Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Exclusão social

Publicado em: 22-10-2007 @ 12:49 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

É inquestionável o poderio econômico e social que os Estados Unidos exercem sob os demais país da América. Não é a toa que são o país considerado com o melhor índice de desenvolvimento, mas é revoltante ver a idéia de exclusão tida por eles em relação ao resto da América. Nunca fui desses radicalistas e nem pretendo ser, e, por sinal, admiro muita coisa da cultura americana (sim, assumo, e podem me criticar), mas, visto de camarote, é clara a impressão que eles têm de que são o topo do mundo, o grande centro econômico e o resto dos países americanos não passam de florestas, lares de índios, pólos de contrabandos e tráficos de drogas, etc. Não é nóia minha, pois o cinema está aí para provar.

Vou começar com um exemplo bem exagerado: o filme “Bem-Vindo Selva”, em que The Rock interpreta um caçador de recompensas que vai procura do filho de um magnata (vivido por Seann William Scott). Adivinhem onde é a tal Selva do título? Na Floresta Amazônica. No filme, o Brasil é retratado como uma grande represa onde um gringo (vivido por Christopher Walken) se aproveita da mão de obra barata e usa dos brasileiros como verdadeiros escravos, e o pior de tudo: os brasileiros não se mostram nem um pouco descontentes com isso e ainda agem como capangas do gringo, protegendo-o. Sem falar na linguagem castelhana horrivelmente forçada falada pelos “brasileiros” do filme, tentando enganar a todos que aquilo é português. Para nós, é ridículo (chegando até a ser cômico), mas para eles, tanto faz, afinal, português, castelhano, tudo é a mesma porcaria.

E esse lance de colocar atores falando em espanhol ou castelhano para enganar que são brasileiros falando em português não é novidade, e os exemplos são muitos. Usando um filme de grande conhecimento do público: quem lembra daquela cena de “Sinais”, em que os protagonistas assistem a um telejornal e lá estão informando que os ETs invadiram o Brasil, jogando para uma imagem de criancinhas apontando para um beco e gritando um “ali atrás” que nem aqui nem na China é português?

O filme “Mr.Magoo”, estrelado por Leslie Nielsen, também tem boa parte da trama centrada no Brasil (que, na verdade, sabemos que ali não é o Brasil). Para variar, o que é mostrado é um monte de mato, além de uma seqüência curiosa em que o velhinho ruim de vista, “Mr.Magoo”, conversa com um babuíno. Desde quando existem babuínos, uma espécie tipicamente africana, aqui no Brasil? Enfim, para eles, somos tudo índios ou animais, não é?

E olhem que até agora só citei o Brasil como alvo da exclusão social estadunidense. Já fizeram a conta de em quantos filmes policiais o vilão é um grande traficante de drogas colombiano, ou um contrabandista paraguaio? Já virou foi tradição remeter a imagem desses países a coisas negativas. Até parece que nos EUA só existem santos! O mais recente exemplo é o recém estreado “Miami Vice”, em que a dupla de tiras protagonistas viaja até esses países para se infiltrar numa gangue que fazem adivinhem o que? Um doce para quem adivinhar. Sem falar na exagerada imagem de subúrbio mostrada no filme, como se os países fossem apenas aquilo.

Não gosto de generalizações, e sei muito bem que não são todos os dos Estados Unidos que enxergam o resto do mundo com esses olhos, mas, pelo menos no mundo do cinema, é lamentável o que se tem visto. Nós pelo menos temos orgulho de nossa cultura, e apesar de não sermos tão desenvolvidos economicamente, prezamos por nossa valorização.

Qual é a Cena? - Edição #06

Publicado em: 16-10-2007 @ 7:07 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

