Você pretende deixar o governo de seu país lhe obrigar a assistir o que ele acha certo? No projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e será votado agora na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicações (cujo relator, o deputado Jorge Bittar - PT-RJ, defende a proposta dos deputados), ficaria definido por lei que:
- 50% da rede de canais das TVs por assinatura deverá ser composta por CANAIS BRASILEIROS.
- 10% da programação dos canais estrangeiros deverá ser composta por PROGRAMAS BRASILEIROS.
Infelizmente, o Brasil se encontra nas mãos de uma política manchada aos olhos de todo o mundo, mas agora querem obrigar você, cidadão, a não ter mais suas séries e filmes disponibilizados com liberdade. Querem lhe obrigar a encontrar 50% dos canais transmitindo programas brasileiros, ou seja, sumariamente NOVELAS e: Big Brother Brasil, Casa dos Artistas, Caminhos do Coração (novela da Record onde pessoas têm super-poderes mais parecidos com os efeitos da década de 70 em Chapolin), Faustão, Gugu Liberato, Charme, Zorra Total, A Praça É Nossa, A Turma do Didi… Isso para não mencionar outros centenas de programas baseados em futilidades, depravação, jogos para pessoas com QI 25, enfim… Todo tipo de programa que a massa brasileira aplaude, mas que as classes A e B, em maioria, não se sujeitam a assistir (tais classes compõe 70% da clientela da TV paga brasileira e serão as mais prejudicadas).
Para você compreender os efeitos de tal ação, segue uma lista dos canais estrangeiros da TV Paga brasileira: Warner, Fox, CNN, History Channel, Discovery Channel, AXN, Universal Channel, Sony, TNT, ESPN, Disney Channel, HBO e muitos outros. Para ter uma programação 50% brasileira e 50% estrangeira, veríamos uma reformulação das empresas como NET e SKY, que nos presentearia com pacotes recheados de canais ao estilo de: TV Senado, TV Cultura, Futura, Nacional Brasil, TV Justiça, TV Câmara, Canal Universitário, Rede Globo, SBT, Rede TV, Band, TV Rá-Tim-Bum, Canal Rural e muitos outros.
E sabem quais medidas serão tomadas caso a lei seja aprovada?
Ou o preço de sua TV a cabo irá subir MUITO (para poder ter os novos e incríveis canais brasileiros recheados de uma programação rica e deslumbrante), ou OS CANAIS ESTRANGEIROS SERÃO CORTADOS. Como informa o Presidente-Executivo da ABTA, Alexandre Annenberg: “A imposição das cotas de conteúdo nacional ou vai encarecer – e muito - o serviço aos assinantes ou vai forçar os programadores e operadores a reduzirem os canais estrangeiros, o que pode inviabilizar toda a indústria de TV por assinatura no País“.
Você vai permitir que isso aconteça sem mover um dedo?
No que depender do Cinema com Rapadura/IsFree e da ABTA, não!
Por isso convidamos a todos vocês, usuários dos portais Cinema com Rapadura e IsFree.TV, a assinar o manifesto criado pela ABTA, que visa enviar um número imenso de mensagens para os autores / relatores deste projeto.
Leia abaixo as conseqüências que isso causaria para sua TV A CABO:
- Menos liberdade de escolha: Ao impor uma cota artificial e arbitrária na exibição da TV por assinatura, automaticamente a lei restringiria as opções de canais em nosso País. Isto praticamente isola o Brasil do resto do mundo, pois limita a livre circulação de bens culturais com base em seu país de origem. Este projeto é um passo ao autoritarismo, já que permite o controle dos meios de comunicação, e um ataque � liberdade garantida como direito fundamental no Art.5° da nossa Constituição Federal.
- Redução da livre escolha de canais: Com a definição de cotas de exibição, canais já consolidados na programação que não possam cumprir os critérios do projeto ficam ameaçados de extinção. Mesmo o investimento em novos canais e em nova programação fica comprometido diante deste cenário. Como resultado, empregos diretos e indiretos ligados a todo setor de TV por assinatura ficam ameaçados.
- Menor diversidade na programação: Como a demanda para preencher a programação dos canais é gigantesca – basta considerar que para consolidar 24 horas de uma grade é necessária a exibição de pelo menos 12 programas por dia – num primeiro momento é certo que o índice de reapresentações irá aumentar consideravelmente. Quem se recorda da cota de telas e da imposição de curtas metragens nas salas de cinema certamente sabe o que isto pode significar: reprises e mais reprises!
- Controle da informação: De forma indireta, ao determinar cotas nas TVs por assinatura, a Câmara sinaliza a disposição de interferir na programação exibida no País. Hoje, a restrição se dá por conta do país de origem. E amanhã? Alinhamento político? Que outro critério poderia ser adotado a partir daí? E se a ameaça hoje é no conteúdo veiculado na TV por assinatura (que por princípio deveria ser uma escolha individual do assinante, já que não se trata de exibição em plataforma de regime público), o que impediria futuras restrições � Internet? Aos celulares? Aos telefones?
Texto produzido por Cap_Sparrow, do portal IsFree.



Katie Holmes querendo fugir com a filha, Lindsay Lohan com suas manias e futilidades, Paris Hilton sendo presa ou dando os escândalos de praxe, Angelina Jolie e Brad Pitt cada dia com algo inusitado… ufa! Se eu for continuar citando as outras milhões de fofocas que circulam todos os dias pelas páginas virtuais, revistas especializadas e colunas do gênero, não caberiam neste pequeno espaço que tenho. Nossos brilhantes astros não são só alvos de novos projetos e afins, mas também possuem uma vida pessoal que, como dá para perceber, na maioria das vezes, vira alvo de boatos e fatos dos tablóides internacionais.
