se tratar de uma obra fascista.

Mas o que é fascismo? Recorrendo � Wikipédia, que se referenciou num artigo da Enciclopédia Italiana de 1932, escrito por Giovanni Gentile e atribuído a Benito Mussolini, o fascismo é descrito como um sistema no qual “o Estado não apenas é autoridade que governa e molda as vontades individuais com leis e valores da vida espiritual, mas também poder que faz com que a sua vontade no estrangeiro prevaleça. …Para o fascista, tudo está dentro do Estado e … nem indivíduos ou grupos estão fora do Estado… Para o Fascismo, o Estado é absoluto, perante o qual os indivíduos ou grupos são apenas algo de relativo.” Nesse sentido, “Tropa” pode ser caracterizado como fascista? Creio que não, pois até certo ponto denuncia a falência de nosso Estado para resolver os problemas da segurança pública. Produções hollywoodianas recentes, como “300” e “Tróia” estariam mais próximas de serem fascistas, por trazerem toda uma simbologia embutida, como já apontaram diversos críticos. Isso quer dizer que “Tropa” faz um retrato contundente da realidade social brasileira dos dias de hoje? Que se trata de uma obra essencial para quem procura entender nosso país?

Para a primeira pergunta a resposta é sim, poucas vez se viu a violência em nossas favelas tratada de maneira tão nua e crua, mas para a segunda pergunta a resposta é não necessariamente. Justamente as características que fazem do filme uma obra tão forte é que colocam em cheque a sua interpretação da realidade social brasileira, primeiramente a opção do diretor de ter como narrador em off o capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura): a versão que ouvimos da “guerra” do tráfico é a sua, somos levados a comprá-la como a verdadeira. Aqui não acontece como “Platoon”, no qual o narrador Charlie Sheen se divide entre a versão de dois superiores seus, Tom Berenger e Willen Defoe, e ao final acaba escolhendo um dos lados, já em “Tropa” não há opção: se correr o bicho pega se ficar o bicho come (ou melhor, mata). Ainda mais quando a narrativa se pretende tão próxima a de um documentário (no caso um documentário com um único entrevistado), estamos diante de uma testemunha ocular dos fatos, portanto qualquer opinião nossa vai parecer arrogante e infundada, tomada a partir da experiência de quem vive numa torre de marfim. E essa impressão fica forte por um detalhe muito importante: o personagem melhor desenvolvido de todo filme é o próprio Capitão Nascimento (interpretado magistralmente por Wagner Moura), cheio de contradições, motivações e o único capaz de interpretar a realidade que cerca a todos.

De um lado estão os traficantes sanguinários, de outro os policiais corruptos que não fazem seu trabalho direito, a única saída é o BOPE, que conta em seus quadros com policiais capazes de fazer o que deve ser feito. E justificando a existência do tráfico está a classe média, que sonha em consumir seu baseado impunemente nos intervalos de seu trabalho voluntário em ong’s. Esse é o máximo de complexidade com que o filme trata drogas e violência policial, algo estranho, para um cineasta que conseguiu tecer uma teia bem mais complexa a partir do caso de seqüestro do ônibus em 2000. Esse sim, um documentário que consegue construir uma história a partir de diversos pontos de vistas, conflitantes por vezes, mas que ajudam a compor um quadro geral a partir de um fato isolado.

Um filme é antes de tudo uma obra de arte, que se insere numa linguagem específica (no caso a cinematográfica), e que não necessariamente precisa falar das mazelas sociais para possuir valor artístico. Mas uma vez que resolve fazer dessas mazelas seu tema, espera-se que ao menos não pegue uma história e seus personagens (policiais, traficantes, “maconherinhos”) e os retire de seu contexto social mais amplo, isso o empobrece tanto como interpretação quanto como obra cinematográfica. Por exemplo, imaginem se mais alguns personagens do filme tivessem a mesma profundidade do Capitão Nascimento.

Num contexto social mais amplo é que a recepção do filme ganha mais significado do que o próprio filme, em entrevistas o diretor e os atores afirmam que não desejavam fazer uma apologia da tortura como prática comum da polícia, que leituras que sugerem isso estão totalmente equivocadas. Então uma pergunta faz-se não só necessária, mas urgente: que tipo de sociedade celebra cenas de tortura e as exalta como comportamento esperado de sua polícia? O mesmo tipo de sociedade que lava as mãos e não se responsabiliza perante seus atos, vejamos o caso dos viciados em drogas: se eu sou um filho da classe média viciado em maconha ou cocaína levo a morte pra dentro da favela, então se eu passar a consumir drogas sintéticas (como êxtase), vendidas por traficantes de classe média como eu está tudo resolvido, acabaram-se os problemas da favela. Afinal, quando se faz uma batida atrás de um traficante de êxtase não se tortura livremente seus vizinhos até que o entreguem, a sociedade se revoltaria com casos assim contra moradores de apartamentos bem localizados.

Mas o problema das inúmeras favelas no Rio e pelo Brasil a fora não se reduz � s drogas: saneamento básico, educação e desemprego também fazem parte do pacote. Enfrentar todos esses problemas requer responsabilidade e tomada de posição política (partidária ou não), e é muito mais fácil culpar traficantes, policiais corruptos, viciados ou até mesmo cineastas pelos problemas sociais. Enquanto isso não ocorrer o problema só tende a piorar, e quando o BOPE descer o morro pra fazer incursões na zona sul do Rio (porque uma hora fatalmente isso vai acontecer se não for feito nada), aí sim estaremos � beira do fascismo.

Fofocar ou não?