A edição passada foi mais fácil que bunda de velho. Essa edição também vai ser fácil! Diferente do que você já viu por aí, o objetivo do QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome e sua cidade) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada! Demoram MUITO! Quase fizeram a seção acabar!
(13 de Novembro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Jack (Leonardo de Paiva Fernandes)
Descrição da cena: Jack, um garoto de 10 anos que aparenta ter 40, conversa com seu professor particular, Sr. Woodruff, e quer saber porque ele não pode ir para uma escola normal com as outras crianças. Depois de muito tentar seus pais lhe permitem ir a escola normalmente. (Juliano Aragão Pessoa)
Dificuldade: 3/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: O Rei Leão (Leonardo de Paiva Fernandes)
Descrição da cena: O rei Mufasa acorda muito contrariado o seu filho Simba antes do amanhecer, o rei mostra a beleza do nascer do sol, mostrando que cada cantinho do seu grande reino será herdado pelo leãozinho. (Leonardo de Paiva Fernandes)
Dificuldade: 1/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Resident Evil: O Hospede Maldito (Renan T. Silva)
Descrição da cena: Esta cena é logo no começo do filme, quando, um homem, que terá sua identidade revelada mais tarde, está roubando do laboratório o T-Vírus e o Anti-Vírus. Este laboratório fica na “Colméia”, uma estrutura subterrânea e secreta, criada pela Umbrella Corporation, onde ali são feitas pesquisas ilegais. No entanto, com este vírus, esse homem pretende vender por muito dinheiro e ainda desmascarar a Umbrella. Mas ele já começou fazendo tudo do jeito errado. E seu primeiro erro foi “sem querer” deixar o vírus cair e se espalhar pela Colméia. (Guilherme Diniz)
Dificuldade: 3/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

A culpa é sempre do DNA

Publicado em: 15-10-2007 @ 5:24 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Coelho

Quem nunca ouviu algum personagem de filme dizer: “Veja, o DNA da criatura está se multiplicando!”? Esses comentários são bastante comuns em filmes de ficção científica, nos quais, além do DNA, os cientistas conseguem observar vírus ou aquelas bactérias (que têm cara de protozoários) em simples microscópios ópticos (aliás, tudo nos filmes parece se resolver com um microscópio), o que, até o presente momento, é simplesmente impossível. Como pôde o Superman ter tido um filho com Louis Lane se ambos pertencem a espécies diferentes? (Será que o roteirista nunca ouviu falar em incompatibilidade genética?). Como a tartaruga de “Procurando Nemo” permanecia em uma corrente oceânica por horas sem subir para respirar? Sendo biólogo e cinéfilo, não poderia deixar de comentar esses impropérios biológicos tão comuns em Hollywood, tendo em vista a enorme ascensão da biologia dentro do nosso contexto atual, e que certamente representou para o cinema uma fonte inesgotável de idéias.

O principal alvo da indústria cinematográfica, sem dúvidas, é a molécula do DNA. Desde a sua descoberta, em 1953, pelos cientistas Watson e Crick, ela causou fascínio na humanidade por ser a chave da vida, um guia de instruções para a construção de um ser vivo. Na literatura, televisão, quadrinhos, cinema só se fala do tão famoso DNA. Antes de sua descoberta, os autores criavam suas histórias s escuras, como no caso do Frankstein, retalho de espólios humanos que tomam vida por um raio. Agora, através da biologia molecular e da engenharia genética, os criadores podem se sentir livres para trazer vida a qualquer tipo de criatura luz da ciência, bastando utilizar alguma justificativa que contenha a sigla DNA.

Este é o caso dos super-heróis, que apesar de serem capazes de realizar proezas física e biologicamente impossíveis, baseiam-se pelo menos sob algum aspecto em estudos científicos. Como exemplo, podemos citar o Homem-Aranha, que teve seu genoma modificado pela picada de uma aranha, tornando-se o mutante com os poderes que todos nós conhecemos. Por que não falar também do recente “X-Men 3”, no qual os mutantes enfrentaram um problema bastante criativo: um indivíduo que possuía em seu material genético um gene supressor de mutações bota os mutantes frente a uma questão nunca antes imaginada, a possibilidade de tornarem-se humanos, ou seja, de serem aceitos e de se tornarem seres sociais.

Além de entretenimento, alguns filmes já anteciparam até mesmo futuros problemas éticos pelos quais nós provavelmente passaremos, como a questão da discriminação gênica vista em “Gattaca”, ou a fabricação de clones para fins comerciais mostrada em “A Ilha”. Para finalizar, é preciso ressaltar a importância do cinema como fonte de conhecimento, e o cuidado que os estúdios deveriam ter antes de aceitar qualquer desculpa biológica para emendar retalhos de roteiro, de modo que prejudique o resultado final do filme. Agora, o velho clichê de que o mordomo era sempre o culpado pode ser atualizado: a culpa agora é do DNA.