1. A LEI DO DESEJO, de Pedro Almodóvar. Bem diferente da sutileza de Ang Lee, o Almodóvar dos anos 80 era visceral, subversivo e sem frescuras. Pra um filme gay, “A Lei do Desejo” é também bastante agressivo e as cenas de sexo são quase explícitas. Já faz muito tempo que vi esse filme no cinema, mas acho que até hoje nunca vi nada tão forte no gênero.
2. MORTE EM VENEZA, de Luchino Visconti. O mais aristocrata dos cineastas do mundo era gay e “Morte em Veneza” talvez seja um de seus filmes mais pessoais, ainda que seja a adaptação de um romance de Thomas Mann. Não era um roteiro escrito pelo próprio cineasta. O filme mostra a paixão de um homem doente por um adolescente de feições andróginas na Veneza dos tempos do cólera.
3. FELIZES JUNTOS, de Wong Kar-wai. O relacionamento conturbado de dois namorados que moram em Hong Kong e vão passar as férias na Argentina. Um filme sobre os altos e baixos de uma relação, com uma belíssima fotografia e as já conhecidas elipses de Kar-wai.
4. AS REGRAS DA ATRAÇÃO, de Roger Avary. Filme sobre uma ciranda de paixões das mais diversas envolvendo um bissexual, uma garota virgem, um traficante de drogas e um namorado ausente. Um filme com uma narrativa não-linear a cargo do roteirista de “Pulp Fiction”.
5. TRAÍDOS PELO DESEJO, de Neil Jordan. Na época que “Traídos pelo Desejo” surgiu nos cinemas, os responsáveis pelo marketing do filme recomendavam aos espectadores a não contar o final do filme pra ninguém. Pena que quando o filme chegou no Brasil todo mundo já sabia que a tal namorada de Stephen Rea era um transexual. Ainda assim, não deixa de ser surpreendente a cena da revelação.
6. MISTÉRIOS DA CARNE, de Gregg Araki. Esse filme pôde ser visto recentemente nos cinemas. “Mistérios da Carne” narra em paralelo a vida de dois rapazes que estudaram juntos na infância. Quando crescem, um vira garoto de programa para homossexuais e o outro fica obcecado por discos voadores. Filme “pancada”.
7. DEUSES E MONSTROS, de Bill Condon. A relação entre o diretor James Whale (dos clássicos “Frankenstein” e “O Homem Invisível”), vivendo seus últimos dias de vida, e um jovem que trabalha em sua casa como jardineiro. O diretor Bill Condon exploraria novamente a temática homo em filme mais recente: “Kinsey – Vamos Falar de Sexo”.
8. MENINOS NÃO CHORAM, de Kimberly Peirce. O filme que deu o primeiro Oscar para Hilary Swank, que levou a segunda estatueta no ano passado, com “Menina de Ouro”, de Clint Eastwood. “Meninos não Choram” trata da dificuldade de uma moça que tenta viver como um rapaz numa cidadezinha do interior dos EUA. O filme é uma tragédia barra-pesada. Destaque para a cena de sexo entre Hilary e Chloë Sevigny.
9. DESEJO PROIBIDO, de Jane Anderson, Martha Coolidge e Anne Heche. A mesma Chlöe Sevigny, um ano depois de “Meninos Não Choram”, esteve em outra produção sobre lesbianismo. DESEJO PROIBIDO é um filme de segmentos produzido pela HBO, mostrando histórias que se passam nos anos 60,70 e 2000. Novamente, Chlöe arrasa quando está em cena.
10. MADAME SATÃ, de Karim Ainouz. Pra terminar, um filme brasileiro, dirigido por um cearense e brilhantemente protagonizado por Lázaro Ramos. O filme narra a vida de João Francisco dos Santos, vulgo “Madame Satã”, no Rio de Janeiro da década de 30. Além de homossexual, João Francisco era negro, o que só aumentava o nível de preconceito da sociedade. Felizmente ele tinha muita coragem. E quando precisava partir pra porrada, isso não era problema pra ele.
A internet tem mudado a relação das pessoas com o cinema. Não que se tenha passado a gostar mais ou menos de ver filmes. Mas houve uma mudança e ela veio para melhor. Hoje é possível encontrar filmes que seriam praticamente impossíveis de se ver dez anos atrás. Isso porque a internet se tornou não apenas um meio de se aprender sobre cinema através de sites especializados ou de listas de discussão: é que ela também disponibiliza os próprios filmes para download mesmo. Não duvido nada que filmes raros como “The Day the Clown Cried”, de Jerry Lewis, ou “Fear and Desire”, de Stanley Kubrick, já estejam nos e-mules ou torrents da vida.
Quando recebi o e-mail do Jurandir Filho (o Juras), indicando
Desde que Fábio Barreto conseguiu a façanha de ter um filme indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Quatrilho” (1995), a cada novo sucesso de nosso cinema, cogita-se quais as chances de finalmente um filme brasileiro ganhar o prêmio mais famoso do cinema mundial. Não que premiações internacionais sejam novidade para nós, Glauber Rocha, Anselmo Duarte, Hector Babenco (mezzo argentino mezzo brasileiro) e até mesmo Arnaldo Jabor já tiveram filmes premiados em importantes festivais como Cannes, mas o prêmio da Academia de Artes de Hollywood tornou-se uma verdadeira obsessão brasileira.