Publicado em: 27-11-2007 @ 11:17 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Katie Holmes querendo fugir com a filha, Lindsay Lohan com suas manias e futilidades, Paris Hilton sendo presa ou dando os escândalos de praxe, Angelina Jolie e Brad Pitt cada dia com algo inusitado… ufa! Se eu for continuar citando as outras milhões de fofocas que circulam todos os dias pelas páginas virtuais, revistas especializadas e colunas do gênero, não caberiam neste pequeno espaço que tenho. Nossos brilhantes astros não são só alvos de novos projetos e afins, mas também possuem uma vida pessoal que, como dá para perceber, na maioria das vezes, vira alvo de boatos e fatos dos tablóides internacionais.

Por menos especialista em fofoca que o CCR seja, não é novidade que sempre colocamos na seção notícias umas fofoquinhas básicas quando achamos que seja algo de interesse de determinado público, porque é óbvio que tem gente que adora ler essas notícias quentíssimas. Por exemplo, eu não sou muito fã da Paris Hilton, mas acho tão absurdas as coisas que ela apronta que quando sai uma nota sobre ela, logo me interesso em ler para rir um pouco ou reforçar a futilidade dela. Com ou sem fofocas, o CCR não abandona a parte séria da coisa e sempre tenta atualizar os leitores do que está rolando no mundo cinematográfico afora, tentando fazer um mix do útil e do agradável.

Por que eu estou falando isso se todos já sabem, não é? Porque nós da equipe recebemos recentemente um e-mail de uma leitora insatisfeita com o abuso que estamos fazendo na seção noticiária, exagerando no número de fofocas e desvirtuando a proposta do site. Achei interessante pegar isso como gancho e explanar sobre alguns pontos de vista acerca do assunto, até porque eu também sou um dos responsáveis por colocar material do gênero aqui no CCR e concordo que nem todo mundo está interessado em notícias que não se refiram diretamente ao cinema, que nem todos se importam se ator X ou atriz Y está feliz com o casamento, ou esperando um bebê ou tendo um barraco entre uns, enfim. Do mesmo jeito que é certo que muitos adoram saber as novidades na vida de seus artistas preferidos, até mesmo aqueles que não são grandes admiradores de fofoca e só querem se informar. Este é o fato: informar e não fofocar, apesar de a fofoca ser uma conseqüência onde sempre terá gente que vai querer ler, e tal interesse sobre o assunto vai depender do gosto de cada um.

O CCR não pode se limitar demais, pois temos um público eclético que se agrada com isso ou aquilo que publicamos, o que gera um certo fanatismo até pelos nossos redatores que sempre recebem elogios ou críticas, mas é preciso entender que precisamos lidar com assuntos de interesse em geral para atender a necessidade (ou a curiosidade) de qualquer leitor, principalmente aquele que nos visita pela primeira vez. Acho que o que incomoda alguns é a maneira como os assuntos são abordados, dosando ou não o sensacionalismo e é claro que não usamos a mesma medida quanto a mídia especializada, até porque não vivemos disso. Somos até pacientes ao lidar com um assunto e procuramos não colocar a notícia somente por colocar, mas pensamos no que pode atrair um clique dos nossos leitores. Em tudo na vida sempre tem algo que desagrada, do mesmo jeito que tem muita coisa que nos agrada. Gostos não se discutem, se compartilham. E fofoca sempre vai existir. Aqui, lá. Sempre.

Spot de Sweeney Todd em primeira mão!

Publicado em: 24-11-2007 @ 2:42 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Lais Cattassini


SWEENEY TODD – O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET” demorou para ter suas qualidades musicais divulgadas, mas um novo spot revela momentos mais semelhantes ao musical da Broadway do que aos clássicos do diretor Tim Burton (“Ed Wood”), como “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”.

O destaque do novo vídeo fica para um rápido trecho da voz de Helena Bonham Carter (“Clube da Luta”) em dueto com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”). Quando o barbeiro Benjamin Barker retorna a Londres, após ter sido preso injustamente e perdido esposa e filha para a corrupção da cidade, encontra nos braços da quituteira Mrs. Lovett um modo para se vingar de todos que compactuaram com a destruição de sua família. Enquanto utiliza a profissão de barbeiro como forma de aproximação de suas vítimas Mrs. Lovett assa a carne dos corpos assassinados em suas tortas. É a canção que dá origem parceria que Depp e Carter, como Todd e Lovett, entoam ao admirar a cidade de Londres na época vitoriana, tão cruel e imunda quanto o conturbado Todd acredita ser.

SWEENEY TODD” ainda guarda algumas surpresas quanto ao poder vocal de seu elenco. O ator Sacha Baron Cohen (“Borat”) interpreta o barbeiro Adolfo Pirelli, concorrente de Todd, e encena um dos momentos mais divertidos e admiráveis do musical, uma competição com Depp. Rumores de que a canção “The Contest”, que completa a cena, seria um rap assustaram os fãs e foram desmentidos por Burton, que alegou que Cohen tem formação no canto.

Outro mistério é Alan Rickman (“Simplesmente Amor”) que, muito embora já tenha exibido seus dotes vocais no cinema, não possui provas mais consistentes de seu talento além de um bizarro vídeo, que você pode assistir clicando aqui. Rickman é o juiz Turpin, responsável pela prisão de Todd e principal desafeto do barbeiro.

SWEENEY TODD” é inspirado em uma lenda urbana inglesa e se tornou um musical teatral em 1979, nas mãos do talentoso Stephen Sondheim (“West Side Story”). A adaptação, dirigida por Tim Burton, tem roteiro de John Logan (“O Aviador”) e deve estrear no Brasil no dia 8 de fevereiro.

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