Preconceito com Gêneros

Publicado em: 09-10-2007 @ 11:51 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Aílton Monteiro

Uma das coisas que eu aprendi nesses últimos anos foi a não ter preconceito com qualquer tipo de filme. Como mantenho um blog de cinema há cinco anos, de vez em quando eu percebo o quanto alguns gêneros são desprezados e relegados a uma categoria inferior por uma parcela considerável do público de cinema.

Existem dois extremos: o público dos “filmes de arte” que rejeita os gêneros mais populares e o público leigo que rejeita o “cinema de arte”. Coloco as aspas nesses termos porque eu também considero o cinema de gênero uma forma de cinema de arte.

O filme de ação de baixo orçamento é constantemente alvo de repúdio dos espectadores mais exigentes. Eu mesmo confesso que não é o meu gênero favorito quando eu entro numa videolocadora. É verdade que existe muita porcaria e o pouco tempo que a gente dispõe nessa correria que é a vida não pode ser desperdiçado com qualquer tranqueira. Por isso, é preciso fazer uma seleção, seja ela por astros ou, melhor ainda, por diretores. Por esse critério, é possível encontrar preciosidades de mestres dos filmes B, como Larry Cohen ou John Flynn, pra citar os mais conhecidos.

Um exemplo clássico de preconceito é em relação aos filmes estrelados por astros como Jean-Claude Van Damme, Sylvester Stallone ou Charles Bronson. São três casos completamente diferentes e é verdade que há realmente uma série de filmes ruins nas filmografias desses camaradas, mas ignorá-los seria um erro. Van Damme fez filmes com mestres do cinema de ação de Hong Kong, como John Woo, Tsui Hark e Ringo Lam; Stallone, antes de sujar o seu nome com as continuações de “Rambo” e “Rocky” já foi mais respeitado; e Charles Bronson fez muitos filmes excelentes ao longo de sua longa carreira, tendo trabalhado com mestres como Sergio Leone, Sergio Solima, Walter Hill e John Sturges. Sem falar que esses três astros têm carisma suficiente para levar um filme inteiro nas costas.

O filme pornô é até desnecessário dizer o quanto é relegado mais baixa categoria. São filmes que já nascem marginais e proibidos. Mas mesmo esse gênero também possui os seus clássicos. E não me refiro a “Império dos Sentidos” ou coisa do tipo, mas a filmes de sexo explícito mesmo. É possível encontrar no meio da lama onde o gênero costuma nadar casos de filmes de vanguarda e que imediatamente se tornaram cultuados pelos fãs, ainda que continuem desconhecidos pela maior parcela dos fãs de cinema. Alguns casos que mereceriam destaque: “Café Flesh”, “Misty Beethoven”, “Fresh Meat”, “Justine”.

E do mesmo jeito que há o preconceito por parte desse público mais exigente, também há, naturalmente, das pessoas que não têm o hábito de variar o seu cardápio e provam sempre da mesma “fast food” servida por Hollywood. Para elas, “filmes-cabeça” é o mesmo que “filme sem pé nem cabeça”. Ver filmes de Robert Bresson, Luis Buñuel ou Alejandro Jodorowski seria então diversão pra gente doida. Até hoje não me esqueço do dia em que indiquei “Cidade dos Sonhos” para um amigo meu e ele saiu do cinema p. da vida comigo. Aí eu falei pra ele, rindo: “você é um privilegiado de ter assistido a esse filme no cinema.” E eu falava isso com convicção.

Há também preconceito relativo idade do filme. O público comum acha que filme produzido na década de 80 é filme antigo, enquanto que o cinema existe desde o começo do século e é possível ver obras-primas de quase cem anos de idade se você visitar a sessão de clássicos da locadora.

No fim das contas, é tudo uma questão de ver cinema com os olhos abertos e perceber o quão rica pode ser a apreciação de um filme. Claro que não é aconselhado a uma pessoa que não tem o hábito de ver filmes a pegar logo de cara um Godard ou um Tarkovski. A esses se chega aos poucos, através do interesse e da leitura. Hoje em dia, com a democratização da informação que veio com o advento da internet, o conhecimento está a um clique de distância.

Qual é a Cena? - Edição #05

Publicado em: 09-10-2007 @ 1:50 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

Pela primeira vez passaram 5 dias para resolverem a edição passada. O que aconteceu? Vocês estão fracos! Vamos ver agora! Diferente do que você já viu por aí, o objetivo do QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome e sua cidade) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada! Rapidinho, rapidinho! ;)
(09 de Outubro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Karate Kid - A Hora da Verdade (Bruno Garcia)
Descrição da cena: O jovem Daniel LaRusso muda-se com sua mãe de New Jersey para Califórnia, para começar uma nova vida após a morte de seu pai. Na última noite do verão, Daniel e seus novos amigos da escola estão na praia jogando futebol, onde uma menina chamada Ali Mills recebe sua atenção. Para impressiona-lá, ele demonstra a sua habilidade realizando embaixadas. (Bruno Garcia)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 5/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Vôo United 93 (Lucas Verão)
Descrição da cena: Depois de saberem dos ataques as torres gêmeas, os tripulantes do vôo 93 que estão reféns dos terroristas, em um ato de desespero começam a ligar para seus familiares para se despedir, pois acreditam que não há mais chance de sobreviver. (Leonardo de Paiva Fernandes)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 7/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: V de Vingança (Hugo)
Descrição da cena: V detona o Big Ben (na foto) e o Parlamento inglês, pedindo aos cidadãos que se rebelem contra o governo. (Hugo)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 4/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

Qual é a Cena? - Edição #04

Publicado em: 04-10-2007 @ 11:49 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

Mais mole que pimba de velho. É o que podemos definir essa quarta edição. Nas edições anteriores, em pouco tempo os 3 filmes e cenas foram identificadas. Desta vez, no piscar de olhos, os filmes serão descobertos! Diferente do que você já viu por aí, o objetivo do QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome e sua cidade) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada depois de muito tempo! ;)
(09 de Outubro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Top Gun - Ases Indomáveis (Marcus Rocha)
Descrição da cena: Essa cena foi a primeira grande missão de Maverick (Tom Cruise) após ter perdido seu grande amigo, quase irmão, apelidado de Goose. O trauma ainda estava latente, mas após receber um chamado desesperado de Iceman (Val Kilmer). Antes do avião partir em direção ao combate, vários close-ups são feitos no rosto de Maverick. Esse é um desses. Após ele, o avião decola e com peripércias maravilhosas Maverick consegue livrar Iceman (ora colega, ora desafeto) do perigo e quebra o trauma por conta da morte do grande amigo. (Alencar Marinho)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 2/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Exterminador do Futuro (Leonardo de Paiva Fernandes)
Descrição da cena: O Ciborgue T-800, vindo do futuro, volta para o passado, e chega á terra. Sua missão agora é exterminar a mãe de um futuro líder dos humanos na guerra entre as máquinas. Mas como nada sem vida, como roupas, passa pela “viagem” no tempo, ele retorna ao passado como veio ao mundo. Pelado. Agora ele precisa de algumas roupas “emprestadas”, e quem não emprestar, vai se machucar, como acontece com um grupo de punks que ele encontra, que se recusa a dar as roupas para ele. (Guilherme Diniz)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 2/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca (Renan)
Descrição da cena: O jovem padawan Luke Skywalker, seguindo a orientação do espírito de Obi-Wan Kenobi, vai para o planeta pantanoso Dagobah para receber treinamento de um pequeno ser estranho com grandes poderes jedi, o mestre Yoda, e tornar-se assim um jedi de verdade. A cena em questão é durante este treinamento, onde Luke carrega Yoda nas costas enquanto atravessa o pantanoso planeta em direção a sua nave X-Wing que está imersa em uma lago. E ele terá que retirá-la do lago somente com o poder da mente. (Bruno Garcia)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 1/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

Qual é a Cena? - Edição #03

Publicado em: 04-10-2007 @ 12:08 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

Vamos dar seqüência e começar a desafiar as suas habilidades. Nas edições anteriores, em pouco tempo os 3 filmes e cenas foram identificadas. Veremos agora! Diferente do que você já viu por aí, o objetivo do QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome e sua cidade) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada! Parabéns aos que acertaram! ;)
(04 de Outubro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Tudo Acontece em Elizabethtown (Lincoln Péricles)
Descrição da cena: A banda formada por parentes do falecido Mitch começa a tocar em seu funeral. No meio da apresentação uma águia é lançada por cordas acima do salão, e derrepente começa a pegar fogo. Logo o alarme de incêndio começa a jorrar água do teto, mas a banda não para de tocar e o Rock serve como consolo a cada membro, e a alguns espectadores. (Lincoln Péricles)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 7/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Crash - No Limite (Juliano Aragão Pessoa)
Descrição da cena: Farhad culpa Daniel pela destruição da sua loja porque este não trocou a fechadura e vai atrás dele para matá-lo. A filha de Daniel, que acredita estar com uma capa que a protege dada pelo pai, corre em sua direção para protegê-lo. (Juliano Aragão Pessoa)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 4/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Rocky - Um Lutador (Juliano Aragão Pessoa)
Descrição da cena: Rocky, após correr atrás de galinhas, parte em uma sensível e emocionante ‘montage’ mostrando o tempo passando e os preparativos para sua luta com Apollo. Ele corre, pula cordas, sobe escadas e termina esse tocante clip de desenvolvimento, no alto de uma escadaria na Filadélfia, no local, onde anos depois estará uma estátua sua. (Daniell Castro)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 2/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

Qual é a Cena? - Edição #02

Publicado em: 01-10-2007 @ 3:11 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

A primeira edição foi muito fácil. Essa segunda também está. O objetivo é que no começo seja assim mesmo, para vocês leitores irem se acostumando com a forma que iremos trabalhar. Esta seção é totalmente interativa. Diferente do que você já viu por aí, o objetivo do QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome e sua cidade) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada! Parabéns aos que acertaram! ;)
(01 de Outubro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Kill Bill - Volume 1 (Rui Gomes)
Descrição da cena: Depois de retalhar alguns membros dos chamados 88 loucos, A Noiva finalmente terá a sua esperada luta para vingar-se de O-Ren Ishii. Mas espere, ouve-se o som de carros e motos la fora e depois passos correndo rapidamente em sua direção, logo após, capangas mascarados saem de todas as partes do estabelecimento. Sua vingança teria que esperar mais um pouco, e se por um segundo ela achou que seria fácil chegar até O-Ren Ishii, ela infelizmente se enganou. Guiados pelo grito forte e agudo de seu general Johnny Mo, membros dos 88 loucos rapidamente cercam A Noiva. (Lincoln Péricles)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 3/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: X-Men 3 - O Confronto Final (Rui Gomes)
Descrição da cena: Magneto manda o Fanático seqüestrar o garoto que está sendo usado para fabricar a cura, ao mesmo tempo o Wolverine manda a Kitty atrás dele para o impedir. Kitty consegue alcançá-lo e o prender usando seu poder de atravessar objetos sólidos. Ao mesmo tempo o Fanático fala: “Você sabe quem eu sou? Eu sou o Fanático, sua ****”. (Lucas Mendes)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 4/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Silêncio dos Inocentes (Rui Gomes)
Descrição da cena: A mando de Jack Crowford, a agente Clarice Starling vai ao Hospital Psiquiátrico onde está preso Dr. Hannibal Lecter a fim de pegar informações para traçar o perfil de Buffalo Bill. Depois de passar por várias celas, ela se depara com a cela de Lecter este se interessa por ela e os dois passam a trocar informações, Lecter fala sobre Buffalo Bill e Clarice fala sobre sua vida. (Juliano Aragão Pessoa)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 6/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

Qual é a Cena? - Edição #01

Publicado em: 01-10-2007 @ 12:12 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

Com o objetivo de deixar o Cinema com Rapadura cada vez mais interativo, estamos lançando uma nova área para o blog. Diferente do que você já viu por aí, o objetivo da seção QUAL É A CENA? é testar os conhecimentos e reativar a memória dos leitores do portal. Iremos publicar edições periódicas e gostaríamos de contar com a participação de todos os visitantes.

Mas o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário (e seu nome) inserido aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. De início colocaremos filmes populares, mas a idéia é que aos poucos vá ficando mais complicado. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Quem sabe até podemos um ranking, não é verdade? Vamos aos filmes e suas cenas:

ATUALIZADO: Edição encerrada! Parabéns aos que acertaram! ;)
(01 de Outubro de 2007)

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Matrix (Danilo)
Descrição da cena: Neo, o escolhido, é surpreendido por um mendigo imundo que se revela, na verdade, como sendo o afetado e prolixo agente Smith. Eles duelam pulando um em direção ao outro aos tiros, a câmera, pra variar, dá voltas em torno dos dois mostrando o belo cenário digital que mimetiza uma estação de metrô tão ou mais imunda que o mendigo original. (Daniell Castro)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 2/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel (Danilo)
Descrição da cena: Saindo das Minas de Moria, a Sociedade do Anel desperta um demônio de fogo, conhecido por Balrog. A cena mostra Gandalf, o cinzento, segurando o demônio Balrog para que o restante da sociedade consiga prosseguir com a missão de destruir o anel. (Danilo)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 1/10

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Qual é o filme e qual a cena?

Nome do filme: Seven - Os Sete Crimes Capitais (Juliano Aragão Pessoa, Fortaleza/CE)
Descrição da cena: Depois de terem o prendido o assassino, os detetives David Mills e William Somerset levam-no ao local indicado por ele onde eles encontrariam Tracy Mills. Chega uma van com um pacote, Somerset o Abre e corre em direção a Mills e o assassino, Somerset pede a arma de Mills, mas este não entrega, o assassino diz o que tinha no pacote. (Juliano Aragão Pessoa, Fortaleza/CE)
Saiba mais sobre o filme: Clique aqui!
Dificuldade: 7/10

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Comentem, mas façam isso de forma bem rápida, pois outros leitores podem ser mais ágeis e sair na sua frente. Quando tivermos comentários que realmente correspondam com a descrição oficial, colocaremos abaixo de cada imagem com os respectivos créditos. Por isso é importante que coloque seu nome e sua cidade, para ficar bem bacana.

Se você não concorda com uma descrição que foi publicada, critique e faça outra. Assim, poderemos atualizar a matéria.

Quadro Clínico do Cinema Nacional

Publicado em: 29-09-2007 @ 9:49 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

Recentemente, durante o Festival de Cinema de Gramado, o diretor Jorge Furtado declarou: “o cinema ainda não morreu, mas não vai muito bem de saúde”. Diretor de sucessos recentes do cinema nacional, como “O Homem que Copiava” e “Meu Tio Matou Um Cara”, Furtado chegou a este “diagnóstico” após sua mais nova obra, “Saneamento Básico – O Filme”, não ter ido tão bem nas bilheterias quanto se esperava. A baixa das bilheterias nacionais em 2007 até agora foi sentida por praticamente todos nossos cineastas, salvando raras exceções como “A Grande Família”, e quando um dos mais importantes cineastas brasileiros (autor do já clássico curta “Ilha das Flores”) sai declarando algo desse tipo aos quatro ventos, precisamos fazer uma reflexão um pouco maior, e aprofundar o “diagnóstico” de nosso cinema.

O objetivo aqui não é esgotar o assunto, e receitar medicamentos que possam curar nosso “doente”, mas apontar pelo menos os maiores “sintomas” que afetam nossa produção cinematográfica. Primeiramente falemos das políticas públicas voltadas para o cinema, ou melhor dizendo, da política: lei de incentivo baseada em renúncia fiscal. Seja na esfera municipal, estadual ou federal, as leis de incentivo sustentam nosso cinema, e ditam a sua lógica. Eis o primeiro paradoxo: políticas públicas baseadas nas leis de mercado, mas não no bem “público”.

A lei de incentivo não disponibiliza recursos diretamente para os filmes aprovados, mas sim uma espécie de “selo de qualidade”, que possibilita aos cineastas buscarem recursos no mercado com grandes patrocinadores, que por sua vez estão interessados em patrocinar apenas aquilo que os possibilite algum “lucro”. Ora, o que pode ser mais interessante aos olhos de um potencial patrocinador: o novo filme de Fernanda Montenegro ou a estréia de um jovem cineasta?

Pronto, está instalada uma competição acirrada entre a classe artística nacional pelas migalhas da iniciativa privada, filmes que teriam capacidade de ser produzidos sem a lei, como os da Globo Filmes, disputam o mesmo parco mercado que os cineastas independentes. Políticas públicas voltadas para a valorização de nossa produção cultural? Ora, estamos em tempos neoliberais, e o Estado deve se eximir de qualquer imposição ao mercado, pois este se auto-regula sozinho.

Uma vez instaurada tal lógica, resta aos realizadores centrar todos os seus esforços na busca por patrocínio para a produção, e quando muito para a pós-produção. Assim, uma outra fase igualmente importante do processo que envolve um filme fica esquecida: a distribuição. O número de salas que exibem filmes brasileiros é ínfima em comparação � s salas dedicadas ao cinema hollywoodiano, e o tempo de exibição também é igualmente ínfimo, um filme brasileiro que consegue ficar mais de duas semanas em cartaz pode-se considerar um vencedor, e você que insiste em gostar de nosso cinema deve se apressar para ver aquele filme que tanto esperou antes que ele saia de cartaz. O resultado em números: apenas 10% das produções nacionais conseguem receitas nas bilheterias correspondentes aos valores captados com leis de incentivo.

Além disso, uma vez negligenciada a distribuição presenciamos fenômeno no mínimo curioso: o “filme na lata”, aquele que chega a esperar anos por uma vaga no circuito nacional de exibição. Estabelece-se assim um círculo vicioso: como nossos filmes não dão lucro sem apoio estatal eles não podem existir, e como os prejuízos são assumidos pelo Estado nossos cineastas e produtoras também não precisam centrar esforços em criar um público para seus filmes. Todos se transformaram numa espécie nova de funcionalismo público, capacitada e selecionada (via as leis de incentivo) para produzir um estoque considerável de filmes para o Estado.

Se essa política cultural se mostra tão ineficiente, em números e em qualidade (uma vez que compromete a produção), por que ela não é modificada? Bem, o primeiro passo para isso seria uma articulação entre a própria classe dos cineastas, capaz de discutir e propor um novo modelo tanto para as leis de incentivo quanto para o circuito de distribuição. Discutir inclusive temas considerados polêmicos, como a reserva de mercado para o cinema nacional.

Argumenta-se contra a reserva que o nosso cinema deve se impor pela qualidade, que a obrigatoriedade em exibir filmes nacionais levaria inevitavelmente a um aumento no número de produções medianas, que teriam público garantido apenas graças � reserva. Mas quem argumenta isso fala como se o cinema brasileiro tivesse uma estética definida, como se nossa escola cinematográfica não tivesse passado por vários hiatos (o mais recente na era Collor, com o fechamento da EMBRAFILME). Para falarmos apenas na tão aclamada “qualidade” de nossa produção atual, citemos algumas “estéticas” atuais: os filmes trash infantis de Xuxa, Didi e “Eliana e os Golfinhos”; aqueles que mais parecem um capítulo da novela da seis como Dom (Machado de Assis dá voltas no túmulo); ou ainda, os apêndices de seriados ao estilo do “Casseta e Planeta”. Pelo visto, a estética dominante hoje em dia é uma estética televisiva, e não cinematográfica.

Como concorrer com “Transformers”, “Shrek” e “Piratas do Caribe”? Que além de milhões de dólares em efeitos especiais e publicidade são exibidos em centenas de salas no país inteiro. Uma saída seria abrir mais espaço para cineastas como o próprio Jorge Furtado, e filmes como os recentes “O Cheiro do Ralo” e o “Céu de Suely” (que contribuem para a estética do cinema nacional). E para mostrar como a idéia não é tão absurda basta falarmos de escolas mais tradicionais que a nossa, que nunca passaram por interrupções como passamos, já adotaram a reserva de mercado para concorrer contra Hollywood.

Vide os países da União Européia (para não falarmos dos asiáticos, fortíssimos com China e Índia), que graças � pressão dos mais famosos cineastas franceses conseguiram para o cinema dos países que a integram, a exibição obrigatória de 51% para seus filmes. A reserva de mercado foi tão benéfica que fez ressurgir o cinema de vários países: França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Suécia e Holanda conseguiram reconquistar seu público. Está na hora de debatermos com seriedade o nosso cinema, e deixarmos de comprar o falacioso discurso neoliberal que prega liberdade de mercado entre desiguais, entre aqueles que dispõe de milhões (sejam hollywoodianos ou globais) e aqueles que lutam pela sobrevivência diária. No caso, a sobrevivência que está em jogo é de uma representação cultural importante para o país, o cinema, realizado por nossos artistas e focando em temas que nos são mais próximos do que carros que viram robôs ou piratas fantasmas.

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